segunda-feira, 21 de junho de 2010

História: Pesca de baleia no litoral catarinense





Em tempo de debate sobre o retorno ou não da pesca comercial de baleia, abaixo um pouco de história sobre a atividade no litoral catarinene, mas que foi muito comum ao longo da costa brasileira. Cidades e vilarejos que carregam em seu nome Armação trazem em sua história um passado de exploração deste então importante recurso pesqueiro, que era fonte principalmenete de energia mas também de alimento.

De acordo com historiador Vilson Farias, as armações baleeiras eram empreendimentos comerciais de abate de baleias na costa. Tinham alto custo e mão de obra artesanal. Exigiam frotas de navio, fábrica de transformação do óleo e estrutura suficiente para captar e abater a franca.

A perseguição às baleias era feita em lanchas (“baleeiras”, cujo formato até hoje é comum aos barcos de pesca artesanal catarinenses) impulsionadas a remo e à vela em alto mar. Os animais eram pegos com um arpão rudimentar de ferro batido com farpas e uma haste de madeira, preso à lancha por um cabo. A baleia costumava arrastar a lancha por várias horas, antes de, exausta, morrer. A morte poderia demorar até 24 horas.

As seis unidades em Santa Catarina funcionaram de 1740 a 1850. Conforme lembra o historiador Fernando Bitencourt, o consumo da carne nunca foi o objetivo das capturas de baleias. Elas foram dizimadas por causa da espessa camada de gordura que reveste o corpo. Derretido, o óleo era destinado a iluminação e lubrificação. As barbatanas eram vendidas para fabricação de espartilhos e utilizadas como liga na produção de argamassas para igrejas e fortalezas.


Fonte: Zero Hora
Imagem: CARDUME

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