sexta-feira, 30 de abril de 2010

Ceará: 800 lagosteiros serão monitorados


Aparelhos ligados via satélite serão emprestados aos pescadores cearenses pelo MPA. Os usuários serão os responsáveis pela manutenção dos equipamentos

Aparelhos trarão segurança na navegação, ajuda na busca de barcos desaparecidos e combate à pesca predatória

A pesca da lagosta, cujo início ocorre em 1º de junho, será monitorada, via satélite, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) a partir deste ano. No Ceará, cerca de 800 embarcações entre 10 e 15 metros de comprimento receberão equipamentos custeados pelo governo federal, os quais vão fiscalizar a pesca do crustáceo e oferecer mais segurança aos barcos. De acordo com Melquíades Ribeiro Carneiro, superintendente do MPA no Estado, o programa de monitoramento por satélite deveria ter sido implantado em 2007. Entretanto, houve atraso por conta de divergências entre pescadores e governo, que queria que a aparelhagem fosse adquirida pelos próprios trabalhadores. Agora, a aquisição será feita pelo próprio MPA, que emprestará o objeto aos pescadores, os quais serão responsáveis pela manutenção.

"Essa aparelhagem vai permitir uma maior segurança na navegação. Temos muitas dificuldades na busca de embarcações que desaparecem. Além disso, vai ajudar no ordenamento do setor pesqueiro, combatendo a pesca predatória", explica Melquíades Ribeiro Carneiro.

O equipamento também possibilitará que o ministério controle a distância para a prática da pesca, que deve ser executada a quatro milhas da costa. "Ao invés de correr atrás do predador, estaremos controlando tudo através do monitor. Com isso, poderemos verificar também quem estiver pescando durante o defeso", afirma o superintendente do MPA.

Outras 1.114 embarcações que possuem permissão para pescar lagosta no Ceará permanecerão sem o monitoramento. Como o aparelho só será instalado em barcos entre 10 e 15 metros de comprimentos, barcos menores, como as jangadas, ficarão sem o suporte. Ainda em licitação, a compra dos equipamentos e instalação nos barcos, ao custo aproximado de R$ 3 milhões, deverá ocorrer, segundo Melquíades, em até 150 dias. Está em análise, pelo Sub Comitê Científico da Lagosta, em Brasília, a solicitação de empresários e armadores para que o período de pesca da lagosta comece 15 dias antes do fim do defeso, ou seja, a partir de 15 de maio. A demanda foi feita porque, segundo os interessados, com a antecipação, a lagosta é vendida para grandes mercados, como os Estados Unidos, com um maior valor agregado, já que grande parte dos países exportadores estão com a pesca fechada no período. 

No entanto, muitos pescadores posicionam-se contrariamente ao pedido, posto que parte deles ainda não está preparada para ir ao mar na metade do próximo mês. Além da questão logística, existe a viabilidade em ambiental, em estudo pelo comitê.

Fonte: Diário do Nordeste (CE)

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Tubarão-martelo: 1200kg - 5-6 metros

Este monstro do mar foi capturado a 4 milhas da costa da Austrália pela embarcação pesqueira Santrina próximo a Evan Head em fevereiro deste ano.

Segundo os pescadores locais, os tubarões-martelo aparecem com mais frequecia durante a temporada de tainhas, entre março e agosto,  e que tubarões deste tamanho não são tão incomuns quanto se parece.



O boato na beira do cais aponta que um especialista em tubarões comprou o exemplar por 13mil dólares para empalhá-lo e expor em um museu.

A FIVE-METRE, 1200kg monster hammerhead shark caught off Evans Head last month is normal, according to Broadwater shark fisherman Bill Litchfield.

Fonte: The Northean Star.

Nova diretoria do CONAPE empossada nesta quinta.


Nessa quinta-feira (29) às 10h o Ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, Presidente do Conselho Nacional de Pesca (CONAPE), dará posse aos novos conselheiros, em cerimônia a ser realizada no Salão Azul do Palácio do Buriti, em Brasília.

Entre os principais objetivos do Conape nesse mandato, está à preocupação com a implementação das deliberações da 3ª Conferência do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) realizada no ano passado.

Consolidar o conselho político de consulta e implementar as políticas nacionais da pesca e aquicultura também se tornam prioridades para os 108 conselheiros que compõem o conselho paritário entre sociedade e governo.

“Muitas são as atribuições do Conape nesse mandato. Consolidar o MPA e o conselho enquanto política e instrumento do governo serão dois dos pontos prioritários”, relata Francisco Álvaro Veríssimo, secretário executivo do Conape. O secretário ressalta ainda que é importante a necessidade de trabalhar a questão da criação do MPA e consequências da nova Lei da Pesca, fundamental para o país nesse governo. “Esse é o ano da consolidação da pesca e aquicultura no Brasil”, conclui o secretário executivo.

Criado em 2004, o CONAPE tem como atribuições subsidiar a formulação e a implementação de políticas públicas para o setor aquícola e pesqueiro, propor estratégias de acompanhamento, monitoramento e avaliação, além de estimular a ampliação e o aperfeiçoamento dos mecanismos de participação e controle social no desenvolvimento da pesca e aquicultura nacionais.

Com representação de pescadores, aquicultores, empresários, armadores, pesquisadores e órgãos governamentais, que têm intersecção com a área da aquicultura e pesca, o Conselho é composto por 54 membros, sendo 27 de órgãos da administração federal e 27 de entidades da sociedade civil organizada.

Fonte: MPA

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Produção do Pescador de Marataízes na merenda escolar


O cardápio já está sendo montado para o mês de maio e em todas as quartas-feiras serão servidos filés de peixe em todas as escolas municipais para cerca de 7 mil alunos. Os pescados serão adquiridos em pregões semanais e o melhor preço do peixe já filetado vai direto para os pratos dos estudantes das escolas municipais. Serão adquiridos cerca de 25 toneladas por mês.

Somente as associações da classe poderão concorrer. Em Marataízes existem duas associações de pescadores a do Pontal e de Marataízes. Cada pescador poderá vender até 8 mil reais, via associação, que dará uma renda mensal de R$ 800 . Esse valor é devido os dez meses do calendário estudantil. Informou a vice prefeita de Marataízes que enfatizou ser essa uma das saídas para capitalizar os pescadores que ficam sem opção de renda durante o período do defeso da lagosta. “Os pescadores agora tem para quem vender diretamente de sua associação sem a figura do atravessador e garantir uma renda mensal de no mínimo R$800 reais e nossos alunos ganham uma merenda sadia e nutritiva" ressaltou Dilcéia Marvila.

Os pescadores da comunidade pesqueira do Pontal estão animados com a possibilidade de venda do seu produto. "Estamos sem opção de vender o pargo e com esse novo mercado temos esperança de escoar nossa produção", disse Samuel Fernandes que está com 2 toneladas da pescado encalhado por falta de compradores.

O presidente da associação de pescadores de Marataízes Mozair Moreira, vê nesse projeto uma forma de embutir valores naqueles pescados que possam sobrar nos barcos. “Fui informado que o preço pode chegar a R$15 reais o quilo do peixe filetado sendo essa uma excelente opção de venda. A organização é tudo nessa hora", enfatizou.

Fonte: Prefeitura Municipal de Marataízes - ES.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Carteiras RGP suspensas



O Ministério da Pesca e Aquicultura através das Portarias 01 a 27 de 2010 suspendeu milhares de carteiras de pesca (RGP) ao longo do país por 4 motivos principais:
  • Por receberem benefício, tais como aposentadoria;
  • Por possuirem vínculo empregatício;
  • Por óbito; e
  • Por comprovadamente não exercerem a profissão.
No link abaixo está disponível a lista total das pessoas que tiveram o RGP suspenso por estado:


Resta saber, por exemplo, lideranças de pesca que porventura assumam cargo político em prefeituras, governo do estado, etc. ... por serem pescadores e representarem bem a classe, ao aceitar este cargo deixam de ser pescadores?

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Mudanças a vista no RGP (Registro Geral da Pesca)


Os pescadores artesanais terão de obedecer a novas exigências para receber a carteira que assegura o registro no Ministério da Pesca e Aquicultura. As novas regras começam a vigorar em 30 dias (maio).

Eles receberão uma carteira provisória, válida por um ano, para ter direito de exercer a atividade pesqueira. Sem esse documento, podem ter o pescado apreendido. Durante o período probatório e no ano seguinte, os pescadores não terão direito ao seguro-defeso, benefício no valor de um salário mínimo pago nos períodos de proibição da atividade. A carteira profissional de pescador será concedida um ano depois do pedido do registro provisório.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, disse em entrevista coletiva que as novas exigências visam a proteger "aqueles que têm na pesca a sua verdadeira fonte de renda e reduzir as possibilidades de fraudes". A medida vai facilitar a elaboração do Registro Geral da Pesca (RGP), que terá informações sobre todas as categorias de profissionais e atividades ligadas ao setor, “permitindo a inscrição apenas dos verdadeiros pescadores”, segundo Gregolin.

Quem solicitar a carteira provisória deverá no ano seguinte apresentar notas fiscais de venda do pescado (uma por mês, no mínimo) e terá também que recolher contribuição previdenciária, para ter direito à carteira profissional de pescador.

Até então, os pescadores recebiam de imediato do ministério a carteira definitiva. Quem já tem o registro de pescador profissional deverá cumprir as mesmas exigências quanto à inscrição na Previdência Social e à apresentação de notas mensais de venda do pescado, para atualizar sua carteira.

Aquele que pede o documento pela primeira vez tem de apresentar declaração de entidade representativa da categoria, reconhecida pelo ministério ou por dois pescadores profissionais cadastrados na Previdência Social, atestando que exerceu o ofício nos últimos 12 meses.

O Ministério da Aquicultura e Pesca vai cruza informações com os ministérios do Trabalho e Emprego e da Previdência Social para conhecer quem realmente exerce a atividade pesqueira, o que, de acordo com Gregolin, é importante para acabar com a "concorrência desleal e predatória" decorrente da atividade exercida por pessoas não registradas.

Fonte: Agência Brasil

domingo, 25 de abril de 2010


The Weaning of Furniture-Nutrition (1934) - por Salvador Dali (1904-1989)

sábado, 24 de abril de 2010

Pescadores da Lagoa dos Patos compensados.


A Instrução Normativa Nº 4, publicada em 13 de abril último no Diário Oficial da União, proibiu, até o dia 31 de maio de 2010, a atividade da pesca no estuário da Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul.

A medida foi tomada conjuntamente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e pelo Ministério do Meio Ambiente devido às intensas chuvas deste ano na região, que diminuíram a salinidade na lagoa. A diluição da água em virtude das fortes chuvas afetou o ciclo de vida das espécies (reprodução, alimentação e crescimento).
Uma das espécies mais comprometidas foi a do camarão rosa, nesta época muito procurada pelos pescadores profissionais.

Com a proibição da pesca pelo governo os pescadores passaram a receber um salário mínimo mensal através do Ministério do Trabalho.

Entretanto, logo após a proibição da Instrução Normativa Nº 4 se inicia o período de defeso na Lagoa dos Patos, que se estende por quatro meses, ou seja, de junho a setembro. O período de defeso é aquele que resguarda da pesca as espécies em período reprodutivo. Nesta fase, como em anos anteriores, os pescadores recebem, através do Ministério do Trabalho, um salário mínimo mensal para permanecerem inativos, de forma a preservarem os estoques pesqueiros e a sua própria atividade ao longo do tempo.

Assim, na prática, os pescadores da Lagoa dos Patos – entre cinco a seis mil profissionais - irão receber este ano extraordinariamente do governo federal um salário mínimo por um período contínuo de seis meses.
A Lagoa dos Patos é a maior laguna do Brasil. Tem 265 quilômetros de extensão e cobre uma superfície de mais de dez mil quilômetros quadrados.


Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura


Mas: 6 salários mínimos compensam o pescador por seis meses de inatividade?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cresce a preocupação com grandes aquários

Nos recifes de Florida Keys, muitos mergulhadores apreciam a vista, enquanto outros praticam a pesca esportiva. Mas um pequeno terceiro grupo coleta caranguejos-ermitões de patas azuis, camarões verdes e outros invertebrados, não para comer ou se divertir, mas para o comércio de aquários.

Há cerca de 700 mil aquários domésticos de água salgada nos EUA, e peixes tropicais com um pouco de rocha não bastam mais para satisfazer os mantenedores de muitos desses oceanos em miniatura.

Os peixes continuam lá, mas, com o avanço da tecnologia e da técnica, os aquários atuais são muitas vezes ecossistemas de recifes em pequena escala, com corais vivos e rochas "vivas" cheias de anêmonas, camarões, ouriços, caranguejos e mariscos.

O resultado é um crescente mercado para esses e outros invertebrados dos recifes, muitos deles fornecidos por cerca de 165 coletores licenciados na Flórida. Eles dizem que seu mercado é sustentável e administrado de maneira rígida, sem a concessão de novas licenças e com limites diários de coleta para muitas espécies.

Mas os cientistas afirmam que a coleta ameaça os próprios ecossistemas que os aficionados de aquários desejam replicar. Fora o muito reconhecido impacto ecológico do comércio sobre o coral vivo, esses pesquisadores dizem que a demanda por invertebrados -criaturas que muitas vezes têm em um tanque as mesmas funções de limpeza e controle de pragas que têm na natureza- é tal que a pescaria pode se tornar insustentável.

"Talvez estejamos aumentando a coleta a um ponto que chega perto do limite", disse Andrew Rhyne, biólogo marinho do Aquário da Nova Inglaterra que estudou o pesqueiro de invertebrados na Flórida. "A questão é: qual é esse limite?"

Se uma espécie é colhida demais a ponto de sua presença no mar cair drasticamente, dizem Rhyne e outros, pode haver um efeito cascata no ecossistema. Sem invertebrados herbívoros, um recife pode ser dominado por algas.

Jessica McCawley, bióloga da Comissão de Conservação de peixes e Vida Silvestre da Flórida, discorda que o ecossistema do Estado esteja ameaçado. Ela ajudou a atualizar os regulamentos no ano passado e disse: "Esses coletores são um tipo especial de pescador. Eles estão muito preocupados com o meio ambiente. Eles nos procuraram e disseram: Vocês podem fazer regulamentos para nós? ".

O que não se discute é que o pesqueiro mudou nas últimas duas décadas, coincidindo com o aumento da popularidade dos tanques de recifes. Esses aquários incluem tanques domésticos ou para escritórios -de até várias centenas de litros de água- e atrações como o tanque de recife de coral de 75,7 mil litros no Atlantis Marine World, em Riverhead, Nova York, considerado um dos melhores do mundo.

Jeff Turner, dono da Reef Aquaria Design, de Coconut Creek, Flórida, que constrói e mantém grandes aquários de recifes em residências, escritórios, hospitais e outras instituições, diz que eles não são meras decorações, mas "uma janela educativa para o mar". Os aficionados e aquaristas profissionais que realizam esses projetos "estão preocupados com o ambiente marinho", disse.

A atração para o aficionado é que usar essas criaturas ao mesmo tempo replica o ecossistema natural e reduz a necessidade de formas menos naturais de manutenção do tanque. Mas os amadores domésticos nem sempre são hábeis para administrar seus tanques, que são suscetíveis a pequenas mudanças na química ou na temperatura da água. Os invertebrados morrem e precisam ser substituídos.

"O que sempre me incomodou é a natureza descartável desses animais", disse Eric Borneman, aquarista. Com os invertebrados, disse, "há uma enorme quantidade de mortalidade na remessa" e nos tanques mantidos por pessoas que estão começando no hobby. "Como reverter essa mortalidade e esse constante influxo de animais da natureza para abastecer esse comércio?"

Michael Tlusty, diretor do Aquário da Nova Inglaterra, disse que na Flórida "eles estão tentando administrar isso como um único pesqueiro", mas há centenas de espécies diferentes sendo coletadas.

Rhyne acrescentou: "Não estamos dizendo que a coisa vai desmoronar amanhã ou no ano que vem. Mas precisamos tomar cuidado para que, de repente, não tenhamos que dizer: Xi! Acabamos de pegar o último ".

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Cananéia e Cabo Frio

Nesta terça-feira, 20/04, tive a oportunidade de presenciar o encontro entre representantes de duas distintas comunidades pesqueiras, a COOPEROSTRA de Cananéia - SP e a Associação dos Pescadores e Amigos da Gamboa  (APEAG) de Cabo Frio - RJ e a rápida troca de informações sobre o andamento dos projetos e bandeiras de cada uma em prol do desenvolvimento de suas comunidades. Neste rápido encontro,  Eliezer e Betão, de Cabo Frio, mostraram a sede da APEAG e sua rampa e carreira, para o encalhe, manutenção, reparo e até construção de embarcações.

Apesar de distintas, ambas comunidades dão exemplo pelos resultados que alcançaram através do esforço e do trabalho de seus representantes e filiados.

Dona Irene e Chico Mandira (Cooperostra) e Eliezer e Betão (APEAG)

Este encontro inesperado ocorreu graças a palestra promovida pelo PEA-OGX em Cabo Frio, onde o Chico Mandira e sua esposa, Dona Irene, falaram, com muita propriedade, para um grupo de pescadores locais sobre a experiência da comunidade quilombola de Mandira, na criação da cooperativa, fundada em 1997  e que continua crescendo, melhorando a qualidade de vida dos cooperados e conquistando mercado para seu produto: a ostra.

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Entrada da Guanabara


Fortaleza de Santa Cruz, Praias de Adão e Eva e Jurujuba.
Niterói - RJ
Abril de 2010.
por Maurício Düppré

terça-feira, 20 de abril de 2010

Projeto de Lei que sanciona o Monumento Natural das Ilhas Cagarras




O ARQUIPÉLAGO das Cagarras: a partir de agora, fica proibida a extração de qualquer recurso natural num raio de dez metros ao redor das ilhas, que receberam o título de Monumento Natural / Foto de arquivo de Custódio Coimbra – O Globo

Como ficarão os marisqueiros que possui alguns de seus principais bancos de mexilhão nas ilhas?

Perderão um dos principais bancos de mexilhão que explotam há anos?

Manejo sustentável e ordenamento!

Embarcação artesanal atingida por Ferry Boat na Bahia



Um pescador levou um susto, nesta terça-feira (20), quando navegava pela Baía de Todos os Santos. O barco onde ele estava foi atingido pelo ferry-boat Pinheiro, que seguia do terminal de São Joaquim para Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.

O barco Catraia virou e os passageiros do ferry gritaram avisando ao comandante sobre o acidente. O pescador foi resgatado e o ferry seguiu viagem para Itaparica.

Segundo a TWB, empresa que administra o sistema ferry-boat, depois do acidente, a Capitania dos Portos foi informada e abriu inquérito para apurar as causas. Uma vistoria foi feita no ferry, que foi liberado para continuar operando. O pescador sofreu ferimentos leves.

Fonte: Jornal da Manhã

segunda-feira, 19 de abril de 2010

LIVRO: MAR MORTO (1936) - Jorge Amado



A MANHÃ DOS MARÍTIMOS

Quem já decifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E não é sobre o mar que a lua é mais bela? O mar é instável. Como ele é a vida dos homens dos saveiros (Mar morto, 1936).

Instável como a vida de todos nós, sempre a surpreender com o inesperado, lugar mítico, tema poético de dimensões oceânicas, “mistério que nem os velhos marinheiros entendem”. “Doce amigo”, mas também dono das que oculta o corpo do amado, docemente levado pelas ondas até a Terra de Aiocá: o mar de Jorge Amado é signo da vida e do amor.

Os velhos marinheiros, donos de saveiros e malandros que povoam os portos do Recôncavo Baiano, onde se passa a história de Guma e Lívia, é o “povo de Iemanjá que tem muito o que contar”. Tendo a morte sempre por perto, eles se entregam de corpo e alma às belas noites de Lua cheia e enfrentam a angústia das tempestades. Mas os homens do mar têm sonhos de vida: viajar sobre as ondas, ter um saveiro seu, beber no Farol das Estrelas, fazer um filho que seguisse seu destino e ir um dia com Iemanjá. Bem que canta uma voz no cais nas noites mais belas:

É doce morrer no mar…


Canção do mar

O conhecido verso da música É doce morrer no mar (1941), dos amigos Jorge Amado e Dorival Caymmi, homens da terra que se dedicaram a entender o coração dos marítimos, surge por várias vezes na história do Mar morto, na voz do negro que atravessa a noite.

Numa dessas noites de tempestade, quando nenhum pescador se aventurara a sair com seu barco, o apelo de seu Godofredo por socorro aos filhos que estavam num navio perdido faz Guma lançar-se ao mar bravio e realizar seu primeiro ato heroico. Célebre nos portos da Bahia, seu desejo não é diferente do dos marinheiros que povoam o cais: quer amar perdidamente uma bela mulher, mesmo sabendo que o destino dela será triste.

Há uma canção do cais que diz que desgraçado é o destino das mulheres dos marítimos. Dizem também que o coração dos marítimos é volúvel como o vento, como os barcos que não se fixam em nenhum porto. Mas todo barco tem o nome do seu porto na proa. Pode andar por outros portos, pode viajar por muitos anos, mas não esquece o seu lugar, voltará a ele um dia. Assim o coração dos marinheiros. Nunca eles esquecem aquela mulher que é a deles só.

A dona do mar: Iemanjá, dona Janaína, dona Maria, Inaê, princesa de Aiocá

Durante a festa de Iemanjá, “mais bonita que todas as procissões da Bahia”, no terreiro de Candomblé de pai Anselmo, onde era iniciado, Guma pede à Iemanjá, a rainha dos cinco nomes, uma mulher tão bonita quanto ela, com seus cabelos que colorem as águas salgadas. Nessa mesma ocasião, ele vê Lívia e se apaixona perdidamente.

Neste romance, que Jorge Amado considerou seu melhor livro, escrito em 1936, aos 24 anos, quando acabara de concluir a faculdade de Direito no Rio de Janeiro, estão presentes temas poéticos por excelência: amor, morte e música.

Pelo título somos levados a pensar no mar Oriental de mesmo nome, o Mar Morto, que banha o interior da Palestina (Jordânia, Cisjordânia e Israel), elo entre povos que vivem uma guerra de tão difícil compreensão para nós, ocidentais neste século XXI. A água cinzenta, pesada e escura do Mar Morto descrito por Jorge Amado se assemelha à espessura desse mar do Oriente. Por sua grande salinidade e seus minerais, no Mar Morto é possível ao banhista flutuar, perder o chão sob os pés na água que lembra calda de açúcar queimado. Um pouco como ficamos após a leitura de Mar morto, que apresenta o amor como bálsamo para a dor humana diante da possibilidade da morte e do que pode nos acontecer de imprevisível.

O romance proporciona valiosas reflexões: mostra a dificuldade que os pescadores e suas famílias enfrentam no dia a dia, os barcos que se perdem no mar, as mulheres a chorarem a morte de seus homens e a esperteza dos homens que se aproveitam da necessidade dos pescadores. Como quando Guma é contratado para fazer viagens perigosas e ilegais, que ele acaba aceitando por não ver outra alternativa para conseguir o dinheiro que precisa para comprar seu saveiro e finalmente ter a independência que deseja.

O mar é o lugar do encontro, nele se movimenta não só o amor de Guma e Lívia, mas as canções do ABC de Rosa Palmeirão, o velho Francisco, o filho Frederico, Maria Clara, Rufino, Judith, Esmeralda, o árabe Toufick, Chico Tristeza, Jacques, Rodolfo, Vesgo, Maneca Mãozinha e todo o povo marítimo. E ainda doutor Rodrigo e dona Dulce, médico e professora que fizeram do mar sua moradia, na esperança de proporcionar alguma mudança na realidade daquele lugar. É no milagre esperado por dona Dulce que surge o diálogo com as ideias anarquistas e comunistas que moviam o escritor naquela época.

Há no livro de Jorge Amado a indicação de uma possibilidade de mudança social, que parte do povo, e ainda a ideia de um amor que ultrapassa o limite do individual.

No amor de Guma e Lívia, pulsante como o movimento das ondas do mar, estão presentes a não-aceitação inicial da família da moça, a sedução da vizinha Esmeralda, a vigília da morte e a tortura pela espera de seu homem. Saber-se mulher de Guma, ser seu “porto fixo”, é a serenidade de Lívia. Ciente de que seu laço estava firme como o nó dos marinheiros, poderia enfrentar tempestades e até a morte. O mar os unia, era doce amigo.

Lívia anunciava a chegada do milagre tão esperado por Dona Dulce, inventando um outro rumo para as mulheres dos marítimos, pois era ela também uma marítima.

Alguns poetas em língua portuguesa que tiveram o mar por inspiração:

Luís de Camões:

(última estrofe do canto primeiro de Os Lusíadas, 1572)
(...)
No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

Fernando Pessoa:

(“Mar português”. Mensagem, 1934)
(...)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Cecília Meireles:

(“Beira mar”. Mar absoluto, 1945)
(...)
Não têm velas e têm velas;
e o mar tem e não tem sereias;
e eu navego e estou parada,
vejo mundos e estou cega,
porque isto é mal de família,
ser de areia, de água, de ilha...
E até sem barco navega
quem para o mar foi fadada.

Carlos Drummond de Andrade:

(“Amar”. Claro enigma, 1951)
(...)
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

domingo, 18 de abril de 2010


volta ao amanhecer

Baía de Todos os Santos, São Francisco do Conde - BA 
Janeiro de 2005
por Maurício Düppré

Aprovada construção de quatro embarcações no estado da Bahia pelo Ministério da Pesca e Aquicultura

O Ministério da Pesca e Aquicultura e o Governo do Estado da Bahia se reuniram no último dia 31 em Salvador, para definir os últimos detalhes do projeto aprovado para construção de quatro embarcações de pesca oceânica no Estado, através do Programa Nacional de Financiamento da Ampliação e Modernização da Frota Pesqueira Nacional – Profrota Pesqueira.

O resultado da reunião foi à inclusão da Bahia Pesca como agente no processo de capacitação de cooperativas de pesca para a captura de atuns e afins e como participante em um programa federal que cria as condições para instalação da pesca oceânica no estado da Bahia.

O objetivo do encontro foi de estabelecer os ritos finais para capacitação, incubação e contratação dos projetos junto ao Banco do Nordeste que é o agente operador do Programa Profrota nos Estados do Nordeste.
A contratação para construção das quatro embarcações representa investimentos de aproximadamente R$15 milhões de reais através de financiamento direto pelo Banco do Nordeste, capacitação das cooperativas e equalização das taxas de juros pelo MPA para ao Estado da Bahia.

Segundo o Coordenador Geral de Incentivo e Apoio ao Crédito do MPA, Marcelo Burguez, as quatro embarcações, quando prontas e em operação, representarão um incremento na produção baiana de pescado de aproximadamente 800 toneladas ano, conforme perspectiva de captura e capacidade de porão das embarcações financiadas. “As novas embarcações atuarão junto ao novo terminal pesqueiro em fase de construção em parceria entre Governo Federal e Governo do Estado da Bahia”, complementa Marcelo.

Além de representantes do MPA e do Governo do Estado da Bahia, o encontro contou com a participação do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFBA, da Incubadora Tecnológica de Cooperativas Populares – ITCP-IFBA, do Banco do Nordeste – BNB, da Cooperativa Mista de Pesca de Itacaré – COOMPI e da Cooperativa Pescadores de Camaçari – COOPESC.

O Profrota Pesqueira é do programa do Governo Federal para programa de financiamento para renovação, conversão, modernização, recuperação e ampliação da frota de embarcações pesqueiras destinadas à pesca oceânicas.

Fonte MPA

sábado, 17 de abril de 2010

Polícia Federal apreende 4 toneladas de pescados

TRIBUNA CATARINENSE (SC) - 11 de abril de 2010

A Operação Quaresma, realizada pelo Ibama, Polícia Federal e Instituto Chico Mendes, apreendeu no último final de semana quatro toneladas de camarão sete barbas e outros pescados no município de Penha. Os crustáceos estavam em três embarcações que se encontravam na região de Armação do Itapocorói. Os barcos Réu Sol II, Marilúcia F e Elisa 0, foram encontrados pescando com malhas de rede inferiores ao permitido por lei.

O primeiro barco, Rei Sol II, possuía autorização para pesca de camarão sete barbas, que se encontra em época de defeso, e em seu porão foram encontrados peixes diversos e lulas, pescados via arrasto. Os barcos Marilúcia F e Elisa 0, com autorização para pesca de peixes de profundidade, estavam utilizando malhas menores que a permitida por lei - a admitida seria de 90mm ou maior, quando os mestres de embarcação estavam utilizando malhas entre 50mm e 70mm.

Assim, funcionários do Ibama, do Instituto Chico Mendes e Policiais Federais abordaram os pesqueiros e verificaram em seus porões que as redes proibidas tinham sido utilizadas, o que resultou na prisão em flagrante dos mestres por crime ambiental (art. 34, parágrafo único, inciso II da Lei 9.605/98).

Mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 1.500,00 cada um, haja vista que o crime é apenado com detenção, os pescadores foram liberados ao final do procedimento.

A apreensão foi realizada pelo Ibama, que autuou administrativamente as empresas responsáveis pelos barcos, aplicando multa aproximada de R$ 20,00 por quilo de pescado apreendido, além da apreensão das redes e das próprias embarcações. Os pescados apreendidos foram encaminhados no início desta semana a instituições assistenciais da região.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Barco pesqueiro é atingido por navio petroleiro no litoral de Pernambuco

Barco pesqueiro é atingido por navio petroleiro no litoral de Pernambuco - O Globo

RECIFE - Uma pescaria quase acabou em um grave acidente no mar, em Pernambuco. Três pescadores estavam a 50 quilômetros da costa pernambucana quando foram surpreendidos por um navio petroleiro. O susto foi no fim da manhã do último domingo. Por pouco o barco Rocha Eterna não afundou. Os pescadores, que são do bairro de Brasília Teimosa, em Recife, contaram que a embarcação foi atingida por um navio petroleiro em alto mar. 


FOLHA DE PERNAMBUCO (PE) •  13/4/2010


Eles estavam a 41,6 quilômetros da costa e há seis dias no mar. O acidente, que aconteceu por volta das 10h, quase destruiu o barco, mas ninguém ficou ferido. A embarcação não chegou a afundar, no entanto, o pescado e alguns objetos dos profissionais foram perdidos.

Para voltar à costa, o barco precisou ser rebocado.



JORNAL DO COMMERCIO (PE) •  13/4/2010
Pescadores vivem drama após acidente em alto-mar

O pescador Luciano Luiz de Sousa, 30 anos, precisou pedir ajuda a um conhecido para achar as palavras e poder descrever o drama que viveu em alto-mar. O pequeno barco que ele usava para trabalhar, batizado de Rocha Eterna, ficou destruído após ser atingido, no último domingo, por um navio que passava pela mesma região, distante 41 quilômetros da costa pernambucana. O acidente aconteceu por volta das 10h. A ajuda veio apenas às 11h, quando tripulantes de um outro pesqueiro viram Luciano e seus dois ajudantes, Paulo Henrique Félix da Silva, 37, e Rivaldo Tavares dos Santos Neto, 23, agarrados ao que restava do Rocha Eterna.Os restos da embarcação não voltaram para a Colônia Z4, em Olinda, no Grande Recife, de onde saiu inteira, domingo. Estão em Brasília Teimosa, na Zona Sul do Recife, de onde havia partido o Ferreira, embarcação que salvou os pescadores. A madeira sofreu vários danos e não resta mais nada da cabine que reunia os equipamentos para navegação, entre eles, GPS, radar e rádio. Um outro barco do mesmo porte está avaliado em cerca de R$ 25 mil, um custo alto para três pescadores que, agora, não têm mais como trabalhar.

Luciano, Paulo Henrique e Rivaldo afirmam que prestaram queixa à Capitania dos Portos de Pernambuco (CPPE) na tarde do domingo. Em nota oficial, o órgão confirmou o recebimento da denúncia e disse que abriu inquérito para apurar o acidente. O documento afirma que ainda não há maiores informações sobre o navio que atingiu o barco de Luciano, Paulo Henrique e Rivaldo.

Um dia após o acidente, a principal pergunta relativa ao caso continua sem resposta. Por que os tripulantes do navio não utilizaram o rádio para se comunicar com o barco de pesca? O procedimento é considerado padrão na Marinha, mas os pescadores dizem que não obtiveram resposta ao tentar entrar em contato com o navio tanto antes quanto depois da colisão.
Colorado of Medusa (1953) - Max Ernst (1891- 1976)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Governo Federal - Cortes no orçamento são maiores em Turismo, Pesca e Esporte

O bloqueio recorde de quase R$ 30 bilhões do Orçamento Geral da União deste ano atingiu, principalmente, os ministérios do Turismo, do Esporte e da Pesca. O maior contingenciamento do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi anunciado no final de março, mas a distribuição dos cortes só foi divulgada há duas semanas, em edição extraordinária do Diário Oficial da União.

Por causa da incorporação de créditos extraordinários aprovados pelo Congresso Nacional, o valor final do corte ficou em R$ 29,1 bilhões, R$ 7,3 bilhões a mais do que os R$ 21,8 bilhões divulgados pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, no mês passado. Desse total, a maior parte da verba bloqueada – R$ 17,9 bilhões – refere-se a investimentos. O restante – R$ 11,2 bilhões – diz respeito a despesas não obrigatórias de custeio (manutenção da máquina pública), que foram adiadas.

Proporcionalmente, a pasta mais afetada foi o do Turismo, que teve 85,09% dos recursos bloqueados. Do orçamento inicial de R$ 4,18 bilhões, o ministério ficou só com R$ 623,5 milhões disponíveis no caixa. Em segundo lugar, vem o Ministério do Esporte, com contingenciamento de 80,19% da verba. Em vez do montante de R$ 1,52 bilhão aprovado pelo Congresso, a pasta só poderá gastar R$ 302,3 milhões.

O Ministério da Pesca e da Aquicultura teve o terceiro maior corte: 76,79%. A pasta teve o limite de gastos reduzido de R$ 781,9 milhões para R$ 181,4 milhões. O governo também cortou gastos de despesas como as transferências para os estados, municípios e o Distrito Federal, que tiveram 73,71% dos recursos retidos.

Em termos absolutos, o ministério mais prejudicado foi o da Defesa, que teve R$ 5,9 bilhões bloqueados. A medida levou a Comissão de Relações Exteriores do Senado a aprovar requerimento com pedido de informações ao Ministério do Planejamento sobre os cortes na área militar. Os ministérios do Turismo e das Cidades vêm a seguir, com R$ 3,5 bilhões e R$ 2,8 bilhões contingenciados, respectivamente.

Os ministérios menos afetados pelo contingenciamento foram os da Educação (corte de 5,04%), da Saúde (1,83%) e do Desenvolvimento Social (1,24%).

Anunciado no início do ano, o contingenciamento representa um corte temporário, no qual o governo avalia o comportamento das receitas para verificar se será possível o cumprimento da meta de superávit primário (esforço fiscal para pagar os juros da dívida pública) de 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB). Gradualmente, as verbas retidas costumam ser liberadas a partir do segundo semestre, à medida que os recursos entram em caixa.


Fonte: DCI - Diário Comércio Indústria e Turismo 

Parceria pesqueira pode trazer barcos oceânicos para a Bahia



  • Isso seria uma boa notícia para os pescadores artesanais baianos?
  • Estas novas embarcações não atuariam nas mesmas áreas e nos mesmos recursos que a frota artesanal baiana? 
  • Quais recursos pesqueiros ainda não são explorados no litoral baiano?
  • Recomenda-se perguntar aos pescadores de pequena escala nos estados de São Paulo, Rio e Espírito Santo como é a convivência deles com (concorrendo) as embarcações de grande porte, muitas delas da frota catarinense.
  • O que vale mais: 100 toneladas de pescado produzidos por uma embarcação ou 100 toneladas produzidas em 100, 200 embarcações artesanais? 


Comissão com 4 pescadores  fará intercâmbio para SC com o apoio do Sescoop/BA

Buscar uma parceria entre as cooperativas baianas de pesca e empresas pesqueiras de Santa Catarina. A idéia é viabilizar a transferência de barcos de pesca oceânica do litoral catarinense para o baiano, onde inicialmente seriam. Se concretizada, a parceria vai contribuir para a organização e o desenvolvimento da atividade pesqueira na Bahia.

Esta possibilidade começou a ser avaliada na mais recente reunião da União das Cooperativas de Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia, ocorrida sexta-feira e sábado em Caboto, localidade costeira da Grande Salvador.

Uma comissão de quatro pescadores enviada pela representação baiana do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-BA) a Santa Catarina para estabelecer um intercâmbio com a indústria pesqueira local voltou com a sugestão.

Os enviados explicaram que a idéia da parceria surgiu no terminal pesqueiro do Porto de Itajaí, no decorrer de uma reunião com empresários catarinenses. “Eles nos mostraram vários barcos de 30 a 40 toneladas que poderiam ser deslocados para a Bahia”, revela um dos enviados.

Em Santa Catarina, barcos com essas capacidades tendem a ser substituídos por outros maiores, de até 100 toneladas, mas na Bahia poderiam representar o começo da pesca oceânica, acredita o Sescooop-BA.

A presença de pescadores catarinenses nos primeiros barcos capacitaria os colegas da Bahia nos métodos e técnicas da pesca em alto mar, a muitas milhas da costa.

Unicoopa - A União das Cooperativas de Pesca e Aquicultura do Estado da Bahia (Unicoopa) é o fórum permanente patrocinado pelo Sescoop-BA que desde 2008 vem promovendo encontros regulares das lideranças dos pescadores, marisqueiros e aquicultores para debater questões a favor da organização e do desenvolvimento de suas cooperativas. (Fonte: Sescoop/BA)

quarta-feira, 14 de abril de 2010


Davi e Golias

Transatlânticos ancorados próximos as praias do Canto e da Armação são motivo de reclamação dos pescadores locais e sua entidade representativa por revolver o fundo, cavar buracos e atrapalhar as pescarias devido a rota que utilizam.
Armação dos Búzios, dezembro de 2009.
por Maurício Düppré

Proposta para o ordenamento dos transatlânticos em Búzios

Em reunião realizada na quarta-feira (31/03), a Prefeitura Municipal de Búzios determinou o ordenamento da ancoragem de navios transatlânticos na orla da cidade. Buscando proteger a pesca artesanal, a fauna e flora marinhas, o prefeito Mirinho convocou a Abremar – Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos, para junto com a secretaria de Meio Ambiente e Pesca, sugerir algumas propostas de mudança na forma de atracagem dos navios.

De acordo com o prefeito, além do número excessivo de navios ancorados ao mesmo tempo (é costume a cidade receber até quatro navios simultaneamente), alguns param muito próximos à costa, danificando intensamente o fundo do mar.

- Não há dúvida que o turismo gerado pelos navios é bom pra Búzios. Movimenta o comércio, divulga a cidade, é ótimo. Mas tudo tem que acontecer de maneira organizada, para não gerar desconforto e desordem. Hoje a discussão que envolve a temporada de navios, é ambiental. O meio ambiente está sendo excessivamente prejudicado. Já foi provado através de pesquisas reconhecidas pelo INEA, que o motor dos navios e as âncoras, provocam grandes estragos no fundo do mar, deixando verdadeiras crateras na areia. Isso acaba com a vida marinha e prejudica a pesca artesanal, as redes ficam presas nessas valas e se perdem, têm que ser abandonadas – inicia o prefeito.
Mirinho destaca que este problema se resolve com a marcação dos pontos de fundeio longe da costa, onde a profundidade mínima deve ser de 17 metros, conforme estudos feitos pela secretaria de Meio Ambiente e Pesca. Também bóias de marcação devem ser instaladas, permitindo a parada dos navios sem a necessidade de baixar a âncora, que danifica o fundo do mar. 

Sobre o número excessivo de navios atracados ao mesmo tempo, o prefeito ressalta que o ideal seria o máximo de dois navios por vez.

- Hoje recebemos até quatro navios juntos. Isso gera uma série de problemas na cidade, pois representa o desembarque de oito mil pessoas ao mesmo tempo no Centro de Búzios. Isso equivale a um terço da nossa população. Não temos infra estrutura para todo esse volume, nem espaço físico suficiente. Isso não é bom pra cidade, nem para o turista que desembarca – acrescenta Mirinho. O prefeito sugere que um terceiro navio utilize o píer de Manguinhos, dividindo o volume de passageiros com o Centro.

Atento às propostas, o vice-presidente Executivo da Abremar, André Pousada, se comprometeu a discutir as sugestões de mudança com seu grupo, marcando para a segunda quinzena de abril, um novo encontro com o prefeito.

- Estou satisfeito com a nossa reunião, os pontos colocados são pertinentes, e serão levados para a Abremar para discussão. Também nos foi sugerida uma participação apoiando a montagem do Centro de Visitantes a ser construído no Parque dos Corais, recém criado pela Prefeitura. Vamos analisar esta proposta e de que forma podemos ajudar. Estamos aqui para junto com o poder público, optarmos pela melhor forma de trabalho, que traga benefícios a todos – resumiu o vice-presidente da Abremar.

Fonte: Jornal Primeira Hora - Região dos lagos e Norte Fluminense



terça-feira, 13 de abril de 2010

CIPAR Niterói - RJ

O Centro Integrado de Pesca Artesanal (CIPAR) de Niterói, já tem data para ficar pronto. Orçado em R$ 7 milhões, o projeto começou a se concretizar em agosto do ano passado e tem previsão de término no próximo mês de julho. Em um espaço de cerca de 6 mil metros quadrados está sendo construído um terminal pesqueiro para abastecimento, descarga, estocagem e beneficiamento do pescado, além da formação e capacitação dos pescadores artesanais.

O Secretário de Infraestrutura e Fomento do Ministério da Pesca e Aquicultura, José Claudenor Vermohlen, esteve no local com técnicos do MPA e o Superintendente do Estado do MPA no Rio de Janeiro, Jayme Tavares, para acompanhar as etapas finais das obras do CIPAR no dia 31 de março na Avenida do Contorno 3.500, em Niterói. A visita do Secretário debaterá o planejamento de inauguração, o processo de compras dos equipamentos, as questões da Inspeção Federal e definições da gestão.
Segundo José Claudenor, com a integração dos onze municípios e a Universidade Federal do Rio de Janeiro no processo de conclusão tem melhorado os serviços e agregado valor ao bem público na construção.

“Esse centro não só vai beneficiar os pescadores locais como as colônias que ficam ao redor da Baía de Guanabara. O projeto, como o nome já diz, é integrado e dará apoio logístico e formação aos produtores. Em parceria com a Universidade, vamos implementar o peixe na alimentação escolar e também dar dignidade aos pescadores da região”, afirma o representante do MPA.

A construção do CIPAR faz parte de uma política de estado que tem por objetivo a inclusão de pescadores artesanais, que não possuem qualquer apoio logístico, no mercado de venda de pescados. Isso permitirá a apresentação de certificado de qualidade a exemplo do que ocorre com a carne bovina - do material originado da pesca.

Fonte: MPA

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Bactérias marinhas em beneficio do homem graças ao consumo secular de algas.

Um grupo de pesquisadores franceses identificou enzimas que digerem carboidratos de uma bactéria marinha, a qual, por sua vez, se alimenta de algas. Mas a maior curiosidade é que os genes que codificam essas enzimas foram encontrados não apenas em ecossistemas marinhos, mas em um outro bem diferente: o intestino humano.

Segundo o estudo, publicado na edição desta quinta-feira (8/4) da revista Nature, microrganismos marinhos que vivem em algas transmitiram genes para a microbiota intestinal de humanos, mas apenas de alguns. Os genes foram encontrados em indivíduos japoneses, mas não em norte-americanos.

O motivo? O consumo de algas conhecidas como nori (Porphyra spp.), que costumam envolver os delicados sushis, um dos itens mais tradicionais da culinária japonesa.

Jan-Hendrik Hehemann, da Universidade Pierre e Marie Curie – Paris 6, e colegas compararam dados dos genomas dos intestinos de 13 voluntários japoneses com 18 norte-americanos para descobrir a transferência de enzimas de bactérias do mar.
No Japão, algas marinhas não estão apenas nos sushis, mas são parte importante da cultura e da sociedade do país há muito tempo. Registros históricos mostram, por exemplo, que no século 8 algas eram usadas como moeda para pagamento de impostos devidos pelos cidadãos.

Segundo os cientistas, após vários séculos, o contato com microrganismos marinhos pelo consumo de algas deve ter aberto uma rota por meio da qual genes que codificam enzimas responsáveis pela digestão de algas foram transferidos de um ecossistema, o oceano, para outro muito diferente: o intestino humano.

Os cientistas apontam que essa transferência é importante para a evolução, uma vez que permite o aproveitamento de nutrientes que anteriormente não teriam valor.

“Entre as diversas questões interessantes que essa pesquisa levanta está a importância relativa da adaptação da microbiota, que ocorre durante a evolução das espécies hospedeiras, a colonização de novos ambientes e as mudanças nas dietas”, disse Justin Sonnenburg, da Universidade Stanford, em comentário sobre a descoberta na mesma edição da Nature.
“Como a ampliação da capacidade de obter alimentos ricos em energia é considerada um dos fatores importantes da evolução humana, é provável que a adaptação da microbiota tenha acompanhado as mudanças dietárias que ocorreram durante a história humana”, apontou.

Segundo ele, novos estudos deverão ajudar a determinar como, durante a evolução, as mudanças na produção e preparação de alimentos influenciaram a microbiota intestinal.

“Estudos de amostras antigas derivadas de coprólitos e de hominídeos fossilizados ou mumificados e investigações em nossos parentes primatas poderão fornecer um retrato de como a microbiota se formou – e tem sido formada – pela história natural”, disse Sonnenburg.
As mudanças continuam, destaca o pesquisador. O consumo de alimentos produzidos em massa, muito calóricos, altamente processados e higiênicos, ou seja, isentos de micróbios pode não ser exatamente uma boa ideia. O motivo é que, com uma alimentação desse tipo, a microbiota intestinal deixaria de receber a transferência de genes de microrganismos.

“A próxima vez que você comer um alimento incomum à sua dieta, lembre que isso pode ser muito bom. Pense nos micróbios que você está ingerindo e na possibilidade de estar fornecendo a alguns de seus trilhões de amigos próximos [na microbiota intestinal] um novo conjunto de utensílios”, disse Sonnenburg.

O artigo Transfer of carbohydrate-active enzymes from marine bacteria to Japanese gut microbiota (doi: 10.1038/nature08937), de Jan-Hendrik Hehemann e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

Fonte: Agência FAPESP

domingo, 11 de abril de 2010


O salto da albacora

Atuns e petréis disputando peixes-voadores, a cerca de 40 milhas da costa do Rio de Janeiro.
Maio de 2002 - por Maurício Düppré

sábado, 10 de abril de 2010

Globo Mar - Episódio #1

primeiro episódio do Globo Mar acompanhou um atuneiro, embarcação de grande porte que pesca bonito com isca-viva (sardinha), durante uma semana. O programa mostra a rotina desses homens do mar, que passam semanas embarcados.

Segundo o programa, o atuneiro registrado (Skyper II) só retornará para a terra firme depois que conseguirem, pelo menos, 20 toneladas de peixe – o peso mínimo que garante o pagamento das despesas da viagem. Só depois deste montante é que começa a vir o ganho da pescaria, divididos de modo hierárquico entre a tripulação e o armador de acordo com sua função e posto, em um sistema de partilha que a princípio parece complicada.




Outra questão interessante mostrada no programa é sobre a localização da área de pesca, os pesqueiros, em que esta frota atua: a Bacia de Campos, onde dividem espaço com as plataformas de produção de petróleo e gás, que ao longo dos anos se transformaram em atratores artificiais da fauna marinha oceânica.




Nesta mesma região outras frotas pesqueiras atuam, inclusive de embarcações de menor escala de produção, os artesanais, na pesca com espinhel, linha, etc.

O programa cumpre seu papel informativo trazendo para o brasileiro uma realidade que a maioria desconhece: a dura vida de quem vive da pesca. Mas, vendo a rotina a bordo de uma embarcação desta envergadura você consegue ter uma ideia da rotina a bordo de uma embarcação menor? Tipo 12 metros de comprimento, casario mais acanhado, tripulação de 4 a 6 homens, toda de madeira, menor recurso tecnológico,  mas que também atua na região? Agora imagina com o mar grosso? 



Há de se ter respeito e reconhecer a valentia destes homens do mar, os bravos pescadores brasileiros!


Amazonas - Combate a pesca ilegal em Unidade de Conservação

Manaus - AM

Durante a Operação Macaco D’Água, realizada esta semana por equipe interinstitucional do Ibama, ICMBio, Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, Polícia Federal e Força Nacional, foram flagrados no Município de Fonte Boa-AM grupos de pescadores que capturavam alevinos de aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) para comercializá-los como peixes ornamentais em Tabatinga, de onde seriam exportados para Colômbia e Peru, depois Estados Unidos, Europa e Ásia.

Os pescadores foram autuados pelo Ibama por pesca ilegal e por terem entrado em Unidade de Conservação da Natureza sem autorização. Todos os petrechos, embarcações e equipamentos utilizados como instrumentos do crime ambiental foram apreendidos. 13 homens e duas mulheres foram presos e responderão à justiça por crime ambiental e formação de quadrilha.


Foram encontrados sob posse dos infratores 4.819 alevinos, dos quais 1.715 foram devolvidos a seu habitat natural, enquanto o restante foi entregue para fins científicos ao Instituto Mamirauá em Tefé-AM.

A Operação combate, ainda, a pesca e o transporte ilegais de pirarucu (Arapaima gigas) e tambaqui (Colossoma macropomum), além de outras infrações e crimes praticados contra a fauna e a flora. As multas aplicadas passam de um milhão de reais.


Os alevinos de aruanã cobiçados pelo tráfico internacional possuem em média cinco centímetros e sua captura é feita a partir do abate do macho, que abriga os alevinos na boca até que possam sobreviver na natureza sem a proteção paterna. O abate é feito com petrechos artesanais como flecha, arpão e zagaia. Os alevinos são mantidos em sacos plásticos com auxílio de aplicações diárias de oxigênio enquanto são transportados. A cadeia de comercialização inicia com o preço de R$ 1,00 nos locais de pesca, R$ 2,50 para Colômbia e Peru, e US$ 7,00 para os mercados norte-americano, europeu e asiático.

A Instrução Normativa do Ibama/AM nº 01/2001 proíbe a captura de alevinos de aruanã, já que estabelece o tamanho mínimo de 44 cm para a captura da espécie. Entretanto, na região do médio Solimões essa prática é recorrente nesta época do ano, principalmente na Reserva Estadual de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e na Reserva Extrativista Auati-Paraná (Reserva Federal).

Macaco D’água: é como os ribeirinhos do médio Solimões também denominam o peixe aruanã.

Geandro Pantoja - Ibama/AM

Fonte: Ibama.
Fotos: Geandro Pantoja, Andrey Augusto, Robin Botero-Arias e Paulo Faiad.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Aviso de mau tempo - Ressaca continua

Apesar do pico ter passado a previsão é de ressaca até o inicio de domingo.


O que são avisos de mau tempo?
Os avisos de mau tempo, disseminados de forma imediata e depois incluídos no METEOROMARINHA e demais boletins de previsão, de acordo com a área afetada, são emitidos, quando uma ou mais das seguintes condições de tempo ou mar estejam previstas:
- vento de força 7 ou acima, na escala Beaufort (intensidade 28 nós ou mais);
- ondas de 3 metros ou maiores, em águas profundas;
- visibilidade restrita a 1 km ou menos; e
- ressaca, com ondas de 2,5 metros ou mais atingindo a costa.
A ausência de avisos de mau tempo é claramente mencionada no texto dos boletins, por meio das expressão NIL ou NÃO HÁ.


AVISO NR 150/2010


AVISO DE RESSACA

EMITIDO ÀS 1400 - SEX - 09/ABR/2010
ÁREA CHARLIE. ONDAS DE S/SE 2.5/3.0.
VÁLIDO ATÉ 110000.
ESTE AVISO SUBSTITUI O AVISO NR 145/2010.


AVISO NR 151/2010

AVISO DE VENTO FORTE
EMITIDO ÀS 1400 - SEX - 09/ABR/2010
ÁREA SUL OCEÂNICA AO SUL DE 26S E LESTE 030W A PARTIR DE 100900.
VENTO SW/SE PASSANDO NW/SW NO NORDESTE DA ÁREA FORÇA 7 COM RAJADAS.
VÁLIDO ATÉ 110000.



Fonte: Marinha do Brasil

Pescadores no mar (1796)


Por William Turner

Efeitos da Ressaca - Farol de São Tomé - RJ

Defesa Civil em alerta com ressaca do Farol

A ressaca fez estragos na Praia do Farol de São Tomé deixando a Defesa Civil Municipal em estado de alerta para o atendimento imediato aos moradores da praia campista. A ressaca do mar, que provocou fortes ondas na região do Lagamar, fizeram com que parte da estrada que liga Campos à Quissamã (Farol-Barra do Furado) fosse arrastada pelo mar na noite de quarta-feira (7). Nesta quinta-feira (8), a Defesa Civil esteve no local para a construção de um desvio para suprir os 100 metros de asfalto destruídos pelo mar.

A erosão provocou a queda de um carro, que acabou sendo resgatado por moradores do local, sem maiores prejuízos. A nova “estrada”, que recebeu uma sinalização provisória, permite que carros, caminhões e ônibus, possam transitar entre as duas cidades, sem maiores problemas, garantindo o deslocamento da população. A Defesa Civil alerta ainda que os moradores devem redobrar as atenções neste período de chuva e mar agitado e evitar o banho de mar e o acesso através de barcos pelos pescadores, pois o sinal de perigo já foi acionado.

Fonte: Prefeitura Municipal de Campos

Rio Boat Show 2010

Devido aos alagamentos e ao caos ocasionado pelas chuvas e ressaca, o mais tradicional evento de feira náutica do Rio de Janeiro irá começar amanhã, com dois dias depois do planejado. Porém o tempo do evento se alongará por iguais dois dias mantendo o tempo de exposição e da feira e as palestras programadas.




O Rio Boat Show 2010 abrirá oficialmente no sábado, dia 10 de abril, às 12 horas e encerra na sexta-feira, dia 16 de abril, às 22 horas.

Embora parte do salão já esteja montado, alguns barcos que vinham de Santos e do Sul do país encontrariam enormes dificuldades para estar no salão a tempo. Além das chuvas e da interdição das estradas, o mar também apresentou ondas grandes o que atrapalhou também a chegada de barcos pela água.

Na grade de palestras, além da tradicional prova de Arrais Amador da Marinha do Brasil, cuja a inscrição ocorre nas primeiras horas do evento (vagas limitadas! Quem estiver precisando fique esperto!), listamos abaixo nossos destaques: 

  • A IMPORTÂNCIA DO INVESTIMENTO EM INFRA-ESTRUTURA MARÍTIMA PARA A CRIAÇÃO DE EMPREGOS E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO JIM NAUGLE - Ex - prefeito da cidade de Fort Lauderdale / Flórida
  • MOTORES DE POPA OU CENTRO-RABETA? MARCELO FRANCO - Yamaha
  • MANUTENÇÃO PREVENTIVA EM MOTORES DE POPA E CENTRO-RABETA RICARDO PESSOA - Mercury
  • MOTORES DE CENTRO: COMO ESCOLHER E MANTER LUIZ FELIPE -Volvo
  • ENTREGA TÉCNICA: COMO FAZER PARA SEU MOTOR DURAR MAIS RICARDO "PARAGON" ARAGÃO - BRP
  • COMO ESCOLHER OS ELETRÔNICOS PARA SEU BARCO MARCELO VIANA - Marine Express
  • METEOROLOGIA CAPITÃO DE CORVETA EMMA GIADA MATSCHINSKE
  • OS GRANDES NAUFRÁGIOS DO BRASIL MAURICIO DE CARVALHO
  • PROJETO MEROS DO BRASIL JONAS RODRIGUES
Para quem for, novidades, boa diversão e conhecimento!




caiçara

Trancoso - BA - Setembro de 2003.
por Maurício Düppré

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Seguro-desemprego poderá ser estendido a cadeia produtiva da pesca.

Trabalhadores que exercem atividades como coleta e processamento de caranguejos, mariscos ou algas, bem como produção e reparo de insumos necessários à pesca, poderão ter direito ao seguro-desemprego durante o defeso da espécie correspondente. 

A concessão do benefício atualmente é restrita ao pescador artesanal.

O texto também inclui esses trabalhadores entre os segurados obrigatórios do Regime Geral de Previdência Social, na categoria de segurados especiais.

O Projeto (PLS 238/05) foi aprovado na última terça (6 de abril de 2010) no Senado Federal pela Comissão de Assuntos Econômicos e segue agora para decisão terminativa na Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O objetivo do projeto, segundo o autor da proposta, é proteger pessoas que desenvolvem suas atividades não somente como pescadores, mas também na confecção e reparo de embarcações e apetrechos. Essas pessoas, acrescentou, estão privadas de direitos trabalhistas e previdenciários, bem como de saúde, educação e alimentação.

Fonte:
Agência Senado.

Instituto de Pesca de São Paulo


Instituto é pioneiro no estudo de ecossistemas aquáticos e organismos marinhos e continentais


O Instituto de Pesca completa 41 anos de atividades nesta quinta-feira, dia 8 de abril. Criado em 1969, o órgão é mantido pelo Governo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) da Secretaria de Agricultura e Abastecimento. É a primeira instituição brasileira voltada ao estudo de ecossistemas aquáticos e à biologia de organismos marinhos e continentais, com vistas ao povoamento e repovoamento com espécies indicadas.


Entre as atribuições do instituto estão realizar pesquisas básicas e aplicadas sobre a fauna e o ambiente aquático, visando ao aumento de sua produtividade e à sua exploração racional; orientar o povoamento e repovoamento de águas interiores do estado de São Paulo com espécies indicadas; e incentivar as atividades pesqueiras, orientando-as e contribuindo para o melhoramento de suas técnicas e da mão-de-obra especializada.

Atualmente, os profissionais desenvolvem pesquisas sobre ecossistemas aquáticos, biologia e pesca de organismos marinhos e continentais, aquicultura de organismos marinhos e continentais, controle estatístico da produção pesqueira e tecnologia e aproveitamento integral de pescado, dentre outras ações científicas. A missão básica da instituição é o aperfeiçoamento da cadeia produtiva da pesca e da aquicultura.

A comemoração dos 41 anos de atividades será marcada com a conclusão das obras de modernização, restauração e instalação de várias estruturas físicas da instituição, incluindo laboratórios de pesquisa (biologia pesqueira, biologia aquática, bioensaio e patologia, análises físicas e químicas, microscopia de imagem, microbiologia, DNA e microcospia, além de almoxarifado químico e depósito de material biológico), auditório, biblioteca, área de pós-graduação e salas de administração, além da reforma geral da fachada de prédios. Segundo a diretora administrativa do instituto, Marta Martins, o valor total das obras é de R$ 1,2 milhão.

Em 2002, o Instituto foi reestruturado administrativamente e passou a ter a seguinte estrutura de pesquisa: Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Continental, Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho (com núcleos de pesquisa em Cananéia e Ubatuba), Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Recursos Hídricos e Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Peixes Ornamentais.

Fonte: 
ABN NEWS


Aviso aos navegantes - Ressaca - Ondas de até 5m!


AVISO NR 138/2010

AVISO DE RESSACA
EMITIDO ÀS 1400 - QUA - 07/ABR/2010
ÁREA CHARLIE. ONDAS DE S/SE 2.5/4.0.
VÁLIDO ATÉ 091200.

AVISO NR 136/2010
AVISO DE MAR GROSSO/MUITO GROSSO
EMITIDO ÀS 1300 - QUA - 07/ABR/2010
ÁREA SUL OCEÂNICA AO SUL DE 23S. ONDAS DE N/W PASSANDO SW/SE 3.0/5.0.
VÁLIDO ATÉ 091200.
ESTE AVISO SUBSTITUI O AVISO NR 126 E 131/2010.

Globo Mar - Estréia nesta quinta 8 de abril de 2010

Estréia nesta quinta o programa da rede Globo em que o tema central é o ambiente marinho e seus elementos, a pesca, os esportes náuticos, o meio ambiente.



Nesta aventura narrada por dois repórteres, Ernesto Paglia e Mariana Ferrão, pretende-se mostrar o mar brasileiro e o que se passa nele, realidades de quem vive e se aventura no mar, que a maioria dos brasileiros desconhece e talvez por isso não valoriza.



Para isso eles estão bem assessorados pelo biólogo pesqueiro, o Prof. Marcelo Vianna do Laboratório de Biologia Pesqueira da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ.

Tomara que este programa de fato consiga sensibilizar aos telespectadores para que haja um pouco mais de respeito pelo ambiente marinho e por quem dele vive, como é o caso dos pescadores.

Ministério da Pesca e Aquicultura abre Edital para entrega de 20 Câmaras Frigoríficas


O Ministério da Pesca e Aquicultura abriu no dia 6 de abril Edital nº 2/2010 Seleção para Aquisição de Fábricas de Gelo e Câmaras Isotérmicas dotadas de Balanças Mecânicas em dez estados. Órgãos do Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Amazonas, Bahia, Amapá, Pará, Paraná, Sergipe, Acre e Pernambuco podem participar de seleção.

Serão entregues 20 Câmaras Frigoríficas de 1,2 t/dia, 3.0 t/dia e 9,0 t/dia além de quatro Câmaras Isotérmicas e quatro balanças 300 kg.

As câmaras frigoríficas são estruturas em isopainéis, dotadas de equipamento de refrigeração, para conservação de pescado, com as seguintes dimensões de  3,5 X 3,5 X 2,5 m, com balanças de piso para 300 kg.

Dotar as comunidades de pescadores de infraestrutura para armazenar e comercializar o pescado é ponto integrante do planejamento do Ministério da Pesca e Aquicultura, visando o desenvolvimento de um novo arranjo comercial da pesca artesanal no país. Os estados contemplados neste edital foram definidos como prioritários tendo como critérios a produção pesqueira, o número de pescadores registrados no Registro Geral da Pesca, características locais da cadeia produtiva e a capacidade dos pescadores em realizar a gestão das Câmaras Frigoríficas.

As propostas com todos os documentos necessários à habilitação têm o prazo limite para postagem da documentação de até 30 dias após a publicação do edital no Diário Oficial da União e deverão ser entregues diretamente no MPA, ou remetida pelo correio, mediante registro postal ou equivalente, com comprovante da postagem até a data final para envio das propostas estabelecidas e somente serão considerados apenas os processos entregues no endereço: Ministério da Pesca e Aquicultura, Departamento de Planejamento e Ordenamento da Pesca Artesanal Esplanada dos Ministérios, Bloco “D”, (Sede) Térreo – Protocolo. CEP: 70.043-900 – Brasília / DF, devendo constar no envelope a seguinte identificação: Edital de Seleção – Fábrica de Gelo.

A divulgação da classificação será realizada por meio de publicação no Diário Oficial da União, e no site do MPA, no endereço www.mpa.gov.br.

As entidades serão selecionadas para estabelecimento de parcerias e recebimento dos equipamentos, conforme distribuição, especificação e quantidades apresentadas na tabela abaixo:
Município
Estado
Equipamentos e quantidades
Areia Branca
RN
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia + 4 Câmaras Isotérmicas + 4 balanças300 kg
Bombinhas
SC
1 Fábrica de Gelo 3,0 t/dia
      Caapiranga
AM
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
 Cairú
BA
1 Fábrica de Gelo 3.0 t/dia
Cutias
AP
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Ferreira Gomes
AP
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Joinvile
SC
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia

Limoeiro do Ajuru
PA
1 Fábrica de Gelo 9,0 t/dia
Manaus
AM
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Muaná
PA
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Novo Repartimento
PA
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Nova Ipixuma
PA
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Porto Acre
AC
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Paranaguá
PR
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Santa Luzia do Itanhy
SE
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Tamandaré
PE
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Tarauacá
AC
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Timbó
SC
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
União do Oeste
SC
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia
Vitória do Xingu
PA
1 Fábrica de Gelo 1,2 t/dia

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