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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Pesca em Angola atinge as 370 mil toneladas em 2013


E no Brasil? Qual foi a produção de pescados?

A pesca em Angola no ano de 2013 cifrou-se em 370 mil toneladas, mais 16 mil toneladas do que em 2012, revelou a ministra das Pescas, Victória de Barros Neto ao Jornal de Angola.

Em 2013 estavam registadas 205 embarcações de pesca industrial e semi-industrial.

As capturas da pesca artesanal representam cerca de 30 por cento do total do pescado capturado em Angola, uma actividade assegurada por seis mil embarcações licenciadas nos últimos anos e que deram emprego a 50 mil pessoas.

A ministra destacou a construção de dois centros de salga e seca na província do Namibe e um terceiro na província do Kuanza Sul.

“A produção do peixe seco também teve um ligeiro crescimento. A nossa intenção é produzir peixe seco de qualidade e diminuir as perdas pós-captura”, disse a ministra.

Fonte: Macahub

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

As boas e más marés da vida dos pescadores em Angola

A extensa costa angolana e os inúmeros recursos hídricos onde abunda a fauna piscícola fazem da pesca um importante recurso para o sustento de muitas famílias.

Profissão nobre, em Angola como em qualquer parte do mundo, ser pescador implica correr riscos, a maioria dos quais relacionados com a adversidade dos elementos: temporais, calemas, ciclones.

Quase todos os dias, os nossos pescadores artesanais partem nas suas chatas, sem e­quipamento adequado ou aparelhos de orientação, para lançar as redes ao mar, esperançados numa boa faina.

O Jornal de Angola conversou com alguns destes valorosos homens do mar, no bairro do Lobito Velho, sobre o dia-a-dia dos pescadores artesanais, para se inteirar das vicissitudes que enfrentam para pôr o peixe em terra, sabendo que muitos deles perecem nessa dura profissão.

A partida para o mar alto é feita, em geral, ao fim da tarde, para lá chegarem já noite cerrada. Sem pregar olho, ali pernoitam, expostos às adversidades e no desejo que nada de mal perturbe o trabalho, uma vez que a surgir algum imprevisto não têm modo de pedir ajuda.

Após chegarem do mar, o que acontece entre as 5h00 e as 7h00, fazem as vendas, verificam os lucros que obtiveram e repartem-nos entre os membros da equipa. Depois, cada um segue o seu caminho, na certeza do reencontro nesse mesmo dia ao fim da tarde, para mais uma jornada.

Durante o período em que estão em terra, reparam as redes quando estão esburacadas, ou preparam a isca e as linhas, se efectuam a pesca com anzóis. O resto da manhã é ocupado a resolver os problemas do lar, entre os quais a compra de alimentos ou de outros géneros necessários.

Após um breve descanso, há que verificar se está tudo em ordem para o “embarque”, conviver um pouco com os parentes e amigos, até que chega a hora da partida. Sob o olhar de familiares e conhecidos, as embarcações afastam-se no mar.

Fonte: Jornal de Angola

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Brasil vai formar quadros angolanos em aquicultura e gestão de recursos



Brasília - Um grupo de técnicos angolanos ligados ao Ministério da Agricultura,Desenvolvimento Rural e Pescas, vai receber formação técnica, no Brasil, no quadro de um entendimento entre o Instituto Angolano de Pesca Artesanal e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales de São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF).

O Acordo foi hoje assinado na capital brasileira, pela parte angolana pelo embaixador Nelson Cosme, em representação do Instituto de Pesca Artesanal e pela parte brasileira pelo Presidente da CODEVASF, Elmo Vaz de Matos.

No âmbito do acordo, os técnicos angolanos vão durante seis meses adquirir conhecimentos na área de aquicultura no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, no Estado de Sergipe.

Durante a cerimônia de assinatura do documento, o embaixador de Angola destacou que o acordo materializa uma preocupação do Governo Angolano de reduzir a fome em determinadas regiões do país, através do melhor aproveitamento dos recursos piscatórios das bacias hidrográficas continentais.

A Companhia do Desenvolvimento dos Vales de São Francisco e Parnaíba,CODEVASF, é uma entidade criada há 38 anos pelo Governo brasileiro com o objectivo de levar o desenvolvimento às regiões semi-áridas do Nordeste através do aproveitamento para fins agrícolas,agropecuários e agroindustriais, dos recursos de água e do solo.

Fonte: Agência Angola Press

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Pescadores da Quissama recebem embarcações

 
Os pescadores artesanais do município da Quissama beneficiaram de embarcações, no âmbito do programa de combate a fome e redução da pobreza, constatou a Rádio Luanda.

A cerimónia de entrega das embarcações foi presenciada pela Administradora municipal da Quissama, que salientou que, com estas embarcações os pescadores do município vão aumentar a captura do pescado, no entanto aproveitou a ocasião para apelar aos pescadores a organizarem-se em cooperativas.

“Com estas novas embarcações temos certeza que os pescadores vão poder aumentar a sua produtividade, no entanto gostaria de aconselhar aos demais que se organizassem em cooperativas, para facilitar o nosso trabalho e assim serem beneficiados nas próximas ocasiões”, disse.
 
Fonte: Rádio Nacional de Angola

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Chevron entrega bomba de combustíveis a associações de pescas

A associação de pescas de Cabinda (Apescab) beneficiou esta terça-feira de uma bomba de abastecimento de combustíveis, uma oficina para manutenção de motores e uma loja de vendas de artefactos de pescas, numa iniciativa da Chevron e suas associadas do bloco 0, no âmbito do projecto de apoio ao sector da pesca artesanal "Tuende tu vuba".

Ao falar à imprensa, no acto da entrega das bombas de combustíveis, a supervisora da área de responsabilidade cooperativa da Cabgoc, Susana de Abreu, disse tratar-se de um projecto inserido no programa "Tuende tu vuba" de apoio aos pescadores em Cabinda lançado no ano transacto, orçado em três milhões de dólares.

O projecto está sendo implementado em três fases e tem a duração de três anos e contempla apoio em termos de bombas de combustíveis, chatas rebocadoras, lojas e oficinas para manutenção de motores.

Por seu turno, o coordenador da agricultura e pescas da Cabgoc, Gomes Cambota, disse que este investimento surge no quadro da responsabilidade social do bloco 0, com vista a ajudar os pescadores a terem sistemas de pescas pouco oneroso e mais rentáveis.

Fonte: Jornal de Angola

sábado, 10 de setembro de 2011

Angola: A culpa é da Foca


A existência de uma população considerável de focas nas zonas de pesca está, em parte, na origem da baixa captura do pescado no Tômbwa, afirmou, ao Jornal de Angola, o delegado marítimo da Capitania do Porto do Namibe.

O Tômbwa, referiu Ventura Pedro, já foi um importante centro de pesca, mas, nos últimos tempos, tem havido grande falta de peixe no mar, o que levou o Ministério das Pescas a impor limites.
Apesar disso, sublinhou, as capturas têm diminuído devido ao elevado número de focas.
Os pescadores do Tombwa, quer os da pesca artesanal, quer os da semi-industrial e industrial, afirmou, garantem que as focas são as principais responsáveis pelos baixos níveis de captura.
“O Executivo, a seu tempo, vai tomar medidas, sem acabar com as focas, que permitam aos pescadores desenvolver a actividade com outros resultados”, disse.

A paralisação das infra-estruturas em terra para tratamento, conservação e transformação do pescado não está na base da redução dos índices de pescado no município do Tômbwa, afiançou, adiantando: “Temos duas unidades com capacidade muito grande para recepção do pescado e uma fábrica de farinha, que se encontra inactiva por não haver peixe”.

Infra-estruturas em terra
O director provincial das Pescas no Namibe é de opinião que a falta de infra-estruturas de apoio à pesca para a recepção, transformação, processamento, conservação e comercialização de forma adequada, também está na base do reduzido nível de captura.

Para grandes capturas são necessárias infra-estruturas de apoio, pois sem elas o peixe acaba por se estragar em terra, disse Isaac Kativa, frisando:
Há um esforço muito grande do governo para o relançamento da indústria pesqueira no Tômbwa, mas não tem havido correspondência entre a renovação da frota, feita anualmente, e as infra-estruturas de apoio. “Podemos ter muitas embarcações, mas se não tivermos infra-estruturas de apoio à actividade de produção, continuamos a ter os mesmos problemas, pelo que é preciso algum investimento em terra para haver equilíbrio entre a capacidade de captura, recepção, processamento, armazenagem e comercialização interna”.

“O reduzido número de infra-estruturas de apoio à pesca faz com que os pescadores regulem o processo de captura de acordo com a capacidade de recepção do produto em terra”, alertou.

O director provincial Isaac Kativa lamentou que das 60 empresas registadas a sul da vila do Tômbwa apenas 24 estejam em funcionamento devido a várias situações registadas nos últimos anos.
O município do Tômbwa, disse, precisa de barcos industriais e semi-industriais, já que os que tem são na maioria pequenas embarcações a remo.

Lamentos e memórias

A paralisação de empresas de pesca, logo após serem privatizadas, é referida por vários homens do mar como a principal causa da redução dos índices de pescado no município do Tômbwa. Mário Bernardo, técnico de frio da única empresa do sector em actividade, disse, ao Jornal de Angola, que as privatizações nem sempre tiveram em conta a capacidade financeira e de realização dos novos proprietários, muitos deles sem qualquer experiência do mar.

Mário Bernardo, que vive no Tômbwa há 40 anos, conta que “antigamente havia muito peixe e as populações viviam bem”, ao contrário do que acontece hoje devido à reduzida captura.

“Não sei se é mesmo devido à paralisação das empresas de pesca ou se é o clima, pois há alguns anos não fazia tanto calor como agora e o peixe abundava no mar, não havia tanto desemprego”, recordou, lamentando: “Há muito desemprego e as pessoas não têm outras fontes de rendimento, pois o Namibe é uma província desértica e a maior parte da população vive do peixe”.

O técnico de frio sugere que se invista um pouco mais na reabilitação das empresas de pesca porque só assim pode haver mais emprego e outras formas de captura de pescado e de combate à fome e pobreza. Mário Bernardo alerta para a necessidade do rigor no investimento às empresas “para não se voltar a dar dinheiro a pessoas que não entendem nada da pesca e se invista naqueles que demonstrem conhecimentos”. A empresa Pestômbwa, recordou, era uma grande empresa de congelação de pescado, que está completamente abandonada para desagrado das populações locais, hoje atiradas para o desemprego por se terem feito apostas pouco rigorosas de gestão.

Com a paralisação das fábricas de farinha de peixe no Tômbwa, voltou a lamentar, muitos dos seus trabalhadores estão em casa sem recursos de subsistência, dedicando-se a pequenos negócios que não lhes permitem viver com a dignidade que já tiveram num passado não muito longínquo. 

“Os pescadores do município do Tômbwa já foram a nata do bem viver entre as populações locais”, rematou o técnico de frio Mário Bernardo, visivelmente agastado com a actual situação.

Fonte: Jornal de Angola

terça-feira, 12 de julho de 2011

Angola - A formação no rendimento do pescador artesanal


Angola tem uma zona económica exclusiva de 200 milhas marítimas com abundantes recursos, cuja exploração constitui grande fonte de receitas e garante, só na pesca artesanal, 46.700 empregos. Os pescadores têm um índice elevado de analfabetismo e estão distribuídos por 102 comunidades ao longo do litoral. A pesca artesanal, independentemente de ser uma actividade de subsistência precisa de apoios institucionais. Os constrangimentos que influenciam o baixo rendimento desses profissionais são o elevado índice de analfabetismo, falta de formação, inoperacionalidade da frota artesanal, falta de acessórios, vias de acesso degradadas, inexistência de pólos de assistência e manutenção técnica da frota, dificuldades de acesso ao crédito, altas taxas de juro, deficiente abastecimento de combustíveis e lubrificantes à frota, reduzidas infra-estruturas especializadas em terra, artefactos de pesca muito caros, gestão deficitária das cooperativas, reduzido número de pessoal qualificado. Estes problemas repercutem-se com rapidez e profundidade na vida dos pescadores. Mas estes profissionais ainda têm de enfrentar, muitas vezes, factores naturais adversos à actividade da pesca. O défice alimentar causada pela baixa produção e produtividade tem impacto negativo sobre o rendimento. Por isso é preciso apostar forte na formação profissional já que o índice de escolaridade é preocupante e cria dificuldades na gestão e na operacionalidade dos meios e equipamentos de pescas. Os pescadores também têm fraca capacidade de intervenção para melhorar as condições sanitárias nas zonas de embarque e desembarque de pescado. Por isso estão em permanente transgressão às normas elementares que garantem a saúde pública dos consumidores. O pescado é exposto ao sol nas praias e vendido sem as mínimas condições de higiene.

A aposta na formação dos pescadores é o melhor caminho para a redução da pobreza, porque transmite técnicas operacionais que estimulam a adesão dos jovens ao processo produtivo nas comunidades piscatórias. O sector da pesca artesanal, em função do seu potencial, oferece perspectivas excelentes caso seja aumentado o aumento de capturas. E oferece muitas oportunidades de emprego, se houver uma aposta na formação, na educação ambiental, nos cuidados primários de saúde e actividades económicas conexas. 

Os pescadores são profissionais fortemente dependentes do mar e podem viver sobre vulnerabilidade social nos períodos de defeso ou de baixa captura. A falta de participação activa do pescador nas associações e cooperativas também influi nos seus rendimentos. Sem motivação não é possível planificar ou avaliar os resultados e desempenho de cada membro. É difícil distribuir tarefas e estruturar programas operacionais de frota e captura, introduzir métodos de gestão actualizados.

Apesar da existência de legislação sobre a constituição de cooperativas ainda não foram criadas condições para que os homens do mar adiram a essa forma de organização.

por Joaquim Xanana|

Fonte: Jornal de Angola


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Angola - De agricultores a pescadores


Todas as manhãs, as duas margens da EN 105 para quem vai para a Namíbia estão apinhadas de centenas de pessoas a pescar em vastas lagoas que surgiram quer com as inundações, como com intensas chuvas que caíram sobre a cidade de Ondjiva.

As chuvas trouxeram alguns benefícios para as comunidades autóctones locais, oferecendo inúmeros cardumes de peixes (bagre e sardinha do rio). Cidadãos que se dedicam a captura de peixe usam dentre vários instrumentos a rede mosquiteira, o saco de ráfia, o oshongo (cesto feito de pau - em língua (kuanhama), owanda (armadilha em língua nhaneka-humbe), mutunga (instrumento de espeto) e até catanas são utilizadas na pesca do bagre em pequenas cachoeiras, causadas pela erosão e pelo desnível do relevo. Um quilo de sardinha é vendido a 50 kwanzas e seis bagres médios a 100 kwanzas.

O mesmo cenário repete-se nas valas de drenagem e nos diques de protecção abertos para proteger a cidade das águas das chuvas. Dir-se-ia que em Ondjiva a pesca, agora, acaba por rivalizar temporariamente com a agricultura e a pecuária - os principais meios de subsistência das populações.

Muita gente encontrou na pesca o principal meio de subsistência. “Não é muito, mas dá para alimentar a família”, refere o velho António Canivete, um “pescador” - as aspas vêem a propósito, pois, para além das armadilhas, chegam a recorrer a mosquiteiros impregnados. Diz que “esse peixe é muito bom para o consumo e que ainda não tivemos qualquer problema”. Como ele, muita gente assim pensa, pois, além das inundações, o assunto de momento no Cunene é a pesca. Mulheres e jovens, sobretudo, acenam para as viaturas para comercializarem o peixe, sobretudo o cacusso e bagre.

Atraídos pelo baixo preço do pescado, cidadãos de outras províncias como Huíla, Benguela e Luanda acorrem para os locais de venda. Chegam às dezenas, adquirem a preço de chuva grandes quantidades de bagre que, depois de escalarem, põem a secar, não em tarimbas, como no litoral, mas ao ar livre, em locais improvisados. Depois, vão revender o produto noutros mercados mais competitivos, onde um bagre médio seco chega a ser vendido a 500 kwanzas. 

As cheias constituem, assim, um período sazonal economicamente interessante para as comunidades locais, pois, propiciam a oferta de peixe que pode, depois de seco, ser aprovisionado e consumido até a outra estação chuvosa e com os rendimentos das vendas adquirem outros bens essenciais básicos no mercado local e também na Namíbia.
Um quadro que está a trazer abundância alimentar numa região onde o nível de pobreza é ainda acentuado, mas que tem um senão: os afogamentos.
A propósito, Paulo Kalunga refere que, “na ânsia de resolverem o seu problema alimentar, as pessoas recorrem à pesca, não avaliam devidamente os riscos e acabam por perecer em chimpacas que, no passado, foram abertas nos arredores da cidade de Ondjiva e várias outras localidades para serviram de reservatório de água para o abeberamento do gado”.
E mais explícito: “Já no ano passado foram feitos estudos por especialistas que diziam que o peixe estava em condições de consumo. Mas há sempre o risco de afogamentos, pois as pessoas desconhecem a profundidade dos sítios em que estão a pescar”. Paulo Kalunga adianta que, preocupado, o serviço de protecção civil e bombeiros está a trabalhar com as forças da ordem na protecção e desencorajamento da pesca nesses lugares.
Mas ele reconhece as dificuldades que esta empreitada envolve: “as zonas de pesca nesta altura são bastante extensas nos arredores da cidade e quando a polícia, por uma razão pontual, tem que se deslocar para outro lugar, as pessoas aproveitam para pescar”, diz.

Fonte: Jornal de Angola

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Angola - Medidas para o aumento do pescado


O responsável do Instituto de Pesca Artesanal no Cunene, João Gaspar Lucas, disse hoje, em Ondjiva, que foram adoptadas medidas para a conservação das espécies e indicação de zonas apropriadas para a pesca, visando aumentar a produção do pescado.

Em declarações à Angop, informou que a medida começou a ser adoptada em Maio último, com o reforço do apoio às cooperativas de pescadores, de modo a ultrapassar as 32 mil e 796 toneladas do pescado capturadas em 2010.


João Lucas referiu que este exercício consta de um programa do Executivo sobre o combate à pobreza nas comunidades piscatórias.


Referiu que nos dois últimos anos foram distribuídos 193 embarcações motorizadas e sem motores, bem como outros meios de trabalho como bóias, redes, caixas térmicas e botas de borrachas.

A distribuição destes meios abrangeu três mil e 426 pescadores subdivididos em 38 cooperativas de pescadores e 21 grupos de interesse isto nas localidades do Cuvelai e Ombadja.

Fonte: Angola Press

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Angola - Pescadores recebem meios


Um total de 13 embarcações de pescas foram entregues no fim-de-semana aos pescadores artesanais organizados em cooperativas do município do Luquembo, pela Direcção Provincial de Malange do Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MINADER), no âmbito da política do Executivo angolano de combate à fome e redução da pobreza. 

O chefe de Secção de pescas, Domingos Paulo Americano, esclareceu que, das 13 embarcações, 11 trabalham a motor e duas a remo. As embarcações vão beneficiar os pescadores da sede municipal e das comunas de Cunga Palanca, Cacunda, Kambundi-Katembo, Quimbango e Dombo a Zanga. Domingos Paulo explicou que, para o uso dos meios, há toda a necessidade de os beneficiários participarem numa acção formativa. O município de Kambundi-Katembo conta com duas cooperativas de pescadores artesanais e beneficiou de cinco embarcações, que vão permitir uma maior segurança do exercício da actividade pesqueira.

Fonte: Jornal de Angola

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Angola: Pesca em lagoas melhora a dieta


A pesca artesanal com o uso de redes mosquiteiros e outros meios aumentou nos últimos tempos na cidade de Ondjiva e noutros pontos da província do Cunene, devido à abundância da água das chuvas que se abatem sobre a região.

Às primeiras horas do dia, é notória a movimentação de populares, entre crianças e adultos que praticam a pesca artesanal em vários riachos, chanas, lagoas e até mesmo nas passagens hidráulicas na cidade de Ondgiva, como constatou o Jornal de Angola.
Os pescadores artesanais disseram ao Jornal de Angola que a captura é maior ao amanhecer e ao fim da tarde. "O resto do dia serve para a venda do peixe no mercado", disse Caetano Ndemupanda, que se juntou a dois amigos para esta actividade circunstancial que está a ser favorecida pelas intensas chuvas.
Caetano explicou que grande parte do pescado capturado é levada para o mercado, onde é vendido. "Nós aqui, às vezes, conseguimos muito peixe e levamos para a praça. Com o dinheiro, adquirimos outros bens para o sustento da família", adiantou Caetano Ndemupanda.
Disse que utiliza um tipo de rede que permite a captura de peixe grande, que é o mais procurado pelos clientes. Filomena, outra pescadora, vê na pesca uma actividade de "bom negócio", pois para além do lucro, "ajuda bastante na alimentação dos filhos em casa". Referiu que o preço do peixe varia entre 50 kwanzas por cada caneca da "cambuenha" – peixe pequeno, típico de águas das cheias – a 500 o bagre. "Muita gente vem aqui, mesmo aqui onde pescamos, porque esse peixe tem mesmo ajudado muita gente na sua alimentação diária", frisou. Ao contrário de Caetanto, que utiliza a rede de pesca convencional, Dona Filomena e muitas outras senhoras que encontrámos a pescar nos riachos e passagens hidráulicas, usa mosquiteiros, muitas vezes impregnado, mesmo sabendo do perigo que tal representa para a saúde dos consumidores. Questionada sobre os riscos do uso de mosquiteiro para a pesca, Filomena afirma não ter capacidade financeira para adquirir uma rede de pesca convencional. "Estamos a conseguir fazer alguma coisa para a nossa família. A pessoa já sai daqui com alguma coisa para levar para casa", defendeu-se.

Fonte: Jornal de Angola

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Naufrágios em Angola e Moçambique

Quinze mortos e vinte desaparecidos é o balanço trágico do naufrágio de uma embarcação moçambicana no Lago Niassa. Em Angola, mais duas embarcações de pesca artesanal estão igualmente desaparecidas há vários dias.


Embarcações no Niassa

Segundo noticiou ontem a Rádio de Moçambique, o acidente no Niassa ocorreu na passada terça--feira, quando uma embarcação a motor, que se dirigia do Malawi para Moçambique, se virou. As causas do acidente estão ainda por apurar, mas há suspeitas de que uma avaria no motor tenha provocado o naufrágio da embarcação. A polícia não revelou a identidade das vítimas.

Em Angola, continuavam ontem desaparecidas duas embarcações de pesca, que se dirigiam para Benguela, e os seus 12 tripulantes. A primeira provinha da ilha do Cabo (Luanda) e a segunda, de Tômbua, na província do Namibe.

Fonte: Correio da Manhã

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Angola - Embarcação desaparecida


Luanda - Uma embarcação de pesca semi-artesanal, com oito pescadores a bordo, desapareceu a mais de 30 dias na costa sul da província de Luanda, norte de Angola.

Segundo o director provincial das Pescas, Júlio de Carvalho, que avançou a informação à Angop, a embarcação pertencente à associação de pesca artesanal denominada “Chiminha“ saiu da Ilha do Cabo, município da Ingombota, a 2 de Outubro, em direcção ao sul de Luanda, para actividades de pesca.

A embarcação com sete metros de comprimento e 40 de largura, de cor branca, está licenciada com o número 754 e matrícula LD-4012.

A Direcção Provincial das Pescas apela às entidades locais (capitania do Porto de Luanda, Marinha de Guerra e Bombeiros), no sentido de se efectuar o lançamento de uma operação urgente de busca e salvamento.

Referiu que a missão de pesca estava estabelecida para 10 dias.

Fonte: Angola Press

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Angola: Aumento da frota artesanal

Na outra borda do Atlântico a política se assemelha com a daqui. 
Será este o melhor caminho para o desenvolvimento do setor?

Pesca artesanal vai beneficiar de mais de oitenta novas canoas a motor 
ANGOP/arquivo
Pesca artesanal ganha maior dinamismo no Bié
Pesca artesanal ganha maior dinamismo no Bié
Kuito – A Direcção da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas no Bié vai entregar, em Outubro, 88 embarcações a motor aos pescadores associados, visando aumentar a captura de pescado.

Ao falar hoje à Angop, o director da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas na região, Marcolino Rocha Sandemba, sublinhou que as embarcações a distribuir irão reforçar as 64 outras já em posse de pescadores artesanais.

A distribuição das embarcações aos beneficiários, segundo a fonte, permitiu entre os meses de Julho a Setembro de 2010 a captura de vinte e cinco mil quilogramas de peixe, nomeadamente nos municípios de Camacupa e de Chitembo.

Disse que o sector das Pescas controla na província 66 associações de pescas que já beneficiaram de canoas, redes, facas e caixas térmicas.

Fonte: Angola Press

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