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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Morte de 1.200 golfinhos deixa pescadores e ativistas em guerra na França.

LA ROCHELLE, França - Na madrugada de um sábado recente, a tripulação da traineira de pesca L'Arlequin II puxou a rede em forma de cone do Golfo da Biscaia e encontrou centenas de robalos. E os corpos de dois golfinhos mortos.

Golfinho preso numa rede de pesca do barco L'Arlequin II, no Golfo da Biscaia

Essas cenas se tornaram muito comuns: 1.200 golfinhos foram arrastados na costa atlântica da França desde janeiro, a maioria deles com ferimentos que sugeriam que os mamíferos morreram depois de ficarem presos em redes de pesca. Um recorde.

Para cada carcaça que acaba em uma praia, várias outras se deterioram no mar, dizem os biólogos, o que sugere que cerca de 6 mil dos 200 mil golfinhos comuns que vivem na baía podem ter morrido em menos de quatro meses por causa da pesca.

Assim, uma questão inquietante paira sobre as cidades portuárias que pontuam a costa que vai da Bretanha ao País Basco, e sobre suas centenas de navios de pesca, sem resposta clara. Por que tantos golfinhos estão morrendo agora?

A maioria das pessoas concorda que a pesca é responsável, mas o consenso para aí. Os pescadores afirmam que as capturas não intencionais, também conhecidas como capturas acidentais, permanecem incomuns, se não excepcionais, enquanto os cientistas alertam que os navios de pesca representam agora uma grande ameaça para os golfinhos.

Ativistas de um grupo ambientalista, a Sea Shepherd Conservation Society, acabaram de concluir um trabalho de dois meses para documentar as mortes e suas causas.

—É uma realidade não documentada que se desdobrou no mar e longe dos olhos do público — afirmou Justin Barbati, um voluntário de 27 anos, enquanto dirigia um barco inflável mais perto do L'Arlequin II, onde os pescadores arrastavam os corpos dos golfinhos a bordo.

Essa nova presença deixa os pescadores locais se sentindo injustamente alvos.

— Que a Sea Shepherd lute contra caçadores de baleias no Japão, tudo bem, mas nos seguirem enquanto estamos trabalhando e nos perseguirem, os pequenos e decentes pescadores, porque alguns de nós, às vezes, pegam golfinhos? É desproporcional — disse Jean Lagarde, 75 anos, conhecido como o pescador mais antigo de La Rochelle, enquanto limpava a tinta preta de sua embarcação em uma tarde recente.

O Golfo da Biscaia, um vasto golfo a oeste da França e ao norte da Espanha, há muito tempo é um paraíso para os golfinhos, por ser repleto de cardumes de sardinha, arenque e outros peixes que eles comem.

Os pescadores têm historicamente coabitado com golfinhos. Ultimamente, eles dizem ver muitos exemplares da espécie. A maioria dos pescadores não tem que procurar muito em seus smartphones para reproduzir vídeos de golfinhos girando em torno de suas embarcações.

Biólogos do Observatório Pelagis, fundado pelo governo, em La Rochelle, observaram pela primeira vez um pico de golfinhos nas praias em 2017, quando 1.200 deles foram encontrados mortos na costa francesa, seguidos por mais 900 em 2018.

Nos primeiros quatro meses deste ano, o número já supera os totais anuais que estavam entre os mais altos em 40 anos, disse Olivier Van Canneyt, que dirige o observatório.

— No dia em que nossos estudos mostrarem que a população de golfinhos diminuiu na baía, será tarde demais —disse Van Canneyt.

Autópsias atribuem 90% das mortes à pesca

As autópsias realizadas pela equipe de Van Canneyt atribuíram 90% das mortes de golfinhos a atividades de pesca. Eles descobriram que a maioria tinha morrido de asfixia, muitas vezes com o estômago cheio, indicando que eles estavam se alimentando quando ficaram presos debaixo d'água.

Muitos tiveram escoriações ou cortes causados por redes de pesca, disse Willy Dabin, que monitora os encalhes de golfinhos para o observatório.

— Alguns pescadores também danificam muito os corpos para não danificar suas redes — disse ele, na câmara frigorífica do instituto, mostrando um golfinho morto que havia sido cortado.

Como o golfinho comum é uma espécie protegida, os pescadores não podem trazer os corpos para terra, então jogam as carcaças no mar e a maioria das capturas acidentais permanece invisível, acrescentou Dabin.

Representantes de pescadores argumentam que o número de embarcações na baía, de até 600 no inverno e na primavera, não mudou nos últimos anos. As embarcações também são iguais, assim como a quantidade de peixes que pescam, segundo Julien Lamothe, chefe de uma organização de pescadores em La Rochelle.

— Todo pescador já teve que lidar com capturas acidentais, um dia ou outro. Esses são eventos chocantes que eles estão tentando evitar. Apanhar golfinhos não é o trabalho deles disse Lamothe.

Mas, como resultado das recentes restrições à captura de linguado, um peixe que vive no fundo, alguns barcos de pesca têm usado redes mais altas para capturar outras espécies, o que pode ter resultado em mais capturas acidentais de golfinhos, dizem os cientistas. Alguns têm redes de dezenas de quilômetros de comprimento.

Redes de pesca são ameaças em todo o mundo

De botos no México a golfinhos no rio Yangtze, na China, a captura acidental é “a maior ameaça aos mamíferos marinhos em todo o mundo”, de acordo com a Marine Mammal Commission, uma agência do governo americano. A maioria é de espécies longevas que se reproduzem lentamente: os golfinhos comuns do Golfo da Biscaia tornam-se sexualmente maduros aos 8 anos e podem viver até aos 25 anos, e as fêmeas dão à luz a cada três anos, em média.

Os ativistas da Sea Shepherd, a maioria deles voluntários, patrulham a baía a bordo do navio do grupo, o MV Sam Simon, procurando por traineiras de pesca e golfinhos mortos. Um repórter do New York Times e um fotógrafo juntaram-se a eles por um dia.

— Esta campanha é sobre observação a longo prazo; estamos fazendo o que o governo francês deveria fazer — disse Barbati, um biólogo que avalia os estoques de salmão para o governo canadense.

Lamya Essemlali, chefe da filial francesa da Sea Shepherd, tem defendido observadores e câmeras mais independentes a bordo de embarcações de pesca para evitar a captura acidental.

— As capturas acidentais são a primeira ameaça aos mamíferos marinhos, e os pescadores lançam suas redes bem no meio de seu habitat natural. Como podemos chamar essas capturas de acidentais? — disse Essemlali a bordo do MV Sam Simon .

A única solução a longo prazo, disse ela, seria a proibição na área de métodos de pesca que coletam indiscriminadamente quaisquer criaturas que estejam no mar. Mas isso ameaçaria a subsistência de centenas de pescadores e economias de suas cidades.

Dispositivos sonoros podem ser a solução para afastar os golfinhos das redes

O governo francês levantou um possível compromisso de curto prazo. O ministro da Ecologia, François de Rugy, disse que apoiaria a pesquisa em dispositivos acústicos que prendem às redes de pesca e fazem sons que afastam os golfinhos. Um estudo descobriu que, nos navios que usam os dispositivos, a pesca acidental diminuiu em 65%.

Mas os cientistas e Essemlali argumentam que os repelentes acústicos, conhecidos como “pingers”, excluiriam os golfinhos de um habitat importante e geralmente seguro.

E eles nem sempre funcionam; a traineira L'Arlequin II usa “pingers”. Dois dias antes de o navio prender os golfinhos em sua rede, seu capitão, Charles Le Moyec, disse que desde que ele começou a usar os aparelhos, ele não pegou mais golfinhos.

—Também não gostamos quando matamos golfinhos, mas até agora os “pingers” funcionaram bem — disse Le Moyec em sua cabana, enquanto sua tripulação descarregava dezenas de caixas de pescada congelada no cais de La Rochelle.

Dois dias depois, dois golfinhos mortos estavam em sua rede, perto dos repelentes acústicos. Depois disso, Le Moyec insistiu que era a primeira vez que pegava um golfinho este ano, acrescentando que se sentia atormentado pela Sea Shepherd, cujos voluntários o seguiram pela baía durante horas a fio.

Ao longo das dezenas de cabanas de pesca e garagens azuis, amarelas e vermelhas no porto de La Rochelle, muitos pescadores ecoaram a frustração de Le Moyec, dizendo que a Sea Shepherd queria tratar a pesca como um crime.

— Nunca vimos tantos golfinhos nas águas e a Sea Shepherd acusa-nos de ser assassinos. E quanto aos enormes navios da Holanda ou da Espanha — disse Lagarde.

Esses também estão no radar da Sea Shepherd. Quando o grupo encerrou sua campanha no mês passado, Essemlali disse que voltaria à baía no próximo inverno.

— No Golfo da Biscaia, os golfinhos são predadores e a indústria pesqueira os transforma em presa. Podemos discutir o que precisa ser feito, mas isso deve parar. Ponto final — afirmou Essemlali.

Fonte: O Globo
Imagem: Andrea Mantovani/The New York Times


sábado, 25 de janeiro de 2014

Peru: matança de golfinhos alimentada pelo comércio ilegal de tubarões

Os tubarões são uma mercadoria rentável para os pescadores, pois sua carne (na verdade suas barbatanas) tem sido considerado uma iguaria cara na Ásia. Um novo relatório do grupo de investigação e conservação ONG Mundo Azul sugere que essa demanda por tubarão está indiretamente alimentando outra tragédia em nossos oceanos : o massacre de mais de 15.000 golfinhos por ano só em Peru.

Pescadores peruanos tem matado golfinhos para usar sua pele como isca para capturar tubarões.


Repórteres disfarçados se infiltraram nos pescadores que matam golfinhos e registraram as técnicas que utilizam, localizam os grupos de golfinhos e quando estão dentro da distância disparam um arpão. Uma vez que eles atingem seus alvos, os pescadores içam o golfinho em seu barco e cortar sua pele, para servir de isca.
Caçar golfinos é ilegal no Peru, cuja prática é proibida desde 1996 e que pude o infrator com a perda de licença de pesca e até prisão, porém segundo ativista do Mundo Azul há pouca fiscalização e as autoridades pesqueiras do país fazem "vista grossa" a este problema.

Fonte: National Geographic 
Tradução livre: Maurício Düppré

Veja reportagem da CNN clicando aqui.

Nota: A Avaaz criou uma petição endereçada aos Ministros de Meio Ambiente e o de Produção, além do presidente do Peru, solicitando maior fiscalização para interromper o uso de golfinhos como isca, caso concorde assine clicando aqui.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Japão: pesca de golfinhos

O governo japonês defendeu nesta terça-feira a caça de golfinhos na costa do país, depois das polêmicas imagens feitas por ativistas de dezenas de animais sendo capturados, muitos deles com ferimentos. A embaixadora dos Estados Unidos em Tóquio, Caroline Kennedy, também criticou a prática, segundo ela uma “falta de humanidade”.

O secretário-chefe de gabinete do Japão, Yoshihide Suga, defendeu a estratégia usada pelos pescadores, que, por meio de redes e barcos, encurrala os golfinhos em pequenos espaços, para que não possam escapar. Muitos animais acabam com ferimentos graves, ou até mesmo mortos.

“A pesca de golfinhos é uma forma de pesca tradicional em nosso país. Nós iremos explicar a posição do Japão para os americanos”, afirmou Suga, de acordo com informações do jornal The New York Times.

No final de semana, Caroline Kennedy afirmou que o governo americano está “profundamente preocupado pela falta de humanidade pela caça de golfinhos”, e que se opõe à prática. A embaixadora assumiu seu posto no país nipônico em novembro do ano passado, e sua posição é vista como significante, dada a sua proximidade com o presidente Barack Obama.


Pescadores japoneses mataram nesta terça-feira, na cidade de Taiji, um grupo de pelo menos 30 golfinhos, dentre os mais de 200 capturados e mantidos presos desde a última sexta no local, usando uma grande lona para evitar que a morte dos animais fosse documentada, de acordo com a agência Reuters.

Antes de iniciar a matança dos mamíferos, os pescadores tentaram bloquear a visão da enseada onde se encontravam os animais. Depois de alguns minutos, no entanto, era possível ver uma grande mancha de sangue se espalhando pelo local.

A ativista Melissa Sehgal, da ONG ambientalista Sea Shepherd, disse que foi usada uma barra de metal para atingir a medula dos animais, que “foram deixados para sangrar, sufocar e morrer. Depois de quatro dias traumáticos capturados na enseada, eles (golfinhos) passaram por uma seleção violenta, sendo separados de suas famílias, e então foram eventualmente mortos hoje”.

Os ativistas afirmaram que do grupo levado para a enseada de Taiji neste ano, mais de 50 foram separados e vendidos para aquários, um negócio que pode gerar milhões de dólares.



A prática de caça de golfinhos utilizada pelos japoneses é bastante criticada pelo mundo, principalmente depois do lançamento do documentário The Cove, de 2009, que levou o Oscar da categoria no ano seguinte e que mostra a pesca e matança dos animais em Taiji.

Enquanto a caça de baleias é banida em todo mundo há três décadas, não há uma proibição similar para mamíferos menores, como os golfinhos, muito por causa da oposição do Japão.

Fonte: Terra
Imagens Sea Sheppard

Austrália: Interação homem e golfinhos



O fotógrafo Matt Hutton fez fotos incríveis de surfistas e golfinhos compartilhando as mesmas ondas em Jacques Point - Austrália. Ele havia parado por acaso na praia para testar uma nova lente de sua câmera e foi presenteado com esta bela cena!




sábado, 30 de abril de 2011

Dois Brasileiros no Everglades: Parte 04 - Graveyard Creek x Broad River


Dia 3: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/04/dois-brasileiros-no-everglades-parte-03.html

LEMBRANÇAS DO DIA 04 - 16/02/11 - Graveyard Creek x Broad River

Foto: Graveyard com Ponce de Leon Bay ao fundo.

Não acordamos cedo, meu ombro direito acusou o esforço de ontem e calmamente, enquanto a maré enchia, aprontamos um super café da manhã: salada de frutas com granola e leite, café, milho e batata cozida que restou de ontem. Cansamos de comer e a batata deixamos de presente para nosso amigo "íntimo" o racoon, não se deve alimentar animais selvagens, eu sei, recolha a batata!

Quando enfim deixamos Graveyard, já passava de meio dia e o casal que compartilhou do mesmo Campsite conosco já havia partido 1 hora antes de lancha até Flamingo e com eles nosso lixo. Ufa! 2 kg a menos na canoa!

Quando estávamos de sáida chegou uma lancha dos Guardas do Parque para limpar e trocar o líquido dos 2 banheiros químicos, tarefa que fazem a acada 2 semanas.

Foto: Guardas do parque realizando serviço quinzenal de limpeza dos banheiros químicos.



Pois é, estávamos nom meio do nada mas há banheiros químicos.Nos Campsites anteriores, na praia, não se tinha banheiros, mas deste ponto em diante os banheiros químicos estarão presentes em todos os Campsites.


Começo de remada preguiçosa. Dia nublado, último dia de mar, e o vento, onda e corrente continuam jogando contra, mas com bem menos intensidade do que ontem. Em 40 minutos percorremos de Shark Point até Harney onde cruzamos com uma dupla em caiaques individuais, dois simpáticos coroas (Barry e Steve) que em direção contrária vinham de Everglades a favor da maré (onda e vento) fariam em 6 dias de Everglades a Flamingo.

Foto: Barry and Steve no terceiro dia de sua travessia de 6 dias de caíaque pelo Everglades.

Estávamos em nosso quarto dia e eles no terceiro. No link abaixo o relato da jornada deles:
http://bschwartz.net/ek/styled-3/index.html

Munidos de GPS e Plotter, nos atualizaram da distância que nos faltava: mais 1 hora estávamos na foz do Broad River (Rio Largo), junto com golfinhos que entraram conosco enquanto cercavam peixes na beira do rio, onde pela primeira vez na viagem visualizamos vegetação de mangue.

Foto: Adentrando o Broad River com golfinhos

Na entrada do Rio ficamos meia hora a deriva vendo os golfinhos e lanchando frutas e barra de cereal.


A partir daí, mais 30 minutos de remada contemplativa no novo cenário, mata baixa mais densa nas cabeceiras do rio. Localizada logo após o Nightmare (que iremos fazer um dia!) chegamos ao nosso local de dormida: Broad River Camp Site, um ground, camping no chão de terra, na beira do Rio, com um pier (dock) de chegada e um banheiro químico em cima.

Foto: Broad River Campground

Fomos recepcionados calorasamente pelos mosquitos, que não eram poucos, aliás acho que eram todos da Florida! Em seguida dois abutres vieram nos dar boa tarde, noa dando uma má impressão do local, ainda mais quando ao deixarmos o pier e visitar os locais (3) para se montar a barraca eram todos embaixo de mata densa assim como densa era a concentração de mosquitos. Voltamos imediatamente para o pier onde pelo menos ventava um pouco e assim um pouco menos de mosquito nos atazanavam. pela primeira vez coloquei repelente e foi a mesma coisa que nada.


Apesar disso estávamos animados, chegamos 3 horas antes do pôr-do-sol e a remada do dia não havia exigido muito esforço. Então é esquecer os mosquitos, tomar banho de rio (em cima do pier com auxílio de um galão de água transformado em balde) sentar nas nossas cadeirinhas, na beira do rio, vendo os golfinhos passarem, bebendo vinho e comendo o risoto que sobrou de ontem.

E em cima do pier estava agradável e a vontade de ir até o groud, e seu exército de mosquitos, ia diminuindo. A maré continuava baixando e na beira do rio, que vazava com força, começava a surgir uma borda de lama.

Sabíamos que toda esta água que ia pro mar voltaria com força até meia noite e ficamos imaginando até aonde a água chegaria e se aqui não poderia se tornar um belo local de visita para crocodilos, já que havíamos duas rampas ao lado do pier, sem vegetação que levavam até o local de montar a barraca (em nossas brincadeiras dava até para imaginar um crocodilo, como aqueles carros de corrida que saltam de uma rampa por cima de outros carros, saltando em cima de nossa barraca!).

Ainda no final da tarde vimos ratos rondando nossas coisas que deixamos próximos a uma mesa que estava no ground. Gustavo relatou a ocasião em que um rato furou a barraca por conta de uma maça em seu interior.

Continuavamos no pier e dele vimos um belo pôr-do-sol, momento de paz que precedeu nova legião de mosquitos. Já que o repelente não funciona, hora de colocar capa, gorro, meia, luva, e reduzir os espaços oferecidos aos mosquitos.

Foto: Pôr-do-sol número 4

E fomos ficando no pier, vendo a lua e com sua luz observando quem passasse, golfinhos, aves, Gustavo viu um tubarão descendo o rio, e depois aviões, estrelas, satélites... quando a cerca de 50 metros de nós atravessando o rio, imponente, a luz do luar, deixando pra trás um rastro em v, definitivamente um crocodilo! Combinado, ficamos aqui no pier mesmo! A ideia de ter um crocodilo tão próximo a minha cabeça como o racoon esteve ontem não era nada animadora.

Noite adentro fomos visitados por uma bela coruja em cima de um galho seco e que nem se importava com nossa presença. Provavelmente estava a espreita de pequenas presas, como os ratos que vez ou outra ainda viamos cruzando a área destinada as barracas.

Foto: Coruja e lua cheia

Mas nosso acampamento vai ser no pier mesmo! Amarramos bem a canoa na parte seca (em maré baixa) do pier e trouxemos todas as nossas coisas para cá. A noite foi dura, com muito mosquito e muita umidade e um pouco de equilíbrio para dormir no pier estreito e não cair no rio. No auge da maré cheia a água chegou a menos de 1 palmo do topo do pier...

Foto: Na beira do rio, cada pixel desta foto representa um mosquito. 

Já embalado pra viagem, dentro do saco de dormir, em cima do fino colchão inflável, mas que traz um conforto, e envoltos (como uma versão gigante de um burrito) por lona que mantinha a grande umidade fora. Dormi pouco, mas não passei frio em momento algum, mas acordava toda hora ao barulho de mosquitos, o que até foi bom pois acompanhava a subida do rio na maré cheia e tive o privilégio de ver nitidamente um tubarão com suas duas dorsais bem arredondadas descendo calmamemente o rio, a luz da lua quase cheia, contra a correnteza.

A uma hora do sol nascer a lua se pôs, a noite se tornou bem escura, mas passou enfim!

Dia 5: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/05/dois-brasileiros-no-everglades-parte-05.html





segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Pesca Tradicional de Tainha em Santa Catarina

Abaixo matéria veículada em julho sobre a pesca tradicional de tainhas em Santa Catarina, o envolvimento dos pescadores, turistas e a interação com outros pescadores como os golfinhos, que não são vilões apesar de atrapalhar a aproximação do cardume nas praias.



Fonte: Bom Dia Brasil

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Golfinhos

Peço licença e divulgo vídeo sobre os golfinhos e o trabalho de um homem que passou quase duas décadas se dedicando a captar estas belas imagens.


Ao meu ver é muito interessante principalmente para quem ama o mar e seus habitantes ver imagens que mostram a interessam destes espertos animais com o meio ambiente.


Já havia visto imagens deste trabalho, mas nunca tinha tido acesso aos vídeos, incrível!



Falando nisso lembrei que os golfinhos se alimentam, ou seja pescam, (aliás estes realmente vivem apenas da pesca!) em grupo, e junto a outras espécies e até com humanos! Mas aí é uma outra postagem...

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