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terça-feira, 5 de maio de 2015

Pescado manda no mercado mundial

O comércio de pescado é o maior negócio global entre todas as proteínas animais no mundo, superando as grandes commodities animais: carnes bovina, suína e de aves. De acordo com o Rabobank, só em 2014 foram movimentados mais de US$ 140 bilhões em compras e vendas de pescado. E o mais impressionante: essa quantia dobrou nos últimos cinco anos.

“A indústria é muito diversa e oferece uma ampla gama de produtos. Tanto a indústria quanto o fluxo de comércio devem permanecer em constante fluxo”, diz relatório do banco a que a Seafood Brasil teve acesso. A instituição avalia ainda que a indústria aquícola em ascensão, especialmente de peixes brancos, está se tornando cada vez mais importante para o fluxo comercial de pescado, particularmente da Ásia para o Ocidente.

Na opinião do Rabobank, a aquicultura, uma enorme indústria de reprocessamento e um aumento da afluência de consumidores domésticos são as razões principais pelas quais a China é, de longe, o maior player mundial no mercado de pescado. E isso só deve crescer. “Esperamos que a China aumente cada vez mais a importação de produtos de alto valor agregado no futuro, enquanto sua indústria vai se concentrar mais na demanda doméstica, gradualmente estabilizando sua balança comercial altamente positiva”, diz o relatório.

Consumo x exportação

Os maiores mercados consumidores de pescado são a União Europeia, Estados Unidos e Japão. Entretanto, a China, como o maior exportador e quarta região que mais importa pescado no mundo, tem papel fundamental na análise do consumo, diz o Rabobank. Como se nota no mapa, o volume de comércio do Peru para a China sublinha a quantidade de pequenos peixes pelágicos capturados para o uso em ração para a aquicultura chinesa.

De qualquer forma, os Estados Unidos seguem na liderança da importação, com US$ 26 bilhões em 2013, enquanto a União Europeia respondeu por US$ 19 bilhões nos dados de 2013 analisados pelo Rabobank. O Brasil aparece no ranking, ocupando a 10º posição.





A Noruega e, novamente, a China, lideram as vendas. O país asiático comercializou o equivalente a US$ 20 bilhões em 2013, o dobro dos nórdicos, que ocupam a segunda posição na lista dos maiores exportadores mundiais.

Fonte: Seafood Brasil e Rabobank

sábado, 25 de janeiro de 2014

Peru: matança de golfinhos alimentada pelo comércio ilegal de tubarões

Os tubarões são uma mercadoria rentável para os pescadores, pois sua carne (na verdade suas barbatanas) tem sido considerado uma iguaria cara na Ásia. Um novo relatório do grupo de investigação e conservação ONG Mundo Azul sugere que essa demanda por tubarão está indiretamente alimentando outra tragédia em nossos oceanos : o massacre de mais de 15.000 golfinhos por ano só em Peru.

Pescadores peruanos tem matado golfinhos para usar sua pele como isca para capturar tubarões.


Repórteres disfarçados se infiltraram nos pescadores que matam golfinhos e registraram as técnicas que utilizam, localizam os grupos de golfinhos e quando estão dentro da distância disparam um arpão. Uma vez que eles atingem seus alvos, os pescadores içam o golfinho em seu barco e cortar sua pele, para servir de isca.
Caçar golfinos é ilegal no Peru, cuja prática é proibida desde 1996 e que pude o infrator com a perda de licença de pesca e até prisão, porém segundo ativista do Mundo Azul há pouca fiscalização e as autoridades pesqueiras do país fazem "vista grossa" a este problema.

Fonte: National Geographic 
Tradução livre: Maurício Düppré

Veja reportagem da CNN clicando aqui.

Nota: A Avaaz criou uma petição endereçada aos Ministros de Meio Ambiente e o de Produção, além do presidente do Peru, solicitando maior fiscalização para interromper o uso de golfinhos como isca, caso concorde assine clicando aqui.




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