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quinta-feira, 6 de setembro de 2018
Oportunidade: Monitor de campo PMAP-RJ
O PMAP-RJ (Projeto de Monitoramento da Atividade Pesqueira no Estado do Rio de Janeiro) em execução pela FIPERJ desde julho de 2017 lançou chamado com oportunidade imediata para a função de Monitor de Campo na Região Metropolitana II, compreendendo os municípios de Magé, Duque de Caxias e Rio de Janeiro.
É função do Monitor de campo conduzir as atividades relacionadas ao monitoramento das atividades de coleta de dados e entrevistas realizadas por Agentes de Campo que atuam nos municípios de Magé, Duque de Caxias e Rio de Janeiro, no Estado do Rio de Janeiro.
Inscrições neste link do site: PMAP-RJ
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
Monitoramento Ambiental Comunitário dos pescadores da Resex do Cassurubá.
Documentário registra a experiencia exitosa realizada na Resex Marinha do Cassurubá, no litoral sul da Bahia.
Trata-se do Monitoramento Ambiental Comunitário realizado pelos próprios pescadores, através de iniciativa do ICMBio local.
Fonte: Jaco Galdino Santana Galdino
Trata-se do Monitoramento Ambiental Comunitário realizado pelos próprios pescadores, através de iniciativa do ICMBio local.
Fonte: Jaco Galdino Santana Galdino
Marcadores:
Bahia,
Camarão,
Caranguejo,
ICMBio,
Monitoramento Participativo,
Monitoramento Pesqueiro,
Pesca Artesanal,
Reserva Extrativista,
Robalo
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Pará produziu 728 mil toneladas de pescado em 2013 segundo estudo
Os dados estatísticos que mostram que o Pará é o maior produtor de pescado do Brasil, o que inclui pesca industrial, artesanal e piscicultura, foram entregues nesta quarta-feira, 8, pelo secretário estadual de Pesca e Aquicultura e pela Superintendente Federal da Pesca no Pará ao ministro da Pesca e Aquicultura em Brasília.
O estudo foi feito pela Secretaria de Pesca e Aquicultura do Pará (Sepaq) em parceria com a Superintendência Federal da Pesca no Pará. No ano de 2013 o Pará totalizou a produção de 728.393,80 toneladas de pescado, sendo 670.961 da pesca artesanal (92,1%); 41.250 da pesca industrial (5,7%) e 16.182 da piscicultura (2,2%). O Estado ultrapassou Santa Catarina, que até 2012 estava no primeiro lugar do ranking da produção de pescado no país.
A Sepaq e a Superintendência da Pesca também vão trabalhar juntas no Programa de Monitoramento e Estatística Pesqueira e Aquícola, que vai abranger os principais pólos de produção do Estado em 2014. “Temos certeza que nossa produção é ainda maior. Para isso precisamos melhorar o levantamento de dados estatísticos no setor”, explica o secretário Estadual de Pesca e Aquicultura, André Pontes.
Dados do Relatório de Produção Pesqueira Anual do Pará apontam que existem hoje 275.000 pescadores cadastrados no Estado. Na pesca artesanal e industrial existem mais de 80 espécies de peixes que são capturadas no Estado. Já na piscicultura são 21 espécies que são produzidas em cativeiro no Pará.
Na pesca artesanal os maiores produtores são os municípios de Belém, Tucuruí, Abaetetuba, Curuçá, Monte Alegre, Oriximiná. Na piscicultura os municípios que mais produziram em 2013 foram Benevides e Brejo Grande do Araguaia.
Fonte: Agência Pará de Notícias
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
CE - Lagosta à la sumiço
Mar azul, céu ainda mais azul. Na última sexta-feira, na Praia da Redonda, litoral leste do Ceará, cinco jangadas a vela apontavam no horizonte. Passava do meio-dia, o sol deixava a areia em brasa e ficar ali, na beira da água, só se justificava pela esperança de que viessem carregadas de lagostas. Uma a uma, as jangadas, que tinham saído para o mar de madrugada, foram ancorando e recolhendo as velas.
Da primeira, dois pescadores lançaram-se ao mar com pequenos baldes. Vieram nadando devagar. As ondas deram o empurrão final rumo à terra firme e eles saíram cambaleantes, short, camiseta e boné ensopados grudados na pele. Os baldes vazios. “Não tem nada. Estamos fudidos”, disse um deles. Apertaram o passo e sumiram na areia.
“Este é o pior ano de pesca de lagosta que já vi”, Geraldo Bidéi, o decano da praia, de 65 anos – 58 de pesca. FOTOS: Filipe Araújo/Estadão
A cena se repetiu naquela tarde, quando apenas duas lagostas foram capturadas após um dia inteiro no mar. Quem as exibiu, meio envergonhado, meio orgulhoso, foi Leudo Ferreira, de 36 anos. Mas ele é exceção entre os 800 pescadores da Redonda: os baldes vazios têm sido rotina. “É o pior ano para pesca da lagosta que já vi”, diz Geraldo Bidéi, o decano da praia, de 65 anos – 58 de pesca. Os colegas concordam. Há 20 anos, na Redonda, cada pescador trazia, em média, 50 kg a 60kg de lagosta por dia. Hoje não se pesca isso num ano.
A Praia da Redonda pertence ao município de Icapuí e assim como Barreiras, Tremembé, Barrinhas e Quitéria, as outras praias da região, tem a pesca como principal fonte de renda. A diferença é que só na Redonda a pesca de lagosta é artesanal: barcos a vela, armadilha feita de madeira e rede de náilon, o manzuá.
Nas outras praias, a pesca é feita com barcos motorizados e marambaias – tambores de ferro usados como armadilha. Os pescadores achatam os tambores aos milhares e os atiram no mar, marcando a localização com GPS. As lagostas entram nessas armadilhas e, sem espaço para se virar e sair, acabam capturadas por mergulhadores, que descem a até 30 metros de profundidade com ajuda de um precário sistema de compressão de ar em botijão de gás. Para criar coragem, muitos usam crack. Ou descem em apneia, com risco de embolia pulmonar. Acidentes fatais são frequentes e o método, arriscado, é proibido.
Chamados de piratas pelos pescadores da Redonda, os pescadores de compressor são acusados de ter acabado com a lagosta da região. A disputa entre eles já deixou três mortos (leia abaixo), numa briga que se arrasta há mais de 20 anos e expõe a insustentabilidade da produção de lagostas no Brasil.
A pesca com o manzuá, como é feita na Redonda, é a única permitida por lei. Os pescadores saem por volta das cinco da manhã e lançam a armadilha a até 30 quilômetros da costa. No meio do manzuá, uma cabeça de bagre serve de isca.
Deixam lá por um dia e voltam para recolher as lagostas que caíram na armadilha. Mas como saber onde foram deixados os manzuás? O pescador Cosme da Silva dá uma risada: “A gente olha as moitas na terra, tira uma base e vai lá para dentro”, diz apontando o mar. A trama da rede da armadilha é larga o suficiente para deixar passar as lagostas pequenas, que não podem ser pescadas.
A pesca como é praticada nas praias vizinhas é ilegal. No entanto, é a que mais cresce e ameaça a lagosta no Ceará, o Estado que mais produz o crustáceo, e também no Rio Grande do Norte e Pernambuco, os outros grandes produtores – onde nem há mais pesca de manzuá. Por ali, lagosta só com rede, marambaia e mergulhador.
Neste ano, foram apenas 1.113 toneladas até agora.
Ontem (30/10), os pescadores da Redonda fizeram um protesto em Fortaleza. Reivindicam fiscalização. E a situação está tão ruim que eles já decidiram parar de pescar um mês antes do defeso – que vai de dezembro a maio. A maioria não respeita a proibição.
“No último defeso se comprava lagosta fresca todo dia no mercado de Mucuripe”, diz Paulo Lira, engenheiro de pesca e pesquisador da Universidade Federal do Ceará. “É um problema seriíssimo de sobrepesca.”
A continuar nessa toada, a renovação desse cobiçado fruto do mar no Brasil fica comprometida. E a lagosta, cada vez mais rara, cara e menor.
Por: Jose Orenstein
Fonte: Paladar
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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
ES - Estudo vai avaliar dinâmica da pesca para reunir informações científicas
Visando a assegurar informações científicas à Comissão Internacional a Conservação do Atum Atlântico (ICCAT), um convênio entre Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), Universidade Federal do Espírito Santo (UFes) e Fundação Ciciliano Abel de Almeida irá estudar a pesca no Espírito Santo.
O projeto faz parte do Programa de Estatística Pesqueira do Espírito Santo que irá verificar a dinâmica da pesca artesanal e industrial das frotas linheira, lagosteira e camaroeira nos portos do Estado, e aproveitar que se trata de um dos maiores produtores de atum do País, para buscar dados científicos sobre a espécie, visando à sua preservação.
A notícia divulgada pela Fundação de Apoio à Ufes é que as informações poderão contribuir para a conservação e o manejo das diversas espécies de atum do Oceano Atlântico.
Além disso, serão analisados pescados como badejo, pescadinha, cação, peroá, lagosta e camarão. O projeto irá verificar a dinâmica da pesca artesanal e industrial nos portos de Itapemirim, Piúma, Marataízes, Anchieta, Guarapari, Vitória, Vila Velha, Aracruz, Conceição da Barra e São Mateus, onde estão situados alguns dos pontos amostrais da pesquisa.
Segundo a Fundação de Apoio a Ufes (FCAA), o monitoramento será contínuo de 23 locais de desembarque pesqueiro ao longo da costa capixaba, abrangendo todos os municípios costeiros e acompanhando os parâmetros biológicos das principais espécies desembarcadas no Espírito Santo.
A coleta de dados, já iniciada nos pontos amostrais, é feita em três etapas: desembarque (por meio de questionários que apontam a espécie do peixe, peso e quantidade); coletas mais detalhadas de observadores a bordo das embarcações; e amostragem biológica, que observa o tamanho, a variedade das espécies, a época de reprodução, os hábitos alimentares, entre outras características.
Ao todo, 23 coletores participam dos trabalhos. Entre eles, filhos de pescadores que residem na comunidade e têm o ensino médio completo. Segundo a FCAA, os coletores têm a expectativa de estudar e desenvolver o potencial para a pesquisa, assim como seguir carreira no mercado e até mesmo na Marinha.
Além dos filhos dos pescadores dos sete pontos amostrais, participam do estudo estudantes da Ufes, oceonógrafos, biólogos e as comunidades pesqueiras.
Ao todo, a pesca no Espírito Santo é responsável por 14 mil empregos diretos e cinco 5 mil indiretos.
Fonte: Século Diário
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