Mais de dois meses após as primeiras manchas de óleo terem sido encontradas nas praias do Nordeste, ainda são muitas as dúvidas em relação ao vazamento que ameaça os ecossistemas litorâneos da região. Não é a primeira vez que o Brasil se depara com uma situação desse tipo, mas uma coisa é certa: o país nunca esteve diante de um desastre como o atual.
Até hoje, o acidente na refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), no Paraná, em 2000, é considerado o maior vazamento de petróleo em território brasileiro. Foram despejados em solo cerca de 4 milhões de litros. O acidente aconteceu quando o óleo cru era transferido do terminal marítimo da Petrobras em São Francisco do Sul (SC) para a Repar. Os danos foram gigantescos. A superfície contaminada foi de 17,70 hectares. E dois rios — o Barigui e o Iguaçu —, além de lençóis freáticos foram afetados.
Porém, o derramamento na costa nordestina preocupa mais porque ocorre em um sistema mais aberto e não se sabe de onde partiu o óleo. "A gente já teve alguns derramamentos de óleo, mas nenhum caso semelhante a esse do Nordeste. Em termos de quantidade, o vazamento da Repar foi maior, mas ocorreu em terra, situação que é mais facilmente controlada. O caso atual atinge uma área muito mais delicada. Além da costa, têm os manguezais, que são ambientes sensíveis", explica a coordenadora do Laboratório de Monitoramento Ambiental da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Clarissa Melo.
O professor Renato Eugênio de Lima, diretor do Centro de Apoio Científico em Desastres da Universidade Federal do Paraná, concorda com a avaliação de Melo. "Acidentes com dispersão de óleo em sistemas abertos são de enfrentamento difícil. Vazamentos em uma baía, em um navio identificado ou mesmo em uma plataforma já são desafios imensos. A situação de agora, pelas informações preliminares, tem características ainda mais desafiadoras", opina.
Baía de Guanabara
Quando se fala de vazamento de petróleo no mar, o mais expressivo no Brasil ocorreu na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, também em 2000. Na ocasião, um duto da Petrobras que ligava a Refinaria Duque de Caxias (Reduc) ao terminal Ilha d’Água, na Ilha do Governador, se rompeu. O vazamento foi de aproximadamente 1,3 milhão de litros de óleo combustível.
“Apesar de ser um volume menos expressivo, ele foi muito pior, por ter atingido uma área muito sensível”, afirma Clarissa Melo. "A partir de então, a legislação se tornou mais rigorosa, expressando uma maior preocupação e prevendo sanções para os danos ambientais provocados por desastres desse tipo", observa.
O acidente do Rio causou graves impactos socioambientais e provocou a redução de 90% da pesca na região. A Petrobras destinou R$ 15 milhões para projetos de revitalização ambiental e assinou um convênio de mais R$ 40 milhões. Em 2011, a mesma região sofreu novamente com novo vazamento. Dessa vez, foram 500 mil litros de óleo.
De acordo com o professor Renato Lima, o Brasil tem duras lições a tirar do desastre atual. “Devemos utilizar toda nossa capacidade para enfrentar o problema neste momento, mas temos também a obrigação de aprender as lições que vierem dessa experiência”, destaca. Para isso, ele ressalta a importância da pesquisa. “Investimentos em conhecimento científico para prevenção e preparação para resposta são sempre menores que os custos de qualquer desastre.”
Fonte: Correio Braziliense
Imagens: Diário de Pernambuco
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terça-feira, 5 de novembro de 2019
domingo, 20 de abril de 2014
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014
SP - Poluição reduz diversidade de bactérias marinhas no litoral paulista
Quanto menos poluída a água do mar no litoral de São Paulo, maior é a diversidade de bactérias marinhas. Essa foi uma das constatações de um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB/USP), após a coleta de amostras de água do mar e de plâncton na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião.
Eles participaram de uma pesquisa, realizada entre 2010 e 2012 com apoio da FAPESP, cujo objetivo geral era caracterizar comunidades bacterianas do litoral paulista por meio de análises moleculares e genéticas.
O foco estava nos exemplares quitinolíticos – ou seja, nas bactérias que metabolizam a quitina (polissacarídeo presente no exoesqueleto de muitos organismos marinhos) e liberam carbono e nitrogênio (utilizados em processos biológicos, fisiológicos e bioquímicos ao longo de toda a cadeia alimentar).
Após as fases de coleta e análise, foram encontrados 13 gêneros de bactérias quitinolíticas na Baixada Santista, 19 em Ubatuba e 28 em São Sebastião, somando as amostras de água do mar e de plâncton (alguns gêneros foram encontrados tanto em água do mar quanto em plâncton).
Por meio de estudos anteriores realizados pelo próprio ICB/USP, os pesquisadores conheciam os níveis de poluição antrópica (pelo homem) nos três locais: alto na Baixada Santista, médio em São Sebastião e baixo em Ubatuba.
Cruzando os resultados, concluiu-se que a maior diversidade é encontrada onde há poluição baixa ou mediana. “Os microrganismos nativos de um sistema competem com outros que chegam até ele, por meio de esgotos não tratados, por exemplo. E sobrevivem os mais fortes – no caso, aqueles associados aos poluentes”, disse Irma Nelly Gutierrez Rivera, professora e pesquisadora do ICB/USP.
De acordo com Rivera, tal redução na diversidade de bactérias quitinolíticas gera preocupações em ao menos três esferas. A primeira remete aos prejuízos diretos para a cadeia alimentar marinha, que necessita do carbono e do nitrogênio liberados pela metabolização da quitina. A segunda diz respeito a perdas para uma série de processos biotecnológicos nos quais essas bactérias são aplicáveis, como controle de insetos e fungos.
Já a terceira implica em riscos relacionados à perda de biodiversidade nos ecossistemas costeiros do país. “Há espécies desaparecendo antes mesmo de serem catalogadas. Isso é ruim porque devemos saber o que é nosso e o que não é – caso, por exemplo, dos microrganismos que chegam com a água de lastro dos navios e cuja interação com as espécies locais pode dar origem a espécies patogênicas que, por sua vez, podem causar doenças para o homem, para os animais marinhos e para o próprio ecossistema”, disse Rivera.
Metodologias e desenvolvimento
Entre 2007 e 2010, Rivera coordenou uma pesquisa com Auxílio Regular da FAPESP sobre a diversidade de microrganismos marinhos na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião.
A partir de então e até o segundo semestre de 2012, com novo projeto de pesquisa, Rivera passou a coordenar a caracterização das comunidades bacterianas nesses três locais. Ou seja, a equipe focou os estudos nas bactérias – mais especificamente nas quitinolíticas – e buscou identificá-las por meio de análises moleculares e genéticas.
Para tanto, o primeiro passo foram as coletas de amostras de água e plâncton, que duraram 20 meses em São Sebastião e dois verões em Ubatuba e na Baixada Santista.
Nos três locais estudados, o filo Proteobacteria foi o mais recorrente. Em relação aos gêneros, em amostras de água, Micromonospora predominou em Ubatuba e São Sebastião, enquanto Aeromonas prevaleceu na Baixada Santista. Em amostras de plâncton, Ubatuba teve outros gêneros de bactérias, como Streptomyces e Luteimonas, enquanto as Aeromonas foram as mais encontradas em São Sebastião e na Baixada Santista.
“Para chegar ao nível das espécies, é preciso lançar mão de metodologias mais complexas”, afirmou Rivera. “Até hoje, conhecemos pouquíssimas espécies. Estudos apontam que os oceanos são os ambientes mais ricos em diversidade procariótica, com aproximadamente 3,5 x1030 espécies de bactérias. Por enquanto, apenas cerca de 6 mil delas estão descritas.”
Os pesquisadores do ICB/USP farão o sequenciamento completo do genoma de ao menos uma das bactérias quitinolíticas coletadas, a fim de identificar a que espécie ela pertence. Outro desdobramento serão estudos sobre as enzimas produzidas por bactérias de ecossistemas marinhos e suas possíveis aplicações biotecnológicas.
Eles participaram de uma pesquisa, realizada entre 2010 e 2012 com apoio da FAPESP, cujo objetivo geral era caracterizar comunidades bacterianas do litoral paulista por meio de análises moleculares e genéticas.
O foco estava nos exemplares quitinolíticos – ou seja, nas bactérias que metabolizam a quitina (polissacarídeo presente no exoesqueleto de muitos organismos marinhos) e liberam carbono e nitrogênio (utilizados em processos biológicos, fisiológicos e bioquímicos ao longo de toda a cadeia alimentar).
Após as fases de coleta e análise, foram encontrados 13 gêneros de bactérias quitinolíticas na Baixada Santista, 19 em Ubatuba e 28 em São Sebastião, somando as amostras de água do mar e de plâncton (alguns gêneros foram encontrados tanto em água do mar quanto em plâncton).
Por meio de estudos anteriores realizados pelo próprio ICB/USP, os pesquisadores conheciam os níveis de poluição antrópica (pelo homem) nos três locais: alto na Baixada Santista, médio em São Sebastião e baixo em Ubatuba.
Cruzando os resultados, concluiu-se que a maior diversidade é encontrada onde há poluição baixa ou mediana. “Os microrganismos nativos de um sistema competem com outros que chegam até ele, por meio de esgotos não tratados, por exemplo. E sobrevivem os mais fortes – no caso, aqueles associados aos poluentes”, disse Irma Nelly Gutierrez Rivera, professora e pesquisadora do ICB/USP.
De acordo com Rivera, tal redução na diversidade de bactérias quitinolíticas gera preocupações em ao menos três esferas. A primeira remete aos prejuízos diretos para a cadeia alimentar marinha, que necessita do carbono e do nitrogênio liberados pela metabolização da quitina. A segunda diz respeito a perdas para uma série de processos biotecnológicos nos quais essas bactérias são aplicáveis, como controle de insetos e fungos.
Já a terceira implica em riscos relacionados à perda de biodiversidade nos ecossistemas costeiros do país. “Há espécies desaparecendo antes mesmo de serem catalogadas. Isso é ruim porque devemos saber o que é nosso e o que não é – caso, por exemplo, dos microrganismos que chegam com a água de lastro dos navios e cuja interação com as espécies locais pode dar origem a espécies patogênicas que, por sua vez, podem causar doenças para o homem, para os animais marinhos e para o próprio ecossistema”, disse Rivera.
Metodologias e desenvolvimento
Entre 2007 e 2010, Rivera coordenou uma pesquisa com Auxílio Regular da FAPESP sobre a diversidade de microrganismos marinhos na Baixada Santista, em Ubatuba e em São Sebastião.
A partir de então e até o segundo semestre de 2012, com novo projeto de pesquisa, Rivera passou a coordenar a caracterização das comunidades bacterianas nesses três locais. Ou seja, a equipe focou os estudos nas bactérias – mais especificamente nas quitinolíticas – e buscou identificá-las por meio de análises moleculares e genéticas.
Para tanto, o primeiro passo foram as coletas de amostras de água e plâncton, que duraram 20 meses em São Sebastião e dois verões em Ubatuba e na Baixada Santista.
Nos três locais estudados, o filo Proteobacteria foi o mais recorrente. Em relação aos gêneros, em amostras de água, Micromonospora predominou em Ubatuba e São Sebastião, enquanto Aeromonas prevaleceu na Baixada Santista. Em amostras de plâncton, Ubatuba teve outros gêneros de bactérias, como Streptomyces e Luteimonas, enquanto as Aeromonas foram as mais encontradas em São Sebastião e na Baixada Santista.
“Para chegar ao nível das espécies, é preciso lançar mão de metodologias mais complexas”, afirmou Rivera. “Até hoje, conhecemos pouquíssimas espécies. Estudos apontam que os oceanos são os ambientes mais ricos em diversidade procariótica, com aproximadamente 3,5 x1030 espécies de bactérias. Por enquanto, apenas cerca de 6 mil delas estão descritas.”
Os pesquisadores do ICB/USP farão o sequenciamento completo do genoma de ao menos uma das bactérias quitinolíticas coletadas, a fim de identificar a que espécie ela pertence. Outro desdobramento serão estudos sobre as enzimas produzidas por bactérias de ecossistemas marinhos e suas possíveis aplicações biotecnológicas.
Fonte: Agência FAPESP
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
Instituto faz teste em espuma do mar de Angra dos Reis
Técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), fazem hoje (2) nova vistoria para descobrir a origem da espuma que se acumula nas praias da região entre Angra dos Reis e Paraty, na costa verde fluminense.
Dessa vez, a análise será feita na captação de água e no descarte de efluentes das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, pertencentes à Eletrobras/Eletronuclear, que ficam próximas aos locais onde a espuma apareceu, há cerca de dois meses.
"Vamos fazer essa análise nas usinas para termos uma comparação entre essas amostras, apenas com o intuito de confirmar os primeiros exames", disse a presidenta do Inea, Marilene Ramos.
Os primeiros testes com amostras da espuma foram feitos na semana passada e os resultados mostraram que a composição é orgânica e não apresenta risco ao meio ambiente.
Segundo o superintendente regional do INEA, Júlio Avelar, a análise não detectou a presença de surfactantes – que são substâncias como detergente e sabão – que poderiam ser provenientes de atividades industriais. A substância encontrada, em sua maior parte, foi de microalgas que, por ação dos ventos e turbulência no mar, causam a espuma.
O presidente da colônia de pescadores de Angra dos Reis, Alexandre de Castro, se queixou que até o momento nenhuma autoridade se reuniu com os pescadores para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
"A espuma é muito densa, e os peixes não circulam nos locais onde ela está concentrada. A renda dos pescadores aqui da região depende única e exclusivamente da pesca, e nós estamos sendo muito prejudicados. Esperamos uma explicação ou justificativa, para entendermos o que está ocorrendo", contou.
A Eletrobrás/Eletronuclear informou em nota publicada em seu site que o fenômeno não tem qualquer relação com as atividades da empresa e que o mesmo fenômeno ocorreu em Mooloolaba, na Costa Leste da Austrália, e em Aberdeen, no Norte da Escócia.
De acordo com a empresa, os estudos do Inea constataram que "se trata de um feito natural, que ocorre praticamente todos os anos também na costa brasileira e que, neste ano, alcançou grandes proporções devido às condições oceanográficas e meteorológicas".
Dessa vez, a análise será feita na captação de água e no descarte de efluentes das usinas nucleares Angra 1 e Angra 2, pertencentes à Eletrobras/Eletronuclear, que ficam próximas aos locais onde a espuma apareceu, há cerca de dois meses.
"Vamos fazer essa análise nas usinas para termos uma comparação entre essas amostras, apenas com o intuito de confirmar os primeiros exames", disse a presidenta do Inea, Marilene Ramos.
Os primeiros testes com amostras da espuma foram feitos na semana passada e os resultados mostraram que a composição é orgânica e não apresenta risco ao meio ambiente.
Segundo o superintendente regional do INEA, Júlio Avelar, a análise não detectou a presença de surfactantes – que são substâncias como detergente e sabão – que poderiam ser provenientes de atividades industriais. A substância encontrada, em sua maior parte, foi de microalgas que, por ação dos ventos e turbulência no mar, causam a espuma.
O presidente da colônia de pescadores de Angra dos Reis, Alexandre de Castro, se queixou que até o momento nenhuma autoridade se reuniu com os pescadores para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido.
"A espuma é muito densa, e os peixes não circulam nos locais onde ela está concentrada. A renda dos pescadores aqui da região depende única e exclusivamente da pesca, e nós estamos sendo muito prejudicados. Esperamos uma explicação ou justificativa, para entendermos o que está ocorrendo", contou.
A Eletrobrás/Eletronuclear informou em nota publicada em seu site que o fenômeno não tem qualquer relação com as atividades da empresa e que o mesmo fenômeno ocorreu em Mooloolaba, na Costa Leste da Austrália, e em Aberdeen, no Norte da Escócia.
De acordo com a empresa, os estudos do Inea constataram que "se trata de um feito natural, que ocorre praticamente todos os anos também na costa brasileira e que, neste ano, alcançou grandes proporções devido às condições oceanográficas e meteorológicas".
O superintendente do INEA também tranqüilizou a população em relação a esta mesma espuma, em maior quantidade, saindo na saída de água das usinas nucleares Angra I e II. De acordo com ele, não há a menor relação entre o fenômeno e a atividade nuclear. O que acontece é que a água do mar entra no sistema de refrigeração das turbinas das unidades, e sai em maior quantidade, mas não há poluição.
A espuma amarelada preocupou moradores e turistas de Angra dos Reis e Paraty, principalmente pela cor e espessura. Em consequência, o Inea coletou amostras em 31 de outubro para análise. Apesar de o material não oferecer riscos, o representante do instituto dá um aviso. “O que promove essas florações de algas é a quantidade de nutrientes no ambiente, muito vindo por esgoto doméstico, como nitrogênio, fósforo. Esta contaminação orgânica vai colocando nutrientes na água”, alertou Júlio Avelar, completando que também está relacionado a fatores ambientais, como temperatura e salinidade. O superintendente informou, ainda, que o monitoramento da Baía da Ilha Grande é feito pelo próprio Inea em 22 pontos diferentes. Neste ano, foram realizadas 13 expedições com objetivo de acumular informação sobre a biodiversidade do local.
A espuma amarelada preocupou moradores e turistas de Angra dos Reis e Paraty, principalmente pela cor e espessura. Em consequência, o Inea coletou amostras em 31 de outubro para análise. Apesar de o material não oferecer riscos, o representante do instituto dá um aviso. “O que promove essas florações de algas é a quantidade de nutrientes no ambiente, muito vindo por esgoto doméstico, como nitrogênio, fósforo. Esta contaminação orgânica vai colocando nutrientes na água”, alertou Júlio Avelar, completando que também está relacionado a fatores ambientais, como temperatura e salinidade. O superintendente informou, ainda, que o monitoramento da Baía da Ilha Grande é feito pelo próprio Inea em 22 pontos diferentes. Neste ano, foram realizadas 13 expedições com objetivo de acumular informação sobre a biodiversidade do local.
domingo, 3 de novembro de 2013
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Seminário traça paralelo entre a Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável – CMADS, com o apoio da Frente Parlamentar Ambientalista e Fundação SOS Mata Atlântica realizam no dia 11 de abril, o Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
O objetivo do debate é apresentar os desafios e lacunas nas políticas públicas para a conservação e proteção dos ecossistemas marinhos e também propor uma agenda de trabalho entre os atores envolvidos.
Segundo o Deputado Sarney Filho (PV/MA), autor do requerimento Nº 181/2013 que solicita a realização do evento, apesar da relevância ecológica e socioeconômica, os ambientes marinhos e costeiros estão entre os mais ameaçados do País e menos protegidos por acordos, normas, leis e políticas públicas.
“Os ecossistemas marinhos brasileiros prestam enormes serviços ambientais que favorecem o bem-estar humano, o equilíbrio climático, a produção de pescados e a proteção da linha de costa”, alertou Sarney Filho.
Em 2013 a Constituição Federal completa 25 anos, momento considerado oportuno pelos ambientalistas para avaliar de que forma a conservação marinha está amparada na legislação brasileira. De acordo com a Constituição Federal Brasileira, de 1988, em seu artigo 225, a Zona Costeira, região habitada por quase a metade de população do País, foi definida como um Patrimônio Nacional e sua utilização se dará na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente e dos recursos naturais.
O Seminário será realizado no Plenário 8, do Anexo II, da Câmara dos Deputados, em Brasília.
Confira abaixo a programação do evento:
9h30 às 10h10 – Abertura
· Deputado PENNA, Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
· Deputado SARNEY FILHO, Primeiro-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista;
· Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável;
· Deputado MÁRCIO MACÊDO, Coordenador do GT Mar da Frente Parlamentar Ambientalista e
· Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica
10h10 às 11h10 – Apresentações Técnicas
· Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
Tema: Ecossistemas costeiros e marinhos: ameaças e legislação nacional aplicável.
Palestrante: Senhora ILÍDIA JURAS, Consultora Legislativa da Câmara dos Deputados.
Tema: Análise comparada sobre legislação internacional para zona costeira.
Palestrante: Senhor ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental.
Tema: Estudo da arte dos 25 anos de gerenciamento costeiro integrado.
Palestrante: Senhor MAURO FIGUEIREDO DE FIGUEIREDO, Assessor do Departamento de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente.
11h10 às 12h30 - Painel Governamental
· Coordenador: GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional.
Palestrantes:
· Representante do Ministério do Meio Ambiente
· Senhora CLÁUDIA ALVES DE MAGALHÃES, representante do Comitê-Executivo do GI-Gerco - Grupo de Integração do Programa Nacional de Gerenciamento Costeiro
· Senhor AMÉRICO TUNES, Secretário de Monitoramento e Controle da Pesca e Aquicultura do Ministério da Pesca e Aquicultura
· Capitão-de-Mar-e-Guerra MARISE SILVA CARNEIRO, Subsecretária para o PSRN - Plano Setorial para os Recursos do Mar da Marinha do Brasil
12h30 às 14h – Almoço
14h às 15h – Painel Ciência
· Coordenadora: LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica.
Palestrantes:
· Senhor MARCUS POLETTE, Professor-Pesquisador da Univale - Universidade Vale do Itajaí;
· Senhor ALEXANDER TURRA, Professor-Pesquisador do Instituto Oceanográfico da USP - Universidade de São Paulo e
· Senhora BEATRICE PADOVANI, Professora-Pesquisadora da UFPE - Universidade Federal de Pernambuco.
15h às 16h – Painel Sociedade Civil
· Coordenador: ANDRÉ LIMA, Consultor Ambiental
Palestrantes:
· Senhora LEANDRA GONÇALVES, Consultora da Fundação SOS Mata Atlântica;
· Senhor GUILHERME DUTRA, Diretor do Programa Marinho da CI - Conservação Internacional e
· Senhora HELOÍSA DIAS, Coordenadora do Colegiado Mar da Reserva Biosfera.
16h às 17h - Conclusões Finais e Encaminhamentos
Composição da Mesa:
· Deputado ARNALDO JORDY, Segundo-Vice-Presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e
· Senhor ROBERTO KLABIN, Presidente da Fundação SOS Mata Atlântica.
Serviço:
O que: Seminário: 25 anos da Constituição Federal e a Proteção dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos.
Data: 11 de abril
Horário: 9h30 às 17h
Local: Plenário 8, do Anexo II, da Câmara dos Deputados.
Fonte: Câmara dos Deputados
Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
Câmara dos Deputados
Telefone: 61-3216-6527
E-mail: meioambiente@camara.leg.br
domingo, 23 de dezembro de 2012
domingo, 25 de novembro de 2012
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Noruega - Esforço para remover apetrechos de pesca perdidas ao longo da costa norueguesa tem atraido a atenção internacional.
(tradução Livre: Per Kjelby e Maurício Düppré)
Realizado a mais de duas décadas, a atividade de recolhimento de resíduos no mar ao longo da costa norueguesa tem agora chamado a atenção de outros países.
Gjermund Langedal, Diretor de Desenvolvimento de Pesca do país disse que cientistas, gestores e organizações de Islândia, Suécia e EUA pediram informações sobre o desenvolvimento deste trabalho.
O arrasteiro Johan Feyer é a embarcação utilizada nesta faina de remediação ao problema de perdas e descartes de materiais e equipamentos utilizados em pescarias.
Grande quantidade de apetrechos perdidos (como redes fantasmas) são recolhidas.
Na atividade de arrasto para a limpeza da costa foram priorizadas as áreas entre Ålesund e Vardø.
Do final de agosto até setembro foram recolhidas 900 fios, 7,5km de cabos, cerca de 40km de linhas de pesca
Desde o final de agosto a setembro foi levantado mais de 900 fios, e cerca de 7500 metros de corda, de aproximadamente 40 mil metros de linha, cerca de 3.500 metros de arame, e duas redes de arrasto de camarão.
Além disso, captura alguns caranguejos reais, correntes, apitos, roupas de oleado, etc.
Ao todo, entre os anos de 2010 e 2012 foram recolhidas cerca de 3.000 redes de pesca, montante superior a períodos anterioes, porém a Direção não acha que isso vem ocorrendo por que os pescadores tem perdido mais redes.
- O aumento é, provavelmente, devido ao aumento tempo de recolhimento destes apetrechos, como também um aumento na concientização dos pescadores que tem reportado mais quando perdem seus apetrechos, diz Langedal.
Parte do material, como redes de pesca, que são recolhidas do fundo do mar.
Os pescadores devem comunicar a perda de seus apetrechos
Para o trabalho de limpeza da costa ser de fato eficiente depende da colaboracão com os pescadores e de um bom diálogo com eles.
No trabalho de limpeza e recolhimento de equipamentos de pesca perdidos na costa norueguesa são definidas áreas prioritárias definidas com os dados anuais de reportes de perdas de apetrechos e outras onde tradicionalmente são áreas de pesca com conhecidas perda e danos de apetrechos de pesca.
Fonte: NRK
domingo, 26 de agosto de 2012
domingo, 15 de julho de 2012
domingo, 24 de junho de 2012
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Orla de municípios pernambucanos é tema de audiência
Pescadores são contra a mudança
Representantes do Ministério Público, pescadores, biólogos, membros de ONGs e outros setores da sociedade civil lotaram, nesta terça-feira (10), o Auditório das Tabocas, no Centro de Convenções, para discutir em audiência pública o estudo de impacto ambiental a respeito da recuperação da orla marítima dos municípios de Jaboatão dos Guararapes, Recife, Olinda e Paulista. O projeto para contenção do nível do mar prevê que 7,6 milhões de metros cúbicos de areia sejam retirados de uma área em alto mar próximo ao município do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana do Recife, e colocados em áreas onde já existe areia. A audiência pública foi convocada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco e é etapa obrigatória do processo de licenciamento ambiental. A população foi convocada para ser ouvida e as opiniões a respeito do projeto eram diversas.
" A proposta é que aconteça com 19 praias, o que vai facilitar o turismo, o lazer e o comércio local. Além disso, vai preparar o Litoral para o enfrentamento das mudanças climáticas. Com o aquecimento global, o nível do mar vai ser elevado e os municípios precisam ter maiores condições de enfrentar essas mudanças", é o que explica o secretário de Meio Ambiente, Sérgio Xavier.
A proposta é que não seja retirado nenhum metro de mar. De acordo com o secretário executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Estado, Hélvio Polito, não está previsto que nenhuma propriedade seja desapropriada. O secretário explica que ao longo do tempo o projeto precisa ser monitorado. "O movimento das faixas de areia é natural e espera-se que em cinco anos se perca 40% do que vai ser posto na praia de Boa Viagem. Já em Olinda, é esperado que haja um acréscimo de 20%, mas esse é um tipo de intervenção bastante comum no mundo inteiro, não estamos inventando nada", pontuou.
Os pescadores lotaram ônibus para se dirigirem ao Centro de Convenções e eram contra a proposta. Maria da Guia, 50 anos, é a primeira pescadora de Pernambuco, mora no Janga e chegou em Olinda às 7h. "Vim defender a mãe natureza que está pedindo clemência, só ficamos sabendo da audiência ontem, ao meio-dia, e muitos não podem vir porque não têm dinheiro para a passagem". De acordo com Marcos Antônio, diretor da colônia de pescadores de Gaibu, a retirada da areia no Cabo prejudicará o escossistema da região já que a areia leva alevinos e mariscos: "Vai ser uma tragédia total para todo o manguezal, no momento em que se desvia o leito, todos os seres vão se exterminar". Os pescadores alegam que o projeto pensa apenas na preservação da orla e não no estuário.
Já para Gabriel de Queiroz, membro do Grupo de Estudo de Sirênios, Cetáceos e Quelônio (Gescq), o projeto é bastante interessante. "Nós monitoramos desovas de Tamandaré a Itamaracá e está cada vez mais difícil encontrar lugar para os ovos de tartarugas. Acredito que isso vai ser bom para o turismo e para a preservação. No entanto, é preciso ter cuidado, não se sabe como vai ficar a correnteza, por exemplo". Maria Lúcia de Oliveira é ensusiasta do projeto pela recuperação do espaço das praias: "A praia é um bem de todos e o espaço de lazer mais democrático, há muito tempo se buscava uma solução mais efetiva para essa situação".
As incertezas a respeito do projeto ainda são muitas e o próprio secretário executivo admite que a intervenção deve ser feita com todo cuidado apesar de já serem sete anos de estudo. Sobre a situação dos pescadores, o secretário Sérgio Xavier afirma que essa era uma das finalidades da audiência pública: "Precisamos encontrar um ponto de equilíbrio e todos serão ouvidos". As obras devem começar no início de 2013 e Jaboatão dos Guararapes é o município que tem mais condições de iniciar as obras.
Fonte: UOL
domingo, 25 de dezembro de 2011
domingo, 18 de dezembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
sábado, 29 de outubro de 2011
Conferência USP Sobre o Mar
Objetivo: Promover uma reflexão sobre os temas “Oceano e Clima”, “Biodiversidade” e “Exploração em Águas Profundas” na USP, considerando referências internacionais de relevância acadêmica, com o objetivo de se incorporar novas áreas de conhecimento nos temas e ampliar a interatividade interinstitucional, visando patamares acadêmicos de excelência.
Palestrantes:
Tema: Oceano e clima
1) Paul G. Falkowski - Rutgers University, Institute of Marine and Coastal Sciences - Ciclos Biogeoquímicos.
2) Antonio Busalacchi - University of Maryland, Earth System Science Interdisciplinary Center - Variabilidade climática e previsões, Circulação do Oceano Tropical.
3) Jorge Sarmiento - Columbia University, Atmospheric and Oceanic Sciences - Circulação e biogeoquímica marinha.
4) William Curry - Woods Hole Oceanographic Institution, Ocean and Climate Change Institute - Paleoclimatologia e paleo-oceanografia quantitativas.
Tema: Biodiversidade
2) William Fenical - University of California at San Diego, Scripps Institution of Oceanography, Center for Marine Biotechnology and Biomedicine - Bioprospecção e Biotecnologia Marinha.
3) Stephen Palumbi - Stanford University, Hopkins Marine Station - Genética de reservas marinhas para conservação e pesca.
4) David Michael Karl - University of Hawaii, Department of Oceanography - Microorganismos marinhos.
Tema: Exploração em águas profundas
2) Daniel J. Fornari - Woods Hole Oceanographic Institution, Deep Ocean Exploration Institute - Morfologia e estrutura de feições de oceano profundo.
3) Juan Luis Suárez de Vivero - Universidad de Sevilla, Espanha - Aspectos jurídicos da exploração em águas profundas.
4) Gary D. Libecap - Bren School of Environmental Science & Management, University of California - Aspectos econômicos da exploração em águas profundas.
Local: Anfiteatro da FAU/USP
Horários: das 9h30 às 17h.
domingo, 10 de julho de 2011
sábado, 9 de abril de 2011
Dois Brasileiros no Everglades: Parte 02 - East Cape x North West Cape
DIA 2 - 14/02/2011 – East Cape
A barraca realmente é pequena ( a minha que era maior, ficou
no Brasil em nome do menor peso e espaço ocupado na canoa), mas cabe
perfeitamente 2 marmanjos, em posição de múmia, cada um em seu saco de dormir,
devidamente embalsamado. Dormi cedo e muito bem, sem sentir frio nem calor.
Saí da barraca, já com o sol nascido, e muito curioso para
saber como estava tudo. A noite havia acordado subitamente algumas vezes para
saber se os quatis (racoons) ou ratos estavam nos visitando, mas não cheguei em
momento algum de fato a escutá-los. Pelo menos os barulhos que escutava
creditava ao mar, ondas, vento e sequer me dei ao trabalho de me desempacotar e
sair da barraca para averiguar.
Logo cedo, mas já com o sol acima do horizonte, saí da barraca
e vi várias pegadas de racoon sob os nossos containers, que graças a suas
presilhas que travam as tampas, continuavam intactos. O mesmo não ocorreu com o
lixo que havíamos pendurado em um alto galho enterrado nem nos talheres, pratos
e panelas enterradas na areia.
Foto: Pegadas de racoons que desenterraram os talheres e lixo de nosso acampamento.
Tudo fora da barraca além do “confere” do quati está tudo
muito úmido, coisa que o sol em menos de 2 horas dará conta de secar, tempo
enquanto preparamos o café e preparamos a canoa com todas as nossas tralhas pra
encarar o segundo dia de mar, rumo ao nosso segundo ponto: NorthWest Cape a
cerca de 9 milhas daqui.
Foto: Tudo pronto, partiu?
LEMBRANÇAS DO DIA 02 – 14/02/11 - EAST CAPE X NWCAPE
Acordamos em East Cape não muito cedo (9h), demoramos 3h
para desfazer o acampamanento, arrumar tudo e tomarmos o café e às 12:10 saímos
a NWCape. Antes nosso lixo conseguimos deixar com um grupo que estavam acampados a duas centenas de metros de nosso acampamento, onde dois casais e
filhos voltariam hoje a civilização com suas lanchas motorizadas e
nos fizeram esta gentileza, reduzindo em 1kg nossa carga pro resto da viagem.
Foto: Pelicano e Middle Cape a vista!
Após 1:10 h de remada já estávamos em Middle Cape e no caminho
acordamos uma tartaruga cabeçuda que estava boiada dormindo tranqüila. Depois
de alguns segundos de muitas fotos e a canoa quase encostada nela, ela se tocou
que tinha companhia, levando um susto e mergulhando verticalmente para nunca
mais.
Foto: Sorria Caretta caretta!
A remada foi tranqüila com ventos e corrente a favor.
Ficamos um tempo em Middle Cape, passeando por sua praia, vendo a vegetação,
conchas e fauna local, mas nem chegamos a almoçar, pois o café da manhã ainda
estava mantendo a disposição da tripulação e não esperávamos que faríamos tão
rápido este trecho que a fome não chegou ainda.
Foto: Middle Cape
Voltamos a remar e de Middle Cape até o canal foi incrível,
com vento, corrente forte e ondas a nosso favor, não tivemos nenhum trabalho em
remar, apenas controlar a direção da canoa e em 25minutos já estávamos em um
belíssimo banco de areia próximo asaída
do canal onde ficamos mais de 1 hora apreciando o local, sua água rasa, conchas
e pássaros.

Dali até NWCape mais 1:20h de remada um pouco mais complicada, contra as ondas e vento, mas nada demais, porém que serviu para ficarmos espertos e pensar no que pode estar por vir e a remada de amanhã terá um percurso maior.
Chegando em NWCape fomos recepcionados por uma mulher que sozinha estava acampada junto a sua canoa a vela. A praia de NW Cape é linda e enorme. Chegamos bem antes do pôr-do-sol e ficamos de espectador, felizes e de moral alta vendo um grupo de golfinhos cruzando a extensão da praia, com alguns saltos junto ao sol que cada vez se aproximava do horizonte. Enquanto isso era o segundo dia de banho com água do mar, roupas secas e montagem de acampamento.

Foto: Parada mágica no Banco de Areia
Dali até NWCape mais 1:20h de remada um pouco mais complicada, contra as ondas e vento, mas nada demais, porém que serviu para ficarmos espertos e pensar no que pode estar por vir e a remada de amanhã terá um percurso maior.
Chegando em NWCape fomos recepcionados por uma mulher que sozinha estava acampada junto a sua canoa a vela. A praia de NW Cape é linda e enorme. Chegamos bem antes do pôr-do-sol e ficamos de espectador, felizes e de moral alta vendo um grupo de golfinhos cruzando a extensão da praia, com alguns saltos junto ao sol que cada vez se aproximava do horizonte. Enquanto isso era o segundo dia de banho com água do mar, roupas secas e montagem de acampamento.
A praia tinha muita madeira seca. Aproveitamos e fizemos uma
grande fogueira e um churrasco com milho e batata, além em claro da carne e
lingüiças que restaram de ontem. Comemos e bebemos muito! Noite clara, ficamos
acordados até tarde aproveitando a noite e temperatura agradável e antes de
dormir preparamos tudo, com mais experiência, para que o quati não levasse
nada, pois ao chegarmos a tarde na praia o que mais vimos além de madeiras eram
pegadas deste nosso amigo invisível.
Foto: Fogueira enquanto podemos
No meio da noite acordei para checar tudo e tentar enfim
conhecer este nosso discreto amigo e nada dele aparecer. Mas valeu interromper
o sono pois tive o privilégio de acompanhar um pôr-da-lua incrível e na
sequencia uma noite super escura onde a quantidade de estrelas era inimaginável.
Acordei bem cedo, sem vento algum, mar parecendo uma piscina
e o grupo de golfinhos retornando em sentido contrário ao visto no final de
tarde, saindo da enseada e buscando o Norte, mesmo rumo que o nosso!
Foto: Dia 3 lá vamos nós!
terça-feira, 5 de abril de 2011
RJ - Curso capacita pescadores para a segurança no mar
A Petrobras e a Falck Nutec iniciaram as aulas do Pescador Seguro no dia 28 de março (segunda-feira). O projeto tem como objetivo a capacitação de pescadores artesanais para a segurança no mar.
Aproximadamente 360 profissionais dos municípios costeiros da área de influência da Petrobras na Bacia de Campos receberão, até abril de 2012, treinamento prático e teórico de oito horas de duração. Os temas das aulas são: primeiros socorros, combate a incêndio com ênfase em embarcações pesqueiras, sobrevivência no mar e navegação com GPS. Cerca de 30 pescadores foram certificados na aula inaugural.
“Este trabalho é de grande relevância, pois demonstra o comprometimento da Petrobras com as comunidades localizadas em seu entorno e com a segurança em alto mar. Com as aulas, os pescadores passam a ter condições de agir em defesa própria e de outras pessoas, evitando que acidentes reversíveis e controláveis ganhem grandes proporções e coloquem em risco a saúde dos envolvidos”, diz o gerente de Meio Ambiente da Petrobras na Bacia de Campos, Aldo de Brito.
Este é o segundo convênio do Pescador Seguro assinado entre a Petrobras e a Falck Nutec. Durante as aulas do primeiro convênio, realizadas entre 2007 e 2008, 433 pescadores foram capacitados.
“Entendemos a importância social deste projeto e, por isso, retomamos as atividades em 2011, a partir deste novo convênio com a Petrobras. Observamos o quanto o conhecimento é bem recebido pelos pescadores e como isso auxilia no dia a dia deles”, ressaltou o diretor Comercial da Falck Nutec, Alexandre Reis.
Para participar do curso, é preciso fazer a inscrição nas Colônias e Núcleos Regionais de Pescadores e ter o Registro Geral da Pesca, emitido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, ou a habilitação de aquaviário (carteira POP), emitida pela Marinha do Brasil. Este é um dos critérios do Programa Petrobras Mosaico de fomento à regularização profissional, do qual o Pescador Seguro faz parte.
“É importante que todos nós sejamos cadastrados e tenhamos nosso registro ou carteira POP. Neste sentido, o Pescador Seguro vai além da capacitação para a segurança no mar e contribui também para nossa regularização profissional”, afirmou a representante da Colônia da Z-2 de São João da Barra, Marinete Silva.
A segunda aula do convênio 2011/2012 do Projeto Pescador Seguro está prevista para o dia 18/04 e será direcionada para pescadores inscritos nas Colônias e Núcleos Regionais de Cabo Frio, Tamoios e Búzios. A cada mês, uma nova turma é formada.
“Este trabalho é de grande relevância, pois demonstra o comprometimento da Petrobras com as comunidades localizadas em seu entorno e com a segurança em alto mar. Com as aulas, os pescadores passam a ter condições de agir em defesa própria e de outras pessoas, evitando que acidentes reversíveis e controláveis ganhem grandes proporções e coloquem em risco a saúde dos envolvidos”, diz o gerente de Meio Ambiente da Petrobras na Bacia de Campos, Aldo de Brito.
Este é o segundo convênio do Pescador Seguro assinado entre a Petrobras e a Falck Nutec. Durante as aulas do primeiro convênio, realizadas entre 2007 e 2008, 433 pescadores foram capacitados.
“Entendemos a importância social deste projeto e, por isso, retomamos as atividades em 2011, a partir deste novo convênio com a Petrobras. Observamos o quanto o conhecimento é bem recebido pelos pescadores e como isso auxilia no dia a dia deles”, ressaltou o diretor Comercial da Falck Nutec, Alexandre Reis.
Para participar do curso, é preciso fazer a inscrição nas Colônias e Núcleos Regionais de Pescadores e ter o Registro Geral da Pesca, emitido pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, ou a habilitação de aquaviário (carteira POP), emitida pela Marinha do Brasil. Este é um dos critérios do Programa Petrobras Mosaico de fomento à regularização profissional, do qual o Pescador Seguro faz parte.
“É importante que todos nós sejamos cadastrados e tenhamos nosso registro ou carteira POP. Neste sentido, o Pescador Seguro vai além da capacitação para a segurança no mar e contribui também para nossa regularização profissional”, afirmou a representante da Colônia da Z-2 de São João da Barra, Marinete Silva.
A segunda aula do convênio 2011/2012 do Projeto Pescador Seguro está prevista para o dia 18/04 e será direcionada para pescadores inscritos nas Colônias e Núcleos Regionais de Cabo Frio, Tamoios e Búzios. A cada mês, uma nova turma é formada.
Fonte: Portal Fator Brasil
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