sexta-feira, 28 de junho de 2013

FESTA DOS PESCADORES DE CABO FRIO 2013




Graças a mobilização da comunidade e de apoiadores que colaboraram através de financiamento coletivo e doações, ocorrerá pela terceira vez consecutiva, e cada vez mais forte, a Festa dos Pescadores Artesanais de Cabo Frio em homenagem a São Pedro, seu santo padroeiro.

Este evento é uma tradição desde a década de 50 e que não ocorria por mais de duas décadas até ser retomada em 2011.

O resgate da Festa dos Pescadores se confunde com a própria mobilização da classe pesqueira de Cabo Frio que se uniu em torno de sua entidade representativa de classe, a Colônia de Pescadores Z-04.

A realização da Festa do Pescador é importante pois representa a classe e a fortalece nas relações dos pescadores com os diversos setores da sociedade, confirmando a identidade pesqueira de Cabo Frio e enaltecendo a produção local, o pescado e sua organização social.

A Cardume tem o orgulho de apoiar a realização deste importante movimento que fortalece a identidade de Cabo Frio e a cultura da pesca! Viva os Pescadores!

Nossa programação confirmada:

Sábado
29/06 - 10:00 - Arrumação dos barcos no Canal do Itajuru para a procissão de domingo

Domingo
30/06 - 11:00 - Procissão lagunar de botes na Praia do Siqueira
30/06 - 14:00 - Procissão  marítima (Canal do Itajuru até a Praia do Forte)




segunda-feira, 24 de junho de 2013

Dilma propõe aplicação de 100% dos royalties do petróleo em Educação


A presidente Dilma Rousseff voltou a  pedir um pacto para que os recursos provenientes dos royalties do petróleo sejam dedicados integralmente para investimentos em educação. O Plano Nacional de Educação (PNE), em tramitação no Senado, destina 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área. E ainda destina 100% dos royalties do petróleo mais 50% do Fundo Social extraído da camada pré-sal para o financiamento da educação. Ela lembrou que nenhum país desenvolvido conseguiu evoluir sem aportes vultuosos na área.

A presidente também propôs, nesta segunda-feira (24), em reunião com governadores e prefeitos de capitais, no Palácio do Planalto, a convocação de um plebiscito para formação de uma constituinte específica para a reforma política e uma nova legislação que torne a corrupção dolosa crime hediondo. As medidas fazem parte dos cinco pactos propostos pela presidenta nas áreas de saúde, transporte público, educação, reforma política e responsabilidade fiscal.

Dilma ainda anunciou a criação do Conselho Nacional do Transporte Público, com a participação da sociedade civil, e um novo aporte de R$ 50 bilhões para obras de mobilidade urbana que privilegiem o transporte coletivo. A presidenta também pediu um pacto com os governantes pela saúde, com a contratação de médicos estrangeiros, além da criação de novas vagas de graduação e residência médica.

“Quero, nesse momento, propor um debate sobre a convocação de um plebiscito popular que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política que o país tanto necessita. O Brasil está maduro para avançar. (…) Devemos também dar prioridade ao combate à corrupção de forma ainda mais contundente do que já vem sendo feito em todas as esferas. Nesse sentido, uma iniciativa fundamental é uma nova legislação que classifique a corrupção dolosa como equivalente a crime hediondo, com penas muito mais severas”, afirmou.

Fonte: Blog do Planalto

 

terça-feira, 11 de junho de 2013

25 Anos do Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro


Data: 27 e 28 de junho de 2013 
Local: Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo

Inscrições: Gratuitas pelo site http://www.oceanosesociedade.io.usp.br/

A relação entre os oceanos e a sociedade é a base para o entendimento dos processos que interferem diretamente na qualidade de vida e bem estar da humanidade, devendo ser discutida, aprofundada e divulgada. No Brasil, um marco nesta discussão é o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro, que completa 25 anos em 2013.

Em comemoração a esses 25 anos será realizado o evento “Oceanos & Sociedade”, que visa promover uma reflexão crítica sobre os avanços da gestão costeira e marinha no Brasil, bem como das possibilidades de ações para o aprimoramento de sua implementação, incluindo a integração com políticas focadas na gestão continental.

Também será discutida a atuação dos diversos integrantes do Grupo de Integração do Gerenciamento Costeiro (GI-GERCO). Para isso, o evento pretende possibilitar o diálogo entre instituto de pesquisa, órgãos governamentais, iniciativa privada e sociedade civil organizada para avaliação e discussão do processo de gestão costeira no Brasil.

O “Oceanos & Sociedade” está sendo organizado em parceria entre a Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SeCIRM), Ministério do Meio Ambiente, Laboratório de Manejo, Ecologia e Conservação Marinha e o Instituto Oceanográfico da Universidade de São Paulo (IOUSP).

Fonte: Instituto Costa Brasilis


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Cores vibrantes aumentam apetite em peixes


As cores quentes e vibrantes, como o vermelho, o laranja e o amarelo, costumam ser utilizadas estrategicamente nos restaurantes e na comunicação visual das cadeias de fast food para atrair consumidores. Isso porque, apesar de não ter sido comprovado cientificamente, muitos consideram que elas podem estimular o metabolismo e aumentar o apetite das pessoas.

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Botucatu, e publicado na revista PLoS One, demonstrou que algumas dessas tonalidades de cores podem exercer o mesmo efeito sobre espécies de peixes.

Os pesquisadores constataram que a cor vermelha aumenta o apetite e a ingestão de ração pela tilápia nilótica (Oreochromis niloticus) – uma espécie de peixe cultivada em vários países, além do Brasil, e muito sensível a diferentes comprimentos de ondas de luz. O aumento do apetite e da ingestão de ração por essa espécie de peixe, no entanto, não levou ao aumento do peso do animal.

“Observamos que a cor vermelha estimula a alimentação de peixes. O aumento da ingestão de ração, contudo, não foi convertido em maior crescimento do animal”, disse Gilson Luiz Volpato, professor do Departamento de Fisiologia do Instituto de Biociências da Unesp de Botucatu e um dos autores da pesquisa à Agência FAPESP.

Os pesquisadores mantiveram durante quatro semanas diferentes grupos de tilápias nilóticas em aquários de vidro, cobertos com papel celofane nas cores branca, azul, verde, amarela e vermelha e sob níveis de luz semelhantes – uma vez que a intensidade da luz pode influenciar no crescimento dos peixes. Os animais foram alimentados uma vez por dia.

Após o período de aclimatação, foram avaliados e medidos durante mais quatro semanas os efeitos crônicos das cores sobre a adaptação dos peixes ao novo ambiente com luzes coloridas, além do tempo que demoravam para iniciar a alimentação, a quantidade de ração que ingeriam e a conversão do que consumiam em crescimento.

O experimento revelou que os peixes mantidos no aquário com luz vermelha iniciavam a alimentação mais rapidamente e consumiam maiores quantidades de ração do que os peixes criados nos aquários com outras cores. O peso de todos eles, no entanto, foi semelhante.

“Há algum fator que ainda não conseguimos identificar que faz com que os peixes expostos à luz vermelha ingiram quantidades maiores de ração e não ganhem mais peso”, disse Volpato. “Uma hipótese é que o excesso do alimento absorvido foi canalizado para processos físicos que exigem gasto de energia do animal, como a própria natação. Mas essa questão deve ser mais bem investigada.”

Para descartar a hipótese de que em um ambiente com luz vermelha os peixes conseguem enxergar melhor o alimento na água – e, por isso, iniciam a alimentação mais rapidamente e ingerem maiores quantidades de ração do que os animais mantidos em ambientes com outras tonalidades –, os pesquisadores fizeram outro experimento em que forneceram ração para as tilápias nilóticas mantidas no aquário com cor vermelha com a luz desligada.

As gravações do experimento com câmeras infravermelho, que filmam no escuro, mostraram que, mesmo sob a ausência de luz, os peixes em ambiente com cor vermelha se aproximavam mais rápido da ração e começavam a se alimentar mais rapidamente do que os animais mantidos nos aquários com outras cores.

Já para avaliar se, além da visão, outros sentidos do peixe estão envolvidos em sua sensibilidade ao alimento, os pesquisadores realizaram um terceiro experimento, no qual diluíram uma ração solúvel na superfície de um dos cantos dos aquários, na direção contrária a que os peixes estavam, e mediram o tempo que os animais levavam para se aproximar do alimento.

O teste demonstrou, mais uma vez, que os peixes mantidos no aquário com luz vermelha reagiram mais rapidamente ao estímulo olfativo do que os animais criados nos aquários com outras cores.

“Descobrimos com esse experimento que os peixes foram, sem dúvida, atraídos por estímulos químicos, o que reforça a hipótese de que a cor vermelha não exerce efeito apenas na visão do animal”, disse Volpato. “Provavelmente, a cor vermelha também pode afetar o sistema nervoso central desses animais.”

Aplicações em piscicultura

Na avaliação de Volpato, as descobertas do estudo abrem a perspectiva de realizar pesquisas sobre os mecanismos pelos quais as cores podem afetar os animais e como elas agem no sistema nervoso central de peixes.

Em outro estudo, publicado em 2001 no Brazilian Journal of Medical and Biological Research, o mesmo grupo da Unesp demonstrou que as cores modulam o nível de hormônio cortisol, produzido em reações de estresse, de peixes.

Durante os experimentos, os pesquisadores constataram que os peixes expostos a ambientes com cores claras, como a azul, quando submetidos a um fator estressante, elevaram menos os níveis de cortisol no sangue do que aqueles mantidos em aquários com cores branca ou verde.

“Temos dados que mostram que, de fato, o azul é uma cor que melhora o bem-estar dos animais, enquanto o vermelho é uma tonalidade que incomoda”, comparou Volpato.

“Apesar de causar o aumento do apetite e da ingestão da quantidade de ração pelas tilápias nilóticas, a cor vermelha parece ser prejudicial para essa espécie de peixe”, avaliou.

Os resultados dos estudos, segundo o pesquisador, também podem auxiliar zootecnistas e profissionais que atuam na área de piscicultura (criação de peixes comestíveis e ornamentais) a desenvolver técnicas para promover o bem-estar dos animais em viveiros e tanques-rede, por exemplo.

“Pode-se colocar celofane em cima de incubadoras para mudar a cor do ambiente para o animal e aumentar o bem-estar dele”, exemplificou Volpato. “Em tanques em terra isso é mais difícil, mas também é possível”, avaliou.

O pesquisador orienta atualmente uma pesquisa de doutorado, realizada com Bolsa da FAPESP, por meio da qual pretende-se avaliar se as escolhas e preferências de cores são suficientes para manter o bem-estar de peixes.

No início de agosto, a doutoranda Caroline Marques Maia, orientada por Volpato, iniciará um estágio de pesquisa na Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, também com Bolsa da FAPESP, por meio do qual irá comparar as preferências de cores da tilápia nilótica e da truta arco-íris (Oncorhynchus mykiss).

“Essa área de pesquisa de análise da influência das cores na alimentação, crescimento, reprodução, estresse e sobrevivência de peixes está começando a se desenvolver no Brasil, disse Volpato.

“O nosso trabalho é o primeiro que demonstra que a cor vermelha aumenta o apetite, mas não aumenta o crescimento de peixes”, afirmou Volpato.

O artigo Red light stimulates feeding motivation in fish but does not improve growth(doi:10.1371/journal.pone.0059134), de Volpato e outros, pode ser lido na PloS One emwww.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0059134.


sábado, 8 de junho de 2013

Pescador terá crédito para armazenar e evitar perdas


Manaus - Até o próximo dia 13, os proprietários de barcos de pesca do Amazonas devem ter uma linha de financiamento própria para o investimento na armazenagem dos peixes nas embarcações.

Os valores disponíveis devem ficar na faixa de R$ 50 mil a R$ 100 mil e podem ser a solução do desperdício de pescado, que chega a 30% em uma única viagem. A informação é do superintendente de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Djalma Mello. Mais de mil pescadores devem ser beneficiados.

O anúncio será feito durante a Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam, em Macapá (AP), informou Mello.

A Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFPA e o Banco da Amazônia devem firmar a linha de financiamento.

O desperdício de pescado no Amazonas chega a 20 mil toneladas por safra, segundo a SFPA. “A nossa frota pesqueira está sucateada e muito arcaica na questão do armazenamento. O peixe já chega machucado em Manaus”, afirma o superintendente Raimundo Nonato.

As espécies são transportadas em grandes caixas isotérmicas que variam de um a dois metros, com uma camada de peixe, uma de gelo. O peixe que vai embaixo recebe todo o peso e fica moído, sendo desperdiçado. “Não é o terminal pesqueiro que vai evitar que o pescado seja desperdiçado. O que vai evitar isso é a reforma e modernização da frota pesqueira do Amazonas”, explica Nonato.

A solução encontrada é construir um sistema de gavetas nas embarcações. O custo médio seria de R$ 50 a R$ 100 mil. Os recursos serão do Banco da Amazônia, que virão de uma linha exclusiva para os pescadores ou via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), informa o superintendente do Banco, Donizete Borges.

A frota pesqueira do Estado é de 1.021 barcos, registrados no MPA. O número pode chegar a mais de 3 mil. Os irregulares serão cadastrados em um mutirão, ainda sem data definida.

Pelas linhas do Pronaf, os juros anuais são em média de 2%, com dez anos para pagar o empréstimo e carência de dois anos.

Com os pescadores, ainda não houve comunicação. “Não fomos chamados para nenhuma reunião ou comunicados dessa possibilidade de financiamento”, disse o presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca), Walzenir Falcão. Ele salienta que a discussão sobre o transporte de peixes em embarcações é antiga e até agora não houve solução prática.

Fonte: D24am
Foto: Eraldo Lopes

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dia do Engenheiro de Pesca


Esta data já era antes comemorada mas agora é oficial. A origem da comemoração no dia 14 de dezembro se dá pelo fato que nesta data em 1974 foi a data de formatura da primeira turma de engenheiros de pesca do Brasil!

LEI No 12.820, DE 5 DE JUNHO DE 2013

Institui o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro.

A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 5 de junho de 2013; 192o da Independência e 125º da República.

Fonte: Governo Federal








DILMA ROUSSEFF

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