Mostrando postagens com marcador outros blogs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador outros blogs. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Camocim: Guarajuba é o peixe da vez!



As quase 400 canoas artesanais registradas em Camocim, aptas à pescaria de até 20 milhas, desconhecem a existência da tal "crise", pelo menos de dois meses pra cá. É que a Guarajuba, que vivia até então à sombra de colegas famosos como o Pargo, Cavala, Serra, Atum, e outros mais, passou a ter seus dias de fama.

Ele agora circula na boca de todos os pescadores de Camocim, como o "peixe da vez", aquele que vem garantindo o sustento de centenas de famílias. Custando em média cerca de R$ 10,00 (Kg), a Guarajuba é um peixe da família Carangidae, que é uma das mais importantes de peixes marinhos tropicais e compreende 33 gêneros e 140 espécies. 

A guarajuba também é conhecida por guaraiuba e xerelete-amarelo. Atinge cerca de um metro de comprimento, pesando aproximadamente 10 kg. Todavia são mais comuns exemplares em torno de 35 a 50 cm de comprimento e com peso por volta de 4 Kg.
São vistos tanto na superfície como no fundo, em profundidades que variam do zero a 50 metros. A espécie costuma habitar todo litoral em águas rasas e profundas, incluindo praias arenosas, costões rochosos, baías, ilhas oceânicas, e, raramente, em lagoas salobras e áreas estuarinas, abrigando-se por vezes nas tocas. Gostam de nadar próximo à superfície da água e são comuns em mar aberto, próximos das ilhas e também nas águas rasas de praias. 

A foto (clique aqui) foi tirada pelo blog na manhã desta segunda-feira (25), quando mais uma canoa trazia o mais recente astro da biodiversidade Camocinense. Que a fartura continue.

Imagem: Maurício Düppré, Bahia, Outubro de 2013.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Opinião: Pangas e mangas


Abaixo posto a íntegra da Coluna de Cora Ronai no jornal O Globo do dia 29/11/12, abrs MD.

E não é que o panga deu panos para as mangas? O peixe vietnamita tem admiradores e detratores em quase igual número. Os admiradores apreciam o gosto e o preço; já a principal bronca dos detratores é a distância que o panga, criado e processado no Vietnã, viaja até vir parar nas nossas mesas. Recebi emails de donos de restaurante que o servem com grande sucesso, de leitoras que me deram ótimas receitas (pelo visto, ele funciona muito bem assado) e de ecologistas preocupados com o custo ambiental da longa viagem do peixe; recebi também um email de Thiago De Luca, diretor comercial de uma empresa chamada Frescatto:

“Como você mesma disse, o boato alarmista que se espalhou na internet foi enorme”, escreveu o Thiago. “Mesmo com uma forte campanha da nossa equipe em pontos de vendas, site e SAC, ir contra um hoax não é tarefa fácil. Mesmo informando a real situação do pescado, mesmo mostrando que temos todos os documentos da Anvisa, de controle de qualidade e informações técnicas sobre o panga, não é fácil ir contra a onda dos boatos da internet. Eu mesmo já fui ao Vietnã quatro vezes para conhecer a produção, atestar a qualidade e procedência e fechar contratos com fornecedores. Para você ter uma idéia, na época em que o boato surgiu as vendas caíram mais de 50 %, e estamos falando de mais ou menos 50 toneladas mensais de filé. Hoje, as vendas já estão em recuperação, mas ainda não chegaram ao patamar anterior.”

O email do Thiago me lembrou o email do Guilherme Giorgi, diretor do Sal Cisne, que teve tanta repercussão aqui e no blog no ano passado. Gosto quando representantes da indústria mostram que estão atentos aos consumidores. E gosto, sobretudo, quando essa atenção vem da indústria de alimentos. Comida é coisa séria, que tem que ser tratada com o máximo respeito.

O engenheiro de pesca Maurício Duppré, que mantém o blog Cardume também escreveu.

“Por trabalhar no setor, vez por outra me perguntam se este email bomba procede. Ano passado recebi tanto esta pergunta que postei em meu blog duas matérias sobre o panga, uma esclarecendo esta inverdade com um documento do governo brasileiro atestando a sua boa procedência, e outra apresentando seu processo produtivo lá no Vietnã, com um vídeo de uma empresa local mostrando do cultivo ao filé. Elas estão em bit.ly/V17Hjy e bit.ly/QoXf8N.”

Assisti ao video indicado pelo Maurício, que é um produto estranho na categoria cinema. Ele não tem narração nem legendas. Apenas acompanha a “fabricação” dos peixes, da alimentação dos bichinhos à lavagem das roupas dos funcionários ao final de um dia de trabalho. A trilha sonora é esquisitíssima para o tema: canções pop ocidentais, como ”The rhythm of the rain” e “El condor pasa”, tocadas numa porrinhola eletrônica. Depois de três minutos insuportáveis, cliquei no mute e assisti ao resto dos nove minutos em silêncio.

Ao contrário do que afirma o hoax, os pangas não são criados debaixo de palafitas. Ou, por outra: nem todos os pangas. Os do vídeo — que, imagino, sejam parentes dos que chegam ao Brasil — vêm de fazendas gigantescas. Logo depois de uma externa da fábrica, a camera mostra alguns trabalhadores percorrendo um trecho de rio numa balsa e distribuindo pás de ração pela água. Na próxima cena, os pangas capturados por uma rede são transportados em tonéis para um barco que os leva, vivos, até a fábrica; lá são recolhidos mais uma vez, agora em baldes, e despejados na esteira que os leva até uma linha de processamento, onde são decapitados, limpos e transformados em filés.

Tudo é muito limpo e eficiente. O vídeo mostra os operários que estão pegando no serviço lavando e desinfetando as mãos. A limpeza das esteiras e das bancadas, por sinal, é constantemente enfatizada. Nas últimas cenas, os filés são congelados, empacotados e embarcados em caminhões frigoríficos.

o O o

O mundo é um lugar esquisito e me incomoda muito saber que seres humanos como eu passam a vida tirando a vida de outros seres vivos só para que eu possa me alimentar sem ter que matar a minha própria comida. Não consigo fazer ideia do que vai pela cabeça de alguém que leva oito horas por dia degolando peixes, seja aqui ou no Vietnã, e tenho pena dos meus semelhantes que dependem de empregos tão cruéis para sobreviver; para não falar nos bichos, é claro, que num universo ideal morreriam todos de velhice. Apesar disso, adoro peixe e não dispenso um filézinho bem preparado.

Para mim, aliás, um dos grandes erros do nosso projeto básico é sermos ao mesmo tempo onívoros e capazes de empatia. Leões não parecem se preocupar muito com os sentimentos das zebras que abatem, assim como os meus gatos, sempre tão carinhosos e gentis, pouco se importam com o sofrimento dos insetos que eventualmente capturam. Mas isso já é outra história… e mais pano ainda para as mangas.

Fonte: (O Globo, Segundo Caderno, 29.11.2012)

terça-feira, 17 de abril de 2012

A triste fraude do projeto Tamar


Por Lúcio Lambranho*, para a Papel Social.

O Projeto Tamar tem dois braços principais. O braço administrativo é controlado pela Fundação Pró-Tamar, organização não governamental que tem como principal função captar recursos e garantir a sustentação econômica do projeto.

O braço científico é controlado pelo Centro Brasileiro de Proteção e Pesquisa das Tartarugas Marinhas, vinculado ao Instituto Chico Mendes da Biodiversidade (ICMBio), órgão do Ministério do Meio Ambiente.

A parte científica do projeto é reconhecida internacionalmente como uma bem sucedida experiência de conservação marinha. Envolve comunidades costeiras em diversos pontos do país. Nesse aspecto, o Tamar ajudou a formar consciência ambiental e salvar espécies ameaçadas. Esse papel é inquestionável.

Improbidade

A Fundação Pró-Tamar, que cuida da parte administrativa, foi a que cometeu as irregularidades que levaram a Advocacia Geral da União (AGU) a pedir o bloqueio de bens, o cancelamento do certificado de filantropia e a condenação da entidade por improbidade administrativa.

A ação tem como base as conversas telefônicas gravadas e documentos apreendidos na Operação Fariseu, investigação iniciada ainda em 2005 por Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público Federal.

Este jornalista tenta, insistentemente, ouvir a Fundação Pró-Tamar desde o final de 2011. Até o momento, ela não quis se manifestar sobre as irregularidades detectadas pelos órgãos governamentais de fiscalização.

Foi justamente sobre o lucro das atividades comerciais da Fundação Pró-Tamar que a Receita Federal encaminhou um recurso administrativo ao Ministério da Previdência Social para pedir o cancelamento do ato que concedeu o certificado de assistência social ao Projeto Tamar. O documento, ao qual a reportagem teve acesso em primeira mão, foi protocolado no dia 14 de dezembro de 2007 e é assinado pela auditora fiscal Eunice Ramos Viçoso Silva.

A série de ilegalidades descritas nas 32 páginas do documento é resumida desta maneira pela fiscal: “Como o objetivo social da instituição não é prestar benemerência na área de assistência social, sendo uma prestadora de serviços com foco principal voltado para a salvação das tartarugas marinhas, não pode gozar da imunidade, eis que não é, por natureza, entidade beneficente de assistência social, mesmo que alguma coisa de útil faça – e certamente o fez”.

Leia a integra da repostagem:

Parte 01

Parte 02

* Lúcio Lambranho é jornalista. Foi repórter no Correio Braziliense e no Jornal do Brasil. Recebeu menção honrosa no Prêmio Vladimir Herzog por reportagens sobre trabalho escravo publicadas no site Congresso em Foco. No mesmo portal, foi um dos responsáveis pelas reportagens sobre a farra das passagens aéreas, série jornalística vencedora do Prêmio Embratel de Jornalismo Investigativo e do Prêmio Esso de Melhor Contribuição à Imprensa em 2009.

Fonte: Papel Social

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Pesca tradicional de bacalhau na Noruega (1892)



Ilustração publicada no periódico “Trompete de Nordland” (Noruega) em 1892, por Thorolf Holmboe. Nela pode-se notar os típicos barcos de pesca da altura, de vela quadrada, que pescavam o bacalhau bem junto da costa e abaixo a forma habitual como era depois processado o peixe, a secar pendurado em varas. Este era o método tradicional na Escandinávia, apenas de secagem, pois sal não faz parte daquelas regiões.

Fonte: Caxina ... de "lugar" a freguesia

segunda-feira, 26 de março de 2012

Portugal - Sobre o Bacalhau (parte 1 - pesca)


Por Eduardo Freitas
http://clceduardo.blogspot.com.br/

Saga Maldita!...Património Cultural?
Actualmente deixou de se valorizar apenas as criações estéticas extraordinárias e idolatradas pelas elites -“as belas artes”-, para se valorizar de igual modo o “culto” e o “popular”, ou seja, o património das elites e dos grupos subalternos.

A patrimonialização cultural é um debate sobre os valores sociais, e um processo de atribuição de novos valores, sentidos, usos e significados a objectos, a formas, a modos de vida, saberes e conhecimentos sociais, é a recuperação das memórias do passado desde uma perspectiva presente, para explicar a mudança dos modos de vida e transmitir legados para o futuro.


A Faina

A história da pesca do bacalhau pelos portugueses (muitas vezes referida por a Faina Maior) aparece pela primeira vez referenciada em 1353, quando D. Pedro I e Edward II de Inglaterra estabelecem um acordo de pesca para pescadores de Lisboa e do Porto poderem pescar o bacalhau nas costas da Inglaterra por 50 anos. A necessidade de estabelecer um acordo indicia que esta actividade já se realizava em anos anteriores, e em tal quantidade, que justificava a necessidade de enquadrar esta actividade nas relações entre os dois reinos.

O método de pesca adoptado pelos portugueses foi introduzido com a compra dos barcos aos ingleses e manteve-se inalterado até aos anos 70 do século XX, método este baseado em pequenos dóris (botes), de cerca de 4 a 5 m de fora a fora, e que pesavam entre 80 e 100 kg, em que cada homem tinha duas linhas, com um só anzol, e pescava de pé. Para isca usava-se o clam, molusco importado dos Estados Unidos, cagarras e pequenas lulas ou peixes encontrados no estômago das primeiras capturas.



No entanto o isco preferido era a lula, e os pescadores portugueses tinham sempre a bordo uma linha para a pesca da lula guarnecida dia e noite, chegando mesmo a acordar toda a gente aquando da passagem de um cardume. A importância da lula é tal que o primeiro a pescar uma lula recebe o mesmo prémio que o primeiro a chegar a bordo com um dóri cheio: uma garrafa de aguardente.

Relatos de Uma Vida

Como era a vida a bordo?
- A vida a bordo era trabalhar, passar fome e ser maltratados.

E com o Capitão, como era o relacionamento
- Nós tínhamos de nos dar bem senão o capitão mandava-nos prender. Só nos ameaçava com prisão, com cadeia.

Tem conhecimento de alguns que tenham ficado presos a bordo?
- Atão! Só num navio que eu andei e numa só viagem de uma vez foram 7 presos a bordo. Só por reclamar do comer.

- Porquê ?... Porque às quintas-feiras o cozinheiro dava batatas aos pescadores. Duas
batatas a cada um. Mas repare... Vinha o ajudante (do cozinheiro) com o saco às costas, encostava-se ao caldeiro e ia o cozinheiro com uma faca e cortava o fundo ao saco. Descarregavam as batatas dentro do caldeiro -Não eram lavadas nem descascadas, iam com terra e tudo e cheias de grelos, iam a cozer em água salgada.
Depois, o cozinheiro, dava um prato ao postigo da porta com duas batatas. Nós arrancávamos os grelos para as podermos comer, parecia esparguete a arrancar.
Eram batatas direitas cosidas em água salgada, pior do que em terra os lavradores cozinhavam para dar aos porcos e às galinhas... os pescadores reclamaram e o capitão mandou-os prender. Por reclamar as duas batatas.

Como era a alimentação a bordo?
- O comer era sempre igual. Fritavam peixe para quinze dias, enquanto não acabasse comíamos sempre e não podíamos reclamar. Era xíxarros, cavala, sardinha... o mesmo peixe que usávamos para a isca... às vezes já depois de encher o porão com bacalhau fresco para salgar, também serviam bacalhau, do pequeno, se havia de ir borda fora... Já havia ordens para escolher o bacalhau por tamanhos, chamava-se "bitola" à medida mínima que era no mínimo um palmo de comprido, do lombo ao rabo .
- A água para beber levava uma medida de meio quartilho, uma canequinha assim pra beber e se lhe apetecesse outra já lha não davam. Banhos?... para lavar os pés davam um litro de água de 8 em 8 dias, e só quando havia água com fartura, senão lavava-se com água salgada, se nem água para beber havia...
- Aos pescadores que iam nos dóris, para arriar para fora nos botes, para 15, 20 ou até 30 horas que eles ficavam sozinhos no meio do mar, longe do navio e às vezes no meio do nevoeiro, davam uma manada de figos ou uma manada de azeitonas, ou duas postas de peixe frito e um pão, mais nada. Era fome!

Cuidados de Higiene e Saúde?
- Banho, nunca soubemos o que era tomar banho nesses seis meses que durava cada viagem.
- Chegava-se a trabalhar 20, 25 ou 30 horas seguidas sem paragens para dormir quando o peixe era muito.
Tínhamos que dar conta do recado. Muitas vezes os pescadores, depois de mais de 20 horas na escala e no trote (abrir, esviscerar e descabeçar o peixe) saíam para fora nos botes ainda a dormir para pescar outra vez... era por isso, talvez, que os homens se perdiam e já não voltavam quando o capitão mandava tocar o sino, a tocar a reunir os botes, que ouviam aquele sinal e vinham ao encontro do navio para serem içados para bordo. Era uma miséria. Alguns estavam tão longe que demoravam horas a vir. E o sino ia tocando para eles se orientarem até regressar o último. A vida do bacalhau até é triste falar nela, ao que nós passávamos lá...

- Os Capitães já se igualavam com estes ladrões que eram os chefes da equipa do bacalhau, já iam combinados com eles e pronto, a companha tinha que ser martirizada. E davam pancada nos pescadores, pelo menos em alguns. Que eu até pensei que podia ir preso toda a vida, mas se um capitão um dia me chama para me dar pancadas, já levava uma faca no bolso, já levava a faca de escala no bolso, se me viesse para me dar, cortava-lhe logo o pescoço rente, logo, e eu ia preso
para toda a vida mas também o cortava... Ai cortava.

Aquilo era uma vida escrava que até punha um homem tolo. Deus me livre!...

Voltando ao bacalhau
Após regressar ao navio com a captura, o peixe era atirado para dentro de umas caixas, as quêtes, com a ajuda de forquilhas, que se chamavam garfos.

Com o cair da noite e a recolha dos últimos dóris, sob a luz das lanternas de petróleo, baldeia-se o convés, lançando ao mar os restos, a que os pescadores chamam gueira, que no entanto, vai deixando o cheiro entranhado no navio, que todos menos os pescadores notam e referem. Mas sob a coberta o trabalho continua, depois de lavado, o bacalhau vai para o porão para ser salgado, e talvez este seja o trabalho mais duro a bordo, de gatas sobre o bacalhau que vão empilhando, os salgadores deitam mão cheia de sal atrás de mão cheia sobre o peixe, que passa então a ser "bacalhau verde". A memória da dureza deste trabalho ficou marcada na expressão popular que algumas mães usavam quando queriam ameaçar os filhos: “se continuas assim, mando-te embarcar como salgador”. O frio, o sal, as linhas, em suma toda a dureza do trabalho reflectia-se sobretudo nas mãos. Incham, enrijam-nas, enchem-se de frieiras, que com o tempo rebentam, transformando-se em chagas. Nos dóris o trabalho não permite o uso de luvas, pelo que os pescadores usam umas tiras de couro para proteger as palmas a que chamam néplas. Todas as tarefas passam-se entre as 4 horas da manhã e a meia-noite, sem feriados ou fins-de-semana, e mesmo o tempo de vigia é tirado ao tempo de descanso.
A assistência médica

A assistência médica era, para ser simpático, mínima, e o facto de os engajados não passarem por nenhuma inspecção médica só aumentava as chances de os pescadores caírem doentes. Após a Grande Guerra, os pescadores, e os armadores, contavam com a presença dos barcos hospitais franceses, que acompanhavam a frota francesa para prestar auxilio aos pescadores portugueses.
Um médico francês a bordo do Saint Jeanne D’Arc escreve, em 1922, que de 13 doentes que hospitaliza a bordo, 5 eram tuberculosos, um outro morreu a bordo no 2º dia de outras complicações, e de vários que recusam ou vêem recusado pelos seus comandantes a hospitalização.
Por campanha, cerca de 15% dos pescadores eram vítimas de acidentes ou agravamento de situações clinicas que deixaram muitos incapacitados para sempre.
Esta situação sofre a primeira alteração em 1923, quando o barco Carvalho Araújo faz a primeira viagem de assistência e correio. O relatório efectuado pelo comandante vai ter os efeitos: o navio-hospital Gil Eanes.
O fim

1968 assinala o princípio do fim, com as primeiras diminuições das capturas, e as restrições à pesca nas água nacionais dos diversos países.
Paralelamente, após de anos sem perspectivas de qualquer outra saída, os pescadores começam a não querer embarcar por salários tão baixos, para correr tantos riscos, quando a vaga da emigração portuguesa e o início da actividade turística, pela primeira vez proporcionavam outras oportunidades e melhores salários.
A pesca do bacalhau à linha terminaria definitivamente em 1974, 3 anos depois de o último lugre ter partido pela última vez para os Bancos.

sábado, 24 de março de 2012

Filatelia - Pesca de Bacalhau


Navegando em mares da internet deparei com estes incríveis selos retratando historicamente a pesca artesanal do Bacalhau em Portugal, a Faina Maior das Pescarias de além mar.




A Colecção Faina Maior apresenta o bacalhau, importância e industrialização, a demanda dos Mares do noroeste e suas populações nativas, a colonização da Terra Nova, os Portugueses e a pesca do bacalhau, o declínio, a aquacultura e a memória”, in Catálogo.
Sobressaem na colecção as várias peças filatélicas com base na bela série de selos Faina Maior – Pesca do Bacalhau emitida em 24 de Junho de 2000, pelos CTT
Fonte: Marintimidades

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Outros blogs: Pesca Lagoa dos Patos




Abaixo link do blog do camarada Giovani sobre a Pesca na Lagoa dos Patos, vale a pena conferir:


" O blog Pesca na Lagoa se destina a todos aqueles que gostam de pesca, de meio-ambiente, de lazer e de diversão. Reunimos todos os assuntos que tem em comum a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Se você tem algum material sobre algum dos assuntos citados acima, teremos o maior prazer em divulgar aos leitores, e com a devida autoria. Venha conhecer nossa região. A Lagoa dos Patos espera por você."

sábado, 20 de agosto de 2011

PA - Amazônia Real


mini-barco
Pereru é uma vila de Pescadores que pertence ao município de São Caetano de Odivelas, na costa do Pará. Homens saem todos os dias para o alto mar em barcos a vela que eles chamam de “casquinhos”. Esta é a região da Ilha do Marajó, onde os ventos são fortissímos e as marés longas, que é quando o “mar desaparece da costa”, ficando muito distante das praia e da vilas onde, na volta, eles a fazem a atracação no final do dia.
Texto e foto de Pedro Martinelli
http://www.pedromartinelli.com.br/

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Pirarucu é destaque em reunião do Comitê de Áreas Úmidas


Peixe protegido por lei na Amazônia - o pirarucu - é anualmente capturado por quase 1.000 pescadores na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no Amazonas. No ano passado, eles levaram para casa uma safra de 220 toneladas. A pesca é realizada com tantos cuidados com o meio ambiente que mereceu prêmio internacional e foi apresentada como exemplo ao Comitê Nacional de Zonas Úmidas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente.

A Reserva Mamirauá localiza-se em uma área de várzea na confluência dos rios Solimões e Japurá, faz parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc) e é uma das 11 zonas úmidas brasileiras consideradas de importância internacional, chamadas de Sítios Ramsar.

A metodologia e resultados da pesca do pirarucu foi apresentada como parte da política promovida pelo Ministério do Meio Ambiente para a articulação dos profissionais que trabalham em cada um dos sítios. Em dezembro, eles participaram de um intercâmbio nacional, em que viajaram de uma região a outra, para ampliação do conhecimento sobre estratégias de conservação utilizadas em diferentes biomas do País.

"Os sítios começaram a se articular cada vez mais, a trocar experiências, a fazer valer a importância do título internacional como instrumento de preservação e de desenvolvimento", afirma Raoni Japiassu, do ICMBio, que representou o chefe dos 11 Ramsar (Fernando Tizianel) na oitava reunião ordinária do comitê coordenado pelo MMA, realizada em Brasília, na sexta-feira (15/4).

Um dos principais focos da pauta desse encontro foi a aprovação de uma minuta para a criação de uma comissão técnica que vai tratar de manguezais, que estão entre as principais zonas úmidas do Brasil.

"Esses tipos de áreas protegidas servem para beneficiar as populações que nelas vivem e manter o ecossistema em equilíbrio", observou a diretora de Áreas Protegidas, do MMA, Ana Paula Prates, que coordenou o encontro.

A exposição pelo sucesso da pesca do pirarucu foi feita pela bióloga Ellen Amaral, do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM), responsável pela atividade junto aos pescadores há 12 anos. Ela conta que nesse período eles passaram de 42 para 922 profissionais, e hoje cada um têm renda de aproximadamente R$ 1.000 a cada safra anual, que vai de setembro a novembro.

Apesar do grande crescimento do número de pescadores, o manejo dos criadouros naturais garante a reprodução dos peixes. São capturados apenas 20 a 30% dos adultos, com tamanho mínimo de 1,5 metro, que atingem com cerca de 4 a 5 anos de idade. As regras foram adotadas depois de organizada a co-gestão entre a comunidade que vive na reserva e os profissionais do Instituto Mamirauá.

O trabalho mereceu o primeiro lugar na Premiação Gestão Sustentável de Sítios Ramsar nas Américas, em solenidade no México, em fevereiro. A Convenção Ramsar foi ratificada pelo Brasil em 1996 e foi assinada por 160 Países, em um total de 1912 áreas úmidas no mundo.

Por Cristina Ávila
Fonte: Blog Os Candangos


Notícias relacionadas:
http://cardumebrasil.blogspot.com/2010/08/amazonas-manejo-pesqueiro-da-resultado.html

sábado, 30 de julho de 2011

Campos - Reforma da sede da Colônia Z-19

A comissão PEA-OGX de Campos dos Goytacazes se reuniu na última quinta-feira, dia 27 de julho, com integrantes da SOMA e da OGX para uma visita à sede da Colônia Z-19, que está em reforma desde abril de 2011. Segundo Rodolfo José, presidente da Colônia, o andamento das obras está correspondendo às expectativas da comissão.

De acordo com representantes da Porto e Rocha, construtora responsável pela reforma da Colônia, o término das obras está previsto para o final do próximo mês. Em breve, daremos notícias sobre a inauguração da nova sede.

Confira a seguir as últimas fotos da Colônia:



http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2011/07/avancos-na-reforma-da-colonia-z-19.html

Fonte: Blog Pesca Artesanal na Bacia de Campos


sexta-feira, 22 de julho de 2011

Campos - Primeira esposa de pescador a ter direito a aposentadoria


Foi com grande alegria e satisfação que no dia 21/07/2011, o Sr. Nilson Monteiro de Souza, pescador, recebeu a notícia de que o seu pedido de aposentadoria por idade rural requerido na Colônia de Pescadores Z-19 e respectivamente encaminhado à Previdência Social foi concedido. A esposa, dona Maria das Graças F. de Souza, que completara seus 55 anos e nunca teve documento como pescadora ou afins, também foi encaminhada pela Z-19 à Previdência Social por viver em REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR, tendo seu tempo contabilizado juntamente com o tempo que o Sr. Nilson tem na pesca. Ele, com 60 anos é associado desde 2000 à Entidade, porém, sua primeira carteira como pescador profissional artesanal foi tirada em 1996, garantindo ao casal, Nilson e Maria, a tão sonhada aposentadoria.

O Presidente da Z-19 recebeu a notícia da primeira esposa de pescador associado a Z-19 a se aposentar com muita alegria e o sentimento de que todos os esforços e lutas foram recompensados. “Fico feliz como representante dos pescadores, pelo voto de confiança que nos deram quando nos elegeram, essa é uma grande vitória dos pescadores, ficamos muito satisfeitos de fazermos parte dessa conquista” – diz Rodolfo Ribeiro, presidente da Z-19.


sexta-feira, 1 de julho de 2011

Em defesa dos tubarões


Quarenta artistas internacionais aderiram à campanha pela preservação dos tubarões que é encabeçada no Japão pela ONG PangeaSeed. O país é um dos grandes fornecedores do mercado chinês, que consome o peixe para fazer a sopa de barbatana, muito apreciada na China. Mas várias espécies estão ameaçadas de extinção e o PangeaSeed decidiu usar arte pop, fotografia e vídeos para tentar chamar atenção para um problema que não é tão discutido entre os ambientalistas. Entre 70 e 100 milhões de tubarões são mortos a cada ano, inclusive no Brasil. As obras doadas para a ONG japonesa viraram uma exposição, intitulada “Sink or Swim”, que será inaugurada este mês em Tóquio. Em setembro vai para São Francisco, na Califórnia, e em seguida para a Austrália. Abaixo, algumas imagens fornecidas pelo PangeaSeed.

 

Fonte: O GLOBO - Blog LáFora por Claudia Sarmento

quarta-feira, 18 de maio de 2011

RJ - Site da Colônia Z-19 no ar!


A Colônia de Pescadores Z-19 de Campos dos Goytacazes sediada em Farol de São Tomé agora tem um site:


A colônia que possui entre seus filiados pescadores de águas interiores e de mar, estes principalmente voltados a captura de camarão (sete-barbas, santana, barba russa e VG) está também reformando a sede através do Projeto de Educação Ambiental PEA-OGX da bacia de Campos. Este trabalho pode ser acompanhado através do blog do projeto:



quinta-feira, 5 de maio de 2011

RJ - Regras de uso e gestão do caminhão transportador de pescado de Macaé


Como parte das atividades do Programa de Educação Ambiental da empresa de petróleo OGX na Bacia de Campos, foi elaborado junto a uma comissão de pescadores locais, as regras de gestão e uso do caminhão adquirido com a verba de compensação a atividade pesqueira de Macaé.

Estas regras foram apresnetadas e aprovadas em uma Assembleia dos Pescadores de Macaé pelo presidente da colônia Z-04 Marcelo Bolinha.

Abaixo copiamos a matéria divulgada no Blog do Projeto:

A pedido do presidente da Colônia de Pescadores de Macaé, Marcelos Dias Madalena, o blog Pesca Artesanal está disponibilizando para leitores e pescadores as Regras de Uso e Gestão do caminhão com baú isotémico, sedido à Colônia Z-03, pela OGX.

A compra do caminhão (feita pela OGX em outubro de 2010) foi o resultado de uma medida de compensação ambiental, exigida pelo IBAMA, que integra o Projeto de Educação Ambiental PEA-OGX. A aquisição do caminhão frigorífico para a Colônia foi o projeto mais votado em assembléia pelos pescadores da região e tem por objetivo falilitar o transporte de pescado no município, evitando a desvalorização dos produtos da pesca por atravessadores.

Para que o caminhão beneficie os pescadores de Macaé, de forma organizada e transparente, a definição e o cumprimento das Regras de Uso e Gestão são essenciais para a sustentabilidade dos serviços gerados pelo caminhão baú. Estas regras foram aprovadas por todos os pescadores que compareceram à assembleia do dia 15 de outubro de 2010.

Dentre os pontos abordados na reunião, foi apresentada uma planilha de custos de manutenção do caminhão, elaborada pela comissão, com o apoio da SOMA, onde ficou estabelecido que o valor de R$ 3,00 (três reais) será cobrado, por tabuleiro, como taxa de manutenção do transporte. Além disso, para utilização do veículo de forma prioritária, é necessário que os pescadores façam um cadastro na Colônia Z-03. Todos os pescadores terão direito de uso dos Bens, porém serão priorizados os pescadores associados à Colônia.

A seguir, o vídeo do Presidente Marcelo, explicando aos participantes da assembleia geral de pescadores, realizada em Barra de Macaé, no dia 15 de outubro de 2010, a importância das Regras de Uso do caminhão frigorífico:






No link abaixo a versão completa das Regras de Uso e Gestão do caminhão:

http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2011/04/regras-de-uso-e-gestao-do-caminhao.html

Fonte :Blog Pesca Artesanal




terça-feira, 19 de abril de 2011

Representação de Classe e Previdência Social



Postado no Blog da Pesca Artesanal (http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/). 

Em Cabo Frio estava sendo ventilado entre os pescadores que quem assumisse a direção da colônia perderia os direitos de segurado especial O que é desmentido pelas informações abaixo:

Participantes de classe associativa não perdem a qualidade de Segurado Especial

Segundo a Lei Federal 8.213, de 24 de julho de 1991, sobre Planos de Benefícios da Previdência Social, participantes de entidade de classe associativa não perdem a qualidade de Segurado Especial. No caso da pesca artesanal, presidentes de Colônias de Pescadores e membros da diretoria não perdem seu direito à obtenção do benefício, garantindo assim o direito à aposentadoria dos representantes de classe. Os Pescadores só perdem o benefício de Segurado Especial, mediante vínculo empregatício em outra categoria profissional.

Confira abaixo, uma compilação do art.11, da Lei 8.213, que especifica a situação do dirigente sindical perante a Previdência Social. Quando a lei fala trabalhador rural, aplica-se também ao pescador artesanal:

Art. 11. (...)
§ 4º O dirigente sindical mantém, durante o exercício do mandato
eletivo, o mesmo enquadramento no Regime Geral de Previdência
Social-RGPS de antes da investidura. (Incluído pela Lei nº 9.528, de 1997)
§ 8o Não descaracteriza a condição de segurado especial: (Incluído
pela Lei nº 11.718, de 2008)
VI – a associação em cooperativa agropecuária.
§ 9o Não é segurado especial o membro de grupo familiar que possuir
outra fonte de rendimento, exceto se decorrente de:
IV – exercício de mandato eletivo de dirigente sindical de organização
da categoria de trabalhadores rurais;
V – exercício de mandato de vere ador do Município em que desenvolve a
atividade rural ou de dirigente de cooperativa rural constituída,
exclusivamente, por segurados especiais, observado o disposto no § 13 do
art. 12 da Lei no 8.212, de 24 de julho de 1991; (Incluído pela Lei nº
11.718, de 2008)

Confira abaixo a compilação da Lei 8.213, do site da Presidência da República:
http://www.planalto.gov.br/ccivil/leis/L8213compilado.htm



quarta-feira, 23 de março de 2011

Tsunami - Imagens pelo Japão


Foi criado um Blog que está recolhendo trabalhos artisticos sobre o desastre, como os apresentado abaixo, para posteriormente serem vendidas (as 50 melhores) em um evento no dia 30 de abril.

















O dinheiro arrecadado será enviado a uma entidade de ajuda humanitário no Japão.

Mais imagens: http://cfsl.net/tsunami/

Fonte: O GLOBO



segunda-feira, 21 de março de 2011

Seminário PEA- OGX


Neste último final de semana tive o privilégio de participar do Seminário do PEA da OGX na Bacia de Campos.

Foi um encontro especial entre entidades de pesca e pescadores voluntários dos 8 municípios da área de infuência das atividades da OGX na Bacia de Campos.

http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2011/03/o-seminario-pea-ogx-foi-um-sucesso.html

No blog acima é possivel também acompanhar cada um dos 8 projetos que vem sendo realizados com muita dedicação por todos que dele fazem parte.

Fonte: Blog Pesca Artesanal (PEA-OGX)

quarta-feira, 2 de março de 2011

O papel das Cooperativas de Pesca


Cada vez mais, o trabalho em grupo baseado na união de pessoas em prol de um objetivo comum é fundamental para o fortalecimento de gente da classe trabalhadora. Quando esse objetivo comum for uma atividade econômica, a cooperativa é uma boa opção para reunir um grupo voluntário. Com o mesmo interesse, sem fins lucrativos, cada indivíduo contribui com bens em forma de produtos ou serviços para o fortalecimento da organização dos participantes.

O cooperativismo na pesca tem como alvo organizar a produção e comercialização dos pescadores. Ele serve também para a conscientização política e social da classe pesqueira, através de uma gestão organizada e transparente. Desta forma, o papel das cooperativas é de organizar economicamente a classe, suprindo os elos da cadeia produtiva da pesca e aumentando as oportunidades de geração de renda e trabalho para os pescadores e seus familiares. Para isso, uma entidade com cooperados é essencial para que os pescadores busquem um preço justo pelo pescado que capturam, crescendo profissionalmente e adquirindo maior valor e poder aquisitivo.

Outra vantagem de uma cooperativa de produção pesqueira é a possibilidade de melhoramento da estrutura física de apoio como locais de desembarque, fábricas de gelo, câmaras de armazenamento e estocagem, caminhões frigoríficos, etc. A exemplo disso, a cooperativa de São Sebastião (SP) teve seu espaço físico cedido pela prefeitura do município, em regime de comodato, válido por cinco anos. Isto permitiu que a cooperativa realizasse outros investimentos e benefícios para os associados como a venda direta com qualidade ao consumidor e ao CEASA, realização de cursos e a segurança de preços mais justos dentro da cadeia produtiva.

A Cooperostra de Cananéia, no Estado de São Paulo, é outra entidade de referência por seus 13 anos de atuação no cooperativismo. Através de organização, diálogo e muito empenho dos pescadores associados, a Cooperostra conseguiu valorizar o preço da ostra, do pescado e do marisco na região, expandindo sua clientela a outros municípios como São Paulo e Baixada Santista.

A contrapartida dos pescadores é muito trabalho de organização voluntário no começo, paciência com quem pensa diferente, criação de regras e objetivos comuns, além de desenvolver a confiança e os mecanismos de controle para que tudo ande bem.

Para informações sobre cooperativismo no Brasil, clique nos links abaixo:
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/dipj/2005/pergresp2005/pr634a646.htm
http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/que-negocio-abrir/tipos/cooperativas/integra_bia?ident_unico=844

Abaixo, informações sobre as cooperativas de pesca de Vila Velha e São Sebastião:
http://www.coopeves.coop.br/cooperativa.html
http://www.portaldesaosebastiao.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=734&Itemid=48

Confira a seguir a matéria sobre o Cooperostra no Jornal Rede de Notícias:
http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2010/07/rede-de-noticias-julho.html

Fonte: Blog Pesca Artesanal na Bacia de Campos (http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/)


As postagens mais populares da última semana: