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terça-feira, 2 de abril de 2019

ONG alerta que 10% do lixo plástico nos oceanos vêm de pesca fantasma

Quando um filé de peixe chega na mesa de um cliente no restaurante ou quando alguém compra uma lata de atum no mercado, não é difícil de imaginar que antes daquele momento toda uma cadeia de produção entrou em cena, desde o pescador artesanal ou um navio pesqueiro, até o preparo final para o consumo. O que poucos sabem é que existem muitos equipamentos de pesca abandonados no oceano ameaçando várias espécies da vida marinha. A isso se dá o nome de pesca fantasma.

“Dez por cento do lixo plástico marinho que entra nos oceanos todos os anos é equipamento de pesca perdido ou abandonado nos mares. E esses materiais, por terem sido desenhados para fazer captura, eles têm uma capacidade de capturar e gerar um sofrimento nos animais, com impacto em conservação”, explica o gerente de vida silvestre da organização não governamental (ONG) Proteção Animal Mundial, João Almeida.


A ONG lançou este mês a segunda edição do relatório “Fantasma sob as Ondas”. O estudo mostra que a cada ano 800 mil toneladas de equipamentos ou fragmentos de equipamentos de pesca, chamados de petrechos, são perdidos ou descartados nos oceanos de todo o planeta. Essa quantidade representa 10% de todo o plástico que entra no oceano. No Brasil, estima-se que 580 quilos desse tipo de material seja perdido ou descartado no mar todos os dias.

Dentre os petrechos mais comuns estão as redes de arrasto, linhas, anzóis, espinhéis, potes e gaiolas. Esses petrechos podem matar de várias formas. Os animais podem ficar feridos ou mutilados na tentativa de escaparem, presos e vulneráveis a predadores ou não conseguem se alimentar e morrem de fome.

O estudo avalia a atuação das grandes empresas pescado e as providências que tomam – ou não tomam – para evitar a morte desnecessária de peixes. A versão internacional do relatório elencou 25 empresas de pescado em cinco níveis, sendo o nível 1 representando a aplicação das melhores práticas e o nível 5 com empresas não engajadas com a solução do problema.

Brasil

Nenhuma das 25 empresas atingiu o nível 1, embora três grandes empresas do mercado mundial (Thai Union, TriMarine, Bolton Group) tenham entrado no nível 2 pela primeira vez. O estudo inclui duas empresas com atuação no Brasil, o Grupo Calvo, produtor da marca Gomes da Costa, e Camil, produtora das marcas O Pescador e Coqueiro.

O Grupo Calvo foi classificado no nível 4. Significa que, apesar do tema estar previsto nas ações da empresa, as evidências de implementação são limitadas. Já a Camil foi colocada no nível 5. Segundo relatório, a empresa “não prevê soluções para o problema em sua agenda de negócios”.

Procurado, o Grupo Calvo, cuja matriz é espanhola, afirmou que os produtos Gomes da Costa são fabricados a partir de material comprado de pescadores locais, que utilizam métodos de pesca artesanal. A empresa também informou que reconhece o problema de abandono de objetos e tem tomado providências a respeito.

“[A empresa] conta, entre outras medidas, com observadores científicos independentes a bordo de todos os seus atuneiros, além de observadores eletrônicos em embarcações de apoio, controle constante por satélite, técnicas para reduzir capturas acessórias, proibição de transbordos no alto-mar e de devoluções”.

Procurada, a Camil informou que não iria se manifestar a respeito dos resultados da pesquisa e sobre pesca fantasma.

De acordo com o gerente da Proteção Animal Mundial, uma das principais metas do estudo é fazer os governos enxergarem cada vez mais a pesca fantasma como um problema relevante e carente de políticas públicas eficientes.

“Como uma das principais recomendações, a gente identificou a necessidade dos governos absorverem para a sua agenda a questão da pesca fantasma para, então, criar as estruturas necessárias, criar um diagnóstico e a gente começar a entender o problema. E, em um segundo momento, criar condições para combatê-lo efetivamente”.

Fonte: O Presente

terça-feira, 4 de junho de 2013

Pescadores recolhem 600 kg de lixo


Quarenta pescadores e pescadoras profissionais de Corumbá participaram, ontem (03), de mutirão de limpeza das margens do Rio Paraguai, na área urbana retirando 600 quilos de lixo. Foi durante uma gincana realizada pela Prefeitura Municipal e Fundação de Meio Ambiente do Pantanal, em parceria com a Colônia de Pescadores Profissionais Z 1, com apoio do Ministério da Pesca.

De barco, o grupo navegou por toda a extensão do Rio Paraguai e Baia do Tamengo retirando da margem todo tipo de material considerado maléfico à natureza e à saúde.

“Teve de tudo. Saco plástico, garrafa pet.Coletaram até pneus e sucata”, afirmou a diretora-presidente da Fundação de Meio Ambiente, Luciene Deová de Souza.

A iniciativa da gincana foi da Cooperativa de Pescadores.

A gincana abriu a Semana do Meio Ambiente na cidade.

Na primeira, em 2011, os pescadores retiraram meia tonelada de lixo das margens do Paraguai.

A ação distribuiu dez kits de pesca para os pescadores e pescadoras que coletaram a maior quantidade de lixo. Participaram também de sorteio de prêmios, entre eles, coletes salva-vidas. Após o encerramento da gincana, uma equipe fez a separação do lixo reciclável que será comercializado. A renda será revertida à Colônia de Pescadores.

terça-feira, 12 de junho de 2012

Longe de cartão postal, Baía de Guanabara é retrato da poluição


Imagem aérea mostra lixo no canal Cunha, na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro. Foto: AFP 
 
Distante da imagem de cartão postal que encanta turistas, a Baía de Guanabara revela uma paisagem dominada pela sujeira, onde pescadores lutam para sobreviver do mar. "Antigamente, um dia de pesca rendia 300 kg de peixe e pagava entre R$ 80 e R$ 100. Hoje, quando dá, o pescador tira 30 kg e ganha entre R$ 10 e R$ 30", relata à AFP Milton Mascarenhas Filho, 62 anos, pescador há 29, presidente da colônia de pesca de Magé, cidade a 60 km do Rio de Janeiro, localizada no norte da baía.

Milton atribui a mudança à poluição industrial, especialmente ao vazamento de cerca de 1 milhão de l de óleo após acidente na refinaria da Petrobras no município vizinho de Duque de Caxias, em janeiro de 2000. "Apesar da poluição, ainda dá para sobreviver da pesca. O difícil é o lixo", reclama Cláudio Batista, 48 anos, pescador desde os 10, enquanto retira da rede alguns poucos peixes entre pedaços de plástico.

A quantidade de resíduos, sobretudo garrafas PET, flutuando na água, impressiona, mas nas margens e nos mangues se encontra de tudo: de roupas e calçados a sofás e tubos de televisão. Os detritos, afirma Milton, são trazidos ao mar pelos rios das cidades vizinhas, que contaminam a água e danificam redes e ''currais'', armadilhas artesanais utilizadas para capturar o pescado.

Uma imensa latrina

A Baía de Guanabara hoje é "uma imensa latrina e lata de lixo", critica o biólogo Mário Moscatelli, que desde 1997 denuncia a degradação ambiental na cidade e no Estado do Rio. "É muito afetada pela grande carga orgânica que recebe dos rios que sofrem lançamento de esgotos sanitários indiscriminadamente", admite Gerson Serva, coordenador de um projeto de saneamento da baía, a cargo do governo estadual.

Serva explica que os quinze municípios com rios que deságuam na Baía de Guanabara lançam ali 20 mil l por segundo de esgotos. Deste total, cerca de um terço é tratado e outros 10% sofrem um processo natural de decomposição.

O problema é antigo, mas a solução parece distante. Lançado durante a ECO-92, o Programa de Despoluição da Baía de Guanabara consumiu cerca de US$ 1 bilhão em recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), com contrapartida do governo do Estado. O PDBG previa instalação de redes coletoras, ligações domiciliares e estações de tratamento de esgoto, mas 20 anos depois, está inacabado.

"O PDBG foi o maior programa de saneamento já desenvolvido no Estado do Rio de Janeiro, entretanto teve muitas falhas em sua gestão e deixou um conjunto de obras inacabadas", reconhece Gerson Serva. "Esse programa é o resultado mais claro da certeza da impunidade governamental, onde o administrador público tem certeza de que pode fazer praticamente tudo com o dinheiro público que não lhe acontecerá praticamente nada", acusa Moscatelli.

Recentemente, o governo estadual assinou novo contrato com o BID para outro programa voltado para a baía, o Plano de Saneamento Ambiental dos Municípios no Entorno da Baía de Guanabara (PSAM), que Serva coordena. Com orçamento de US$ 640 milhões, o plano prevê construção, ampliação e melhoria da rede de esgoto no centro e na zona norte da cidade do Rio e municípios vizinhos da Baixada Fluminense e São Gonçalo.

Aposta na recuperação dos manguezais

Para Moscatelli, resolver o problema, atacando as causas, exigiria políticas públicas de habitação, transporte e saneamento pelos próximos 15 a 20 anos. Mas, afirma, ações de curto prazo, como a recuperação de manguezais, permitem enfrentar as consequências da degradação.

Há 12 anos, o projeto Mangue Vivo, instalado em Magé, tem como meta recuperar a vegetação destruída pela contaminação e pelo desmatamento às margens da baía. O projeto, sob responsabilidade da ONG Onda Azul, se concentra em parte do total de 1,64 km² que precisam ser recuperados, e visa a transformar a área reflorestada em um parque ecológico aberto à visitação, mas enfrenta problemas de financiamento, enquanto a retirada do lixo que se acumula no local atrasa o replantio.

Adeimantus da Silva, coordenador do trabalho de campo, e José dos Santos, ambos funcionários da ONG, inventaram um envoltório de garrafas PET para proteger as mudas dos predadores, que é retirado quando a planta está crescida. Graças à técnica, 120 mil m² de mangue foram reflorestados e uma segunda área de 160 mil m² teve 40% da vegetação recuperada. "O mangue é um verdadeiro berçário marinho. Temos um grande número de aves, mamíferos e répteis já catalogados. Peixes de espécies comerciais, como tainha e corvina, e 70% dos caranguejos que viviam no local se reproduzem e já são encontrados no manguezal recuperado", comemora Silva.
 
Fonte: Terra
 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

UE quer pagar pescadores para recolher plástico no mar


Em uma medida para proteger cardumes e ainda limpar o ecossistema marinho, a União Européia lançará um projeto piloto com o objetivo de remunerar quem recolher o lixo flutuante e o encaminhar para reciclagem


Foto: © Kev Allen www.flickr.com/photos/kevallen/3425227814

Uma campanha chamada Fish Fight ganhou muita força na Europa recentemente chamando a atenção para uma prática comum das indústrias pesqueiras: mais da metade dos peixes capturados acabam devolvidos mortos ao mar, pois foram pescados de forma equivocada e não possuem um bom valor de mercado.

A mobilização da sociedade para o caso acabou sensibilizando as autoridades da União Européia (UE), que em um primeiro momento pensou em banir diversos modelos de pesca. Essa reação foi criticada por comunidades de pescadores, que afirmaram que simplesmente perderiam a capacidade de sobreviver se fossem restringidos.

Quem parece ter chegado a uma solução para o dilema foi a Comissária da Pesca da UE, Maria Damanaki, que divulgará em breve um plano para que os pescadores sejam remunerados por recolher detritos plásticos do mar, algo que muitos já fazem gratuitamente. Assim, eles teriam mais uma fonte de renda e poderiam evitar os modelos de pesca que causam o desperdício de peixes.

“Terminar com a prática de jogar fora peixes que servem perfeitamente como alimento é do interesse dos consumidores e dos próprios pescadores. Não podemos deixar que aconteça um boicote ao consumo de peixe, pois isso prejudicaria a vida de milhares de pessoas e resultaria na alta do preço de outros alimentos”, afirmou Maria para o jornal britânico The Guardian.

Em um primeiro momento, o recolhimento do plástico será subsidiado pelos países europeus, mas no futuro o esquema pode ser lucrativo por si só, envolvendo a venda do material para a indústria de reciclagem.

Além dos recursos diretos, os pescadores devem ser beneficiados com a melhora na produtividade da sua atividade. Com menos pesca predatória e com o oceano mais limpo, os cardumes devem se recuperar.

Outra questão polêmica que a União Européia tentará resolver é a do direito à pesca na costa da África e do Oceano Índico. Atualmente, navios europeus utilizam acordos internacionais para capturar peixes nessas regiões. Porém, ambientalistas e defensores do movimento comércio justo (Fair Trade) criticam a prática, pois ela prejudica pescadores de nações pobres.

No dia 13 de maio, uma reunião entre ministros de países em desenvolvimento e a Comissária da Pesca será realizada para discutir o assunto. “É preciso que haja mais transparência. Temos que reconhecer o direito das nações de estabelecer seus próprios mecanismos de controle e normas industriais. A cooperação internacional é necessária para evitar a pesca predatória”, declarou Maria.

Todos os planos da Comissária serão apresentados em julho e a proposta do recolhimento de plástico já conta com o apoio do Reino Unido, Alemanha, França e Dinamarca.

Problema Global

O lixo marinho constitui uma das piores catástrofes ambientais do planeta e se agrava a cada ano pela falta de programas globais, uma vez que praticamente todos os países acabam contribuindo para esse desastre.

Em março deste ano foi realizada uma conferência no Havaí com a intenção de estabelecer políticas internacionais para minimizar o problema. O evento contou com representantes de 35 países, incluindo delegados de governo, líderes industriais e especialistas.

Dessa reunião nasceu o Compromisso de Honolulu, que incentiva a troca de informações e promove uma abordagem mais ampla para lidar com o problema para evitar os danos ao ecossistema e à economia global.

De acordo com o Programa de Meio Ambiente das Nações Unidas, há, em média, 18.000 pedaços visíveis de plástico flutuando em cada quilômetro quadrado do mar. Algumas ilhas de lixo flutuante são até mesmo visíveis em imagens de satélite.

Fabiano Ávila – Instituto CarbonoBrasil/Agências Internacionais
Fonte: Instituto Carbono Brasil

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Evento: Dia Mundial de Limpeza

Já fiz minha parte antecipada  hoje, na praia de Guaxindiba - RJ!

Neste sábado, será realizado o Clean Up The World 2010. Pelo oitavo ano consecutivo, estima-se que mais de 8.000 voluntários deverão retirar cerca de 40 toneladas de lixo, que estão contaminando a natureza e matando os animais marinhos.

São mais de 125 países mobilizando 35 milhões de voluntários em todo o globo no dia 18 de setembro, sábado, das 10 às 13:00h, simultaneamente; quando serão distribuídas mais de 25 mil sacolas Oxi-biodegradáveis e luvas - onde o lixo será qualificado e quantificado em uma Ficha de Coleta, possibilitando pesquisas e análises dos resíduos e microlixo encontrados, para futuras Campanhas e Soluções em prol da diminuição dos grandes problemas atuais vigentes: Aquecimento Global; Mudanças Climáticas; demais doenças causadas nos seres vivos, sendo estas uma ameaça ao Planeta, como um todo.

Após a coleta, o material recolhido será destinado à cooperativas e instituições de reciclagem; e ainda, será produzido e enviado um Relatório Final para a ONU, com dados do Evento.

A meta do Clean Up 2010 Brasil é coletar o maior número de materiais plásticos, recicláveis; aumentar o número de voluntários, e conscientizar a população para uma melhor gestão dos resíduos, geração de renda e menor impacto ambiental.

Participe! Por um mundo mais limpo e consciente!

Abaixo alguns locais e pontos de encontro, todos com início às 10 h e término às 13 h.

Rio de Janeiro / RJ 

- Praia de Copacabana e Leme: 

A) Leme - Próximo à Pedra do Leme
B) Colônia dos Pescadores / Posto 06
C) Rua Rodolfo Dantas
D) Rua Xavier da Silveira

- Praia Vermelha

- Praia de Botafogo:

- Praia de Ipanema:

A) Pedra do Arpoador - Posto 07
B) Em frente ao Hotel Fasano

- Praia do Leblon:

A) Na Ponta da Praia do Leblon

- Praia de São Conrado:

Em frente ao Pouso de Asa Delta

- Praia da Joatinga:

- Praia da Barra da Tijuca:

A) Quebra-mar
B) Em frente ao Hotel Sheraton Barra

- Praia do Recreio:

Encontro no Posto 12, na Praça Tim Maia

- Praia de Grumari:

- Praia de Sepetiba:

Encontro no Coreto

- Ilha de Paquetá:

Encontro na Praia da Moreninha

- Ilha do Governador:

Encontro na Praia do Zumbi (ao lado do Clube Jequiá)
Niterói - RJ: 

- Praia de Icaraí:

na Portaria do Clube Central / Praia de Icaraí nº 335.

- Praia de Itacoatiara:

Encontro na Praia de Itacoatiara, com surfistas e ambientalistas locais.

Cabo Frio - RJ:

- Praia do Forte

Saquarema -  RJ

- Praia de Itaúna

Brasília - DF

Lago Paranoá
Americana - SP

- Praia dos Namorados

Curitiba - PR

- Praia de Leste.

Serra -ES
- Praia de Jacaraípe

Fonte: Instituto Aqualung


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Plástico nos Oceanos: Lixo Mortal


A série fotográfica The Great Pacific Garbage Patch  (clique na foto da onda!) do fotógrafo Chris Jordan, é de fato um retrato das consequencias nocivas do descarte descontrolado do nosso lixo de cada dia, as fotos mostram joves albatrozes mortos pela grande quantidade de lixo ingerido, se vê toda sorte de objetos de plásticos e outros tipos de dejetos nas carcaças das aves, um dado interessante dá conta que as imagens foram feitas no Atol de Midway, um remoto refugio da vida marinha ao norte do oceano Pacifico, distante 2000 milhas do continente mais próximo. Segundo Jordan, não houve absolutamente nenhum tipo de manipulação nas fotografias. Lixo nosso, culpa nossa.



Fonte: Blog Antes Nada do Que Isso


sexta-feira, 18 de junho de 2010


Lixo ao mar

Urca - Rio de Janeiro, abril de 2010
por Mauricio Düppré

Pescadores retiram mais de três toneladas de lixo do Guaíba


Por um Guaíba mais limpo

Reunidos em mais de 40 barcos, pescadores concluíram dia 10 de junho um mutirão de limpeza no Guaíba, na Capital. Ao longo de dois dias, o grupo recolheu das águas três toneladas de lixo depositado indevidamente pela população.

A montanha de resíduos foi colocada junto à Usina do Gasômetro para destacar o volume e abrir simbolicamente a Semana Estadual do Meio Ambiente, e depois recolhida por caminhões do DMLU.

Iniciativa da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema), Colônia de pescadores Z-5, Clube Veleiros do Sul e Proa, o projeto pescando Lixo, Salvando Rios é realizada pelo terceiro ano consecutivo. Em 2010, a semana tem como tema Plante Árvores, Cultive Vidas.

No ano passado, a quantidade de lixo retirada das águas foi maior: 40 toneladas. Neste ano, sofás, pneus e até capacetes de motociclistas foram achados às margens das ilhas do Guaíba. A Sema está finalizando um projeto de lei que deve ser encaminhado à Assembleia propondo a limpeza do Guaíba entre os meses de novembro e janeiro. Pelo trabalho, os pescadores cadastrados receberiam cestas básicas e diesel para as embarcações. O grupo já recebe seguro-desemprego do governo federal.


Fonte: Zero Hora

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