Mais de dois meses após as primeiras manchas de óleo terem sido encontradas nas praias do Nordeste, ainda são muitas as dúvidas em relação ao vazamento que ameaça os ecossistemas litorâneos da região. Não é a primeira vez que o Brasil se depara com uma situação desse tipo, mas uma coisa é certa: o país nunca esteve diante de um desastre como o atual.
Até hoje, o acidente na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, em 2000, é considerado o maior vazamento de petróleo em território brasileiro. Foram despejados em solo cerca de 4 milhões de litros. O acidente aconteceu quando o óleo cru era transferido do terminal marítimo da Petrobras em São Francisco do Sul (SC) para a Repar. Os danos foram gigantescos. A superfície contaminada foi de 17,70 hectares. E dois rios — o Barigui e o Iguaçu —, além de lençóis freáticos foram afetados.
Porém, o derramamento na costa nordestina preocupa mais porque ocorre em um sistema mais aberto e não se sabe de onde partiu o óleo. "A gente já teve alguns derramamentos de óleo, mas nenhum caso semelhante a esse do Nordeste. Em termos de quantidade, o vazamento da Repar foi maior, mas ocorreu em terra, situação que é mais facilmente controlada. O caso atual atinge uma área muito mais delicada. Além da costa, têm os manguezais, que são ambientes sensíveis", explica a coordenadora do Laboratório de Monitoramento Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Clarissa Melo.
O professor Renato Eugênio de Lima, diretor do Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná, concorda com a avaliação de Melo. "Acidentes com dispersão de óleo em sistemas abertos são de enfrentamento difícil. Vazamentos em uma baía, em um navio identificado ou mesmo em uma plataforma já são desafios imensos. A situação de agora, pelas informações preliminares, tem características ainda mais desafiadoras", opina.
Baía de Guanabara
Quando se fala de vazamento de petróleo no mar, o mais expressivo no Brasil ocorreu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, também em 2000. Na ocasião, um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d’Água, na Ilha do Governador, se rompeu. O vazamento foi de aproximadamente 1,3 milhão de litros de óleo combustível.
“Apesar de ser um volume menos expressivo, ele foi muito pior, por ter atingido uma área muito sensível”, afirma Clarissa Melo. "A partir de então, a legislação se tornou mais rigorosa, expressando uma maior preocupação e prevendo sanções para os danos ambientais provocados por desastres desse tipo", observa.
O acidente do Rio causou graves impactos socioambientais e provocou a redução de 90% da pesca na região. A Petrobras destinou R$ 15 milhões para projetos de revitalização ambiental e assinou um convênio de mais R$ 40 milhões. Em 2011, a mesma região sofreu novamente com novo vazamento. Dessa vez, foram 500 mil litros de óleo.
De acordo com o professor Renato Lima, o Brasil tem duras lições a tirar do desastre atual. “Devemos utilizar toda nossa capacidade para enfrentar o problema neste momento, mas temos também a obrigação de aprender as lições que vierem dessa experiência”, destaca. Para isso, ele ressalta a importância da pesquisa. “Investimentos em conhecimento científico para prevenção e preparação para resposta são sempre menores que os custos de qualquer desastre.”
Fonte: Correio Braziliense
Imagens: Diário de Pernambuco
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terça-feira, 5 de novembro de 2019
segunda-feira, 8 de abril de 2019
RJ: óleo em cinco praias da região dos Lagos é da Petrobras
A Petrobras confirmou na noite desta sexta-feira (5/4) que o óleo que atingiu praias da região dos Lagos, no Rio de Janeiro, veio das suas operações. De acordo com o Ibama, que falou por meio do Ministério do Meio Ambiente, o óleo foi avistado nas praias de Saco do Cherne, Prainha, Praia dos Anjos e nas prainhas do Pontal do Atalaia, em Arraial do Cabo (RJ). Também foi constatada contaminação na Praia das Conchas, em Cabo Frio (RJ).
A Petrobras informou ainda, por meio de sua assessoria de imprensa, que equipes foram mobilizadas e estão fazendo o monitoramento e limpeza da área. “As causas estão sendo apuradas. Os órgãos reguladores foram informados e estão acompanhando os trabalhos”, diz a empresa em nota.
A petroleira não informou, contudo, de qual campo e nem qual plataforma vazou o óleo que chegou ao litoral.
A Prefeitura de Arraial do Cabo informou que uma força-tarefa com os principais órgãos municipais, operadoras de mergulho, pescadores locais, representantes da Petrobras, Inea, IBAMA, Marinha e ICMBio, foi mobilizada para dar continuidade aos trabalhos de limpeza na Prainha e nas Prainhas do Pontal do Atalaia. “A Petrobras disponibilizou uma equipe com mais de 40 voluntários, além de equipamentos e técnicos para coordenar as ações. Boa parte do material já foi recolhido”, disse a prefeitura em nota.
A Prefeitura de Armação de Búzios informou que a Secretaria de Meio Ambiente e Pesca de Búzios monitora o aparecimento de óleo em algumas praias com técnicos da Bacia de Campos e empresas que assessoram a Petrobras em ocorrências de vazamento de óleo no mar.
Ainda de acordo com a prefeitura, banhistas denunciaram a ocorrência de óleo na praia Brava na última terça-feira. “Ao longo da semana, o óleo foi aparecendo em outras praias como Manguinhos, Marina, Canto e Tucuns. Guardas Marítimos Ambientais de Búzios recolheram amostras do material para análise”, diz a prefeitura em nota.
Vazamento na P-58
No começo de março, o Ibama multou a Petrobras em R$ 8,19 milhões pelo vazamento de petróleo ocorrido no navio-plataforma P-58, que produz no Parque das Baleias, na parte capixaba da Bacia de Campos. O órgão ambiental afirmou que ontem a mancha de óleo atingia 10 km² e deslocava-se na direção sul, a cerca de 200 km do litoral norte do Rio de Janeiro.
“Analistas do Ibama participam de vistorias diárias na região em helicóptero e avião equipado com sensores. Em ação coordenada com a Marinha e a ANP, o Instituto seguirá monitorando a mancha e acompanhando as ações adotadas para contenção e recolhimento do óleo no mar”, disse o órgão ambiental.
A estatal afirmou na época que, em sobrevoo realizado com a participação de representante do Ibama, não encontrou mancha de óleo no mar. “Desde então, a companhia vem mantendo o monitoramento diário na região, por meio de imagens de satélite e sobrevoos, que identificaram finas camadas de óleo na superfície, com brilho característico, possivelmente resquícios do incidente”, disse a empresa em nota.
Fonte: EPBR
Imagem: G1
sábado, 21 de março de 2015
Vazamento de 560 Litros de óleo nas baías de Sepetiba e Ilha Grande
Transpetro recebe multa de R$ 50 milhões por vazamento no RJ
O Conselho Diretor do Instituto Estadual do Ambiente (Inea) do Rio de Janeiro aplicou multa de R$ 50 milhões à Petrobras Transporte S.A. (Transpetro), por causa do vazamento de óleo, segunda-feira, no Terminal Baía da Ilha Grande, no município fluminense de Angra dos Reis.
A decisão foi tomada em reunião emergencial na tarde de quarta-feira. O Inea acusa a Transpetro de não ter dado as informações corretas. De acordo com o instituto, após a empresa revelar que houve o vazamento, equipes de emergência do órgão se dirigiram ao local e sobrevoaram a área indicada pela Transpetro, e na área a quantidade observada foi pouco significativa, estimada em cerca de 560 litros de óleo. No entanto, em novo sobrevoo na quarta-feira, os técnicos verificaram que a extensão da mancha é muito maior, “o que leva a crer que a empresa omitiu informações ao Inea”, completou o órgão em nota.
Também em comunicado, a Transpetro confirmou que logo após o vazamento ser detectado informou sobre o problema aos órgãos ambientais e marítimos, mas negou que tenha dado informações incorretas. “A Transpetro não omitiu qualquer informação das autoridades competentes, que acompanham desde o início os trabalhos de contenção e remoção. A companhia esclarece ainda que em nenhum momento transmitiu a esses órgãos informações sobre o volume derramado, pois a apuração ainda não foi concluída”.
A Transpetro revelou também que as operações foram imediatamente interrompidas e o vazamento contido, logo que foi identificado o transbordamento de um dos tanques de lastro do navio Gothemburg, onde havia óleo misturado com água.
De acordo com a empresa, as suas equipes estão usando embarcações, barreiras de contenção e barreiras absorventes para combater o vazamento e recolher o produto derramado. Além disso, instaurou comissão interna para apurar as causas do incidente.
A companhia completou a nota destacando que todas as suas operações obedecem à legislação vigente, e permanece trabalhando no local do vazamento para reduzir os efeitos causados pelo incidente.
Fonte: Terra
Imagem: G1
sexta-feira, 3 de maio de 2013
São Sebastião - Pescadores devem ter indenização
A reunião realizada na manhã de 29/04 com o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, na sede da companhia no Rio de Janeiro, foi considerada positiva pelo prefeito Ernane Primazzi.
De acordo com o prefeito a primeira reunião com a empresa mostrou flexibilidade e receptividade por parte do presidente da subsidiária, o que facilitou alguns avanços nas reivindicações apresentadas por São Sebastião.
Segundo o prefeito, ficou claro que os pescadores da cidade devem ser atendidos imediatamente no que for necessário para o ressarcimento dos prejuízos causados pelo vazamento de óleo ocorrido no início do mês e que afetou diretamente toda a classe.
Outro avanço destacado por Primazzi, que também preside a ABRAMT, (Associação Brasileira de Municípios com Terminais Marítimos, Fluviais, Terrestre de Embarque e Desembarque de Petróleo e Gás Natural), é em relação ao valor adicionado ao ICMS do petróleo que transita e é armazenado no município.
O produto, que é escoado pelo Terminal Almirante Barroso (TEBAR) e segue para outras regiões por meio de dutos, não acrescentou, de acordo com a Petrobras, valor para o cálculo no imposto em 2012. Na prática, isso gerou uma perda de R$ 20 milhões/ano aos cofres públicos sebastianenses.
Contudo, durante o encontro, houve um comprometimento da Transpetro em reavaliar a questão junto à Petrobras e analisar a possibilidade de reversão contábil.
Novas reuniões serão agendadas para o acompanhamento das solicitações feitas por Primazzi, que avalia como um grande passo o início das negociações com a empresa.
No último dia (5) cerca de 11 praias de São Sebastião, Litoral Norte de São Paulo, foram atingidas com o vazamento de combustível marítimo, afetando diretamente o ecossistema da região e também todo o setor pesqueiro da cidade, além de interferir no turismo e causar transtornos sociais.
Fonte: O NOTICIADO
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Indenização de R$ 1,2 milhão será paga aos Maricultores do Sul da Ilha
O pagamento aos Maricultores afetados pelo vazamento de óleo no Sul da
Ilha será feito na próxima quarta-feira, dia 20 de fevereiro. A
demonstração de qual metodologia técnica foi utilizada pela Empresa de
Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina foi apresentado
hoje e os valores foram aprovados pelos maricultores. Foram 27 áreas
afetadas, que receberão mais de R$ 1,2 milhão de reais. O dinheiro será
pago pela Celesc.
Os produtores de berbigão também serão beneficiados, mas saberão os valores somente na próxima quinta-feira, às 10h. O levantamento foi realizado a partir de declarações de 27 maricultores avaliando os prejuízos na produção e comercialização de ostra e berbigão. Para analisar a viabilidade técnica do que foi declarado, a Epagri realizou visitas para identificar os produtores e estimar a produção de moluscos retida na água da área embargada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), localizada entre a Tapera e o Ribeirão da Ilha.
>>Leia um pouco mais sobre o vazamento
Os produtores de berbigão também serão beneficiados, mas saberão os valores somente na próxima quinta-feira, às 10h. O levantamento foi realizado a partir de declarações de 27 maricultores avaliando os prejuízos na produção e comercialização de ostra e berbigão. Para analisar a viabilidade técnica do que foi declarado, a Epagri realizou visitas para identificar os produtores e estimar a produção de moluscos retida na água da área embargada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), localizada entre a Tapera e o Ribeirão da Ilha.
>>Leia um pouco mais sobre o vazamento
Fonte: DIÁRIO CATARINENSE
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Maricultura é liberada na Grande Florianópolis
Entidades ambientais, juntamente com os representantes do Ministério Público Federal (MPF), dos maricultores, da União e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) assinaram um acordo sobre a maricultura no estado.
O documento foi divulgado nesta terça-feira (22) pela Justiça Federal. Ele havia sido homologado na segunda (21) durante audiência de reconciliação entre as partes envolvidas na ação civil pública que resultou no embargo à maricultura no Sul da Ilha de Santa Catarina.
Saiba mais:
- Justiça decide por manter embargo à maricultura apenas no Sul da Ilha
- Ibama multa Celesc em R$ 50 milhões por vazamento de óleo
- Juiz designa audiência de conciliação sobre embargo à maricultura em SC
Entre as seis propostas assinadas está a construção de um banco de dados para tornar disponíveis informações técnicas relacionadas a cada área de cultivo, como a localização, cadastro dos maricultores e dados do monitoramento. Também foi concordado que, até o final de 2014, deverá estar concluída uma realocação de cultivos para novas áreas, ficando proibida a exploração dos lugares antes ocupados.
A Federação das Empresas de Aquicultura e a Associação Catarinense de Aquicultura ficarão encarregadas de fiscalizar a retirada de todo o material relacionado aos antigo cultivos. Caberá à Fundação do Meio Ambiente emitir um laudo que ateste a recuperação ambiental da área.

Vazamento ocorreu na Tapera, no Sul da Ilha (Foto: Naim Campos/ RBS TV)
Outra proposta determina que informações de todos os processos de licenciamento, cessão e licitação das atividades de maricultura sejam disponibilizadas na página na internet de cada entidade envolvida. A quarta proposição delibera que nenhuma área aquícola seja licitada fora dos limites dos parques aquícolas que já obtiveram pareceres favoráveis das autoridades ambientais.
A quinta, que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) seja previamente consultado quanto às Unidades de Conservação Federal. A última, que as entidades públicas competentes envolvidas no licenciamento se comprometem a buscar alternativas para a inclusão de exames sobre metais pesados e produtos orgânicos persistentes no atual sistema de monitoramento e possuem um prazo de 60 dias para informar a viabilidade técnica e financeira da demanda.
Na mesma audiência de reconciliação, a Justiça Federal decidiu por revogar a decisão do embargo à maricultura na Grande Florianópolis e determinou que a proibição seja efetuada apenas em parte do Sul da Ilha. A determinação da paralisação temporária das atividades da maricultura na área foi motivada pelo vazamento de 12 mil litros de óleo ocorrido no bairro Tapera.
Fonte: G1
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sexta-feira, 16 de março de 2012
ANP diz que há novo vazamento da Chevron na Bacia de Campos
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou nesta quinta-feira (15) que há um novo vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), no Campo Frade, a mesma região onde ocorreu, em novembro do ano passado, outro incidente envolvendo a petroleira americana Chevron.
A empresa americana anunciou em entrevista coletiva que protocolou autorização para suspender temporariamente as operações no Campo Frade, como medida de precaução. Foi identificado, além do novo vazamento, um rebaixamento de terreno numa área próxima, revelou o diretor de Assuntos Corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, ao ler a nota oficial da empresa. A decisão de suspender as operações no Campo do Frade tem como pano de fundo fazer um estudo mais profundo do problema. "A proposta de pedir a suspensão das atividades é entender o comportamento do Campo Frade é evitar uma surpresa", disse.
O executivo reiterou que não há nenhuma intenção da empresa de rever os planos de investimento no país: "Continuamos com nossa estratégia no Brasil". A paralisação, acredita Williamson, deve ser de alguns meses.
O local do atual vazamento fica a três quilômetros do poço onde aconteceu o vazamento da Chevron em novembro, que derramou dez mil litros de petróleo no mar, de acordo com o executivo. A mancha foi identificada no último dia 4 e no dia 13 os técnicos da Chevron descobriram que se sua origem é de uma fissura de 800 metros de comprimento. Em seguida, notificaram a ANP. "É um afloramento de pequenas gotas e até agora já coletamos cinco litros", disse Williamson. Já foram colocados três dispositivos de contenção. "Estamos monitorando", disse o representante da Chevron.
Questionado sobre a declaração que a ANP teria dado de que a Chevron não teria enviado nenhum estudo técnico para balizar o pedido de suspensão das atividades (já que uma parada precisaria ser autorizada pela agência), o diretor da Chevron afirmou que a empresa está à disposição para oferecer todos os dados necessários requisitados pela agência.
A ANP autuou a Chevron por a empresa não ter instalado coletores nos pontos de vazamento residual, onde o petróleo escapa por fissuras no solo marinho, fazendo assim as chamadas “salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações na área”. Cabia à Chevron sanar este vazamento chamado de residual, mas gotas continuam saindo como consequência do vazamento ocorrido em novembro.
Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da ANP analisam se os dois vazamentos têm alguma ligação entre si. A Chevron diz que o vazamento anunciado hoje não tem relação com o caso anterior e foi identificado em um local onde a companhia não estava perfurando ou injetando.
A Chevron está impedida de perfurar poços de petróleo no Brasil, mas continuava operando em poços onde já tinha produção. Jaen afirmou que a companhia ainda não recebeu o relatório da ANP sobre o vazamento de novembro nas operações da companhia no Campo de Frade. Segundo ele, assim que a petroleira receber vai atender às exigências do órgão regulador.
A produção total do Campo Frade é de 61.500 barris por dia. A Chevron opera o campo e tem 51,74% de participação em Frade -- o resto cabe à Petrobras, com 30% e à Frade Japão petróleo Ltda, com 18,26%.
(Com reportagem de Carla Falcão, do Rio de Janeiro, Maria Fernanda Ziegler, de São Paulo, e informações da Reuters e AE)
Fonte: IG (Último Segundo)
Leia mais sobre os problemas da Chevron no Campo de Frade:
ANP conclui investigação e mantém proibição à Chevron
Chevron é multada em R$ 10 milhões por falha em sistema de emergência
PF indicia Chevron, Transocean e seus executivos por vazamento de óleo no Rio
MPF pede indenização de R$ 20 bilhões a Chevron
ANP identificou 10 infrações em campo da Chevron
"Chevron pode ser expulsa do Brasil", diz Lobão
Vazamento na Bacia de Campos pode ser 10 vezes pior que o divulgado
quarta-feira, 14 de março de 2012
Brasil: acidentes despejaram 30 mil l de óleo nos mares em 2012
Basta uma rápida busca no site do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para descobrir que só neste início de ano três acidentes envolvendo petróleo despejaram nos mares do país cerca de 30 mil l de óleo.
A quantidade é pequena, sobretudo, se comparada ao vazamento de 480 mil litros de óleo na Bacia de Campos, no norte fluminense, em novembro passado, que continua a liberar gotículas de óleo, segundo a empresa responsável pelo acidente, a petroleira Chevron.
De acordo com o coordenador de Petróleo e Gás do Ibama, Cristiano Vilardo, ainda não há dados consolidados do número de vazamentos ocorridos em 2011, mas esses "certamente passam de algumas dezenas. A grande maioria, de vazamentos de pequeno porte (menos que 8 m³) perante a legislação brasileira".
O Ibama define como acidentes de grandes proporções aqueles acima de 200 mil litros derramados. Pequeno ou grande, o derrame de óleo pode ter impactos duradouros na fauna e na flora marinhas, se ocorrerem perto da costa, e em alguns casos até condenar à morte o habitat atingido.
De acordo com o biólogo Abílio Soares, da Universidade Federal Fluminense (UFF), alguns vazamentos podem demorar mais de 30 anos para serem absorvidos pelo oceano. "Vai depender muito da característica e da magnitude de cada derrame. Mas as medidas devem ser imediatas para a contenção do óleo e limpeza e depois acompanhar as consequências para o ambiente."
Em Tramandaí (RS), um acidente ocorrido em janeiro com uma monoboia da Petrobras liberou apenas 1,2 mil l de óleo, mas seus impactos ainda são sentidos por cerca de 3,5 mil pescadores da região, de acordo com o coordenador do Movimento Estadual dos Pescadores, o pescador Valdomiro Hoffman.
"Já limparam as praias, mas as larvas do camarão, matéria-prima que mais dá lucro para a gente, diminuíram muito de quantidade. Além disso, o acidente aconteceu no período da desova do bagre, que é um peixe muito importante para nós, foi muito prejudicada. Vai reduzir muito a nossa captura no inverno. Toda a bacia foi atingida", lamentou o pescador.
De acordo com o representante do Ibama, 75 analistas ambientais trabalham no licenciamento federal de petróleo e gás, além de analistas distribuídos em todo o Brasil vinculados à Coordenação Geral de Emergências Ambientais, cujo número não foi informado.
"Não é possível precisar o número ideal de analistas para o trabalho de fiscalização e monitoramento. Muitos acidentes ocorrem por falha humana ou decisões equivocadas de projeto e não poderiam ser evitados com aumento da fiscalização in loco."
O professor da oceanografia da Universidade Federal de Pernambuco Gilvan Yogui concorda que a fiscalização in loco é realmente complicada, mas o número ainda assim é insuficiente para avaliar os planos das empresas para liberar os licenciamentos.
"Com mais funcionários, a avaliação fica mais criteriosa, há mais tempo para o fiscal se dedicar a um plano específico em vez de vários com prazos apertados. Se a fiscalização é menor as empresas tendem a afrouxar o cuidado com o meio ambiente. O volume de trabalho do pré-sal é muito maior do que o Ibama consegue administrar."
Em 2011, o Ibama emitiu 624 licenças ambientais, um aumento de 32% em relação ao ano passado. A previsão do governo é que até 2020 haja um aumento de mais de 226% da produção de petróleo, passando de 2,325 milhões para 5,756 milhões de barris/dia.
Dados do Tribunal de Contas da União (TCU) apontam que, entre 2005 e 2009, apenas 0,6% das multas aplicadas pelo Ibama foram pagas. O advogado especialista em direito ambiental Klaus Maciel elogiou a legislação ambiental brasileira, que segundo ele é eficiente e progressista, mas lamentou que ela não seja aplicada de forma eficiente devido a uma lógica antropocêntrica e mercantilista.
"Precisamos assumir a lógica do ecocentrismo. Não precisa esperar o dano ao homem para que o meio ambiente seja tutelado pelo estado. O fato de não ter causado prejuízos imediatos para o homem, não significa que não houve dano ambiental."
O advogado criticou a falta de políticas públicas voltadas para a informação sobre os efeitos e a situação de risco que geram os produtos tóxicos utilizados na exploração e produção de petróleo. "Uma sociedade desinformada não sabe os reais danos que um acidente envolvendo derrame de óleo pode causar ao ambiente e à população. Somente após ter acesso a essas informações, a sociedade pode escolher qual modelo de desenvolvimento energético é melhor para ela", disse.
Fonte: Terra
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
ANP diz que vazamento de óleo continua em Campos
A Polícia Federal vai indiciar a Chevron por outro crime ambiental. Para conter o vazamento, a empresa teria afundado o óleo, com a técnica de jatear areia na mancha, em vez de recolhê-lo.
Fonte: Destak
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Chevron começa a lacrar poço de petróleo na Bacia de Campos
A empresa petroleira Chevron Brasil Upstream começou nesta quarta-feira (16) a introduzir lama pesada no poço por onde, há uma semana, vaza petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A empresa, que mantém o controle da produção do petróleo no local, informou por meio de nota que o próximo passo será cimentar o poço para inutilizá-lo de forma definitiva.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última segunda-feira (14), o plano de abandono do poço apresentado pela Chevron.
Sobre as causas do vazamento, a principal hipótese da petroleira é que uma fratura provocada por procedimentos de estabilização do poço tenha liberado o óleo, que vazou por uma falha geológica. A Chevron é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão participando dos trabalhos de contenção do vazamento, oito da própria Chevron e dez cedidos pelas empresas Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell, que também operam na Bacia de Campos.
Para a coordenadora da Campanha de Clima e Energia da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Leandra Gonçalves,o vazamento, que já se espalhou por mais de 160 quilômetros quadrados (aproximadamente a área de 25 mil campos de futebol), serve de alerta para que o governo brasileiro repense as licitações para exploração de petróleo. Ela defendeu que o país crie um programa de contenção de vazamentos que garantam a exploração segura de petróleo.
“O Campo de Frade é um dos maiores campos em produção de petróleo no Brasil desde 2009 e, se o vazamento se deu por uma falha geológica, essa falha deveria ter sido prevista no estudo de impacto. O governo está investindo muito dinheiro na exploração offshore [em alto-mar] de petróleo com pouco ou quase nenhum plano de segurança. Essas operações são de alto risco ”, disse Gonçalves.
Ela lembrou que o Ministério do Meio Ambiente criou um mecanismo para acelerar a emissão de licenças ambientais justamente para o setor de petróleo e gás. “Estudos mais detalhados para garantir uma maior segurança para essas operações são inexistentes, como vimos no Golfo do México e, agora, na Bacia de Campos. Amanhã pode ser nas nossas praias”, advertiu a ambientalista.
Fonte: DCI
sábado, 12 de novembro de 2011
Dilma cobra "rigorosa apuração" de vazamento na bacia de Campos
A presidente da República, Dilma Rousseff, determinou "atenção redobrada e uma rigorosa apuração" do vazamento de petróleo no campo Frade na Bacia de Campos, segundo nota à imprensa divulgada na noite desta sexta-feira. O incidente aconteceu na noite de quarta-feira em um poço de petróleo que estava sendo perfurado pela empresa Chevron Brasil - braço brasileiro da americana Chevron.
"A presidenta Dilma Rousseff determinou atenção redobrada e uma rigorosa apuração das causas do acidente, bem como de suas responsabilidades. Independentemente do tamanho do vazamento, o fato deve ser rigorosamente apurado", diz um trecho da nota.
O texto diz ainda que órgãos do governo e a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) estão monitorando o caso. "O governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Marinha do Brasil, está acompanhando e apoiando todas as providências de responsabilidade da empresa Chevron Brasil para interromper o vazamento."
Ontem, a ANP iniciou investigação sobre o vazamento de óleo em Campos, principal bacia marítima de produção no Brasil. Uma fenda no fundo do mar foi avistada no local, disse a assessoria de imprensa da Chevron. Mas a empresa afirmou que ainda não há conclusão sobre a causa do acidente. De acordo com a ANP, a mancha está a 1 km da plataforma que produz petróleo em Frade.
A Chevron, que possui 51,7% do campo de Frade, disse, em nota, que está "ciente de um vazamento de óleo localizado entre os campos de Frade e Roncador, na bacia de Campos". A Petrobras possui participação acionária de 30% no campo de Frade, enquanto o consórcio Frade Japão Petróleo detém os demais 18,3%.
O grave acidente no Golfo do México com uma plataforma da BP, em abril de 2010, elevou a atenção de empresas e do órgão regulador no Brasil para a possibilidade de acidentes no País, onde a maioria da produção de petróleo ocorre em mar. A ANP tem aumentado as exigências em relação a segurança das instalações, o que inclusive provocou paradas não programadas de unidades de produção da Petrobras.
Fonte: Terra
Ibama avalia as ações de combate ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos
Brasília (10/11/2011) – O Ibama está acompanhando de perto as medidas adotadas como resposta a um vazamento de óleo identificado ontem (09/11/2011) na bacia de Campos, no Campo de Frade, operado pela Chevron Brasil. As ações incluem, até o momento, dispersão mecânica, contenção e recolhimento do óleo presente na superfície.
O Plano de emergência da empresa, exigido pelo Ibama como condicionante de licença, foi devidamente acionado. Além de acompanhar a implementação das ações, analistas ambientais do Ibama estão avaliando a extensão e gravidade do incidente.
Brasília (10/11/2011) – O Ibama está acompanhando de perto as medidas adotadas como resposta a um vazamento de óleo identificado ontem (09/11/2011) na bacia de Campos, no Campo de Frade, operado pela Chevron Brasil. As ações incluem, até o momento, dispersão mecânica, contenção e recolhimento do óleo presente na superfície.
O Plano de emergência da empresa, exigido pelo Ibama como condicionante de licença, foi devidamente acionado. Além de acompanhar a implementação das ações, analistas ambientais do Ibama estão avaliando a extensão e gravidade do incidente.
A informação é de que o vazamento se origina de uma pequena fissura no fundo marinho, próximo a um poço que estava sendo perfurado, nas coordenadas geográficas 21°53'23'' S, 39°49'43'' W, a cerca de 120 km de distância da costa, a mais de mil metros de profundidade. A atividade de perfuração já foi paralisada e a empresa está adotando as providências para fechamento completo do poço.
Ao licenciar esses empreendimentos, o Ibama estabelece uma previsão de medidas que devem ser adotadas em ocorrências de vazamento de petróleo e gás. Além de implementar as ações urgentes de combate ao vazamento, a empresa responsável deve comunicar imediatamente ao Ibama as ocorrências, o que foi feito prontamente pela Chevron Brasil.
O campo petrolífero e as atividades de perfuração de poços e produção de petróleo estão regularmente licenciadas pelo Ibama (licença de operação n°771/08 e n°845/09).
Ao licenciar esses empreendimentos, o Ibama estabelece uma previsão de medidas que devem ser adotadas em ocorrências de vazamento de petróleo e gás. Além de implementar as ações urgentes de combate ao vazamento, a empresa responsável deve comunicar imediatamente ao Ibama as ocorrências, o que foi feito prontamente pela Chevron Brasil.
O campo petrolífero e as atividades de perfuração de poços e produção de petróleo estão regularmente licenciadas pelo Ibama (licença de operação n°771/08 e n°845/09).
Fonte: Ibama
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Vazamento de óleo no Campo de Frade
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que o acidente ocorreu na quarta-feira. Houve um descontrole da saída de gás (kick no jargão técnico) durante o procedimento de injeção do fluido de perfuração.
O trabalho estava sendo feito por técnicos da plataforma semissubmersível Sedco706, da Transocean. O equipamento para prevenção de explosões (BOP na sigla em inglês) funcionou mas a manobra com o conjunto de válvulas para "matar" o poço parece ter ativado uma falha na estrutura geológica.
Segundo a Chevron, os detalhes do vazamento foram observados por um veículo submarino operado à distância (ROV), que identificou que o óleo é proveniente de uma falha na superfície do fundo do mar, próxima ao Campo Frade. À noite, a empresa disse apenas que as investigações sobre as causas prosseguiam.
Magda Chambriard, diretora da ANP, informou que a Chevron espera cimentar o poço em 24 horas. Segundo a autoridade, a empresa acionou seu plano de emergência individual, que é obrigatório para se operar no Brasil. Apesar do acidente ter acontecido quarta-feira, a companhia só informou sobre o problema em sua página na internet nos Estados Unidos.
No Brasil, o primeiro alerta foi do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro), ainda na quarta. Ontem só quem teve a informação e pediu detalhes recebeu uma nota curta durante todo o dia e que foi atualizada por volta das 20h.
O campo de Frade é o oitavo maior produtor do país individualmente. Em setembro ele produziu 74,768 mil barris de óleo e 899,35 mil metros cúbicos de gás. Na lista de 20 maiores produtores do país, apenas três campos não são operados pela Petrobras. Além de Frade estão na lista Ostra (Shell) e Peregrino (Statoil).
Fonte: Valor Econômico Cláudia Schüffner e Rafael Rosas | Do Rio
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