Fev/19:
As tainhas já estão no litoral gaúcho, o que deixa os pescadores daquela região bastante animados. A safra promete ser boa, por isso nas praias catarinenses, o trabalho também já começou. Os barcos que ficaram parados ou que precisam de ajustes para a pesca da tainha estão sendo consertados e as redes de pesca estão sendo preparadas para garantir bons lanços.
O pescador Laurentino Neves afirma que agora é a hora de preparar as redes e barcos. “Acredito que todas as praias que têm permissão para a canoa a remo nessa modalidade estejam fazendo isso também”, declara o pescador.
Apesar dos preparativos, os pescadores artesanais nem sabem quando poderão sair ao mar e como a pesca vai funcionar, pois o Ministério do Meio Ambiente, mais uma vez, ainda não lançou as normativas. Para esses pescadores, que trabalham com os barcos perto da costa, a temporada pode até começar em maio, se a burocracia não atrapalhar. “No ano passado já foi um problema, pescamos com protocolo, mas este ano não sabemos ainda o que foi determinado. A única coisa que sabemos é que temos 30 dias antes de 1º de maio para dar entrada nos documentos, vamos esperar para ver o que vai dar”, pondera Neves.
Em 2018, muitos pescadores tiveram de trabalhar sem a licença, que não ficou pronta a tempo por causa da demora na decisão sobre a existência ou não das cotas para o pescado e da forma de trabalho. A situação não mudou muito este ano, pois há indecisão para as pescas artesanal e industrial.
A categoria profissional, que consegue capturar toneladas de peixe de uma única vez, tinha um limite de pescado que não foi seguido. Os barcos industriais retiraram quase o dobro das mais de 3 mil toneladas que eram permitidas. Desta vez, deve haver sanções e a cota deles deve ser reduzida quase pela metade este ano.
O princípio é que se eu pesco mais, acima do que foi previsto, haveria menos peixe no mar. Então, no ano seguinte, eu precisaria pescar menos para permitir a recuperação desse excedente capturado”, afirma o professor e consultor técnico de pesca, Roberto Warlich.
Mas isso ainda não foi definido e nem mesmo a situação da pesca de emalhe, que respeitou as cotas estabalecidas em 2018, sabe como será essa temporada, porque a decisão não saiu para ninguém. O advogado da Associação de Pescadores de Emalhe, Marcos Domingos, disse que aquilo que foi resolvido para a pesca de 2018 seria mantido em 2019, pois os parâmetros estabeleceram regras muito claras, que foram seguidas, e não apresentaram grandes problemas para a fiscalização.
Agora, a indecisão fica por conta de um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF). “O problema é que mesmo com essa definição no âmbito do governo federal, o MPF de Rio Grande (RS) promoveu uma ação e obteve liminar para limitar o esforço de pesca a 62 embarcações, com arqueação bruta de até 10 AB, sob o argumento de que essas medidas seriam suficientes para preservar a espécie. Essa liminar acaba renovando os conflitos que aconteciam até a safra de 2017”, opina o advogado.
Para Warlich, as questões administrativas não consideram apenas o aspecto biológico do estoque pesqueiro, consideram também questões sociais e econômicas. “Assim se faz gestão da pesca, considerando todo o contexto. Não basta ter peixe e não ter pesca. Isso só faz sentido quando se leva em conta apenas a conservação da espécie, mas no meu ponto de vista não há nenhum risco de extinção da tainha nas regiões Sul e Sudeste do Brasil”, defende Warlich.
Fonte: ND+
Imagem: Elvis Palma
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sexta-feira, 8 de março de 2019
quinta-feira, 3 de janeiro de 2019
Bolsonaro retira Ministério do Meio Ambiente da gestão da pesca
Em meio às medidas provisórias e decretos na arrancada do novo governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) deu fim à gestão compartilhada da Secretaria Nacional de Aquicultura e Pesca com o Ministério do Meio Ambiente (MMA). A decisão atende a um pedido do setor produtivo, que tradicionalmente questiona as restrições impostas pelo MMA.
Entidades ligadas à preservação ambiental ainda avaliam se a mudança poderá trazer algum prejuízo à sustentabilidade. Por enquanto, a manutenção do Ministério do Meio Ambiente nos ambientes de discussão do setor pesqueiro, como os comitês de gestão das espécies, é vista como um bom indicativo.
O secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior _ único catarinense no alto escalão do novo governo _ diz que não se trata de reduzir o controle ambiental sobre a pesca, mas de diminuir a burocracia e a lentidão de processos. Em entrevista à coluna, disse que era prejudicial à secretaria estar submetida à aprovação de “um órgão que tem poder de polícia ambiental” e “ótica radical”. Todas as decisões relacionadas à pesca precisavam, até então, ser assinadas também pelo ministro do Meio Ambiente.
Com a mudança de governo a pesca, que estava submetida ao Gabinete da Presidência da República, passou a responder ao Ministério da Agricultura. A decisão de Bolsonaro está de acordo com a anunciada política de afrouxar o controle ambiental sobre a atividade produtiva no Brasil.
Entrevista: Jorge Seif Junior (SAP)
O que isso significa na prática?
Até 31/12/2018 todas as ações que envolviam a aquicultura e a pesca dependiam de aval do Ministério do Meio Ambiente. Pensa: uma secretaria depender 100% da aprovação de um órgão que tem poder de polícia ambiental, muitas vezes sob ótica radical, sem dados estatísticos nem consulta/discussão com o setor produtivo nem comunidade científica. Resultado: além de burocracia e lentidão, um entrave para o desenvolvimento das atividades de aquicultura e pesca no país.
Não há risco à sustentabilidade da pesca? É possível manter o equilíbrio?
O MMA / Ibama possui a lista de animais em perigo (de extinção). Logo, essa atribuição de preservação não é perdida. O problema é que a cada ato de legislar em favor do setor tínhamos que esperar na fila comum de processos a análise, parecer jurídico. Tudo que é processo letárgico e sem prioridade para que a atividade de pesca fosse regulamentada. Como funciona com os demais órgãos? Demais órgãos respeitam as diretrizes ambientais e ponto.
A lista dos animais em extinção também é uma queixa do setor. Essa mudança pode interferir nesse caso também?
Estamos em negociações. Não posso falar nada ainda. Mas estou buscando soluções.
Em relação à tainha, por exemplo, há impasse sobre a cota. Isso vai ser discutido agora sem a interferência do MMA?
Os CPGs (Comitês Permanentes de Gestão, onde se discutem as regras para cada espécie) continuam ativos, o MMA não será excluído nesse caso.
Fonte: NSC Total
Imagem: ONU - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável #14
Entidades ligadas à preservação ambiental ainda avaliam se a mudança poderá trazer algum prejuízo à sustentabilidade. Por enquanto, a manutenção do Ministério do Meio Ambiente nos ambientes de discussão do setor pesqueiro, como os comitês de gestão das espécies, é vista como um bom indicativo.
O secretário nacional de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior _ único catarinense no alto escalão do novo governo _ diz que não se trata de reduzir o controle ambiental sobre a pesca, mas de diminuir a burocracia e a lentidão de processos. Em entrevista à coluna, disse que era prejudicial à secretaria estar submetida à aprovação de “um órgão que tem poder de polícia ambiental” e “ótica radical”. Todas as decisões relacionadas à pesca precisavam, até então, ser assinadas também pelo ministro do Meio Ambiente.
Com a mudança de governo a pesca, que estava submetida ao Gabinete da Presidência da República, passou a responder ao Ministério da Agricultura. A decisão de Bolsonaro está de acordo com a anunciada política de afrouxar o controle ambiental sobre a atividade produtiva no Brasil.
Entrevista: Jorge Seif Junior (SAP)
O que isso significa na prática?
Até 31/12/2018 todas as ações que envolviam a aquicultura e a pesca dependiam de aval do Ministério do Meio Ambiente. Pensa: uma secretaria depender 100% da aprovação de um órgão que tem poder de polícia ambiental, muitas vezes sob ótica radical, sem dados estatísticos nem consulta/discussão com o setor produtivo nem comunidade científica. Resultado: além de burocracia e lentidão, um entrave para o desenvolvimento das atividades de aquicultura e pesca no país.
Não há risco à sustentabilidade da pesca? É possível manter o equilíbrio?
O MMA / Ibama possui a lista de animais em perigo (de extinção). Logo, essa atribuição de preservação não é perdida. O problema é que a cada ato de legislar em favor do setor tínhamos que esperar na fila comum de processos a análise, parecer jurídico. Tudo que é processo letárgico e sem prioridade para que a atividade de pesca fosse regulamentada. Como funciona com os demais órgãos? Demais órgãos respeitam as diretrizes ambientais e ponto.
A lista dos animais em extinção também é uma queixa do setor. Essa mudança pode interferir nesse caso também?
Estamos em negociações. Não posso falar nada ainda. Mas estou buscando soluções.
Em relação à tainha, por exemplo, há impasse sobre a cota. Isso vai ser discutido agora sem a interferência do MMA?
Os CPGs (Comitês Permanentes de Gestão, onde se discutem as regras para cada espécie) continuam ativos, o MMA não será excluído nesse caso.
Fonte: NSC Total
Imagem: ONU - Objetivos de Desenvolvimento Sustentável #14
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
Crush+Sustentável divulga balanço
Um total de 21 restaurantes japoneses do Rio aderiram ao Crush+Sustentável, campanha promovida pela ONG Conservação Internacional e o app JAPP em prol da pesca sustentável. Esta etapa trabalhou mais de 200 kg da tainha pescada na Lagoa de Araruama. O peixe está sendo rastreado da água ao prato e é fonte de sobrevivência para 600 famílias da Região dos Lagos, no Rio.
Durante a campanha, os chefs fizeram crushes, peças inéditas, com a tainha rastreada. Os crushes seguiram como cortesia para os clientes que fizeram pedidos pelo JAPP entre os dias 26 e 31 de julho. Das vendas no período, 1% foi doado ao projeto Pesca+Sustentável, da CI-Brasil. Ao receber o pedido em casa, o consumidor acessou, através de um QR Code, informações sobre a data da pesca, características da espécie, garantindo ter feito uma escolha ambientalmente correta.
Chico Pescador, presidente da Associação dos Pescadores Artesanais e Amigos da Praia da Pitória, afirmou que a parceria com restaurantes japoneses foi um passo muito importante para a autonomia dos pescadores, já que a venda é feita diretamente, sem atravessadores, e também um desafio para a comunidade. Nesta campanha, houve impacto direto no preço do produto. O pescador recebeu R$ 7 pelo Kg da tainha, acima do valor praticado na venda local (entre R$ 4 e R$ 5) e o peixe ainda chegou com preço competitivo ao varejo.
Não menos importante, a Crush+Sustentável chamou atenção para o período de defeso lagunar da tainha, que começou dia 1 de agosto. A pesca fica suspensa até final de outubro.
Sobre o Japp
Com uma plataforma de fidelidade e delivery que permite aos seus membros uma seleção simples e prática da customização do pedido, o JAPP conseguiu reunir muitos dos melhores restaurantes japoneses do Rio. A cada compra, os restaurantes do Clube oferecem aos seus membros como cortesia peças especiais criadas pelos chefs, os Crushes. O JAPP acredita que como integrante da cadeia de consumo da fauna marinha é importante ter uma responsabilidade com o setor, incentivando o consumo consciente. Assim, deu origem ao Fundo Corrente Marinha para garantir a preservação da fauna marinha e consequente perpetuação da culinária japonesa, viabilizado com a doação de 1% da venda dos restaurantes através do aplicativo.
Sobre o Pesca+Sustentável
Desenvolvido pela CI-Brasil e premiado em 2014 no Desafio de Impacto Social Google, o programa atua junto a 5 mil famílias pesqueiras no RJ, PA e BA. O objetivo é criar regiões de referência para a conservação marinha, incentivar boas práticas de pesca, propiciar a conservação de espécies e ecossistemas, valorizar as comunidades para que se beneficiem desse desenvolvimento, além de iniciar um processo de consumo responsável junto ao mercado brasileiro de pescados.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
Barco que conseguiu direito de pescar tainha na Justiça é apreendidos por captura em área irregular
O Ibama apreendeu na manhã desta segunda-feira em Porto Belo cerca de 50 toneladas de tainha capturadas por embarcações catarinenses em área proibida, no Rio Grande do Sul. Os dois barcos são da pesqueira Pioneira da Costa, e um deles está entre os que tiveram a licença negada pelo Ministério da Agricultura, no início de junho, e receberam autorização para captura por ordem judicial. A multa estimada para a empresa é de R$ 1 milhão por crime ambiental.
A pesca ilegal foi descoberta através do sistema de rastreamento por satélite, que indica ao órgão ambiental a localização exata dos barcos e detalhes como a velocidade em que estão _ o que informa, por exemplo, se estão em operação de cerco para captura. Segundo Sandro Klippel, coordenador do Ibama Itajaí, responsável pela operação, os dois barcos pescaram a menos de 10 milhas da costa gaúcha, o que é proibido por lei.
De acordo com o advogado Rodolfo Macedo do Prado, que representa a Pioneira da Costa, a empresa nega que tenha feito capturas em área proibida _ o sistema teria registrado manobras, que não são ilegais. Ele informou que a pesqueira vai recorrer da autuação por via administrativa e judicial. A empresa tem 20 dias, a partir do auto de infração, para apresentar sua defesa.
Doação
Toda a carga apreendida será doada ao projeto Mesa Brasil, que distribuirá as tainhas para entidades beneficentes no Estado. Os barcos apreendidos ficarão sob tutela da Pioneira da Costa, mas não poderão ser utilizados por enquanto.
Em julho,os armadores catarinenses entraram na Justiça depois que todas as embarcações que apresentaram documentação ao Ministério da Agricultura tiveram as licenças negadas. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, todos os barcos inscritos fizeram capturas em área irregular na última safra, em 2015.
Apenas dois barcos que não haviam pescado no ano passado receberam autorização, numa "terceira chamada" publicada em Diário Oficial _ inclusive uma das embarcações da Pioneira da Costa, apreendida nesta segunda.
A negativa causou revolta e prejuízo para o setor industrial, que contava com uma captura de peso, semelhante à da pesca artesanal que bateu recorde este ano.
No fim do mês passado a Justiça passou a conceder mandados de segurança que beneficiaram cerca de 30 embarcações em Santa Catarina. A empresa de Porto Belo também se beneficiou das decisões _ um dos barcos que recebeu autorização por via judicial foi apreendido na operação.
De acordo com o Ibama, esta é a maior apreensão de pescado no Estado este ano.
A pesca ilegal foi descoberta através do sistema de rastreamento por satélite, que indica ao órgão ambiental a localização exata dos barcos e detalhes como a velocidade em que estão _ o que informa, por exemplo, se estão em operação de cerco para captura. Segundo Sandro Klippel, coordenador do Ibama Itajaí, responsável pela operação, os dois barcos pescaram a menos de 10 milhas da costa gaúcha, o que é proibido por lei.
De acordo com o advogado Rodolfo Macedo do Prado, que representa a Pioneira da Costa, a empresa nega que tenha feito capturas em área proibida _ o sistema teria registrado manobras, que não são ilegais. Ele informou que a pesqueira vai recorrer da autuação por via administrativa e judicial. A empresa tem 20 dias, a partir do auto de infração, para apresentar sua defesa.
Doação
Toda a carga apreendida será doada ao projeto Mesa Brasil, que distribuirá as tainhas para entidades beneficentes no Estado. Os barcos apreendidos ficarão sob tutela da Pioneira da Costa, mas não poderão ser utilizados por enquanto.
Em julho,os armadores catarinenses entraram na Justiça depois que todas as embarcações que apresentaram documentação ao Ministério da Agricultura tiveram as licenças negadas. De acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente, todos os barcos inscritos fizeram capturas em área irregular na última safra, em 2015.
Apenas dois barcos que não haviam pescado no ano passado receberam autorização, numa "terceira chamada" publicada em Diário Oficial _ inclusive uma das embarcações da Pioneira da Costa, apreendida nesta segunda.
A negativa causou revolta e prejuízo para o setor industrial, que contava com uma captura de peso, semelhante à da pesca artesanal que bateu recorde este ano.
No fim do mês passado a Justiça passou a conceder mandados de segurança que beneficiaram cerca de 30 embarcações em Santa Catarina. A empresa de Porto Belo também se beneficiou das decisões _ um dos barcos que recebeu autorização por via judicial foi apreendido na operação.
De acordo com o Ibama, esta é a maior apreensão de pescado no Estado este ano.
Fonte: Diário Catarinense
Imagem: Ibama.
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segunda-feira, 11 de julho de 2016
Após briga na Justiça pescadores industriais de tainha enfrentam baixa captura
Depois de muita espera, os 30 armadores catarinenses que conseguiram mandado de segurança na Justiça para pescar tainha têm voltado a terra firma com as mãos abanando. Até agora, apenas 45 toneladas foram descarregadas pela frota industrial em Santa Catarina _ e os peixes foram capturados no Litoral de São Paulo, porque já não há mais cardumes na costa catarinense.
Até o fim de semana, pelo menos 15 armadores desistiram da captura.
Os números diferem muito da pesca artesanal, que comemorou este ano a melhor safra dos últimos tempos, com uma estimativa de quase 3 mil toneladas do peixe capturadas. O problema é que, com a demora na liberação de licenças que, diga-se de passagem, só saíram por interferência da Justiça, a pesca industrial perdeu o prazo para encontrar os cardumes, que estão em período de migração.
Até o fim de semana, pelo menos 15 armadores desistiram da captura.
Os números diferem muito da pesca artesanal, que comemorou este ano a melhor safra dos últimos tempos, com uma estimativa de quase 3 mil toneladas do peixe capturadas. O problema é que, com a demora na liberação de licenças que, diga-se de passagem, só saíram por interferência da Justiça, a pesca industrial perdeu o prazo para encontrar os cardumes, que estão em período de migração.
Fonte: Guarda Sol
quinta-feira, 15 de outubro de 2015
PF prende secretário-executivo do Ministério da Pesca e superintendente do Ibama
O secretário-executivo do Ministério da Pesca, Clemenson José Pinheiro, e o superintendente do Ibama em Santa Catarina foram presos nesta quinta-feira (15/10) pela Polícia Federal , na Operação Enredados.
A ação foi deflagrada nesta manhã e tem como alvo a venda de permissões ilegais para pesca industrial, para barcos que não tinham os requisitos básicos para a pesca em alto mar. Em outros casos, eram colocados empecilhos para embarcações aptas, com o objetivo de pressionar os proprietários dos barcos para o pagamento de propina.
O documento é emitido pelo Ministério da Pesca, que foi integrado à pasta da Agricultura na reforma ministerial, promovida pela presidente Dilma Rousseff no início do mês.
Segundo nota da PF, um dos fatos investigados envolveu o licenciamento para pesca da tainha na safra 2015. A organização criminosa chegou a cobrar R$ 100 mil por embarcação para emissão de permissão de pesca, sem observância dos requisitos legais".
Segundo a a PF, espécies ameaçadas de extinção, cuja pesca é proibida, como Tubarão Azul, Tubarão Cola-fina, Tubarão Anjo e Raia Viola foram apreendidos na Operação Enredados. Ao longo da investigação, mais de 240 toneladas de pescado capturado de forma ilegal, com preço de mercado superior a R$ 3 milhões, foram apreendidos em abordagem da PF em diversos pontos da costa brasileira.
"Dentre as ilegalidades constatadas, algumas foram de forma reiterada, como a desconsideração dos dados do PREPS - Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações por Satélite -, que monitora a atividade dos barcos pesqueiros", informa a PF.
Cerca de 400 policiais federais e 20 servidores do Ibama cumprem 61 mandados de busca e apreensão, 19 mandados de prisão preventiva e 26 de condução coercitiva nas cidades de Brasília (DF), São Paulo (SP), Angra dos Reis (RJ), Rio Grande (RS), Florianópolis, Laguna, Itajaí, Camboriú, Bombinhas (SC), Natal (RN), Belém e São Félix do Xingu (PA).
Fonte: Jornal do Brasil
A ação foi deflagrada nesta manhã e tem como alvo a venda de permissões ilegais para pesca industrial, para barcos que não tinham os requisitos básicos para a pesca em alto mar. Em outros casos, eram colocados empecilhos para embarcações aptas, com o objetivo de pressionar os proprietários dos barcos para o pagamento de propina.
O documento é emitido pelo Ministério da Pesca, que foi integrado à pasta da Agricultura na reforma ministerial, promovida pela presidente Dilma Rousseff no início do mês.
Segundo nota da PF, um dos fatos investigados envolveu o licenciamento para pesca da tainha na safra 2015. A organização criminosa chegou a cobrar R$ 100 mil por embarcação para emissão de permissão de pesca, sem observância dos requisitos legais".
Segundo a a PF, espécies ameaçadas de extinção, cuja pesca é proibida, como Tubarão Azul, Tubarão Cola-fina, Tubarão Anjo e Raia Viola foram apreendidos na Operação Enredados. Ao longo da investigação, mais de 240 toneladas de pescado capturado de forma ilegal, com preço de mercado superior a R$ 3 milhões, foram apreendidos em abordagem da PF em diversos pontos da costa brasileira.
"Dentre as ilegalidades constatadas, algumas foram de forma reiterada, como a desconsideração dos dados do PREPS - Programa Nacional de Rastreamento de Embarcações por Satélite -, que monitora a atividade dos barcos pesqueiros", informa a PF.
Cerca de 400 policiais federais e 20 servidores do Ibama cumprem 61 mandados de busca e apreensão, 19 mandados de prisão preventiva e 26 de condução coercitiva nas cidades de Brasília (DF), São Paulo (SP), Angra dos Reis (RJ), Rio Grande (RS), Florianópolis, Laguna, Itajaí, Camboriú, Bombinhas (SC), Natal (RN), Belém e São Félix do Xingu (PA).
Fonte: Jornal do Brasil
sábado, 13 de junho de 2015
Antes do Inverno - Documentário sobre a Pesca Artesanal da Tainha em Bombinhas
A pesca artesanal da tainha é muito mais que uma atividade econômica, é
também uma manifestação cultural que atravessou gerações e tornou-se
patrimônio cultural da cidade de Bombinhas e do estado de Santa
Catarina.
Com o objetivo de registrar essa atividade e valorizar as práticas tradicionais da comunidade, a FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA DE BOMBINHAS idealizou o documentário "ANTES DO INVERNO". Produzido pela TRAMELA PRODUÇÕES, o filme revela a força e o encanto de uma das culturas tradicionais mais antigas que mantem-se viva no litoral sul do Brasil.O documentário que foi selecionado em festivais no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, retrata o cotidiano de uma comunidade pesqueira através de um roteiro poético, buscando sensibilizar e emocionar o público para que se reconheça a importância desse patrimônio através da arte.
Com o objetivo de registrar essa atividade e valorizar as práticas tradicionais da comunidade, a FUNDAÇÃO MUNICIPAL DE CULTURA DE BOMBINHAS idealizou o documentário "ANTES DO INVERNO". Produzido pela TRAMELA PRODUÇÕES, o filme revela a força e o encanto de uma das culturas tradicionais mais antigas que mantem-se viva no litoral sul do Brasil.O documentário que foi selecionado em festivais no Brasil, Argentina, Chile e Colômbia, retrata o cotidiano de uma comunidade pesqueira através de um roteiro poético, buscando sensibilizar e emocionar o público para que se reconheça a importância desse patrimônio através da arte.
domingo, 28 de abril de 2013
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
PAN Manguezal - Definidas as espécies
Definidas as espécies de importância socioeconômica que serão alvo do Plano de Ação Nacional de Conservação dos Manguezais, o PAN Manguezal. A decisão foi tomada durante reunião realizada pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Sociobiodiversidade e Populações Tradicionais (CNPT) com representantes de povos e comunidades tradicionais.
O evento realizado na sede do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Aquáticos, em Itamaracá, em Pernambuco, reuniu cerca de 20 representantes de povos e comunidades tradicionais que vivem em áreas estratégicas de manguezais na Região Nordeste e no Espírito Santo.
“Com a reunião fechamos um ciclo importantíssimo, identificando espécies prioritárias para a segurança alimentar, geração de renda e usos tradicionais de diversos povos que utilizam as áreas de manguezais brasileiras”, afirma a coordenadora do centro, Katia Barros. Durante a reunião foram selecionadas 17 espécies de importância socioeconômica, identificadas as principais ameaças enfrentadas por elas e pelo ecossistema manguezal e selecionados os representantes de povos e comunidades tradicionais que irão participar das Oficinas Regionais de Planejamento do PAN Manguezal em 2013.
São as seguintes as espécies: Ostra do mangue, Camarão-branco, Camarão-rosa, camarão-sete-barbas, sururu de manta ou de pasta, sururu de dedo ou bico-de-ouro, Guaiamúm ou caranguejo terrestre, Parati, Tainha, Carapeba-branca ou caratinga, Carapeba-prateada, Robalo-peba ou camorim corcunda, Robalo-flexa, Mangue-preto, Mangue vermelho, Mangue- negro ou Siriba, Maçunim ou Berbigão.
Fonte: Ambiente Brasil
quinta-feira, 17 de maio de 2012
Pesca x Surf - Ordenamento no litoral catarinense
A Fecasurf (Federação Catarinense de Surf) informar que desde a última terça-feira começou oficialmente a temporada de pesca da tainha no estado de Santa Catarina.
É importante a compreensão dos surfistas, pois a pesca da tainha é uma tradição antiga do litoral catarinense.
Representantes da Fecasurf participaram de uma reunião com a presença dos membros do Sindicato da Pesca de Santa Catarina e da ACES (Associação Catarinense das Escolas de Surf).
Os pescadores comunicaram oficialmente que a praia Mole e a Joaquina não receberam as redes de pesca da tainha. As praias estão abertas para prática do surf.
Cada região do estado conta com uma norma. Em Garopaba por exemplo, as praias do Ouvidor e da Silveira, contam com um sistema de sinalização. Quando houver bandeira vermelha hasteada, a prática do surf está proibida.
Na Ferrugem será permitido surfar no canto Norte, com limite estipulado por bandeiras vermelhas. Já a praia da Barra do Capão ficará fechada durante todo o período da pesca.
É muito importante que os surfistas sempre dirijam-se aos barracos de pesca para confirmarem se a praia está aberta para prática do surf.
Fonte: Waves
É importante a compreensão dos surfistas, pois a pesca da tainha é uma tradição antiga do litoral catarinense.
Representantes da Fecasurf participaram de uma reunião com a presença dos membros do Sindicato da Pesca de Santa Catarina e da ACES (Associação Catarinense das Escolas de Surf).
Os pescadores comunicaram oficialmente que a praia Mole e a Joaquina não receberam as redes de pesca da tainha. As praias estão abertas para prática do surf.
Cada região do estado conta com uma norma. Em Garopaba por exemplo, as praias do Ouvidor e da Silveira, contam com um sistema de sinalização. Quando houver bandeira vermelha hasteada, a prática do surf está proibida.
Na Ferrugem será permitido surfar no canto Norte, com limite estipulado por bandeiras vermelhas. Já a praia da Barra do Capão ficará fechada durante todo o período da pesca.
É muito importante que os surfistas sempre dirijam-se aos barracos de pesca para confirmarem se a praia está aberta para prática do surf.
Fonte: Waves
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Surf x Pesca - Regras definidas em Garopaba (SC)
Uma reunião entre surfistas e pescadores na última quinta-feira reforçou o acordo existente sobre o período de pesca da tainha na região de Garopaba (SC).
Proprietários de embarcações de pesca artesanal, surfistas, autoridades e representantes da sociedade civil organizada definiram as regras durante o encontro.
Entre 15 de maio e 15 de julho de 2012, alguns points do município ficarão fechados para a prática da modalidade: Gamboa, Siriú e Centro.
Na praia do Ouvidor e na Silveira, será adotado um sistema de sinalização. Quando houver bandeira vermelha hasteada, a prática do surf está proibida.
Na Ferrugem será permitido surfar no canto Norte, com limite estipulado por bandeiras vermelhas. Já a praia da Barra do Capão ficará fechada durante todo o período da pesca.
Fonte Garopaba Mídia
terça-feira, 15 de maio de 2012
Pesca da tainha em Florianópolis conta com pequenas tecnologias da vida moderna
A canoa de um pau só é centenária, mas as rodinhas que vão conduzi-la com mais facilidade ao mar acabam de ficar prontas. A estreia delas – nesta terça-feira, 15 de maio, quando começa mais uma temporada de tainha – é um avanço na rotina dos pescadores da Barra da Lagoa, em Florianópolis: prova que nem uma tradição que ultrapassa gerações consegue resistir às pequenas tecnologias da vida moderna.
O uso das rodinhas dará fim ao ritual de empurrar o barco de quase uma tonelada pela areia – um esforço descomunal que envolvia quase 20 homens. O tempo – o precioso tempo – que isso levava também estará em jogo. Se antes ele levava quase 10 minutos para fazer o barco alcançar o mar, agora o tempo deve ser reduzido pela metade.
– A tainha é rápida. Ela está ali, mas daqui a dois minutos já está lá adiante. É preciso estar atento a cada segundo. Essas rodinhas farão toda a diferença para nós – conta o pescador Marcio Vieira, 40 anos.
Radioamador é um dos aliados
E assim, aos poucos, a modernidade vai entrando na rotina de quem vive da pesca. Também foi-se o tempo em que o olheiro balançava uma camiseta branca para alertar a proximidade do cardume. Agora é tudo no radioamador: ele consegue avisar aos colegas, inclusive, o ponto exato onde os peixes estão e o melhor local para o barco se posicionar no mar.
– Tudo o que vem para nos ajudar é bom. Mas não dá para interferir muito na tradição. Nem queremos isso. A tainha é um peixe famoso, quem vem de fora quer ver isso aí, não quer modernidade – lembra Marcio.
GPS e sonda no caça de malha
Dentro da pesca artesanal, os chamados barcos caça de malha são os mais inovadores. As duas embarcações do pescador Gentil Cabral, 54 anos, não entram no mar sem um GPS e uma sonda – equipamentos eletrônicos que indicam a orientação de sentido e o que acontece quilômetros debaixo do barco em alto mar. Com eles, as bússolas foram aposentadas.
– Às vezes, o olho não funcionava. A gente se perdia no mar e acabava se enganando com o posicionamento do cardume. Agora, com essas modernidades, não tem mais erro. Hoje, todo mundo tem isso nos barcos. Tem que ter. Precisamos estar tão atualizados quanto a concorrência, ou ficamos para trás.
Incentivo a melhorias
O uso de tecnologias na pesca é lento. Isso porque muitos pescadores são resistentes a mudanças. A própria Federação dos Pescadores de Santa Catarina incentiva iniciativas. Segundo o presidente do órgão, Ivo da Silva, existe um projeto em andamento que prevê, por exemplo, o uso de tratores e guinchos para puxar o barco que volta do mar com os lanços – o que, hoje, acontece apenas com os barcos caça de malha. Em parceria com a Secretaria da Agricultura e da Pesca de SC, a iniciativa já está aprovada e entra em funcionamento na próxima safra.
– São pequenos avanços que fazem toda a diferença. O importante é que o principal, a base da pesca tradicional, continua intacta – defende Ivo.
Saiba mais
- A pesca da tainha é uma das mais esperadas de Santa Catarina. É uma safra festiva, quando muitas pessoas vão às praias para acompanhar o trabalho dos pescadores.
- Ela começa com a chegada do frio, quando os cardumes vêm em busca de águas mais quentes.
- Só na Grande Florianópolis, cerca de 3 mil pescadores estão envolvidos diretamente com a pesca da tainha. No Estado, o número sobe para 20 mil.
- O principal criadouro brasileiro de tainhas é a Lagoa dos Patos, no Rio Grande do Sul. Elas saem do litoral gaúcho e seguem para o litoral do Rio de Janeiro em busca de águas quentes para desova.
- Cerca de 60% do total de tainhas pescadas no litoral brasileiro são capturadas em águas catarinenses.
- O período de defeso da tainha em Santa Catarina termina na terça-feira da semana que vem, dia 15 de maio. A partir desta data está liberada a pesca da espécie nas praias de todo o litoral.
Fonte: Zero Hora
Autora: Sâmia Frantz
segunda-feira, 14 de maio de 2012
JF determina pagamento do seguro-defeso a mulheres de pescadores
O juiz federal substituto da 1ª Vara Federal, Cristiano Estrela da Silva, atendendo solicitação em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público Federal, deferiu liminar determinando à União que aceite os pedidos de seguro-desemprego pesca das mulheres que atuam tradicionalmente na atividade pesqueira artesanal no estuário da Lagoa dos Patos, em regime de economia familiar, residentes em Rio Grande e São José do Norte. E também, que conceda esse benefício a essas mulheres mediante apresentação dos documentos exigidos, aceitando, entre outros, a licença ambiental, o comprovante da embarcação e a nota do pescado em nome de seus maridos. Conforme estabelecido na decisão, caso não cumpra o determinado, a União deverá pagar multa no valor de R$ 2 mil por dia de descumprimento.
Em sua decisão, o juiz acatou os argumentos do Ministério Público, que foram no sentido de que essas mulheres, ainda que não atuem nos barcos de pesca, exercem atividades complementares a do marido pescador, fazem parte da cadeia produtiva do setor pesqueiro e receberam o benefício nos últimos anos anteriores a 2011. O magistrado considerou, entre outros, o fato de a Constituição Federal prever que tanto o pescador artesanal quanto sua esposa, que exerçam seus trabalhos em regime de economia familiar, fazem jus aos benefícios abrangidos pela seguridade social. "Sob tal enfoque, não pode prevalecer o atual entendimento do Ministério do Trabalho e Emprego, acerca do artigo 1º da Lei nº 10.779/03, no sentido de restringir a concessão do seguro-desemprego (seguro-defeso), excluindo da percepção do benefício as esposas que não 'embarcam' juntamente com os pescadores para a atividade pesqueira, sob pena de afronta à Constituição Federal", ressaltou.
Também foi considerado pelo juiz o artigo 4º da Lei nº 11.959/09, que trata da Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e da Pesca, o qual evidencia que "as atividades realizadas em terra pelas esposas/companheiras dos pescadores artesanais, de limpeza do pescado, conserto de redes, carregamento de petrechos, dentre outras, podem ser consideradas como atividade pesqueira artesanal". O deferimento da liminar ainda considerou que o prazo para recebimento dos pedidos do benefício teve início no último dia 2, e que a espera pela decisão de mérito e trânsito em julgado para posterior requisição pode deixar inúmeras famílias de pescadores artesanais com a subsistência ameaçada durante o defeso.
O seguro-pesca é concedido aos pescadores artesanais do estuário da Lagoa dos Patos durante o período de defeso da tainha, bagre, corvina e camarão, que se inicia em 1º de junho e se estende até 30 de setembro. No ano passado, muitas mulheres de pescadores que não possuiam Licença Ambiental, por não atuarem em barcos, não receberam o benefício. A União pode recorrer da decisão.
Por Carmem Ziebell
carmem@jornalagora.com.br
Fonte: Jornal Agora
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quarta-feira, 21 de março de 2012
EUA - Arrasto de Praia na Flórida (1947)
Arrasto de praia (beach seine) para tainhas na costa da Flórida em 1947 com rede de de 800 jardas (730metros).
Fonte: Florida Memory
sábado, 9 de julho de 2011
SP - Festival da Tainha de Caraguatatuba

Festival da Tainha tem cultura e gastronomia caiçara
Veja fotos: Apresentação dos pratos: Tainha 2011
Música, artesanato e culinária tradicional à base de tainha, esses são os principais ingredientes da 8ª edição do Festival da Tainha. Os festejos começam no dia 14 de julho de 2011, às 19h30, no entreposto de pesca do Porto Novo, nas margens do rio Juqueriquerê.
Ao longo dos quatro dias de festa, turistas e moradores poderão apreciar as delícias da culinária caiçara e assistir apresentações musicais no palco do evento. Além disso, quem saborear os pratos do festival ganhará convites para passear de barco pelo Rio Juqueriquerê. Ao todo, serão quatro embarcações fazendo o trajeto.
O presidente da Associação de Pescadores da Zona Sul de Caraguá, Ronan Carvalho da Silva Júnior, afirma que o festival cresce a cada ano e a expectativa é muito boa para a 8ª edição da festa. “As pessoas estão se familiarizando com o festival. Muitos me ligam para saber mais informações. Isso é bom para todos. A cidade ganha, os pescadores, moradores e turistas também. É uma opção de diversão para eles e um lucro a mais para nós”.
Júnior ainda lembra que todos os responsáveis por barracas de alimentos receberam uma capacitação sobre higiene e manipulação de comida. Ao longo do festival serão feitas seis fiscalizações diárias em cada barraca. “Esse processo dá ainda mais credibilidade ao evento e faz com que as pessoas fiquem mais a vontade para consumir na festa. Dá mais credibilidade”, afirma.
Além de experimentar o prato principal da festa, a tainha assada, os visitantes ainda podem experimentar outras variedades de pratos com o peixe, como a tainha recheada, escabeche de tainha e lasanha de tainha.
O evento ainda terá exposição de artesanato caiçara, além de “causos” de Caraguá narrados por contadores de histórias da cidade. As crianças têm espaço garantido nas oficinas de artesanato voltadas especialmente para elas.
O festival é uma realização do Governo Municipal, por meio da secretaria municipal de Turismo, em parceria com a Associação dos Pescadores da Zona Sul de Caraguatatuba (Assopazca) e patrocinado pela Petrobras.
Ao longo dos quatro dias de festa, turistas e moradores poderão apreciar as delícias da culinária caiçara e assistir apresentações musicais no palco do evento. Além disso, quem saborear os pratos do festival ganhará convites para passear de barco pelo Rio Juqueriquerê. Ao todo, serão quatro embarcações fazendo o trajeto.
O presidente da Associação de Pescadores da Zona Sul de Caraguá, Ronan Carvalho da Silva Júnior, afirma que o festival cresce a cada ano e a expectativa é muito boa para a 8ª edição da festa. “As pessoas estão se familiarizando com o festival. Muitos me ligam para saber mais informações. Isso é bom para todos. A cidade ganha, os pescadores, moradores e turistas também. É uma opção de diversão para eles e um lucro a mais para nós”.
Júnior ainda lembra que todos os responsáveis por barracas de alimentos receberam uma capacitação sobre higiene e manipulação de comida. Ao longo do festival serão feitas seis fiscalizações diárias em cada barraca. “Esse processo dá ainda mais credibilidade ao evento e faz com que as pessoas fiquem mais a vontade para consumir na festa. Dá mais credibilidade”, afirma.
Além de experimentar o prato principal da festa, a tainha assada, os visitantes ainda podem experimentar outras variedades de pratos com o peixe, como a tainha recheada, escabeche de tainha e lasanha de tainha.
O evento ainda terá exposição de artesanato caiçara, além de “causos” de Caraguá narrados por contadores de histórias da cidade. As crianças têm espaço garantido nas oficinas de artesanato voltadas especialmente para elas.
O festival é uma realização do Governo Municipal, por meio da secretaria municipal de Turismo, em parceria com a Associação dos Pescadores da Zona Sul de Caraguatatuba (Assopazca) e patrocinado pela Petrobras.
Fonte: Caraguatur / Agora Vale / Diário de Taubaté
segunda-feira, 20 de junho de 2011
SC - Tainhas aos montes em Florianópolis
O final de semana foi de muita tainha nas redes dos pescadores da Grande Florianópolis. Ao todo, cerca de cem toneladas do peixe foram capturadas em quatro praias diferentes da Ilha de Santa Catarina.O maior lanço ocorreu na madrugada de sábado, na Praia da Lagoinha, no Norte da Capital. Cerca de 30 mil peixes (algo como 50 toneladas) foram capturados.
De acordo com o pescador Gilberto Milton Coelho, essa é uma das maiores quantidades pescadas no local nos últimos 50 anos. Cerca de 200 pessoas ajudaram no arrastão.
– A lua cheia abençoou a nossa noite. O domingo é de muita festa – falou Coelho.
Segundo o pescador, devido à grande quantidade de peixes, a contagem só foi finalizada por volta do meio-dia, 12 horas depois do arrastão ter se encerrado.
Na mesma hora, a poucos quilômetros dali, outro grande cardume era cercado na Praia dos Ingleses. Cerca de 15 mil peixes foram capturados. A pescaria começou por volta das 23h de sábado e só terminou ontem de manhã devido a problemas com as redes. Um dia antes, dois outros lanços, totalizando 10 mil peixes, já haviam sido feitos na mesma praia.
Outros dois lanços menores aconteceram em praias do Leste da Ilha. Na Barra da Lagoa, foram pegos cerca de 5 mil peixes. Já na Galheta, o lanço capturou aproximadamente 2 mil tainhas.
Cerca de 600 toneladas foram pescadas este ano
De acordo com o presidente do Sindicato dos pescadores de Santa Catarina, Osvani Gonçalves, este final de semana é considerado o melhor da temporada para a pesca artesanal até o momento.
O presidente da colônia de pescadores da Grande Florianópolis, Ari Santana, conta que os grandes lanços registrados no sábado e domingo animaram os pescadores.
O presidente do Sindicato dos pescadores destaca que a grande quantidade de tainha pescada neste final de semana aponta para uma temporada melhor do que a do ano passado, quando os pescadores amargaram uma das piores safras da história.
A quantidade de tainhas pescadas até agora é de 600 toneladas. A esperança é ultrapassar a marca das 770 toneladas pescadas no ano passado ainda nesta semana.
– Se o tempo continuar colaborando, teremos mais lanços a partir de amanhã (hoje) – espera Osvani.
Fonte: Diário Catarinense
quinta-feira, 9 de junho de 2011
SC - Mais 15 toneladas de tainha
Mais uma vez, o lanço foi feito por meio da rede de caça de malha. De acordo com a Federação dos Pescadores de Santa Catarina, cerca de 151 toneladas de tainhas já foram capturadas somente nesta temporada em todo o litoral catarinense.
Fonte: Diário Catarinense
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Aberta temporada de pesca da tainha no Sul e Sudeste
Os interessados deverão apresentar requerimento para concessão de autorização de pesca complementar na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura, em Brasília/DF, até a próxima quarta-feira (18/05). O requerimento deverá ser acompanhado de cópia do Certificado de Registro de Embarcação e das autorizações de pesca. O limite máximo de concessão é de uma autorização de pesca por responsável legal das embarcações, independentemente de se tratar de pessoa física ou jurídica.
Outro documento, assinado em conjunto pelas ministras da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, e do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, proíbe o desembarque de ovas de tainha desacompanhadas das respectivas carcaças. As ovas do peixe possuem maior valor por serem consideradas iguarias. O objetivo da proibição é evitar qualquer tipo de descarte de pescado apto ao consumo humano.
Fonte: Globo Rural
Íntegra: Instrução Normativa Nº5
INI nº7/2011 proíbe o desembarque de ovas de tainha, que possuem maior valor por serem consideradas iguarias, desacompanhadas das respectivas carcaças, de maneira a evitar qualquer tipo de descarte de pescado apto ao consumo humano.
Íntegra: Instrução Normativa Interministerial Nº 07 (MPA e MMA) - Publicada em 16.05.11Íntegra: Instrução Normativa Nº5
INI nº7/2011 proíbe o desembarque de ovas de tainha, que possuem maior valor por serem consideradas iguarias, desacompanhadas das respectivas carcaças, de maneira a evitar qualquer tipo de descarte de pescado apto ao consumo humano.
Fonte: MPA
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Tainha começa a chegar na Costa de Santa Catarina
Olhos fixos no mar em busca dos cardumes do mais cobiçado peixe do Litoral Sul. Essa deve ser a rotina dos milhares de pescadores artesanais de Santa Catarina a partir de agora com a chegada dos cardumes de tainha. No Rincão, os pescadores já caputaram as primeiras da temporada. Um volume pequeno, mas que serviu para animar a categoria.
É claro que para o peixe se aproximar em maior volume é preciso um pouco mais de paciência. Afinal alguns fatores são fundamentais para que a Tainha dê o ar da graça. Os principais são o frio e, claro o vento Sul.
Para garantir que a pesca ocorra sem problemas Ibama e sindicato dos pescadores devem apertar o cerco contra irregularidades. A pesca artesanal gera aproximadamente 15 mil empregos diretos e outros 50 mil indiretos em Santa Catarina.
Fonte: Portal Sul Notícias
quinta-feira, 24 de março de 2011
Tainha - limite de 60 embarcações para a frota industrial de cerco
O Ministério Público Federal (MPF) divulgou na segunda-feira, 21, que entrou com representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja restabelecida a norma que limita o número de embarcações de cerco, "traineiras", permitidos na pesca da tainha, como nas safras de 2009 e 2010 . A suspensão havia sido autorizada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA).
De acordo com o MPF, as ovas da tainha são uma iguaria semelhante ao caviar, valorizada no mercado internacional e que a frota de cerco atua sobre as agregações reprodutivas da espécie, visando a exportação das ovas para a comunidade europeia.
No pedido, o MPF requereu o restabelecimento de limites para a captura da tainha pela frota industrial de cerco; a proibição do desembarque, em todo o território nacional, de ovas de tainha desacompanhadas das respectivas carcaças; bem como a adoção das medidas necessárias à elaboração de plano de gestão para a espécie.
Esclarece a procuradora da República Anelise Becker que, no ano de 2004, a tainha foi classificada pelo MMA como espécie sobreexplotada, ou seja, como uma espécie cujo índice de captura é tão elevado, que reduz a sua população.
Em razão do potencial de desova e as capturas futuras a níveis inferiores aos de segurança para a sua conservação, a medida é apontada necessária e deve ser objeto de plano de gestão, visando à recuperação de seus estoques e da sustentabilidade da pesca, sem prejuízo do aprimoramento das medidas de ordenamento existentes.
De acordo com a procuradora da República, na tentativa de minimizar os impactos da pesca sobre a tainha, o Ibama, no ano de 2008, editou a Instrução Normativa no 171, limitando em 60 embarcações o máximo esforço de pesca permitido para a frota industrial de cerco. A vigência de tal dispositivo, contudo, vinha sendo adiada, ano após ano, pelo MPA e MMA, de modo que chegaram a ser permissionadas, no ano de 2009, 115 traineiras para a captura de tainha ovada e, no ano de 2010, 82 embarcações daquele tipo.
Observa a procuradora que o grande poder de pesca da frota industrial de traineiras, capturando grandes quantidades de tainha em locais e épocas de desova, pode levar à extinção da espécie.
O fenômeno é conhecido como "depleção serial de estoques", na medida em que a tainha passou a lhes ser permissionada como espécie-alvo, alternativa à captura da sardinha, cujos estoques entraram em colapso no ano 2000.
É relatado que a falta de controle prejudica não apenas o meio ambiente, mas também as comunidades de pescadores artesanais, que dependem da tainha tanto para sua alimentação (subsistência e comercialização), quanto para manifestações culturais que movimentam um importante mercado turístico-gastronômico ao longo de todo o litoral Sudeste e Sul brasileiro.
Acolhendo a Representação do MPF, o TCU determinou ao MPA e ao MMA que definam e quantifiquem parâmetros técnicos e normativos para o ordenamento sustentável das próximas safras da tainha, com base em dados técnicos e científicos existentes e, na sua ausência, que restabeleçam o limite de 60 embarcações para a frota industrial de cerco.
Na mesma decisão, publicada no dia 17, o TCU recomendou ao MPA e MMA que apresentem, no prazo de 120 dias, proposta conjunta de plano de ação, contendo cronograma de medidas necessárias à elaboração e implementação do plano de gestão do uso sustentável da tainha, definindo prazos e responsáveis pela adoção de tais medidas, assim como que proíbam, em todo o território nacional, o desembarque de ovas de tainha desacompanhadas das respectivas carcaças.
Thaise Saeter/ Assessoria MPF
Fonte: Jornal Agora
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