Mostrando postagens com marcador Baías. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Baías. Mostrar todas as postagens
domingo, 26 de agosto de 2012
terça-feira, 23 de agosto de 2011
PR - Conflitos da Pesca Artesanal em Guaratuba
Imprensados entre a legislação ambiental em permanente mutação e os interesses da elite, os pescadores artesanais de Guaratuba correm o risco de perder uma das conquistas recentes: autorização para pescar em áreas da baía.
Fato histórico pouco conhecido pelas novas gerações de Guaratuba foi a expulsão das comunidades de pescadores que viviam na orla marítima que hoje é ocupada por mansões nos balneários de Brejatuba e Eliane. O mesmo aconteceu nas margens da baía, um espaço público que foi privatizado por casas de luxo.
O pescador Célio Manoel de Borba denuncia a nova ameça através de uma campanha para alterar a legislação que permite atividade artesanal em algumas áreas da baía de Guaratuba. “O pescador tem direito ao sustento e, mais do isto, merece respeito”, brada Célio, que não é de meias palavras.
Célio esteve duas vezes no Correio do Litoral.com. Primeiramente em junho para falar da ameaça aos pescadores e agora em agosto para confirmar que o risco para eles continua e para acrescentar que os pescadores e outras comunidades tradicionais não recebem apoio da prefeitura e ainda veem conquistas sendo ameaçadas. O Correio estava devendo uma reportagem há meses, portanto.
Célio vê risco na mudança de legislação criada no governo Requião, quando o secretário do Meio Ambiente era o atual deputado estadual Rasca Rodrigues (PV). Depois de aumentar as restrições em algumas áreas no interior da baía para pesca, Rasca ouviu pescadores esportivos e artesanais e voltou atrás.
Aliás deu passo adiante ao estabelecer critérios condizentes para a atividade pesqueira artesanal nas baías de Guaratuba, Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina e Laranjeiras. Em meados de 2009, estes locais ficaram de fora da distância mínima de 100 metros para a pesca de fundeio (rede fixa armada no fundo do mar) e de 50 metros para a pesca de caceio (rede é jogada e a maré vai levando), mantida para as demais ilhas da costa paranaense. Ou seja, a mudança possibilitou o trabalho do pescador artesanal que, do contrário, quase não teria onde trabalhar já que as margens das baías são extremamente recortadas e praticamente não haveria áreas fora destes limites.
Também como fruto da pressão dos pescadores artesanais, o governo anterior acabou liberando definitivamente a pesca da tainha nos meses de junho e julho em toda a Baía de Guaratuba.
Um campanha contra o suposto prejuízo que a pesca profissional estaria causando ao turismo dos pescadores esportivos ocupou páginas da imprensa local e ganhou expressão política na boca do vereador Natanael Correia de Araújo “Nato” (PTdoB), primeiro-secretário da Câmara Municipal de Guaratuba.
Nato chegou a procurar o novo secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Yurk, em Curitiba, para pedir que as portarias e resoluções do governo anterior fossem revogadas. Além de defender os donos de iates e lanchas e os recursos que estes turistas deixam na cidade, Nato chegou a dizer que a legislação que foi fruto de debate e acordo entre os pescadores esportivos e os artesanais, não passava de “eleitoreira”.
A campanha alega que o turismo da pesca esportiva está em extinção em Guaratuba, assim o peixe preferido por este público, o robalo. Os bons resultados do VIII Campeonato Sul Brasileiro de Pesca ao Robalo, realizado no dia 9 de julho, em Guaratuba, contrariaram os pessimistas, tanto na presença de competidores, quanto na quantidade de peixes capturados.
Proteção é necessária
Célio de Castro reconhece que a produtividade na pesca vem diminuindo ano a ano, mas assegura que não é a pesca artesanal da responsável por isto. “O pescador é o maior interessado em preservar a sua atividade”, afirma. Ele considera importante a existência de normas e leis que protejam a fauna aquática e todo meio ambiente, mas exige que as pessoas que mais vivem em contato com a natureza sejam levados em consideração. “Tanto o pescador, quando morador da área rural, precisa de alternativas econômicas para viver. Sustentabilidade é também dar condições para o ser humano viver dignamente”, diz Célio.
“O povo daqui tem de viver da suas próprias pernas e ainda tem que tentar se livrar das rasteiras”, desabafa.
Fato histórico pouco conhecido pelas novas gerações de Guaratuba foi a expulsão das comunidades de pescadores que viviam na orla marítima que hoje é ocupada por mansões nos balneários de Brejatuba e Eliane. O mesmo aconteceu nas margens da baía, um espaço público que foi privatizado por casas de luxo.
O pescador Célio Manoel de Borba denuncia a nova ameça através de uma campanha para alterar a legislação que permite atividade artesanal em algumas áreas da baía de Guaratuba. “O pescador tem direito ao sustento e, mais do isto, merece respeito”, brada Célio, que não é de meias palavras.
Célio esteve duas vezes no Correio do Litoral.com. Primeiramente em junho para falar da ameaça aos pescadores e agora em agosto para confirmar que o risco para eles continua e para acrescentar que os pescadores e outras comunidades tradicionais não recebem apoio da prefeitura e ainda veem conquistas sendo ameaçadas. O Correio estava devendo uma reportagem há meses, portanto.
Célio vê risco na mudança de legislação criada no governo Requião, quando o secretário do Meio Ambiente era o atual deputado estadual Rasca Rodrigues (PV). Depois de aumentar as restrições em algumas áreas no interior da baía para pesca, Rasca ouviu pescadores esportivos e artesanais e voltou atrás.
Aliás deu passo adiante ao estabelecer critérios condizentes para a atividade pesqueira artesanal nas baías de Guaratuba, Paranaguá, Guaraqueçaba, Antonina e Laranjeiras. Em meados de 2009, estes locais ficaram de fora da distância mínima de 100 metros para a pesca de fundeio (rede fixa armada no fundo do mar) e de 50 metros para a pesca de caceio (rede é jogada e a maré vai levando), mantida para as demais ilhas da costa paranaense. Ou seja, a mudança possibilitou o trabalho do pescador artesanal que, do contrário, quase não teria onde trabalhar já que as margens das baías são extremamente recortadas e praticamente não haveria áreas fora destes limites.
Também como fruto da pressão dos pescadores artesanais, o governo anterior acabou liberando definitivamente a pesca da tainha nos meses de junho e julho em toda a Baía de Guaratuba.
Um campanha contra o suposto prejuízo que a pesca profissional estaria causando ao turismo dos pescadores esportivos ocupou páginas da imprensa local e ganhou expressão política na boca do vereador Natanael Correia de Araújo “Nato” (PTdoB), primeiro-secretário da Câmara Municipal de Guaratuba.
Nato chegou a procurar o novo secretário estadual do Meio Ambiente, Jonel Yurk, em Curitiba, para pedir que as portarias e resoluções do governo anterior fossem revogadas. Além de defender os donos de iates e lanchas e os recursos que estes turistas deixam na cidade, Nato chegou a dizer que a legislação que foi fruto de debate e acordo entre os pescadores esportivos e os artesanais, não passava de “eleitoreira”.
A campanha alega que o turismo da pesca esportiva está em extinção em Guaratuba, assim o peixe preferido por este público, o robalo. Os bons resultados do VIII Campeonato Sul Brasileiro de Pesca ao Robalo, realizado no dia 9 de julho, em Guaratuba, contrariaram os pessimistas, tanto na presença de competidores, quanto na quantidade de peixes capturados.
Proteção é necessária
Célio de Castro reconhece que a produtividade na pesca vem diminuindo ano a ano, mas assegura que não é a pesca artesanal da responsável por isto. “O pescador é o maior interessado em preservar a sua atividade”, afirma. Ele considera importante a existência de normas e leis que protejam a fauna aquática e todo meio ambiente, mas exige que as pessoas que mais vivem em contato com a natureza sejam levados em consideração. “Tanto o pescador, quando morador da área rural, precisa de alternativas econômicas para viver. Sustentabilidade é também dar condições para o ser humano viver dignamente”, diz Célio.
“O povo daqui tem de viver da suas próprias pernas e ainda tem que tentar se livrar das rasteiras”, desabafa.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
Dois Brasileiros no Everglades: Parte 06 - Rodgers River Bay x Plate Creek
Dia 05: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/05/dois-brasileiros-no-everglades-parte-05.html
LEMBRANÇAS DO DIA 06 - 18/02/2011 - Rodgers River X Plate Creek
Hoje temos muitas baías para vencer: Rodgers River Bay, Lostman Bay, Onion Bay, Lostman 5 Bay, Third Bay, Mullet Bay até chegarmos a Plate Creek.
Antes de sair um Café com Doce de Leite e pão com manteiga "na chapa". Acabamos saindo tarde, curtindo o primeiro chickee de nossa viagem, o que não pode ser tão bom se levarmos em consideração que nosso dia será supostamente longo.
Poderíamos fazer o percusso por inúmeros caminhos possíveis por entre estas baías e suas ilhas. Preparamos o material de pesca e às 12:30 estávamos saíndo enfim. Seguimos nosso plano original ao mesmo tempo que nos escondiamos da influência do vendo Nordeste que soprava com força.
Foto: Mapa "Google Earth" salvador
Neste trajeto a possibilidade de se perder é realmente muito fácil. Ao cortarmos a primeira e mais longa das baías do dia em apenas 36 minutos vimos que não seria tão longo o dia de remada como prevíamos.
Foto: Scooby meu filho, cadê a entrada que estava aqui?
Mas ao longo da navegação a atenção tinha que ser redobrada para não entrar em caminho sem saída. E a remada foi segura e uma a uma as baías foram sendo vencidas. E enfim vimos um crocodilo de perto!
Os momentos de vento contra onde tinhamos que puxar mais a remada não foram muitos e não somaram mais que 1 hora de remo. mais uma vez temosm que agradecer a sorte por estarmos na maioria do tempo com as condições de vento, corrente e ondas a nosso favor e que continuem assim!
As baías estavam para peixe! O primeiro que fisgamos era um xaréu, depois outro muito pequeno que soltamos. A partir daí uma sequência de ubaranas que só a primeira e outras duas maiores ficaram no assoalho da canoa. Além destes mais 3 Seabass sendo que o menor foi solto.
A remada tava tão boa e a pescaria tão divertida que nos canais entre as baías (que apelidamos de "hot spots") davamos meia volta nestes canais, indo e voltando pra aumentar a quantidade de peixes capturados, onde só selecionávamos os maiores. Só não podíamos nos esquecer a direção certa pois a euforia era grande!
Ao chegarmos em Lostman 5, a última baía antes da nossa, aproveitamos para lá visitar o campingsite (Lostman 5) e ficamos felizes por termos optado em ficar em Plate Creek.
Passamos um tempinho ali, remamos mais um canal e demos de cara com nosso pico: Plate Creek Chickee! Fim da remada #6! Faltam 3 dias!
Na enorme palafita nos dividimos na tarefa de limpar os peixes e fazer o rango e montar acampamento.
Este trecho de baías estava bem movimentado, era sexta-feira e segunda seria feriado nacional, e vimos ao longo do dia muitas lanchas de pescadores amadores e algumas canoas e caiaques, que continuaram passando quando já estávamos em nossa palafita. Nisso passou duas canoas motorizadas que acenamos e vieram ao nosso encontro. Dois caras, uma mulher e cada um com seu galão de tequila! Que nos ofereceram e aceitamos de bom grado, animando nosso final de tarde que ainda teve contato via rádio com pessoas queridas no Brasil, só faltou falar com meu filho Juca.

Depois banho de balde, macarrão com pesto, peixe frito e claro uma garrafa de vinho.
No começo da noite um nascer da lua cheia em frente ao nosso deck para encerrar mais um dia incrível.
Foto: Enfim crocodilo
Os momentos de vento contra onde tinhamos que puxar mais a remada não foram muitos e não somaram mais que 1 hora de remo. mais uma vez temosm que agradecer a sorte por estarmos na maioria do tempo com as condições de vento, corrente e ondas a nosso favor e que continuem assim!
As baías estavam para peixe! O primeiro que fisgamos era um xaréu, depois outro muito pequeno que soltamos. A partir daí uma sequência de ubaranas que só a primeira e outras duas maiores ficaram no assoalho da canoa. Além destes mais 3 Seabass sendo que o menor foi solto.
Foto: Apurado do dia
A remada tava tão boa e a pescaria tão divertida que nos canais entre as baías (que apelidamos de "hot spots") davamos meia volta nestes canais, indo e voltando pra aumentar a quantidade de peixes capturados, onde só selecionávamos os maiores. Só não podíamos nos esquecer a direção certa pois a euforia era grande!
Ao chegarmos em Lostman 5, a última baía antes da nossa, aproveitamos para lá visitar o campingsite (Lostman 5) e ficamos felizes por termos optado em ficar em Plate Creek.
Fotos: Lostman 5 Campsite
Passamos um tempinho ali, remamos mais um canal e demos de cara com nosso pico: Plate Creek Chickee! Fim da remada #6! Faltam 3 dias!
Foto: Plate Creek Bay Chickee, lar doce lar!
Na enorme palafita nos dividimos na tarefa de limpar os peixes e fazer o rango e montar acampamento.
Este trecho de baías estava bem movimentado, era sexta-feira e segunda seria feriado nacional, e vimos ao longo do dia muitas lanchas de pescadores amadores e algumas canoas e caiaques, que continuaram passando quando já estávamos em nossa palafita. Nisso passou duas canoas motorizadas que acenamos e vieram ao nosso encontro. Dois caras, uma mulher e cada um com seu galão de tequila! Que nos ofereceram e aceitamos de bom grado, animando nosso final de tarde que ainda teve contato via rádio com pessoas queridas no Brasil, só faltou falar com meu filho Juca.

Foto: Tequila!
Depois banho de balde, macarrão com pesto, peixe frito e claro uma garrafa de vinho.
Foto: Rango!
No começo da noite um nascer da lua cheia em frente ao nosso deck para encerrar mais um dia incrível.
Foto: Nascer da lua cheia. Obrigado!
Assinar:
Postagens (Atom)
As postagens mais populares da última semana:
-
As fotos do "monstro do mar" estampam o novo quadro de informações na entrada da Colonia de Pescadores Z-03 de Macaé - RJ, um en...
-
Um peixe albino capturado por pescadores britânicos é levado ao Sea Life Aquarium, em Londres, para ser preservado e monitorado. A anomalia...
-
O livro “Caminhos Lagunares: Ecossistemas, pesca e desenvolvimento sustentável” foi lançado ontem, dia 3 de outubro de 2024, no LABCiencias...
-
Quem tem a versão física do livro Caminhos Lagunares (raridade!), terá em mãos uma bela obra mas que foram posteriormente detectadas alguns ...
-
Se é para a Marinha, Ministério da Defesa, Advocacia Geral da União e Juízes sem formação específica fazerem política ambiental, para que te...
-
“Pesca e sustentabilidade: passado, presente e futuro” nos ambientes e ecossistemas das lagoas estudadas pelo projeto Mecanismos Reguladore...
-
O TAC Frade abre Chamada de Projetos para geração de renda em comunidades pesqueiras do RJ. Propostas até 04 de julho de 2021. Acesse o edi...
-
Ao almoçar em Barra de Itabapoana (São Francisco de Itabapoana - RJ) na última sexta feira como faço uma vez por mês, a Dona Eugênia, que ...
-
Museu de esculturas submarinas ajudará a preservar corais no México O escultor Jason DeCaires Taylor está inaugurando um museu subaquát...










