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segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Santa Catarina regularizará suas fazendas marinhas
Santa Catarina será o primeiro Estado do país a ter seus parques marinhos oficialmente regularizados. São 826 maricultores artesanais de 12 municípios que terão áreas de cultivo organizadas este ano. O cercamento das áreas licitadas pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e concedidas aos produtores de moluscos começou na semana passada e deve ser concluído até fevereiro de 2016.
O processo começou em 2004 e agora está com a documentação pronta.
A concessão das áreas, de 10 mil m² para cada profissional, vale por 20 anos.
Após a conclusão da demarcação, os produtores terão entre um e três anos para efetivar o trabalho nas fazendas marinhas.
A licença, que deve ser renovada a cada quatro anos, vale apenas para a produção de moluscos: ostra, vieira e marisco. A área será exclusiva para a maricultura. Não é permitido barcos de pesca, nem passeios de turismo náutico.
Fonte: RIC Mais
terça-feira, 2 de junho de 2015
Câmara dos Deputados rejeita liberação de pesca artesanal na Estação de Tamoios
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados rejeitou, na quarta-feira (27), o Projeto de Lei 4119/12, que libera a pesca artesanal na Estação Ecológica de Tamoios, nos municípios de Angra dos Reis e Parati (RJ). Como tramita em caráter conclusivo e foi rejeitado pela única comissão que analisaria seu mérito, o texto será arquivado, exceto se houver recurso.
De acordo com o autor da proposta, deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), a demarcação da estação ecológica foi feita sem estudo técnico-científico e consulta aos moradores da região, em prejuízo a mais de 15 mil moradores da Costa Verde (Angra-Paraty), que praticam a pesca amadora, o comércio artesanal e alugam moradias para turistas.
A Comissão de Meio Ambiente, no entanto, seguiu o voto do relator, deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), pela rejeição da matéria. Segundo ele, o extrativismo dentro de estações ecológicas contraria a Lei 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.
Daniel Coelho acrescentou que a Estação Ecológica de Tamoios foi criada em 1990 pelo Decreto 98.864, como unidade de conservação federal de proteção integral. A área inclui 29 ilhas, lajes e rochedos e seus respectivos entornos marinhos com raio de 1 km, representando 4% da Baía da Ilha Grande.
“O conflito entre a conservação e o uso econômico da biodiversidade deve ser gerenciado em um contexto mais amplo que apenas as 29 ilhas da estação”, argumentou o relator. Na opinião dele, para solucionar a questão, ele sugere negociação entre o poder público e os moradores da região que vise a preservar os criadouros naturais e a garantir o repovoamento pesqueiro.
Alternativa
Como alternativa à pesca proibida, Coelho cita a maricultura (cultivo de organismos vivos na água salgada) que pode ser realizada na Baía da Ilha Grande sem necessidade de usar as áreas protegidas. Conforme o deputado, o Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande distribui, há duas décadas, vieiras (moluscos naturais da costa brasileira) jovens como medida de expandir seu cultivo na baía.
A comissão também rejeitou o PL 4196/12, que tramita apensado ao PL 4119/12 e libera o tráfego de embarcações particulares, a pesca artesanal e a utilização das praias, por banhistas, na Estação Ecológica de Tamoios. Conforme o relator, a geografia da unidade de conservação é fragmentada, com suas ilhas distribuídas pela Baía da Ilha Grande, e já não existe impedimento legal ao tráfego de embarcações no espaço entre ilhas, exceto no raio de 1 km que as circunda.
Íntegra da proposta:
PL-4119/2012
PL-4196/2012
Fonte: Agência Câmara Notícias
Para saber mais:
Estação Ecológica de Tamoios:
A ESEC Tamoios é uma Unidade de Conservação federal de proteção integral, criada em 1990, como contrapartida da implantação das Usinas Nucleares de Angra 1, 2 e 3, com o objetivo de preservar o riquíssimo ecossistema insular e marinho da Baía da Ilha Grande e permitir o monitoramento de sua qualidade ambiental.
Criada pelo Decreto nº 98.864, de 23 de janeiro de 1990, com o objetivos de proteção integral para a realização de pesquisa e monitoramento dos ambientes marinhos e das ilhas da Baía da Ilha Grande, a ESEC Tamoios está localizada entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty. Sua área inclui 29 ilhas lajes e rochedos e seus respectivos entornos marinhos com raio de 1km, representando 4% da Baía da Ilha Grande.
Para garantir que os objetivos da Unidade sejam cumpridos, as seguintes atividades são proibidas dentro dos limites da Estação Ecológica:
Desembarcar
Mergulhar
Pescar
Fundear
Construir
Fonte e imagem: ICMBio
De acordo com o autor da proposta, deputado Felipe Bornier (PSD-RJ), a demarcação da estação ecológica foi feita sem estudo técnico-científico e consulta aos moradores da região, em prejuízo a mais de 15 mil moradores da Costa Verde (Angra-Paraty), que praticam a pesca amadora, o comércio artesanal e alugam moradias para turistas.
A Comissão de Meio Ambiente, no entanto, seguiu o voto do relator, deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), pela rejeição da matéria. Segundo ele, o extrativismo dentro de estações ecológicas contraria a Lei 9.985/00, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza.
Daniel Coelho acrescentou que a Estação Ecológica de Tamoios foi criada em 1990 pelo Decreto 98.864, como unidade de conservação federal de proteção integral. A área inclui 29 ilhas, lajes e rochedos e seus respectivos entornos marinhos com raio de 1 km, representando 4% da Baía da Ilha Grande.
“O conflito entre a conservação e o uso econômico da biodiversidade deve ser gerenciado em um contexto mais amplo que apenas as 29 ilhas da estação”, argumentou o relator. Na opinião dele, para solucionar a questão, ele sugere negociação entre o poder público e os moradores da região que vise a preservar os criadouros naturais e a garantir o repovoamento pesqueiro.
Alternativa
Como alternativa à pesca proibida, Coelho cita a maricultura (cultivo de organismos vivos na água salgada) que pode ser realizada na Baía da Ilha Grande sem necessidade de usar as áreas protegidas. Conforme o deputado, o Instituto de Ecodesenvolvimento da Baía da Ilha Grande distribui, há duas décadas, vieiras (moluscos naturais da costa brasileira) jovens como medida de expandir seu cultivo na baía.
A comissão também rejeitou o PL 4196/12, que tramita apensado ao PL 4119/12 e libera o tráfego de embarcações particulares, a pesca artesanal e a utilização das praias, por banhistas, na Estação Ecológica de Tamoios. Conforme o relator, a geografia da unidade de conservação é fragmentada, com suas ilhas distribuídas pela Baía da Ilha Grande, e já não existe impedimento legal ao tráfego de embarcações no espaço entre ilhas, exceto no raio de 1 km que as circunda.
Íntegra da proposta:
PL-4119/2012
PL-4196/2012
Fonte: Agência Câmara Notícias
Para saber mais:
Estação Ecológica de Tamoios:
A ESEC Tamoios é uma Unidade de Conservação federal de proteção integral, criada em 1990, como contrapartida da implantação das Usinas Nucleares de Angra 1, 2 e 3, com o objetivo de preservar o riquíssimo ecossistema insular e marinho da Baía da Ilha Grande e permitir o monitoramento de sua qualidade ambiental.
Criada pelo Decreto nº 98.864, de 23 de janeiro de 1990, com o objetivos de proteção integral para a realização de pesquisa e monitoramento dos ambientes marinhos e das ilhas da Baía da Ilha Grande, a ESEC Tamoios está localizada entre os municípios de Angra dos Reis e Paraty. Sua área inclui 29 ilhas lajes e rochedos e seus respectivos entornos marinhos com raio de 1km, representando 4% da Baía da Ilha Grande.
Para garantir que os objetivos da Unidade sejam cumpridos, as seguintes atividades são proibidas dentro dos limites da Estação Ecológica:
Desembarcar
Mergulhar
Pescar
Fundear
Construir
Fonte e imagem: ICMBio
sexta-feira, 3 de maio de 2013
quinta-feira, 18 de abril de 2013
Maricultores de Florianópolis aceitam proposta de indenização
Os maricultores afetados pelo embargo desde janeiro deste ano no Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, aceitaram nesta quarta-feira, dia 17, a proposta para o ressarcimento dos equipamentos para produção de ostras, feita pela Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca. O pagamento da indenização terá base nas declarações de produção de cada maricultor e estabelece o preço de R$ 0,88 a dúzia de ostras e R$ 0,21 o quilo de mexilhão.
Para o secretário João Rodrigues, a comercialização e o consumo de ostra, marisco e berbigão deve normalizar nas próximas semanas. "O desembargo é a prova de que os produtos cultivados na Baía Sul estão aptos para o consumo. Além disso, as outras áreas de produção do litoral de Santa Catarina continuam comercializando e mantendo a excelência da maricultura catarinense", afirma. Somente em Florianópolis, há 88 maricultores e na área embargada atuavam 27 deles.
A reunião, realizada na sede da Secretaria da Agricultura e da Pesca, ocorreu após o anúncio feito pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), que desembargou a área da Praia da Mutuca, no bairro da Tapera e Ribeirão da Ilha, na última segunda-feira, dia 15. A previsão é de que o pagamento ocorra em no máximo 15 dias.
Na próxima semana será pago pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) aos maricultores o valor proporcional dos 60 dias de atraso na produção. Quanto a indenização referente aos materiais aos produtores de berbigão, foi acertado que ela ocorrerá dentro de um programa social envolvendo a Celesc e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que contempla todos os envolvidos. "O pessoal do berbigão aceitou esperar um pouco mais para receber. O levantamento do material está sendo feito, assim como se planeja fazer uma socialização do espaço", destacou o chefe de gabinete da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Leonardo Silvano. Ainda nesta semana os produtores de berbigão vão receber a segunda indenização de ajuda de custo referente ao período de 60 dias.
Fonte: Economia SC
Para o secretário João Rodrigues, a comercialização e o consumo de ostra, marisco e berbigão deve normalizar nas próximas semanas. "O desembargo é a prova de que os produtos cultivados na Baía Sul estão aptos para o consumo. Além disso, as outras áreas de produção do litoral de Santa Catarina continuam comercializando e mantendo a excelência da maricultura catarinense", afirma. Somente em Florianópolis, há 88 maricultores e na área embargada atuavam 27 deles.
A reunião, realizada na sede da Secretaria da Agricultura e da Pesca, ocorreu após o anúncio feito pela Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma), que desembargou a área da Praia da Mutuca, no bairro da Tapera e Ribeirão da Ilha, na última segunda-feira, dia 15. A previsão é de que o pagamento ocorra em no máximo 15 dias.
Na próxima semana será pago pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) aos maricultores o valor proporcional dos 60 dias de atraso na produção. Quanto a indenização referente aos materiais aos produtores de berbigão, foi acertado que ela ocorrerá dentro de um programa social envolvendo a Celesc e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que contempla todos os envolvidos. "O pessoal do berbigão aceitou esperar um pouco mais para receber. O levantamento do material está sendo feito, assim como se planeja fazer uma socialização do espaço", destacou o chefe de gabinete da Secretaria da Agricultura e da Pesca, Leonardo Silvano. Ainda nesta semana os produtores de berbigão vão receber a segunda indenização de ajuda de custo referente ao período de 60 dias.
Fonte: Economia SC
quinta-feira, 21 de março de 2013
Embargo da maricultura do Sul da Ilha, em Florianópolis, ainda não tem data para terminar
Não está fácil para os maricultures da região do Sul da Ilha, em Florianópolis, continuarem trabalhando para manter a produção sem ter a certeza de poder comercializar os produtos. É que não existe uma data prevista para a revogação do embargo de 730 hectares entre o Ribeirão da Ilha e a Tapera.
Já são dois meses e meio de monitoramento desde que vazou óleo de uma subestação da Celesc. A empresa está executando o desvio do canal de drenagem para evitar o avanço do produto. Novas mostras de água, solo e moluscos foram coletados em 30 pontos e o laudo deve sair em 10 dias.
De acordo com a Celesc, não será possível cumprir o prazo de 30 dias dado pelo Ministério Público Federal para descontaminar a água. A partir da semana que vem começam os serviços para a retirada de material da área atingida. A expectativa da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) é receber da Celesc na semana que vem o plano de recuperação ambiental da região.
Fonte: RIC Mais
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Indenização de R$ 1,2 milhão será paga aos Maricultores do Sul da Ilha
O pagamento aos Maricultores afetados pelo vazamento de óleo no Sul da
Ilha será feito na próxima quarta-feira, dia 20 de fevereiro. A
demonstração de qual metodologia técnica foi utilizada pela Empresa de
Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina foi apresentado
hoje e os valores foram aprovados pelos maricultores. Foram 27 áreas
afetadas, que receberão mais de R$ 1,2 milhão de reais. O dinheiro será
pago pela Celesc.
Os produtores de berbigão também serão beneficiados, mas saberão os valores somente na próxima quinta-feira, às 10h. O levantamento foi realizado a partir de declarações de 27 maricultores avaliando os prejuízos na produção e comercialização de ostra e berbigão. Para analisar a viabilidade técnica do que foi declarado, a Epagri realizou visitas para identificar os produtores e estimar a produção de moluscos retida na água da área embargada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), localizada entre a Tapera e o Ribeirão da Ilha.
>>Leia um pouco mais sobre o vazamento
Os produtores de berbigão também serão beneficiados, mas saberão os valores somente na próxima quinta-feira, às 10h. O levantamento foi realizado a partir de declarações de 27 maricultores avaliando os prejuízos na produção e comercialização de ostra e berbigão. Para analisar a viabilidade técnica do que foi declarado, a Epagri realizou visitas para identificar os produtores e estimar a produção de moluscos retida na água da área embargada pela Fundação do Meio Ambiente (Fatma), localizada entre a Tapera e o Ribeirão da Ilha.
>>Leia um pouco mais sobre o vazamento
Fonte: DIÁRIO CATARINENSE
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Justiça determina ampliação do embargo à maricultura na Grande Florianópolis
A Justiça Federal determinou à Fatma que amplie para toda região da Grande Florianópolis o embargo que até então compreendia apenas a área onde ocorreu o vazamento de óleo tóxico na subestação desativada da Celesc no sul da Ilha.
A decisão inclui a Capital e os municípios de Palhoça, São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos. A medida deve vigorar até que seja feito um diagnóstico preciso sobre a contaminação do local e os impactos. A retirada do óleo tóxico que deveria ser feita pela Celesc na sexta-feira passada foi adiada.
Fonte: RICTV
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Maricultura é liberada na Grande Florianópolis
Entidades ambientais, juntamente com os representantes do Ministério Público Federal (MPF), dos maricultores, da União e da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri) assinaram um acordo sobre a maricultura no estado.
O documento foi divulgado nesta terça-feira (22) pela Justiça Federal. Ele havia sido homologado na segunda (21) durante audiência de reconciliação entre as partes envolvidas na ação civil pública que resultou no embargo à maricultura no Sul da Ilha de Santa Catarina.
Saiba mais:
- Justiça decide por manter embargo à maricultura apenas no Sul da Ilha
- Ibama multa Celesc em R$ 50 milhões por vazamento de óleo
- Juiz designa audiência de conciliação sobre embargo à maricultura em SC
Entre as seis propostas assinadas está a construção de um banco de dados para tornar disponíveis informações técnicas relacionadas a cada área de cultivo, como a localização, cadastro dos maricultores e dados do monitoramento. Também foi concordado que, até o final de 2014, deverá estar concluída uma realocação de cultivos para novas áreas, ficando proibida a exploração dos lugares antes ocupados.
A Federação das Empresas de Aquicultura e a Associação Catarinense de Aquicultura ficarão encarregadas de fiscalizar a retirada de todo o material relacionado aos antigo cultivos. Caberá à Fundação do Meio Ambiente emitir um laudo que ateste a recuperação ambiental da área.
Vazamento ocorreu na Tapera, no Sul da Ilha (Foto: Naim Campos/ RBS TV)
Outra proposta determina que informações de todos os processos de licenciamento, cessão e licitação das atividades de maricultura sejam disponibilizadas na página na internet de cada entidade envolvida. A quarta proposição delibera que nenhuma área aquícola seja licitada fora dos limites dos parques aquícolas que já obtiveram pareceres favoráveis das autoridades ambientais.
A quinta, que o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) seja previamente consultado quanto às Unidades de Conservação Federal. A última, que as entidades públicas competentes envolvidas no licenciamento se comprometem a buscar alternativas para a inclusão de exames sobre metais pesados e produtos orgânicos persistentes no atual sistema de monitoramento e possuem um prazo de 60 dias para informar a viabilidade técnica e financeira da demanda.
Na mesma audiência de reconciliação, a Justiça Federal decidiu por revogar a decisão do embargo à maricultura na Grande Florianópolis e determinou que a proibição seja efetuada apenas em parte do Sul da Ilha. A determinação da paralisação temporária das atividades da maricultura na área foi motivada pelo vazamento de 12 mil litros de óleo ocorrido no bairro Tapera.
Fonte: G1
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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
SC - Maricultores esperam revogar a suspensão da atividade
Semana passada, motivado por um vazamento de óleo, o Ministério Público Federal suspendeu a produção na Grande Florianópolis
Desde a última quarta-feira (16/1), por uma determinação do Ministério Público Federal, estão suspensas todas as atividades ligadas à prática da maricultura na Grande Florianópolis (SC). O embargo afeta os os municípios de Palhoça, São José, Biguaçu e Governador Celso Ramos, principais áreas produtoras do Estado, que concentra 95% da produção brasileira de moluscos sobretudo ostras, mexilhões e vieiras.
A liminar foi motivada por uma ação civil pública que questiona a o órgão estadual Fatma (Fundação do Meio Ambiente), responsável pelo licenciamento ambiental da atividade. De acordo com o texto da ação, a suspensão imediata exige que o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais renováveis) passe a fazer o Estudo de Impacto Ambiental (EIA). O órgão federal seria o mais apropriado para avaliar as consequências de uma atividade que cresce ano após ano.
A ação já tinha sido indeferida em outubro do ano passado por falta de provas. Neste ano, um vazamento de óleo de uma estação abandonada da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), no sul da Ilha de Santa Catarina, motivou novo pedido de suspensão. “Venho recebendo denúncias das comunidades desde 2009 relatando irregularidades na maricultura”, afirma o promotor da República Eduardo Barragan, que atua na área de crimes ambientais no Estado. “Quando tomei conhecimento do derramamento de óleo, juntei mais informações para reiterar. O novo juiz decidiu então conceder a suspensão do licenciamento feito pela Fatma e determinar o início do procedimento tocado pelo Ibama”, explica o procurador.
De acordo com a imprensa local, foram derramados 12 mil litros de um óleo. O vazamento teria comprometido 730 hectares de mar “A maricultura pode ter sido contaminada”, alerta o procurador. Hoje, a região abriga 28 fazendas marinhas que produzem 2200 toneladas de ostras, o que equivale a mais de 96% da produção do molusco no estado, segundo dados de 2011 do Cedap-SC (Centro de Desenvolvimento em Aquicultura e Pesca).
Maricultores
Para André Luis Novaes, especialista em regularização de cultivo de maricultura e engenheiro agrônomo do Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), a medida é extremada e não se justifica. “Fizeram uma série de afirmações sem embasamento científico. A situação entre os produtores está caótica, nós, técnicos, sabemos que um relatório de impactos do Ibama não se faz de uma hora para outra, vai prejudicar a safra”, afirma. Novaes destaca o peso que a medida infligirá na vida dos produtores que atuam na região embargada, acima de tudo porque se trata de cultivos familiares. “São 500 famílias, para cada família mais 10 empregados. Qual será o prejuízo deles? Qual será o prejuízo dos restaurantes e dos exportadores?”, questiona. De acordo com o Cedap, em 2011 a atividade movimentou mais de 43 milhões de reais no estado. Os maricultores “ainda estão em estado de choque”, conforme descreve Vinicius Ramos, produtor de moluscos há 11 anos. “Nos reunimos todos os dias procurando formas de reverter a situação. A liminar, além de não deixar vender, não nos deixa nem trabalhar. A produção está na água mas não podemos mexer”, informa. “Estamos apavorados e assustados”.
Proprietário de uma fazenda marinha em Ribeirão da Ilha, bairro afetado pelo vazamento de óleo, Vinicius não sabe o que esperar do futuro. “Existe a possibilidade de extinção da profissão, porque o estudo leva anos. Se ficarmos sem trabalhar todo esse tempo, a profissão está acabada, tudo que está na água vai ser perdido”, lamenta. Ele tem oito funcionários com carteira assinada, e 38 clientes pararam de ser atendidos em uma região que reúne mais de 180 produtores. “Estamos apostando todas as fichas para derrubar esta liminar. Cada hora que passa o negócio fica pior”, diz Vinicius.
Na sexta-feira (19/1), a Associação Catarinense de Aquicultura e a Federação das Empresas de Aquicultura disse que ia entrar com uma petição junto à Justiça Federal para ser incluída na ação. A Secretaria de Agricultura e Pesca do Estado também já tinha anunciado que iria recorrer da decisão.
Impactos
A ação civil pública diz que o cultivo de moluscos contribui para a eliminação de espécies animais da região, além de causar problemas ao trânsito aquaviário e à pesca artesanal. Além disso, segundo a denúncia, a atividade causa poluição visual pelos aparatos utilizados na produção e os excrementos dos moluscos têm assoreado as praias, transformando o fundo, antes arenoso e límpido, em matéria lodosa e fétida.
A presidente da Sociedade Amigos da Barra do Sul (bairro que fica no sul da Ilha), Maristela Daros, principal relatora das denúncias feitas pelas comunidades locais ao procurador, diz que os moradores estão preocupados com o assoreamento. “Não somos contrários à criação, nossa preocupação é o crescimento desenfreado, desordenado e sem controle”, afirma.
Segundo o engenheiro químico e ambientalista focado em sustentabilidade, Pedro Springmann, a falta de um estudo aprofundado pode comprometer a integridade futura do negócio. “O estudo simplificado pode ser feito em atividades pouco impactantes, como era a maricultura no princípio. Mas estamos falando de milhões de ostras”, diz. Estima-se que as ostras liberem 2 gramas de excrementos por dia. O relatório do Cedap de 2011 informou que foram produzidas mais de 2 milhões de ostras no período em todo o estado.
Springmann defende que, apesar dos riscos causados ao ambiente pelo cultivo de moluscos, a liminar causará um impacto profundo entre os produtores, e põe em cheque sua eficácia. “Não sei se a decisão de parar tudo até fazer o estudo é a mais acertada. De repente impedir que o cultivo cresça no ritmo que vem crescendo seja melhor que travar toda a cadeia produtiva”, especula.
Fonte: Globo Rural
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
SC - Sobre o Cultivo de Ostras
Abaixo matéria convocando para o Festival de Ostras em Ribeirão da Ilha em Florianópolis que ocorreu na semana passada mas que narra de forma interessante o dia dia no cultivo de ostras e as dificuldades de quem ganha a vida nestes cultivos.
A maricultura surgiu para ser mais uma opção para os pescadores ganharem dinheiro, mas acabou virando a principal fonte de renda da região do Ribeirão da Ilha, na Capital. O cultivo no local teve início nos anos 90. A iguaria será a atração principal do Festival de Ostras neste fim de semana.
Fonte: RIC Mais
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
MPF/SC quer que Ibama assuma licenciamento de maricultura
Atividades deverão ser suspensas até que situação seja regularizada
O Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF/SC) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, a fim de fazer com que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assuma, com exclusividade, a responsabilidade pelo licenciamento ambiental de todas as atividades de maricultura no litoral dos municípios de Palhoça, São José, Florianópolis, Biguaçu e Governador Celso Ramos.
A ação foi assinada pelo procurador da República Eduardo Barragan Serôa da Motta e foi proposta contra a União, o Ibama, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) e a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).
A intenção do MPF é excluir a Fatma do processo de licenciamento ambiental e suspender a eficácia de todos os atos administrativos relacionados às atividades de maricultura que, além dela, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e a Epagri expediram até o momento.
O MPF requer a instauração de novo procedimento administrativo de licenciamento ambiental comandado pelo Ibama e que se adote, entre outras medidas, a consulta formal aos gestores das Unidades de Conservação (UCs) federais e municipal potencialmente afetadas pela atividade, ou seja, da APA da Baleia Franca, Resex do Pirajubaé, Esec de Carijós, APA do Anhatomirim, Rebio do Arvoredo e Parque Municipal do Manguezal do Itacorubi.
Além disso, quer a imediata paralisação de todas as atividades, eventualmente em curso, relativas a todos os empreendimentos de maricultura, até que o Ibama assuma efetiva e exclusivamente todos os licenciamentos ambientais. A autarquia federal deverá, ainda, analisar todas as alternativas técnicas e locacionais aos empreendimentos de maricultura, inclusive com a opção legal pela sua não-realização.
Outro pedido é para que se promova ao menos duas audiências públicas em cada uma das localidades em que há comunidades afetadas. Para tanto, deverá ser realizado diagnóstico e identificação socioculturais, visto que não há sequer estudos para identificar cada uma das comunidades atingidas negativamente pelos empreendimentos. Nas audiências públicas, que deverão ser feitas no local de acesso mais fácil a cada comunidade afetada, especialmente aos mais pobres, os demandados deverão, inclusive, esclarecer a população sobre a opção legal de não-realização dos empreendimentos.
As atividades de maricultura em Santa Catarina vêm até o momento sendo discutidas, promovidas, licenciadas e executadas sem respaldo em Estudo Prévio de Impacto Ambiental (EIA).
Maricultura - A maricultura ou aquicultura marinha é o cultivo de organismos marinhos, nativos ou exóticos, em seu habitat natural, geralmente com objetivos comerciais. Pode abranger diversas atividades, como, por exemplo, a piscicultura (criação de peixes), a algicultura (cultivo de macro ou microalgas), a malacocultura (cultivo de moluscos, tais como ostras e mexilhões, vieiras e berbigões) e a carcinicultura (criação de camarões, caranguejos e siris).
Quando corretamente planejados e implementados, tais cultivos são excelentes formas sustentáveis, pois a atividade não é predatória, cria empregos e complementa a renda, sobretudo para as comunidades tradicionais no Brasil.
Porém, em Santa Catarina, desde 2009, representantes das comunidades de Naufragados, Caieira da Barra do Sul, Tapera da Barra do Sul e Caiacanga-Açu, localidades situadas ao sul da Ilha de Santa Catarina, em Florianópolis, têm procurado o MPF para revelar suas queixas e temores quanto às atividades de maricultura realizadas na região.
Além de noticiarem que as criações de moluscos têm contribuído para eliminar a bicha-de-casulo, espécie ameaçada de extinção de seu ambiente natural das baías, relataram que vem ocorrendo a poluição visual da paisagem natural pela presença de espinheis (long-lines), e outros petrechos e estruturas de cultivo.
Outro problema apontado é que os excrementos dos moluscos têm assoreado as praias, transformando o fundo límpido e arenoso em matéria lodosa, turva e fétida, comprometendo, assim, a sua balneabilidade e o próprio turismo regional. As representações também questionam problemas gerados ao trânsito aquaviário e às atividades da pesca artesanal.
Na ação, o MPF afirma que estas comunidades vem reclamando a diversos entes públicos, como por exemplo a Epagri, Fatma, Marinha do Brasil e UFSC, no mínimo desde o ano de 1997.
Ação Civil Pública nº 5018535-51.2012.404.7200
Fonte: Ministério Público Federal
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Índice de Saúde dos Oceanos aponta oportunidade de crescimento da maricultura
Considerando aspectos que podem parecer antagônicos, como a exploração comercial e a proteção marinha, o OHI amplia a visão para o que poderia ser um oceano sustentável
Desde 2008, o Greenpeace, ao publicar o estudo “À Deriva - Um Panorama dos Mares Brasileiros”, alerta para o aumento do nível de contaminação dos oceanos com poluentes, a diminuição dos estoques de peixes e o possível colapso de muitas espécies marinhas. Em evidência, os oceanos estiveram em pauta na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, realizada em junho deste ano no Rio de Janeiro. Dois meses após o evento, o secretário-geral da ONU lançou o Pacto dos Oceanos, com objetivos alinhados às definições assumidas na conferência. Ban Ki-moon propôs a formação de um grupo consultivo sobre os oceanos que deverá ser composto por líderes políticos, cientistas, representantes do setor privado e da sociedade civil.
Agora, outra pesquisa vem reforçar a necessidade de olharmos com mais atenção para uma das peças mais importantes dentro do complexo quebra-cabeça do equilíbrio terrestre.
Desenvolvido com a contribuição de mais de 65 especialistas em oceanos, em uma parceria entre as organizações Conservation International, National Geographic Society e New England Aquarium, o Índice de Saúde do Oceano (OHI – Ocean Health Index) amplia a discussão sobre a utilização do habitat marinho pelos seres humanos trazendo uma visão mais completa, que considera aspectos que podem parecer antagônicos, como a exploração para fins comerciais e a proteção das espécies marinhas, mas que fornecem mais elementos para a tomada de decisões sobre como manter ou aumentar os benefícios que os oceanos nos trazem sem comprometer a saúde ou a função das cadeias de vida que neles vivem.
“Pela primeira vez, nós temos uma medida abrangente do que está acontecendo nos nossos oceanos e uma plataforma global a partir da qual podemos avaliar as implicações das ações ou omissões humanas,” afirmou Greg Stone, vice-presidente sênior e cientista-chefe para os Oceanos da Conservation International e coautor do artigo publicado na revista Nature. “Nós reconhecemos que o índice é um pouco audacioso, mas necessário”, completou Ben Halpern, cientista e líder da pesquisa.
Nós e os oceanos
Os oceanos detêm mais de 98% do espaço onde existe vida e 97% da água do planeta, produzem mais da metade do oxigênio na atmosfera e regulam o clima da Terra. Atualmente, mais de 40% da população mundial está em zonas costeiras e possui negócios baseados nos oceanos, contribuindo com mais de 38 milhões de empregos e mais de US$ 3 trilhões por ano para a economia mundial.
À medida que a população mundial cresce de 7 para 9 bilhões (previsão para 2050), as pessoas estão se tornando cada vez mais dependentes dos oceanos para a sua alimentação, subsistência, recreação e sustento. No entanto, aproximadamente 84% das reservas marinhas monitoradas estão completamente exploradas ou até mesmo esgotadas. A capacidade das frotas pesqueiras do mundo é estimada em 2,5 vezes acima dos níveis de pesca sustentáveis.
Para avaliar a saúde dos oceanos, o novo índice OHI combinou cientificamente elementos-chave das dimensões sociais, econômicas, físicas e biológicas dos oceanos, considerando os seres humanos como parte desse ecossistema. Foram definidos dez fatores que reúnem dados que podem ser usados globalmente, regionalmente ou em territórios específicos, no caso de uma baía, por exemplo.
O estudo atribuiu pontuações para os fatores ‘provisão de alimentos’, ‘oportunidades de pesca artesanal’, ‘produtos naturais’, ‘armazenamento de carbono’, ‘proteção costeira’, ‘subsistência e economia’, ‘turismo e recreação’, ‘identidade local’, ‘águas limpas’ e ‘biodiversidade’.
Pesquisadores desenvolveram métodos simples para o cultivo de moluscos gigantes, uma forma de maricultura. (Foto: WorldFish / Conservation International)
Globalmente, a pontuação dos oceanos foi de 60, num total de 100 pontos. A pontuação média combinada do Brasil, considerando todos os fatores, foi de 62,4, o que levou o País à 27ª colocação no ranking mundial, entre 171 países. Quanto menor a pontuação, pior a situação, mostrando que ou não estamos aproveitando os benefícios fornecidos pelos oceanos ou não estamos utilizando esses benefícios de modo sustentável.
Fazendas marítimas
Entre as revelações do OHI, está clara a necessidade de melhorar o gerenciamento da pesca globalmente, mas o estudo também aponta para a oportunidade de se ampliar o cultivo de espécies marinhas por meio da maricultura, criações controladas de peixes, mexilhões, ostras, algas, entre outros, em ambientes aquáticos de água salgada.
De acordo com o Índice de Saúde do Oceano, a maricultura, considerada um subconjunto do item Provisão de Alimentos, recebeu uma das mais baixas pontuações (10 em um total de 100). No índice, a produção por unidade de área é avaliada em comparação ao valor máximo do principal país produtor, a China. “A produção chinesa é muito maior a do que o resto do mundo”, afirma Cristiane Elfes, coautora do OHI e pesquisadora da Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, justificando a escolha do país como referência para maricultura.
Segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas), a prática da maricultura costeira é uma forma de produção nova no Brasil e poderá assumir importância estratégica para a sobrevivência das comunidades litorâneas que começam a se interessar pela inclusão dessa modalidade.
“O Brasil tem produção muito baixa de maricultura. Produz poucas espécies e, em muitos casos, a produção é baixa”, completa a pesquisadora. “Mas está acima da média global em Provisão de Alimentos [com 36 pontos contra 24 pontos da média global], porque muitos países no mundo estão em situação pior, o que não significa que o Brasil esteja bem. É importante lembrar que no OHI usamos dados que cada país relata para a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) e existem incertezas quanto à precisão dessas informações”, afirma Cristiana.
Cultivo sustentável
Apesar do espaço para aumento da maricultura, o desenvolvimento dessa atividade econômica pode pressionar outros componentes do Índice de Saúde do Oceano, como a preservação da biodiversidade e a proteção costeira.
“Para que esse potencial possa se expressar plenamente, há a necessidade de se adotar, cada vez mais, práticas de cultivo ecologicamente sustentáveis, como a diminuição do uso de insumos oriundos da pesca”, afirmam os professores Ronaldo Oliveira Cavalli e Jaime Fernando Ferreira em artigo publicado pela SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência.
A maricultura pode ser extremamente danosa ao meio ambiente quando envolve a alimentação artificial das espécies cultivadas com ração de farinha e óleo de peixe, produzidos a partir de pequenas espécies como a sardinha, fundamentais para a manutenção da cadeia alimentar. Segundo a FAO, mais de 75% da produção de peixe do mundo é destinada ao consumo humano. O resto é, na sua maior parte, processado para farinha e óleo de peixe.
Para os especialistas do Índice de Saúde do Oceano, a sustentabilidade da maricultura pode ser avaliada de duas formas: se o aumento da atividade afeta negativamente outros fatores do índice e também se a pontuação da maricultura se mantém ano após ano.
“O OHI é como um termômetro da saúde do oceano, que nos permitirá determinar como o paciente está indo”, disse o porta-voz da National Geographic, Enric Sala. “O Índice medirá se as nossas políticas estão funcionando ou se precisamos de novas soluções.”.
Fonte: Allianz
terça-feira, 6 de novembro de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Maricultura de Jurujuba recebe área de pesca e para cultivo por 10 anos
O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Habitação e do Instituto de Terras e Cartografia do Estado do Rio (Iterj), entregará na quinta-feira à Associação Livre dos Maricultores de Jurujuba, em Niterói, o termo de cessão de uso da área por 10 anos.
A cessão irá beneficiar cerca de 100 famílias que vivem da criação, beneficiamento e comercialização de mexilhões na área, instalada há 30 anos no local e reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) como comunidade sustentável.
Antes de receberem a titulação de propriedade da associação, 24 famílias que vivem da pesca na comunidade já tinham sido beneficiadas com a regularização de suas moradias em 2007.
“A comunidade vivia em condições precárias, sem expectativas, e hoje está envolvida em um importante projeto sustentável de preservação dos mexilhões. Por isso essa titulação é mais do que merecida”, disse o secretário estadual de Habitação, Rafael Picciani.
Fonte: O Fluminense
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Troca de pesca por ostra quase triplica renda de famílias no Sergipe
A troca da pesca pelo cultivo de ostras foi a forma que pescadores do povoado do Pontal, nas barrancas do Rio Real, fronteira entre Sergipe e Bahia, encontraram para quase triplicar a renda familiar.
Há nove anos, o cultivo de ostras é realizado na região de estuário, de preservação natural permanente e abriga uma vasta área de mangue.
Os produtores são orientados por técnicos ambientais. O cultivo é feito de forma artesanal para não agredir o meio ambiente.
O molusco é colocado em telas chamadas de travesseiros. Depois, vai para uma espécie de mesa que aparece na maré baixa e some na maré alta.
O ciclo da produção é de oito meses a um ano. O ostreicultor Tarcis Eder de Souza foi o primeiro a apostar na nova atividade como alternativa de trabalho para os pescadores da comunidade.
- Eu fiquei sabendo através do jornal e vim para a comunidade para participar de um cultivo, de uma criação, que é uma visão diferente da pesca artesanal.
Mas antes do sonho se concretizar, foi preciso união. Os moradores que vislumbraram na ostra a possibilidade de ganhar dinheiro tiveram de se organizar.
Para aprender o manejo, buscaram a ajuda no Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). Carlos Alberto Santos foi um dos pescadores que acreditaram na ideia e não se arrepende:
- Melhora muito a renda da pessoa. Tem mês que tiro R$ 600, R$ 700. Eu vivia com R$ 250 há uns anos atrás. Consegui fazer minha casinha, comprei meu barquinho. Pra quem não tinha nada...
Atualmente, seis famílias garantem o sustento com a criação de ostras. Foi através do projeto que aprenderam técnicas de produção, controle de qualidade, além da criação de estruturas associativistas para a comercialização do produto.
Por mês, os ostreicultores chegam a produzir três mil unidades do molusco, que já tem destino certo.
Com a liberação da licença ambiental, os trabalhadores poderão fazer empréstimos em bancos para investir ainda mais no projeto.
Fonte: R7
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
PR - Pescadores preparam venda de primeiro lote de ostras
O projeto começou a ser concebido há cerca de cinco anos. Os primeiros cultivos estão nas comunidades Maciel, em Pontal do Paraná, e Ponta Oeste, na Ilha do Mel, áreas que estão em acordo com a legislação federal para o uso de águas sob o domínio da União e obedecem aos critérios de sustentabilidade ambiental, social e econômica.
O projeto foi desenvolvido pela Emater-PR e, para Ortigara, mostra que é possível superar dificuldades e garantir uma vida melhor para as comunidades. Ele elogiou o esforço de todos que se empenharam na construção de soluções novas para oferecer alternativas de renda e qualidade para os pescadores que já não conseguem tirar da pesca artesanal o sustento de suas famílias. Garantiu que a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento dará todo o respaldo necessário para complementar e expandir o projeto de maricultura, assim que a Secretaria da Ciência e Tecnologia referendar uma metodologia de produção bem-sucedida.
Para o diretor do Instituto Emater-PR, Rubens Niederheitmann, o trabalho desenvolvido pela Emater no Litoral do Paraná representa uma passagem dos pescadores artesanais à condição de produtores profissionais. “Eles deixam de atuar de forma aventureira, dependendo de clima, para ter uma atividade organizada, planejada, com perspectiva de melhoria de renda”, disse.
Segundo Niederheitmann, a Emater está seguindo a orientação do governador Beto Richa e do secretário Norberto Ortigara, que é atender as necessidades do produtor rural ou pescador que precisam de mais renda, de mais qualidade de vida, conforto, saúde, acesso à educação, contribuindo, ao mesmo tempo, para a preservação do meio ambiente.
Niederheitmann também elogiou o trabalho dos técnicos, que conseguiram superar as dificuldades iniciais. “Esse trabalho no Litoral é o embrião de outros projetos da Emater para a região litorânea do Paraná nos próximos anos”, afirmou.
A presidente da Associação de Nativos e Pescadores da Ilha do Mel, Dircéia Pereira de Souza, está entusiasmada com o projeto. Ela cultiva uma área de 1,58 ha com ostras e está dependendo de licença ambiental para o cultivo de mais dois hectares com mexilhão.
Dentro de dois a três meses, Dircéia fará a primeira venda da produção. “Agora estamos com uma expectativa de vida melhor”, afirmou.
PROJETO – O projeto de maricultura foi elaborado em 2005 pela Emater-PR, que em seguida encaminhou para aprovação do Ministério da Pesca e Aquicultura 25 áreas de interesse dos pescadores artesanais, das quais 22 áreas indicadas para o cultivo de ostras, uma para o cultivo de mexilhão e outras duas áreas visando a produção de camarão para isca viva.
Em abril deste ano, o governo federal autorizou 11 projetos que estão beneficiando 101 famílias de Guaraqueçaba, Paranaguá, Pontal do Paraná e Guaratuba. As famílias receberam autorização para o cultivo de ostra nativa e a outorga para o uso das águas tem validade de 20 anos. Na comunidade Maciel existem 15 famílias integrando o projeto e na Ponta Oeste outras 10.
Segundo o coordenador estadual do projeto de aquicultura e pesca, da Emater, Luiz Danilo Muehlmann, há pelo menos 20 anos os pescadores da região investem no cultivo de ostras, mas de forma clandestina. “Eles vinham trabalhando numa condição de extrema vulnerabilidade, sujeitos à ação de vândalos, à autuação dos órgãos de fiscalização ambientais, sem acesso aos benefícios de programas oficiais (principalmente ao crédito) e com a profissão não reconhecida pelo órgão de seguridade social”, relata.
Cada família recebeu a autorização para explorar 1.600 metros quadrados de lâmina de água, área suficiente para a instalação de duas “long-lines” (linhas de bóias), de 100 metros lineares cada uma, que mantêm suspensas ao todo 200 lanternas, espécie de abrigo para o molusco. A Emater estima que cada pescador nessas condições poderá produzir em média 3,5 mil dúzias de ostras por ano, com obtenção de uma renda média mensal de dois salários mínimos.
Na fase inicial, as famílias estão recebendo apoio dos órgãos de governo. A Emater está encarregada de prestar assistência técnica. A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, por meio de convênio com a Fundação Terra, assegura o repasse de recursos para a instalação de pelo menos um “long-line” por família (metade da estrutura necessária). Os pescadores têm o compromisso de, em três anos, concluir por conta própria a implantação da outra “long-line”.
Como contrapartida aos benefícios públicos recebidos, cada família atendida deve permitir o uso das áreas exploradas para a capacitação de outros criadores e diariamente avaliar e fazer o registro das condições da água no local de cultivo (temperatura, turbidez), anotar as horas trabalhadas no manejo das criações e contabilizar as receitas e despesas auferidas. Além disso, a cada 15 dias, o pescador ajuda o técnico da Emater na avaliação de parâmetros como salinidade, ph e oxigênio da água. “As informações coletadas devem contribuir, depois, para a definição de um padrão tecnológico de cultivo de ostras para a região”, explica Danilo.
A REALIDADE – O Litoral tem cerca de 6 mil pescadores, a maioria vivendo da pesca artesanal. A Emater atende em torno de 1,5 mil destes trabalhadores todo o ano, através de visitas ou com a realização de eventos técnicos como encontros, reuniões e cursos.
Segundo Astrogildo José Gomes de Melo, engenheiro de pesca da Emater, em Paranaguá, todas essas famílias hoje vivem em situação de vulnerabilidade social e econômica. “Isso porque os estoques de pescados estão no limite. “E não adianta melhorar a tecnologia de captura. Então, é urgente a busca de novas alternativas de geração de renda, a exemplo do cultivo de ostras”, analisa.
Ainda segundo o extensionista, as famílias que atualmente dependem da sorte na captura dos peixes terão a garantia de uma receita constante durante o ano todo. Também deve diminuir a pressão sobre os estoques pesqueiros, fator importante para a manutenção do equilíbrio deste ambiente marinho.
“Hoje existe uma grande dose de aventura e insegurança na obtenção da receita por parte dos pescadores. Depende da localização dos cardumes, do tempo, das condições do mar. Quando este trabalhador entrar para a maricultura vai deixar de ser um aventureiro e se tornar um gerente de sua própria atividade. Poderá programar o seu rendimento”, resume Astrogildo.
Marcos Campos de Oliveira, extensionista que coordena as ações na área de aquicultura e pesca na região de Paranaguá, conta que nos projetos de viabilização econômica dos pescadores artesanais não são admitidos o cultivo de organismos marinhos que não sejam nativos, tanto de ostras, quanto de mexilhões e camarões, futuramente. Nos cultivos de ostras em introdução no momento será utilizada a espécie nativa Crassostrea brasiliana. A escolha deste organismo, explica Oliveira, levou em conta as várias experiências já desenvolvidas na região, com maricultores já instalados e a condução de unidades de observações em parceria com o CPPOM/PUC-PR. “Outro detalhe: como a ostra é um organismo filtrador, se alimenta do que já existe na água, o pescador empreendedor não precisará investir na compra de insumos. Outra grande vantagem”.
Marcos explica que como o sucesso da criação de ostras depende da boa condição ambiental, o produtor passa a ser um fiscal da sociedade, prevenindo e denunciando os casos de poluição do meio ambiente. “O pescador estrativista hoje não está conseguindo fazer seu sucessor da profissão dentro da família, com a maricultura, que dá maior segurança e estabilidade de renda, isso com certeza também poderá mudar”.
PARCERIAS – Universidade Federal do Paraná/Centro de Estudos do Mar, PUC-PR/Centro de Produção e Propagação de Organismos Marinhos de Guaratuba, Ministério da Pesca e Aquicultura, Instituto Ambiental do Paraná, Ibama, Instituto Chico Mendes, Marinha do Brasil, prefeituras e as organizações de representação dos pescadores também foram importantes parceiros do projeto.
Fonte: Agência de Notícias
Foto: SEAB
sábado, 3 de setembro de 2011
RJ: IX Seminário Estadual de Maricultura
Período: 14 a 15/09/2011
Local - Casa da Cultura - Paraty - RJ
PROGRAMAÇÃO:
Dia 14/09/2011
Apresentação do Panorama da Maricultura nos Municípios da Costa Verde e da Região dos Lagos
Palestrantes: Representantes das Associações de Maricultores.
Importância da qualidade da água na maricultura: programa de monitoramento de fazendas marinhas
Marcos Bastos - UERJ
Boas Práticas de Fabricação e processamento de moluscos
Mecanização na maricultura de pequeno porte.
Informações e inscrições: aquicultura@sebraerj.com.br
Apresentação do Panorama da Maricultura nos Municípios da Costa Verde e da Região dos Lagos
Palestrantes: Representantes das Associações de Maricultores.
Políticas públicas do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para fortalecimento da Maricultura no Estado do Rio de Janeiro.
Fábio Expedito dos santos Neto / Rafael Pasin Corrente Rangel Roma- MPA - Brasília
Importância da qualidade da água na maricultura: programa de monitoramento de fazendas marinhas
Marcos Bastos - UERJ
Boas Práticas de Fabricação e processamento de moluscos
Gesilene Mendonça de Oliveira – UFRRJ
Mariluce Coelho – Prefeitura Municipal de Itaguaí
Mecanização na maricultura de pequeno porte.
Alex Alves dos Santos – EPAGRI – Santa Catarina
Luiz Claudio da Silva – Produtor – Santa Catarina
Estratégias para manejo de sementes de moluscos bivalves do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC.
Luiz Claudio da Silva – Produtor – Santa Catarina
Estratégias para manejo de sementes de moluscos bivalves do Laboratório de Moluscos Marinhos da UFSC.
Jaime Fernando Ferreira – LMM- Universidade Federal de Santa Catarina
Dia 15/09/2011
Apresentação dos resultados de engorda e reprodução de Bijupirá em fazenda marinha localizada na Ilha Grande –RJ
Artur Nishioka Rombenso - FURG-RS
Técnicas de produção da Alga Kappaphycus alvarezii
Henrique Geromel de Góes – Sete Ondas Biomar
Renata Perpétuo Reis – Instituto de Pesquisas - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Maricultura no Estado do Rio de Janeiro: programas e projetos.
Apresentações: SEBRAE/RJ; FIPERJ; UERJ; INEA: IED-BIG; UFRJ-Proalga; Prefeitura Municipal de Paraty; Prefeitura Municipal de Angra dos Reis; Prefeitura Municipal de Búzios; Prefeitura Municipal de Itaguaí.
Realização- SEBRAE/RJ e Prefeitura Municipal de Paraty
Dia 15/09/2011
Apresentação dos resultados de engorda e reprodução de Bijupirá em fazenda marinha localizada na Ilha Grande –RJ
Artur Nishioka Rombenso - FURG-RS
Técnicas de produção da Alga Kappaphycus alvarezii
Henrique Geromel de Góes – Sete Ondas Biomar
Renata Perpétuo Reis – Instituto de Pesquisas - Jardim Botânico do Rio de Janeiro
Maricultura no Estado do Rio de Janeiro: programas e projetos.
Apresentações: SEBRAE/RJ; FIPERJ; UERJ; INEA: IED-BIG; UFRJ-Proalga; Prefeitura Municipal de Paraty; Prefeitura Municipal de Angra dos Reis; Prefeitura Municipal de Búzios; Prefeitura Municipal de Itaguaí.
Realização- SEBRAE/RJ e Prefeitura Municipal de Paraty
Parceiros: Prefeitura Municipal de Angra dos Reis; MPA; FIPERJ; UERJ; INEA; AMBIG; AMAPAR; AMAR –Mangaratiba; AMCOVERI
Informações e inscrições: aquicultura@sebraerj.com.br
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
SP - Cultivo de Algas é debatido em reunião do Grupo de Trabalho sobre Maricultura
O grupo trouxe especialistas com diferentes pontos de vista para promover o debate e refletir sobre a atividade. Nesta segunda-feira, 29, cerca de 20 pessoas estiveram presentes na reunião do GT Maricultura e ouviram opiniões do pesquisador Ricardo Pereira, que estuda o cultivo da alga há 15 anos, do maricultor Élder Giraud, representante da Associação dos Pescadores da Enseada (APE), que desenvolve um cultivo experimental em Ubatuba e da representante do Ibama na região, Cristina Cérgole, que trouxe um parecer técnico do IBAMA acerca dos riscos que o cultivo pode trazer.
A Kappaphicus, por ser exótica e ao mesmo tempo interessante comercialmente, tem sido estudada há 15 anos por pesquisadores do Instituto de Pesca (IP). Atualmente o cultivo da alga é permitido apenas nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, entre Sepetiba e Ilhabela. Entretanto, a mesma Instrução Normativa que permite o cultivo, define como “área de exclusão para instalação e ampliação de empreendimentos de cultivo de Kappaphicus alvarezzi nas áreas de Unidades de Conservação que não possuam plano de manejo definido" , como é o caso da APA Marinha LN. No entanto, algumas fazendas marinhas são anteriores à implantação da APA Marinha, em outubro de 2008.
Opiniões diversas Este tipo de alga é matéria-prima para a extração de carragena, uma substância amplamente utilizada na indústria de produtos alimentícios, cosméticos, tintas e diversos outros. Atualmente, o Brasil importa mais de 90% de toda a carragena utilizada no país. Segundo o estudo desenvolvido pelo Instituto de Pesca, a espécie se adaptou bem ao clima brasileiro e tem capacidade para produzir cerca de 10 colheitas por ano, com um rendimento de 80 kg por m2.
O pesquisador Ricardo Pereira argumenta que o cultivo pode ser benéfico para o meio ambiente, além de ser uma opção de renda em um momento em que os estoques pesqueiros estão se esgotando. “Esta é uma boa alternativa para fazermos o uso racional do território marinho. A maricultura exerce menor pressão sobre a fauna, além de ajudar o ambiente a se recuperar, por servir de abrigo para ovos, larvas e formas jovens de peixes e crustáceos, por exemplo.”
Já Cristina Cérgole alertou para a possibilidade de invasão da espécie exótica nos costões do Brasil. “A responsabilidade dos órgãos ambientais em relação a assuntos como este é enorme e por isso, é preciso buscar opiniões diferentes para suscitar a discussão. Há relatos de que alguns países tiveram problemas de caráter invasivo. No Hawaii, por exemplo, o cultivo prejudicou a sobrevivência dos recifes coralinos. Na região sul, o cultivo não foi liberado porque os estudos não apresentaram resultados suficientes para assegurar a segurança ambiental. A viabilidade econômica não pode se sobrepor às questões ambientais, por isto, o debate é tão importante.”
A secretária de Agricultura, Pesca e Abastecimento de Ubatuba, Valéria Gelli, afirma que o projeto experimental de cultivo, entitulado “Bloom” vem sendo desenvolvido desde 2005 e que esperar o plano de manejo da APA Marinha LN, programado para acontecer em 2012, seja um retrocesso para o setor produtivo. “Ao longo de todos esses anos, viemos trabalhando todas as etapas de regulamentação para a Cessão de Uso das Águas da União e atendimento às exigências do Ibama. Agora, estamos em um momento crucial, devido às eleições municipais de 2012. Gostaríamos de encaminhar o cultivo de forma a garantir sua continuidade independente do resultado das eleições.”
A gestora da APA Marinha LN, Lucila Vianna, explica que esta unidade de conservação tem a missão de ordenar o território e todas as atividades desenvolvidas dentro dele. “É um processo difícil, mas que precisa ser feito em algum momento. Esta decisão precisa ser muito bem embasada, por isto este debate. Mesmo que seja liberado o cultivo da alga no território da APA, ele deve ser realizado com muitos cuidados e monitoramento permanente dos impactos da produção a longo prazo. Os critérios para a regulamentação do cultivo dentro da APA Marinha deverão passar pela aprovação da Câmara Temática de Pesca e Maricultura e do Conselho gestor da APA Marinha LN.”
Diante da polêmica, ficou definido que a discussão continua na próxima reunião do GT Maricultura, marcada para o dia 3 de outubro. Até lá, os membros do grupo reunirão argumentos contra e a favor do cultivo para construir uma proposta de regulamentação a ser deliberada pelo Conselho Gestor da APA Marinha LN.
Entidades presentes
Na reunião do dia 29, estiveram presentes representantes da Associação de Maricultura do Estado de São Paulo (Amesp); da APA Marinha LN; da Associação Ambiental Terra Viva (Atevi); do Ibama; do Instituto de Pesca (IP); Associação dos Pescadores e Maricultores da Praia da Cocanha (Mapec); superintendência regional do Ministério de Aquicultura e Pesca; Petrobras; Prefeitura de Ubatuba; Prefeitura de São Sebastião e Associação dos Pescadores da Enseada (APE).
Fonte: Fundação Florestal
Por Aline Rezende
Mais informação sobre cultivo de Kappaphycus no Cardume:
http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/04/rj-cultivo-piloto-de-kappaphycus-em.html
Mais informação sobre cultivo de Kappaphycus no Cardume:
http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/04/rj-cultivo-piloto-de-kappaphycus-em.html
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Sobre o cultivo de robalo
Apreciado pelos consumidores, o peixe é encontrado em todo o litoral brasileiro e também é opção para ser criado em açudes, lagos e represas de água docepor João Mathias | Consultor Vinicius Ronzani Cerqueira
Pesquisas realizadas ao longo dos últimos anos abriram a possibilidade de criação de robalo em cativeiro. As técnicas de reprodução, larvicultura e engorda estão hoje dominadas e permitem incluir a espécie entre as opções da piscicultura comercial. Resistente ao manejo, o robalo é muito versátil, com boa adaptação na fase da engorda a ambientes de água salobra, salgada ou doce.
Pertencentes ao gênero Centropomus, os robalos são peixes de escamas e de água salgada encontrados no litoral do continente americano. Mas eles também vivem em estuários, manguezais e em rios de água doce até vários quilômetros acima da foz, graças à tolerância a variações de salinidade no ambiente aquático. O robalo gosta de nadar em águas calmas, barrentas e sombreadas e de permanecer na parte mais funda do leito dos rios.
De sabor suave e de ótima qualidade, com bons índices de ácidos graxos ômega 3, a carne do robalo tem alto valor comercial e boa demanda no mercado. Branca e leve, a carne do peixe já fazia parte da dieta dos romanos há muitos séculos.
De corpo alongado e comprimido, conferindo-lhe um nado rápido, o robalo se alimenta de crustáceos, como camarões e caranguejos, e de pequenos peixes. No ambiente natural, vive em grandes cardumes quando jovem, mas torna-se solitário ao atingir a idade adulta, formando grupos apenas no período de reprodução. Predador, ataca as presas com voracidade e, por isso, é apreciado na pesca esportiva.
Em criações cujo objetivo é a engorda de alevinos, a dica é deixar a fase de reprodução aos cuidados de especialistas. O processo é complicado e exige experiência e habilidade para lidar com a indução de hormônios nas matrizes.
Onde adquirir: produtores comerciais – Danúbio Aquacultura Ltda., Balneário de Camboriú, SC,sergio@danubioaqua.com.br; e Maricultura Pandini Ltda., São Mateus, ES, juliopandini@hotmail.com; instituições de pesquisa – Laboratório de Piscicultura Marinha, Departamento de Aquicultura do Centro de Ciências Agrárias (CCA), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, tel. (48) 3721-5404, cca@cca.ufsc.br; e Centro de Produção e Propagação de Organismos Marinhos, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (CPPOM-PUCPR), Guaratuba, PR, tel. (41) 3442-1160, ana@baldan.pucpr.br
Mais informações: Cerqueira, V. R. Cultivo do robalo-peva, Centropomus parallelus. In: Baldisserotto, B.; Gomes, L. C. (Org.). Espécies nativas para piscicultura no Brasil. Editora da UFSM, Santa Maria, 2005, v. 1, p. 403-431.www.ufsm.br/editora
MÃOS À OBRA
INÍCIO: Dois tipos de robalo destacam-se aqui: o flecha (Centropomus undecimalis), que atinge no máximo 1,2 metro de comprimento e peso de 25 quilos, com reflexos esverdeados e ventre esbranquiçado; e o robalo-peva (Centropomus paralellus), que chega a 50 centímetros de comprimento e cinco quilos, apresentando o dorso cinza-esverdeado e os flancos prateados. O peva é a espécie sobre a qual há mais conhecimento à disposição para criação e produção de alevinos.
AMBIENTE: Bastante resistente, o robalo tolera grande variação de temperatura, em uma faixa que pode ir de 10 ºC a 35 ºC. Mas, abaixo de 20 ºC, ele come e cresce muito pouco. A água deve ser limpa e de boa qualidade, com pH entre 7 e 9, para ficar próximo ao pH do mar, que é 8. Também deve ser bem oxigenada, com aproximadamente dois a cinco miligramas de oxigênio por litro.
ESTRUTURA: A criação pode ser manejada em tanques escavados, açudes e represas. Ainda podem ser usados tanques de concreto, lona e fibra de vidro. Em locais com boa profundidade, uma opção são os tanques-redes, com pelo menos três metros, e o tanque-berçário, com um metro. É importante certificar-se de que o tamanho da malha não deixará o peixe preso, pois o robalo tem a cabeça em ponta, enroscando-se com facilidade na rede. Se a área for muito grande, é melhor manter os peixes concentrados em um cercado por um a três meses, fornecendo alimentação, para que se acostumem ao ambiente. Ao liberá-los, não deve haver predadores maiores que o robalo no local.
ALIMENTAÇÃO: Camarões e pequenos peixes são os alimentos preferidos do robalo, que é um predador voraz. À medida que cresce, a tendência é o robalo se tornar mais piscívoro, comendo mais peixes. No mar, ele se alimenta de sardinha, tainha, peixe-rei, entre outros. Em água doce, prefere lambaris, barrigudinhos e até girinos. Em criação intensiva, são usadas rações formuladas para carnívoros, como truta ou beijupirá.
REPRODUÇÃO: O robalo macho atinge a maturidade sexual aos 2 anos de idade, e as fêmeas aos três anos. A desova ocorre exclusivamente no verão, em regiões mais frias, e durante quase todo o ano em locais mais quentes. O processo de reprodução é feito pela indução com hormônios. Em laboratórios, onde se faz um rígido controle ambiental, é possível produzir juvenis na maior parte do ano.
RAIO X
CRIAÇÃO MÍNIMA: uma centena de peixes para sistema extensivo em açude e alguns milhares para cultivo em tanques-redes
CUSTO: de R$ 1 mil a R$ 2 mil o milheiro
RETORNO: a partir de um ano e meio
REPRODUÇÃO: nos meses mais quentes na maior parte do país
Fonte: Globo Rural
terça-feira, 19 de julho de 2011
Sobre cultivo de ostra
O extenso litoral brasileiro oferece alto potencial para o cultivo do molusco, que cresce bem em áreas de mangues ou em baías
Atividade produtiva, mas pouco explorada no Brasil, a criação de ostras pode ser rentável para produtores do litoral que pretendem se dedicar ao manejo do molusco. O material é de fácil obtenção, as instalações podem ter custo baixo, quando bem pesquisadas antes da aquisição, e há sementes de ostras baratas disponíveis em institutos de pesquisa e ensino, como ocorre com a Universidade Federal de Santa Catarina. O cultivo do molusco é uma alternativa à pesca artesanal, com oportunidades para atingir escala industrial.
Com 8,4 mil quilômetros de costa marítima, o litoral brasileiro oferece grande potencial para o desenvolvimento de ostras em cativeiro. Mas o método de criação e as espécies cultivadas apresentam diferenças entre as regiões, sendo o estado de Santa Catarina o responsável por cerca de 90% da produção nacional de moluscos (o que inclui ostras, mexilhões e vieiras).
Protegida por uma concha que se abre em duas partes, a ostra pertence à família Ostreidae. Habitante de águas marinhas costeiras e rasas, ou relativamente salgadas, tem alto valor nutritivo, por conter fósforo, cálcio, ferro, iodo, glicogênio e vitaminas A, B1, B2, C e D. A ostra ainda conta com alta concentração de proteínas, contribuindo para manter os sentidos aguçados, e tem bom teor de zinco, substância importante na produção de sêmen nos homens. Daí a fama de estimulante sexual da iguaria.

Com 8,4 mil quilômetros de costa marítima, o litoral brasileiro oferece grande potencial para o desenvolvimento de ostras em cativeiro. Mas o método de criação e as espécies cultivadas apresentam diferenças entre as regiões, sendo o estado de Santa Catarina o responsável por cerca de 90% da produção nacional de moluscos (o que inclui ostras, mexilhões e vieiras).
Protegida por uma concha que se abre em duas partes, a ostra pertence à família Ostreidae. Habitante de águas marinhas costeiras e rasas, ou relativamente salgadas, tem alto valor nutritivo, por conter fósforo, cálcio, ferro, iodo, glicogênio e vitaminas A, B1, B2, C e D. A ostra ainda conta com alta concentração de proteínas, contribuindo para manter os sentidos aguçados, e tem bom teor de zinco, substância importante na produção de sêmen nos homens. Daí a fama de estimulante sexual da iguaria.
A espécie japonesa prefere temperaturas de até 24ºC, embora possa ser mantida a até 28ºC. Já a nativa gosta de clima quente
Com baixo nível de gordura, as ostras conquistaram espaço na gastronomia mundial oferecendo sabores de acordo com o local de desenvolvimento. São suaves e levemente doces quando coletadas do fundo de manguezais e de gosto mais acentuado aquelas oriundas do mar, por causa da salinidade. O consumo de ostra também é estimulado para combater anemias e para a recomposição nutricional em casos de tuberculose, osteoporose e inapetência. No varejo, são encontradas ostras refrigeradas, congeladas, defumadas ou em pratos prontos.
Embora seja conhecida desde o Império Romano, a ostreicultura, ou ostricultura, chegou ao Brasil somente no século XX. Há registros da atividade aqui a partir de 1934, porém, a comercialização de ostras ganhou força apenas no início dos anos 1970, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. Em Santa Catarina, o cultivo comercial começou em 1988. Com estudos realizados nas últimas décadas, foram desenvolvidas técnicas de manejo adequadas para cada região.
Onde adquirir: sementes de ostra-japonesa podem ser obtidas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tel. (48) 3721-9000; e na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), tel. 0800-7231300, falecom@univali.br. Ambas as instituições também fornecem ostra nativa a partir de reprodução em laboratório
Mais informações: www.cedap.epagri.sc.gov.br; Melhoras Práticas para Produção de Ostras de Florianópolis, Programa de Certificação da Qualidade das Ostras da Grande Florianópolis; Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro (Redetec), Cecília Chicoski da Silva e Jefferson Chicoski da Silva
MÃOS À OBRA
INÍCIO: O cultivo exige autorização, por ser realizado em águas do governo federal. Também é necessário obter licenciamento ambiental. O Ministério da Pesca e Aquicultura ou o órgão de extensão rural local fornecem informações sobre a documentação necessária. A escolha da espécie para iniciar a atividade depende da localização da criação. Para a Região Sul, a ostra-japonesa (Crassostrea gigas) é a mais indicada, pois necessita de temperaturas baixas, ao contrário da ostra nativa (Crassostrea rhizophorae), que encontra no Norte e Nordeste ambiente adequado para o crescimento.
Com baixo nível de gordura, as ostras conquistaram espaço na gastronomia mundial oferecendo sabores de acordo com o local de desenvolvimento. São suaves e levemente doces quando coletadas do fundo de manguezais e de gosto mais acentuado aquelas oriundas do mar, por causa da salinidade. O consumo de ostra também é estimulado para combater anemias e para a recomposição nutricional em casos de tuberculose, osteoporose e inapetência. No varejo, são encontradas ostras refrigeradas, congeladas, defumadas ou em pratos prontos.
Embora seja conhecida desde o Império Romano, a ostreicultura, ou ostricultura, chegou ao Brasil somente no século XX. Há registros da atividade aqui a partir de 1934, porém, a comercialização de ostras ganhou força apenas no início dos anos 1970, sobretudo nas regiões Sudeste e Sul. Em Santa Catarina, o cultivo comercial começou em 1988. Com estudos realizados nas últimas décadas, foram desenvolvidas técnicas de manejo adequadas para cada região.
Onde adquirir: sementes de ostra-japonesa podem ser obtidas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), tel. (48) 3721-9000; e na Universidade do Vale do Itajaí (Univali), tel. 0800-7231300, falecom@univali.br. Ambas as instituições também fornecem ostra nativa a partir de reprodução em laboratório
Mais informações: www.cedap.epagri.sc.gov.br; Melhoras Práticas para Produção de Ostras de Florianópolis, Programa de Certificação da Qualidade das Ostras da Grande Florianópolis; Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro (Redetec), Cecília Chicoski da Silva e Jefferson Chicoski da Silva
MÃOS À OBRA
INÍCIO: O cultivo exige autorização, por ser realizado em águas do governo federal. Também é necessário obter licenciamento ambiental. O Ministério da Pesca e Aquicultura ou o órgão de extensão rural local fornecem informações sobre a documentação necessária. A escolha da espécie para iniciar a atividade depende da localização da criação. Para a Região Sul, a ostra-japonesa (Crassostrea gigas) é a mais indicada, pois necessita de temperaturas baixas, ao contrário da ostra nativa (Crassostrea rhizophorae), que encontra no Norte e Nordeste ambiente adequado para o crescimento.
SEMENTES: São ostras jovens, de no máximo três centímetros, que podem ser conseguidas em universidades que pesquisam as espécies ou diretamente na natureza, utilizando-se coletores artificiais, como telhas ou garrafas PET de dois litros e sem fundo.
LONG-LINES: A ostra-japonesa é criada em estruturas fixas em baías, as long-lines (longas linhas), cujas dimensões variam de acordo com o ambiente. Pode ser constituído de um cabo-mestre de 25 milímetros de diâmetro e comprimento médio de 100 metros ancorado com poitas (estacas) de dois metros enterradas no fundo. A sustentação do cabo se dá com o auxílio de flutuadores amarrados.
TRAVESSEIROS: O sistema de travesseiros – espécie de saco feito de malha grossa, onde são acondicionadas as ostras jovens – é recomendado para a criação da espécie nativa em regiões de mangue, mas também é usado para manejo da japonesa no mar. Mesas feitas por três vergalhões de aço de construção de 16 milímetros (sem galvanização), com 3 metros x 85 centímetros x 50 centímetros de largura, acomodam sete travesseiros ou 1,4 mil ostras. Devem ser mantidas em profundidade na qual permaneçam submersas e só fiquem fora d’água durante as marés grandes ou de lua, quando é feito o manejo.
CUIDADOS: É importante contar com proteção de ventos fortes e de ondas no local da criação. Porém, as correntes e o fluxo das marés devem ser suficientes para a renovação da água, como também a salinidade e a temperatura em condições adequadas para o crescimento das ostras. Observe se há boa disponibilidade de nutrientes na água para a produção de plâncton, para alimentação das larvas e ostras, e mantenha a criação longe de fontes poluidoras, pois os organismos são filtradores de água marinha.
REPRODUÇÃO: Embora sejam organismos com sexo distinto em cada indivíduo, as ostras podem ter mudança de sexo em algumas condições. Na água do mar, os espermatozoides liberados pelos machos fecundam os ovócitos expelidos pelas fêmeas. Após formarem células-ovo, iniciam o processo de evolução para larvas, que depois de algum tempo buscarão um substrato para se fixar.
RAIO X
CUSTO: o milheiro das sementes de ostra-japonesa e nativa provenientes de projetos da Universidade Federal de Santa Catarina custa cerca de R$ 11
RAIO X
CUSTO: o milheiro das sementes de ostra-japonesa e nativa provenientes de projetos da Universidade Federal de Santa Catarina custa cerca de R$ 11
CRIAÇÃO MÍNIMA: com manejo adequado, um hectare de área útil gera bom rendimento
RETORNO: de sete a oito meses após a introdução das sementes no mar, podem ser obtidas ostras-japonesas de 8,5 a 9,5 centímetros em Santa Catarina
REPRODUÇÃO: fecundação externa com auxílio do ambiente aquático
Fonte: Globo Rural
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