sábado, 30 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Parte 04 - Graveyard Creek x Broad River


Dia 3: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/04/dois-brasileiros-no-everglades-parte-03.html

LEMBRANÇAS DO DIA 04 - 16/02/11 - Graveyard Creek x Broad River

Foto: Graveyard com Ponce de Leon Bay ao fundo.

Não acordamos cedo, meu ombro direito acusou o esforço de ontem e calmamente, enquanto a maré enchia, aprontamos um super café da manhã: salada de frutas com granola e leite, café, milho e batata cozida que restou de ontem. Cansamos de comer e a batata deixamos de presente para nosso amigo "íntimo" o racoon, não se deve alimentar animais selvagens, eu sei, recolha a batata!

Quando enfim deixamos Graveyard, já passava de meio dia e o casal que compartilhou do mesmo Campsite conosco já havia partido 1 hora antes de lancha até Flamingo e com eles nosso lixo. Ufa! 2 kg a menos na canoa!

Quando estávamos de sáida chegou uma lancha dos Guardas do Parque para limpar e trocar o líquido dos 2 banheiros químicos, tarefa que fazem a acada 2 semanas.

Foto: Guardas do parque realizando serviço quinzenal de limpeza dos banheiros químicos.



Pois é, estávamos nom meio do nada mas há banheiros químicos.Nos Campsites anteriores, na praia, não se tinha banheiros, mas deste ponto em diante os banheiros químicos estarão presentes em todos os Campsites.


Começo de remada preguiçosa. Dia nublado, último dia de mar, e o vento, onda e corrente continuam jogando contra, mas com bem menos intensidade do que ontem. Em 40 minutos percorremos de Shark Point até Harney onde cruzamos com uma dupla em caiaques individuais, dois simpáticos coroas (Barry e Steve) que em direção contrária vinham de Everglades a favor da maré (onda e vento) fariam em 6 dias de Everglades a Flamingo.

Foto: Barry and Steve no terceiro dia de sua travessia de 6 dias de caíaque pelo Everglades.

Estávamos em nosso quarto dia e eles no terceiro. No link abaixo o relato da jornada deles:
http://bschwartz.net/ek/styled-3/index.html

Munidos de GPS e Plotter, nos atualizaram da distância que nos faltava: mais 1 hora estávamos na foz do Broad River (Rio Largo), junto com golfinhos que entraram conosco enquanto cercavam peixes na beira do rio, onde pela primeira vez na viagem visualizamos vegetação de mangue.

Foto: Adentrando o Broad River com golfinhos

Na entrada do Rio ficamos meia hora a deriva vendo os golfinhos e lanchando frutas e barra de cereal.


A partir daí, mais 30 minutos de remada contemplativa no novo cenário, mata baixa mais densa nas cabeceiras do rio. Localizada logo após o Nightmare (que iremos fazer um dia!) chegamos ao nosso local de dormida: Broad River Camp Site, um ground, camping no chão de terra, na beira do Rio, com um pier (dock) de chegada e um banheiro químico em cima.

Foto: Broad River Campground

Fomos recepcionados calorasamente pelos mosquitos, que não eram poucos, aliás acho que eram todos da Florida! Em seguida dois abutres vieram nos dar boa tarde, noa dando uma má impressão do local, ainda mais quando ao deixarmos o pier e visitar os locais (3) para se montar a barraca eram todos embaixo de mata densa assim como densa era a concentração de mosquitos. Voltamos imediatamente para o pier onde pelo menos ventava um pouco e assim um pouco menos de mosquito nos atazanavam. pela primeira vez coloquei repelente e foi a mesma coisa que nada.


Apesar disso estávamos animados, chegamos 3 horas antes do pôr-do-sol e a remada do dia não havia exigido muito esforço. Então é esquecer os mosquitos, tomar banho de rio (em cima do pier com auxílio de um galão de água transformado em balde) sentar nas nossas cadeirinhas, na beira do rio, vendo os golfinhos passarem, bebendo vinho e comendo o risoto que sobrou de ontem.

E em cima do pier estava agradável e a vontade de ir até o groud, e seu exército de mosquitos, ia diminuindo. A maré continuava baixando e na beira do rio, que vazava com força, começava a surgir uma borda de lama.

Sabíamos que toda esta água que ia pro mar voltaria com força até meia noite e ficamos imaginando até aonde a água chegaria e se aqui não poderia se tornar um belo local de visita para crocodilos, já que havíamos duas rampas ao lado do pier, sem vegetação que levavam até o local de montar a barraca (em nossas brincadeiras dava até para imaginar um crocodilo, como aqueles carros de corrida que saltam de uma rampa por cima de outros carros, saltando em cima de nossa barraca!).

Ainda no final da tarde vimos ratos rondando nossas coisas que deixamos próximos a uma mesa que estava no ground. Gustavo relatou a ocasião em que um rato furou a barraca por conta de uma maça em seu interior.

Continuavamos no pier e dele vimos um belo pôr-do-sol, momento de paz que precedeu nova legião de mosquitos. Já que o repelente não funciona, hora de colocar capa, gorro, meia, luva, e reduzir os espaços oferecidos aos mosquitos.

Foto: Pôr-do-sol número 4

E fomos ficando no pier, vendo a lua e com sua luz observando quem passasse, golfinhos, aves, Gustavo viu um tubarão descendo o rio, e depois aviões, estrelas, satélites... quando a cerca de 50 metros de nós atravessando o rio, imponente, a luz do luar, deixando pra trás um rastro em v, definitivamente um crocodilo! Combinado, ficamos aqui no pier mesmo! A ideia de ter um crocodilo tão próximo a minha cabeça como o racoon esteve ontem não era nada animadora.

Noite adentro fomos visitados por uma bela coruja em cima de um galho seco e que nem se importava com nossa presença. Provavelmente estava a espreita de pequenas presas, como os ratos que vez ou outra ainda viamos cruzando a área destinada as barracas.

Foto: Coruja e lua cheia

Mas nosso acampamento vai ser no pier mesmo! Amarramos bem a canoa na parte seca (em maré baixa) do pier e trouxemos todas as nossas coisas para cá. A noite foi dura, com muito mosquito e muita umidade e um pouco de equilíbrio para dormir no pier estreito e não cair no rio. No auge da maré cheia a água chegou a menos de 1 palmo do topo do pier...

Foto: Na beira do rio, cada pixel desta foto representa um mosquito. 

Já embalado pra viagem, dentro do saco de dormir, em cima do fino colchão inflável, mas que traz um conforto, e envoltos (como uma versão gigante de um burrito) por lona que mantinha a grande umidade fora. Dormi pouco, mas não passei frio em momento algum, mas acordava toda hora ao barulho de mosquitos, o que até foi bom pois acompanhava a subida do rio na maré cheia e tive o privilégio de ver nitidamente um tubarão com suas duas dorsais bem arredondadas descendo calmamemente o rio, a luz da lua quase cheia, contra a correnteza.

A uma hora do sol nascer a lua se pôs, a noite se tornou bem escura, mas passou enfim!

Dia 5: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/05/dois-brasileiros-no-everglades-parte-05.html





Um comentário:

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