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quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

União Européia proibirá materiais plásticos de uso único até 2021

O esforço para acabar com a poluição de plástico nos nossos oceanos foi um dos principais temas de 2018, com os legisladores da União Europeia a terminar o ano com um acordo para proibir certos plásticos de utilização única até 2021.



A eurodeputada belga Frédérique Ries está por detrás desta lei.

"Os bastões dos balões, os misturadores, os cotonetes, as palhinhas (canudinhos), eu deveria ter começado com as palhinhas, os pratos, vão ser abolidos. E por que é que vão ser abolidos? Porque são os artigos que encontramos, principalmente, nas nossas praias e nos nossos oceanos, e porque existem alternativas", assegura Ries.

Uma questão central na proibição do plástico de utilização única é quem vai pagar. A nova diretiva europeia diz que os fabricantes de equipamentos de pesca arcarão com os custos da recolha de redes perdidas no mar, em vez dos pescadores.

No entanto, o setor industrial PlasticsEurope argumenta que a responsabilidade deve ser partilhada mais amplamente.

"Nós fazemos a matéria-prima, então essa é a nossa responsabilidade, depois temos alguém que fabrica o produto, depois temos as marcas de consumo que embalam qualquer alimento, as pessoas que consomem e compram num retalhista... Por isso, vemos que existem muitas pessoas envolvidas no ciclo de vida de um produto", sublinha o diretor executivo da PasticsEurope, Karl Foerster.

Estima-se que, todos os anos, oito milhões de toneladas de resíduos plásticos acabam nos oceanos. A proibição da União Europeia é significativa em termos de estabelecer um precedente político, mas não mudará muito nos mares, pois acredita-se que 90% da poluição dos plásticos vem de 10 rios, oito na Ásia e dois em África.

O plástico torna-se microplástico nos oceanos e é ingerido por animais marinhos. Alguns cientistas afirmam que isso os afeta profundamente.

Além da proibição de plásticos de utilização única, estão a ser feitos outros esforços para resolver o problema.

Este ano, a Ocean Cleanup implantou, no Oceano Pacífico, o seu primeiro sistema para recuperar grandes resíduos de plástico para reciclagem.

Fonte: Euronews
Imagem: European strategy for plastics

quarta-feira, 11 de maio de 2011

UE quer pagar pescadores para recolher plástico no mar


Em uma medida para proteger cardumes e ainda limpar o ecossistema marinho, a União Européia lançará um projeto piloto com o objetivo de remunerar quem recolher o lixo flutuante e o encaminhar para reciclagem


Foto: © Kev Allen www.flickr.com/photos/kevallen/3425227814

Uma campanha chamada Fish Fight ganhou muita força na Europa recentemente chamando a atenção para uma prática comum das indústrias pesqueiras: mais da metade dos peixes capturados acabam devolvidos mortos ao mar, pois foram pescados de forma equivocada e não possuem um bom valor de mercado.

A mobilização da sociedade para o caso acabou sensibilizando as autoridades da União Européia (UE), que em um primeiro momento pensou em banir diversos modelos de pesca. Essa reação foi criticada por comunidades de pescadores, que afirmaram que simplesmente perderiam a capacidade de sobreviver se fossem restringidos.

Quem parece ter chegado a uma solução para o dilema foi a Comissária da Pesca da UE, Maria Damanaki, que divulgará em breve um plano para que os pescadores sejam remunerados por recolher detritos plásticos do mar, algo que muitos já fazem gratuitamente. Assim, eles teriam mais uma fonte de renda e poderiam evitar os modelos de pesca que causam o desperdício de peixes.

“Terminar com a prática de jogar fora peixes que servem perfeitamente como alimento é do interesse dos consumidores e dos próprios pescadores. Não podemos deixar que aconteça um boicote ao consumo de peixe, pois isso prejudicaria a vida de milhares de pessoas e resultaria na alta do preço de outros alimentos”, afirmou Maria para o jornal britânico The Guardian.

Em um primeiro momento, o recolhimento do plástico será subsidiado pelos países europeus, mas no futuro o esquema pode ser lucrativo por si só, envolvendo a venda do material para a indústria de reciclagem.

Além dos recursos diretos, os pescadores devem ser beneficiados com a melhora na produtividade da sua atividade. Com menos pesca predatória e com o oceano mais limpo, os cardumes devem se recuperar.

Outra questão polêmica que a União Européia tentará resolver é a do direito à pesca na costa da África e do Oceano Índico. Atualmente, navios europeus utilizam acordos internacionais para capturar peixes nessas regiões. Porém, ambientalistas e defensores do movimento comércio justo (Fair Trade) criticam a prática, pois ela prejudica pescadores de nações pobres.

No dia 13 de maio, uma reunião entre ministros de países em desenvolvimento e a Comissária da Pesca será realizada para discutir o assunto. “É preciso que haja mais transparência. Temos que reconhecer o direito das nações de estabelecer seus próprios mecanismos de controle e normas industriais. A cooperação internacional é necessária para evitar a pesca predatória”, declarou Maria.

Todos os planos da Comissária serão apresentados em julho e a proposta do recolhimento de plástico já conta com o apoio do Reino Unido, Alemanha, França e Dinamarca.

Problema Global

O lixo marinho constitui uma das piores catástrofes ambientais do planeta e se agrava a cada ano pela falta de programas globais, uma vez que praticamente todos os países acabam contribuindo para esse desastre.

Em março deste ano foi realizada uma conferência no Havaí com a intenção de estabelecer políticas internacionais para minimizar o problema. O evento contou com representantes de 35 países, incluindo delegados de governo, líderes industriais e especialistas.

Dessa reunião nasceu o Compromisso de Honolulu, que incentiva a troca de informações e promove uma abordagem mais ampla para lidar com o problema para evitar os danos ao ecossistema e à economia global.

De acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, há, em média, 18.000 pedaços visíveis de plástico flutuando em cada quilômetro quadrado do mar. Algumas ilhas de lixo flutuante são até mesmo visíveis em imagens de satélite.

Fabiano Ávila – Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Fonte: Instituto Carbono Brasil

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Evento: Dia Mundial de Limpeza

Já fiz minha parte antecipada  hoje, na praia de Guaxindiba - RJ!

Neste sábado, será realizado o Clean Up The World 2010. Pelo oitavo ano consecutivo, estima-se que mais de 8.000 voluntários deverão retirar cerca de 40 toneladas de lixo, que estão contaminando a natureza e matando os animais marinhos.

São mais de 125 países mobilizando 35 milhões de voluntários em todo o globo no dia 18 de setembro, sábado, das 10 às 13:00h, simultaneamente; quando serão distribuídas mais de 25 mil sacolas Oxi-biodegradáveis e luvas - onde o lixo será qualificado e quantificado em uma Ficha de Coleta, possibilitando pesquisas e análises dos resíduos e microlixo encontrados, para futuras Campanhas e Soluções em prol da diminuição dos grandes problemas atuais vigentes: Aquecimento Global; Mudanças Climáticas; demais doenças causadas nos seres vivos, sendo estas uma ameaça ao Planeta, como um todo.

Após a coleta, o material recolhido será destinado à cooperativas e instituições de reciclagem; e ainda, será produzido e enviado um Relatório Final para a ONU, com dados do Evento.

A meta do Clean Up 2010 Brasil é coletar o maior número de materiais plásticos, recicláveis; aumentar o número de voluntários, e conscientizar a população para uma melhor gestão dos resíduos, geração de renda e menor impacto ambiental.

Participe! Por um mundo mais limpo e consciente!

Abaixo alguns locais e pontos de encontro, todos com início às 10 h e término às 13 h.

Rio de Janeiro / RJ 

- Praia de Copacabana e Leme: 

A) Leme - Próximo à Pedra do Leme
B) Colônia dos Pescadores / Posto 06
C) Rua Rodolfo Dantas
D) Rua Xavier da Silveira

- Praia Vermelha

- Praia de Botafogo:

- Praia de Ipanema:

A) Pedra do Arpoador - Posto 07
B) Em frente ao Hotel Fasano

- Praia do Leblon:

A) Na Ponta da Praia do Leblon

- Praia de São Conrado:

Em frente ao Pouso de Asa Delta

- Praia da Joatinga:

- Praia da Barra da Tijuca:

A) Quebra-mar
B) Em frente ao Hotel Sheraton Barra

- Praia do Recreio:

Encontro no Posto 12, na Praça Tim Maia

- Praia de Grumari:

- Praia de Sepetiba:

Encontro no Coreto

- Ilha de Paquetá:

Encontro na Praia da Moreninha

- Ilha do Governador:

Encontro na Praia do Zumbi (ao lado do Clube Jequiá)
Niterói - RJ: 

- Praia de Icaraí:

na Portaria do Clube Central / Praia de Icaraí nº 335.

- Praia de Itacoatiara:

Encontro na Praia de Itacoatiara, com surfistas e ambientalistas locais.

Cabo Frio - RJ:

- Praia do Forte

Saquarema -  RJ

- Praia de Itaúna

Brasília - DF

Lago Paranoá
Americana - SP

- Praia dos Namorados

Curitiba - PR

- Praia de Leste.

Serra -ES
- Praia de Jacaraípe

Fonte: Instituto Aqualung


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Plástico nos Oceanos: Lixo Mortal


A série fotográfica The Great Pacific Garbage Patch  (clique na foto da onda!) do fotógrafo Chris Jordan, é de fato um retrato das consequencias nocivas do descarte descontrolado do nosso lixo de cada dia, as fotos mostram joves albatrozes mortos pela grande quantidade de lixo ingerido, se vê toda sorte de objetos de plásticos e outros tipos de dejetos nas carcaças das aves, um dado interessante dá conta que as imagens foram feitas no Atol de Midway, um remoto refugio da vida marinha ao norte do oceano Pacifico, distante 2000 milhas do continente mais próximo. Segundo Jordan, não houve absolutamente nenhum tipo de manipulação nas fotografias. Lixo nosso, culpa nossa.



Fonte: Blog Antes Nada do Que Isso


terça-feira, 27 de julho de 2010

Barco com casco de garrafas PET atravessa o Pacífico

Um barco feito com 12.500 garrafas pet recicladas chegou nesta segunda-feira (26) ao porto de Sydney, depois de quatro meses de travessia do Oceano Atlântico. O objetivo da viagem era chamar a atenção para os riscos que o lixo plástico significam para os mares.



O Plastiki é um catamarã de 18 metros de comprimento. A tripulação, de seis pessoas.

A equipe britânica liderada pelo ambientalista David de Rothschild sobreviveu à travessia através do Oceano Pacífico em um barco feito de garrafas PET. O catamarã, quase inteiro construído com resíduos, passou por tempestades e ondas gigantes para completar a viagem de aproximadamente 15 mil quilômetros, entre a Califórnia e a Austrália.

O barco, chamado de "Plastiki", é mantido boiando graças a 12.500 garrafas de refrigerante recicladas que formam o casco da embarcação. Rothschild recrutou uma equipe de engenheiros e arquitetos navais para ajudar a construir o barco, o mais verde possível. Até a cola usada para unir as garrafas é feita de um material diferenciado: castanhas de caju e açúcar. 

Durante o trajeto, eles pararam em várias ilhas do Pacífico, como Kiribati e Samoa.


David, de 31 anos, disse que teve a ideia da jornada depois de ler um relatório das Nações Unidas, em 2006, que dizia que a poluição, principalmente a do plástico, era um risco para os oceanos.

Editora Globo

No caminho, o "Plastiki" navegou no meio de um enorme tapete flutuante de lixo conhecido como o Great Pacific Garbage Patch. Ele contém cerca de 100 milhões de toneladas de plástico cobrindo uma área duas vezes o tamanho da França.

Fonte: Revista Galileu, Portal G1
Fotos: Divulgação





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