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sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Japão: pesca de golfinhos

O governo japonês defendeu nesta terça-feira a caça de golfinhos na costa do país, depois das polêmicas imagens feitas por ativistas de dezenas de animais sendo capturados, muitos deles com ferimentos. A embaixadora dos Estados Unidos em Tóquio, Caroline Kennedy, também criticou a prática, segundo ela uma “falta de humanidade”.

O secretário-chefe de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, defendeu a estratégia usada pelos pescadores, que, por meio de redes e barcos, encurrala os golfinhos em pequenos espaços, para que não possam escapar. Muitos animais acabam com ferimentos graves, ou até mesmo mortos.

“A pesca de golfinhos é uma forma de pesca tradicional em nosso país. Nós iremos explicar a posição do Japão para os americanos”, afirmou Suga, de acordo com informações do jornal The New York Times.

No final de semana, Caroline Kennedy afirmou que o governo americano está “profundamente preocupado pela falta de humanidade pela caça de golfinhos”, e que se opõe à prática. A embaixadora assumiu seu posto no país nipônico em novembro do ano passado, e sua posição é vista como significante, dada a sua proximidade com o presidente Barack Obama.


Pescadores japoneses mataram nesta terça-feira, na cidade de Taiji, um grupo de pelo menos 30 golfinhos, dentre os mais de 200 capturados e mantidos presos desde a última sexta no local, usando uma grande lona para evitar que a morte dos animais fosse documentada, de acordo com a agência Reuters.

Antes de iniciar a matança dos mamíferos, os pescadores tentaram bloquear a visão da enseada onde se encontravam os animais. Depois de alguns minutos, no entanto, era possível ver uma grande mancha de sangue se espalhando pelo local.

A ativista Melissa Sehgal, da ONG ambientalista Sea Shepherd, disse que foi usada uma barra de metal para atingir a medula dos animais, que “foram deixados para sangrar, sufocar e morrer. Depois de quatro dias traumáticos capturados na enseada, eles (golfinhos) passaram por uma seleção violenta, sendo separados de suas famílias, e então foram eventualmente mortos hoje”.

Os ativistas afirmaram que do grupo levado para a enseada de Taiji neste ano, mais de 50 foram separados e vendidos para aquários, um negócio que pode gerar milhões de dólares.



A prática de caça de golfinhos utilizada pelos japoneses é bastante criticada pelo mundo, principalmente depois do lançamento do documentário The Cove, de 2009, que levou o Oscar da categoria no ano seguinte e que mostra a pesca e matança dos animais em Taiji.

Enquanto a caça de baleias é banida em todo mundo há três décadas, não há uma proibição similar para mamíferos menores, como os golfinhos, muito por causa da oposição do Japão.

Fonte: Terra
Imagens Sea Sheppard

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Ostra ornamental


Uma espécie de ostra ornamental originária da região do Indo-Pacífico começa a ser reproduzida na Universidade de São Paulo (USP) por um método inédito. Após estudar a anatomia do bivalve, os cientistas encontraram o ponto anatômico ideal para a aplicação de uma injeção de serotonina – composto neurotransmissor -, informou a Agência USP.

“A substância relaxa a musculatura do animal e estimula a desova”, explica o oceanógrafo Marcello Scozzafave, um dos integrantes do grupo que vem estudando o sistema reprodutivo da ostra, cujo nome científico é Tridacna maxima.

Até o momento, os pesquisadores conseguiram atingir 90% do ciclo larval da ostra, desde a produção de gametas (células sexuais) até o último estágio larval. Miguel Mies, estudante que integra o grupo, explica que este método de indução à desova já foi reproduzido por pelo menos 30 vezes no Laboratório de Aquicultura do Instituto Oceanográfico da USP.

Ele conta que a primeira fase do ciclo reprodutivo ocorre cerca de 15 horas após a injeção da substância e a fecundação. “Esta fase é denominada trocófora. A segunda fase, chamada véliger, acontece cerca de 24 horas após a fecundação”, descreve. Os cientistas atingiram a terceira fase do processo, o pediveliger, que ocorre cerca de sete dias depois da fecundação.

Mies conta que após 15 dias, a Tridacna já atinge o formato de uma ostra adulta, mas ainda pouco visível a olho nu. “Com uma lupa é possível visualizar o animal. Neste estágio ele possui um tamanho pouco maior do que um grão de areia, mas suas formas já estão bem definidas”, conta.

“Ao todo, o ciclo de vida desta espécie de ostra pode chegar até mais de 50 anos”, ressalta o estudante.

Objeto de desejo – As Tridacnas adultas chegam a custar no mercado nacional entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, dependendo de seu tamanho e coloração. “Na Indonésia chegam a custar US$ 10, e nos Estados Unidos, entre US$ 40 e US$ 50″, compara Mies.

Segundo ele, por ser um ornamento raro, alguns colecionadores chegam a pagar valores ainda mais altos. “Sabe-se que um empresário brasileiro chegou a pagar cerca de R$ 12 mil por uma destas”, conta o pesquisador, lembrando que, em seu ambiente natural, a espécie Tridacna gigas pode atingir 1,2 m de tamanho. 

Fonte: Portal Terra

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Aquário gigante com 5 mil peixes é inaugurado em Hong Kong



Espetáculos grandiosos com efeitos especiais e cerca de 5 mil peixes de 400 espécies são as atrações do novo aquário de Hong Kong, na China, inaugurado nesta quarta-feira (26/01).

O Aqua City como é chamado o novo espaço, chama a atenção pelas instalações, mas também pelos animais que abriga.




O lugar ainda possui, segundo informações dos coordenadores do aquário, uma tela de projeção de água de 360º e um restaurante com vista panorâmica para a vida marinha.

sábado, 12 de junho de 2010

Aquarios: Okinawa Churaumi - Kuroshio Sea

O segundo maior aquário do mundo, com 35 x  27 x 20, o "mar" de Kuroshio em Okinawa no Japão comporta 7500 metros cúbicos de água do mar que são captadas a 300 metros da costa. Sua janela de observação é a maior que existe, com 8,25 metros de altura e 22,5 metros de largura e nada menos do que 60 centímetros de espessura composto por 7 placas de acrílico. Destaque para os tubarões e arraias, inclusive tubarões baleias.



Fonte: Youtube e Wikipedia

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Reprodução de cavalos-marinhos em cativeiro


Depois de quatro anos de pesquisa, cientistas brasileiros conseguiram que cavalos-marinhos crescessem e se reproduzissem nos aquários.

O peixe vive em quase toda a costa brasileira, mas por causa da poluição e da destruição do ambiente natural a população caiu muito.

O macho é quem guarda os ovos na barriga e depois libera os filhotes. Com quatro meses já estão com um tamanho ideal e podem se transformar em um ótimo negócio: o cavalo marinho é vendido para fora do país a US$ 13 cada um, cerca de R$ 25. Todo processo tem aprovação do Ibama.

Quando o cavalo marinho é capturado na natureza, há um limite para a exportação: no máximo, 250 por ano. Mas no centro de pesquisas, como o animal e produzido e criado em cativeiro, não há nenhum limite. Todo mês, 500 cavalos-marinhos são levados do Espírito Santo para Miami, nos EUA.

“Conseguimos atender Miami, apenas. Mas existe uma demanda da costa oeste dos Estados Unidos e da Europa”, explica o aquarista Juan Pablo de Maro.

Os peixes brasileiros têm boa aceitação nos aquários do exterior principalmente por causa das cores. A meta agora é exportar quatro mil peixes por mês. Segundo os pesquisadores, além dos lucros, a criação em cativeiro ajuda a preservar a espécie.

Fonte: G1

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Cresce a preocupação com grandes aquários

Nos recifes de Florida Keys, muitos mergulhadores apreciam a vista, enquanto outros praticam a pesca esportiva. Mas um pequeno terceiro grupo coleta caranguejos-ermitões de patas azuis, camarões verdes e outros invertebrados, não para comer ou se divertir, mas para o comércio de aquários.

Há cerca de 700 mil aquários domésticos de água salgada nos EUA, e peixes tropicais com um pouco de rocha não bastam mais para satisfazer os mantenedores de muitos desses oceanos em miniatura.

Os peixes continuam lá, mas, com o avanço da tecnologia e da técnica, os aquários atuais são muitas vezes ecossistemas de recifes em pequena escala, com corais vivos e rochas "vivas" cheias de anêmonas, camarões, ouriços, caranguejos e mariscos.

O resultado é um crescente mercado para esses e outros invertebrados dos recifes, muitos deles fornecidos por cerca de 165 coletores licenciados na Flórida. Eles dizem que seu mercado é sustentável e administrado de maneira rígida, sem a concessão de novas licenças e com limites diários de coleta para muitas espécies.

Mas os cientistas afirmam que a coleta ameaça os próprios ecossistemas que os aficionados de aquários desejam replicar. Fora o muito reconhecido impacto ecológico do comércio sobre o coral vivo, esses pesquisadores dizem que a demanda por invertebrados -criaturas que muitas vezes têm em um tanque as mesmas funções de limpeza e controle de pragas que têm na natureza- é tal que a pescaria pode se tornar insustentável.

"Talvez estejamos aumentando a coleta a um ponto que chega perto do limite", disse Andrew Rhyne, biólogo marinho do Aquário da Nova Inglaterra que estudou o pesqueiro de invertebrados na Flórida. "A questão é: qual é esse limite?"

Se uma espécie é colhida demais a ponto de sua presença no mar cair drasticamente, dizem Rhyne e outros, pode haver um efeito cascata no ecossistema. Sem invertebrados herbívoros, um recife pode ser dominado por algas.

Jessica McCawley, bióloga da Comissão de Conservação de peixes e Vida Silvestre da Flórida, discorda que o ecossistema do Estado esteja ameaçado. Ela ajudou a atualizar os regulamentos no ano passado e disse: "Esses coletores são um tipo especial de pescador. Eles estão muito preocupados com o meio ambiente. Eles nos procuraram e disseram: Vocês podem fazer regulamentos para nós? ".

O que não se discute é que o pesqueiro mudou nas últimas duas décadas, coincidindo com o aumento da popularidade dos tanques de recifes. Esses aquários incluem tanques domésticos ou para escritórios -de até várias centenas de litros de água- e atrações como o tanque de recife de coral de 75,7 mil litros no Atlantis Marine World, em Riverhead, Nova York, considerado um dos melhores do mundo.

Jeff Turner, dono da Reef Aquaria Design, de Coconut Creek, Flórida, que constrói e mantém grandes aquários de recifes em residências, escritórios, hospitais e outras instituições, diz que eles não são meras decorações, mas "uma janela educativa para o mar". Os aficionados e aquaristas profissionais que realizam esses projetos "estão preocupados com o ambiente marinho", disse.

A atração para o aficionado é que usar essas criaturas ao mesmo tempo replica o ecossistema natural e reduz a necessidade de formas menos naturais de manutenção do tanque. Mas os amadores domésticos nem sempre são hábeis para administrar seus tanques, que são suscetíveis a pequenas mudanças na química ou na temperatura da água. Os invertebrados morrem e precisam ser substituídos.

"O que sempre me incomodou é a natureza descartável desses animais", disse Eric Borneman, aquarista. Com os invertebrados, disse, "há uma enorme quantidade de mortalidade na remessa" e nos tanques mantidos por pessoas que estão começando no hobby. "Como reverter essa mortalidade e esse constante influxo de animais da natureza para abastecer esse comércio?"

Michael Tlusty, diretor do Aquário da Nova Inglaterra, disse que na Flórida "eles estão tentando administrar isso como um único pesqueiro", mas há centenas de espécies diferentes sendo coletadas.

Rhyne acrescentou: "Não estamos dizendo que a coisa vai desmoronar amanhã ou no ano que vem. Mas precisamos tomar cuidado para que, de repente, não tenhamos que dizer: Xi! Acabamos de pegar o último ".

Fonte: Folha de São Paulo

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