sábado, 30 de outubro de 2010

Aquicultura: Oportunidade Bolsa Estudo em Israel

A Embaixada de Israel em colaboração com o Centro de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores (MASHAV) abre inscrição para diversos cursos em Israel com bolsas de estudos. Os programas, que visam desenvolver os recursos humanos e habilidades profissionais, combinando teoria e planejamento prático, enfatizam a erradicação da fome e pobreza através de um desenvolvimento contínuo, proteção ambiental, desenvolvimento comunitário e transferência de tecnologia.

Os interessados em obter mais informações devem acessar o link “Cooperação Internacional” no site http://brasilia.mfa.gov.il ou enviar um e-mail para dcm-sec@brasilia.mfa.gov.il.

• "Aquicultura: Produção e Gerenciamento" – O curso será em inglês e ocorre em Israel de 12 de dezembro de 2010 a 06 de janeiro de 2011.

Objetivos: O programa tem como objetivo apresentar aos alunos diversos aspectos e evolução da aquicultura, com ênfase na experiência de Israel, e para partilhar experiências e know-how. Aspectos teóricos da aquicultura (por exemplo, fisiologia, genética, endocrinologia, reprodução, microbiologia), bem como aspectos mais aplicados (por exemplo, métodos de cultura, programas de melhoramento genético, seleção de espécies) serão apresentados através de palestras e estudos de caso, bem como em excursões e experiência hands-on. É nossa expectativa que os participantes enriqueçam o conhecimento de seus respectivos países, com novos conhecimentos científicos e abordagens de investigação e, simultaneamente, estabeleçam uma base para a futura cooperação entre os participantes e os pesquisadores.
Inscrições: As inscrições para este curso estão abertas até o dia 16 de novembro de 2010. 

RJ - Óleo derramado no Paraíba do Sul não é tóxico diz INEA

BARRA MANSA - O analista ambiental do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), José Mauro, disse que o produto derramado no Rio Paraíba do Sul, após umacidente entre uma carreta e um caminhão , por volta das 4h30m desta sexta-feira, na Rodovia Presidente Dutra, foi identificado como uma mistura de óleo mineral e vegetal. A subtância foi utilizada na laminação à quente da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, e estava apenas sendo transportado. Segundo o Inea, o óleo não é tóxico e já está sendo retirado pela empresa Transfuturo, responsável pelo transporte do material.

O motorista da carreta, Lenine da Silva, de 48 anos, disse que transportava os 26 mil litros de resíduo óleo lubrificante para Magé, na Região dos Lagos, por volta das 4h30m, quando um caminhão bateu na traseira do seu veículo. A grande mancha de óleo atingiu o rio através das canaletas que servem para o escoamento das águas pluviais na rodovia.

- Estava dirigindo e senti apenas o impacto, quando o caminhão bateu na traseira do meu veículo, danificando parte do tanque e provocando o vazamento - disse Lenine.

Já o motorista do caminhão, Cristiano de Oliveira Tenório, de 24 anos, foi socorrido na santa casa de Barra Mansa, com ferimentos leves. Toda a carga vazou do tanque do caminhão. O Inea estima que pelo menos 20 mil litros chegaram ao Rio Paraíba do Sul. A mancha de óleo atingiu primeiro o Córrego Cotiara, e chegou ao rio pelo bairro Roberto Silveira, em Barra Mansa.

O presidente da Associação dos Canoeiros, Sérgio Coelho dos Santos, disse que o óleo atingiu o rio por volta das 7h. O superintendente do Inea do Sul Fluminense, Miguel Arcanjo, avisou todas as estações de tratamento de água das cidades banhadas pelo Rio Paraíba sobre o acidente. Ele informou que cerca de 20 toneladas de óleo resíduo vazaram no rio Paraíba do Sul e que pela manhã, a mancha já tinha se espalhado pelas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, à tarde ela, chegou em Barra do Piraí.

- A sorte é que o rio está cheio e o óleo está escoando rápido. Mas, ainda assim, a previsão é de que leve pelo menos dois meses para escoar totalmente - disse Miguel, acrescentando que o óleo pode contaminar a vegetação às margem do rio.

O Inea também estima que o Paraíba do Sul levará dois meses para escoar todo o óleo. Os agentes do órgão estiveram avaliando a mancha e seguiram para a Dutra, no local do acidente.

A vistoria também foi feita por avião, que sobrevoou as áreas atingidas. O presidente do Inea, Luiz Firmino, disse que equipes de coleta e de atendimento de emergência do órgão permanecerão no local, onde estão desde que o órgão foi comunicado do vazamento às 7h30m. De acordo com Firmino, se houver necessidade, barreiras de contenção poderão ser colocadas para conter o avanço do óleo.

No entanto, Firmino disse que ainda não é possível o órgão prever o impacto ambiental causado pelo vazamento de óleo:

- Ainda não conseguimos precisar quantos litros chagaram ao Rio Paraíba do Sul. Sabemos que vazaram cerca de 20 mil litros. Sabemos que parte chegou ao rio e outra foi contida ainda no córrego Coatiara. É um óleo que tende a sobrenadar e diluir. Uma parte vai evaporar naturalmente e a outra vai se instalar nas margens. Essa parte que irá fazer o maior estrago. E afeta qualquer tipo de fauna e aí vamos ver o tamanho do estrago.

O diretor executivo do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Volta Redonda, Paulo César de Souza, disse que os procedimentos de segurança na ETA (Estação de Tratamento de Água) foram rigorosamente adotados pelo órgão e pediu que a população economize água.

- Suspendemos a captação de água e só vamos retomá-la após a liberação do Inea. Portanto é importante que a população economize água, já que não temos previsão - disse Paulo César.

Em Pinheiral, o supervisor da Cedae, Antônio Carlos Linhares, informou que a captação de água no município foi suspensa por volta das 9h20m desta sexta, quando a companhia recebeu o comunicado do Inea sobre o acidente.

- A orientação que recebemos é que a captação devia ser suspensa. Estamos aguardando agora uma nova posição do Inea. Mas, estamos otimistas em função do trabalho rápido que o Inea está realizando e da quantidade pequena de óleo que atingiu o rio. Esperamos que a captação seja autorizada o quanto antes - disse Linhares.

Em Barra do Piraí, segundo o secretário de Obras, Água e Esgoto, Adalberto de Oliveira, a captação de água seria suspensa a partir das 13h, previsão de chegada da mancha de óleo na cidade e na Elevatória de Santa Cecília, que bombeia água para o Rio Guandu, que abastece a região Metropolitana do Rio. O rio vem sendo monitorado desde cedo por funcionários do Inea, que também usou um avião para sobrevoar as áreas atingidas.

- As equipes da Secretária de Obras de Barra do Piraí já estavam de plantão às margens do rio, antes mesmo do óleo chegar no trecho do rio que corta a cidade. A captação foi suspensa. O monitoramento vai continuar e vamos voltar a captar após a mancha passar - previu o secretário.

Já em Barra Mansa, a captação de Água na ETA (Estação de Tratamento de Água), que fica no Centro, não foi interrompida. Segundo o gerente da Saae do município, Reginaldo de Paiva Alves, o vazamento de óleo não afetou a área da estação de tratamento da cidade.

- A ETA está em um nível acima do trecho do Rio onde ocorreu o vazamento - informou o gerente.

Fonte: O GLOBO

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Defeso da sardinha começa nesta segunda (01/11)

O período de defeso da sardinha começa no próximo dia 1 de novembro, segunda-feira, quando a pesca será suspensa nas Regiões Sul e Sudeste do país, onde se encontram os principais estoques.

O Defeso de Verão, que começa agora em novembro, tem como objetivo permitir a reprodução da espécie e vai até 15 de fevereiro. Já o Defeso de Inverno, que ocorre entre 15 de junho e 31 de julho, tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento das sardinhas jovens que nessa época passam para a fase adulta. Com a suspensão da pesca durante o verão, a espécie atinge o tamanho ideal de captura.

Os períodos de defeso da sardinha vem alcançando seus objetivos com aumento dos estoques da espécie. Em 2009, foram capturadas cerca de 84 mil toneladas e em 2008 foi em torno de 75 mil toneladas. Os estados maiores produtores do pescado são Rio de Janeiro e Santa Catarina que se revesam nessa liderança. Em terceiro vem São Paulo.

Fonte: MPA

RJ - Em época de defeso, caranguejeiro faz 'bico'

“Antigamente, eu dormia tranquilo, sem me preocupar. Hoje em dia, não posso me dar esse luxo”. As palavras do pescador Rogério do Vale, 36 anos, exemplificam o sentimento de cerca de 500 pescadores que dependem da caça de caranguejos nas proximidades da Praia da Beira, no bairro Itaoca, em São Gonçalo. Em plena época de defeso, período onde é proibida a captura do animal, esses trabalhadores estão sendo obrigados a se virar como podem, fazendo biscates, já que alguns não recebem mais o benefício que era dado pelo Governo Federal.

Rogério é pai de três filhos e credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador artesanal. Apesar de ter sua prática reconhecida, há pouco mais de dois anos, ele não recebe o benefício, no valor de um salário mínimo (R$510), que era entregue em períodos onde o seu trabalho é considerado atividade predatória.
“Muitas pessoas começaram a se passar por pescadores e a se incluir na lista dos que têm direito ao auxílio. Desde então, muitos daqui pararam de receber o dinheiro, o que nos obriga, em épocas como essa, a procurar outras atividades”, disse.

A proibição da pesca de caranguejos começa no primeiro dia de outubro e se estende até 31 de março do próximo ano. A solução para aqueles que, assim como Rogério, não têm mais o dinheiro, são os chamados biscates. “Hoje, eu estou aqui fazendo cercados de arame. Amanhã, estou capinando. Não tenho para onde correr e sou obrigado a aceitar o que me dão. Com caranguejos, vendendo cada um a R$ 1, chegava a ganhar R$ 500 no mesmo dia. Com esses ‘bicos’, não consigo a quinta parte dessa quantia”, afirmou.

De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício do defeso, que também é considerado um auxílio-desemprego, deve ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início da proibição até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de 180 dias. Nos casos em que o defeso é antecipado, o pedido, por parte do necessitado, também deve ser antecipado. Sobre a falta de pagamento aos pescadores de Itaoca, nenhum órgão responsável se pronunciou até o fechamento desta edição.

Comércio 'importa' crustáceos
Apesar da falta de opção pelo caranguejo local, durante os dias de fiscalização efetiva, a solução para os revendedores de caranguejo tem sido a compra em outros estados que ainda não entraram no período de defeso. A maioria dos comerciantes garante que, mesmo nesse período, não há queda devido a preparação que já é feita.

Em Niterói, Floriano Macedo, proprietário da Casa do Caranguejo, restaurante localizado no bairro Charitas e especializado na venda do animal, confirmou que, nessa época, o crustáceo é importado da Bahia. Uma vez por semana, os animais são transportados e armazenados vivos no próprio restaurante. “O único jeito de não sair no prejuízo é comprar em locais onde a caça não tenha sido proibida. No momento, estamos revendendo caranguejos baianos. Mas, quando lá também entra em defeso, nós procuramos comprar de outras regiões, como no Sul”, garantiu.

A solução do restaurante é garantia de felicidade para muitas famílias que têm o costume de comer o animal todo fim de semana, como a funcionária pública Kátia Gama da Silva.
“Nós (a família), sempre quando estamos reunidos no fim de semana, ao contrário da maioria das famílias que faz churrasco, nós compramos caranguejos. Mas, nessa época, não dá. É difícil de encontrar e, quando tem, é ruim. Então, a solução é procurar os comércios que oferecem. Não é a mesma coisa do que comer em casa, mas quebra o galho até o fim do defeso”, disse Kátia.

Seguro-desemprego


O salário que é pago pelo seguro-desemprego só pode ser solicitado pelo pescador que tem carteira profissional com habilitação em pesca artesanal. O benefício deve ser requerido na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Além disso, entidades credenciadas pelo MTE dão procedimento ao pedido mediante a apresentação de alguns documentos. A primeira parcela já fica a disposição do pescador 30 dias antes do início do defeso. Nessa ocasião, o pescador deve se dirigir a alguma agência da Caixa Econômica Federal ou em Casas Lotéricas, portando um cartão que é enviado por correspondência.

Fonte: O São Gonçalo Online


quarta-feira, 27 de outubro de 2010

RJ - Morte da Jubarte encalhada


Morreu na madrugada desta quarta-feira (27) a baleia da espécie jubarte que encalhou na Praia de Geribá, em Búzios, na Região dos Lagos (RJ). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros, que agora usa macas gigantes para tentar remover o corpo do animal.

Banhistas tentam desencalhar uma baleia na praia de Geriba, em Búzios, Rio de Janeiro

Segundo o diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, que acompanhou todo o processo, por volta de 0h30 a baleia estava completamente fora de água, porque a maré baixou muito. "Ela estava com dificuldade para respirar e teve uma convulsão. A gente pretendia fazer uma nova tentativa de resgate por volta de 5h, quando a maré subisse, mas ela morreu antes", contou.

A jubarte media cerca de 15 metros e estava no local desde segunda-feira (25), quando começaram os esforços dos bombeiros para desencalhar o mamífero. Ontem, um rebocador da Petrobras foi usado na tentativa de resgate, sem sucesso. A corda que amarrou a baleia arrebentou e ela continuou bem próxima à praia, já apresentando sinais de cansaço.

O animal ficou preso em um banco de areia enquanto se alimentava de um cardume de peixes pequenos. Cerca de dez bombeiros foram deslocados para o local na tentativa de libertar o animal sem causar ferimentos. Dezenas de curiosos e voluntários, como ambientalistas da ONG SOS Meio Ambiente, acompanharam a operação para tentar salvá-la.

Segundo o Instituto Baleia Jubarte, este ano 89 baleias já encalharam na costa brasileira. No ano passado foram 30.Neste ano, sete baleias desta espécie encalharam no litoral do nacional.

As baleias jubarte migram, entre julho e novembro, da Antártida. De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), essa espécie foi considerada ameaçada de extinção nos anos 80, mas a população do animal cresceu e estima-se que 60 mil vivam na natureza hoje. Apesar da melhora, a população é equivalente a apenas 50% da de 1940.

Fonte: UOL, Terra, Instituto Baleia Jubarte e Estadão
Imagem: Agência Reuters


Paraná: Pescadores da Tainha (Livro e Vídeo)

Gritar, assobiar, correr ou jogar futebol na praia espanta o peixe. Estes são alguns dos folclores e histórias de pescadores encontrados no projeto inédito chamado “Pescadores da Tainha”, que engloba um filme documentário e um livro de imagens. Realizado na Ilha do Mel (litoral do Paraná), os trabalhos serão lançados no dia 23 de novembro, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto levou três anos para ficar pronto. “Nós conseguimos mostrar as peculiaridades da pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel, que está em extinção, bem como a história dos pescadores que vivem por lá. Desde o início, nossa ideia era apresentar um filme com linguagem documental e também elaborar um livro com as fotografias do trabalho da pesca. Acredito que conseguimos retratar com muito respeito o cotidiano das pessoas que trabalham com a pescaria”, diz Viaro.

Régnier buscava algo inédito para suas imagens. Foi assim que o interesse cultural o uniu com Viaro e deu início ao projeto que comporta as habilidades de cada um. “Foi assim que chegamos aos 'Pescadores de Tainha', que uniu nossas idéias e nos proporcionou trabalhar com um forte componente ecológico. Neste trabalho conseguimos unir imagens inéditas e criativas daprática da pesca com a filmagem de depoimentos curiosos sobre como é a vida destes pescadores e no que eles acreditam. Todo o nosso aprendizado poderá ser agora visto por todos que se interessarem sobre o tema”, comenta.

Os dois produtores afirmam, no entanto, que este trabalho não é propriamente sobre a pesca da tainha e nem sobre a Ilha do Mel. “De fato, este é um projeto documental sobre pescadores, o modo como vivem e trabalham, suas lendas e crenças. Usurpamos a pesca para usar como pano de fundo para tratar dos que vivem dela”, explica Régnier. Viaro continua: “O resultado é um filme e um livro com imagens feitas em câmeras analógicas e filme preto e branco, sobre o dia-a-dia de quem ainda tem o hábito da pesca artesanal e tenta sobreviver em meio à simplicidade cotidiana”, destaca. Pescadores da Tainha contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).

Livro: Pescadores da Tainha
Autor: Leonardo Régnier
Editora: Maxigráfica
Contracapa: Fotografia do autor e texto biográfico
1.ª edição: 2.500 exemplares
Valor: R$ 50 a R$ 70
N.° de páginas: 168
Curador: Orlando Azevedo

Filme: Pescadores da Tainha
Direção e produção: Tulio Viaro / Leonardo Régnier
Montagem: Adalgisa Lacerda
Trilha sonora: Guto Gevaerd
Som direto: Roberto C. Oliveira
Design de som: Ulisses Galetto
Gênero: Documentário
Valor: R$ 50 a R$ 70

Perfil Pescadores da Tainha:

Pescadores da Tainha é um projeto inédito elaborado em vídeo e foto sobre o dia-a-dia da prática da pesca artesanal na Ilha do Mel (PR). Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto, que foi iniciado em 2008, levou três anos para ficar pronto e contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). As imagens e o filme retratam a pesca artesanal, que está em extinção, bem como os folclores que norteiam este hábito.

Fonte: Paranashop

sábado, 23 de outubro de 2010

RJ - Workshop: Manejo da Pesca Artesanal


Será realizado em Paraty na Casa da Cultura e visa subsidiar as políticas locais de manejo pesqueiro.
Evento gratuíto mas com vagas limitadas!

Programação: 

8 de dezembro (haverá tradução simultânea)

· 9:00 Abertura Prof. Dr. Mohamed Habib, Pró-Reitor da PREAC, UNICAMP e National Networker FIFO.
· 9:30 Apresentação do LEPAC (Paraty), Membro do Conselho Gestor do LEPAC, Prof. Dr. Carlos Fernando S. de Andrade.
· 10:00 Palestra:

o Fikret Berkes, Distinguished Professor, University of Manitoba, Canadá e International Networker FIFO.

- TÍTULO: “Sustainability of Artisanal Fisheries “
(“A sustentabilidade das comunidades de pescadores artesanais”)

· Almoço 12:00 e Espaço para arte e cultura Caiçaras, toda a tarde.
· 14:00: Mesa redonda sobre “Manejo da Pesca Artesanal” com convidados (confirmados):

o Alexandre L. Kirovsky (MPA - Brasil)
o Katja Neves-Graça (Unversidade de Concórdia – Canadá)
o Mauro Ruffino (MPA - Brasil)
o Valeria Vinha (UFRJ)
o Victoria Isaac (FIFO e UFPA)

· 16:30 Lançamento do livro Ecologia de Comunidades de Pescadores da Baía da Ilha Grande.

o Autores: Alpina Begossi, Priscila F. Lopes, Luiz Eduardo C. de Oliveira e H. Nakano.
o Editora RIMA, São Carlos, SP [livro financiado pela FAPESP).

9 de dezembro (não haverá tradução simultânea)

· 9: 00 Apresentação dos subprojetos Brasil e Canadá
· 12:00 Almoço
· 13:00 -16:00 Apresentação dos subprojetos e conclusões finais

Maiores informações: www.terraemar.org




sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PE - Imagens históricas pesca artesanal


1940-1950 - Três pescadores na Praia do Pilar (Itamaracá) por Alexandre Berzin  (Acerco Fundação Joaquim Nabuco)


1978 - Cata de marisco por Sidney Waissman (Acerco Fundação Joaquim Nabuco)

Estas e outras belíssimas e históricas fotos da pesca artesanal em Pernambuco podem ser visualizadas em muito melhor resolução em MEMÓRIA site onde se encontra a 1a edição da revista da FUNDAJ cujo o tema foi Pesca Artesanal. 




quinta-feira, 21 de outubro de 2010

IBAMA - Ibama suspende por 60 dias restrição de tamanho de redes de emalhe

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) liberou, por 60 dias, redes de emalhe de comprimento maior que 2,5 quilômetros (km). Uma portaria de 1998 proíbe a utilização desses equipamentos para pesca em águas brasileiras.

Uma nova portaria, a ser publicada na edição de amanhã (hoje, 21) do Diário Oficial da União, suspende a proibição durante dois meses. Nesse período, um grupo de trabalho irá debater e propor novas medidas para regular a pesca de emalhe no Brasil.

O fim da restrição ao tamanho das redes de emalhar é uma demanda de representantes da pesca industrial, principalmente do Sul do país. Alguns barcos de pesca industrial chegam a utilizar redes de 15 km de comprimento. No entanto, além de peixes, redes com grande extensão capturam pequenos mamíferos e diversas espécies marinhas.

O grupo técnico é formado por representantes dos ministérios do Meio Ambiente a da Pesca e Aquicultura. O Ibama só irá decidir se revoga ou não a restrição de forma definitiva após avaliar as propostas do grupo de trabalho.

Fonte: Agência Brasil - Publicação: 20/10/2010 18:00

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Peixe, mais saudável e barato que o gado, é inserido na merenda escolar

Notícias que derivam do anuncio do MPA sobre o aumento do consumo de peixe per capita. Análise discutível, mas pelo menos coloca o assunto em pauta e fomenta o consumo de mais pescado.

Sobre alguns peixes estarem mais barato que a carne de segunda é bom para o consumidor, nem tanto para o produtor, seja ele pescador ou aquicultor.




Com o preço mais baixo, o brasileiro está comendo mais peixe e é assunto até mesmo nas salas de aula.

Carne de gado ou peixe? Se depender do preço a resposta é fácil. Em um mercado o quilo do Corimba custa R$ 6,55, enquanto o da costela sai por 6,99. "O peixe está em conta. Dá para levar um peixinho", se anima um consumidor.

Nos últimos sete anos o consumo anual de pescado cresceu 40% no país. Cada brasileiro come hoje nove quilos de peixe. Mas ainda é pouco: a média recomendada pela Organização Mundial da Saúde é de 12 quilos por pessoa.

“É muito mais uma questão cultural do que de preço, por pessoas entenderem que o peixe seja caro. E também por elas não saberem como preparar o peixe”, explica o economista Alberi Dalbermann.

Em Cascavel (PR) uma tentativa de mudar o hábito das crianças. As merendeiras recebem treinamento para preparar receitas que agradem o paladar de meninos e meninas."O bolinho do peixe que pode ser feito frito ou assado, e o molho da polpa do peixe que acompanha a polenta e o macarrão", explica a merendeira Rosane da Silva.

Que peixe é saudável, as crianças já sabem. Agora, na escola não adianta obrigá-las a comer, quem não quiser vai deixar no prato. Por isso são os próprios estudantes que vão decidir se essa carne vai ou não fazer parte do cardápio da merenda. E a aceitação foi boa. "Eu vou comer tudo" diz um menino. Outra criança diz que quer só peixe na merenda da escola por ser muito gostoso.

Fonte: Bom Dia Brasil

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PE - Fundaj lança revista científica

Os admiradores do jornalismo científico poderão desfrutar de uma nova ferramenta. A Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) lançou, ontem, a revista de divulgação científica Coletiva. A publicação eletrônica tem como objetivo divulgar a produção acadêmica do estado de Pernambuco e do Nordeste do Brasil, analisando, principalmente, temas relacionados às ciências sociais e humanas. O tema inaugural da Coletiva foi a Pesca Artesanal.

O material publicado de forma experimental está disponível, de forma gratuita, no endereço eletrônico www.coletiva.org/site. Lá, os internautas poderão conferir artigos de pesquisadores, reportagens especiais, além de fotografias e vídeos. Na área do audiovisual, um dos destaques dessa edição é o documentário “O Arpão e o Anzol”, produzido pelo antropólogo Carlos Emanuel Sautchuk. O vídeo retrata as pescas do pirarucu e de gurijuba, na Vila Sucuriju, no litoral do Amapá.

No quesito entrevista, a revista Coletiva traz um bate-papo com a pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) Lourdes Furtado, que dedica estudos na área da pesca artesanal há cerca de 40 anos. Lourdes relata sua trajetória profissional e os desafios ao longo de sua carreira acadêmica, a exemplo das mobilizações comunitárias entre as comunidades pesqueiras na década de 70. "A pesca artesanal começou a sofrer os impactos da instalação do parque industrial pesqueiro, particularmente no caso do Pará, sob a égide da política dos incentivos fiscais do governo militar”, afirmou.

Mas, a nova publicação eletrônica também promete agradar os amantes da história. Dirigida a um público amplo, incluindo estudantes, professores do segundo grau, pesquisadores e universitários, a Coletiva traz consigo seções curiosas, como a Memória, subsidiado pelo rico acervo iconográfico da Fundaj. Nesta edição temática dedica à pesca artesanal, foram selecionadas fotografias de Alexandre Berzin e Sidney Waissmann. Todas as imagens remetem ao registro de época, imortalizando o litoral pernambucano nas décadas de 40, 50 e 70.

Publicação - A Coletiva também conta com seções de atualização constante. Notícias, divulgação de pesquisas, vídeos e documentos de acervo são livres de temática fixa e periodicidade, caminhando paralelamente à edição trimestral. As edições temáticas têm periodicidade trimestral.

Por Tércio Amaral (Diário de Pernambuco)

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

CE - Lagosta: A guerra continua





Pescadores brigam, em alto-mar, para combater a pesca predatória, enquanto aguardam por justiça

Icapuí. Uma guerra de grandes proporções cujos soldados são pequenos sobreviventes da própria luta para manter em pé, vivos. A fim de garantir que vão ter “o de comer”, pescadores empunham armas, vestem capuzes e travam combates em alto-mar contra outros grupos de pescadores que, por sua vez, capturam seu alimento e a fonte de renda de forma tão irregular que o objeto de disputa está acabando com o mar cearense. A Guerra da Lagosta é a única coisa que tem se mantido regular nas últimas décadas no litoral de Icapuí, costa leste do Estado do Ceará.



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Pesca artesanal da lagosta é realizada com manzuás, único instrumento permitido por Lei 

Os combates já tiveram baixas de pescadores, entre mortos e feridos. O problema, acompanhado de perto pelo Diário do Nordeste, que popularizou o termo “Guerra da Lagosta”, é narrado em capítulos que se seguem a cada novo conflito.

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Captura de barco que fazia a pesca predatória no mar do Litoral Leste, “justiceiros” da pesca artesanal de Redonda arrastam embarcação como prêmio

No episódio anterior, foi contada a revanche dos predadores. Depois que uma operação com Polícia Federal, Marinha, Exército e Polícia Militar apreendeu os dois barcos que os pescadores artesanais da Praia da Redonda usavam para fiscalizar por conta própria a pesca ilegal predatória, os “redondeiros” lamentam cada dia que retornam do mar de manzuás vazios, quando não são destruídos pelos “alternativos”, como se definem os que realizam a pesca com equipamentos proibidos pela legislação.

A Guerra da Lagosta ganhou repercussão nacional. Houve promessa de uma solução pelo ministro da Pesca, Altermir Gregolin, em visita ao Ceará. A pesca é fiscalizada pelo Ibama, e a superintendência do órgão no Estado já fez várias solicitações de equipamentos e pessoal para intensificar a pesca predatória no Estado. Nem com mais barcos e mais alguns homens para fazer a vigília em alto-mar a guerra teve fim. “É só o barco do Ibama se afastar que os ‘cafanguistas’ aparecem”, conta Edivaldo Soares da Silva, pescador da Praia da Redonda.

“Cafanguista” é o nome dado aos pescadores que utilizam marambaias e compressores de ar para pesca de mergulho, atividades proibidas pela legislação por reconhecidos danos ao meio ambiente. E se “cafanguista” aparece, lá está o “redondeiro” para fazer “justiça”, e tem início mais uma troca de tiros.

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Policiamento ambiental tenta conter as ações dos pescadores ilegais

O que separa o artesanal legal do alternativo predador é o nível de consciência de que é a pesca predatória que está tornando a lagosta escassa e cara. Nos bastidores do conflito, grupos econômicos se beneficiam da pesca indiscriminada. Em Icapuí, Prefeitura e Câmara não se pronunciam com medidas concretas, nem mesmo quando um carro da Prefeitura foi incendiado e a sede do legislativo foi apedrejada e atingida por uma bomba caseira. Lagosta é fonte de renda e assunto mais delicado a se falar no Município, em meio a comunidade dividida.

Um técnico, que preferiu não se identificar, da Secretaria Estadual da Pesca estima que 50% da lagosta exportada pelo Ceará foi obtida de forma ilegal. O chefe de fiscalização do Ibama no Ceará, Rolfran Ribeiro, é de acordo que o problema da lagosta “só se combaterá de forma mais firme com uma ação de vários órgãos, e passa pela própria conscientização das comunidades do mar”.

Fiscalização

As equipes de fiscalização têm uma árdua rotina, já acompanhada pela reportagem. Começa de madrugada, com a definição da rota de fiscalização, com base em imagens de satélite. Quando a viagem é pelo Litoral Leste, o ponto de partida é Fortim, em barco inflável motorizado. Da operação participam em média dois tripulantes, três fiscais do Ibama, dois mergulhadores do Corpo de Bombeiros e dois policiais militares. A blitz em alto-mar averigua dos pescadores documentos da embarcação, que deve estar registrada na Secretaria Especial da Aquicultura e Pesca (Seap), e o tipo de pesca. Comprovações de ilegalidade levam à aplicação de multa ou mesmo a apreensão do barco, que é rebocado até o porto de Fortaleza.

Contra os piratas

Mas a blitz dos pescadores contra os “piratas” do mar chama mais a atenção: ao alcançarem um barco com equipamentos ilegais, pescadores justiceiros, com capuzes feitos das camisas, tendo vencido a troca de tiros, rendem quem está na embarcação, que é rebocada para a Praia da Redonda. Lá, mais de mil pessoas das famílias de pescadores aguardam o “prêmio”, forçadamente puxado para terra e aposentado na areia, como prova de “luta contra a pesca ilegal”, em faixa escrita próximo ao “boca do povo”, ponto de encontro de pescadores. Já foram puxados 14 barcos, alguns deles incendiados, mas esse tipo de captura está suspenso, com a apreensão pela Polícia Federal dos barcos usados na fiscalização. “É só o tempo de a gente se equipar de novo, pois depender só do Ibama não dá”, garante um redondeiro, que não quis se identificar.

Fique por Dentro

Ouro do mar

A produção de lagosta passou de 2.186 toneladas, em 2007, para 4 mil toneladas, em 2009, um crescimento de 45,3%. Esta produção, contudo, já chegou à marca de 7.863,4 toneladas, em 1991. O Ceará ainda é o maior produtor e exportador de lagosta do Brasil. Em 2007, foram exportadas 759 toneladas de lagosta. Em 2009, o número subiu e alcançou a marca de 1.504,5 toneladas, representando 71,8% do total exportado pelo Brasil. No mesmo ano, as exportações de lagosta do Ceará injetaram US$ 36,6 milhões no Estado e foram responsáveis por 70,6% do valor arrecadado pelo País com a exportação do produto. Até setembro de 2010, a produção do crustáceo no Estado já soma, até setembro, 1.578 toneladas. O período do defeso este ano foi maior que em 2009.

O litoral brasileiro possui pouco mais de três mil barcos permissionados para a pesca da lagosta. Destes, cerca de 1.900 pescam no Ceará, representando 62% da frota pesqueira.

Insustentável

Lucro fácil é um dos atrativos da pesca ilegal

Icapuí. É mais comum a pesca ilegal da lagosta em Icapuí e outros municípios do litoral do que a captura artesanal, exclusivamente com manzuás. Dois importantes motivos ajudam a explicar: a rentabilidade econômica (40 vezes maior que da forma artesanal) e a precária fiscalização. Não somente a fiscalização no mar, em que o Ibama conta com menos de 20 homens para monitorar os mais de 500 km de costa, mas a vigilância em terra, visto que centenas de barcos estão aportados com marambaias e botijões de gás de cozinha vazios, adaptados para reservar ar transmitido ao mergulhador por um compressor de encher pneu de carro.

A pesca ilegal acaba com a lagosta e com a própria saúde do pescador – há registros de embolia pulmonar causada pela pesca com mergulho. Para aguentar várias horas embaixo d’água, os pescadores consomem crack, e essa prática aumentou o número de viciados em drogas nos povos do mar.

Voltar do mar com 400kg de lagosta do que 15kg para um mesmo tempo de pesca artesanal é o que mais motiva a pesca predatória. Em comunidades como Barrinha e Tremembé, esse tipo de captura é considerada normal, “porque é nosso meio de sobrevivência. A gente tem ódio dos redondeiros, porque querem fiscalizar se eles não têm poder pra isso? Meu marido sai de casa e eu tenho medo de ele não voltar, e ele não é bandido, ‘tá’ só trabalhando pra trazer comer pra dentro de casa”, afirma a dona-de-casa Germana Maria, mulher de quem pratica a pesca ilegal da lagosta. Seu relato expõe a natureza das duas frentes de batalha: pais de famílias pobres que desde que nasceram pescam a lagosta para sobreviver.

A pesca ilegal também está reduzindo a população de tartarugas marinhas. A rede caçoeira é uma das maiores causas da diminuição de tartarugas, que podem desaparecer nos próximos 50 anos, de acordo com o Projeto Tamar. O Comitê Científico da Lagosta recomendou e a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca (Seap) e o Ministério do Meio Ambiente implementaram um programa de regularização das embarcações, como forma de combater a pesca de mergulho com compressor e redes caçoeiras. “Este é um pensamento estacionado no século XIX, quando se acreditava que os recursos pesqueiros marinhos eram inesgotáveis”, comenta o analista ambiental do Ibama, José Augusto Aragão.

Fotos e reportagem: Melquíades Júnior

Fonte: Diário do Nordeste

domingo, 17 de outubro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

SC - FENAOSTRA

Abertas as inscrições para o Seminário Técnico da 12ª FENAOSTRA
O Seminário acontece de 25 a 29 de outubro, no Centrosul

A programação do Seminário é voltada a extensão do conhecimento a pequenos e grandes produtores, por isso, serão realizados mini cursos, oficinas, palestras e mesas redondas, voltadas para a problemática do dia-a-dia do produtor. Além disso, também serão apresentadas as pesquisas inovadoras e atuais do setor.


Maiores informações: Aqui

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amazonas - Seca e baixa nos rios


Vinte e cinco cidades decretaram situação de emergência e a ajuda humanitária começa a chegar

A seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (8), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.

Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do estado) aguarda para a tarde desta segunda-feira (11) a entrega, pela Defesa Civil do estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.

A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. “O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte”.

Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. “Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar”, disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro.

Fonte: Hoje em dia (R7)

Em Tefé (AM), barco encalhou em banco de areia. Foto: Rodrigo Baleia/ Divulgação

Nível do Rio Solimões bate recorde histórico registrado em 1982

O nível de água no Rio Solimões atingiu baixa recorde. Dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para a estação de Tabatinga (AM), na entrada do rio no país, indicam que o Solimões registrou a marca de 86 centímetros negativos nesta segunda-feira (11) na régua instalada no local.

O nível é o menor observado na estação desde 1982, quando começaram as medições. Em setembro, a taxa também bateu recorde histórico, com nível negativo de 32 cm. Antes disso, o nível mais baixo havia sido observado em 2005, quando a Amazônia enfrentou uma das piores secas de sua história.

De acordo com o gerente de hidrologia do CPRM, Daniel Oliveira, o nível do Rio Solimões próximo a Tabatinga voltou a subir nesta terça-feira (12) e as réguas na estação estão em 70 cm negativos nesta quinta-feira (14).

"Os rios na margem direita do Solimões, como o Purus e o Javari, também são influenciados pela seca", diz ele. Segundo Oliveira, o Purus é o que apresenta nível mais baixo entre eles - o rio registrou a marca de 4,16 m nesta quinta-feira na estação de Boca do Acre (AM), 67 cm acima da mínima histórica, observada em 1998.

Seca

O reflexo da seca atinge cidades abastecidas pelo Solimões ou afluentes, como Uarini (AM). "O rio secou inteiro diante do município. Do alto, você consegue ver que ele foi bem atingido", diz o fotógrafo Rodrigo Baleia, que percorre a região amazônica em busca de imagens há cerca de 10 anos.

No fim de setembro, ele sobrevoou áreas banhadas pelo Solimões, Juruá, Purus e Negro para fotografar os efeitos da seca na Amazônia. "Quero focar mais na vida que existe na floresta depois de passar anos registrando áreas de destruição no Pará e em Mato Grosso", diz ele, que clicou um barco encalhado em um grande banco de areia formado pela seca perto da cidade de Tefé (AM).

Rio Negro 

As réguas do CPRM no Rio Negro perto de Manaus indicam nível de 15,31 cm nesta quinta-feira. A taxa está próxima da mínima histórica, de 13,64 cm, observada em 1963.

"O nível de água no Negro continua baixando. A última vazante grande assim aconteceu em 2005, quando o nível chegou a 14,75 cm", diz Oliveira. De acordo com ele, a taxa detectada agora para o Rio Negro representa a 12ª maior vazante na série histórica da estação de Manaus, feita desde 1902.

Fonte: Portal Amazônia

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Começa na Região Norte o defeso do camarão rosa, branco e sete barbas


A partir desta sexta-feira (15/10) terá início o defeso do camarão rosa, branco e sete barbas nos estados da região Norte indo do Amapá até o limite da fronteira marítima do Piauí com o Ceará. O período de suspensão da pesca nessas áreas vai até o dia 15 de fevereiro de 2011 quando os barcos voltam ao mar. A produção média anual de camarão proveniente dessa região é de cerca de 8,6 mil toneladas.

A maior produção da região é de camarão rosa, feita basicamente por barcos de grande porte da frota industrial. Já os camarões branco e sete barbas, são capturados por embarcações costeiras de pequeno porte. Essas duas espécies também são pescadas com redes de arrasto pequenas e tração manual em regiões praianas ou estradas de rios.

A maior parte da produção de camarão da região Norte é voltada para exportação, sendo o Pará o maior produtor. O principal destino dessas exportações é a França que chega a comprar cerca de 70% do total de camarões brasileiros voltados para exportação. Especificamente o camarão rosa tem internamente como principais mercados consumidores os estados de São Paulo e o Distrito Federal.

Fonte: MPA

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

MPA - Edital Caminhões Frigoríficos

O Ministério da Pesca e Aquicultura publicou edital para cadastramento de entidades privadas sem fins lucrativos e órgãos da administração pública interessados em desenvolver projetos conjuntos de estruturação da cadeia produtiva do pescado por meio de caminhões frigoríficos. Os estados que podem pleitear os bens são: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Rondônia e Sergipe. O prazo para envio da documentação vai até 22 de outubro.

CAPACIDADE
DE CARGA
UF
LOCALIDADE
Σ
1,5 TON
ESPÍRITO SANTO
LINHARES
1
RIO DE JANEIRO
RIO DE JANEIRO
1
RONDONIA
GUAJARÁ MIRIM
1
PIMENTEIRAS DO OESTE
1
SERGIPE
SANTA LUZIA DO ITANHY
1
Total
5

O investimento irá beneficiar os pescadores artesanais e aquicultores familiares que dependem desse tipo de veículo para conservar, transportar e vender o pescado. Além disso, irá otimizar o acesso às políticas públicas do MPA e fortalecer a cadeia produtiva do setor pesqueiro e aquícola nacional.

Diagnósticos revelam que grande parte da deficiência estrutural do setor pesqueiro artesanal está vinculada às dificuldades de conservação, principalmente na aquisição do gelo e transporte do pescado. Os caminhões frigoríficos auxiliarão na distribuição e transporte dos peixes além de estimular a produção e facilitar a comercialização.

O fornecimento dos veículos será feito através de Termo de Permissão de Uso, com prazo de cinco anos, podendo ser renovado.

Para acessar o edital clique aqui.

Fonte: MPA

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

AP - Defeso do Tambaqui


Começou desde 1 outubro e vai até o dia 30 de março de 2010 o período do defeso do tambaqui, neste momento fica proibida a pesca, o transporte, a armazenagem e a comercialização da espécie no estado exceto para os tambaquis que vierem de piscicultura licenciada pelo IMAP (Instituto de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial do Amapá). A importância do defeso é a manutenção da espécie, o tambaqui é um peixe com muita importância comercial, durante muitos anos, foi explorado no estado, com isso o peixe não conseguia se reproduzir o suficiente para suprir aquilo que estava sendo retirado.

Os infratores estão sujeitos ä apreensão do pescado e ao pagamento de multa que podem chegar a 100 mil reais pela infração, além de ter que responder a processo criminal no Ministério Público. Para o pescador que tem a espécie em estoque é preciso fazer a "Declaração de estoque" junto ao IMAP. O tambaqui é um peixe de escamas com o corpo romboidal muito comum na bacia amazônica, ele alcança cerca de 90cm de comprimento total.

Fonte: Diário do Amapá

sábado, 9 de outubro de 2010

MPA - Seleção de monitores para telecentros

O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) está selecionado monitores-bolsistas para orientar os usuários dos Telecentros Maré, apoiados e implantados pelo Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades (Telecentros.Br) em todo o País. Serão selecionados dois monitores por telecentro que receberão remuneração mensal de R$ 241,50.

Os interessados devem ter entre 16 e 29 anos, residirem nas comunidades onde os telecentros estão instalados, ter ensino médio completo, ou estar cursando o ensino fundamental ou médio. Os selecionados terão que se dedicar 6 horas por dia ou 30 horas semanais, incluídas 2 horas de participação no curso à distância, durante 12 meses ininterruptos.

Os candidatos têm até 1º de novembro para encaminhar a documentação necessária para o e-mail.

A ficha de inscrição encontra-se no site do Ministério da Pesca e Aquicultura.

Saiba aqui os locais onde existem telecentros instalados. 

Fonte: MPA

Evento: Aquapesca Brasil




A Aquapescabrasil – Feira Internacional da Pesca e Aquicultura, em sua primeira edição acontecerá no período de 18 a 20 de novembro de 2010, no Centreventos de Itajaí – SC. O evento é organizado pelo SINDIPI (Sindicato das Indústrias de Pesca de Itajaí e Região - SC).
Dentre seus objetivos está:
  • Reunir e promover a integração dos diferentes segmentos profissionais relacionados à indústria da pesca, sustentabilidade, aquicultura e meio ambiente.
  • Expor produtos e serviços, gerando oportunidades de negócios.
  • Apresentar os rumos e tendências do setor, através de conferências inter-ministeriais, palestras, apresentações de trabalhos técnico-científicos e mini-cursos.
Maiores informações: http://www.aquapescabrasil.com.br/aquapesca/index.php


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

IBAMA apreende 47 mil metros de redes de emalhe

Na operação denominada "Rebojo", iniciada no último dia 27 e concluída ontem (05/10), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) apreendeu quatro embarcações e 47 mil metros de redes de emalhe. Além disso, aplicou aos proprietários e mestres multas que, somadas, totalizam R$ 1.360.640,00. As multas foram referentes a uso de petrecho proibido, falta de licença ambiental de pesca e captura de espécies ameaçadas de extinção, como cação, anjo e até uma toninha. Os barcos apreendidos foram Izadora, Dom Orlando II, Vitória Filha II e Diogo F. Os proprietários destes têm 20 dias para apresentar defesa.

Foto: Fábio Dutra

A operação fiscalizou embarcações de pesca industrial de emalhe no Rio Grande do Sul e foi desenvolvida pelo Ibama com apoio da Polícia Federal e do Comando do 5º Distrito Naval. Conforme o Ibama, o objetivo foi diminuir a mortalidade da Toninha (Pontoporia blainvillei), pequeno mamífero marinho ameaçado de extinção que vive nas águas costeiras do sul e sudeste do Brasil e amplamente capturado pelas redes de emalhe da pesca industrial. "Estima-se que até 2.300 toninhas morrem anualmente nas redes de pesca de emalhe do Rio Grande do Sul ao Rio de Janeiro, sendo que 70% desse total ocorre no litoral gaúcho", ressaltam Luiz Louzada, chefe do Escritório Regional do Ibama, com sede em Rio Grande, e Sandro Klippel, agente de fiscalização do Ibama de Brasília.

Louzada e Klippel observam que o comprimento das redes de emalhe é limitado a 2.500 metros pela Portaria Ibama nº 121/1998. "Mas é comum as embarcações pesqueiras utilizarem de cinco a até dez vezes o comprimento permitido, o que aumenta muito a probabilidade de captura acidental desse pequeno cetáceo, levando-o ao risco de extinção". A abordagem das embarcações ocorreu na Barra do Rio Grande e até a 40/50 milhas da Barra, no intuito de encontrá-las vindo da pesca.

Participaram da operação agentes ambientais federais das Superintendências do Ibama em Santa Catarina e Rio Grande do Sul e da Coordenação de Fiscalização e Operações do instituto em Brasília. Louzada explica que Rebojo, nome dado à operação, é a mudança repentina do vento para sudoeste, piorando as condições no mar e muitas vezes determinando o fim de muitas das atividades de pesca.

A Polícia Federal apoiou a ação por meio da Delegacia Especial de Polícia Marítima rio-grandina. Já o Comando do 5º Distrito Naval disponibilizou local no cais da Estação Naval do Rio Grande (ENRG) para atracação das embarcações apreendidas e contribuiu com pessoal e viaturas da ENRG para retirada do material irregular e transporte até o Escritório Regional do Ibama.

Fonte: Jornal Agora
Por Carmem Ziebell

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Pesquisa: 80% dos estoques de pesca comercial estão próximos do colapso


As espécies marinhas mais estudadas-e mais ameaçadas-costumam ser as de maior valor comercial. Entre 1995 e 2006, o Brasil realizou o Programa de Avaliação do Potencial dos Recursos Vivos da Zona Econômica Exclusica (REVIZEE), uma espécie de versão nacional do censo da vida marinha internacional. O programa foi mais voltado para avaliação dos estoques pesqueiros do que para conhecimento da biodiversidade, mas o resultado foi alarmante para ambas as áreas. Cerca de 80% das populações de espécies pescadas, comercialmente foram consideradas sobre-exploradas ou plenamente exploradas.

"Em outras palavras, ou está no limite, ou já passou do limite do que essas populações são capazes de repor naturalmente", diz o pesquisador José Angel Alvarez Perez do grupo de estudos Pesqueiros da Universidade do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, que participou do REVIZEE e do Censo da vida marinha.

De 2006 para cá, segundo ele, a situação não melhorou. Os resultados do REVIZEE, apesar de alarmantes, não resultaram em políticas públicas eficientes de manejo e controle da pesca, que poderiam garantir a recuperação desses estoques. " A gestão pesqueira no Brasil está um caos", resume Perez.

Enquanto o Ministério da Pesca dá incentivos para a ampliação e modernização da frota pesqueira, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) se esforça para controlar a intensidade da pesca e proteger a reprodução das espécies. As regulamentações são confusas. "O pescador não sabe que regras seguir ", diz Perez. "Na dúvida ele continua pescando".

O secretário da Biodiversidade do MMA, Braulio Dias, reconhece que há interesse de conflitos no governo. "Se quisermos recuperar os estoques para ter mais peixes no futuro, temos de ampliar os esforços de conservação, não os de peixaria", argumenta. "No curto prazo, isso significa impor restrições à pesca, mas é muito difícil a indústria aceitar isso."

"A criação de áreas protegidas é fundamental, tanto para a pesca quanto para a biodiversidade", diz a coordenadora da Campanha de Oceanos do Greenpeace Brasil, Leandra Gonçalves.

Na região dos Abrolhos, litoral sul da Bahia, a criação de áreas protegidas fez a população de badejos triplicar em apenas quatro anos. Não só dentro das reservas mas fora delas também. "Há um efeito de transbordamento desses estoques para áreas de entorno, onde é permitido pescar", aponta Gulherme Dutra, diretor do Programa Marinho da ONG Conservação Internacional.

Predadores. As espécies que mais sofrem são as de grande porte , como Garoupas, Chernes e Tubarões. São os predadores "topo da cadeia", que além de grandes, costumam ter vida longa e produzir poucos filhotes a cada ano. "Essas espécies são extremamente vulneráveis porque, uma vez pescadas, levam muito tempo para recompor sua população", explica Monica Perez, coordenadora cientifica das avaliações de peixes marinhos junto ao ICMBio.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pesca Tradicional de Tainha em Santa Catarina

Abaixo matéria veículada em julho sobre a pesca tradicional de tainhas em Santa Catarina, o envolvimento dos pescadores, turistas e a interação com outros pescadores como os golfinhos, que não são vilões apesar de atrapalhar a aproximação do cardume nas praias.



Fonte: Bom Dia Brasil

domingo, 3 de outubro de 2010


The Entrance to the Port of Honfleur (1869) - Claude Monet (1840 - 1926)

sábado, 2 de outubro de 2010

Evento: Seminário Brasileiro Sobre Água de Lastro

Na próxima semana ocorrerá em Arraial do Cabo seminário que trata de um tema importante e sério: a água de lastro.




OBJETIVO: Reunir pesquisadores, empresas de sistemas de tratamento de água de lastro, instituições marítimas, portuárias, ambientais e sanitárias do Brasil e autoridades marítimas de países da América do Sul, para discutir e divulgar a implementação de procedimentos para o controle da introdução de espécies invasoras via água de lastro e as metodologias de verificação dos padrões estabelecidos pela Organização Marítima Internacional

O VI Seminário Brasileiro sobre Água de Lastro ocorrerá no Hotel “A RESSURGÊNCIA” do IEAPM
Arraial do Cabo, RJ, no período de 05 a 08 de outubro de 2010.

Maiores informações: http://www.ieapm.mar.mil.br/visbal/

Abaixo, texto sobre água de lastro disponível no site Ambiente Brasil:

Por Ariel Scheffer da Silva - Biólogo - Instituto Ecoplan

A água de lastro, utilizada em navios de carga como contra-peso para que as embarcações mantenham a estabilidade e a integridade estrutural, é transportada de um país ao outro, e pode disseminar espécies "alienígenas" potencialmente perigosas e daninhas.

Algumas das espécies exóticas se tornaram pragas em países distantes de seus hábitats naturais, podendo alterar o equilíbrio ecológico local, e causar impactos negativos na pesca, na aquicultura e em outras atividades econômicas. Isto ocorre porque em novos ambientes, alguns organismos ficam livres dos predadores naturais, e em condições favoráveis acabam dominando a fauna local.

A International Maritime Organization (IMO) da ONU estima que em 1939, 497 espécies exóticas haviam sido introduzidas em ecossistemas de todo o mundo. Entre 1980 e 1998, esse número subiu para 2.214 espécies. Um bom exemplo de organismo exótico que foi transportado pelos ambientes costeiros de todo mundo é o vibrião colérico, que foi um grande problema nas décadas de 70 e 80, que ainda afeta a Índia. Outro invasor conhecido é o mexilhão zebra (Dreissena polymopha) introduzido nos Grandes Lagos nos Estados Unidos. Hoje, esta espécie infesta mais de 40% das águas continentais americanas e causa impactos econômicos severos, principalmente para os setores elétrico e industrial, pois este molusco coloniza massivamente os encanamentos e as passagens de água.

Para se ter idéia da gravidade dos problemas com espécies exóticas, estima-se que somente os Estados Unidos tem o prejuízo de 138 milhões de dólares por ano, incluindo-se os prejuízos e gastos com controles de espécies exóticas aquáticas e terrestres.

A maré vermelha que ocorreu em Guaraqueçaba, litoral do Paraná, causando mortandade de peixes e causando sérios problemas para a população local, foi causada por algumas espécies de microalgas exóticas. Embora não existam evidências, é provável que estas espécies tenham alcançado nossos ambientes através da água de lastro.

Curiosidades:
  • Navios mercantes transportam mais que 80% das commodities mundiais e são essenciais para a economia mundial
  • Um cargueiro com capacidade de 200.000 toneladas pode carregar mais de 60.000 toneladas de água de lastro
  • Todos os navios cargueiros necessitam da água de lastro e não existem produtos substitutos para o lastreamento
  • A IMO estima que 12 bilhões de toneladas de água de lastro são transportadas anualmente ao redor do mundo
  • A IMO estima que cerca de 4.500 espécies são transportadas pela água de lastro pela frota mundial a qualquer momento
  • A cada 9 semanas uma espécie marinha invade um novo ambiente em algum lugar do globo
  • O transporte de bens por navios tem aumentado constantemente, e novos destinos tem sido alcançados
  • As espécies marinhas exóticas são consideradas uma das quatro ameaças aos nossos oceanos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Edital: MPA apoio financeiro para revitalização da frota pesqueira artesanal

As entidades públicas que prestam assistência técnica à comunidades de pescadores artesanais tem até o dia 17 de outubro para inscrever projetos e receber créditos para reformar ou construir barcos novos. 

São cerca deR$ 3 milhões que serão fornecidos pelo Ministério da Pesca e Aquicultura


Objetivo: Apoiar a realização de ações de assistência técnica e extensão pesqueira para a revitalização das frotas pesqueiras artesanais, no âmbito do Programa Revitaliza.

Inscrições: Data limite para envio das propostas - 17/10/2010.

Maiores informações: Edital MPA

Angola: Aumento da frota artesanal

Na outra borda do Atlântico a política se assemelha com a daqui. 
Será este o melhor caminho para o desenvolvimento do setor?

Pesca artesanal vai beneficiar de mais de oitenta novas canoas a motor 
ANGOP/arquivo
Pesca artesanal ganha maior dinamismo no Bié
Pesca artesanal ganha maior dinamismo no Bié
Kuito – A Direcção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas no Bié vai entregar, em Outubro, 88 embarcações a motor aos pescadores associados, visando aumentar a captura de pescado.

Ao falar hoje à Angop, o director da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas na região, Marcolino Rocha Sandemba, sublinhou que as embarcações a distribuir irão reforçar as 64 outras já em posse de pescadores artesanais.

A distribuição das embarcações aos beneficiários, segundo a fonte, permitiu entre os meses de Julho a Setembro de 2010 a captura de vinte e cinco mil quilogramas de peixe, nomeadamente nos municípios de Camacupa e de Chitembo.

Disse que o sector das Pescas controla na província 66 associações de pescas que já beneficiaram de canoas, redes, facas e caixas térmicas.

Fonte: Angola Press

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