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domingo, 5 de maio de 2013

Carp (1777)

Por Tsukioka Settei (1710-1787)

No Japão, todos os anos no dia 5 de maio é comemorado o dia dos meninos. A data é comemorada com a população hasteando flâmulas e birutas representando carpas (koinobori) que simbolizam aguerrimento, tenacidade e obstinação, características essas que os pais apreciariam ver incorporadas em seus filhos.

Como koi (a palavra japonesa para carpa) também significa amor, a carpa é um dos emblemas da boa sorte e duas carpas representam a felicidade conjugal.

A carpa é também conhecido por sua perseverança em superar obstáculos, e por isso é frequentemente retratado lutando o seu caminho até a cachoeira.

Fonte: CCJAC e Wikipedia

quinta-feira, 15 de março de 2012

Comissão de Minas e Energia aprova incentivo para criação de peixes exóticos


A Comissão de Minas e Energia aprovou na quarta-feira (14) o Projeto de Lei 5989/09, do deputado Nelson Meurer (PP-PR), que incentiva a criação de espécies exóticas de peixe em tanques-rede, equiparando-as aos peixes nativos. O texto altera a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca (Lei 11.959/09).

O relator, deputado Simão Sessim (PP-RJ), apresentou emenda para que os ministérios da Pesca e Aquicultura; e do Meio Ambiente determinem as espécies exóticas às quais a proposta de equiparação se aplicará. O projeto original citava as espécies que teriam sua criação incentivada: tilápia-do-nilo; carpa húngara ou comum; carpa prateada; carpa capim; e carpa cabeça grande.

A equiparação busca afastar obstáculos normativos à produção das espécies exóticas, que enfrenta restrições em virtude dos riscos que podem causar ao meio ambiente.

Represas

A proposta obriga ainda o proprietário ou concessionário de represas a efetuar o repovoamento anual dos reservatórios hídricos com espécies de peixes nativas do local do empreendimento. “Os reservatórios artificiais deverão ter um papel relevante no desenvolvimento da aquicultura. Essa medida pode ser considerada uma compensação pelo alagamento de áreas férteis”, afirmou.

A comissão acatou também emenda de Sessim para que as regras e procedimentos de repovoamento sejam estabelecidos pelos ministérios da Pesca e Aquicultura; e do Meio Ambiente. O projeto original não definia qual órgão seria responsável por regulamentar a questão.

Organismos modificados

O relator retirou da proposta original a proibição da soltura de organismos aquáticos geneticamente modificados no meio natural. Na legislação em vigor, a vedação vale para quaisquer organismos alterados geneticamente.

Tramitação

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. A proposta já havia sido aprovada, em 2010, pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e, no ano passado, pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Fonte: Camara dos Deputados

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Estudo com peixes aponta que 'alienados' favorecem a democracia


Cientistas dos Estados Unidos descobriram que certos peixes de água doce são excelentes ratos de laboratório para pesquisar o poder surpreendente dos "desinformados" na tomada de decisões grupais, o que parece demonstrar que os ignorantes favorecem a democracia.

Graças a estes peixes, conhecidos como carpas douradas (Notemigonus crysoleucas), cientistas da Universidade da Princeton, em Nova Jersey, concluíram que os indivíduos aos quais não importa muito o resultado de uma situação dada podem diluir a influência de uma minoria poderosa que, de outra forma, seria dominante.

As conclusões de estudo, intitulado "Os indivíduos sem formação promovem o consenso democrático em grupos animais", foram publicadas na edição desta sexta-feira da revista Science.

A observação dos peixes permitiu provar que as pessoas apolíticas, quando pressionadas a tomar uma decisão, evitarão à da minoria, sem importar se o seu ponto de vista é ou não inteligente. "Os peixes proporcionam um sistema em pequena escala muito conveniente, onde mostram dinâmicas coletivas realmente fantásticas", afirmou o principal cientista que participou do estudo, Iain Couzin, do departamento de Ecologia e Biologia Animal de Princeton.

"São muito fáceis de treinar e desenvolvem fortes preferências", explicou o professor de origem escocesa, acrescentando que estes peixes são, ainda, "um bom modelo biológico de consenso na tomada de decisões".

A pesquisa

No laboratório de Princeton, um grupo de peixes foi treinado para associar a cor azul a um prêmio de comida. Outro grupo, menor, foi treinado para fazer o mesmo, mas com a cor amarela, que é o que as carpas douradas preferem a qualquer outra quando estão em seu hábitat natural.

Ao reunir os dois grupos, os cientistas descobriram que a minoria que era quem decidia para qual cor todo o cardume devia nadar para apanhar a recompensa. Segundo os cientistas isto ocorreu porque os "sentimentos" da minoria eram mais fortes do que os do restante do grupo. Se as preferências dos dois subgrupos tivessem a mesma carga emotiva, a decisão teria sido tomada pela maioria, explicaram.

Mas as coisas, então, mudaram quando alguns peixes não treinados, representando o que Couzin e sua equipe chamariam de grupo de "desinformados" do reino dos peixes, sem qualquer preferência por uma cor ou outra, foram inseridos no grupo. "À medida que adicionamos 'indivíduos desinformados' no processo, voltamos a dar o controle do grupo à maioria", disse Couzin durante entrevista coletiva.

"As pessoas desinformadas espontaneamente apoiam a opinião da maioria e reduzem, efetivamente, as diferenças de intransigência entre os dois subgrupos".

Resultados em humanos

Ao introduzir o resultado em modelos matemáticos e simulações por computador, os cientistas encontraram um paralelismo no comportamento humano, que mudou pressupostos comuns sobre o poder das minorias que se pronunciam abertamente. "Normalmente, supomos que um grupo muito obstinado e enérgico vai influenciar todo mundo", disse Donald Saari, da Universidade da Califórnia, citado em um comunicado de Princeton. "O que temos aqui é muito diferente", acrescentou. Em um contexto político, isto poderia explicar o porquê de um candidato linha-dura ou um partido extremista poderiam se sair bem nas primárias, fracassando quando os eleitores "desinformados" votarem em massa nas eleições gerais.

"Os indivíduos desinformados efetivamente impulsionam uma saída democrática", disse Couzin, embora tenha dito que há limites, como ficou evidente no aquário. "Ao adicionar 'indivívuos desinformados', eventualmente reina o 'ruído' (confusão)", disse. Nesse momento, informação de nenhum tipo se compartilha com eficácia e todo o grupo começa a tomar decisões ao acaso.

Fonte: Terra

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