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terça-feira, 17 de maio de 2011

SC - Pesca Tainha: Acordo entre surfistas e pescadores


No último dia 9 de maio, foi realizada uma reunião em Garopaba (SC) com os proprietários de canoas de pesca artesanal do município e representantes das associações de surf locais. A pauta do encontro foi o assunto Pesca x Surf.

Os representantes dos pescadores esclareceram a necessidade de manter os surfistas afastados dos pontos de pesca, tendo em vista manter a calmaria para não espantar os cardumes de tainha.

Já os representantes dos surfistas esclarecerem sobre as dificuldades de conter os surfistas em dias de boas ondas e as dificuldades para os pescadores saírem com as canoas.

Houve uma forte discussão mas, depois de comprometimentos de ambas as partes, ficou decidido que a praia da Gamboa, Siriú, Garopaba e Barra da Ferrugem estão proibidas a prática do surf no período de 15 de maio a 15 de julho.

Neste período, as praias do Silveira e Ouvidor terão Bandeiras que indicarão a condição de surf ou de pesca. Ou seja, bandeira Vermelha hasteada quer dizer proibido surfar, se a bandeira estiver baixa a prática do surf está liberada.

Na praia da Ferrugem está liberado o surf no canto Norte a qualquer dia em um raio de 250 metros.

Estiveram presentes na reunião: Jair João Ribeiro (Presidente da Colônia de Pescadores de Garopaba); Valmiro A. do Nascimento (Presidente da Associação de Pescadores de Garopaba); Major Marcos Vinicius Dalmarco (Comandante da Polícia Militar); Otomar Ribeiro (Presidente da Associação de Surfe de Garopaba e Ouvidor) e os seguintes secretários da Prefeitura Municipal de Garopaba: Ronaldo Gabriel (Reg. Fundiária), Marcus Vinicius Israel (Turismo) e Luiz Bernardo (Agricultura e Pesca).

Fonte: Waves

sábado, 16 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Dia 3 - Shark Island


Depois de 3 horas remando sem parar, paradinha em Shark Island River pra almoçar e um breve descanso antes de encarar mais 2 horas na baía de Ponce de Leon.




sábado, 9 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Parte 02 - East Cape x North West Cape

DIA 2 - 14/02/2011 – East Cape

A barraca realmente é pequena ( a minha que era maior, ficou no Brasil em nome do menor peso e espaço ocupado na canoa), mas cabe perfeitamente 2 marmanjos, em posição de múmia, cada um em seu saco de dormir, devidamente embalsamado. Dormi cedo e muito bem, sem sentir frio nem calor.

Saí da barraca, já com o sol nascido, e muito curioso para saber como estava tudo. A noite havia acordado subitamente algumas vezes para saber se os quatis (racoons) ou ratos estavam nos visitando, mas não cheguei em momento algum de fato a escutá-los. Pelo menos os barulhos que escutava creditava ao mar, ondas, vento e sequer me dei ao trabalho de me desempacotar e sair da barraca para averiguar.

Logo cedo, mas já com o sol acima do horizonte, saí da barraca e vi várias pegadas de racoon sob os nossos containers, que graças a suas presilhas que travam as tampas, continuavam intactos. O mesmo não ocorreu com o lixo que havíamos pendurado em um alto galho enterrado nem nos talheres, pratos e panelas enterradas na areia.

Foto: Pegadas de racoons que desenterraram os talheres e lixo de nosso acampamento.

Tudo fora da barraca além do “confere” do quati está tudo muito úmido, coisa que o sol em menos de 2 horas dará conta de secar, tempo enquanto preparamos o café e preparamos a canoa com todas as nossas tralhas pra encarar o segundo dia de mar, rumo ao nosso segundo ponto: NorthWest Cape a cerca de 9 milhas daqui.


Foto: Tudo pronto, partiu?

LEMBRANÇAS DO DIA 02 – 14/02/11 - EAST CAPE X NWCAPE

Acordamos em East Cape não muito cedo (9h), demoramos 3h para desfazer o acampamanento, arrumar tudo e tomarmos o café e às 12:10 saímos a NWCape. Antes nosso lixo conseguimos deixar com um grupo que estavam acampados a duas centenas de metros de nosso acampamento, onde dois casais e filhos  voltariam hoje a civilização com suas lanchas motorizadas e nos fizeram esta gentileza, reduzindo em 1kg nossa carga pro resto da viagem.


Foto: Pelicano e Middle Cape a vista!

Após 1:10 h de remada já estávamos em Middle Cape e no caminho acordamos uma tartaruga cabeçuda que estava boiada dormindo tranqüila. Depois de alguns segundos de muitas fotos e a canoa quase encostada nela, ela se tocou que tinha companhia, levando um susto e mergulhando verticalmente para nunca mais.


Foto: Sorria Caretta caretta!

A remada foi tranqüila com ventos e corrente a favor. Ficamos um tempo em Middle Cape, passeando por sua praia, vendo a vegetação, conchas e fauna local, mas nem chegamos a almoçar, pois o café da manhã ainda estava mantendo a disposição da tripulação e não esperávamos que faríamos tão rápido este trecho que a fome não chegou ainda.


Foto: Middle Cape

Voltamos a remar e de Middle Cape até o canal foi incrível, com vento, corrente forte e ondas a nosso favor, não tivemos nenhum trabalho em remar, apenas controlar a direção da canoa e em 25minutos já estávamos em um belíssimo banco de areia próximo  asaída do canal onde ficamos mais de 1 hora apreciando o local, sua água rasa, conchas e pássaros. 



 Foto: Parada mágica no Banco de Areia


Dali até NWCape mais 1:20h de remada um pouco mais complicada, contra as ondas e vento, mas nada demais, porém que serviu para ficarmos espertos e pensar no que pode estar por vir e a remada de amanhã terá um percurso maior.


Chegando em NWCape fomos recepcionados por uma mulher que sozinha estava acampada junto a sua canoa a vela. A praia de NW Cape é linda e enorme. Chegamos bem antes do pôr-do-sol e ficamos de espectador, felizes e de moral alta vendo um grupo de golfinhos cruzando a extensão da praia, com alguns saltos junto ao sol que cada vez se aproximava do horizonte. Enquanto isso era o segundo dia de banho com água do mar, roupas secas e montagem de acampamento.



A praia tinha muita madeira seca. Aproveitamos e fizemos uma grande fogueira e um churrasco com milho e batata, além em claro da carne e lingüiças que restaram de ontem. Comemos e bebemos muito! Noite clara, ficamos acordados até tarde aproveitando a noite e temperatura agradável e antes de dormir preparamos tudo, com mais experiência, para que o quati não levasse nada, pois ao chegarmos a tarde na praia o que mais vimos além de madeiras eram pegadas deste nosso amigo invisível.


Foto: Fogueira enquanto podemos

No meio da noite acordei para checar tudo e tentar enfim conhecer este nosso discreto amigo e nada dele aparecer. Mas valeu interromper o sono pois tive o privilégio de acompanhar um pôr-da-lua incrível e na sequencia uma noite super escura onde a quantidade de estrelas era inimaginável.


Foto: Golfinhos saindo da enseada em NW Cape

Acordei bem cedo, sem vento algum, mar parecendo uma piscina e o grupo de golfinhos retornando em sentido contrário ao visto no final de tarde, saindo da enseada e buscando o Norte, mesmo rumo que o nosso!


sábado, 2 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Parte 01 - Flamingo x East Cape


A partir deste sábado vou, enfim, relatar a incrível experiência vivida por mim e meu amigo Gustavo “Fino” que durou 9 dias e 8 noites atravessando o Everglades National Park numa canoa a remo. A cada sábado postarei o relato de um dia de jornada.

Mapa Everglades National Park

Bom, não vou começar o relato da jornada falando dos preparativos.

Idealizamos a viagem, sonhando com ela a muito tempo, pois o camarada Gustavo Fino, que morou por longos anos na Florida, estudando na Universidade de Miami, já havia remado algumas vezes no Everglades, mas no máximo 6 dias e nossa vontade era cruzar o parque, em 9 dias, algo em torno de 99 milhas! Bom demais!

Melhor seria se estivesse em forma, remando regularmente como fazia até meados de 2008, mas agora já era! Tivemos resposta do empréstimo da Canoa do Sr. Harrison “The Captain”, na semana anterior a viagem compramos as passagens na terça, viajamos na quinta e no domingo cedo estamos indo de Miami até Flamingo para iniciar a jornada.

Graças a hospitalidade da Sra. Marta Harrison e dos empréstimos da canoa, remos e alguns utensílios do Sr. Chris Harrison, além é claro de seus sábios conselhos de quem rema nada menos que 40 anos no parque estamos aqui hoje, dia 13 de fevereiro de 2011 para realizarmos nosso sonho.

Temos que agradecer também a remadora Goshka, pois sem ela o carro que alugamos não voltaria a Miami.

Abaixo o relato realizado durante a travessia, anotados ao termino de cada dia num caderninho de viagem ou no início do outro dia.

DIA 01 – 13/02/2011 – TRECHO: FLAMINGO até EAST CAPE (10 milhas)

Final do 1º dia. A lua está tão clara que estou escrevendo apenas a luz dela. O dia foi incrível e agora estamos em East Cape, a menos de 5 metros da água, com nossa canoa na areia, mantimentos e tudo o mais. Acabamos de comer um churrasco com uma grelha improvisada e madeira seca do local, nos pontos de campings na praia são permitidos fazer fogueiras, desde que na linha entre marés.

Chegamos aqui às 17:20 depois de fazermos 10 milhas em quase 4 horas, a nosso ver excelente tempo e ótima remada que ainda tiveram ventos e correntes ao nosso favor. Valeu pelo primeiro dia, vimos um pôr do sol maravilhoso e uma tartaruga cabeçuda gigantesca a poucos metros da praia. Como estou escrevendo de trás para frente, amanhã continuo e lerei o que escrevo aqui, para ver se entendo,  pois tem luz mais é da lua! E complemento o que faltou contar se é que dá para contar tanta coisa incrível passada em um só dia, o primeiro dia! E amanhã deverá ser outro dia único.


LEMBRANÇAS DO DIA 0 – 12/02/2011 – SÁBADO - MIAMI


Meu aniversário! 35 anos!



Muita correria para comprar o que faltava.



Fizemos dois almoços.



Compramos os mantimentos apenas na noite e com pressa, pois tínhamos ainda que conversar com o Captain Harrison às 22:30.

Arrumação das coisas varou a madrugada e tive dificuldades em resumir minha bagagem em 1 container (compramos 4 containers, 1 para cada remador e 2 para os mantimentos). Já às 3h da madrugada fomos dormir um pouco para acordar às 6h e colocar a canoa, os 4 containers, 2 cadeiras de praia, 16 galões de água, barraca, lonas, caixa com 12 garrafas de vinho, remos, baldes, cabos, material de pesca....


Foto: Mantimentos para 9 ou 18 dias? Detalhe para o cuidado de retirar os alimentos das caixas e embalagens para carregar menos peso e lixo ao longo da jornada.

LEMBRANÇAS DO DIA 1 – 13/02/2011 – DOMINGO – MIAMI X FLAMINGO X EAST CAPE


Acordamos cansados, mas ansiosos.



Arrumação do carro e colocação da canoa levou 1 hora, pois ainda discutimos a melhor maneira de dispor os containers e demais tralhas na canoa  e forma que desse melhor estabilidade (mais peso no meio) e distribuísse bem o peso entre os bordos da canoa.


Foto: Testando a melhor forma de disposição dos conteiners na canoa.

Foto: Tudo no carro, thanks Captain Harrison! Bora buscar a motorista.

Oito em ponto estávamos pegando a Goshka em sua casa conforme o combinado, ela tinha compromisso em Miami e por isso tinha pressa de voltar.
Ainda tivemos que ir ao mercado para comprar o restante das coisas, como o grill portatil, pois segundo o Fino, um churrasco na praia depois de um dia de remada é um luxo somente possível nos primeiros dias.

Apenas no caminho entre Miami e Flamingo paramos para tomar um café com sanduiche.
Chegamos a Flamingo por volta das 11h, O Fino foi logo ao Ponto  e Controle para marcar os pontos que iríamos pernoitar, enquanto eu e Goshka começamos a descarregar o carro e colocar tudo no deck, a começar por botar a canoa na água, seja bem vinda ao Everglades!

Foto: Dock em Flamingo, canoa na água!

Foto: Tudo no pier, é arrumar e partir. Obrigado Goshka!

Tudo pronto! Permissão concedida, chegou a hora!

Foto: Everglades National Park Wilderness Permit - locais de dormida já estabelecidos, não podemos falhar!

Levamos nada menos que 2h para arrumar tudo, amarrar e enfim começar a remada!

Foto: Equipe "Tonsegui" (Juca, 2011) pronta. "Tonseguimos!"

Simplesmente nunca havíamos remado os dois apenas e neste tipo de canoa. 

Alguns ajustes mas nada muito sério ao longo dos primeiros dias.

Logo na saída de Flamingo uma revoada de centenas de pequenas aves marinhas nos deram as boas vindas. Momento guardado na cabeça, pois não paramos para tirar fotos, queríamos remar!


Área muito rasa e com muita planta aquática que nos fez desistir da ideia de passar por entre a ilha (Bradley Key) e a costa.


Foto: Enfim remando! "Até um pé nas costas nos empurra pra frente."

Cruzamos um grupo de caiaques que fizeram East Cape até Flamingo em 5 horas.
De Flamingo (Visitor Center) até uma praia milhas depois fizemos 1:30h o que nos deixou muito confiantes, pois se aquela praia era mesmo Clubhouse havíamos feito 7 milhas e faltava apenas 3 para East Cape!

Foto: Clubhouse ou perto de.

Realmente até aquele momento o vento e as ondas estavam a nosso favor e nos ajudavam muito, mas ao retornar ao remo depois de almoçar na praia (água, banana, uva e uma barra de cereal pra cada).

Foto: Clubhouse

Vimos 1 hora depois de uma remada puxada com maré contra nos jogando para fora da costa que apenas ali, 1 hora depois era Clubhouse. Portanto 2:30 de remada para 7 milhas, então faltam ainda 1/3 ou cerca de 3 milhas. 
Na praia, procurando conchas e bichos deparamos com um dente de crocodilo!!!

Foto: Dente de crocodilo, eles existem!

Nesta hora a remada já não estava tão fácil, mas o vento insistia em nos ajudar e com ele a ondulação.

Foto: Rumo a East Cape

Depois de sair às 13h de Flamingo e parar por 30min para almoçar, às 17:20 estávamos desembarcando em East Cape, 1 hora antes do primeiro por-do-sol espetacular.

Foto: East Cape Camping Site, fim do dia 1

Ficamos ali contemplando o visual, tomando o banho do dia com água salgada, o sol foi a lua ainda não havia chegado e tava tudo bagunçado! Não conseguíamos achar nada e a presença de mosquitos não ajudou muito. A luz tinha ido embora e tínhamos que improvisar uma grelha para fazer o tão esperado churrasco, pois compramos o suporte de grill errado, 3! Mas usamos um deles e trançamos com o fio de arame que levamos de modo que pudesse sustentar a carne e as lingüiças. Cavamos um buraco na areia e com madeira seca fizemos uma fogueira que depois virou um braseiro para assarmos a skirt steak (fraldinha) e as sausages bem apimentadas, pão de alho, pimentão recheado com queijo mussarela e uma garrafa de vinho tinto Pinot Noir.

Foto: Jantar número 1, churrasco!

Bom, mas estávamos cansados até para beber, mas ainda tínhamos muito o que arrumar, inclusive a barraca! Mas antes disso era necessário guardar toda a comida dentro dos containers para o nosso amigo quati (racoon) ou até mesmo ratos não pegarem. Fino havia sido avisado pelos guardas que até as garrafas de água os animais estavam furando, por isso, resolvemos não arriscar e embrulhamos as 16 garrafas com uma lona.

Com preguiça e sem vontade de se molhar com a água do mar, enterramos os talheres e pratos na areia. O lixo acondicionamos tudo em um saco plástico que penduramos em um grande galho que fincamos na areia.



A noita estava estrelada, sem nuvens e a lua já iluminava tudo. Mas estava frio, muito úmidopois o sereno era muito forte, só conseguiria dormir, mesmo que cansado, dentro da barraca, como cobertor, o pequeno mas ótimo colchão inflável e saco de dormir, e foi isso que aconteceu.

Poderia aqui ter recordado o final de tarde improvisado às pressas uma grelha, ao mesmo tempo em que estava faminto e era devorado pelos mosquitos invisíveis (maruins, borrachudos, etc), mas prefiro lembrar das coisas boas.


Aliás de vez em quanqo lembro das pessoas queridas que devem estar pensando em mim nesse momento, talvez preocupadas pois a previsão era de noite bem gelada (diziam até 0 graus!), por conta de uma frente fria que por sorte havia acabado de ir embora. E para elas, telepaticamente, mando sempre notícias imediatas que está tudo ótimo e será assim durante toda a jornada!




Abaixo a distância e a rota percorrida no Dia 1, distância total 12 milhas, ou seja mais do que estava indicado no mapa que tinhamos.





sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

RJ - Regata na Lagoa de Araruama inclui categoria "Pesca Tradicional"

As águas da Lagoa Araruama, em São Pedro da Aldeia, vão receber no dia 16 de janeiro (domingo), cerca de 100 velejadores para a 2ª Copa de Vela “Amigos da Lagoa”. O evento esportivo abre oficialmente a programação de verão do município e o circuito regional Rei Netuno de Vela.

A concentração e largada da competição acontecerão a partir das 8h, na Praia do Centro com velejadores das classes Dingue, Optimist, Hobie Cat 14, Hobie Cat 16, Laser Standard, Laser Radial, Bico de Proa e Windsurf. Esta edição do evento contará com uma nova categoria “pesca tradicional”, que permitirá a participação de embarcações usadas por pescadores artesanais.

As inscrições para a 2ª Copa de Vela podem ser feitas no próprio dia da competição com a doação de dois quilos de alimentos não perecíveis, que posteriormente serão encaminhados à secretaria de Assistência Social do município. A idade mínima para participar do evento é de oito anos. Serão premiados com troféus os três primeiros colocados de cada categoria.

Grito Ecológico - A 2ª Copa de Vela “Amigos da Lagoa” também vai ter como lema o “grito ecológico” em prol da recuperação e preservação da Lagoa Araruama.

Fonte: Portal Fator Brasil

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Evento: RIOVAA 2010

RIO VA´A 2010 COMEMORA DEZ ANOS DE CANOA POLINÉSIA NO BRASIL

Competição válida pelos circuitos Mundial, Sul-Americano e Brasileiro acontece dias 11 e 12 de dezembro, na Urca, Rio de Janeiro

Há dez anos, chegava ao Brasil a primeira canoa polinésia, trazida para o Rio por Ronald Willians. Um ano depois, foi realizado o primeiro Rio Va'a (nome utilizado na Polinésia) e de lá para cá o número de praticantes no Brasil e a competição carioca só cresceram. Dias 11 e 12 de dezembro a Praia da Urca mais uma vez receberá alguns dos melhores do mundo a disputa da nona edição do Rio Va'a, etapa Sul-Americana do Mundial e Campeonato Brasileiro da modalidade.

Cerca de 250 atletas de 35 equipes de sete países participarão do evento que já se tornou uma tradição no fim do ano e colore a orla carioca. Alem dos atletas brasileiros, estarão na disputa equipes de Rapa Nui (Ilha de Páscoa) - Chile, Inglaterra, França, Alemanha, Havaí e da Polinésia Francesa (Taiti).

"Essa prova vai ser a oportunidade para as pessoas conhecerem um pouco mais a canoa polinesia. Essa competição irá reunir os melhores atletas da modalidade. Este ano será o nono ano da Rio Va´a e a cada dia que passa esse esporte cresce no país tendo mais visibilidade" disse Nicolas Bourlon, Presidente do Comitê Organizador.

A competição é dividida em diversas categorias, com distancias variadas, de seis a 28 quilômetros. Com largada e chegada na Praia Vermelha, na Urca, o percurso pode ir até a praia de Ipanema, de acordo com a categoria, e terá como cenário o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor, tornando o trajeto um dos mais bonitos do mundo.

A prova é realizada pela Federação Internacional de Va'a (F.I.V.) e pela Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa), promovida pelo Rio Va'a Clube, pioneiro da modalidade no Brasil, com o apoio da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, do Iate Clube do Rio de Janeiro e da Associação de Moradores da Urca.

O VA'A OU CANOA POLINÉSIA NO BRASIL E NO MUNDO

As canoas polinésias ou va'a foram responsáveis pela colonização das ilhas da Polinésia e Micronésia. O va'a atual descende diretamente das antigas canoas de pesca havaianas e taitianas. Nos últimos 50 anos, o va'a conquistou o status de esporte nacional no Havaí e na Polinésia Francesa.

Estima-se que seja praticado hoje por até 25.000 pessoas na Polinésia francesa, onde é tão popular quanto o futebol no Brasil, 10.000 pessoas no Havaí, 5.000 na Austrália e números significativos e em forte crescimento em mais de 30 outros países.

O esporte foi amplamente difundido na Austrália e Nova Zelândia nos últimos 20 anos, e encontra-se em franca expansão fora do triângulo polinésio, com destaque para a França e em mais de oito paises europeus, além de África do Sul, Hong Kong, Japão, Canadá e Estados Unidos continental.

Na América Latina, o Va´a é atualmente praticado no Brasil, na Argentina, na Costa Rica, no México e no Chile. A Federação Internacional de Va´a decidiu organizar no Rio de Janeiro, em 2007, ano dos Jogos Pan-americanos a primeira Copa do Mundo de longa distância, para consolidar a proposta de se tornar modalidade olímpica.

A canoa de seis remadores mede quase 14 metros de comprimento, com 50 cm de largura, pesam entre 150 e 200 quilos e comportam um estabilizador lateral ou ama, fixado por duas traves de madeira.

Nesse esporte, o respeito às tradições da polinésia é fundamental, destacando o trabalho em equipe. Numa equipe experiente, sincronismo entre os remadores, a técnica de remada e a potência permite que a canoa deslize na água, podendo atingir até 21 km por hora numa onda.

A canoagem havaiana se diferencia do remo e do caiaque por não exigir qualquer treino específico para que se possa iniciar a sua prática. O trabalho de equipe promove a integração e sincronia entre seus praticantes, pois cada indivíduo tem uma função distinta e cada posição na embarcação tem um papel de responsabilidade. É um esporte para ser praticado por toda a família.

Em setembro de 1994, Ronald Williams, de férias no Brasil após competir na Califórnia, iniciou seus primeiros contatos no intuito de trazer a canoagem polinésia para o Brasil. Contudo, somente em 1999, já morando no Brasil, conseguiu adquirir e trazer a primeira canoa para o país. Em 1999 ele fundou a Associação Brasileira de Va'a e em setembro de 2000, quase um ano após a sua compra, a canoa batizada Lanakila chegou da Califórnia. Lanakila foi utilizada para iniciar a produção de canoas na América do Sul, sendo ela a mãe de todas as canoas brasileira.

O Rio Va'a Clube, fundado no ano de 1999, é o pioneiro na América do Sul. O clube foi o primeiro a competir no exterior, representado o Brasil nas principais provas internacionais da modalidade: França em 2002, Hawaii em 2002, 2003 e 2004 e Taiti, em 2005, com a inédita participação na prova Hawaiki Nui Va'a nas Ilhas ao Vento.

Programação

Sábado dia 11/12/10
. 07:00 - Reunião dos capitães de equipes e verificação de segurança;
. 08:00 - Largada V6 Júnior, V6 Estreantes e V6 Máster;
. 09:30 - Largada V6 Feminina;
. 12:00 - Largada V1 Infantil.
. 13:00 - Largada V2 Feminina (todas as categorias) e V2 Mista;
. 13:05 - Largada V1 Masculina (todas as categorias);
. 15:00 - Largada Surfski e Caiaque Oceânico (todas as categorias);
. 15:10 - Largada V2 Masculina (todas as categorias);
. 15:15 - Largada V1 Feminina (todas as categorias);

Domingo dia 12/12/10
. 07:00 - Reunião dos capitães de equipes e verificação de segurança;
. 09:00 - Largada V6 Masculina;
. 13:00 - Show polinésio e cerimônia de premiação.

Fonte: www.riovaa.com 

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