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segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Protesto dos pescadores de Cabo Frio

Pescadores da Região dos Lagos do Rio, fizeram protesto em Cabo Frio na manhã desta segunda-feira (5), em frente ao Mercado do Peixe, contra a portaria 445/ 2014 do Ministério do Meio Ambiente. As novas normas proíbem captura, transporte, armazenamento, guarda, manejo, beneficiamento e comercialização de 475 espécies extinção durante dois anos em todo o Brasil. A nova regra afeta diretamente a renda dos pescadores, pois segundo eles, a maioria dos peixes de melhor comercialização da região está na portaria.

Segundo o presidente da Colônia de Pescadores Z4 em Cabo Frio, Alexandre Marques, seria necessário mais estudos para a proíbição da pesca de tantas espécies. "Nós somos a favor da sustentabilidade e da preservação. É uma covardia o que o Ministério está fazendo com o pescador. Tem que ter mais estudos", afirma Alexandre.

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o objetivo da portaria é recuperar as espécies que estão desaparecendo por falta de espaço de reprodução e estão sendo pescadas além da cota estabelecidas pelos órgãos ambientais.Dentre as espécies com pesca proibida estão o cherne, garoupa, batata, pargo, badejo, piraúna, cação martelo, cação bico doce.

"O pescador fica feliz na hora que ver um cherne no anzol. Esses são os peixes de maior valor", diz o pecador Elias Couto.

A Fundação Instituto Pesca do Rio de Janeiro preferiu não se pronunciar sobre o assunto.

Fonte: G1

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Sobre o defeso do Pargo Lutjanus purpureus no Norte-Nordeste:



Segundo a Instrução Normativa Interministerial n.º 01, de 27/11/2009, são proibidos a captura, o estoque, o benefício, a industrialização e a comercialização do Pargo Lutjanus purpureus no período de defeso, que se estende de 15 de dezembro a 30 de abril na área compreendida entre o limite norte do Estado do Amapá até a divisa dos Estados de Alagoas e Sergipe (Foz do Rio São Francisco).

Imagem: Flick Ford

PA - Pescadores festejam término do defeso do pargo


Pescadores e empresários da pesca de Bragança celebraram o final do defeso do pargo com desfile de barcos na orla do rio Caeté, no final da tarde de sábado. O ato serviu também para protestar contra o Governo Federal, que neste último defeso não deu apoio aos pescadores.

Cerca de mil pessoas assistiram ao desfile de dezenas de barcos que desatracaram do porto de Bragança, durante a maré cheia. As embarcações ficaram dando voltas em frente à cidade por duas horas, tempo suficiente para que fossem saindo em direção ao oceano, onde a partir da meia-noite a captura do pescado voltou a ser liberada. O defeso é aplicado durante o período de reprodução da espécie para garantir a preservação da fauna aquática.

Ao todo, 120 embarcações seguiram viagem, sendo 70 do porto de Bacuriteua, polo pesqueiro localizado a 10 quilômetros do Centro, e 50 que estavam atracadas na orla da cidade. A previsão é de que cada barco retorne trazendo 7 mil quilos de pargo, após 22 dias de viagem. O empresário Jessé da Cunha se diz otimista em relação à primeira viagem após o defeso. “Todos os anos, a primeira viagem após o defeso é muito gratificante. Sempre o mar está para peixe e os pescadores também vão muito entusiasmados, após quatro meses e meio de ausência no mar”, disse.

DESABAFO


Enquanto preparava os últimos detalhes para a viagem, o pescador José Macedo de Assis revelou que estava muito emocionado ao assistir o movimento na orla do Caeté. Para ele, o momento representou a retomada de um cotidiano produtivo. “Tenho 52 anos e trabalho no mar desde os 18. É difícil conseguir algum trabalho durante o pouco período que passamos em terra. E como este ano, não recebemos o apoio do Governo Federal, foi um período muito difícil. Essa manifestação também representa nossa indignação pelo desprezo do Governo Federal em relação aos pescadores”, desabafou.

DEFESO

O defeso é aplicado durante o período de reprodução da espécie para garantir a preservação da fauna aquática.

Fonte: Diário do Pará

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