Mostrando postagens com marcador Tartaruga. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tartaruga. Mostrar todas as postagens

sábado, 12 de março de 2016

Ubatuba: Projeto Garoupa promove evento de lançamentos



O Projeto Garoupa em pouco mais de dois anos de história percorreu muitos municípios da costa litorânea nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo. Comunidades tradicionais, institutos, escolas, centros culturais e diversos outros locais são sedes para que a equipe Garoupa desenvolva ações em cada uma das cidades percorridas. Pesquisa, oficinas, vídeos, imagens e muitas histórias da beira mar estão registradas nesse trajeto.

Como continuidade a suas propostas de trabalhos, o Projeto Garoupa irá promover em Ubatuba, em parceria com o Projeto Tamar e a FundArt o “Projeto Garoupa Convida” no dia 19 de março , as 19h30. O evento irá reunir uma série de atividades que marcam a história do projeto numa noite de cinema, lançamento de livros, música e muito mais.

O filme “Ubatuba, mar de memórias”, produto audiovisual de oficinas que aconteceram no segundo semestre de 2015 e o vídeo institucional do projeto fazem parte da programação. Além disso, o livro “Mar, doce lugar”, obra que contém o registro escrito e fotográfico das experiências do projeto durante seus anos de atuação será entregue aos parceiros locais.

Na ocasião, haverá também uma sessão de autógrafos com o escritor caiçara Domingos Fábio que lançou recentemente a obra “Coração a Bombordo”. As atrações musicais confirmadas são: Coral Xondaro Mirim Mborai da Aldeia Guarani de Ubatuba e o Grupo do Fandango Caiçara.

Saiba mais sobre o projeto:

O Projeto Garoupa está dividido nas áreas de pesquisa, extensão e educação com ações na região dos Lagos (Armação dos Búzios, Cabo Frio e Arraial do Cabo), passando pela costa verde (Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty) ambas no estado do Rio de Janeiro,extendendo as atividades também no litoral norte de São Paulo ( Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela). Continuem nesta jornada junto conosco.


terça-feira, 17 de abril de 2012

A triste fraude do projeto Tamar


Por Lúcio Lambranho*, para a Papel Social.

O Projeto Tamar tem dois braços principais. O braço administrativo é controlado pela Fundação Pró-Tamar, organização não governamental que tem como principal função captar recursos e garantir a sustentação econômica do projeto.

O braço científico é controlado pelo Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas, vinculado ao Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente.

A parte científica do projeto é reconhecida internacionalmente como uma bem sucedida experiência de conservação marinha. Envolve comunidades costeiras em diversos pontos do país. Nesse aspecto, o Tamar ajudou a formar consciência ambiental e salvar espécies ameaçadas. Esse papel é inquestionável.

Improbidade

A Fundação Pró-Tamar, que cuida da parte administrativa, foi a que cometeu as irregularidades que levaram a Advocacia Geral da União (AGU) a pedir o bloqueio de bens, o cancelamento do certificado de filantropia e a condenação da entidade por improbidade administrativa.

A ação tem como base as conversas telefônicas gravadas e documentos apreendidos na Operação Fariseu, investigação iniciada ainda em 2005 por Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.

Este jornalista tenta, insistentemente, ouvir a Fundação Pró-Tamar desde o final de 2011. Até o momento, ela não quis se manifestar sobre as irregularidades detectadas pelos órgãos governamentais de fiscalização.

Foi justamente sobre o lucro das atividades comerciais da Fundação Pró-Tamar que a Receita Federal encaminhou um recurso administrativo ao Ministério da Previdência Social para pedir o cancelamento do ato que concedeu o certificado de assistência social ao Projeto Tamar. O documento, ao qual a reportagem teve acesso em primeira mão, foi protocolado no dia 14 de dezembro de 2007 e é assinado pela auditora fiscal Eunice Ramos Viçoso Silva.

A série de ilegalidades descritas nas 32 páginas do documento é resumida desta maneira pela fiscal: “Como o objetivo social da instituição não é prestar benemerência na área de assistência social, sendo uma prestadora de serviços com foco principal voltado para a salvação das tartarugas marinhas, não pode gozar da imunidade, eis que não é, por natureza, entidade beneficente de assistência social, mesmo que alguma coisa de útil faça – e certamente o fez”.

Leia a integra da repostagem:

Parte 01

Parte 02

* Lúcio Lambranho é jornalista. Foi repórter no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil. Recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog por reportagens sobre trabalho escravo publicadas no site Congresso em Foco. No mesmo portal, foi um dos responsáveis pelas reportagens sobre a farra das passagens aéreas, série jornalística vencedora do Prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo e do Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2009.

Fonte: Papel Social

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ICCAT (2007-2011)


Abaixo relato do Prof° Fábio Hazin, que presidiu o ICCAT entre 2007 a 2011, e sua análise sobre os avanços neste período.

 
Uma breve análise dos avanços alcançados pela ICCAT, durante os 4 anos em que o Brasil esteve à frente da Presidência da Comissão, entre 2007 e 2011

Quando o Brasil assumiu a Presidência da ICCAT, em novembro de 2007, a Comissão enfrentava uma das piores crises de governabilidade da sua história, particularmente em razão da situação crítica em que se encontrava o estoque do atum azul do Atlântico Leste e Mar Mediterrâneo, com um elevado risco inclusive de colapso iminente do mesmo.

Em 2007, apesar do SCRS (Standing Committee on Research and Statistics/ Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística) haver recomendado uma captura total de, no máximo, 15,000 t, a Comissão manteve uma Captura Máxima Permitida para aquele ano igual a 29,500 t, portanto, praticamente o dobro do limite recomendado pelo Comitê Científico, sendo que em razão da falta de medidas adequadas de controle e monitoramento, as capturas reais realizadas em 2007 foram estimadas pelo SCRS em torno de 60.000 t, quatro vezes o limite recomendado. A partir de 2008, porém, mas particularmente de 2009 em diante, essa situação começou a se reverter, em razão da adoção de várias medidas de ordenamento e controle, com vistas a assegurar uma limitação das capturas em plena conformidade com a recomendação científica. Em 2010, as capturas estimadas pelo SCRS se situaram em torno de 11.300 t, portanto abaixo da Captura Máxima Permitida, igual a 13.500 t. Para 2011, a ICCAT adotou um nível de captura ainda mais baixo, igual a 12.900 t, inferior, portanto, do valor de 13.500 t proposto pelo SCRS. Atualmente, a pesca de atum azul é uma das atividades pesqueiras mais controladas em todo mundo, incluindo a obrigatoriedade de observadores independentes a bordo, monitoramento por satélite e controle das capturas e comercialização por meio eletrônico. Segundo o SCRS o risco de colapso do estoque encontra-se afastado, devendo o mesmo se encontrar plenamente recuperado em 2022, daqui a 10 anos. Os avanços alcançados pela Comissão na sua última reunião realizada em Istanbul, em novembro último podem ser encontrados em:

http://www.iccat.int/Documents/Meetings/COMM2011/PRESS-REL2011_ENG.pdf .

É importante destacar, também, que as capturas máximas permitidas para todos os outros estoques ordenados pela Comissão situam-se hoje em plena conformidade com os níveis recomendados pelo SCRS. Uma outra medida importante aprovada na última reunião foi a proibição de pesca de espécies para as quais os países não aportem dados (no data, no fishing; Rec. 11-15). Além disso, a partir de 2012, a Comissão deverá iniciar finalmente o processo de reforma de sua convenção para, entre outras questões, substituir o conceito de Rendimento Máximo Sustentável como objetivo (alvo) do processo de gestão, para limite máximo, no intuito de reduzir o risco de sobrepesca dos estoques administrados pela mesma.

Em relação à fauna acompanhante, segue, abaixo, um breve resumo dos acontecimentos relacionados à conservação de tubarões, aves marinhas e tartarugas, registrados no âmbito da ICCAT, durante a presidência brasileira, entre novembro de 2007 e novembro de 2011, destacando o que existia antes (até 2007) e depois da presidência brasileira (entre 2007 e 2011). Embora ainda haja, certamente, a necessidade urgente de avanços adicionais, parece claro que a ICCAT indubitavelmente alcançou nesses últimos quatro anos um progresso sem precedentes na conservação das espécies integrantes da fauna acompanhante e capturas incidentais, estabelecendo um exemplo importante a ser seguido por outras Organizações Regionais de Ordenamento Pesqueiro, voltadas à pesca de atuns em todo mundo.

Cabe ressalvar que os avanços alcançados pela ICCAT nos últimos 4 anos no ordenamento da pesca de grande peixes pelágicos no Atlântico e Mar Mediterrâneo, longe de representarem a solução dos problemas de gestão enfrentados pela Comissão, ao contrário, marcam apenas o início de uma mudança de paradigma fundamental e urgente para se assegurar a sustentabilidade dos recursos pesqueiros sob sua responsabilidade.

Muito mais resta ainda evidentemente por ser feito, principalmente em relação ao monitoramento e cumprimento das medidas adotadas. Tais avanços mostram, porém, que, desde que haja compromisso e vontade política, a comunidade internacional é, sim, capaz de trabalhar coletivamente em prol da sustentabilidade ambiental e do bem comum. Não deixam de ser notícias alvissareiras nesses tempos escassos de boas novas, particularmente em relação à real capacidade dos governos de colocarem os interesses da humanidade à frente dos seus próprios, nos processos de negociação a que estamos obrigados a enfrentar se quisermos coabitar pacificamente neste planeta.

Medidas adotadas pela ICCAT em relação à fauna acompanhante:

Tubarões:

Até 2007:
- Proibição do finning (2004; Rec. 04-10);

Entre 2007 e 2011:

- Proibição de embarque, manutenção a bordo e comercialização do tubarão raposa (Alopias superciliosus) (2009; Rec. 09-07);

- Proibição de embarque, manutenção a bordo e comercialização do tubarão mako (Isurus oxyrinchus), para os países que não aportarem dados de captura (2010; Rec. 10-06);

- Proibição de embarque, manutenção a bordo e comercialização do tubarão galha-branca oceânico (Carcharhinus longimanus) (2010; Rec. 10-07);

- Proibição de embarque, manutenção a bordo e comercialização de todos os tubarões martelo (Sphyrna spp., com exceção do S. tiburo) (2010; Rec. 10-08) (exceto para consumo local, por países em desenvolvimento, ficando no entanto, proibido o comércio internacional, inteiro ou em partes, incluindo as barbatanas);

- Proibição de embarque, manutenção a bordo e comercialização dos tubarões lombo-preto (Carcharhinus falciformis) (2011; Rec. 11-08) (exceto para consumo local, por países em desenvolvimento, ficando, no entanto, proibido o comércio internacional inteiro ou em partes, incluindo as barbatanas);


Histórico das medidas adotadas para a proteção dos tubarões:

- 2004: o SCRS realiza a primeira avaliação de estoque dos tubarões azul e mako, com intensa participação brasileira;

- 2006: por iniciativa brasileira, a ICCAT cria um grupo específico para os tubarões, no Comitê Permanente de Pesquisa e Estatística. O Brasil assume a presidência do mesmo;

- 2007: por iniciativa brasileira, a ICCAT resolve realizar uma análise de risco ecológico de outras 10 espécies de elasmobrânquios cujos estoques, diferentemente do tubarão azul e mako, não podem ser avaliados por falta de dados;

- 2008: o SCRS realiza a segunda avaliação de estoque dos tubarões azul e mako, novamente com forte participação brasileira, e a avaliação de risco ecológico (ERA) que permite hierarquizar as espécies por grau de risco. O tubarão raposa é identificado como a espécie sujeita ao maior grau de risco;

- 2008: o Brasil, juntamente com a União Européia, propõe a liberação obrigatória do tubarão raposa, mas a proposta é derrotada;

- 2009: por iniciativa brasileira, o SCRS apresenta uma recomendação específica para a proteção do tubarão raposa;

- 2009: o Brasil novamente propõe a obrigatoriedade de liberação do tubarão raposa e, em razão da recomendação do SCRS, dessa vez a proposta é aprovada;

- 2009: a avaliação de risco ecológico é revisada com base em novos dados, alterando-se a ordem das espécies com maior grau de risco. O tubarão lombo-preto assume a primeira posição;

- 2009: Brasil, Belize e EUA propõem a obrigatoriedade de desembarque dos tubarões com as barbatanas aderidas ao corpo, mas a proposta é derrotada;

- 2010: com base no ERA, a ICCAT adota medidas de proteção para os tubarões mako (Isurus oxyrinchus) (por iniciativa do Brasil, EUA e UE), galha-branca oceânico (Carcharhinus longimanus) (por iniciativa do Brasil, Japão e UE) e martelo (Sphyrna spp.) (por iniciativa do Brasil);

- 2010: Brasil, Belize e EUA propõem de novo a obrigatoriedade de desembarque dos tubarões com as barbatanas aderidas ao corpo, mas a proposta é novamente derrotada;

- 2011: por iniciativa brasileira, o SCRS apresenta uma recomendação específica para a proteção do tubarão lombo-preto, em razão dos novos dados do ERA;

- 2011: o Brasil, juntamente com a UE, propõe a liberação obrigatória do tubarão lombo-preto e a proposta é aprovada (com exceção de tubarões capturados para o consumo local, por países em desenvolvimento, sendo, no entanto, proibido o seu comércio internacional);

- 2010: Brasil, Belize e EUA propõem, pelo terceiro ano consecutivo, a obrigatoriedade de desembarque dos tubarões com as barbatanas aderidas ao corpo, mas a proposta é mais uma vez derrotada;


Aves marinhas:

Até 2007: Nada

De 2007 a 2011:

- Uso mandatório de tori-lines ou largada noturna, ao sul de 20oS (90% das capturas incidentais) (2007; Rec. 07-07);

- Uso mandatório de, no mínimo, duas medidas mitigadoras simultâneas (tori-lines + largada noturna + chumbamento da linha secundária), ao sul de 25oS (2011; Rec. 11-09), permanecendo em vigor a medida anterior;


Tartarugas marinhas:

Até 2007: Nada

De 2007 a 2011:

- Uso mandatório de equipamentos a bordo para retirada de anzóis de tartarugas capturadas e submissão mandatória de dados de captura (2010; Rec. 10-09).

Fonte: Fábio Hazin







sábado, 9 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Parte 02 - East Cape x North West Cape

DIA 2 - 14/02/2011 – East Cape

A barraca realmente é pequena ( a minha que era maior, ficou no Brasil em nome do menor peso e espaço ocupado na canoa), mas cabe perfeitamente 2 marmanjos, em posição de múmia, cada um em seu saco de dormir, devidamente embalsamado. Dormi cedo e muito bem, sem sentir frio nem calor.

Saí da barraca, já com o sol nascido, e muito curioso para saber como estava tudo. A noite havia acordado subitamente algumas vezes para saber se os quatis (racoons) ou ratos estavam nos visitando, mas não cheguei em momento algum de fato a escutá-los. Pelo menos os barulhos que escutava creditava ao mar, ondas, vento e sequer me dei ao trabalho de me desempacotar e sair da barraca para averiguar.

Logo cedo, mas já com o sol acima do horizonte, saí da barraca e vi várias pegadas de racoon sob os nossos containers, que graças a suas presilhas que travam as tampas, continuavam intactos. O mesmo não ocorreu com o lixo que havíamos pendurado em um alto galho enterrado nem nos talheres, pratos e panelas enterradas na areia.

Foto: Pegadas de racoons que desenterraram os talheres e lixo de nosso acampamento.

Tudo fora da barraca além do “confere” do quati está tudo muito úmido, coisa que o sol em menos de 2 horas dará conta de secar, tempo enquanto preparamos o café e preparamos a canoa com todas as nossas tralhas pra encarar o segundo dia de mar, rumo ao nosso segundo ponto: NorthWest Cape a cerca de 9 milhas daqui.


Foto: Tudo pronto, partiu?

LEMBRANÇAS DO DIA 02 – 14/02/11 - EAST CAPE X NWCAPE

Acordamos em East Cape não muito cedo (9h), demoramos 3h para desfazer o acampamanento, arrumar tudo e tomarmos o café e às 12:10 saímos a NWCape. Antes nosso lixo conseguimos deixar com um grupo que estavam acampados a duas centenas de metros de nosso acampamento, onde dois casais e filhos  voltariam hoje a civilização com suas lanchas motorizadas e nos fizeram esta gentileza, reduzindo em 1kg nossa carga pro resto da viagem.


Foto: Pelicano e Middle Cape a vista!

Após 1:10 h de remada já estávamos em Middle Cape e no caminho acordamos uma tartaruga cabeçuda que estava boiada dormindo tranqüila. Depois de alguns segundos de muitas fotos e a canoa quase encostada nela, ela se tocou que tinha companhia, levando um susto e mergulhando verticalmente para nunca mais.


Foto: Sorria Caretta caretta!

A remada foi tranqüila com ventos e corrente a favor. Ficamos um tempo em Middle Cape, passeando por sua praia, vendo a vegetação, conchas e fauna local, mas nem chegamos a almoçar, pois o café da manhã ainda estava mantendo a disposição da tripulação e não esperávamos que faríamos tão rápido este trecho que a fome não chegou ainda.


Foto: Middle Cape

Voltamos a remar e de Middle Cape até o canal foi incrível, com vento, corrente forte e ondas a nosso favor, não tivemos nenhum trabalho em remar, apenas controlar a direção da canoa e em 25minutos já estávamos em um belíssimo banco de areia próximo  asaída do canal onde ficamos mais de 1 hora apreciando o local, sua água rasa, conchas e pássaros. 



 Foto: Parada mágica no Banco de Areia


Dali até NWCape mais 1:20h de remada um pouco mais complicada, contra as ondas e vento, mas nada demais, porém que serviu para ficarmos espertos e pensar no que pode estar por vir e a remada de amanhã terá um percurso maior.


Chegando em NWCape fomos recepcionados por uma mulher que sozinha estava acampada junto a sua canoa a vela. A praia de NW Cape é linda e enorme. Chegamos bem antes do pôr-do-sol e ficamos de espectador, felizes e de moral alta vendo um grupo de golfinhos cruzando a extensão da praia, com alguns saltos junto ao sol que cada vez se aproximava do horizonte. Enquanto isso era o segundo dia de banho com água do mar, roupas secas e montagem de acampamento.



A praia tinha muita madeira seca. Aproveitamos e fizemos uma grande fogueira e um churrasco com milho e batata, além em claro da carne e lingüiças que restaram de ontem. Comemos e bebemos muito! Noite clara, ficamos acordados até tarde aproveitando a noite e temperatura agradável e antes de dormir preparamos tudo, com mais experiência, para que o quati não levasse nada, pois ao chegarmos a tarde na praia o que mais vimos além de madeiras eram pegadas deste nosso amigo invisível.


Foto: Fogueira enquanto podemos

No meio da noite acordei para checar tudo e tentar enfim conhecer este nosso discreto amigo e nada dele aparecer. Mas valeu interromper o sono pois tive o privilégio de acompanhar um pôr-da-lua incrível e na sequencia uma noite super escura onde a quantidade de estrelas era inimaginável.


Foto: Golfinhos saindo da enseada em NW Cape

Acordei bem cedo, sem vento algum, mar parecendo uma piscina e o grupo de golfinhos retornando em sentido contrário ao visto no final de tarde, saindo da enseada e buscando o Norte, mesmo rumo que o nosso!


As postagens mais populares da última semana: