Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 7 de março de 2016

Entra em vigor decreto que proíbe a saída de pescado do Pará

Nota: esta suspensão prejudica os pescadores que perdem uma alternativa de venda. Provavelmente os portos de desembarque do litoral maranhense, como Apicum-Açu receberam embarcações paraenses. Por outro lado regula o preço para os consumidores locais a medida que terão maior oferta de pescado.




Agência Pará de Notícias
Atualizado em 04/03/2016 11:20:00

Para garantir o abastecimento de pescado e equilibrar os preços do produto durante o período da Semana Santa, entrou em vigor nesta sexta-feira, 4, o decreto, assinado pelo governador Simão Jatene, que suspende a emissão de guias de transporte de qualquer espécie de pescado fresco, resfriado e salgado para fora do Estado do Pará. A proibição valerá até o dia 25 deste mês. Apenas os produtos industrializados e com Selo de Inspeção Federal (SIF) poderão sair do Estado.

Os órgãos de fiscalização e controle estaduais vão intensificar a fiscalização nos postos de fronteira para assegurar o cumprimento do decreto. De forma integrada com a ação do governo estadual, a Prefeitura de Belém também publicou decreto controlando a entrada e saída de pescado nos entrepostos da capital. O decreto municipal entrou em vigor nesta sexta-feira e vai valer até o dia 25 de março. Durante este período, apenas os comerciantes previamente cadastrados na Secretaria Municipal de Economia (Secon) poderão transportar peixe de Belém para outros municípios paraenses.

Além da publicação do decreto, a Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) vai promover a Feira do Pescado na Região Metropolitana de Belém, além de apoiar a realização de feiras semelhantes nos demais municípios do Estado, como parte das estratégias do governo para assegurar o abastecimento durante a Semana Santa, a fim de evitar a escassez do produto e o aumento abusivo de preços.

Na Região Metropolitana de Belém, a Feira do Pescado será realizada nos dias 23 e 24 de março, em oito pontos espalhados pelos municípios de Belém e Ananindeua. A expectativa da Sedap é que sejam comercializadas entre 120 e 150 toneladas de pescado, por meio da venda direta do produtor ao consumidor. Uma novidade este ano é a venda de ostra cultivada pelas comunidades da região do Salgado e que participam do programa de estímulo à ostreicultura da Sedap.

Também serão montados na capital, três pontos de venda de caranguejo, vendido diretamente pelas comunidades extrativistas na região nordeste do Estado, e um ponto de venda de peixe vivo, que funcionará no Parque de Exposições Agropecuárias, no Entrocamamento.

No interior do Estado, a estimativa é que 50 municípios realizem suas próprias feiras, com apoio da secretaria, e comercializem um total de 60 toneladas de pescado. Em 2015, a Sedap apoiou a realização das Feiras do Pescado em 31 municípios paraenses, ajudando a garantir o abastecimento, estimulando o crescimento da produção dos piscicultores locais e colaborando para manter o equilíbrio de preços durante o período de maior demanda.






quarta-feira, 28 de março de 2012

A história do Bacalhau o "Fiel Amigo"


Um Alimento Milenar:

O início do Bacalhau com os Espanhóis e os Vikings

Bacalhau para os povos de língua portuguesa; Stockfish para os anglo-saxônicos; Torsk para os dinamarqueses; Baccalà para os italianos; Bacalao para os espanhóis; Morue, Cabillaud para os franceses; Codfish para os ingleses.

(O nome bacalhau, de acordo com o Dicionário Universal da Língua Portuguesa, tem origem no latim baccalaureu. )

Mundialmente apreciado, a história do bacalhau é milenar. Existem registros de existirem fábricas para processamento do Bacalhau na Islândia e na Noruega no Século IX. Os Vikings são considerados os pioneiros na descoberta do cod gadus morhua, espécie que era farta nos mares que navegavam. Como não tinham sal, apenas secavam o peixe ao ar livre, até que perdesse quase a quinta parte de seu peso e endurecesse como uma tábua de madeira, para ser consumido aos pedaços nas longas viagens que faziam pelos oceanos.

Mas deve-se aos bascos, povo que habitava as duas vertentes dos Pirineus Ocidentais, do lado da Espanha e da França, o comércio do bacalhau. Os bascos conheciam o sal e existem registros de que já no ano 1000, realizavam o comércio do bacalhau curado, salgado e seco. Foi na costa da Espanha, portanto, que o bacalhau começou a ser salgado e depois seco nas rochas, ao ar livre, para que o peixe fosse melhor conservado.

As Guerras do Bacalhau
O bacalhau foi uma revolução na alimentação, porque na época os alimentos estragavam pela precária conservação e tinham sua comercialização limitada ( a geladeira surgiu no século XX). O método de salgar e secar o alimento, além de garantir a sua perfeita conservação mantinha todos os nutrientes e apurava o paladar. A carne do bacalhau ainda facilitava a sua conservação salgada e seca, devido ao baixíssimo teor de gordura e à alta concentração de proteínas.

Um produto de tamanho valor sempre despertou o interesse comercial dos países com frotas pesqueiras. Em 1510, Portugal e Inglaterra firmaram um acordo contra a França. Em 1532, o controle da pesca do bacalhau na Islândia deflagrou um conflito entre ingleses e alemães conhecido como as "Guerras do Bacalhau". Em 1585, outro grande conflito envolveu ingleses e espanhóis.

Por isso, ao longo dos séculos, várias legislações e tratados internacionais foram assinados para regular os direitos de pesca e comercialização do tão cobiçado pescado. Atualmente, com a espécie ameaçada de extinção em vários países, como o Canadá, tratados internacionais de controle da pesca estão sendo revistos, com o objetivo de assegurar a reprodução e a preservação do "Príncipe dos Mares".

A industrialização na Noruega

Foi o mercador holandês Yapes Ypess que fundou a primeira indústria de transformação na Noruega e é considerado o pioneiro na industrialização do peixe.

A partir daí, a crescente demanda na Europa, América e África foi aumentando o número de barcos pesqueiros e de pequenas e médias indústrias pela costa norueguesa, transformando a Noruega no principal pólo mundial de pesca e exportação do bacalhau.

"Se o bacalhau nos abandonar, a que nos agarraremos? O que levaremos a Bergen para trocar por ouro?" Peter Daas, Trumpet of Nordland, Noruega, 1735

Portugal e o "fiel amigo"

Os portugueses descobriram o bacalhau no século XV, na época das grandes navegações. Precisavam de produtos que não fossem perecíveis, que suportassem as longas viagens, que levavam às vezes mais de 3 meses de travessia pelo Atlântico.

Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova ( Canadá ), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.

Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.

O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.

A Pesca do Bacalhau em Portugal
O bacalhau chegava a Portugal de várias formas. Até o meio do século XX, os próprios portugueses aventuravam-se pelos perigosos mares da Terra Nova, no Canadá, para a pesca do bacalhau.

"Nos finais do séc. XIX, as embarcações portuguesas enviadas à pesca do Bacalhau eram de madeira e à vela, sendo praticada a pesca à linha. Tratava-se de uma prática muito trabalhosa, apenas rentável em regiões onde abundava o peixe. Este tipo de pesca era praticado a partir dos dóri: pequenas embarcações de fundo chato e tabuado rincado, introduzidas em Portugal nos finais do século passado."( Extraído de Apontamentos Etnográficos de Aveiros - Universidade de Aveiros - http://www.dlc.ua.pt/etnografia).

O artigo de Teresa Reis, sobre a Pesca do Bacalhau, retrata um pouco desta aventura:
"Na pesca do bacalhau, tudo era duplamente complicado. Maus tratos, má comida, má dormida...Trabalhavam vinte horas, com quatro horas de descanso e isto, durante seis meses. A fragilidade das embarcações ameaçava a vida dos tripulantes" dizia Mário Neto, um pescador que viveu estes episódios e pode falar deles com conhecimento de causa.

Quando chegava à Terra Nova ou Groenlândia, o navio ancorava e largava os botes. Os pescadores saíam do navio às quatro da manhã e só regressavam à mesma hora do dia seguinte, com ou sem peixe e uma mínima refeição: chá num termo, pão e peixe frito. No navio, o bacalhau era preparado até às duas ou três da manhã. Às cinco ou seis horas retomava-se a mesma faina. Isto, dias e dias a fio, rodeados apenas de mar e céu. ... Vidas duras...!" Nos dias atuais, Portugal importa praticamente todo o bacalhau salgado e seco que consome. Também importa muito bacalhau "verde", que é salgado e curado nas próprias indústrias portuguesas, como a Riberalves, localizada em Torres Vedras.

O começo do bacalhau no Brasil
O hábito de comer bacalhau veio para o Brasil com os portugueses, já na época do descobrimento. Mas foi com a vinda da corte portuguesa, no início do século XIX, que este hábito alimentar começou a se difundir. Data dessa época a primeira exportação oficial de bacalhau da Noruega para o Brasil, que aconteceu em 1843. Na edição do Jornal do Brasil de 1891 está registrado que os intelectuais da época, liderados por Machado de Assis, reuniam-se todos os domingos em restaurantes do centro do Rio de Janeiro para comer um autêntico "Bacalhau do Porto" e discutir os problemas brasileiros. Mais de um século depois, ainda são muito comuns nos restaurantes especializados estes "almoços executivos", onde a conversa sobre negócios é feita saboreando um bom bacalhau.



A tradição religiosa do Bacalhau na Páscoa e no Natal
A Igreja Católica, na época da Idade Média, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes". O bacalhau era uma comida "fria" e seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum. Com isso, passou a ter forte identificação com a religiosidade e a cultura do povo português.

Conforme relatam os autores do livro "O Bacalhau na Vida e na Cultura dos Portugueses":
"O número de dias de jejum e abstinência a que se sujeitavam anualmente os portugueses era considerável, não se limitando ao período da Quaresma, a época do ano em que o bacalhau era "rei" à mesa. Segundo Carlos Veloso, durante mais de um terço do ano não se podia comer carne. Assim era na "Quarta-Feira de Cinzas e todas as Sextas e Sábados da Quaresma, nas Quartas, Sextas e Sábados das Têmperas, (n)as vésperas do Pentecostes, da Assunção, de Todos-os-Santos e do dia de Natal e ainda nos dias de simples abstinência, ou seja, todas as Sextas-Feiras do ano não coincidentes com dias enumerados para as solenidades, os restantes dias da Quaresma, a Circuncisão, a Imaculada Conceição, a Bem-Aventurada Virgem Maria e os Santos Apóstolos Pedro e Paulo."

O rigoroso calendário de jejum foi aos poucos sendo desfeito, mas a tradição do bacalhau se mantém forte nos países de língua portuguesa até os dias de hoje, principalmente no Natal e na Páscoa, as datas mais expressivas da religião católica, onde se comemoram o Nascimento e a Ressurreição de Cristo.

Fonte: Bacalhau.com.br


segunda-feira, 18 de abril de 2011

RJ - XIII Festival da Lula em Arraial do Cabo


LULA2011.jpg

A 13ª Edição do Festival da Lula em Arraial do Cabo é uma realização da APAC (Associação de Pescadores de Arraial do Cabo) e da Prefeitura Municipal com apoio e organização da Secretaria de Turismo, vai acontecer entre os dias 20 e 24, nas areias da Praia Grande.

As barracas para degustação dos pratos estarão abertas de 12h às 14h, e à noite, a partir das 19h. Durante o Festival, visitantes e moradores poderão degustar os mais variados pratos feitos à base de lula, como por exemplo, estrogonofe, risoto, crepes, lula à doré e a vinagrete. Os preços são populares.

Em uma área de 1.500 metros quadrados, a Secretaria de Turismo, montou uma mega-estrutura e uma programação especial. Vão ser mais de 20 atrações musicais, com 2 tendas de artesanatos, 30 barracas para comercialização de alimentos e bebidas, com palco para shows, e com recepcionista bilíngue no local.

Lançado em 1998 com o objetivo de divulgar o município como um importante centro pesqueiro do molusco, o Festival da Lula foi criado como uma forma de atrair os visitantes e ainda mostrar as delícias que podem ser feitas com a lula e as riquezas da culinária Cabista.


terça-feira, 5 de abril de 2011

MPA - Aquicultura produz 33,5% do pescado consumido no Brasil


Páscoa é tempo de pescado na mesa. Esse é o período do ano em que o brasileiro mais consome peixe. De acordo com a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, a comercialização e consumo triplicam, gerando renda para pescadores artesanais e piscicultores nas regiões produtoras do país. Para compreender mais essa temporada especial para os negócios da piscicultura e aqüicultura, a Agência Sebrae entrevistou a ministra, que está a frente do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) há pouco mais de cem dias. Ela revelou os caminhos que pretende seguir para desenvolver e aprimorar a produção desse setor, assim como para aumentar o consumo da proteína de pescado, tão saudável para pessoas de todas as idades.

ASN: A aqüicultura está crescendo no país. Qual é a participação atual dos produtos desse segmento na mesa do brasileiro?

Ministra Ideli Salvatti: Atualmente a aquicultura representa cerca de 33,5% da produção de pescado produzido no país, com destaque para os estados produtores do Ceará, o maior produtor aquícola do Brasil, destacando-se as tilápias e camarão marinho. Santa Catarina é o maior produtor de mexilhões e ostras, e Rio Grande do Sul ocupa o primeiro lugar na produção de peixes de água doce. A aquicultura é um grande negócio, crescente no Brasil, a exemplo do que ocorre no cenário internacional. O nosso modelo é motivo de estudo em outros países que já têm tradição pesqueira, como a Noruega. O desenvolvimento dessa atividade em complexos hidrelétricos no país também é destaque. Temos, hoje, exemplos de criadouros em tanques-rede, que aliam a economia sustentável com a geração de emprego e renda, de maneira ordenada.

ASN: E a pesca artesanal ? Quantos pescadores extrativistas há no país e qual é a produção deles?

Ministra Ideli Salvatti: O Cadastro Nacional de Pescadores conta com o registro de cerca de um milhão de pescadores artesanais. Entre a produção artesanal e industrial, o segmento responde por 825 mil e 164 mil toneladas/ano, respectivamente, conforme últimos levantamentos estatísticos, de 2009. O setor está buscando a modernização para aliar a produção sustentável à maior geração de emprego e renda.

ASN: Como pretende estimular o aumento da produção, comercialização e consumo de pescado no país?

Ministra Ideli Salvatti: Em recente estudo, o BNDES sinalizou para o mercado que está aberto para receber projetos, que envolvam a organização do setor, desde a instalação de fábricas de ração, criadouros de alevinos, até a fabricação de tanques-rede, passando pelas fábricas de gelo. São organizações empresariais necessárias para comportar todo o processo, desde a captura, criação, acondicionamento e processamento dos pescados. O Sebrae, nosso parceiro em ações de fomento e capacitação, está atento a esse processo.É fundamental incrementar a interiorização do desenvolvimento, com geração de emprego e renda.

ASN: A Páscoa é realmente a ocasião que concentra o maior volume de comercialização e consumo de pescado do país?

Ministra Ideli Salvatti: Nessa época, o consumo de peixes se intensifica a partir de fevereiro, atingindo seu pico em março, quando as vendas do produto crescem cerca de 15% frente a um mês comum. O consumo de peixes e frutos do mar, no mês de abril, representa um volume expressivo de receitas e volumes de venda para o setor pesqueiro e aquícola. Em geral, se comercializa, nesse período, três vezes mais do que o volume de um mês habitual. A demanda crescente também alavanca a nossa produção: subiu mais de 25% nos últimos sete meses. Em 2003, a produção era de 990 mil toneladas/ano e, em 2009, fechamos com mais de 1,2 milhão toneladas/ano. O momento é de atenção e ordenação dessa cadeia produtiva para que possamos sinalizar, em breve, nossa autosuficiência produtiva e ganhar espaço no cenário internacional, exportando e gerando divisas.

ASN: Qual é a expectativa de aumento do consumo de peixes na Páscoa 2011?

Ministra Ideli Salvatti: Seguindo a tendência de aumento, embora o consumo tenda a variar constantemente de acordo com aspectos socioeconômicos, projeta-se um aumento de 30% nas vendas com relação ao mesmo período em 2010.

ASN: Esse é o mês mais produtivo dessa cadeia produtiva?

Ministra Ideli Salvatti: Sim, o mês da Páscoa é um momento de maior trabalho para o setor e para àqueles que estão atentos a essa importante fonte de. Nessa época, a equipe do Ministério da Pesca e Aquicultura, em parceria com o Ministério da Saúde, por meio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, se empenha em levar aos consumidores um alimento, saudável e saboroso.

ASN: É, também, temporada de mais fiscalização?

Ministra Ideli Salvatti: Nesse período, também se intensifica a fiscalização na comercialização e acondicionamento dos pescados. Por parte do MPA, é constante o trabalho em relação ao manejo e condições de acondicionamento dos produtos oferecidos ao mercado consumidor.

ASN: Qual a quantidade de pescado que será importada na Páscoa ?

Ministra Ideli Salvatti: O primeiro bimestre de 2011 acumulou US$ 207 milhões em importação de pescado, registrando crescimento de 33% em comparação ao mesmo período de 2010, quando o total foi de US$ 148 milhões. Houve aumento, portanto, mas no momento não é possível mensurar o quantitativo exato que será importado para abastecer o mercado na Páscoa. Destaca-se, em comparação a 2010, os filés congelados e os salmões do Pacífico, que tiveram aumentado o valor de suas importações em 18% e 49%, respectivamente em 2011.

ASN: Existe alguma estratégia ou meta em relação ao público infanto-juvenil?

Ministra Ideli Salvatti: O pescado está se tornando mais presente na alimentação escolar. E mesmo com as nossas peculiaridades, já estamos, com freqüência, em mais de 10% dos municípios do país. E já lancei o desafio: nossa meta é ganhar o gosto dos consumidores desde cedo, além da Páscoa. Quero, em 2012, poder celebrar, o ano do peixe na mesa dos brasileirinhos, ao conquistar mais escolas no ranking dos pescados. Minha meta é possível. Aí estaremos presentes na alimentação escolar e, com freqüência, em mais de 20% das dos municípios.

Fonte: Agência Sebrae

quinta-feira, 1 de abril de 2010

GEAGESP

O Entreposto Terminal de São Paulo da CEAGESP (Companhia de Entrepostos e Armazens Gerais de São Paulo) é um dos principais pontos de referencia de venda de pescado do país, onde agrega de cerca de 60 empresas de comercialização de peixes e pesca.






Seu horário de funcionamento de comercialização é de terça a sábado das 2h as 6h.

Os produtos vêm do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Nordeste e de países como Chile e Uruguai.

Informações abaixo extraídas do site da CEAGESP :


Como vender na CEAGESP







Quem são os permissionários? São produtores e/ou comerciantes atacadistas que recebem um termo de Permissão Remunerada de Uso para comercializar em espaços delimitados no Entreposto da Capital e nas unidades do interior.


Como um produtor ou atacadista pode obter um ponto de vendas no Entreposto da Capital? A CEAGESP, como órgão público, realiza concorrência para permissão de uso das áreas vagas.

Quem pode participar da concorrência para obter permissão de uso de áreas vagas? Podem participar pessoas físicas ou jurídicas, produtores e/ou comerciantes do ramo de hortigranjeiros, flores, plantas ornamentais e artigos ligados à floricultura, pescado e produtos ligados à cadeia de agronegócios.

Como o produtor que nunca vendeu na CEAGESP deve proceder se quiser oferecer seus produtos a um atacadista que comercialize no Entreposto da Capital? O produtor deve entrar em contato com o Departamento de Entrepostos da CEAGESP, através do telefone (11) 3643 3865.

Nesse contato ele é orientado para encaminhar um pedido, por escrito, ao Departamento, solicitando uma lista de atacadistas que possam se interessar pelo seu produto. A CEAGESP recomenda que o produtor faça esse pedido um mês antes do período em que ele pretende trazer seu produto para ser comercializado através dos atacadistas do Entreposto da Capital. Ao receber a resposta, o produtor entra em contato com os atacadistas e começa o processo de relacionamento comercial.

Importante: o produtor só pode entrar na CEAGESP com caminhão carregado se apresentar, na portaria, a Nota Fiscal do Produtor, com a discriminação do destinatário, ou seja, do comerciante atacadista para o qual ele vai vender.

A CEAGESP também opções de compra no varejo para o consumidor, através de Varejões.

Para a comercialização direta de pescado ao consumidor final é promovido a Feira Santa, que já se encontra em sua 5a edição.

Veja alguns preços oferecidos ao consumidor final:
- Tainha e Corvina: R$ 8,50 /kg
- Tilápia: R$ 5,80/ kg


Santa Feira

O site da CEAGESP também oferece uma ferramenta importante de cotação dos principais produtos comercializados no atacado, o que se tornou um importante indicador de mercado e uma referência para os comerciantes e produtores, como os pescadores.

Abaixo algumas cotações de pescado observados ontem, 31 de março de 2010:

PRODUTO CLASSIFICAÇÃO UND MENOR COMUM MAIOR

CAVALINHA GRANDE KG R$ 2,50 R$ 2,75 R$ 3,00

CORVINA MÉDIA KG R$ 2,50 R$ 2,75 R$ 3,00

ESPADA GRANDE KG R$ 1,00 R$ 1,30 R$ 1,50

LULA FRESCA PRIMEIRA KG R$ 14,00 R$ 15,00 R$ 16,00

NAMORADO MÉDIA KG R$ 14,00 R$ 15,00 R$ 16,00

PESCADA GOETE MÉDIA KG R$ 2,50 R$ 2,75 R$ 3,00

PORCO GRANDE KG R$ 5,00 R$ 5,50 R$ 6,00

SARDINHA FRESCA GRANDE KG R$ 2,50 R$ 2,75 R$ 3,00      


quarta-feira, 31 de março de 2010

Semana Santa e o Peixe



A Semana Santa é tradição religiosa do Cristianismo que celebra a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo. A Semana Santa se inicia na celebração da entrada triunfal de Jesus Cristo em Jerusalém, que ocorre do domingo de ramos, e tem seu término com a ressurreição de Jesus Cristo, que ocorre no domingo de Páscoa.

Ficheiro:Rafael - ressureicaocristo01.jpg

Ressureição de Cristo - Raffaelo Sanzio (1449-1502) 

A primeira celebração da Semana Santa foi em 1682 pelos cristãos.

Estamos portanto no meio da Semana Santa, mais precisamente no dia que se encerra a quaresma, período iniciado a 40 dia atrás, na quarta-feira de cinzas. Período em que algumas igrejas, como a católica e a anglicana preparam seus fiéis para a Páscoa, onde estes fiéis são convidados para um período de oração, caridade e penitência, inclusive o jejum.

Talvez daí tenha surgido o apelo em se alimentar de pescado, pois na verdade existe a crença de que não se deve se alimentar de carne vermelha, principalmente na sexta-feira santa, dia da morte do Salvador.

Desta crença o consumo de peixe se acentua no período, o que historicamente se reflete em um período de preços melhores devido a maior procura por pescado. Bom para o pescador artesanal, principalmente os organizados no escoamento de suas produções, Amém!

Fonte: Wikipedia

As postagens mais populares da última semana: