Pescadores e marisqueiras vão trocar experiências com chef de cozinha do RJ e com lideranças comunitárias para valorizar a pesca artesanal e produzir receitas com robalo e caranguejo rastreados
A Reserva Extrativista (Resex) de Canavieiras, no Sul da Bahia, vai receber iniciativas de gastronomia social nos próximos dias 11 e 12 de setembro. A iniciativa do projeto Pesca+Sustentável, da ONG Conservação Internacional, pretende aproximar pescadores e marisqueiras dos chefs de cozinha para uma troca de saberes e práticas, tendo por objetivo a valorização do pescado artesanal e a oferta de produtos sustentáveis nos restaurantes e barracas de praia da Bahia.
O primeiro encontro será em Campinhos, uma comunidade ribeirinha dentro da Resex, onde mora Dona Marlene, marisqueira que criou a família pescando e hoje abre as portas da sua casa para gastronomia familiar: ela oferece receitas com seus próprios pescados. O Pesca+Sustentável vai levar até Dona Marlene, no dia 11 de setembro, os cabaneiros de praias de Canavieiras para que se inspirem em suas receitas e também o chef de cozinha Charly Damian, parceiro do projeto no Rio de Janeiro, que irá falar da sua experiência e produzir receitas a partir do robalo e do caranguejo que estão sendo rastreados. “A troca entre gastronomia e os saberes sociais é importantíssima para a construção de uma nova forma de ver a comida. Os pescadores tradicionais fazem um trabalho grandioso”, diz Charly, que incluiu no cardápio do seu restaurante pescados sustentáveis da Região dos Lagos, no Rio.
Dona Marlene faz parte da Rede de Mulheres da Resex de Canavieiras. Cerca de 600 mulheres fazem parte dessa rede, um espaço fundamental de debate entre elas, ampliando os seus conhecimentos a respeito de direitos sociais, questões de gênero e saúde, contribuindo para maior participação e autonomia femininas na cadeia da pesca.
No dia 12 será a vez de Canavieiras. Os pescadores da Resex de Canavieiras terão uma roda de conversa com Chico Pescador, liderança comunitária responsável pela revitalização da Lagoa de Araruama, na Região do Lagos (RJ), e que está conseguindo viabilizar a comercialização da tainha pescada pelas famílias da Lagoa para restaurantes do Rio de Janeiro. “A soma de esforços permanentes dos parceiros e da comunidade pesqueira é que produz a pesca correta e impulsiona a cadeia produtiva, gerando frutos”, afirma Chico Pescador.
Sobre o Pesca+Sustentável
Desenvolvido pela CI-Brasil e premiado em 2014 no Desafio de Impacto Social Google, o programa atua junto a 5 mil famílias pesqueiras no RJ, PA e BA. O objetivo é criar regiões de referência para a conservação marinha, incentivar boas práticas de pesca, propiciar a conservação de espécies e ecossistemas, valorizar as comunidades para que se beneficiem desse desenvolvimento, além de iniciar um processo de consumo responsável junto ao mercado brasileiro de pescados.
Fonte: Assessoria Comunicação / CI-Brasil
Imagem: Flávio Forner/CI-Brasil
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quarta-feira, 5 de setembro de 2018
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Crush+Sustentável divulga balanço
Um total de 21 restaurantes japoneses do Rio aderiram ao Crush+Sustentável, campanha promovida pela ONG Conservação Internacional e o app JAPP em prol da pesca sustentável. Esta etapa trabalhou mais de 200 kg da tainha pescada na Lagoa de Araruama. O peixe está sendo rastreado da água ao prato e é fonte de sobrevivência para 600 famílias da Região dos Lagos, no Rio.
Durante a campanha, os chefs fizeram crushes, peças inéditas, com a tainha rastreada. Os crushes seguiram como cortesia para os clientes que fizeram pedidos pelo JAPP entre os dias 26 e 31 de julho. Das vendas no período, 1% foi doado ao projeto Pesca+Sustentável, da CI-Brasil. Ao receber o pedido em casa, o consumidor acessou, através de um QR Code, informações sobre a data da pesca, características da espécie, garantindo ter feito uma escolha ambientalmente correta.
Chico Pescador, presidente da Associação dos Pescadores Artesanais e Amigos da Praia da Pitória, afirmou que a parceria com restaurantes japoneses foi um passo muito importante para a autonomia dos pescadores, já que a venda é feita diretamente, sem atravessadores, e também um desafio para a comunidade. Nesta campanha, houve impacto direto no preço do produto. O pescador recebeu R$ 7 pelo Kg da tainha, acima do valor praticado na venda local (entre R$ 4 e R$ 5) e o peixe ainda chegou com preço competitivo ao varejo.
Não menos importante, a Crush+Sustentável chamou atenção para o período de defeso lagunar da tainha, que começou dia 1 de agosto. A pesca fica suspensa até final de outubro.
Sobre o Japp
Com uma plataforma de fidelidade e delivery que permite aos seus membros uma seleção simples e prática da customização do pedido, o JAPP conseguiu reunir muitos dos melhores restaurantes japoneses do Rio. A cada compra, os restaurantes do Clube oferecem aos seus membros como cortesia peças especiais criadas pelos chefs, os Crushes. O JAPP acredita que como integrante da cadeia de consumo da fauna marinha é importante ter uma responsabilidade com o setor, incentivando o consumo consciente. Assim, deu origem ao Fundo Corrente Marinha para garantir a preservação da fauna marinha e consequente perpetuação da culinária japonesa, viabilizado com a doação de 1% da venda dos restaurantes através do aplicativo.
Sobre o Pesca+Sustentável
Desenvolvido pela CI-Brasil e premiado em 2014 no Desafio de Impacto Social Google, o programa atua junto a 5 mil famílias pesqueiras no RJ, PA e BA. O objetivo é criar regiões de referência para a conservação marinha, incentivar boas práticas de pesca, propiciar a conservação de espécies e ecossistemas, valorizar as comunidades para que se beneficiem desse desenvolvimento, além de iniciar um processo de consumo responsável junto ao mercado brasileiro de pescados.
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Campos: Categoria e Pescarte se reúnem por pólo pesqueiro
O superintendente de Pesca e Aquicultura, e ex-presidente da Colônia de pescadores Z-19, Rodolfo da Silva, se reuniu nesta quinta-feira (30/07) com o coordenador do Projeto Pescarte, Geraldo Timóteo, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Na pauta, a discussão do desenvolvimento de um projeto regional que tem por meta o incentivo a pescadores, à produção e à comercialização do pescado na região.
- A ideia é equilibrarmos a balança produção-comercialização e principalmente a preocupação com o trabalhador do setor pesqueiro - destacou o Superintendente de Pesca e Aquicultura. Ele disse que já existe um diagnóstico em andamento e que quando for concluído será criado um comitê gestor com objetivo de ouvir as comunidades pesqueiras.
O coordenador do Projeto Pescarte contou que entre as propostas estão incluir o peixe na merenda escolar e ampliar a participação do pescado nas feiras populares. “Vemos Campos como um polo de aglutinação de toda a produção pesqueira desta região”, observou Timóteo, que também é professor de sociologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).
Fonte: Prefeitura de Campos
- A ideia é equilibrarmos a balança produção-comercialização e principalmente a preocupação com o trabalhador do setor pesqueiro - destacou o Superintendente de Pesca e Aquicultura. Ele disse que já existe um diagnóstico em andamento e que quando for concluído será criado um comitê gestor com objetivo de ouvir as comunidades pesqueiras.
O coordenador do Projeto Pescarte contou que entre as propostas estão incluir o peixe na merenda escolar e ampliar a participação do pescado nas feiras populares. “Vemos Campos como um polo de aglutinação de toda a produção pesqueira desta região”, observou Timóteo, que também é professor de sociologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF).
Fonte: Prefeitura de Campos
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Conheça a Educação Ambiental do Projeto Garoupa
O Litoral Norte de São Paulo será beneficiado pelo Projeto Garoupa e suas atividades de Educação Ambiental. Desde 2014 já atuando no Estado do Rio de Janeiro, agora é a vez de Ubatuba e Caraguatatuba serem favorecidos.

O Projeto Garoupa, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, utiliza a Educação Ambiental de forma lúdica e participativa e tem o objetivo de conscientizar os participantes quanto a conservação do meio ambiente.
A Educação Ambiental do Projeto Garoupa trabalha com dois perfis:
1. Arte educação;
2. Arte ambiental;
O primeiro, que acontece em diversos locais abertos ao público, utiliza a contação de histórias, o teatro e o áudio e vídeo como ferramentas. A intenção é transmitir as crianças e jovens a habilidade da oralidade, da espontaneidade, da estética e suporte do audiovisual como instrumento de comunicação e divulgação do meio em que vivem.
Já o segundo atua em escolas , oferecendo palestras e buscando formar multiplicadores . O trabalho, que acontece com jovens e adultos de forma mais tradicional, aplica palestras de treinamento e sensibilização, a partir do Guia Prático de Educação Ambiental, produzido pelo próprio projeto e que está disponível no site www.projetogaroupa.org para download. Ao final desta etapa, os participantes são convidados para uma atividade prática: fazer um desenho onde irão mostrar o que é o meio ambiente para eles.
Além destas duas formas de atuação há demandas espontâneas, onde a própria população busca a orientação do Projeto Garoupa para a sua comunidade.
O Projeto conta ainda com parceiros locais como, neste momento, as secretarias municipais, Unidades de Conservação, o Aquário de Ubatuba que oferece as suas instalações para as atividades e o Projeto Tamar onde acontecerá o encerramento das ações
Se você mora na região e tem vontade de participar das oficinas poderá encontrar mais informações no Aquário de Ubatuba ou no site do Projeto.
www.projetogaroupa.org
Fonte: Fazemos Comunicação

O Projeto Garoupa, que é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, utiliza a Educação Ambiental de forma lúdica e participativa e tem o objetivo de conscientizar os participantes quanto a conservação do meio ambiente.
A Educação Ambiental do Projeto Garoupa trabalha com dois perfis:
1. Arte educação;
2. Arte ambiental;
O primeiro, que acontece em diversos locais abertos ao público, utiliza a contação de histórias, o teatro e o áudio e vídeo como ferramentas. A intenção é transmitir as crianças e jovens a habilidade da oralidade, da espontaneidade, da estética e suporte do audiovisual como instrumento de comunicação e divulgação do meio em que vivem.
Já o segundo atua em escolas , oferecendo palestras e buscando formar multiplicadores . O trabalho, que acontece com jovens e adultos de forma mais tradicional, aplica palestras de treinamento e sensibilização, a partir do Guia Prático de Educação Ambiental, produzido pelo próprio projeto e que está disponível no site www.projetogaroupa.org para download. Ao final desta etapa, os participantes são convidados para uma atividade prática: fazer um desenho onde irão mostrar o que é o meio ambiente para eles.
Além destas duas formas de atuação há demandas espontâneas, onde a própria população busca a orientação do Projeto Garoupa para a sua comunidade.
O Projeto conta ainda com parceiros locais como, neste momento, as secretarias municipais, Unidades de Conservação, o Aquário de Ubatuba que oferece as suas instalações para as atividades e o Projeto Tamar onde acontecerá o encerramento das ações
Se você mora na região e tem vontade de participar das oficinas poderá encontrar mais informações no Aquário de Ubatuba ou no site do Projeto.
www.projetogaroupa.org
Fonte: Fazemos Comunicação
sábado, 22 de novembro de 2014
IV Campanha de Reconhecimento dos Habitats das Garoupas Verdadeiras
Desde 2013 o Projeto Garoupa, patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, faz mergulhos autônomos no intuito de conhecer o habitat natural da Garoupa verdadeira, peixe da família Epinephiledae.
Esta semana eles iniciam a IV Campanha de Reconhecimento dos Habitats na Região dos Lagos - RJ, no Monumento Natural das Cagarras - RJ e no litoral norte de São Paulo. Estas áreas de pesquisa, estão classificadas como: pouco impactadas, impactadas e de ressurgência em relação a integridade do local.
O profissionais mergulham a uma profundidade de 5m a 10m e de 15m a 20m para verificar nos locais: dados da temperatura, rugosidade, transparência da água, da topografia, contagem e medição das tocas, além de execução do censo de peixes e verificação dos tipos de organismos do substrato, onde a Garoupa costuma habitar.
“Estamos realizando investigações para aumentar o conhecimento de uma espécie já ameaçada e pouco conhecida, examinando alternativas para a sua recuperação e desenvolvimento de atividades que visam diminuir e eliminar as causas que geraram o atual quadro para esta espécie.” – explica Mauricio da Mata, coordenador geral do Projeto.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
RJ: Projeto Garoupa inicia novo ciclo de Educação Ambiental em Mangaratiba
Considerando a Capacitação de Professores, promovida pela Secretaria de Meio Ambiente de Mangaratiba, o Projeto Garoupa patrocinado pela Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, da continuidade a sua parceria com o referido município, através de novo ciclo de Educação Ambiental.
As oficinas iniciaram no dia 24/07 e estão sendo oferecidas para os professores multiplicadores da rede pública de ensino como ferramenta auxiliar para as atividades didáticas diárias dos educadores. Durante as oficinas nas 3 linguagens (Audio e Video, Contação de Histórias e Teatro), estão sendo abordados aspectos ligados as relações humanas e o meio ambiente.
As oficinas iniciaram no dia 24/07 e estão sendo oferecidas para os professores multiplicadores da rede pública de ensino como ferramenta auxiliar para as atividades didáticas diárias dos educadores. Durante as oficinas nas 3 linguagens (Audio e Video, Contação de Histórias e Teatro), estão sendo abordados aspectos ligados as relações humanas e o meio ambiente.
Como parte do conteúdo as oficinas de teatro desenvolvem a produção textual, construção de personagens, cenografias, figurinos, adereços, ensaios e apresentação. Na Produção dos Vídeos serão introduzidos conceitos para a linguagem do cinema, manuseio dos equipamentos e aulas externas para a elaboração de vídeo socioambiental.
Na Contação de Histórias, através de técnicas de contação de histórias e conceitos ambientais, os professores e integrantes, estão tendo a oportunidade de resgatar a cultura local através da oralidade em atividades lúdicas. De uma forma geral, todo o desenvolvimento desde a escolha dos temas trabalhados nas 3 linguagens, como todo o processo de criação é desenvolvido junto aos participantes das oficinas.
"Temos tido a grata oportunidade de desenvolver excelentes trabalhos para fins educativos e ambientais nos municípios onde temos passado", explica o Coordenador Geral do Projeto Garoupa, Mauricio Roque da Mata. Mais informações visitem os sitios:
www.projetogaroupa.org
www.facebook.com/projetogaroupa,
www.projetogaroupa.org
www.facebook.com/projetogaroupa,
terça-feira, 29 de abril de 2014
Projeto Garoupa chegará a baía de Sepetiba
Paralelamente as ações na região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro continuam com atividades de pesquisa dos habitats, utilizando mergulho autonômo e trabalhando pontualmente nas escolas, através dos agentes multiplicadores do Garoupa.
Os benefícios deste projeto possuem caráter ambiental, porém atuando também no âmbito social inserindo comunidades que se relacionam e dependem destes ambientes costeiros. No tocante ao ambiente, este projeto contribuirá para um melhor entendimento da ecologia da espécie, elucidando técnicas para a reestruturação das populações naturais do Mycteroperca marginata, mais conhecido como garoupa verdadeira.
No âmbito social, este projeto contribuirá para a conscientização do cidadão como agente atuante e transformador, responsável pelo equilíbrio do ambiente. Dessa forma, o cidadão contribuirá para a qualidade social de populações tradicionais costeiras por meio da preservação de seu ambiente natural.
Na foto, ex. de reutilização de materiais através dos parceiros do Projeto Garoupa em planejamento das ações que se iniciarão em maio / 14, na Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Itaguaí / RJ.
Renovar é preciso. Participem da campanha do Garoupa Ambiental, "usuários conscientes e práticas sustentáveis".
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
Projeto Garoupa
Recuperar e proteger espécies marinhas em vias de extinção é um passo importante para manter o equilíbrio de ecossistemas degradados por agentes externos. A Iniciativa da Associação Ambientalista Terra Viva / ATEVI, patrocinada pela Petrobras através do Programa Petrobras Ambiental, esta desenvolvendo o Projeto Garoupa que nasce com a missão de pesquisar os hábitos, habitats e formas de reprodução, para contribuir na conservação da garoupa verdadeira, (Mycteroperca marginata).
Este projeto, com duração inicial de dois anos, concluiu a fase de apresentação formal da proposta e mapeamento das redes (comunidades tradicionais, colônias / associações de pesca, unidades de conservação, instituições de pesquisa e prefeituras locais dos 11 municípios, divulgando as ações do projeto que tiveram início em outubro de 2013.
As pesquisas dos habitats tiveram início também nos meses de novembro e dezembro de 2013. Os mergulhos autônomos foram realizados em 12 sítios distribuídos entre os estados do Rio de Janeiro (Região dos Lagos e nas Ilhas Cagarras) e no estado de São Paulo (Litoral norte), para caracterização fisica e biologica destes ambientes.
O Projeto conta também como apoio as ações, a larvicultura da garoupa verdadeira, localizada no Município de Ilhabela / SP, em uma das bases do projeto. Os indivíduos produzidos em tanques de alevinagem, a partir de matrizes naturais das regiões contempladas pelo projeto, serão acompanhados com transmissores para auxilio a telemetria e também elastômeros visiveis como ferramenta de suporte a pesquisa de repovoamentos e habitats.
Através do auxílio de arte-educadores utilizando atividades ludicas (teatro ambiental, contação de histórias com bonecos e videos comunitarios), divulgação da mídia local, conscientização da sociedade e sobretudo, das comunidades de pescadores, ao longo de sua realização o projeto passará pelos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, nos seguintes municípios: Arraial do Cabo, Cabo Frio e Búzios (Região dos Lagos, RJ); Itaguaí, Mangaratiba, Angra dos Reis e Paraty (Litoral Sul, RJ) e Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e Ilhabela (Litoral norte, SP).
A grande preocupação dos pesquisadores da ATEVI, reside no fato da garoupa verdadeira estar, atualmente, listada como ameaçada de extinção devido à pesca predatória e perda de habitats naturais. A espécie é encontrada na faixa litorânea compreendida entre os estados do Rio de Janeiro ao Rio Grande do Sul, a garoupa habita ambientes rochosos e possui alta fidelidade territorial. Este peixe de habito carnívoro possui lugar de destaque dentro da cadeia alimentar de seu ecossistema sendo de grande importância para o equilíbrio trófico destes ambientes.
Indo além da ação ambiental, o projeto está atento ao caráter social que a pesca e a proteção da garoupa agrega. A educação ambiental é componente chave. Não apenas pela informação transmitida para a população em geral, mas, principalmente, pela inclusão dos moradores na realização do projeto. A idéia é que a iniciativa proposta pelo Projeto Garoupa para as comunidades envolvidas seja a continuidade da iniciativa, que de posse das informações e dos cuidados necessários, possam compartilhar a transferência e dividir a responsabilidade para garantir a sustentabilidade dos resultados obtidos a conservação em longo prazo, conferindo equilíbrio ecológico e dignidade social das regiões.
Coordenador Geral do Projeto Garoupa
Mais informações;
www.projetogaroupa.org
contatos@projetogaroupa.org
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
ONG do Japão vai dar formação a pescadores e peixeiras da Praia, em Cabo Verde
A “Overseas Fishery Cooperation Foundation”, uma organização não-governamental japonesa, vai financiar ações de formação para melhorar as condições de trabalho dos cerca de 600 pescadores e 400 peixeiras que frequentam o cais de pesca da Praia, informou o diário digital A Semana.
“O projeto financiado pela fundação japonesa visa melhorar e proporcionar mais valor e qualidade aos produtos da pesca, aumentar a competitividade e o rendimento dos pescadores e peixeiras”, disse José Maria Santos, diretor do porto de pesca.
José Maria Santos disse ainda que depois de 31 de Março haverá melhores condições de higiene e apresentação do pescado no cais de pesca da Praia, a capital de Cabo Verde.
De acordo com aquele responsável, a ONG, além das ações de formação, vai entregar aos pescadores e peixeiras equipamentos avaliados em quase 17 mil contos cabo-verdianos.
Todos os dias há mais de 1200 pessoas que circulam pelo cais de pesca no porto da Praia, entre elas pescadores, peixeiras, funcionários, clientes e outros, onde atracam dezenas de embarcações, entre semi-industriais e artesanais, que descarregam até 5 toneladas de peixe. O cais de pesca do porto da Praia foi construído em 1992 com a ajuda de um financiamento da cooperação japonesa.
Fonte: Macau Hub
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Noruega - Esforço para remover apetrechos de pesca perdidas ao longo da costa norueguesa tem atraido a atenção internacional.
(tradução Livre: Per Kjelby e Maurício Düppré)
Realizado a mais de duas décadas, a atividade de recolhimento de resíduos no mar ao longo da costa norueguesa tem agora chamado a atenção de outros países.
Gjermund Langedal, Diretor de Desenvolvimento de Pesca do país disse que cientistas, gestores e organizações de Islândia, Suécia e EUA pediram informações sobre o desenvolvimento deste trabalho.
O arrasteiro Johan Feyer é a embarcação utilizada nesta faina de remediação ao problema de perdas e descartes de materiais e equipamentos utilizados em pescarias.
Grande quantidade de apetrechos perdidos (como redes fantasmas) são recolhidas.
Na atividade de arrasto para a limpeza da costa foram priorizadas as áreas entre Ålesund e Vardø.
Do final de agosto até setembro foram recolhidas 900 fios, 7,5km de cabos, cerca de 40km de linhas de pesca
Desde o final de agosto a setembro foi levantado mais de 900 fios, e cerca de 7500 metros de corda, de aproximadamente 40 mil metros de linha, cerca de 3.500 metros de arame, e duas redes de arrasto de camarão.
Além disso, captura alguns caranguejos reais, correntes, apitos, roupas de oleado, etc.
Ao todo, entre os anos de 2010 e 2012 foram recolhidas cerca de 3.000 redes de pesca, montante superior a períodos anterioes, porém a Direção não acha que isso vem ocorrendo por que os pescadores tem perdido mais redes.
- O aumento é, provavelmente, devido ao aumento tempo de recolhimento destes apetrechos, como também um aumento na concientização dos pescadores que tem reportado mais quando perdem seus apetrechos, diz Langedal.
Parte do material, como redes de pesca, que são recolhidas do fundo do mar.
Os pescadores devem comunicar a perda de seus apetrechos
Para o trabalho de limpeza da costa ser de fato eficiente depende da colaboracão com os pescadores e de um bom diálogo com eles.
No trabalho de limpeza e recolhimento de equipamentos de pesca perdidos na costa norueguesa são definidas áreas prioritárias definidas com os dados anuais de reportes de perdas de apetrechos e outras onde tradicionalmente são áreas de pesca com conhecidas perda e danos de apetrechos de pesca.
Fonte: NRK
quarta-feira, 7 de novembro de 2012
AL - Própolis Vermelha é reconhecida como produto exclusivo do Brasil
Projeto ‘Pescadores de Mel ‘capacita moradores da região para atuar como apicultores
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) reconheceu a Própolis Vermelha de Alagoas como produto brasileiro sem similar no mundo, o que consolidará uma mudança definitiva na economia dos manguezais do Estado, onde ela é produzida. A Própolis Vermelha possui quatro isoflavonóides*, substâncias nunca antes encontradas ao mesmo tempo em nenhuma espécie de própolis.
Pela sua singularidade, o quilo do produto bruto chega a custar R$ 500 no mercado externo e se tornou a solução para o sustento das famílias de pescadores que enfrentavam dificuldades com a expressiva redução de peixes e caranguejos na região.
A Própolis Vermelha tem cor e características diferenciadas porque sua composição está inteiramente ligada às espécies vegetais típicas dos manguezais alagoanos, tornando-a exclusiva no mundo. As abelhas produzem a própolis a partir de uma planta conhecida como “rabo de bugio” (Dalbergia Ecastophyllum), abundante na região litorânea e lagunar de Alagoas. O “ouro vermelho”, como também é chamado, tem propriedades antimicrobianas, anti-inflamatórias, antioxidantes, cicatrizantes e é também uma espécie de antibiótico natural.
A expansão da cadeia produtiva da Própolis Vermelha, que envolve 22 municípios do litoral alagoano, começou a se tornar realidade com o projeto “Pescadores de Mel”, de capacitação de apicultores, criado em 2006. O projeto nasceu na Estação Ambiental Cinturão Verde e é apoiado pela Braskem, que garantiu os equipamentos necessários para dar suporte ao desenvolvimento da comercialização do produto pelo mundo. O objetivo é que, com a mudança de atividade, os pescadores atuem como pequenos empresários da região. Até julho de 2012, foram capacitados 140 produtores e, até o primeiro semestre de 2013, o projeto pretende atingir cerca de 1.000 pescadores.
Mercado internacional
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de própolis, com 150 toneladas por ano. Desse total, dois terços são destinados à exportação, principalmente ao Japão, que importa do Brasil 92% de todo o seu consumo de própolis, num negócio de aproximadamente US$ 300 milhões anuais. Em 2011, a produção da Própolis Vermelha totalizou 734 quilos, o que rendeu uma média de R$ 674,85 por produtor.
A Indicação Geográfica concedida pelo INPI é um registro que constitui um direito à propriedade intelectual autônoma. É composta de um selo e de um nome geográfico que indica a origem de determinado produto ou serviço. Com isso, o Brasil, por meio do Estado de Alagoas, passa a ser reconhecido como único produtor dessa espécie de própolis no mundo, o que protege a biodiversidade nacional.
(*) Isoflavonóides são compostos encontrados apenas nas plantas que têm fortes propriedades antioxidantes
Fonte: Tribuna Hoje
quinta-feira, 15 de março de 2012
Cursos capacitam comunidade pesqueira do município de São Francisco de Itabapoana (RJ)
Foi realizada no dia 02/03/12 a cerimônia de formatura das primeiras turmas dos cursos de capacitação em informática e mecânica de motor a diesel oferecidos para pescadores do município de São Francisco de Itabapoana (RJ) e seus filhos. O projeto faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA) da OGX na Bacia de Campos e foi escolhido pela comunidade local.
Além dos formandos e seus familiares, estiveram presentes na cerimônia, realizada no Guaxindiba Praia Clube, o prefeito de São Francisco de Itabapoana, Alberto Azevedo, a secretária de Educação e Cultura, Yara Cinthia Nogueira, os presidentes da Colônia de Pescadores de Gargaú e dos núcleos da Colônia de Guaxindiba e da Barra, e representantes da OGX.
Os cursos foram realizados em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) e tiveram início em dezembro de 2011, com carga horária de 40 horas cada. Um total de 74 alunos se formou nas primeiras turmas, sendo 58 no curso de informática básica e 16 no curso de mecânica. Todos os formandos receberam certificado de conclusão.
Estão previstas mais duas turmas de mecânica, com 30 alunos cada, além do curso de instrutores de informática que capacitará 12 alunos recém-formados no curso básico. O objetivo deste curso é qualificar os alunos para se torarem instrutores e ministrarem aulas para outras crianças e jovens da comunidade nos laboratórios de informática que foram estruturados como parte integrante do projeto na Colônia de Pescadores de Gargaú e nos núcleos de pescadores de Guaxindiba e da Barra.
O PEA é uma condicionante do licenciamento da atividade de perfuração marítima da OGX na Bacia de Campos solicitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), e tem como objetivo realizar ações que tragam retorno sustentável para a comunidade e incentivem o fortalecimento da classe pesqueira. Oito municípios do entorno da Bacia de Campos participam do PEA-OGX e parte deles já tiveram seus projetos concluídos.
Saiba mais sobre o PEA da OGX.
Fonte: OGX
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
SE - Educação profissional - Projeto de capacitação pretende melhorar a vida de pescadores
Para desenvolver a ação foram realizadas oficinas com os moradores e fóruns com as lideranças locais, com o intuito de diagnosticar as necessidades de capacitação nos povoados e na sede do município. A partir daí tiveram início cursos para promover a melhoria do processo de produção e a organização dos trabalhadores.
Uma primeira turma de 50 alunos termina ainda este mês o curso de informática básica. Ainda estão previstos, de acordo com o diagnóstico das comunidades, formações em projetos de pesca e em agroecologia. De acordo com a coordenadora do projeto, Mary Nadja Santos, a ação se estrutura em uma nova abordagem de planejamento pesqueiro e visa a autogestão das economias locais. “Nossa meta é o aumento da eficiência dos fatores de produção e promoção de soluções tecnológicas diferenciadas”, explica.
Com previsão de se estender até, pelo menos, meados de 2013, ele é realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Participam da iniciativa 19 pessoas, dentre pesquisadores, bolsistas do CNPq e voluntários.
Fonte: Planeta Universitário
De Assessoria de Imprensa da Setec, com informações da Assessoria de Imprensa do Instituto Federal de Sergipe
sábado, 6 de agosto de 2011
SP - São Sebastião - Administração realiza encontro entre Petrobras e comunidade para apresentar relatório diagnóstico
Na terça-feira 2, a Administração Municipal, através do departamento de Pesca da Semam (Secretaria de Meio Ambiente) e comunidade pesqueira do bairro de São Francisco, região Central de São Sebastião, reuniu-se com representantes da Petrobras no Centro Cultural ‘Batuíra’.
Na ocasião, os funcionários da empresa apresentaram à comissão pesqueira do bairro um relatório diagnóstico com informações referentes a construção do píer do bairro. Construção essa que foi motivo de inúmeras reivindicações da comunidade.
O relatório faz parte do PAPP (Projeto de Ação Participativa para a Pesca), ação desenvolvida para compensar as comunidades pesqueiras artesanais impactadas pela instalação do gasoduto do Projeto Mexilhão.
Dentro do projeto, a Petrobrás irá criar um plano técnico de construção de um píer voltado à pesca e ao turismo náutico. O documento será cedido à comunidade para apresentação na Prefeitura. A Administração
por sua vez, será responsável por realizar o licenciamento ambiental e execução da obra.
O relatório apresentado contem informações como posição do píer, batimetria, calado, fluxo previsto de embarcações, capacidade, dentre outros dados para elaboração do projeto. Tudo o que foi discutido e decidido na reunião, será repassado para a empresa licenciadora da PAPP. Dentre as reivindicações dos pescadores, a posição do píer e a chegada dele na praia foram destaques da conversa.
Essa é só mais uma das etapas do projeto, motivo de reuniões entre Petrobrás, Prefeitura e comunidade há dois anos. A próxima etapa será repassar todas as informações e pedidos dos pescadores para os engenheiros responsáveis, que por sua vez será enviado para o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) – RJ.
Comunidade e PAPP
O envolvimento da comunidade é a base do PAPP, implementado de forma participativa: um modelo de trabalho em que os atores sociais (comunidade, Petrobras, Ibama e outros agentes envolvidos), interagem para que os grupos construam projetos de acordo com suas necessidades.
Por meio de cursos, palestras e oficinas, a comunidade pesqueira garante um espaço de discussão sobre a necessidade de se organizar para o seu fortalecimento dentro da cadeia produtiva da pesca.
Fonte: O Noticiado
quarta-feira, 18 de maio de 2011
RJ - Site da Colônia Z-19 no ar!
A Colônia de Pescadores Z-19 de Campos dos Goytacazes sediada em Farol de São Tomé agora tem um site:
Marcadores:
Campos dos Goytacazes,
Entidades de Classe,
Farol de São Tomé,
Notícias,
outros blogs,
Pesca Artesanal,
Petróleo,
Projetos,
Rio de Janeiro
quinta-feira, 5 de maio de 2011
RJ - Regras de uso e gestão do caminhão transportador de pescado de Macaé
Como parte das atividades do Programa de Educação Ambiental da empresa de petróleo OGX na Bacia de Campos, foi elaborado junto a uma comissão de pescadores locais, as regras de gestão e uso do caminhão adquirido com a verba de compensação a atividade pesqueira de Macaé.
Estas regras foram apresnetadas e aprovadas em uma Assembleia dos Pescadores de Macaé pelo presidente da colônia Z-04 Marcelo Bolinha.
Abaixo copiamos a matéria divulgada no Blog do Projeto:
A pedido do presidente da Colônia de Pescadores de Macaé, Marcelos Dias Madalena, o blog Pesca Artesanal está disponibilizando para leitores e pescadores as Regras de Uso e Gestão do caminhão com baú isotémico, sedido à Colônia Z-03, pela OGX.
A compra do caminhão (feita pela OGX em outubro de 2010) foi o resultado de uma medida de compensação ambiental, exigida pelo IBAMA, que integra o Projeto de Educação Ambiental PEA-OGX. A aquisição do caminhão frigorífico para a Colônia foi o projeto mais votado em assembléia pelos pescadores da região e tem por objetivo falilitar o transporte de pescado no município, evitando a desvalorização dos produtos da pesca por atravessadores.
Para que o caminhão beneficie os pescadores de Macaé, de forma organizada e transparente, a definição e o cumprimento das Regras de Uso e Gestão são essenciais para a sustentabilidade dos serviços gerados pelo caminhão baú. Estas regras foram aprovadas por todos os pescadores que compareceram à assembleia do dia 15 de outubro de 2010.
Dentre os pontos abordados na reunião, foi apresentada uma planilha de custos de manutenção do caminhão, elaborada pela comissão, com o apoio da SOMA, onde ficou estabelecido que o valor de R$ 3,00 (três reais) será cobrado, por tabuleiro, como taxa de manutenção do transporte. Além disso, para utilização do veículo de forma prioritária, é necessário que os pescadores façam um cadastro na Colônia Z-03. Todos os pescadores terão direito de uso dos Bens, porém serão priorizados os pescadores associados à Colônia.
A seguir, o vídeo do Presidente Marcelo, explicando aos participantes da assembleia geral de pescadores, realizada em Barra de Macaé, no dia 15 de outubro de 2010, a importância das Regras de Uso do caminhão frigorífico:
http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2011/04/regras-de-uso-e-gestao-do-caminhao.html
Fonte :Blog Pesca Artesanal
segunda-feira, 21 de março de 2011
Seminário PEA- OGX
Neste último final de semana tive o privilégio de participar do Seminário do PEA da OGX na Bacia de Campos.
Foi um encontro especial entre entidades de pesca e pescadores voluntários dos 8 municípios da área de infuência das atividades da OGX na Bacia de Campos.
http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2011/03/o-seminario-pea-ogx-foi-um-sucesso.html
No blog acima é possivel também acompanhar cada um dos 8 projetos que vem sendo realizados com muita dedicação por todos que dele fazem parte.
Fonte: Blog Pesca Artesanal (PEA-OGX)
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Edital: Programa Oi de Projetos para o Meio Ambiente 2010
Até o dia 31/01 estão abertas as inscrições para o Programa Oi de Projetos para o Meio Ambiente 2010, que irá selecionar um número não pré-definido de projetos de conservação e preservação do meio ambiente nas seguintes áreas de atuação:
- Financiamento de novos empreendimentos integrando sustentabilidade e conservação ambiental;
- Apoio à implementação / fortalecimento de Tecnologias Sociais que promovam o Desenvolvimento Sustentável e a conservação do meio ambiente;
- Uso de novas tecnologias para preservação ambiental;
- Educação para Sustentabilidade.
- Apoio à implementação / fortalecimento de Tecnologias Sociais que promovam o Desenvolvimento Sustentável e a conservação do meio ambiente;
- Uso de novas tecnologias para preservação ambiental;
- Educação para Sustentabilidade.
Edital e mais informações: http://www.oifuturo.org.br/meioambiente2010/index.html
sábado, 4 de setembro de 2010
Recife Artificial: A experiência portuguesa
Muito se fala dos recifes artificiais como solução pra coibir a pesca de grande escala, e a utilização de apetrechos mais predatórios em benefício da pesca artesanal de pequena escala e mais seletiva (linha de mão), de áreas para turismo de mergulho, para agregar cardumes, ou até aumento de produtividade, etc.
Abaixo, disponibilizamos, para reflexão, artigo de um pesquisador contando sobre a experiência da implantação de Recifes Artificiais na região de Algarves em Portugal, trabalho que foi sendo desenvolvido desde 1990.
No início ele conta também um pouco da história desta instrumento que vem a contribuir em muitos casos com a gestão ambiental, o ordenamento do espaço marítimo e a sustentabilidade, principalmente da pesca artesanal.

RECIFES ARTIFICIAIS: ASPECTOS GERAIS E A EXPERIÊNCIA PORTUGUESA
Os Recifes Artificiais (RAs) tal como vêm sendo desenvolvidos nas décadas recentes, contribuem para a resolução destes problemas, apresentando-se como um instrumento de gestão integrada dos ecossistemas marinhos e das atividades relacionadas com a exploração dos recursos pesqueiros e energéticos. Mas afinal o que é um recife artificial? Embora não existe uma definição universalmente aceite acerca do que é um recife artificial, na Europa foi possível encontrar um consenso entre aqueles que se dedicam ao estudo destes habitats artificiais (European Artificial Reef Research Network,1998), que define um recife artificial como "uma estrutura deliberadamente colocada no fundo do mar, totalmente submersa, que procura imitar algumas das características dos recifes naturais". Podem, pois, considerar-se recife artificiais, estruturas tão diversas como: módulos de concreto ou aço; desperdícios industriais (ex. antigos navios, plataformas de extração de petróleo e carcaças de automóveis, aviões e outros meios de transporte; e materiais de oportunidade de baixo custo, como ramos de árvore, bambu, pedra, etc).
Aspectos históricos e princípios de funcionamento
Mas como surgiram e como funcionam os recifes artificiais? O primeiro recife artificial pode ter surgido em qualquer local com tradição pesqueira, pois a capacidade de uma estrutura submersa atrair diferentes formas de vida é bem conhecida de qualquer pescador. Porém, o primeiro registo provem do Japão, onde segundo Ino (1974), no sexto ano da Era Kansei (1789-1801) um pescador da aldeia de Manzai (Província de Awaji, Ilha de Awaji, Sul de Kobe), quando pescava com um gochi-ami (pequena rede de cerco) capturou por acaso milhares de pargos junto aos destroços de um navio afundado. Alguns anos mais tarde, quando os destroços desapareceram, os peixes deixaram de formar cardumes nesse local. Foi então que as comunidades pesqueiras decidiram afundar grandes estruturas de madeira e bambu amarradas a sacos de areia. Poucos meses mais tarde voltaram os cardumes e as capturas passaram a ser superiores aquelas que antes ocorriam junto do navio afundado.
A popularidade dos recifes artificiais resulta em grande medida dos princípios básicos do seu funcionamento, pois quaisquer estruturas colocadas no fundo do mar provocam ligeiras alterações nas correntes que estão na origem de ruídos. Estes sons são detectados pelos peixes, que por simples curiosidade são atraídos até aos recifes. Por outro lado, a maioria dos materiais utilizados na construção dos RAs constitui um substrato de fixação para uma grande diversidade de invertebrados marinhos. Estão assim reunidas as condições básicas para criação de cadeias alimentares, que serão tanto mais complexas quanto mais heterogénea for a estrutura do recife.
Ultrapassada, em grande medida, a sua inicial e exclusiva utilização como estruturas de agregação de peixes - com o único objetivo de aumentar o rendimento da pesca - os RAs, têm vindo a alargar o seu leque de aplicações, nomeadamente no plano ecológico, contribuindo para o incremento da produção biológica, promoção da biodiversidade marinha, protecção de juvenis e de revitalização dos ecossistemas, etc. Outra área de utilização dos RAs em grande expansão, está relacionada com as atividades de lazer, como o mergulho, a pesca desportiva e mesmo o surf. Contudo, qualquer recife artificial, independentemente do propósito subjacente à sua criação, deve reunir um conjunto de características que garantam ser: "amigo" do ambiente, isto é, não causar impactos negativos do ponto de vista ambiental (ex. poluição causada por libertação de materiais tóxicos); estruturalmente estável, por forma a evitar a sua deslocação ou desmembramento sobre condições adversas; local de fixação e agregação da vida marinha, sem alterar os equilíbrios naturais da zona onde for implantado; e, por fim, ter dimensão suficiente para atingir os objectivos a que se destina.
O Japão foi o país pioneiro e é líder mundial na utilização deste tipo de estruturas. É, pois, natural que seja na Ásia que se vêm desenvolvendo os grandes projectos de RAs. Na Europa, para além de Portugal, Itália e Espanha são os países que mais têm investido nesta tecnologia, embora outros como a Reino Unido, França, Grécia, Turquia, Noruega, Suécia e Polónia comecem a dar passos importantes nesse sentido. Porém, nem só de grandes projetos é feita a história dos recifes artificiais, já que um pouco por todo o Mundo eles vêm sendo utilizados, sobretudo visando o incremento dos rendimentos da pesca. Baseados em iniciativas de pequenos grupos de pescadores, que fazem maioritariamente uso de materiais de oportunidade de baixo custo na sua construção, são bastante populares em muitos países dos Oceanos Índico e Pacífico (ex. Filipinas, Tailândia, Índia, Malásia e algumas ilhas da Polinésia) e nas zonas inter-tropicais do Atlântico, quer na costa de África (ex. Senegal e Costa do Marfim), quer da América (ex. México e Caribe). O sucesso deste tipo de projectos é muitas vezes posto em causa, pois contrariamente aos grandes projectos, não são objeto de planeamento nem de estudos prévios, tendo por isso uma longevidade relativamente curta e uma fraca estabilidade estrutural, por vezes causadora de efeitos indesejáveis.
Um dos usos mais recentes dos RAs decorre do seu aproveitamento com fins de recuperação ambiental, quer como dispositivos dissuasores de modalidades de pesca causadoras de grande impacto (ex. arrasto em zonas costeiras), quer recuperando fundos marinhos destruídos por diversos tipos de actividades humanas. Porém, um dos usos mais comuns dos RAs está relacionado com as actividades lúdicas, como a pesca e o mergulho. Estas iniciativas são particularmente populares nos Estados Unidos e Austrália, onde algumas delas alcançaram grande sucesso, gerando milhões de dólares num curto espaço de tempo.
Os recifes artificiais da costa algarvia

A implantação de Recifes Artificiais nas águas costeiras portuguesas é relativamente recente. Apenas em 1990 e beneficiando de apoio financeiro do Plano Integrado de Desenvolvimento Regional se inicia no litoral algarvio, um projecto-piloto seguindo a filosofia japonesa, com o objectivo de avaliar no contexto local, os efeitos destas estruturas ao nível ecológico e pesqueiro.
A escolha da costa algarvia deveu-se sobretudo ao facto de ali estar reunido um conjunto de condições que a experiência internacional reconhece como essenciais para a desenvolvimento e sucesso de projectos deste tipo, designadamente:

Na sequência deste projecto-piloto, o IPIMAR desenvolveu entre 1998 e 2008, no âmbito do IFOP, um programa que teve como primeiro objectivo a criação de um complexo recifal na costa algarvia constituído por sete sistemas recifais (vidémapa anexo), cuja instalação foi concluída em Junho 2003. Este complexo recifal, cujo custo ascendeu a 7,5 milhões de euros (co-financiados em 75% por fundos europeus), é hoje o maior deste tipo na Europa e um dos maiores em todo o Mundo. Estendendo-se por mais de 43km2 (área equivalente a 4.300 campos de futebol), estima-se que a sua área de influência seja de cerca de 67km2. Para tal, faz uso de dois tipos de módulos de concreto (vide figura), com um volume de 2,7 e 174m3e peso unitário de 3 e 40 toneladas, respectivamente. Constituído por cerca de 20.000 módulos (com um volume superior a 100.000m3), está organizado em conjuntos e grupos recifais (vide infografia), de forma a maximizar a sua área de influência e permitir o exercício da pesca.
Tendo como principal efeito esperado a sustentabilidade da pesca artesanal na região, este programa demonstrou já os seus impactos a diferentes níveis:
Quase 20 anos após os primeiros trabalhos, este Programa do IPIMAR é considerado pela comunidade científica internacional um caso exemplar no domínio da utilização dos recifes artificiais. Por este motivo, tornou-se sobretudo conhecido a nível internacional, sendo os seus responsáveis convidados regularmente a apresentarem os resultados alcançados a profissionais e gestores do sector pesqueiro, mas também a responsáveis por políticas de gestão integrada do litoral um pouco por todo o mundo. Contudo, esta iniciativa também não passou despercebida no nosso país, tendo o IPIMAR recebido recentemente diversos pedidos de apoio técnico, designadamente de autarquias interessadas em desenvolver projectos semelhantes nos seus Concelhos ao longo da costa ocidental de Portugal continental.
Fonte: Revista Marinha
Abaixo, disponibilizamos, para reflexão, artigo de um pesquisador contando sobre a experiência da implantação de Recifes Artificiais na região de Algarves em Portugal, trabalho que foi sendo desenvolvido desde 1990.
No início ele conta também um pouco da história desta instrumento que vem a contribuir em muitos casos com a gestão ambiental, o ordenamento do espaço marítimo e a sustentabilidade, principalmente da pesca artesanal.

RECIFES ARTIFICIAIS: ASPECTOS GERAIS E A EXPERIÊNCIA PORTUGUESA
por Miguel Neves dos Santos
(Pesquisador IPIMAR - Coordenador Científico do Projeto de Implantação de Recifes Artificiais na Costa Algarvia).
A grande disponibilidade e acessibilidade de recursos pesqueiros na faixa costeira, faz com que estas tenham sido, desde sempre, alvo de uma forte atividade pesqueira, que está na origem de desequilíbrios mais ou menos significativos nestes ecossistemas, com consequências que se estendem para além das espécies exploradas. Verifica-se, também, que os instrumentos tradicionais de regulação pesqueira (ex. tamanhos mínimos, restrições de esforço de pesca, dimensão mínima da malhagem das redes, etc) se mostram muitas vezes insuficientes ou mesmo ineficazes para garantirem a sustentabilidade da pesca e do ambiente. Por outro lado, vimos assistindo a uma crescente diversificação dos usos da faixa costeira, com a expansão do eco-turismo (ex. mergulho e pesca desportiva), extração de petróleo e gás natural, bem como das novas atividades em mar-aberto (off-shore) - aquicultura e produção de energia a partir do vento e das ondas. É neste quadro de referência que se considera imperativo encontrar instrumentos alternativos que ajudem a inverter (ou pelo menos a estabilizar) a tendência atual de degradação ambiental desta faixa (ex. decréscimo da biodiversidade marinha e dos recursos pesqueiros), bem como a promover o ordenamento das atividades que ali se exercem, por forma a garantir a exploração sustentada dos recursos e o equilíbrio ambiental.
(Pesquisador IPIMAR - Coordenador Científico do Projeto de Implantação de Recifes Artificiais na Costa Algarvia).
A grande disponibilidade e acessibilidade de recursos pesqueiros na faixa costeira, faz com que estas tenham sido, desde sempre, alvo de uma forte atividade pesqueira, que está na origem de desequilíbrios mais ou menos significativos nestes ecossistemas, com consequências que se estendem para além das espécies exploradas. Verifica-se, também, que os instrumentos tradicionais de regulação pesqueira (ex. tamanhos mínimos, restrições de esforço de pesca, dimensão mínima da malhagem das redes, etc) se mostram muitas vezes insuficientes ou mesmo ineficazes para garantirem a sustentabilidade da pesca e do ambiente. Por outro lado, vimos assistindo a uma crescente diversificação dos usos da faixa costeira, com a expansão do eco-turismo (ex. mergulho e pesca desportiva), extração de petróleo e gás natural, bem como das novas atividades em mar-aberto (off-shore) - aquicultura e produção de energia a partir do vento e das ondas. É neste quadro de referência que se considera imperativo encontrar instrumentos alternativos que ajudem a inverter (ou pelo menos a estabilizar) a tendência atual de degradação ambiental desta faixa (ex. decréscimo da biodiversidade marinha e dos recursos pesqueiros), bem como a promover o ordenamento das atividades que ali se exercem, por forma a garantir a exploração sustentada dos recursos e o equilíbrio ambiental.
Os Recifes Artificiais (RAs) tal como vêm sendo desenvolvidos nas décadas recentes, contribuem para a resolução destes problemas, apresentando-se como um instrumento de gestão integrada dos ecossistemas marinhos e das atividades relacionadas com a exploração dos recursos pesqueiros e energéticos. Mas afinal o que é um recife artificial? Embora não existe uma definição universalmente aceite acerca do que é um recife artificial, na Europa foi possível encontrar um consenso entre aqueles que se dedicam ao estudo destes habitats artificiais (European Artificial Reef Research Network,1998), que define um recife artificial como "uma estrutura deliberadamente colocada no fundo do mar, totalmente submersa, que procura imitar algumas das características dos recifes naturais". Podem, pois, considerar-se recife artificiais, estruturas tão diversas como: módulos de concreto ou aço; desperdícios industriais (ex. antigos navios, plataformas de extração de petróleo e carcaças de automóveis, aviões e outros meios de transporte; e materiais de oportunidade de baixo custo, como ramos de árvore, bambu, pedra, etc).
A popularidade dos recifes artificiais resulta em grande medida dos princípios básicos do seu funcionamento, pois quaisquer estruturas colocadas no fundo do mar provocam ligeiras alterações nas correntes que estão na origem de ruídos. Estes sons são detectados pelos peixes, que por simples curiosidade são atraídos até aos recifes. Por outro lado, a maioria dos materiais utilizados na construção dos RAs constitui um substrato de fixação para uma grande diversidade de invertebrados marinhos. Estão assim reunidas as condições básicas para criação de cadeias alimentares, que serão tanto mais complexas quanto mais heterogénea for a estrutura do recife.
Aplicações dos recifes artificiais
Ultrapassada, em grande medida, a sua inicial e exclusiva utilização como estruturas de agregação de peixes - com o único objetivo de aumentar o rendimento da pesca - os RAs, têm vindo a alargar o seu leque de aplicações, nomeadamente no plano ecológico, contribuindo para o incremento da produção biológica, promoção da biodiversidade marinha, protecção de juvenis e de revitalização dos ecossistemas, etc. Outra área de utilização dos RAs em grande expansão, está relacionada com as atividades de lazer, como o mergulho, a pesca desportiva e mesmo o surf. Contudo, qualquer recife artificial, independentemente do propósito subjacente à sua criação, deve reunir um conjunto de características que garantam ser: "amigo" do ambiente, isto é, não causar impactos negativos do ponto de vista ambiental (ex. poluição causada por libertação de materiais tóxicos); estruturalmente estável, por forma a evitar a sua deslocação ou desmembramento sobre condições adversas; local de fixação e agregação da vida marinha, sem alterar os equilíbrios naturais da zona onde for implantado; e, por fim, ter dimensão suficiente para atingir os objectivos a que se destina.
O Japão foi o país pioneiro e é líder mundial na utilização deste tipo de estruturas. É, pois, natural que seja na Ásia que se vêm desenvolvendo os grandes projectos de RAs. Na Europa, para além de Portugal, Itália e Espanha são os países que mais têm investido nesta tecnologia, embora outros como a Reino Unido, França, Grécia, Turquia, Noruega, Suécia e Polónia comecem a dar passos importantes nesse sentido. Porém, nem só de grandes projetos é feita a história dos recifes artificiais, já que um pouco por todo o Mundo eles vêm sendo utilizados, sobretudo visando o incremento dos rendimentos da pesca. Baseados em iniciativas de pequenos grupos de pescadores, que fazem maioritariamente uso de materiais de oportunidade de baixo custo na sua construção, são bastante populares em muitos países dos Oceanos Índico e Pacífico (ex. Filipinas, Tailândia, Índia, Malásia e algumas ilhas da Polinésia) e nas zonas inter-tropicais do Atlântico, quer na costa de África (ex. Senegal e Costa do Marfim), quer da América (ex. México e Caribe). O sucesso deste tipo de projectos é muitas vezes posto em causa, pois contrariamente aos grandes projectos, não são objeto de planeamento nem de estudos prévios, tendo por isso uma longevidade relativamente curta e uma fraca estabilidade estrutural, por vezes causadora de efeitos indesejáveis.
Um dos usos mais recentes dos RAs decorre do seu aproveitamento com fins de recuperação ambiental, quer como dispositivos dissuasores de modalidades de pesca causadoras de grande impacto (ex. arrasto em zonas costeiras), quer recuperando fundos marinhos destruídos por diversos tipos de actividades humanas. Porém, um dos usos mais comuns dos RAs está relacionado com as actividades lúdicas, como a pesca e o mergulho. Estas iniciativas são particularmente populares nos Estados Unidos e Austrália, onde algumas delas alcançaram grande sucesso, gerando milhões de dólares num curto espaço de tempo.
Os recifes artificiais da costa algarvia
A escolha da costa algarvia deveu-se sobretudo ao facto de ali estar reunido um conjunto de condições que a experiência internacional reconhece como essenciais para a desenvolvimento e sucesso de projectos deste tipo, designadamente:
- existência de acidentes naturais costeiros que proporcionam uma grande disponibilidade de juvenis de populações de peixe de grande interesse comercial;
- condições de mar (ondulação e correntes) moderadas, quando comparadas com a costa ocidental, fundamentais à estabilidade e funcionamento dos recifes;
- escassez de formações rochosas submarinas, particularmente no sotavento algarvio;
- intensa exploração dos recursos pesqueiros litorais, incidindo com alguma frequência sobre populações juvenis;
- grande número de embarcações e de pescadores operando na faixa costeira cuja atividade é altamente dependente dos recursos locais.
- Bio-ecológico - através do (i) desenvolvimento de novos "habitats", valorizando a zona costeira numa extensão relativamente alargada, do (ii) aumento significativo da capacidade de acolhimento e proteção de juvenis do litoral algarvio, (iii) e da contribuição para a recuperação dos recursos pesqueiros litorais, sobretudo aqueles que se encontram submetidos a uma mais intensa exploração.
- Gestão dos recursos pesqueiros - através do (i) aumento da disponibilidade e diversidade dos recursos para a atividade da pesca, da (ii) criação de novas zonas de pesca condicionada, (utilizando artes mais selectivas e/ou menos lesivas para o ambiente), e do (iii) aumento da rentabilidade da pesca.
- Ordenamento das pescarias e das atividades aquícolas litorais - pondo em prática formas alternativas de gestão de recursos pesqueiros, com carácter inovador e integrado, combinadas com outras atividades, designadamente a aquicultura "off-shore" e o eco-turismo.
- Socioeconômico - como consequência dos efeitos supra mencionados.
Quase 20 anos após os primeiros trabalhos, este Programa do IPIMAR é considerado pela comunidade científica internacional um caso exemplar no domínio da utilização dos recifes artificiais. Por este motivo, tornou-se sobretudo conhecido a nível internacional, sendo os seus responsáveis convidados regularmente a apresentarem os resultados alcançados a profissionais e gestores do sector pesqueiro, mas também a responsáveis por políticas de gestão integrada do litoral um pouco por todo o mundo. Contudo, esta iniciativa também não passou despercebida no nosso país, tendo o IPIMAR recebido recentemente diversos pedidos de apoio técnico, designadamente de autarquias interessadas em desenvolver projectos semelhantes nos seus Concelhos ao longo da costa ocidental de Portugal continental.
Fonte: Revista Marinha
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Programa Petrobras Ambiental 2010 (Inscrições Prorrogadas!)
O prazo para submissão de projeto foi prorrogado até 30 de agosto (segunda-feira), às 23:59h.
Mais 10 dias para melhorar e revisar o projeto!
Boa sorte!
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