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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Década de 1920: Sereias japonesas




No Japão da década de 20, centenas de mulheres mergulhavam nuas em busca de ostras e pérolas. Com um fôlego invejável, elas chegavam a ficar mais de 2 minutos debaixo d’água, inclusive durante o inverno. Chamadas de Amas, essas mulheres foram registradas por Iwase Yoshiyuki em sua Kodak. As fotografias são um dos únicos registros dessa milenar profissão que se extinguiu algumas décadas depois.



Utilizando uma máscara para os olhos e chinelos especiais, mulheres e meninas, também conhecidas como sereias, enfrentavam os mares por toda a costa japonesa. O motivo de fazerem isso nuas? Enquanto que roupas de mergulho não chegaram ao país até 1950, roupas de algodão atrapalhavam o mergulho, além de serem desconfortáveis quando molhadas e demorarem para secar.

Cada mergulho de 2 minutos em busca de ostras era intercalado com pequenos intervalos de respiro. A maratona era feita até 60 vezes por dia. Tanto esforço, contudo, pagava-se. Em poucas semanas de trabalho, uma Ama conseguia mais dinheiro que um homem comum que trabalhasse por um ano.

Os homens, aliás, raramente participavam da busca por ostras. Acreditava-se que o corpo da mulher, por conter mais gordura, era mais apropriado para controlar a respiração e as baixas temperaturas.







Fonte: Hypeness

sábado, 26 de maio de 2012

Bahia - Oficinas de atendimento em saúde ocupacional das marisqueiras e pescadoras


A Bahia Pesca, em parceria com o Serviço de Atendimento de Saúde Ocupacional da UFBA, promove oficinas de atendimento em saúde ocupacional das marisqueiras e pescadoras.

Uma oficina será realizada no sábado (26) às 9 horas, em Ilhéus, no Colégio Estadual, no bairro Malhado. Na segunda-feira,(28) no mesmo horário, a oficina será em Itacaré, na Colônia de Pescadores Z-18.

A equipe médica é formada por clínicos e fisioterapeutas. Os clínicos vão analisar LER/DORT. Os fisioterapeutas vão avaliar a área ortopédica e dar orientações sobre prevenção (exercícios), diagnóstico e tratamento.

Após as oficinas, marisqueiras e pescadoras que precisarem realizar exames mais minuciosos serão encaminhadas ao ambulatório Edgar Santos, em Salvador. O ambulatório foi totalmente equipado pela Bahia Pesca para isso.

Fonte: A Região

segunda-feira, 14 de maio de 2012

JF determina pagamento do seguro-defeso a mulheres de pescadores


O juiz federal substituto da 1ª Vara Federal, Cristiano Estrela da Silva, atendendo solicitação em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, deferiu liminar determinando à União que aceite os pedidos de seguro-desemprego pesca das mulheres que atuam tradicionalmente na atividade pesqueira artesanal no estuário da Lagoa dos Patos, em regime de economia familiar, residentes em Rio Grande e São José do Norte. E também, que conceda esse benefício a essas mulheres mediante apresentação dos documentos exigidos, aceitando, entre outros, a licença ambiental, o comprovante da embarcação e a nota do pescado em nome de seus maridos. Conforme estabelecido na decisão, caso não cumpra o determinado, a União deverá pagar multa no valor de R$ 2 mil por dia de descumprimento.

Em sua decisão, o juiz acatou os argumentos do Ministério Público, que foram no sentido de que essas mulheres, ainda que não atuem nos barcos de pesca, exercem atividades complementares a do marido pescador, fazem parte da cadeia produtiva do setor pesqueiro e receberam o benefício nos últimos anos anteriores a 2011. O magistrado considerou, entre outros, o fato de a Constituição Federal prever que tanto o pescador artesanal quanto sua esposa, que exerçam seus trabalhos em regime de economia familiar, fazem jus aos benefícios abrangidos pela seguridade social. "Sob tal enfoque, não pode prevalecer o atual entendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, acerca do artigo 1º da Lei nº 10.779/03, no sentido de restringir a concessão do seguro-desemprego (seguro-defeso), excluindo da percepção do benefício as esposas que não 'embarcam' juntamente com os pescadores para a atividade pesqueira, sob pena de afronta à Constituição Federal", ressaltou.

Também foi considerado pelo juiz o artigo 4º da Lei nº 11.959/09, que trata da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, o qual evidencia que "as atividades realizadas em terra pelas esposas/companheiras dos pescadores artesanais, de limpeza do pescado, conserto de redes, carregamento de petrechos, dentre outras, podem ser consideradas como atividade pesqueira artesanal". O deferimento da liminar ainda considerou que o prazo para recebimento dos pedidos do benefício teve início no último dia 2, e que a espera pela decisão de mérito e trânsito em julgado para posterior requisição pode deixar inúmeras famílias de pescadores artesanais com a subsistência ameaçada durante o defeso.

O seguro-pesca é concedido aos pescadores artesanais do estuário da Lagoa dos Patos durante o período de defeso da tainha, bagre, corvina e camarão, que se inicia em 1º de junho e se estende até 30 de setembro. No ano passado, muitas mulheres de pescadores que não possuiam Licença Ambiental, por não atuarem em barcos, não receberam o benefício. A União pode recorrer da decisão.

Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
Fonte: Jornal Agora

sábado, 10 de março de 2012

`Mulheres na Pesca` mostrar lado feminino da profissão nos Açores


O documentário `Mulheres na Pesca`, que mostra ao longo de 55 minutos a realidade e a multiplicidade de tarefas da mão de obra feminina neste setor de atividade nos Açores.

Para realizar este filme, Maria Simões, da cooperativa cultural Descalças, contactou ao longo do ano passado com diversas mulheres em ilhas como S. Miguel, Terceira, Pico e Faial, acompanhando pescadoras, armadoras, compradoras e investigadoras universitárias, além de mulheres que preparam as artes de pesca em terra e que vendem o pescado, numa iniciativa que pretende dar-lhes mais visibilidade.

"É uma visão cinematográfica com uma certa perspetiva também artística de Maria Simões, resultante do contacto dela com a realidade das mulheres da pesca nos Açores, numa viagem que acompanha algumas mulheres na atividade que desempenham normalmente", afirmou Laurinda Sousa, técnica do projeto `Caminhos na Terra e no Mar -- As mulheres na Pesca nos Açores`, promovido pela UMAR no arquipélago.

Laurinda Sousa salientou, em declarações à Lusa, que as mulheres que trabalham neste setor "desempenham variadas tarefas, desde a preparação das artes em terra à limpeza dos barcos, passando pelo trabalho logístico, compra e venda, indústria conserveira ou atividades administrativas e de investigação".

Para esta técnica, já é visível uma alteração ao nível do reconhecimento do papel das mulheres na pesca nos Açores, mas admitiu que "umas têm menor visibilidade que outras", como é o caso das que preparam as artes em terra e das que colaboram com os maridos armadores, "que fazem tudo, num trabalho encarado como se fosse uma extensão da atividade doméstica".

"A UMAR tem insistido em ações junto das mulheres que estão nestes subsetores para potenciar a igualdade no trabalho e na visibilidade perante a sociedade", afirmou, salientando que as pescadoras açorianas "conseguiram representação em órgãos importantes na Rede Europeia de Mulheres na Pesca e no Conselho Consultivo Regional para as Águas Ocidentais.

Nos Açores existem duas associações vocacionadas para apoiar estas mulheres, a Associação de Mulheres de Pescadores e Armadores, que funciona na Terceira desde 2007, e a Associação de Mulheres na Pesca nos Açores, que iniciou a atividade em 2008 e tem associadas em várias ilhas.

Laurinda Sousa salientou que se pretende divulgar "o mais possível" este trabalho, o que pode passar por concorrer a festivais ou mostras de cinema.

Fonte: RTP | Notícias

quinta-feira, 8 de março de 2012

O trabalho invisível das mulheres pescadoras


por Walter Pinto

A pesca no estado do Pará está derrubando um antigo mito: o de ser uma atividade exclusivamente masculina. Segundo dados da Federação dos Pescadores - Fepa, as mulheres representam, hoje, cerca de 10% do total de 120 mil pescadores artesanais em atividade no Estado.

Trabalhando, principalmente, na captura de mariscos, no beneficiamento de produtos e na confecção e reparo de apetrechos de pesca, as mulheres, aos poucos, estão se impondo num setor que guarda uma cultura de preconceitos em relação a elas. Vencer as barreiras não tem sido tarefa fácil, principalmente porque somente agora, elas próprias estão se reconhecendo como pescadoras.

Essa é também a história das mulheres pescadoras da Baía do Sol, localidade na costa oriental da Ilha de Mosqueiro, balneário distante 82 km de Belém do Pará por via rodoviária. Há quase uma década, a socióloga Josinete Pereira Lima acompanha a evolução da luta daquelas mulheres em defesa de seus direitos. Em 1995, com uma bolsa de iniciação científica, ela travou o primeiro contato com a comunidade, ainda na época da graduação. Em fevereiro de 2004, o resultado de suas pesquisas virou tese de mestrado. Neste meio tempo, as coisas estão mudando na Baía do Sol.

Com o título "Pescadoras e donas de casa: a invisibilidade do trabalho das mulheres numa comunidade pesqueira - o caso da Baía do Sol", a tese de Josinete, defendida em fevereiro passado, revelou um cotidiano feminino dividido entre os afazeres do lar, o trabalho na roça e as atividades da pesca. Também registrou o processo de conscientização daquelas mulheres sobre a pesca enquanto profissão, resultando na organização da Associação das Mulheres Pescadoras e na filiação delas à Colônia de Pescadores Z-9.

Desenvolvendo uma das profissões mais antigas do mundo, o trabalhador da pesca, no Brasil, somente passou a ter direitos a benefícios previdenciários com a promulgação da Constituição de 1988. Em regime de assegurado especial, o pescador tem direito à aposentadoria, seguro por acidente, pensão por morte, auxílio-doença e auxílio-reclusão. Para pleitear esses benefícios, precisa estar filiado a uma colônia de pescadores, que cumpre papel semelhante ao de sindicato.

Quando iniciou seu estudo, Josinete percebeu que dentro das políticas públicas oficiais não havia espaço para a mulher pescadora, reforçando a idéia da pesca como atividade eminentemente masculina. Na Baía do Sol, havia não mais que cinco pescadoras filiadas à colônia Z-9, em 1995.

Após essa constatação, a pesquisadora quase chegou a desistir do tema. No entanto, observando que os pescadores da localidade possuíam esposas e filhos, decidiu redirecionar o objeto de seus estudos para suas famílias. Procedeu, então, consulta aos formulários de um levantamento realizado pela professora Luzia Miranda Álvares, sobre as famílias daquela comunidade. Após a identificação das mulheres, a pesquisadora partiu para o trabalho de campo.

Josinete observou que, no relatar de seu dia-a-dia, nenhuma mulher de pescador se assumia como pescadora. Contaram que acordavam às 5 horas da manhã, preparavam o café, arrumavam os filhos para a escola, limpavam a casa, providenciavam o almoço e, dependendo da maré, saíam à pesca, que consistia em colocar matapi na enchente do igarapé, retornando, na vazante, para recolher o resultado, que ia para mesa da família. É o que se chama despescar. Outra atividade que as mulheres da Baía do Sol realizam costumeiramente é a tapagem do igarapé para a pesca do camarão. Estendem uma rede transversal no igarapé, segura pelas extremidades, e procedem à varredura. "Na verdade, elas desenvolviam um trabalho de pesca, mas não se consideravam pescadoras porque faziam aquilo como uma extensão dos afazeres domésticos, como uma atividade da casa", explica a pesquisadora.

O desenvolvimento dos estudos aproximou Josinete dessas mulheres. Seu trabalho contribuiu para lhes abrir o horizonte, principalmente quanto à necessidade de organização em busca dos direitos concedidos aos homens. O primeiro passo foi o despertar das consciências para a atividade que exerciam. "Nosso papel foi dar palestras, realizar seminários, falar dos direitos previdenciários, lhes explicar o sentido do 8 de março, Dia Internacional da Mulher", conta.

Em 1997, 13 mulheres, esposas de pescadores e igualmente envolvidas coma atividade pesqueira, criaram a Associação de Mulheres Pescadoras da Baía do Sol, atualmente com cerca de 130 associadas. Não por caso, a fundação ocorreu no dia 8 de março. "A partir daí, elas começaram a se inserir na Colônia de Pescadores. Sempre colocamos que a associação era importante para a organização delas, mas que deveriam estar filiadas à colônia, porque é esta que lhes fornece os documentos exigidos para obtenção dos direitos previdenciários", relata a pesquisadora.

A relação das mulheres pescadoras com o posto de benefício do Instituto Nacional de Seguridade Social - INSS é marcada pelo desencontro de informação e preconceitos. No preenchimento da ficha de solicitação de benefício, as mulheres costumam responder naturalmente que são domésticas e acabavam sendo excluídas.

Diante da quantidade desse tipo de casos, um ex-presidente da colônia foi ao gerente do posto do INSS, em Mosqueiro, e reclamou: "o seu pessoal não conhece a realidade do meu povo, não sabe o que é a pesca. Quando a pescadora chega aqui e vocês perguntam qual a ocupação dela, ela não está mentindo quando diz que é dona de casa. Mas ela é muito mais que isso. É dona de casa, é pescadora e é agricultora. Dependendo do horário, ela faz alguma coisa".

Essa multiplicidade de atividades, por outro lado, concorre para mais um tipo de entrave burocrático, a dupla filiação à colônia e ao sindicato rural. Nos pedidos de aposentadoria, o INSS cruza os dados e descobre a duplicidade, que impede a concessão imediata do benefício.


Há também questões ligadas ao preconceito do qual é vítima a operária da pesca. Uma dessas questões é o estereótipo da pescadora. A idéia que se faz da pescadora é da mulher simples e sem vaidade. Mas quando vão à cidade, elas gostam de se arrumar, fazer as unhas, passar batom, enfim, são mulheres e vaidosas também. Em Abaetetuba, uma pescadora contou à pesquisadora que ao chegar ao INSS, a funcionária olhou-a espantada, chegando a duvidar que fosse mesmo pescadora. "Como se, por ser pescadora, eu tivesse que andar suja, rasgada, com a roupa da pescaria", contou-lhe.

Crenças se originam no mito da masculinidade da pesca

É na infância que ocorre o primeiro contato de homens e mulheres com as atividades pesqueiras. Em geral, é o pai que ensina o filho a tecer uma rede. Ou quem lhe dá uma linha de pesca para se distrair enquanto concerta a embarcação na beira da praia. Não se trata de exploração do trabalho infantil, como, à primeira vista, possa parecer. Nesta fase, a pesca não passa de um passatempo.

As crianças vão à escola, mas poucas levam os estudos até o final. O nível de abandono é alto. "A escola está muito distanciada da realidade dos estudantes. Na juventude, muitos abandonam a sala de aula porque não conseguem ver relação das matérias com o mundo em que vivem", afirma Josinete Pereira.

Os rapazes, em geral, seguem a profissão dos pais, tornam-se pescadores. As mulheres se ocupam das tarefas do lar, incorporando atividades da roça e da pesca. Ser mulher numa comunidade pesqueira é enfrentar alguns preconceitos que estão arraigados na cultura do povo. Não pode, por exemplo, tocar numa rede de pesca que pode trazer azar ao pescador.

Quando estão menstruadas, elas são tidas como panema, pessoa infeliz na caça ou na pesca, segundo define o dicionário Aurélio. Todos os preconceitos se originam do mito de que a pesca é uma atividade masculina. "As próprias mulheres acreditam muito nessas crenças. Perguntadas porque elas não pescam quando estão menstruadas, dizem que é porque isso atrai o boto, que fica rodeando o barco, algumas vezes chegando a alagá-lo. São coisas que estão incorporadas na cultura da comunidade pesqueira em todo o Estado do Pará", afirma a mestra em sociologia.

Fonte: UFPA

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

RJ - Pescadores pedem terminal

Em meio à disputa judicial que determinou o embargo da construção de um mega-terminal pesqueiro na Ilha do Governador, no Rio, São Gonçalo aparece como uma alternativa para a instalação do núcleo. Membros da Federação das Associações de Pescadores Artesanais (Fapesca) entregaram ao presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, um documento sugerindo, entre as alternativas, a construção do terminal no município, em função das características geográficas favoráveis à atividade.

O Ministério da Pesca planeja construir um Terminal Pesqueiro Público do Estado do Rio de Janeiro (TPP). No projeto, a obra será realizada no bairro da Ribeira, Ilha de Governador, no Rio. Esta construção foi embargada, na última semana, pelo juiz da 23ª Vara de Justiça Federal do Rio de Janeiro, que alegou a incompatibilidade legal e urbanística deste empreendimento industrial com o zoneamento urbano municipal, já que o local é zona residencial. Os moradores da Ilha do Governador também são contra a instalação do terminal.

O documento enviado pela Fapesca ao presidente mostra que São Gonçalo, entre outras vantagens, tem às margens da Baía de Guanabara diversos galpões e áreas abandonadas que estão em processo de revitalização devido à proximidade com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí. O documento dá ênfase também a vocação industrial nas áreas naval, pesqueira e náutica da cidade.
“A cidade dispõe de mão de obra qualificada disponível oriunda do tradicional setor pesqueiro local e regional, além de ter boa logística de transporte com opções rodoviárias, como o Arco Metropolitano e Ponte Rio-Niterói”, afirmou o ambientalista Sérgio Ricardo.

Ainda de acordo com Ricardo, impactos viários e perigo aéreo são alguns dos pontos que cercam a construção do TPP na Ilha do Governador. Cerca de 600 caminhões de pescado, por dia, irão trafegar pela única via de acesso ao bairro, o perigo aéreo baseia-se na proliferação de aves que o TPP vai proporcionar na região dentro da Área de Segurança Aeroportuária (ASA). O local é protegido como Área de Proteção Ambiental e de Recuperação Urbana e sofreria impactos urbanísticos e desvalorização imobiliária.
Um fator que poderia impedir a construção do terminal na orla de São Gonçalo, segundo os pescadores, seria o elevado processo de assoreamento na região, mas os responsáveis pela elaboração do documento destacam que a orla gonçalense já tem projetos de dragagens pontuais para resolver o problema.

O diretor jurídico da Fapesca, Victor Mucare, salientou os pontos que colocam São Gonçalo como o melhor receptor para o terminal.
“São Gonçalo é o local perfeito para essa construção, sua posição geográfica facilita a distribuição. Enquanto a Ilha do Governador tem apenas uma saída, o que geraria um grande congestionamento”, afirmou. O presidente da Associação de Pesca Artesanal de São Gonçalo, Juan Flores, está esperançoso com a vinda da construção do terminal pesqueiro para São Gonçalo. Ele estima que dois mil empregos sejam abertos.
“Nosso município é o mais propício a receber esse projeto, nossa costa é de fácil acesso a BR-101 (Rodovia Niterói-Manilha). Os profissionais de São Gonçalo e Niterói esperam ser contemplados com esse projeto”, disse. Atualmente, cerca de quatro mil pescadores são associados e em torno de 15 mil empregos são oriundos do mercado de pesca artesanal só no município de São Gonçalo.

O Ministério da Pesca, através de sua assessoria de imprensa, informou que vai cumprir a determinação, mas que o setor jurídico está analisando a liminar em busca de uma medida para manter o planejamento. Eles informam que todas as regiões sugeridas, atualmente, inclusive São Gonçalo, já foram estudadas e o local com maior disponibilidade para a construção do terminal é a Ilha do Governador.

Fonte: O SÃO GONÇALO Online

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Índios do Xingu recebem apoio da Embrapa

Os índios das 14 etnias que habitam o Parque Indígena do Xingu, situado ao norte de Mato Grosso, vão receber o reforço de técnicos da Embrapa, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e do Ministério da Pesca e Aquicultura para aumentar a quantidade de peixe na região, que está cada vez mais escasso.

Caciques de diferentes tribos visitaram a Embrapa nesta sexta-feira (17) para buscar apoio e ajuda das instituições. “Viemos aqui buscar ajuda para aumentar a quantidade de peixes nos nossos rios. De cinco anos para cá reduziu muito o número de peixes. Sabemos que isso é por causa do aumento da população e da construção de hidrelétricas nas regiões próximas ao Xingu. O rio começou a ficar raso”, explicou o cacique Aritana. Segundo ele, a questão também é cultural, uma vez que os indígenas realizam muitas festas com mais de dois mil índios, em que são oferecidos muitos peixes. Logo, a falta deles está prejudicando a realização das festas.

Para o presidente da Embrapa, Pedro Arraes, é de extrema importância atender ao pedido dos povos indígenas. “O peixe é um dos alimentos tradicionais dos índios, então não vamos medir esforços para ajudá-los e ensiná-los como fazer para aumentar essa quantidade de peixes. E para isso temos o mais recente centro de pesquisa, a Embrapa Pesca e Aquicultura para auxiliá-los no que for possível”, comentou.

Durante a reunião foi formada uma comissão com profissionais da Embrapa, Mapa, Ministério da Pesca e Aquicultura e Funai para atuarem na região. No primeiro momento ficou acertada a ida da comissão até o Parque Indígena Xingu, ainda na segunda semana de outubro, para fazer um diagnóstico de como está a situação. “A ideia é fazer um primeiro levantamento para verificar quais são as espécies que existem lá, os fatores que estão levando a diminuição da quantidade de peixes, para depois levarmos a laboratório e estudarmos a melhor solução para esse problema”, explicou o chefe da Embrapa Pesca e Aquicultura, Carlos Magno.

A expectativa é de que o cronograma de atividades e metas a serem atingidas seja elaborado ainda em setembro.

Fonte: Embrapa

terça-feira, 31 de agosto de 2010

PE - Começa hoje: Pesca Artesanal 2010

Começa hoje e vai até sexta (3/9) O “III Seminário Pesca Artesanal e Sustentabilidade Socioambiental: áreas protegidas de uso sustentável e mudanças climáticas” será realizado conjuntamente com o “IV Simpósio sobre Gênero e Meio Ambiente: a participação da mulher na pesca artesanal”

As inscrições estão encerradas, mas segundo a organização, as palestras e mesas redondas serão transmitidas pelo site do evento, abaixo a programação atualizada:



Abaixo o link para os trabalhos:

http://www.fundaj.gov.br/geral/pesca/comunicacao_oral.pdf

http://www.fundaj.gov.br/geral/pesca/poster.pdf

Maiores informações:

Fundação Joaquim Nabuco

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Pesca do Sururu na Lagoa Mundaú em Alagoas

O Sururu é vida e trabalho digno para muitas famílias que moram no Dique Estrada, nas proximidades da Lagoa Mundaú. Das águas, surgem a subsistência de Daniela Silva Santos, de 25 anos, Aurineide Silva dos Santos, de 37 anos, Niraldo Audálio dos Santos, de 27 anos e muitos outros chefes de família.

O pescador, a marisqueira e a despenicadeira são as funções decorrentes do molusco. O primeiro pesca, o segunda cata e terceiro tira o marisco da casca. As crianças aprendem muito cedo o ofício dos pais, Cleonício de 11 anos, despenica sururu desde os 5.

Aurineide, que tem o marido pescador, tinha outra função antes de ser marisqueira. "Eu trabalhava no comércio, mas preferi ajudar meu esposo, pois aqui não trabalho para ninguém, sustento minha família e sou mais independente, diz contente. Ela chega a tirar mais que um salário mínimo por mês para sustentar três filhos.

Niraldo é marisqueiro há 10 anos, sua profissão é auxiliar de carpinteiro, mas também preferiu migrar para tirar o sustento que vem da Lagoa Mundaú. "No verão, chego a ganhar 130 reais por semana, nessa época, a gente economiza, pois quando chega o inverno e as chuvas, não temos mais o sururu", explica.

No perído chuvoso, o sururu é substituido pela pesca do peixe e do massunim.

Fonte: Alagoas Em Tempo Real

quarta-feira, 7 de abril de 2010

MDA faz chamada pública

Assessoria Especial de Gênero Raça e Etnia do Ministério do Desenvolvimento Agrário (Aegre/MDA) e o Ministério da Aquicultura e Pesca (MPA) abriram, nesta segunda-feira, 5 de abril, chamada pública para a seleção de projetos a serem apoiados pelo Programa de Organização Produtiva de Mulheres Rurais em 2010.


As ações são voltadas para grupos produtivos como o de pescadoras artesanais, entre outras.


De 5 a 20 de abril serão recebidos projetos que contribuam para a promoção da autonomia econômica de mulheres; para o fortalecimento das organizações de produtoras rurais; para o incentivo à troca de informações, conhecimentos técnicos, culturais e organizacionais e para o apoio aos processos de formalização, gestão, agregação de valor aos produtos, comercialização e acesso às políticas públicas.


As propostas podem ser apresentadas para uma das 3 modalidades de apoio.
- Apoio aos Grupos Produtivos de Mulheres Rurais, as proposições devem obedecer o limite mínimo de R$100 mil e máximo de R$ 200 mil. 
- Apoio às Redes de Organizações Produtivas as propostas devem obedecer ao limite mínimo de R$200 mil e máximo de R$ 800 mil.


Nos dois casos, as propostas devem contemplar a meta obrigatória de formação e capacitação de produtoras rurais e/ou assessoras técnicas em gênero e políticas públicas para mulheres rurais e ao menos quatro das seguintes metas associadas:

  • Capacitação de produtoras rurais e assessorias técnicas; 
  • Estímulo à adoção de práticas; 
  • Intercâmbios; 
  • Realização de estudos, pesquisas, diagnósticos e sistematização de experiências; 
  • Fortalecimento da gestão participativa;
  • Apoio às ações de comercialização; 
  • Qualificação do processo de beneficiamento e transformação; e 
  • Apoiar as unidades de beneficiamento do pescado.




Na terceira modalidade, Apoio às Feiras da Economia Feminista e Solidária, o objetivo é apoiar a realização de Feiras da Economia Feminista e Solidária, no âmbito territorial, estadual ou regional. Nesta modalidade, as propostas devem obedecer os limites de R$ 300 mil para feiras estaduais e R$ mil para as regionais. 


Nas três modalidades, os recursos são destinados para despesas de custeio, com exceção dos projetos voltados para mulheres pescadoras, aquicultoras familiares e ribeirinhas, que poderão ser contemplados com recursos para infraestrutura. 


As propostas devem ser enviadas para a Assessoria Especial de Gênero, Raça e Etnia (AEGRE/MDA) no endereço: Setor Bancário Norte – SBN, Quadra 1, Edifício Palácio do Desenvolvimento, 21º Andar sala 2104, CEP 70057-900 Brasília/DF. 


Fonte: Ministério do Desenvolvimento Agrário


Mais informações:


http://www.mda.gov.br/portal/noticias/item?item_id=3969768 
(baixar anexos, como o Plano de Trabalho e Memória de Cálculo).



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Programa Ação Social (Globo) - Sábado 3 abril 2010


No último sábado o programa Ação Social da Globo se dedicou a apresentar o trabalho do Instituto Terramar (Ceará) com as comunidades pesqueiras tradicionais do litroral cearense.

De um modo geral, os projetos do Instituto Terramar propõe manter os pescadores nos povoados onde nasceram, promovendo para isso alternativa de renda, resgate da cultura local e buscar ações sustentabilidade no uso dos recursos naturais.

Abaixo vídeo sobre as marisqueiras de Curral Velho (CE):



Neste outro vídeo passa sobre uma criação de alga (Gracilaria) na comunidade de Guajiru (CE):



Maiores informações no blog do projeto SOS Algas.

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