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quarta-feira, 25 de setembro de 2019

IMPACTO: Manchas de óleo são registradas em ao menos 43 praias do Nordeste, mas origem segue indefinida.

Ministério do Meio Ambiente informou nesta terça (24) que substância coletada e analisada em cinco estados é hidrocarboneto, derivado do petróleo. Órgãos de defesa do meio ambiente buscam identificar origem do material.

O surgimento de manchas escuras tem surpreendido banhistas em pelo menos 43 praias do Nordeste (veja a lista ao final da reportagem). Desde o início de setembro, a substância é vista em oito dos nove estados da região. Ao menos seis animais, entre tartarugas e aves marinhas, foram afetados pelo material.



Em praias de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, a substância foi identificada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) como hidrocarboneto, derivado do petróleo. Como as análises ainda estão em andamento, não é possível saber a origem da substância.

O G1 questionou se o Ministério vai monitorar as praias do Piauí, Maranhão e Sergipe, onde banhistas também relataram ter visto uma substância oleosa e escura na areia, e aguarda retorno.

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), equipes da instituição têm atuado na coleta e na análise do material para identificar como ocorreu e quem é o responsável pelo descarte. A prática é considerada crime ambiental, com multa que varia de R$ 50 a R$ 50 milhões.

Em nota, a Marinha do Brasil afirma que, ao ter conhecimento do aparecimento das manchas, "em suas respectivas áreas de jurisdição, as Capitanias dos Portos deslocaram equipes de Inspeção Naval aos locais e constataram a concentração de uma substância de cor preta na areia das praias".

Ainda no texto, a Marinha diz que "foram enviadas para análise do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM), no Rio de Janeiro, amostras das manchas que foram localizadas, em praias dos estados de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Paraíba" e "apenas após a conclusão de todas as análises, pelo IEAPM, será possível estabelecer qual a substância recolhida".

Veja a lista de localidades com registro de manchas:

Maranhão
Itatinga

Piauí
Ilha dos Poldros

Ceará
Praia do Futuro
Porto das Dunas
Sabiguaba
Cumbuco
Fortim
Paracuru
Mundaú

Rio Grande do Norte
Via Costeira
Muriú
Camurupim
Pipa
Pirambúzios
Barra de Tabatinga
Foz dos Rios Pirangi do Sul
Foz do rio Pium
Redinha

Paraíba
Bessa
Manaíra
Cabedelo
Pitimbu
Tambaba
Cabo Branco

Pernambuco
Boa Viagem
Del Chifre
Candeias
Gamboa
Ilha de Cocaia
Paiva
Carneiros
Tamandaré
Maria Farinha

Alagoas
Jatiúca
Ponta Verde
Guaxuma
Japaratinga
Maragogi
Praia do Francês
Carro Quebrado
Japaratinga
Barra de São Miguel

Sergipe
Pirambu

Fonte: G1






quinta-feira, 9 de outubro de 2014

MPA inicia instalação de rastreador em embarcações de pesca de lagosta

A partir da próxima segunda-feira (13), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) iniciará gratuitamente a instalação de equipamentos de rastreamento de embarcações pesqueiras por satélite, o PREPS, em embarcações de lagosta com comprimento entre 10 e 15 metros localizadas nas costas norte e nordeste do País. Os dois primeiros pólos contemplados são no estado do Ceará, em Acaraú e Fortaleza.

O PREPS (Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações Pesqueiras por Satélite) foi instituído e regulamentado através da Instrução Normativa Interministerial nº2, de 04 de setembro de 2006. O rastreador proporciona mais segurança para os pescadores embarcados já que será interligado com o sistema do Serviço de Busca e Salvamento da Marinha do Brasil (Salvamar). Com o equipamento, o pescador pode enviar pedido de socorro à Marinha que, através do acesso de dados do Preps, saberá exatamente a localização daquela embarcação.

De acordo com o Secretário de Monitoramento e Controle da Pesca e Aquicultura do MPA, Fábio de Castro, há outra grande vantagem aos pescadores que aderirem ao programa. “Eles terão a possibilidade de monitorar, inclusive com histórico de pescarias, os seus pontos de pesca pelo sistema Preps, desenvolvendo, portanto, uma inteligência de captura em seus cruzeiros”, explica o secretário.

Os pólos foram definidos para atender melhor aos donos das embarcações. Ao todo são 16 pólos, divididos em sete estados do nordeste e norte. Cinco no Ceará, quatro no Rio Grande do Norte, três na Bahia e um em Pernambuco, Paraíba, Piauí e Pará. Confira a localização de cada um deles e a divisão das embarcações atendidas em cada pólo. Caberá a cada dono de embarcação se dirigir aos pólos definidos. Haverá uma equipe credenciada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura para a instalação do equipamento de acordo com uma programação já pré-definida.



As embarcações de lagosta que não estiverem com o equipamento devidamente instalado até 1º de dezembro, não conseguirão renovar suas licenças de pesca, inclusive a Autorização de Pesca Complementar com validade a partir de 1º de dezembro de 2014. 

O MPA garantirá a instalação dos equipamentos e as mensalidades durante o período de um ano, tudo de graça.

Para maiores informações, os donos das embarcações devem entrar em contato com as Superintendências da Pesca e Aquicultura de seus estados, ou na Coordenação-Geral de Controle de Pesca no telefone (61) 2023-3561.

Fonte: MPA

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Sexta-feira 13 e superstição


Em dia de sexta-feira 13 vale lembrar a origem da palavra superstição.

A palavra "superstição" vem do latim "super", que significa "acima" e "stare", que significa "acima de". Assim eram chamadas as pessoas que tinham sobrevivido a uma batalha ao invés de seus pares e, portanto, estavam acima dos que não tiveram a mesma sorte.

Somos portanto todos vencedores e sortudos por estarmos vivos e na batalha, seja sexta-feira 13 ou não.

Abaixo uma lenda que fala da superstição de não se poder pescar no dia de finados.

O endiabrado Mandim
Ademar Vidal

No mundo marítimo existe um personagem endiabrado nas suas atitudes de reação. Quando ele quer uma coisa tem de se fazer o que ele quer, sob pena das hostilidades não demorarem muito. Mandim tem um domínio insuperável. As águas obedecem às suas ordens e os peixes se conduzem conforme os seus desejos de chefe. O pescador precisa andar muito direito porque do contrário sofrerá as conseqüências. Também o duende pede pouco. Não exige muita coisa, não. Ele mantém um luxo que não há meio de relaxar. Em todos os outros costuma ceder, mas num deles faz finca-pé, segura-se e não há meio de afrouxar. De modo que não permite a pescaria no dia dos mortos. E o jangadeiro que se der ao gosto de contrariar essa vontade, pode ficar certo de que sofrerá as conseqüências de um fracasso completo, nada conseguindo, voltando do mar com as mãos vazias, abanando. No samburá nem uma agulha quanto mais cavala.

Mandim considera-se proprietário único do oceano. Pelo menos do trecho que fica entre o Bessa e a Praia Formosa. A guarda que faz do dia de finados vem de um fato de significação bem humana. Teria naufragado um navio depois dos arrecifes que procedia das bandas da África carregado de negros para a lavoura paraibana. Vinha cheio, entupido mesmo, de coculo. Era tanta gente, que se deu uma catástrofe completa — e o único que poderia ter-se salvado foi exatamente o preto maioral, de nome Mandim. Mas renunciou ao propósito de defender a vida quando viu que os seus companheiros haviam sucumbido nos embates com as ondas traiçoeiras. E deixou-se morrer.

Por uma coincidência, teria acontecido a tragédia exatamente no dia de finados. A autoridade do comandante se passou para outro plano: ficou dirigindo o fiel respeito a certas praxes num campo assinalado pelo sacrifício de tantas existências. Quem pescar naquele dia, se arrepende. Quando muito poderá contar a história.

Sabe-se de um mulato falastrão que teimou em ganhar o oceano contra as ordens do mito que são conhecidas através da tradição. Saiu com o tempo bom, soprando nordeste suave. Largou-se para o alto na esperança de pescar muita garajuba e muita cióba. Depressa a noite chegou, pegando o marinheiro quase de repente — foi coisa mesmo de supetão. Com pouco ele principiou a ver umas luzes ao longe. E as luzes aumentando de volume. Só podia ser um navio iluminado feericamente. E o negócio se aproximando, se aproximando, se aproximando. Era de uma extensão formidável,:mais que um transatlântico, parecia antes um mundo que corria veloz na direção do pescador. E que, sem dúvida, iria esmagar a sua jangada, como um inseto miserável de tão insignificante.

Não eram luzes de eletricidade. Tinham parentesco próximo com fogo-fátuo. O ruído que fazia aquilo que vinha vindo rapidamente era um ruído infernal. Gritos se confundindo com exclamações pavorosas; gemidos lancinantes que se tornavam medonhos dentro da noite. E os peixes saltando desadoradamente como se estivessem muito contentes. Se era o vento, soprava forte e grosso, mais parecendo querer levar tudo de cambalhota. Não havia outro recurso senão fazer o impossível para regressar à praia.

O pescador, então, não quis mais conversa, danou-se para trás, aproveitando a correnteza para mudar de situação. Descobriu a estrela-guia e no seu rumo segurou o leme. A carreira era vertiginosa e de vez em quando olhava a visão se aproximando nos seus lumes de todas as cores. Chegou um momento que sentiu a situação quase perdida. Na confusão ouvia vozes mansas cantando o seu mal-assombrado.

Mandim, mandão, mandá,

Todos morreram no mar,

Longe da terra, bá,

M arabá, má, marabá,

Morrer quis Mandim, mandá

O acompanhamento era num tom fúnebre de cortar coração. Mas que história triste? Para que fora se meter nesse embrulho? Duvidar para quê? Nunca mais haveria de contrariar nada.

Acreditaria em tudo que viesse com a marca do invisível. De em diante seria assim. E o estribilho sem cessar na voz do vento da tempestade.

A terra ficou atrás,

Mandim,

Nunca mais, nunca mais

A lição teria servido ao mulato que havia já viajado por outras terras. Ficou sabendo de uma vez por todas que o fantasma tem força. Tem querer. E quando determina, não admite providência em contrário. Pescar no dia de finados que outro fosse e não ele, que ficara ensinado para sempre. Sentia-se feliz em haver saído são e salvo do embrulho.

Mandim era realmente uma potência que não podia, como não pode, ser contrariado nos seus luxos de mando. Veio de longe, trouxe sua gente, naufragou, morreram todos. Quis sacrificar-se voluntariamente na companhia de sua gente. Em compensação requeria respeito e que se guardasse o dia do ano, ou da semana, a sexta-feira. Não admitia pesca. Os peixes que folgassem. E quem quisesse mexer consigo que se metesse com muita coragem para suportar o repuxo e perder.


(Vidal, Ademar. Lendas e superstições; contos populares brasileiros. Rio de Janeiro, Empresa Gráfica O Cruzeiro, 1950, p.39-41)

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

PB - Cabedelo vai receber centro de referência em navegação

Um centro referência em navegação será montado na Paraíba no ano que vem, segundo a diretora do centro, Margareth Rocha. De acordo com ela, ele será integrado ao núcleo de pesquisa e educação profissional e tecnológica aplicada a pesca e aqüicultura, que já funciona no município. O centro será construído em 2011 com objetivo de profissionalizar a indústria pesqueira na Paraíba e capacitar os trabalhadores da área, além de atuar com ações sociais na comunidade local.

Segundo Margareth Rocha, a idéia é fazer do local um ponto de referência da pesquisa em pesca em toda a América Latina. “O centro de referência do Atlântico Sul terá capacidade de alojar 82 alunos intercambistas de vários países, além de permitir os trabalhadores locais a ampliação dos seus horizontes de vida, profissionalizando o setor no qual trabalham e lhes fornecendo qualificação profissional”, explicou.

Margareth Rocha informou que atualmente, as bases do projeto já foram lançadas, e hoje ele funciona em parceria com o campus de Cabedelo do Instituto Federal da Paraíba (IFPB). “Nas instalações que serão construídas teremos simuladores de pesca e navegação e áreas destinadas a treinamentos, como práticas de sobrevivência no mar, além de vários cursos de extensão, que já funcionam em Cabedelo e são abertos a comunidade em geral. O projeto terá um custo total de R$ 10 milhões e será possível graças a inúmeras parcerias firmadas entre instituições públicas e privadas”, afirmou.

“Algumas ações do centro já ocorrem em Cabedelo, como os cinco cursos de extensão que formam cerca de 100 alunos a cada semestre. São cursos de técnicas de pesca e navegação, processamento do pescado, artesanato pesqueiro e inclusão digital. Também atuamos com o projeto “Eu e o mar”, que visa desenvolver nos trabalhadores que vivem da pesca, turistas e comunidade em geral a importância da profissionalização do setor e da preservação amibiental marinha”, contou.

De acordo com o diretor de formulação de políticas de educação e profissionalização do Ministério da Educação (MEC) Luiz Augusto Caldas, o setor da pesca no país está em plena expansão. “Em 2003 tínhamos apenas cinco cursos de pesca e aquicultura em todo o Brasil. Hoje, são 72 cursos em todo o país, que atuam na capaitação dos profissionais e profissionalização do setor”, disse.

“Nesse contexto, os núcleos de pesquisa são importantes pois trabalham no âmbito de desenvolver novas técnicas e capacitar os profissionais do setor. Cada núcleo é independente, ficando responsável por gerir ações e projetos de acordo com a demanda da comunidade no qual ele está inserido. Assim, nos 28 núcleos que exitem em todo o país, temos atividades como cursos de capacitação, programas de alfabetização de pescadores e comunidades ribeirinhas, dentre outras ações que visem alcançar a comunidade e desenvolver o setor de pesca e aquicultura”, explicou.

Fonte: Jornal da Paraíba

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