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sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

O peixe que tem no prato pode ter sido pescado por um escravo

Antigamente, as preocupações ambientais – como a sobrepesca, a poluição e a pesca ilegal – dominavam as conversas sobre o marisco. Contudo, essa realidade mudou há algum tempo, com a divulgação de relatos sobre escravatura moderna a bordo dos barcos pesqueiros. Anos depois da polêmica, terão as condições de trabalho melhorado?
A resposta é não. Segundo um estudo de 2017 do Issara Institute e da International Justice Mission, sobre os pescadores cambojanos e birmaneses na Tailândia, entre 2011 e 2016, 76% dos trabalhadores migrantes foram mantidos em escravatura durante esse período e 38% foram traficados para trabalhar no setor.



O problema parece, agora, estar a alastrar-se também à Europa. Nos 20 maiores países pesqueiros, Espanha já aparece no grupo com maior risco de trabalho escravo.

Escravatura é uma prática social em que um ser humano assume direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, imposta por meio da força. Apesar de ter sido abolida em quase todo o mundo, continua a existir de forma legal no Sudão e ilegal em muitos países, sobretudo na África e na Ásia.

A mudança de paradigma sobre as questões do marisco intensificou-se em 2014, com a divulgação de relatórios (1,2), desenvolvidos por Organizações Não Governamentais (ONG’s) e pelos media.

Nesses relatórios, criados a partir de relatos de testemunhas e entrevistas com as vítimas, foi revelado que os frutos do mar que abasteciam algumas das cadeias de revendedores dos Estados Unidos (EUA) – como a Walmart, a Kroger e a Safeway -, eram capturados ou processados por trabalho forçado.

No entanto, apesar do aumento da consciencialização e dos esforços do governo da Tailândia – que é o quarto maior exportador de marisco do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) – para lidar com esta questão, as condições de trabalho mantêm-se.

Contudo, este país não é o único com trabalho forçado na sua indústria pesqueira, existindo relatos sobre abusos laborais a bordo de barcos americanos, britânicos, chineses, escoceses e taiwaneses.

Em fevereiro de 2018, o Guardian publicou um artigo onde revelava um alerta lançado por ativistas da conservação marinha sobre o risco de estar a ser utilizado trabalho escravo em barcos de pesca britânicos.

Segundo a Walk Free Foundation, os pescadores migrantes, principalmente da Birmânia, do Cambodja e de Laos, assim como tailandeses de zonas empobrecidas, são atraídos para situações de escravatura moderna através de ofertas de emprego aparentemente legítimas. Uma vez recrutados, são ameaçados de violência contra si ou contra membros da sua família, ficam aprisionados e têm os salários retidos.

Trabalho piscatório escravo pelo mundo

O Índice de Escravatura Global 2018, desenvolvido pela Walk Free Foundation, reitera a continuação do trabalho forçado ao nível da indústria pesqueira. Porém, apesar de a escravatura moderna na maior parte do mundo ser reconhecida, são poucas as estimativas confiáveis ​relativamente à sua ocorrência.

Para colmatar essa lacuna, a fundação, em conjunto com outras ONG’s, identificou uma série de fatores associados ao fenômeno. Tendo por base nessa análise, os responsáveis agruparam os 20 principais países pesqueiros consoante o seu grau de risco. Juntas, estas nações fornecem mais de 80% da pesca mundial.

O relatório mostra que a China, a Espanha, a Coreia do Sul e a Tailândia são alguns dos países inseridos no grupo com maior risco de escravatura moderna na indústria pesqueira, que é responsável por 39% das capturas do mundo.

O segundo grupo engloba países com pesca predominantemente doméstica ou geograficamente local, como o Chile e a Índia. Tendencialmente, estes possuem baixos níveis de subsídios por parte do governo, capturas de baixo valor, altos níveis de pesca não declarada e baixo PIB ‘per capita’. No total, devem-se a estes 31% das capturas do mundo.



Os países considerados de baixo risco compõem o terceiro grupo, como é o caso da Dinamarca, da Islândia e dos Estados Unidos (EUA), caraterizados por baixos níveis de captura não declarada, pescado de alto valor e alto PIB ‘per capita’. Esses países geram, no total, 12% da captura mundial.

Neste ‘ranking’, Portugal aparece com um risco médio de escravatura moderna na indústria pesqueira, à frente da Eslovênia, do Quênia e do Iraque – nos quais o risco é elevado -, mas atrás do Uruguai e da Nova Zelândia, onde o risco é baixo.

Para chegar a estas conclusões a fundação analisou seis diferentes fatores, verificando que a escravatura moderna está associada à pesca fora das águas nacionais(conhecidas como Zonas Econômicas Exclusivas ou ZEE), onde a regulamentação pode não ser tão apertada.

Além disso, a pesca em águas distantes aumenta a vulnerabilidade da tripulação à exploração, visto que os navios podem permanecer em locais de pesca remotos por longos períodos de tempo, limitando a monitorização e a supervisão por parte das autoridades.

O PIB ‘per capita’, os subsídios dos governos para embarcações e combustíveis – que enfraquecem a competitividade e originam pressão para cortar custos -, bem como o valor médio de captura por pescador, são outros dos fatores que influenciam o trabalho forçado.

Tecnologia ajuda a combater escravatura moderna

Em fevereiro de 2018, a NPR divulgou um artigo sobre a primeira ferramenta que permite aos retalhistas e revendedores avaliar o risco de trabalho forçado ou infantil associado à captura de pescado.

O lançamento desta ferramenta, desenvolvida no âmbito do programa Seafood Watch, do Monterey Bay Aquarium, surgiu no seguimento de um relatório da Human Rights Watch, de janeiro do mesmo ano. Além de outras questões, o documento confirmava a continuação do trabalho forçado e dos abusos aos direitos humanos na indústria pesqueira da Tailândia, anos após os meios de comunicação terem documentado a prática pela primeira vez.

Esta ferramenta, que atribui classificações de risco de escravatura crítico, alto, moderado ou baixo a atividades piscatórias específicas, não aconselha os revendedores a comprar uma espécie em detrimento de outra, mas incentiva-os a criar mudanças na indústria, trabalhando com os fornecedores para alterar as suas práticas.

Os dados disponibilizados provêm de relatórios sobre os abusos conhecidos, incidências de pesca ilegal, não declarada e não regulamentada, bem como o número de dias que um navio de pesca está no mar. São considerados ainda outros critérios, como a evidência de trabalho forçado ou infantil e de tráfico de pessoas noutros setores do país.

Esta solução ajuda, assim, as empresas a combater o trabalho forçado na indústria pesqueira, que, de outra forma, não seria tão fácil de identificar, devido a barreiras como a distância, o idioma, a cultura e as cadeias de fornecimento, nas quais o marisco troca várias vezes de mãos.

Fonte: ZAP
Imagem: Adam Dean

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Como a lagosta passou de iguaria cara a 'fast food' nos EUA

A lagosta costumava ser uma iguaria cara, consumida por gente rica em restaurantes refinados. Mas algo curioso está acontecendo no mercado desse crustáceo nos Estados Unidos.


Uma bonança na produção de lagosta americana está derrubando os preços e massificando o consumo de tal maneira que até o Mc Donald’s já começou a oferecer sanduíches feitos com o crustáceo.

Mas a popularização da lagosta também preocupa alguns especialistas, que apontam que o boom de produção só foi possível graças às mudanças climáticas que provocaram o aquecimento dos mares próximos à costa leste americana.

Cerca de 85% da lagosta consumida nos Estados Unidos vem de Maine, Estado na divisa com o Canadá que aumentou sua produção de maneira dramática nos últimos anos.

Trata-se de um dos Estados menos povoados dos EUA, com uma economia baseada em grande medida na pesca artesanal.

Os pescadores da região capturam as lagostas com pequenas armadilhas distribuídas em mar aberto – técnica muito parecida a utilizada por seus bisavós.

Não há cultivos comerciais do animal, nem "fazendas marinhas" como no caso da produção de camarão ou salmão.

Também não há grandes navios fazendo pesca com redes - sistema que dizimou os cardumes de bacalhau.

Pesca sustentável

"A lagosta do Maine é um dos recursos marinhos mais sustentáveis que existem", disse à BBC Robert Steneck, pesquisador da Universidade de Maine.

Nos últimos anos, porém, algo mudou nas águas frias da região.

No ano passado, foram capturadas 56 toneladas de lagosta, seis vezes mais que em 1986. E, com isso, os preços caíram para algo entre US$ 3 e US$ 4 por libra (450 gramas) nos últimos dois anos.

"Desde 1985 os recordes de pesca foram quebrados quase todos os anos", diz Steneck.

"Estamos em meio a uma assombrosa bonança da lagosta", diz Andrew Pershing, pesquisador-chefe do Instituto de Pesquisas do Golfo do Maine.

Parte da explicação para essa bonança na produção de lagosta parece estar no manejo responsável que os pescadores de Maine fazem dos recursos marinhos.

Mas essa não é toda a história.

Segundo Steneck, o aumento da temperatura nos mares da região também teria criado condições "ideais" para a propagação da espécie.

Outro fator apontado por cientistas para o aumento do número de lagostas na costa do Maine é a degradação ambiental do Atlântico Norte, que teria reduzido drasticamente as populações de quase todas as espécies "inimigas" do crustáceo, começando pelo bacalhau.

O peixe teria sido "virtualmente aniquilado" (da região), segundo Steneck.


E o futuro?

O problema é que ninguém pode adivinhar como o ecossistema da região vai continuar reagindo a essas mudanças. E alguns temem que o "boom da lagosta" tenha um fim - o que teria um impacto significativo nas atividades pesqueiras locais.

"Há alguns sinais preocupantes", diz Steneck. "As condições ideais para a procriação de lagosta estão se movendo mais para o norte."

O aquecimento global e o aumento da temperatura do mar, afinal, são fenômenos que estão apenas começando.

Pershing também vê sinais de alerta.

Ele diz que colegas têm detectado nos últimos anos uma diminuição no número de filhotes de lagosta na região, o que poderia levar a um declínio da produção em 5 ou 10 anos.

"Mas nada catastrófico" no momento, diz ele.

"O que acontecerá no longo prazo com esse recurso pesqueiro hoje ainda é tema de pesquisa", Pershing.

Enquanto isso, os americanos fãs de lagosta têm motivo para comemorar.

"O Maine está produzindo a lagosta mais barata do mundo", diz Steneck.

Ele estima que as exportações do crustáceo para países como a China podem aumentar, mas não o suficiente para acabar com a bonança incomum que levou a lagosta dos pratos dos restaurantes mais elegantes de Nova York ou Washington para o McDonald's.

Resta saber se a lagosta retornará ao status de "comida de pobre" que tinha nos Estados Unidos até meados do século 20. Era um alimento dado a prisioneiros - que reclamavam de serem forçados a comer lagosta. Em séculos anteriores, ela era usada como fertilizante e isca de pesca.

Fonte: BBC
Imagem: AP (via BBC) e Maine Lobster festival 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

BP pagará US$ 18,7 bi por desastre ambiental no Golfo do México em 2010



A companhia petroleira britânica BP anunciou nesta quinta-feira (2) ter chegado a um acordo com a justiça americana para pagar US$ 18,7 bilhões em indenizações pela maré negra que provocou no Golfo do México em 2010.

"Cinco anos depois do acidente e da maré negra na plataforma petroleira Deepwater Horizon, a BP alcançou acordos de princípio para resolver todos os processos federais e estatais", afirmou a BP em um comunicado.

O acordo foi fechado com as autoridades federais, assim como com os estados do Alabama, Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas e mais de 400 governos locais.

"Há cinco anos nos comprometemos em restaurar a economia do Golfo e o meio ambiente, e desde então trabalhamos para cumprir essa promessa", afirmou o presidente da BP, Carl-Henric Svanberg.

"Tivemos progressos significativos e, com este acordo, abrimos caminho para encerrar definitivamente essa história", acrescentou.

'Maior acordo de indenização'

A secretária da Justiça americana Loretta Lynch saudou o que chamou de "o maior acordo de indenização com uma empresa nos Estados Unidos". "Hoje estou satisfeita de poder dizer que, depois de ter mantido discussões produtivas com a BP durante estas últimas semanas, chegamos a um acordo de princípio que resolve de maneira equitativa e completa as denúncias do Estado federal e dos estados", afirma Lynch em um comunicado.

"Caso seja aprovado pela corte, este acordo será o maior com uma única entidade na história dos Estados Unidos. Ajudará a reparar o dano causado à economia do Golfo, à indústria da pesca, aos pântanos e à fauna", acrescenta.

Dos US$ 18,7 bilhões, US$ 5,5 bi serão para processos civis, US$ 7,1 bi serão repassados ao Estado federal e aos cinco estados afetados pelos danos ao meio ambiente, US$ 4,9 bilhões serão para indenizar a repercussão negativa sobre a economia da maré negra e um bilhão para as autoridades locais.

Em 2010, a justiça americana ditou que o vazamento de petróleo no Golfo do México foi resultado de uma "conduta extremadamente negligente" da multinacional britânica.

O desastre da plataforma Deepwater Horizon provocou a morte de 11 pessoas, na pior maré negra da história dos Estados Unidos.

A justiça considerou que a BP estava a par de que o poço perfurado, conhecido como Macondo, era especialmente perigoso devido ao alto risco de uma explosão, o que, ao final, ocorreu.

A explosão e incêndio da plataforma em abril de 2010 foram a consequência do vazamento de 4,9 milhões de barris de petróleo, que afetou seriamente o ecossistema e a atividade econômica da zona do Golfo.

Um dos últimos estudos de meio ambiente sobre a catástrofe, publicado em maio de 2015, revelou um forte aumento da mortalidade nas populações de golfinhos, segundo a Agência Oceânica e Atmosférica (NOAA) americana.

Fonte: G1

terça-feira, 5 de maio de 2015

Pescado manda no mercado mundial

O comércio de pescado é o maior negócio global entre todas as proteínas animais no mundo, superando as grandes commodities animais: carnes bovina, suína e de aves. De acordo com o Rabobank, só em 2014 foram movimentados mais de US$ 140 bilhões em compras e vendas de pescado. E o mais impressionante: essa quantia dobrou nos últimos cinco anos.

“A indústria é muito diversa e oferece uma ampla gama de produtos. Tanto a indústria quanto o fluxo de comércio devem permanecer em constante fluxo”, diz relatório do banco a que a Seafood Brasil teve acesso. A instituição avalia ainda que a indústria aquícola em ascensão, especialmente de peixes brancos, está se tornando cada vez mais importante para o fluxo comercial de pescado, particularmente da Ásia para o Ocidente.

Na opinião do Rabobank, a aquicultura, uma enorme indústria de reprocessamento e um aumento da afluência de consumidores domésticos são as razões principais pelas quais a China é, de longe, o maior player mundial no mercado de pescado. E isso só deve crescer. “Esperamos que a China aumente cada vez mais a importação de produtos de alto valor agregado no futuro, enquanto sua indústria vai se concentrar mais na demanda doméstica, gradualmente estabilizando sua balança comercial altamente positiva”, diz o relatório.

Consumo x exportação

Os maiores mercados consumidores de pescado são a União Europeia, Estados Unidos e Japão. Entretanto, a China, como o maior exportador e quarta região que mais importa pescado no mundo, tem papel fundamental na análise do consumo, diz o Rabobank. Como se nota no mapa, o volume de comércio do Peru para a China sublinha a quantidade de pequenos peixes pelágicos capturados para o uso em ração para a aquicultura chinesa.

De qualquer forma, os Estados Unidos seguem na liderança da importação, com US$ 26 bilhões em 2013, enquanto a União Europeia respondeu por US$ 19 bilhões nos dados de 2013 analisados pelo Rabobank. O Brasil aparece no ranking, ocupando a 10º posição.





A Noruega e, novamente, a China, lideram as vendas. O país asiático comercializou o equivalente a US$ 20 bilhões em 2013, o dobro dos nórdicos, que ocupam a segunda posição na lista dos maiores exportadores mundiais.

Fonte: Seafood Brasil e Rabobank

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

EUA: Mero engole um tubarão de 1,5m.

Um grupo de pescadores da Flórida não sabiam a surpresa que teriam logo após fisgarem um cação de 1,5m de comprimento.

Assim que trouxeram o tubarão a tona uma grande mancha se aproximou e engoliu o tubarão inteiro.



Era um enorme mero!



Fonte: IFL SCIENCE

Imagem: CARDUME

quinta-feira, 4 de julho de 2013

O salmão natural


O salmão é um peixe mediano da família Salmonidae, naturalmente encontrados nos oceanos Atlântico e Pacífico, eles retornam à água doce na época da procriação, quase sempre escolhendo o mesmo rio em que nasceu.

A cor vermelha da carne é gerada pelo pigmento Astaxantina, que o peixe absorve ao se alimentar de camarões. Mas como a dieta do salmão é variada, também variam as cores de sua carne - desde branco ou rosa suave, até um vermelho vivo. O salmão permanece na água doce nos dois ou três primeiros anos de vida antes de ir para o mar, suportando temperaturas baixas em água doce ou salgada.

Por todos esses hábitos o salmão é um poderoso antioxidante que ajuda a prevenir doenças cardiovasculares, inflamatórias, e atua no sistema imune. É fonte de Triptofano, Vitamina D, Ácidos Graxos, Selênio, Proteína, Vitamina B3, Vitamina B12, Vitamina B6, Fósforo e Magnésio. É excelente fonte de Ômega 3, substância que reduz em até 81% a chance de ataque cardíaco, segundo estudos recentes.

O salmão de cativeiro

Não haveria razão para polêmica se fosse esse o salmão que consumimos. O problema é que somente 5% de todo o salmão vendido nos Estados Unidos é natural, e a quantidade que chega ao Brasil é irrisória. Mais da metade do consumo mundial atualmente tem como origem viveiros do Chile, Canadá, Estados Unidos e norte da Europa, que reduzem imensamente suas importantes qualidades nutricionais.

Esses criadores abarrotam tanques com peixes, em condições de higiene muitas vezes duvidosas, e os alimentam com farinha e corantes para tentar obter a cor rosada do salmão natural. Pior: utilizam grande quantidade de gordura e altas doses de antibióticos para crescerem rápido, gerando mais lucro.

Em cativeiro, as Astaxantinas que tingem a carne do salmão são substâncias sintéticas derivadas do Petróleo, que, em grandes quantidades, podem causar problemas de visão e alergias e, segundo estudos recentes, podem ser tóxicas e carcinogênicas. A título de comparação, 100g de salmão com corante tem as mesmas toxinas que um ano consumindo enlatados.

Como identificar

Se você deseja os benefícios do salmão verdadeiro, primeiro certifique-se de que da procedência. Infelizmente, não há uma exigência da Anvisa que os rótulos identifiquem se o peixe foi criado em cativeiro ou ao natural, mas muitas embalagens trazem o país de origem. Os melhores são provenientes do Alasca e da Rússia. Se for do Chile, evite, pois metade do salmão consumido no mundo vem de cativeiros chilenos.

O preço também é uma boa referência e, infelizmente, o salmão natural é caro. Um salmão que custe menos de R$ 40 o quilo provavelmente é de cativeiro. Outra dica importante é que o peixe de criadouro não resiste bem quando enlatado, logo, o salmão em lata provavelmente é verdadeiro.

Por conta do preço, os restaurantes costuma utilizar o salmão de cativeiro. Cobram caro e, na maioria das vezes, oferecem um peixe com valor nutricional baixo e elevada gordura ruim, que contém corantes, antibióticos e demais substâncias indesejáveis. Para comer o verdadeiro salmão, o ideal é comprá-lo em peixarias que possam informar a procedência, e prepará-lo em casa.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Golfo do México - Descoberta de feto de tubarão com duas cabeças



Um pescador americano da região de Florida Keys é o principal responsável pela descoberta de um feto vivo de tubarão touro com duas cabeças, algo que os cientistas jamais tinham visto antes.

Apesar de essa descoberta ter sido registrada há quase dois anos, no dia 7 de abril de 2011, a confirmação só veio à tona agora, ao ser publicada no Journal of Fish Biology, depois que cientistas da Universidade de Michigan (MSU) realizaram suas observações.

O pescador encontrou o feto ao abrir o útero de um tubarão touro pescado em águas do Golfo do México. Ao perceber que o feto estava vivo e tinha essa particularidade, o pescador entrou em contato com uma equipe de cientistas para analisar a tal anomalia.

Michael Wagner, um cientista da MSU e co-autor do estudo recém-publicado, detalhou em sua análise que o exemplar tinha uma bifurcação axial, uma deformidade do embrião que começou a se separar em dois organismos, mas não chegou a completar o processo.

"A metade do processo de formação de gêmeos deteve a divisão do embrião", explica Wagner, que considera que o animal - que morreu em seguida - tinha "poucas ou nenhuma possibilidades" de sobreviver por muito tempo.

Os predadores necessitam realizar movimentos muito rápidos para caçar outros peixes, algo que este exemplar nunca poderia ter feito, apontou o responsável pela investigação do primeiro caso de bicefalia conhecido em tubarões touro.

Este fenômeno, por sua vez, já foi observado em outras espécies de tubarões, detalhou o estudo, que também foi elaborado em colaboração com a escola comunitária da região de Florida Keys.

"Este é sem dúvida um desses fenômenos interessantes e raros de detectar", afirmou Wagner, que completou: "É bom que tenhamos documentada esta parte da história natural do mundo, mas sem dúvida teríamos que ter o encontrado antes para poder tirar mais conclusões sobre a causa".





Nesse sentido, o cientista reconheceu que pode ter quem queira vincular esta raridade da natureza aos efeitos da contaminação derivada do vazamento da torre petrolífera DeepWater Horizon em 2010 no Golfo do México, mas, segundo Wagner, não há dados capazes estabelecer essa relação.

A dificuldade de encontrar raridades como esta se deve, em grande parte, a que as criaturas com anomalias tendem a morrer pouco após seu nascimento. "Podemos ver muitos casos de animais com duas cabeças em lagartos e serpentes", explicou Wagner. "Isso porque esses organismos são criados em cativeiro, e os criadores têm mais probabilidades de observar essas anomalias", completou.

Wagner e sua equipe documentaram o descobrimento com imagens de ressonância magnética, que comprovaram a existência das duas cabeças, assim como dois corações e dois estômagos diferenciados. Já a parte central do animal se mostrava unificada, tendo em vista que o mesmo possuía uma única cauda.

Fonte: Terra

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

EUA - Salmão transgênico começará a ser vendido


Após passar 23 anos em testes, uma espécie de salmão transgênico - que teve seus genes modificados em laboratório - está prestes a ser liberado para consumo nos EUA, informou o El País. A agência que regula os alimentos nos EUA afirmou que a espécie modificada, que cresce duas vezes mais rápido que o selvagem, não afeta o meio ambiente. Em 2010, a agência já havia informado que o novo salmão era seguro para o consumo.


De acordo com a publicação, o peixe leva apenas 18 meses para atingir 100 gramas, enquanto a espécia selvagem leva cerca de 30 meses. O novo salmão só foi aprovado por praticamente não conseguir sobreviver na natureza sozinhos e, por isso, não criaria um desequilibro ecológico, mesmo tendo apenas três fêmeas sendo esterelizadas dentro da empresa.

Texto: Jornal do Brasil
Imagem: The Independent 

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Opinião: Iguais a Sandy


Por Mário Moscatelli

Mais uma vez tentaram destruir Nova York. Só que desta vez quase que a Natureza conseguiu.

Pois é, a cidade mais famosa dos EUA foi assolada pela tempestade Sandy, ou tempestade perfeita, onde tudo que tinha de dar errado deu. Os prejuízos econômicos, sem falar nos desabrigados e mortos, ronda os 70 bilhões de dólares, por enquanto, e aí a questão climática, junto com o que aconteceu com o furacão de categoria 5 denominado Katrina, começa a chamar a atenção dos mais céticos em relação a tal mudança climática.

Isso me faz lembrar que, até os anos 50 e 60, os norte-americanos, principalmente no estado da Flórida, praticamente extinguiram as formações de mangue banhados pelo Golfo do México, em detrimento de marinas, loteamentos, crescimento de áreas portuárias e industriais diversas. Tudo ia muito bem, até quando a indústria pesqueira que gera milhares de empregos e milhões de dólares percebeu que trabalhava cada vez mais para pescar cada vez menos. Estuda daqui, estuda de lá, foi quando o ecólogo Eugene Odum, fazendo seu célebre estudo de teia alimentar na região, chegou a conclusão de que os mangues eram a base da cadeia de detritos alimentares que sustentavam toda a biodiversidade e consequentemente a atividade pesqueira.

Desde então, a supressão de mangues regrediu absurdamente, e atividades de renaturalização de rios e recuperação e criação de mangues foram incrementadas em toda a costa. Resumo da ópera: quando bateu no bolso, a proteção aos manguezais se tornou política de estado e interesse do setor público diretamente ou indiretamente interessado.

Outro caso mais recente é o que eu li numa publicação do final do século passado, associado a um estudo “confidencial” elaborado pelo Pentágono que em resumo informava aos futuros potenciais presidentes que terrorismo era café pequeno em comparação ao que as mudanças climáticas iriam gerar ao nível de prejuízos econômicos e de conflitos mundiais nos próximos cinqüenta anos.

Usei muito esse estudo em minhas aulas de gerenciamento de ecossistemas, onde eu era visto muitas vezes como um simpático lunático alarmista por alguns alunos descrentes do processo de desestabilização climática em andamento.

De 2000 para cá tivemos no atacado duas grandes guerras que consumiram trilhões de dólares para a felicidade da indústria bélica e do petróleo, milhares de mortes humanas associadas aos conflitos, ao menos duas crises financeiras globais (uma delas ainda em andamento), o furacão Catarina no litoral catarinense, o Katrina no Golfo do México, o quase desaparecimento da Região Serrana do estado do Rio de Janeiro e sei lá mais quantos desastres climáticos que demonstram aos céticos intencionais e aos “burrocionais” que os cinqüenta anos esperados para as tais mudanças climáticas já estão aí, matando, desabrigando e criando prejuízos bilionários para a economia de consumo, base de nossa atual civilização.

Imaginem mais umas duas tempestades ao custo básico de 70 bilhões de dólares por ano! Pois é, a conta da bárbarie humana está chegando. Só quem parece não ter notado a chegada da conta foi o juiz que extinguiu a ação proposta pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro, que em resumo se deu por satisfeito com os progressos ocorridos mais recentemente no famigerado PDBG (Programa de Despoluição da Baía de Guanabara).

A miopia da atual decisão, para a qual ainda cabe recurso, chega à cegueira. Neste contexto cultural onde aos amigos, os afagos e aos inimigos, a lei, parece que o UM BILHÃO DE DÓLARES e uns trocados que escoaram pelo ralo dos apelidados recentemente “equívocos técnicos“ não terão maiores consequências para os então administradores da fortuna pública que gerou nada em melhorias ambientais.

Da mesma forma que nosso Judiciário absolveu de culpa todos os responsáveis pelo derrame de UM MILHÃO E QUATROCENTOS MIL LITROS DE ÓLEO na Baía de Guanabara em 2000, a mesma linha indulgente continua predominando no Judiciário quando o assunto é meio ambiente.

Dessa forma vamos empurrando com a barriga todo o caos ambiental, dominante na Baía de Guanabara, quase que esperando que um milagre divino ocorra nos próximos três anos, pois o tempo passa, o tempo voa, e nada de melhoria efetiva nas latrinas nas quais eu trabalho e monitoro.

Pois é, e 2016 já está aí, na cara de todo mundo, e continuamos com aquela mania de empurrar com a barriga até o ponto de perdermos intencionalmente o “bonde do tempo” e o “bonde da história”, e aí já era a possibilidade de resolvermos pelo menos em parte os problemas ambientais que se arrastam e crescem ano após ano.

Enquanto eu filosofo no meio do lixo e da caca, os pescadores que se aventuraram na lagoa de Marapendi — que, além de APA, também será parque, criando aquela mais do que conhecida superposição de unidades de conservação que no final das contas não resolve PN — me informam que mais umas cinco toneladas de peixes morreram entre os dias 3 e 5 de novembro. Os mesmos pescadores me informam que durante a noite, sempre de noite, no Canal de Marapendi, bem próximo da lagoa de mesmo nome, uma torrente de merda escoou durante dois dias lambendo de caca toda a região.

Idiotas são as savelhas, robalos, siris e tainhas que insistem em sobreviver próximo do tal Homo tão pouco sapiens.

Fonte: Jornal do Brasil

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Pescadores buscam oceano sustentável na COP11


Nenhum tipo de área protegida tem efeito tão positivo sobre a recuperação da biodiversidade como as reservas e os parques marinhos. A experiência mostra que os estoques de peixes, moluscos e crustáceos respondem rapidamente à proteção, ainda que os corais se recuperem mais lentamente. Mesmo assim, os ecossistemas marinhos estão entre os menos protegidos na maioria dos países signatários da Convenção de Diversidade Biológica (CDB).

Acabar com esta incoerência é o objetivo de diversos grupos sociais, organizações conservacionistas, órgãos governamentais e organismos internacionais presentes na 11ª Conferência das Partes, em Hyderabad, na Índia. Eles se reúnem em torno da Iniciativa Oceano Sustentável (ou SOI, sigla de Sustainable Ocean Initiative), que promove diversos encontros e eventos paralelos durante a COP11, como a reunião ocorrida 10/10.

A SOI conta com recursos do Fundo de Biodiversidade do Japão, país muito dependente da pesca para abastecimento interno, e da Agência de Áreas Marinhas Protegida da França. Uma de suas prioridades - e um de seus objetivos mais difíceis - é contar com a participação de comunidades pesqueiras do entorno das áreas protegidas para assegurar a efetiva proteção da biodiversidade.

O convencimento das comunidades pesqueiras não é simples. Depende tanto do empenho dos atores nacionais, como das alternativas de renda para substituir o pescado em recuperação, como também da divulgação de experiências bem sucedidas. Assim, vale citar o caso do Equador, que desde 2010 conta com recursos da ordem de US$ 4 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mais US$ 13 milhões da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e uma contrapartida nacional de US$ 4,3 milhões para implementar suas áreas marinhas protegidas.

Fonte: EXAME

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

O fim do Exxon Valdez


Exxon Valdez [Foto de arquivo da Reuters]

O famoso navio que em 1989 protagonizou um dos maiores derrames de petróleo de sempre vai ser finalmente desmantelado.

Quando um tribunal indiano deu razão à empresa que o quer desmantelar em peças, ignorando os apelos dos ativistas que acreditam que a embarcação ainda contém materiais poluentes, quase ninguém dava por isso.

É que o Exxon Valdez mudou de nome seis vezes, tentando afastar as más memórias daquela madrugada de 24 de março de 1989, quando o comandante Joseph Hazelwood deixou o leme entregue a um marinheiro sem licença e este embateu num recife, ao largo da costa do Alaska. Muito se disse sobre o alegado estado de embriaguez do capitão, mas este sempre justificou que tinha saído durante apenas dez minutos para tratar de uns papéis. Certo é que foi absolvido em tribunal.

O navio foi construído em 1986, em San Diego, para transportar petróleo de Valdez, no Alaska, para as refinarias da Califórnia. Tinha o tamanho de três campos de futebol e, naquela noite, libertou quase 42 milhões de litros de óleo para o mar. Foi o pior derrame em águas norte-americanas até 2010, quando o Deepwater Horizon despejou o equivalente a um Exxon Valdez por cada cinco dias durante três meses no Golfo do México.

O resultado foi desastroso: morreram 250 mil aves, três mil lontras, 300 focas, 22 baleias, entre muitos outros milhares de animais. A pesca local ficou destruída, os pescadores ficaram sem trabalho e até um mayor local se suicidou.

Mas as consequências do Exxon Valdez também tiveram um lado positivo. Alertada pelo desastre ambiental, a administração norte-americana aprovou, em 1990, do Oil Pollution Act, que aumentou a penalização às companhias petrolíferas em caso de derrame, obrigou as empresas a definirem planos de emergência detalhados e melhorou a capacidade de resposta e financiamento dos governos.

Esta lei exigiu ainda aos petroleiros que tivessem casco duplo, o que não era o caso do Exxon Valdez, que se viu então obrigado a ir para a Europa. Chamou-se Exxon Mediterranean, SeaRiver Mediterranean, S/R Mediterranean e Mediterranean, até que, em 2002, a União Europeia também proibiu os petroleiros de casco simples.

O Exxon Valdez viajou então para a Ásia e, em 2007, já com o nome Dong Fang Ocean e sob uma bandeira do Panamá, deixou de transportar petróleo. Até que, em 2010, o azar voltou e a embarcação embateu contra o navio Aali, no Mar Amarelo. Ainda mudou de nome mais uma vez, para Oriental Nicety, mas o seu destino já estava traçado.

Segundo um artigo publicado na revista Nature, em 2011, o Oriental Nicety foi vendido por 16 milhões de dólares a uma companhia de demolição indiana, a Priya Blue Industries. Um grupo de ativistas ainda conseguiu atrasar o fim do Exxon Valdez durante dois meses, alegando que o seu desmantelamento iria libertar materiais poluentes.

O navio foi proibido de atracar e foi sujeito a uma auditoria ambiental. Em julho, o tribunal decidiu a favor da companhia: a embarcação não contém material tóxico e pode finalmente ser desmantelada.

O Exxon Valdez encontra-se no porto de Alang desde 2 de agosto e 500 trabalhadores vão desmantelá-lo, peça a peça, durante quatro meses, para que o metal possa ser reutilizado. Com melhor sorte, esperemos.

Fonte: TVi24 (Portugal)

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

EUA - Suspeita de atum contaminado com radiaçāo de Fukoshima


Pequenas quantidades de césio foram encontradas em uma espécie de atum na costa oeste dos Estados Unidos. Após pesquisa, cientistas norte-americanos acreditam que a contaminação pode ter sido originada pela radiação causada pelo vazamento ocorrido na usina nuclear japonesa de Fukushima Daiichi. A suspeita foi publicada nesta segunda-feira (28/05) pela revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

Segundo o estudo, em 15 exemplares de atum-rabilho de um grupo que foi coletado para avaliação no litoral de San Diego, na Califórnia, em agosto do ano passado, foram dectatadas a presenção de 4 becqueréis de césio-137 e de 6,3 becqueréis de césio-134. Cinco meses antes, em 11 de março, a usina nuclear japonesa foi atingida por um terremoto e um tsunami, e entrou em colapso, o que resultou em vazamento de materiais radioativos. O becquerel é a unidade de medida de radioatividade adotada pelo Sistema Internacional. Um becquerel corresponde à atividade de um material no qual se produz uma desintegração nuclear espontânea por segundo.

O nível encontrado nesses exemplares é dez vezes maior do encontrado nos atuns da mesma espécie e na mesma área nos anos anteriores. Entretanto, continuam abaixo dos níveis considerados prejudiciais à saúde pelos governos dos EUA e do Japão. Recentemente,o governo estipulou um limite de segurança de 100 beqcueréis por quilo de alimentos.

A descoberta sugere que o peixe levou a radiação de um lado do Pacífico para o outro de forma mais rápida do que a água ou o vento. O atum pode nadar a profundidade de até mil metros e atinge a velocidade de 64 quilômetros por hora.

“Eu não diria às pessoas o que elas devem ou não devem comer. Algumas pessoas acreditam que, por mais modestos que sejam, quaisquer níveis de radiação são ruins e devem ser evitado. Mas comparando o que encontramos e os níveis de segurança estabelecidos, não é uma grande quantidade”, diz Daniel Madigan, pesquisador da Universidade de Stanford que comandou as pesquisas.

A empresa operadora da usina de Fukushima, Tokyo Electric Power, estima que 18 terabecqueréis de material radioativo foram jogados no Pacífico após a tragédia, sob a forma de chuva ou se misturando-se diretamente à água do mar. Um terabecquerel é equivalente a um trilhão de becqueréis.

Fonte: UOL

sábado, 14 de julho de 2012

Comissão aprova abate de 1.104 baleias por aborígenes


A Comissão Internacional Baleeira aprovou na terça-feira (3), no Panamá, em uma única votação, as cotas de captura aborígene de subsistência para populações dos Estados Unidos, Rússia e do arquipélago de São Vicente e Granadinas. Entre 2013 e 2018, americanos e russos vão poder matar 336 baleias-da-groenlandia e 744 baleias-cinzentas. A comissão entendeu, quase por unanimidade, que estes dois países cumprem as regras estabelecidas pela CIB, como relatórios, e que a matança de baleias é realizada para a subsistência de populações humanas.
 
Na votação, foi aprovada também o pedido de São Vicente e Granadinas, um pequeno arquipélago do Caribe que pretende matar 24 baleias-jubarte no próximo período de seis anos. No total, foi aprovado o abate de 1.104 baleias. As cotas para os três países foram aprovadas em uma única votação (48 votos a favor, 10 contra, 2 abstenções e 01 ausência ).

Não faltaram acusações contra as ilhas caribenhas. Para os países-membros da comissão, faltam registros históricos que comprovem o uso das baleias para a subsistência da comunidade das ilhas. Além disso, o país é acusado de violar os princípios da CIB, ao matar baleias fêmeas e filhotes.

Na quarta-feira, foram apresentadas duas outras propostas que podem aumentar a matança de baleias. A Coréia do Sul também quer liberação para abater baleias com a desculpa de fazer pesquisa científica. O país argumenta que é preciso capturar baleias-minkes para conhecer melhor os hábitos alimentares da espécie e assim invetigar o impacto delas nos estoques pesqueiros. O plano de abate "científico" da Coréia deve ser apresentado na próxima reunião anual da comissão.

O Japão, que já tem autorização para a "caça científica", quer liberdade também para abate de baleias próximo a regiões costeiras em pequena escala. Essa proposta, já havia sido apresentada em 2010, foi questionada por diversos países, que vêem acreditam que a idéia busca, na verdade, a permissão para a caça comercial. Mas a idéia deve continuar a ser discutida ainda no Panamá.

A reunião da CIB termina sexta (6). Até lá, pode ser que a Dinamarca consiga também uma quota de abate. O ativista José Truda Palazzo Júnior transmitiu a reunião por meio do twitter @brasildeovelhas e anunciou, com desconfiança, que o país nórdico recuou. “Dinamarca vê que não tem apoio pra passar a quota de caça da Groenlândia e pede pra adiar a decisão... vão seguir tentando algum golpe”, postou no twitter.

Fonte: O Eco

quarta-feira, 21 de março de 2012

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Esturjão do Atlântico na lista de ameaçados



Há muitas razões para se proteger o esturjão-do-atlântico, a começar por este peixe ser considerado pré-histórico. Segundo o Conselho de Defesa dos Recursos Naturais (NRDC, na sigla em inglês), um grupo ambiental dos Estados Unidos, a espécie existe desde a última era do gelo, há mais de 13 mil anos, e conviveu com os dinossauros. Os animais alcançariam até quatro metros, com um peso de mais de 350 quilos e poderiam chegar aos 60 anos.

Mas a história atual é outra. O esturjão-do-atlântico acaba de ser acrescentado à lista de espécies em perigo nos EUA e sua pesca será proibida por mais de uma década. A razão apontadas para o declínio são a pesca comercial para produzir caviar, além das represas que bloqueiam a movimentação da espécie para locais de desova, a baixa qualidade da água e a pesca não intencional (quando pescadores acabam capturando o esturjão ao tentar pescar outros peixes). A decisão americana será publicada hoje pela Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) e passa a valer a partir de 6 de abril.


"Um peixe monstruoso, que nadou ao lado de dinossauros e depois sobreviveu à extinção em massa, nos traz a esperança de que, com a nossa proteção, irá sobreviver", comemorou Brad Sewell, ativista do NRDC.

O número de animais da espécie caiu drasticamente no último século. Nos Estados Unidos, os esturjões desapareceram de 14 dos rios que costumavam habitar. Além disso, o número de locais onde ocorre a desova caiu praticamente pela metade, de acordo com a Noaa. Para se ter uma ideia do estrago, no Rio Delaware, um dos habitats da espécie, hoje restam apenas 300 fêmeas adultas (de 180 mil existentes em 1890, apontou pesquisa da Noaa em parceria com o Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos).

Em função desse histórico, quatro tipos de esturjão-do-atlântico foram listados pelo Noaa como espécies em perigo e um quinto considerado já ameaçado.

Fonte: Terra da Gente 
Imagens: 1. Wikipedia / 2.Virginia Aquarium

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