Pescadores e marisqueiras vão trocar experiências com chef de cozinha do RJ e com lideranças comunitárias para valorizar a pesca artesanal e produzir receitas com robalo e caranguejo rastreados
A Reserva Extrativista (Resex) de Canavieiras, no Sul da Bahia, vai receber iniciativas de gastronomia social nos próximos dias 11 e 12 de setembro. A iniciativa do projeto Pesca+Sustentável, da ONG Conservação Internacional, pretende aproximar pescadores e marisqueiras dos chefs de cozinha para uma troca de saberes e práticas, tendo por objetivo a valorização do pescado artesanal e a oferta de produtos sustentáveis nos restaurantes e barracas de praia da Bahia.
O primeiro encontro será em Campinhos, uma comunidade ribeirinha dentro da Resex, onde mora Dona Marlene, marisqueira que criou a família pescando e hoje abre as portas da sua casa para gastronomia familiar: ela oferece receitas com seus próprios pescados. O Pesca+Sustentável vai levar até Dona Marlene, no dia 11 de setembro, os cabaneiros de praias de Canavieiras para que se inspirem em suas receitas e também o chef de cozinha Charly Damian, parceiro do projeto no Rio de Janeiro, que irá falar da sua experiência e produzir receitas a partir do robalo e do caranguejo que estão sendo rastreados. “A troca entre gastronomia e os saberes sociais é importantíssima para a construção de uma nova forma de ver a comida. Os pescadores tradicionais fazem um trabalho grandioso”, diz Charly, que incluiu no cardápio do seu restaurante pescados sustentáveis da Região dos Lagos, no Rio.
Dona Marlene faz parte da Rede de Mulheres da Resex de Canavieiras. Cerca de 600 mulheres fazem parte dessa rede, um espaço fundamental de debate entre elas, ampliando os seus conhecimentos a respeito de direitos sociais, questões de gênero e saúde, contribuindo para maior participação e autonomia femininas na cadeia da pesca.
No dia 12 será a vez de Canavieiras. Os pescadores da Resex de Canavieiras terão uma roda de conversa com Chico Pescador, liderança comunitária responsável pela revitalização da Lagoa de Araruama, na Região do Lagos (RJ), e que está conseguindo viabilizar a comercialização da tainha pescada pelas famílias da Lagoa para restaurantes do Rio de Janeiro. “A soma de esforços permanentes dos parceiros e da comunidade pesqueira é que produz a pesca correta e impulsiona a cadeia produtiva, gerando frutos”, afirma Chico Pescador.
Sobre o Pesca+Sustentável
Desenvolvido pela CI-Brasil e premiado em 2014 no Desafio de Impacto Social Google, o programa atua junto a 5 mil famílias pesqueiras no RJ, PA e BA. O objetivo é criar regiões de referência para a conservação marinha, incentivar boas práticas de pesca, propiciar a conservação de espécies e ecossistemas, valorizar as comunidades para que se beneficiem desse desenvolvimento, além de iniciar um processo de consumo responsável junto ao mercado brasileiro de pescados.
Fonte: Assessoria Comunicação / CI-Brasil
Imagem: Flávio Forner/CI-Brasil
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Monitoramento Ambiental Comunitário dos pescadores da Resex do Cassurubá.
Documentário registra a experiencia exitosa realizada na Resex Marinha do Cassurubá, no litoral sul da Bahia.
Trata-se do Monitoramento Ambiental Comunitário realizado pelos próprios pescadores, através de iniciativa do ICMBio local.
Fonte: Jaco Galdino Santana Galdino
Trata-se do Monitoramento Ambiental Comunitário realizado pelos próprios pescadores, através de iniciativa do ICMBio local.
Fonte: Jaco Galdino Santana Galdino
Marcadores:
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quinta-feira, 18 de junho de 2015
Primeira fábrica brasileira de caranguejo em conserva começa a operar no Pará
A carne de caranguejo, animal típico das regiões Norte e Nordeste, agora também vai ser comercializada em conserva. A novidade é fruto do trabalho de uma empresa do Pará, que recebe hoje a certificação da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) para iniciar as atividades.
A Círio, cuja sede é em Icoaraci, será a primeira indústria brasileira de carne de caranguejo em lata, bem semelhante ao atum e sardinha enlatados. O produto será comercializado pronto para ser consumido, podendo ainda servir de preparo para outros pratos típicos do Pará, como a sopa de caranguejo e a casquinha.
A produção será feita a partir de carne de caranguejo adquirida de estabelecimentos que comercializam o produto, também certificados pela Adepará. Após ser temperada, passará por um breve cozimento e será enlatada. Posteriormente, as latas, já lacradas, passarão por uma caldeira a vapor para autoclavar (esterelizar) e ficam em quarentena antes de serem expostas à venda.
Processamento – O Ministério Público do Pará havia proibido a comercialização da carne tirada do caranguejo, por falta de condições de higiene durante o manuseio para a extração. Somente com a fiscalização dos órgãos competentes e a estruturação das empresas, a carne de caranguejo voltou a ser comercializada. Inicialmente, duas empresas do município de Bragança, no nordeste paraense, tiveram autorização para a produção da carne congelada. Agora, a Círio é oficialmente a terceira registrada para a comercialização da carne, dessa vez em forma de conserva.
Por enquanto, como faz parte da Lei de Produtos Artesanais (7.565/ 2011), toda a produção da Círio está restrita ao mercado estadual, não podendo ser exportada. "Esse pioneirismo pode e deve chamar a atenção dos empresários interessados nesse meio e que buscam a regularização.
"É mais uma passo importante para a consolidação da lei de produtos artesanais, além de ser um produto nosso, que é o caranguejo, hábito alimentar de diversos municípios e consumido de diferentes formas. É um produto que agrega valor a nossa produção, de caráter inovador e uma alternativa segura para ser consumida. Ao lado do atum e da sardinha, vamos ter o caranguejo enlatado”, disse o secretário Hildergardo Nunes. (Texto: Camila Moreira e Tylon Maués)
Fonte: Agência Pará
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
ES - Pescadores denunciam despejo de veneno no rio Riacho
Os pescadores artesanais da Barra do Riacho estão solicitando maior fiscalização do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IEMA) na região. Segundo eles, desde a instalação da empresa Evonik Degussa, nota-se na região a diminuição de peixes, siris e até caranguejo no manguezal da região. A empresa é produtora de uma substância tóxica chamada peróxido de hidrogênio.
Neste contexto, os pescadores cobram que o esgoto não seja mais despejado no rio para evitar a degradação que já vem ocorrendo na região.
A informação é que a empresa tem licença do Iema para despejar seus efluentes líquidos no rio, porém, isso vem sendo feito indiscriminadamente.
“A atividade da empresa exterminou por completo a fauna e hoje não se encontram mais peixes e siris. O manguezal está sem caranguejo e até um um caranguejinho de puã grande e muito abundante às margens dos rios e os aratus sumiram totalmente. Em outra época os pescadores e moradores tinham este rio como fonte complementar de alimentos e lazer para a sua família”, diz o documento protocolado no Iema pela Associação de Pescadores Artesanais da Barra do Riacho (ASPEBR).
Eles alertaram que um rio sem poluição é local de desova de peixes nobres como robalo. Camarões, siris e mariscos, segundo os pescadores, são uma fonte inesgotável de nutrientes que servem de alimentos para os filhotes de peixes do mar.
“Não admitiremos que em pleno século XXI seja autorizado pelas autoridades responsáveis jogar esgoto em um rio, inclusive, por se tratar de uma fabrica de peróxido de hidrogênio, que é tóxico”, disse Sebastião Vicente Buteri, presidente da ASPEBR.
Os pescadores cobram que a empresa também seja responsável pela despoluição do rio e o repovoamento da fauna prejudicada com a poluição.
No Brasil, a Evonik atua desde 1953 na área química, possui sede administrativa na capital paulista e duas fábricas: peróxido de hidrogênio, em Barra do Riacho, em Aracruz (ES) e catalisadores químicos, em Americana (SP).
Mantém ainda o centro técnico de poliuretanos e o laboratório de colorantes, em Americana, e o laboratório de nutrição animal em Guarulhos. Além disso, conta com três centros de distribuição situados em Cascavel (PR), Guarulhos (SP) e Itajaí (SC).
Fonte: Século Diário
segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Agricultura aprova seguro-desemprego para catadores de marisco, caranguejo e siri
Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e desenvolvimento Rural aprovou, na quarta-feira (14), proposta que estende aos catadores de caranguejos, siris e mariscos que vivem dessa atividade o direito a seguro-desemprego de um salário mínimo por mês. O seguro será concedido durante o defeso, quando é proibido pescar ou colher frutos do mar, e em períodos em que a coleta ficar prejudicada pela contaminação ambiental, proliferação de organismos nocivos ou por chuvas.
A proposta foi aprovada na forma de substitutivo do relator, deputado Hélio Santos (PSDB-MA), ao Projeto de Lei 1083/11, do deputado Cleber Verde (PRB-MA) . A proposta original, que altera a Lei 10.770/03, contempla com o benefício, já concedido ao pescador profissional durante o defeso, apenas os catadores de marisco.
O parlamentar baseou seu texto em um substitutivo feito pelo deputado Celso Maldaner (PMDB-SC) para projeto de mesmo teor (PL 3202/08) apresentado pelo ex-deputado Flávio Bezerra e arquivado ao fim da legislatura passada.
Degradação ambiental
“Esses trabalhadores têm resistido à crescente degradação do ambiente natural e à falta de incentivos externos”, afirmou Hélio Santos. Segundo ele, os catadores de caranguejos, siris e mariscos tendem a permanecer “marginalizados e desorganizados”, embora tenham um trabalho muito identificado com o dos pescadores artesanais. “Trata-se de uma questão de justiça estender-lhes o benefício.”
Exigências
Para ter direito ao benefício, entre outras exigências, o catador de caranguejos e siris (Catálogo Brasileiro de Ocupações [CBO] 6310-05) e o catador de mariscos (CBO 6310-10) deverão apresentar ao órgão do Ministério do Trabalho e Emprego de sua cidade registro de catador profissional, com antecedência mínima de um ano da data do início do defeso; comprovantes de inscrição no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e do pagamento da contribuição previdenciária.
Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e ainda será analisada pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Íntegra da proposta:
PL-1083/2011
Fonte: Agência Câmara de Notícias
sábado, 14 de maio de 2011
Globo Mar - Delta do Parnaíba e Parcel de Manuel Luís
Globo Mar: Nossa equipe foi até o norte do Maranhão visitar um dos maiores cemitérios de navios do mundo, o Parque Estadual do Parcel de Manuel Luís.
A expedição partiu de São Luís em dois catamarãs. De lá, navegamos pela costa até a Barra do Carapirá. Conhecemos o farol da Ilha de Santana, vimos a captura de caranguejos no mangue de Tutóia e, partindo do Delta do Parnaíba, fomos até o Parcel de Manuel Luís.
O farol da Ilha de Santana pode ser visto a 50km de distância. A variação da maré é intensa na região e os navegantes precisam ficar atentos para evitar o encalhe. Nossa equipe escapou por pouco de passar a madrugada atolada em um bote no mangue. A Ilha de Santana tem apenas 45 casas e cerca de 200 habitantes. O farol está na ilha há 150 anos e permanece em perfeito estado de conservação.
De lá, navegamos 22 horas até o Delta do Parnaíba, o único delta marinho da América do Sul e um dos únicos do mundo. Chama-se delta ao conjunto de desembocaduras de um rio em forma de triângulos, criando canais até o mar. No Parnaíba, dependendo da maré, há entre 70 e 90 ilhas entre os canais.
Desembarcamos em Tutóia, na divisa do Maranhão com o Piauí, onde acompanhamos a caça de caranguejos no mangue. Como a época é de defeso, os animais só podem ser capturados para consumo próprio. O objetivo é que o caranguejo tenha tempo de se reproduzir até a próxima temporada de caça.
Deixamos o lado maranhense do Delta do Parnaíba em direção ao Parcel de Manuel Luís.
Fonte: Programa Globo Mar
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
RJ - Em época de defeso, caranguejeiro faz 'bico'
“Antigamente, eu dormia tranquilo, sem me preocupar. Hoje em dia, não posso me dar esse luxo”. As palavras do pescador Rogério do Vale, 36 anos, exemplificam o sentimento de cerca de 500 pescadores que dependem da caça de caranguejos nas proximidades da Praia da Beira, no bairro Itaoca, em São Gonçalo. Em plena época de defeso, período onde é proibida a captura do animal, esses trabalhadores estão sendo obrigados a se virar como podem, fazendo biscates, já que alguns não recebem mais o benefício que era dado pelo Governo Federal.
Rogério é pai de três filhos e credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador artesanal. Apesar de ter sua prática reconhecida, há pouco mais de dois anos, ele não recebe o benefício, no valor de um salário mínimo (R$510), que era entregue em períodos onde o seu trabalho é considerado atividade predatória.
“Muitas pessoas começaram a se passar por pescadores e a se incluir na lista dos que têm direito ao auxílio. Desde então, muitos daqui pararam de receber o dinheiro, o que nos obriga, em épocas como essa, a procurar outras atividades”, disse.
A proibição da pesca de caranguejos começa no primeiro dia de outubro e se estende até 31 de março do próximo ano. A solução para aqueles que, assim como Rogério, não têm mais o dinheiro, são os chamados biscates. “Hoje, eu estou aqui fazendo cercados de arame. Amanhã, estou capinando. Não tenho para onde correr e sou obrigado a aceitar o que me dão. Com caranguejos, vendendo cada um a R$ 1, chegava a ganhar R$ 500 no mesmo dia. Com esses ‘bicos’, não consigo a quinta parte dessa quantia”, afirmou.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício do defeso, que também é considerado um auxílio-desemprego, deve ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início da proibição até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de 180 dias. Nos casos em que o defeso é antecipado, o pedido, por parte do necessitado, também deve ser antecipado. Sobre a falta de pagamento aos pescadores de Itaoca, nenhum órgão responsável se pronunciou até o fechamento desta edição.
Comércio 'importa' crustáceos
Apesar da falta de opção pelo caranguejo local, durante os dias de fiscalização efetiva, a solução para os revendedores de caranguejo tem sido a compra em outros estados que ainda não entraram no período de defeso. A maioria dos comerciantes garante que, mesmo nesse período, não há queda devido a preparação que já é feita.
Em Niterói, Floriano Macedo, proprietário da Casa do Caranguejo, restaurante localizado no bairro Charitas e especializado na venda do animal, confirmou que, nessa época, o crustáceo é importado da Bahia. Uma vez por semana, os animais são transportados e armazenados vivos no próprio restaurante. “O único jeito de não sair no prejuízo é comprar em locais onde a caça não tenha sido proibida. No momento, estamos revendendo caranguejos baianos. Mas, quando lá também entra em defeso, nós procuramos comprar de outras regiões, como no Sul”, garantiu.
A solução do restaurante é garantia de felicidade para muitas famílias que têm o costume de comer o animal todo fim de semana, como a funcionária pública Kátia Gama da Silva.
“Nós (a família), sempre quando estamos reunidos no fim de semana, ao contrário da maioria das famílias que faz churrasco, nós compramos caranguejos. Mas, nessa época, não dá. É difícil de encontrar e, quando tem, é ruim. Então, a solução é procurar os comércios que oferecem. Não é a mesma coisa do que comer em casa, mas quebra o galho até o fim do defeso”, disse Kátia.
Seguro-desemprego
O salário que é pago pelo seguro-desemprego só pode ser solicitado pelo pescador que tem carteira profissional com habilitação em pesca artesanal. O benefício deve ser requerido na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Além disso, entidades credenciadas pelo MTE dão procedimento ao pedido mediante a apresentação de alguns documentos. A primeira parcela já fica a disposição do pescador 30 dias antes do início do defeso. Nessa ocasião, o pescador deve se dirigir a alguma agência da Caixa Econômica Federal ou em Casas Lotéricas, portando um cartão que é enviado por correspondência.
Rogério é pai de três filhos e credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador artesanal. Apesar de ter sua prática reconhecida, há pouco mais de dois anos, ele não recebe o benefício, no valor de um salário mínimo (R$510), que era entregue em períodos onde o seu trabalho é considerado atividade predatória.
“Muitas pessoas começaram a se passar por pescadores e a se incluir na lista dos que têm direito ao auxílio. Desde então, muitos daqui pararam de receber o dinheiro, o que nos obriga, em épocas como essa, a procurar outras atividades”, disse.
A proibição da pesca de caranguejos começa no primeiro dia de outubro e se estende até 31 de março do próximo ano. A solução para aqueles que, assim como Rogério, não têm mais o dinheiro, são os chamados biscates. “Hoje, eu estou aqui fazendo cercados de arame. Amanhã, estou capinando. Não tenho para onde correr e sou obrigado a aceitar o que me dão. Com caranguejos, vendendo cada um a R$ 1, chegava a ganhar R$ 500 no mesmo dia. Com esses ‘bicos’, não consigo a quinta parte dessa quantia”, afirmou.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício do defeso, que também é considerado um auxílio-desemprego, deve ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início da proibição até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de 180 dias. Nos casos em que o defeso é antecipado, o pedido, por parte do necessitado, também deve ser antecipado. Sobre a falta de pagamento aos pescadores de Itaoca, nenhum órgão responsável se pronunciou até o fechamento desta edição.
Comércio 'importa' crustáceos
Apesar da falta de opção pelo caranguejo local, durante os dias de fiscalização efetiva, a solução para os revendedores de caranguejo tem sido a compra em outros estados que ainda não entraram no período de defeso. A maioria dos comerciantes garante que, mesmo nesse período, não há queda devido a preparação que já é feita.
Em Niterói, Floriano Macedo, proprietário da Casa do Caranguejo, restaurante localizado no bairro Charitas e especializado na venda do animal, confirmou que, nessa época, o crustáceo é importado da Bahia. Uma vez por semana, os animais são transportados e armazenados vivos no próprio restaurante. “O único jeito de não sair no prejuízo é comprar em locais onde a caça não tenha sido proibida. No momento, estamos revendendo caranguejos baianos. Mas, quando lá também entra em defeso, nós procuramos comprar de outras regiões, como no Sul”, garantiu.
A solução do restaurante é garantia de felicidade para muitas famílias que têm o costume de comer o animal todo fim de semana, como a funcionária pública Kátia Gama da Silva.
“Nós (a família), sempre quando estamos reunidos no fim de semana, ao contrário da maioria das famílias que faz churrasco, nós compramos caranguejos. Mas, nessa época, não dá. É difícil de encontrar e, quando tem, é ruim. Então, a solução é procurar os comércios que oferecem. Não é a mesma coisa do que comer em casa, mas quebra o galho até o fim do defeso”, disse Kátia.
Seguro-desemprego
O salário que é pago pelo seguro-desemprego só pode ser solicitado pelo pescador que tem carteira profissional com habilitação em pesca artesanal. O benefício deve ser requerido na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Além disso, entidades credenciadas pelo MTE dão procedimento ao pedido mediante a apresentação de alguns documentos. A primeira parcela já fica a disposição do pescador 30 dias antes do início do defeso. Nessa ocasião, o pescador deve se dirigir a alguma agência da Caixa Econômica Federal ou em Casas Lotéricas, portando um cartão que é enviado por correspondência.
Fonte: O São Gonçalo Online
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