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sábado, 8 de junho de 2013

Pescador terá crédito para armazenar e evitar perdas


Manaus - Até o próximo dia 13, os proprietários de barcos de pesca do Amazonas devem ter uma linha de financiamento própria para o investimento na armazenagem dos peixes nas embarcações.

Os valores disponíveis devem ficar na faixa de R$ 50 mil a R$ 100 mil e podem ser a solução do desperdício de pescado, que chega a 30% em uma única viagem. A informação é do superintendente de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), Djalma Mello. Mais de mil pescadores devem ser beneficiados.

O anúncio será feito durante a Reunião Ordinária do Conselho Deliberativo (Condel) da Sudam, em Macapá (AP), informou Mello.

A Superintendência Federal de Pesca e Aquicultura (SFPA e o Banco da Amazônia devem firmar a linha de financiamento.

O desperdício de pescado no Amazonas chega a 20 mil toneladas por safra, segundo a SFPA. “A nossa frota pesqueira está sucateada e muito arcaica na questão do armazenamento. O peixe já chega machucado em Manaus”, afirma o superintendente Raimundo Nonato.

As espécies são transportadas em grandes caixas isotérmicas que variam de um a dois metros, com uma camada de peixe, uma de gelo. O peixe que vai embaixo recebe todo o peso e fica moído, sendo desperdiçado. “Não é o terminal pesqueiro que vai evitar que o pescado seja desperdiçado. O que vai evitar isso é a reforma e modernização da frota pesqueira do Amazonas”, explica Nonato.

A solução encontrada é construir um sistema de gavetas nas embarcações. O custo médio seria de R$ 50 a R$ 100 mil. Os recursos serão do Banco da Amazônia, que virão de uma linha exclusiva para os pescadores ou via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), informa o superintendente do Banco, Donizete Borges.

A frota pesqueira do Estado é de 1.021 barcos, registrados no MPA. O número pode chegar a mais de 3 mil. Os irregulares serão cadastrados em um mutirão, ainda sem data definida.

Pelas linhas do Pronaf, os juros anuais são em média de 2%, com dez anos para pagar o empréstimo e carência de dois anos.

Com os pescadores, ainda não houve comunicação. “Não fomos chamados para nenhuma reunião ou comunicados dessa possibilidade de financiamento”, disse o presidente da Federação dos Pescadores do Estado do Amazonas (Fepesca), Walzenir Falcão. Ele salienta que a discussão sobre o transporte de peixes em embarcações é antiga e até agora não houve solução prática.

Fonte: D24am
Foto: Eraldo Lopes

terça-feira, 5 de março de 2013

Pirarucu da Amazônia será certificado pelo Inmetro



Instituto irá conceder selo de identificação da conformidade a fornecedores que atenderem a indicadores de sustentabilidade e sociais.

Peixe é o primeiro produto regulamentado para receber o Selo Amazônico

O Inmetro acaba de publicar o regulamento para a certificação voluntária do Pirarucu Salgado Seco, popularmente conhecido como bacalhau da Amazônia. Para obter o Selo de Identificação da Conformidade, o peixe típico da região será avaliado desde o processo produtivo até a venda, e deve garantir a sustentabilidade de toda a cadeia produtiva e atender a aspectos sociais, como não utilizar mão de obra escrava e oferecer aos trabalhadores todo o equipamento de proteção necessário.

— A certificação também tem o objetivo de ser um diferencial de vendas para o micro empresário, tanto no país como no exterior, com avaliação do Inmetro, que tem reconhecimento internacional — acrescenta Gustavo Kuster, chefe da Divisão de Programas de Avaliação da Conformidade do instituto.

Alfredo Lobo, diretor de Qualidade do Inmetro, ressalta que o selo dará ao consumidor a garantia de estar adquirindo produto de uma região nobre, que é a Amazônia, e de forma sustentável, preservando o meio ambiente para as futuras gerações.

A certificação do pirarucu integra o programa Selo Amazônico, criado há pouco mais de um ano pelo Inmetro, que consiste no monitoramento de requisitos de qualidade, impacto social econômico e ambiental de produtos manufaturados com matéria-prima vinda da Amazônia brasileira, e que tenham parte ou todo o processo produtivo instalado na região.

O pirarucu é o primeiro produto regulamentado para receber o Selo Amazônico. No entanto, Lobo conta que há fitoterápicos, fármacos, biojoias, embalagens sustentáveis, outros alimentos e cosméticos em estudo.

Fonte: O GLOBO

Imagem: Blog do Colares

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Brasília - Comissão de Meio Ambiente aprova legalização de acordos comunitários de pesca


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou a legalização dos acordos comunitários de pesca formalmente reconhecidos pelos órgãos ambientais federais e estaduais, em todo o País. A proposta, votada no dia 7 de novembro, está prevista no Projeto de Lei 2191/11. O texto é de autoria do deputado Miriquinho Batista (PT-PA).

O relator na comissão, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), defendeu a aprovação da proposta. Ele destacou a importância de “reforçar os fundamentos legais dos acordos comunitários de pesca, acordos esses que são essenciais para assegurar a conservação e o uso sustentável dos estoques pesqueiros amazônicos, dos quais dependem centenas de milhares de pessoas”.

A comissão aprovou uma complementação de voto do relator determinando que o reconhecimento dos acordos de pesca seja feito mediante avaliação e aprovação pelo Comitê Permanente de Gestão correspondente ou, na falta deste, por aprovação dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-2191/2011

Fonte: Câmara dos Deputados

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

AM - Ex-deputado fica inelegível por 8 anos


O ex-deputado estadual Walzenir Falcão está inelegível por 8 anos. A decisão foi tomada na sessão da noite desta segunda-feira pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, que julgou procedente a Ação de Investigação Judicial Eleitoral interposta pelo Ministério Público.

A Corte, em unanimidade, acompanhou o voto da relatora, a desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura, Corregedora, que julgou procedente a ação de abuso de poder econômico e político, inscrição irregular de filiados em colônia de pescadores e garantia de recebimento de seguro-defesa em troca de voto.

Em seu voto, Socorro Guedes diz que as práticas ilícitas do requerido configuram o abuso de poder econômico e político, graves o suficiente a desequilibrar a igualdade de condições dos candidatos à disputa naquele pleito.

Denúncia do MP
De acordo com o Ministério Público Eleitoral, Walzenir Falcão foi reeleito em 2006, e em setembro de 2008 foi reeleito presidente da Federação de Pescadores do Amazonas e Roraima (Fepesca), para o exercício de mandato no triênio 2008/2011.

O MP diz ainda que no termo de declaração da ex-presidente da Colônia de Pescadores de Iranduba, Valdenira Vieira Carvalho, encontra-se substanciosos indícios que apontam para a captação de votos utilizando o seguro-defesa como moeda de troca.

Fonte: Portal do Holanda

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Pescadores de reserva dão exemplo de manejo no interior do Amazonas


Homens e mulheres da comunidade São Raimundo, no Médio Juruá, se organizam para ter pirarucu com mais de 1,60m


Cento e quatorze pirarucus é a cota de peixe dos pescadores da comunidade São Raimundo, na Reserva Extrativista do Médio Juruá, para este ano. Organizados em famílias, eles partem em longas canoas artesanais para o lago Manariã, onde, durante dois dias, as redes de mais de 300 metros de comprimento por seis de profundidade, retirarão das aguas doces o maior peixe de escamas do mundo.

“A gente se organiza em mutirão para a pescaria porque tudo tem que ser feito com muita rapidez e a máxima organização, senão o peixe pode estragar”, afirmou Manoel Cunha, presidente do Conselho Nacional dos Seringueiros e líder da comunidade São Raimundo, no municipio de Carauari (a 788 quilômetros de Manaus).

Após montarem acampamento na boca do lago, junto a um barranco de mais de dez metros, os pescadores iniciam os preparativos para a pescaria. Redes são revisadas para identificar buracos, facas são afiadas para retirar as visceras do pescado, a alimentação é preparada para 70 pessoas e até um pequeno gerador de energia é instalado, tudo para a pescaria.

Ao anoitecer, os pescadores saem para lançar as redes no lago. Trinta e cinco homens são divididos em equipes que têm a responsabilidade de monitorar as malhadeiras. Os pirarucus têm uma bexiga natatória modificada para funcionar como um pulmão, e quando presos nas redes, morrem afogados. Como os jacarés estão sempre à espreita, os pescadores têm que ser rápidos para retirá-los da água.

“Logo que cai na rede, temos que tirar. Como ele é muito grande e pesado, usamos a ‘paulada de misericordia’ na cabeça para trazê-lo para dentro da canoa”, disse Antonio da Lima da Silva, 51, um dos lideres da equipe de pescadores.

Habilidosos, os pescadores conseguem, em seis horas, pescar 74 pirarucus. E esse número poderia até ser maior, se Manoel Cunha não tivesse determinado a diminuição do ritmo, com o objetivo de conseguir peixes maiores do que um metro e sessenta.



“No ano passado despescamos 153 pirarucus, com uma media de tamanho maior do que um metro e sessenta e cinco, mas este ano eles estão menores, por isso, vamos despescar menos e controlar ainda mais o tamanho deles”, comentou. A decisão foi acatada por todos.

Contra o tempo

Ao retornaram ao acampamento, os peixes foram estendidos em um trapiche montado especificamente para a limpeza. Equipes são montadas para pescar e transportar os peixes. A carne do pirarucu não pode ficar muito tempo exposta e a partir do momento em que ele é retirado da água, inicia-se uma corrida contra o relógio para manter as caracteristicas da iguaria.

Com afiadas facas, homens e mulheres iniciam a retirada das vísceras. Em quatro horas todos os peixes são limpos. “A gente está feliz porque ganha a mesma quantia que os homens e de igual para igual”, disse Mariângela Lima Paixão, 29, que espera receber mais de R$ 1,5 mil com a despesca deste ano.

Segundo o pescador José Luiz Bispo de Lima, 40, quando a comitiva de pesca do São Raimundo chega em Carauari, imediatamente, já tem compradores. “A gente é especializado em oferecer o que povo gosta: os restaurantes compram o filé, mas as tripas e a ossada é o povão que gosta”.

Exemplo de manejo na floresta

Convidado pela comunidade do São Raimundo para acompanhar a pescaria, o superintendente da Fundação Amazonas Sustentável (FAS), Virgílio Viana, acompanhou todas as atividades do mutirão.

“A técnica deles na mobilização, preparativos, pesca, limpeza e transporte é extraordinária. São pessoas que estão revolucionando a geração de renda dentro da floresta e, ao mesmo tempo, preservando uma espécie com manejo adequado”, disse.

A chefe da reserva do Medio Juruá, Rosi Batista da Silva, 49, participou da pescaria. Representante do governo federal em uma area de mais de 253 mil hectares, ela afirmou que quer estabelecer parcerias. “Governo Federal e FAS têm muito a contribuir para a melhora da qualidade de vida dos povos da floresta”, disse Rosi.

Mercado

Praticamente todas as partes do pirarucu são comercializadas no interior do Amazonas. A procura é tanta, que os pescadores dividem o peixe em várias partes. O quilo do filé c\sai, em média, a R$ 8, mas também pode ser encontrado a R$ 9 e R$ 10. A ossada com cabeça custa R$ 4,50 o quilo; o couro com escamas vale R$ 7 o quilo e as vísceras, muito apreciadas em Juruá, sai por R$ 2,50 o quilo.

Fonte: A Crítica

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Manejo de pirarucu resulta em 800 toneladas no Amazonas


Atividade que envolve 1,2 mil pescadores artesanais em quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) gera renda e ajuda a proteger espécie.

Manaus - A produção de pirarucu nas unidades de conservação do Estado representa 74% do sistema de manejo e passou de 60 toneladas, em 2002, para 800 toneladas no ano passado. A atividade envolve 2,1 mil pescadores em quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS).

Os dados são do Centro Estadual de Unidades de Conservação (Ceuc), da SDS. O manejo é realizado em quatro reservas estaduais: RDS Mamirauá (nos municípios de Uarini, Fonte Boa, Tonantins, Maraã e Japurá), RDS Piagaçu-Purus (Anorí, Beruri e Tapauá), RDS Uacari (Carauari) e RDS Amanã (Maraã, Barcelos, Coari e Codajás).

“O manejo de pirarucu representa um dos melhores exemplos de como o Governo vem incentivando o ordenamento dos recursos pesqueiros de forma responsável, incluindo as pessoas em um processo participativo, que resulta na geração de renda de quem vive nas áreas protegidas do Estado”, ressalta a secretária de Estado de Desenvolvimento Sustentável , Nádia Ferreira.

Em 2011, o manejo de pirarucu foi realizado em 564 ambientes aquáticos (98% em lagos), onde foram contados 53.911 pirarucus com menos de1,5 metros, popularmente conhecidos como ‘budecos’, e 54.332 pirarucus adultos (maior ou igual a1,5 metros), totalizando 108.243 pirarucus entre jovens e adultos.

Desse montante, 11.009 pirarucus adultos foram capturados para comercialização, os demais permaneceram no ambiente aquático para reprodução.

Renda

De acordo com a SDS, o manejo de pirarucu nas quatro unidades de conservação estaduais beneficiou 1.072 famílias de 115 comunidades ribeirinhas. A produção total foi de 592,6 toneladas, a qual foi comercializada com preço médio de R$ 4,89, gerando um faturamento bruto de R$ 2,8 milhões o ano, especificamente no período de setembro a novembro, a ser dividido entre os pescadores.

Os beneficiários do manejo de pirarucu tiveram, cada um, renda média de R$ 1.440. Para os 1.688 pescadores da RDS Mamirauá, a renda média foi de R$ 1.690,65, pelo fato da produção ter sido 85% (9.220 pirarucus) de todo o pescado na reserva.

Os pescadores envolvidos recebem capacitação para a realização do manejo desta espécie.

“O Governo do Amazonas por meio da SDS/Ceuc, vem desenvolvendo um trabalho de apoio dentro das reservas, que inclui capacitação em manejo de recursos pesqueiros e contagem de pirarucu. Também damos apoio na logística e pessoal técnico para acompanhamento da atividade”, explica o engenheiro de pesca do Ceuc, Bosco Ferreira.

A iniciativa tem apoio do Ministério da Pesca, Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam), Instituto Mamirauá, Instituto Fonte Boa, associações comunitárias das reservas, Fundação Amazonas Sustentável (FAS) e prefeituras locais.

Fonte: D24AM

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

AM - Toneladas de peixe são jogadas no lixo diariamente em feira de Manaus


Com a época de fartura nos rios do Amazonas, um problema se repete nas feiras de Manaus: diariamente, toneladas de peixe são jogadas no lixo. Sem local para estocar o pescado, vendedores acabam perdendo a carga.

Na Feira da Panair, Zona Sul de Manaus, não há vaga para os pescadores atracarem na balsa. Um dos prejudicados é o pescador Antônio Batista: ele está com seis toneladas de peixe no barco, e caso não consiga lugar para parar e vender no prazo de cinco dias, poderá perder a todo o peixe. "Quando a gente chega, não existe um lugar em que possamos vender o peixe para o consumidor. É por isso que estraga", relatou.

Uma embarcação chegou a Manaus após 20 dias de viagem, trazendo seis toneladas de peixe. Para atracar na balsa da feira, ele esperou mais três dias. No entanto, nem todo o pescado foi vendido e o pescador calcula que teve prejuízo de aproximadamente duas toneladas.

A situação na Feira da Panair é ainda pior: sem infraestrutura, o pescado fica no chão dos barcos, balsas e em bancas ao ar livre. Para não perder toda a mercadoria, feirantes buscam vender peixes em bairros da periferia da capital. "Vou vender os peixes de maneira mais barata, mesmo porque muitas pessoas estão precisando para se alimentar", disse o feirante Sebastião dos Santos.

A Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) informou que já foram tomadas medidas para reduzir o problema de desperdício de peixe na Feira da Panair. A partir da próxima semana, uma nova balsa frigorífica e um frigorífico deverão ser disponibilizados aos pescadores.

A pasta disse ainda que pretende criar pontos fixos de vendas em quatro zonas da capital, na tentativa de equilibrar a venda e o armazenamento do pescado. A Sepror afirmou também que não é responsável pela administração do porto onde ficam instalados os pescadores. A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Produção e Abastecimento (Sempab), mas não obteve resposta.

Fonte: Olhar Direto

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

RO - Permissão para cultivo de Pirarucu


O pirarucu, um dos maiores peixes de rio do país, já pode ser criado em cativeiro no estado de Rondônia. Um acordo nesse sentido foi assinado nesta quarta-feira (21) entre o ministro da Pesca e Aquicultura, Luiz Sérgio, e o presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), Curt Trennepohl. O acordo permite a criação e a venda de pirarucu de acordo com a instrução normativa que estabelece critérios e procedimentos para cadastramento de reprodutores da espécie em Rondônia. O produtor interessado em criar pirarucus em cativeiro tem até 90 dias para solicitar ao ministério da Pesca e ao Ibama uma vistoria da propriedade. Serão cadastradas as matrizes, com o registro das principais características dos peixes. Os dados serão armazenados em um microchip, que facilitará a exportação do pescado. O controle eletrônico também vai registrar a identidade genética dos peixes, permitindo que os exemplares sejam rastreados desde o nascimento. O presidente do Ibama chamou a atenção para a criação de peixes como alternativa de desenvolvimento econômico. “A aquicultura se apresenta como uma atividade alternativa que permite maior produção em menos espaço. Onde criamos um boi é possível criar toneladas de peixe, sem desmatar 1 hectare sequer”, comparou ele. No primeiro semestre de 2012, o acordo deve ser ampliada a todos os estados produtores. A venda de pirarucu capturado na natureza continua proibida. O ministro da Pesca disse que a medida é o ponto inicial para o desenvolvimento do cultivo de pirarucus para exportação. “Rondônia será o primeiro estado [a receber criações autorizadas de pirarucu em escala comercial]. A partir dele virão outros e a criação de pirarucus poderá se estender pelo Norte e Nordeste do país. Logo veremos o pirarucu sendo servido em restaurantes de países como França, Alemanha e Japão”. O pirarucu é o maior peixe encontrado em rios e lagos do Brasil. Pode chegar a 3 metros de comprimento e pesar mais de 200 quilos. Por causa da carne de textura firme e sabor característico, é considerado o “bacalhau da Amazônia”. 

Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

AM - Sepror quer proibir pesca do tambaqui por quatro anos



 Manaus - O Conselho Estadual de Pesca e Aqüicultura (Conepa), órgão consultivo ligado à Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), definiu hoje a minuta de Projeto de Lei (PL) que prevê a proibição, durante quatro anos, da pesca do tambaqui. A minuta segue para a Assembléia Legislativa do Estado (ALE) aonde será apresentada para apreciação. O deputado estadual Wilson Lisboa (PCdoB/AM) é o autor do PL.

O assessor da Secretaria adjunta de Pesca da Sepror, José Leland, afirma que há dez anos eram capturadas 12 mil toneladas de tambaqui por ano, em Manaus. Atualmente, esse número chega a 1,2 mil toneladas. “O que se vê é que uma sobrepesca levou a isso. A proibição vai no sentido de repor esse estoque”, explica.

O tamanho e peso do peixe também diminuíram. Na década de 80, o tambaqui chegava a pesar até 12kg, agora têm em média, 3kg. Uma portaria do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) estabelece que o tambaqui deve ser pescado e comercializado com o tamanho mínimo de 55 cm, mas Leland afirma que indivíduos menores têm sido pescados, o que caracteriza a sobrepesca.

Consumo próprio

O projeto restringe a pesca do tambaqui apenas para consumo próprio. A comercialização do pescado oriundo da piscicultura também fica liberada.

Para avaliar o resultado da proibição, o PL prevê ainda a criação de um grupo de trabalho interinstitucional e o financiamento de pesquisa sobre o assunto. A fiscalização da aplicação da lei será feita pelos órgãos ambientais.

Pescadores

O presidente do Movimento Organizado de Pesca e Aqüicultura (Mopam), Pedro Neto, defende não a proibição da pesca do tambaqui, mas a proibição do uso da malhadeira. “A malhadeira pega todo tipo e tamanho de peixe: grande, pequeno, peixe-boi. É ela que deve ser proibida”, disse.

O deputado Wilson Lisboa acredita que o projeto deve ser votado apenas após o recesso da ALE. Até março, a pesca do tambaqui é proibida por conta do período de defeso.


Fonte: D24AM
Imagem: fishoncomputer.wordpress


quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pescadores iniciam pesca de pirarucu manejado na Reserva Amanã


Pescadores que integram o Acordo de Pesca do Pantaleão, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, município de Maraã (AM), iniciaram a pesca de pirarucu manejado de 2011, na última semana. A atividade é gerida por pescadores urbanos das Colônias Z-4, de Tefé, e Z-23, de Alvarães, e pelos moradores das comunidades do entorno, que integram o Setor São José. Cerca de 300 pessoas se revezam nas atividades de manejo e estas devem pescar 800 pirarucus, que corresponde à cota autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), até o início de novembro.

De acordo com Natazildo de Almeida, presidente da Colônia de Pescadores de Tefé, a produção já está toda comercializada e foi vendida ao preço de 5 reais o quilo do peixe in natura, inteiro eviscerado. O comprador disponibilizou um barco que fica junto a base de processamento armazenando o peixe. Também haverá uma Feira de Pirarucu, entre os dias 14 e 15 de outubro, no município de Tefé para venda direta ao consumidor final.

O Instituto Mamirauá, por meio de seu Programa de Manejo de Pesca, assessora seis sistemas de manejo de pirarucu. Esses sistemas são regidos por meio de gestão participativa. Segundo a coordenadora do programa, a bióloga Ellen Amaral, que acompanhou o início da pesca no Pantaleão, a co-gestão consiste em uma série de normas criadas pelos usuários e reconhecidas pelos órgãos de fiscalização, para a promoção da exploração sustentável.

Nós alcançamos sucesso nos desafios iniciais que era recuperar os estoques da espécie e trazer os pescadores que pescavam de forma ilegal para a regularidade. Agora, o desafio é desenvolver esse produto e conseguir que o mercado pague um preço justo por ele, que é ambientalmente sustentável, socialmente justo e tem que ser economicamente viável, disse Amaral ao avaliar o cenário atual do manejo de pesca de pirarucu.

Em 2010, a pesca de pirarucu manejado beneficiou 922 pescadores de 20 comunidades ribeirinhas e de três Colônias de Pescadores. Foram capturados 4.653 pirarucus e comercializadas mais de 220 toneladas. Esta cota pescada representa cerca de 20 a 30% dos estoques de adultos contados nos lagos, regra básica para assegurar a reprodução e a continuidade da população.

A média do peso dos pirarucus pescados foi de 47kg e a média dos comprimentos de 174 centímetros. O tamanho permitido para a pesca deve ser superior a 150 centímetros. O faturamento total bruto da venda do pescado em 2010 foi de R$ 962.367,80. Os rendimentos são distribuídos entre os pescadores por meio de suas associações ou colônias.

Perfil-O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce fluviais e lacustres do Brasil. Pode atingir três metros e seu peso pode ir até 200 Kg. É encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. Costuma viver em lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas com temperaturas que variam de 24° a 37 °C, não sendo encontrado em zona de fortes correntezas e águas ricas em sedimentos. Este peixe é um dos maiores de água doce do mundo, e conhecido também como o bacalhau da Amazônia. Seu nome vem de dois termos indígenas: pira, peixe, e urucum, vermelho, devido a cor de sua cauda.

Fonte: Revista Fator (Wikipédia / www.mamiraua.org.br).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Seca de 2010 na Amazônia foi a mais drástica desde 1902

Cientistas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) concluíram em um estudo, publicado na revista Geophysical Research Letters, que a seca de 2010 na Amazônia foi a mais drástica já registrada desde 1902, superando a de 2005, que até então era considerada a maior do século.

A constatação foi feita a partir da análise de uma série histórica de dados de pluviosidade na região da bacia amazônica, com medições desde 1902.

Os resultados do estudo apontam que o processo teve início no começo do verão, durante o El Niño (um processo natural de aquecimento das águas do Pacífico), mas foi intensificado pelo aquecimento das águas tropicais do Atlântico Norte. Em função disso, se originou uma estação seca que se estendeu por muitos meses, ocasionando alterações no ciclo hidrológico.

Como consequência desse processo, houve rebaixamento dos níveis de água e seca completa de cursos d’água e tributários de rios na bacia amazônica. A região sul foi a mais afetada. O fenômeno causou graves problemas socioambientais, especialmente às populações ribeirinhas, que ficaram isoladas por dependerem dos rios para seu deslocamento.

Em outro artigo recém-publicado na revista Theoretical Applied Climatology, pesquisadores do Inpe apresentaram os resultados de um amplo estudo sobre as inundações na Amazônia e Nordeste do Brasil, ocorridas no período de maio a julho de 2009. O fenômeno provocou mortes e deixou milhares de famílias desabrigadas. O trabalho demonstra que essas chuvas torrenciais foram as mais intensas e duradouras já registradas.

O rio Negro, principal tributário do rio Amazonas, atingiu seu maior nível em 107 anos. Os autores concluíram que o evento foi resultado de uma conjuntura de fatores meteorológicos, especialmente o aquecimento acima do normal das águas superficiais do Atlântico Sul – aspecto importante para a explicação das chuvas abundantes em vastas regiões do leste amazônico e Nordeste do país.

Os pesquisadores destacaram também que esses episódios extremos, assim como a seca duradoura ocorrida no ano de 2010 na bacia amazônica, reforçam a hipótese de que anomalias no regime pluviométrico e de temperatura serão mais frequentes em cenários futuros de mudanças climáticas.

Entre os autores dos estudos está José Antônio Marengo Orsini, chefe do Centro de Sistema Terrestre do Inpe.

O artigo The drought of 2010 in the context of historical droughts in the Amazon region (doi:10.1029/2011GL047436), de Orsini e outros, pode ser lido em www.inpe.br/noticias/arquivos/pdf/2011GL047436.pdf.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pirarucu é destaque em reunião do Comitê de Áreas Úmidas


Peixe protegido por lei na Amazônia - o pirarucu - é anualmente capturado por quase 1.000 pescadores na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. No ano passado, eles levaram para casa uma safra de 220 toneladas. A pesca é realizada com tantos cuidados com o meio ambiente que mereceu prêmio internacional e foi apresentada como exemplo ao Comitê Nacional de Zonas Úmidas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

A Reserva Mamirauá localiza-se em uma área de várzea na confluência dos rios Solimões e Japurá, faz parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e é uma das 11 zonas úmidas brasileiras consideradas de importância internacional, chamadas de Sítios Ramsar.

A metodologia e resultados da pesca do pirarucu foi apresentada como parte da política promovida pelo Ministério do Meio Ambiente para a articulação dos profissionais que trabalham em cada um dos sítios. Em dezembro, eles participaram de um intercâmbio nacional, em que viajaram de uma região a outra, para ampliação do conhecimento sobre estratégias de conservação utilizadas em diferentes biomas do País.

"Os sítios começaram a se articular cada vez mais, a trocar experiências, a fazer valer a importância do título internacional como instrumento de preservação e de desenvolvimento", afirma Raoni Japiassu, do ICMBio, que representou o chefe dos 11 Ramsar (Fernando Tizianel) na oitava reunião ordinária do comitê coordenado pelo MMA, realizada em Brasília, na sexta-feira (15/4).

Um dos principais focos da pauta desse encontro foi a aprovação de uma minuta para a criação de uma comissão técnica que vai tratar de manguezais, que estão entre as principais zonas úmidas do Brasil.

"Esses tipos de áreas protegidas servem para beneficiar as populações que nelas vivem e manter o ecossistema em equilíbrio", observou a diretora de Áreas Protegidas, do MMA, Ana Paula Prates, que coordenou o encontro.

A exposição pelo sucesso da pesca do pirarucu foi feita pela bióloga Ellen Amaral, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), responsável pela atividade junto aos pescadores há 12 anos. Ela conta que nesse período eles passaram de 42 para 922 profissionais, e hoje cada um têm renda de aproximadamente R$ 1.000 a cada safra anual, que vai de setembro a novembro.

Apesar do grande crescimento do número de pescadores, o manejo dos criadouros naturais garante a reprodução dos peixes. São capturados apenas 20 a 30% dos adultos, com tamanho mínimo de 1,5 metro, que atingem com cerca de 4 a 5 anos de idade. As regras foram adotadas depois de organizada a co-gestão entre a comunidade que vive na reserva e os profissionais do Instituto Mamirauá.

O trabalho mereceu o primeiro lugar na Premiação Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas, em solenidade no México, em fevereiro. A Convenção Ramsar foi ratificada pelo Brasil em 1996 e foi assinada por 160 Países, em um total de 1912 áreas úmidas no mundo.

Por Cristina Ávila
Fonte: Blog Os Candangos


Notícias relacionadas:
http://cardumebrasil.blogspot.com/2010/08/amazonas-manejo-pesqueiro-da-resultado.html

Pirarucu




por Thiago TH

AM - Pescadores de Mamirauá conquistam fábrica e reajuste do quilo do pirarucu manejado


O preço do quilo do pirarucu manejado por pescadores da Colônia de Pescadores de Maraã, nas Reservas Extrativistas de Mamirauá e Anamã, teve um aumento de quase 19%.

O valor foi negociado durante o Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá, realizado no município de Tefé, com o objetivo de estimular comerciantes a negociarem diretamente com pescadores de peixe manejado nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã.

O presidente da Colônia de Pescadores de Maraã, Luiz Gonzaga de Matos, avaliou positivamente os resultados do encontro.

“A rodada foi excelente, pois nós passamos a vender o preço do pescado de R$4,65 para R$5,50”, disse o presidente da Colônia de Pescadores de Maraã, Luiz Gonzaga de Matos.

O aumento do preço do pescado deve-se à inauguração da Agroindústria de Maraã que o Governo do Estado do Amazonas está construindo naquele município, em parceria com uma instituição que financia projetos científicos.

A fábrica deve ser inaugurada dia 25 de agosto e seu principal objetivo é aumentar a renda dos produtores.

A proposta também inclui a divisão dos lucros entre os pescadores que venderem pirarucu manejado à fábrica.

A sistema de manejo de Maraã, gerido pela Colônia dos Pecadores Z-32, que pesca nos Lagos Preto, Tigre e Itaúba, da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá deve ser vendido ao Governo do Estado, por meio da Agroindústria.

A partir de agora, os demais pescadores avaliam as propostas recebidas e decidem para quem vender o pirarucu manejado.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) já emitiu algumas autorizações para a pesca, que deve ocorrer entre setembro e novembro, porém houve algumas reduções nas cotas.

Uma reunião promovida pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas deve ocorrer na próxima terça-feira, dia 2, em Manaus, em local a ser definido.


sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Amazonas - Seca e baixa nos rios


Vinte e cinco cidades decretaram situação de emergência e a ajuda humanitária começa a chegar

A seca que atinge o Amazonas desde o início de agosto já prejudicou cerca de 40 mil famílias. Segundo o governo estadual, dos 62 municípios amazonenses, 25 decretaram situação de emergência. Na última sexta-feira (8), a Defesa Civil reconheceu a situação de emergência em 21 deles.

Segundo Saturnino, o município (localizado no sudoeste do estado) aguarda para a tarde desta segunda-feira (11) a entrega, pela Defesa Civil do estado, de cestas básicas, filtros para água e medicamentos. Muitas pessoas estão sofrendo com problemas intestinais provocados pela má qualidade da água.

A geógrafa e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), Ane Alencar, disse que a seca que atinge o Amazonas é uma condição climática extraordinária decorrente do fenômeno El Niño (aquecimento das águas do Oceano Pacífico), que ocorreu nos últimos meses de 2009 e deixou reflexos em 2010. “O El Niño de 2009 foi o pior das últimas três décadas e trouxe como consequência as fortes chuvas no Sul e a seca no Norte do país. Sempre quando ocorre um El Niño muito forte existem impactos no ano seguinte”.

Segundo Ane Alencar, a forte estiagem se deu em função também da maior frequência das secas no estado. “Desde 2000, as secas têm sido mais frequentes e mais intensas e a floresta não tem tido tempo de se recuperar”, disse. A temporada de chuvas na Amazônia, de acordo com a pesquisadora do Ipam, deve começar no fim de novembro.

Fonte: Hoje em dia (R7)

Em Tefé (AM), barco encalhou em banco de areia. Foto: Rodrigo Baleia/ Divulgação

Nível do Rio Solimões bate recorde histórico registrado em 1982

O nível de água no Rio Solimões atingiu baixa recorde. Dados do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) para a estação de Tabatinga (AM), na entrada do rio no país, indicam que o Solimões registrou a marca de 86 centímetros negativos nesta segunda-feira (11) na régua instalada no local.

O nível é o menor observado na estação desde 1982, quando começaram as medições. Em setembro, a taxa também bateu recorde histórico, com nível negativo de 32 cm. Antes disso, o nível mais baixo havia sido observado em 2005, quando a Amazônia enfrentou uma das piores secas de sua história.

De acordo com o gerente de hidrologia do CPRM, Daniel Oliveira, o nível do Rio Solimões próximo a Tabatinga voltou a subir nesta terça-feira (12) e as réguas na estação estão em 70 cm negativos nesta quinta-feira (14).

"Os rios na margem direita do Solimões, como o Purus e o Javari, também são influenciados pela seca", diz ele. Segundo Oliveira, o Purus é o que apresenta nível mais baixo entre eles - o rio registrou a marca de 4,16 m nesta quinta-feira na estação de Boca do Acre (AM), 67 cm acima da mínima histórica, observada em 1998.

Seca

O reflexo da seca atinge cidades abastecidas pelo Solimões ou afluentes, como Uarini (AM). "O rio secou inteiro diante do município. Do alto, você consegue ver que ele foi bem atingido", diz o fotógrafo Rodrigo Baleia, que percorre a região amazônica em busca de imagens há cerca de 10 anos.

No fim de setembro, ele sobrevoou áreas banhadas pelo Solimões, Juruá, Purus e Negro para fotografar os efeitos da seca na Amazônia. "Quero focar mais na vida que existe na floresta depois de passar anos registrando áreas de destruição no Pará e em Mato Grosso", diz ele, que clicou um barco encalhado em um grande banco de areia formado pela seca perto da cidade de Tefé (AM).

Rio Negro 

As réguas do CPRM no Rio Negro perto de Manaus indicam nível de 15,31 cm nesta quinta-feira. A taxa está próxima da mínima histórica, de 13,64 cm, observada em 1963.

"O nível de água no Negro continua baixando. A última vazante grande assim aconteceu em 2005, quando o nível chegou a 14,75 cm", diz Oliveira. De acordo com ele, a taxa detectada agora para o Rio Negro representa a 12ª maior vazante na série histórica da estação de Manaus, feita desde 1902.

Fonte: Portal Amazônia

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Amazonas - Uma amazônia sem peixe

Abaixo postagem do craque Pedro Martinelli em seu blog.
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Quanto mais se sobe o rio Negro no rumo da Colômbia menos peixe. Os índios da Cabeça do Cachorro, que habitam os principais afluentes do Rio Negro como rio Içana e Rio Tiquié fazem malabarismos para conseguir o peixe de cada dia. Comem mais frango do que peixe. Não se sabe extamente o que acontece. Cachoeiras enormes com desníveis imensos impedem a subida para a desova, acidez da água, falta de lagos e, claro, crescimento da população estão entre as principais causas. O caiá da foto acima é uma armadilha feita de esteira de palha que é colocada no pé da queda da cachoeira para aparar as piabinhas que rodam sem controle corredeira abaixo. A coleta é a conta certa para fazer a quinhampira do dia. Um cozido com muita pimenta de diversos tipos engrossado com beiju.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Tambaqui: 44kg - 1,15 metros



Um pescador de uma comunidade ribeirinha de Maraã, no norte do Amazonas, capturou um peixe tambaqui gigante: 1,15 m de comprimento e 44 kg --normalmente a espécie tem entre 15 e 25 kg.

Devido ao tamanho do exemplar, a prefeitura da cidade doou o tambaqui ao Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).

O tambaqui (Colossoma macropomum) é um peixe nobre da bacia amazônica. Segundo maior peixe de escamas do Brasil --só perde para o pirarucu--, se alimenta de frutos, folhas e caules. Sua pesca é controlada, mas a espécie não está em extinção.

A doutora em ecologia Sidinéia Amadio, que trabalha no Inpa há 28 anos, disse que nunca tinha visto um tambaqui de 44 kg. "Pelos registros que nós temos no Inpa, esse é o maior, é uma raridade", disse.

Pelo tamanho do peixe, a pesquisadora acredita que o tambaqui gigante tenha entre 12 e 15 anos de idade. "Ele deu muita sorte de não ter sido pescado antes", afirmou.

Amadio afirmou que o peixe será preservado com formol para fins de pesquisas educacionais. Em no máximo três meses, o público poderá ver o tambaqui gigante na exposição da coleção de peixes do Inpa.

PESCADOR

A reportagem não localizou Nilton Firmino, 40, que pescou o tambaqui. Ele mora em uma comunidade isolada do rio Auti-Paraná (630 km de Manaus). Ele vendeu o tambaqui na feira da cidade por R$ 600 ao comerciante João Kennedy Mesquita.

O comerciante disse à reportagem, por telefone, que Firmino pescou o tambaqui no final de julho, no lago Anarucu, que deságua no rio Auti-Paraná, subafluente do Japurá, região de Solimões.

"Ele [Firmino] viu um bicho se debatendo e não conseguiu puxar [o peixe] com o anzol. Foi em casa e pegou um arpão, pensando que era um peixe-boi. Quando tirou da água viu que era um tambaqui", afirmou Mesquita.

O comerciante disse que vendeu o tambaqui ao prefeito de Maraã, por R$ 1.000. O prefeito fretou um avião para transportar o animal para o Inpa, em Manaus, em seis horas de viagem. "É uma coisa inédita, que não podia ser consumida para o bem da ciência", disse.


Fonte: BOL Notícias 



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Amazonas - Manejo pesqueiro dá resultado


Abaixo vídeo veiculado ontem que mostra os resultados do manejo sustentável realizado em Mamirauá com o ordenamento da pesca do gigante dos rios.

Cenário diferente do costeiro, mas que serve de exemplo para as demais pescarias na terra (rios, lagos e várzeas) ou no mar.

Ao lado o link com maiores informações: Mamiraua


Pegar pirarucu, sem rede exige paciência e muita habilidade. O pescador rema com um braço e com o outro segura o arpão. Durante três semanas por ano, cada um pega até seis pirarucus por dia. O mais difícil é adivinhar onde o peixe vai aparecer.

O pirarucu está ameaçado de extinção. A pesca é proibida em todo estado do Amazonas e liberada apenas nas reservas de Mamirauá e Amanã. Parece uma contradição. Mas desde 1999, quando a pesca controlada teve início, aumentou e muito a quantidade de pirarucus na região.

Os ribeirinhos sentem a diferença. Só tem muito porque os 900 pescadores que vivem na reserva viraram fiscais. Durante três anos, ninguém apanhou pirarucu. Ainda hoje, eles impedem a entrada de qualquer barco de fora.

Na reserva inteira os pescadores apanharam mais de 5.200 mil pirarucus, em 2008. Para receber o lacre, que garante a procedência, o bicho tem que ter pelo menos um metro e meio. Juntos, os ribeirinhos ganharam cerca de R$ 1 milhão e aprenderam que preservar é um bom negócio.

“Agora estamos vendo a fartura, depois de muitos anos. Todo dia a gente ver fartura. É uma festa...Dos pescadores né?, o manejo assim”, dia o pescador Hélio Frasão dos Santos.

Fonte: G1, Instituto Mamirauá

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