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quarta-feira, 23 de março de 2011

Tsunami - Imagens pelo Japão


Foi criado um Blog que está recolhendo trabalhos artisticos sobre o desastre, como os apresentado abaixo, para posteriormente serem vendidas (as 50 melhores) em um evento no dia 30 de abril.

















O dinheiro arrecadado será enviado a uma entidade de ajuda humanitário no Japão.

Mais imagens: http://cfsl.net/tsunami/

Fonte: O GLOBO



sábado, 12 de março de 2011

Tsunami no Japão

Abaixo imagens do tsunami que atingiu a costa nordeste do Japão ontem, depois do terremoto que atingiu 8,8 graus na escala Richter.



A força da água parece com que tudo fique menor do que realmemente é, ou pelo emnos que achavamos que fosse e arrasta tudo que encontra pela frente, carros, barcos, casas ...



Imagens: NHK TV


O Tsunami deixou em alerta todo o cinturão de fogo do pacífico. Abaixo imagem de satélite indicando pelas cores a magnitude das ondas. Quanto mais escuro maior o tamanho das ondas, observe que na costa nordeste do Japão onde vimos os vídeos acima, a cor é preta.


Imagem: ScienceShot

Abaixo matéria do O GLOBO um tanto quanto sensacionalista em seu título, que remete a algo catastrófico por aqui também o que não procede. Mas me lembro em 2004 de uma maré inesperada no meio da noite horas após o Tsunami da Indonésia.


Tsunami deve chegar ao Brasil na madrugada de sábado

O tsunami gerado pelo terremoto que atingiu a costa nordeste do Japão na madrugada desta sexta-feira também deverá chegar ao Brasil, a exemplo do que aconteceu com a onda criada pelo tremor que abalou a costa da Ilha de Sumatra, na Indonésia, em dezembro de 2004. Mas, como a distância é muito maior e há mais obstáculos no caminho, o fenômeno deverá ser quase imperceptível. Até o início da noite de hoje, nenhum marégrafo da Marinha havia registrado alterações no nível do mar e a expectativa era de que sinais dele só seriam vistos pelo menos 26 horas depois do tremor, isto é, na madrugada deste sábado.

"O fenômeno está atualmente afetando diretamente apenas o Oceano Pacífico, incluindo a margem oeste do continente americano. Por esse motivo, não se espera haver riscos à navegação na costa brasileira, embora exista a possibilidade de que a onda se propague através da comunicação entre os oceanos Pacífico e Atlântico, pelo Canal de Drake. Neste caso, a previsão de chegada dos sinais de presença do tsunami seria após 26 horas da ocorrência registrada no Japão e provavelmente de forma bastante atenuada", informou a Marinha.

Paulo Rosman, professor de engenharia costeira e oceânica da Coppe/UFRJ, explica que tsunamis só são gerados quando há deslocamento vertical do solo do oceano devido ao terremoto, o que aconteceu no caso do tremor no Japão. No epicentro a onda atinge sua maior altura, que cai a medida que ela vai se irradiando. Como a densidade de energia da onda é proporcional ao quadrado de sua altura, ela perde força rapidamente.

- Mas a grande diferença de um tsunami para uma onda comum não é a altura, e sim o comprimento - diz. - É a diferença de ser atropelado por uma bicicleta e por uma locomotiva. Enquanto uma onda na praia tem comprimento de algumas dezenas de metros, a do tsunami tem dezenas de quilômetros. A massa de água em movimento é muito maior, então uma onda de 20 quilômetros que entra dois quilômetros para o interior não é nada, é só uma lambida, mas que carrega tudo que está pela frente como se fossem folhas boiando.

Segundo Rosman, como o Japão está no meridiano oposto do Brasil e no Oceano Pacífico, o efeito do tsunami no país deve ser ínfimo. No caso do terremoto na Indonésia, a costa atlântica brasileira estava mais próxima e o espaço para a onda passar entre a África e a Antártica era mais aberto.

- Assim, o tsunami deve chegar ao Brasil com uma altura muito menor, provavelmente com apenas um centímetro, e ninguém vai notar - estima.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Pesquisa: Tsunami foi golpe triplo

O grande terremoto que provocou um tsunami responsável pela morte de 192 pessoas em Samoa, em setembro de 2009, não foi um, mas três.

Segundo pesquisa publicada na edição desta quinta-feira (19/8) da revista Nature, as ilhas da Polinésia foram atingidas por um golpe triplo. O terremoto de magnitude 8,1 na escala Richter, que foi detectado, escondeu outros dois, quase tão fortes quanto o primeiro.

Os outros terremotos, de acordo com Keith Koper, da Universidade de Utah, e colegas, foram disparados pelo primeiro, tendo ocorrido dois minutos depois e atingido 7,8 graus na escala Richter.

“Achávamos que fosse apenas um terremoto. Mas, ao analisar os dados registrados do evento, verificamos que foram três grandes terremotos. Os dois que ficaram escondidos pelo primeiro foram responsáveis por parte dos danos e das gigantescas ondas”, disse Koper.

Em termos de liberação de energia, segundo o estudo, os dois terremotos de 7,8 graus somados representaram a energia liberada por um terremoto de 8 graus. Ou seja, estiveram longe de ser apenas os tradicionais choques posteriores a um grande evento sismológico.

O terremoto triplo gerou ondas com alturas variadas dependendo da área atingida, mas que em alguns pontos chegaram a quase 15 metros acima do nível do mar.

“Os três contribuíram para o tsunami, principalmente os dois seguintes”, disse Koper. Os terremotos tiveram origem entre 14 e 19 quilômetros de profundidade. O primeiro durou 80 segundos. O segundo começou entre 49 e 89 segundos e, o terceiro, de 90 a 130 segundos após o primeiro.

Os cientistas decidiram investigar o fenômeno que provocou o tsunami em Samoa após a identificação de inconsistências nos sismogramas. “Simplesmente não conseguimos entender como um terremoto poderia produzir tais leituras. Sabíamos que havia algo de estranho, mas levamos meses para descobrir o que era”, disse Koper.

O artigo The 2009 Samoa-Tonga great earthquake triggered doublet (doi:10.1038/nature09214), de Keith Koper e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com. 

Fonte: Agência FAPESP

sexta-feira, 30 de julho de 2010


Tsunami por Hokusai (século 19)

Litoral do Brasil está imune a ocorrência de tsunamis


O recente registro de tsunamis próximos ao Brasil, como o que ocorreu no final de fevereiro no Chile e no início do ano, no Haiti, levantou especulações de que o fenômeno também poderia acontecer no litoral do País. Mas de acordo com um dos maiores especialistas internacionais no assunto, é muito remota a possibilidade de que ondas transocenânicas de grande potência e velocidade e com altura superior a 60 metros serem formadas no oceano Atlântico e atingirem a costa brasileira.

“A zona costeira do Brasil não apresenta atividade tsunâmica”, assegura o professor de geologia marinha da Universidade de Barcelona, Miquel Canals. “A região mais próxima do País onde ocorreu uma tsunami recentemente é a do Caribe, onde houve a tsunami no Haiti. E a que apresenta a maior probabilidade de ocorrência de novos tsunamis é o Pacífico”, afirmou ele durante a conferência que apresentou na manhã de hoje (27/07) durante a 62ª Reunião Anual da SBPC – evento que a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência realiza até 30 de julho no campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal.

De acordo com o especialista, tanto a tsunami que aconteceu recentemente no Haiti como a que ocorreu no Chile foi desencadeada por um terremoto de grande magnitude, que é a principal causa de tsunamis, seguida das atividades vulcânicas. Mas ao iniciar em 1990 pesquisas sobre a geomorfologia das ilhas vulcânicas das Canárias, na Espanha, Canals descobriu um terceiro grande responsável por tsunamis que passou a ser associado cada vez mais a esse evento extremo a partir do final de 2004, quando uma tsunami arrasou a Ásia: o deslizamento submarino.

Caracterizado pela movimentação do solo e de rochas abaixo do nível do mar, que iniciam grandes ondas, segundo o geólogo marinho, o fenômeno está associado a outras causas dos tsunamis, como os terremotos, que costumam anteceder muitos deslizamentos submarinos. “A relação entre a atividade vulcânica e terremotos com tsunamis já é bem conhecida. Mas a vinculação do fenômeno aos deslizamentos submarinos está passando a ser melhor compreendida”, avalia.

Efeitos – Segundo Canals, em 2004 foram registrados, somente na Europa, mais de 240 deslizamentos submarinos, cuja capacidade de gerar tsunamis depende do volume de material deslocado e da velocidade com que eles se encaminham em direção ao fundo do mar, entre outros fatores. Já as principais zonas de deslizamentos submarinos no Atlântico estão situadas em ilhas que apresentam maior atividade vulcânica, como a ilha de La Palma, no noroeste das Canárias.

Em simulações realizadas em laboratórios, os pesquisadores apontaram que o deslocamento da face ocidental da ilha poderia provocar um tsunami de proporções gigantescas que arrasaria metrópoles mundiais como Nova York. Entretanto, de acordo com o especialista, esse seria o pior cenário possível. “Tsunamis são inesperados e imprevisíveis. A pergunta que deve ser feita não se eles podem ocorrer, mas quando acontecerão, e detectá-los rapidamente para possibilitar a adoção de medidas de segurança”.

De acordo com ele, ainda não há um sistema de detecção que possibilite prever sempre potenciais tsunamis, mas os cientistas estão aprendendo, cada vez mais, a interpretar seus sinais. No caso do tsunami que atingiu o Chile no final de fevereiro e que resultou em 521 mortos e 26 desaparecidos, uma equipe de pesquisadores europeus e americanos preveram quando ela ocorreria, além de com qual magnitude e duração. Mas os alertas foram ignorados pelas autoridades do país.  

Fonte: Agência FAPESP

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