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sexta-feira, 1 de março de 2013

Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social"



O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpufv
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa, no dia 8 de março de 2013.

Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar.

Fonte: Náutica Press

A Mútua dos Pescadores é uma seguradora, que iniciou a sua atividade em 1942 no setor da pesca e se transformou na maior associação portuguesa do setor marítimo, com cerca de 16 000 associados. Em 2004 tornou-se na 1ª e única cooperativa portuguesa de utentes (consumidores) de seguros, e está representada em todo o Continente, Madeira e Açores, operando já em França, especialistas e líderes nos seguros da pesca profissional.
Fonte: Mútua dos Pescadores

O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf
O Livro "Mútua dos Pescadores - Biografia de uma Seguradora da Economia Social", da autoria do Professor Álvaro Garrido, será apresentado na Livraria Sá da Costa, no coração da nossa Lisboa *, no dia 8 de março de 2013.
A iniciativa é promovida pelo coro da Mútua dos Pescadores/Ponto Seguro, que também fará uma atuação, dando a conhecer o seu trabalho mais recente, que inclui harmonizações de canções do Zeca Afonso, trabalhadas pelo maestro Ivo Castro.
A sessão terá início pelas 17h30.


O professor Álvaro Garrido fará a apresentação do Livro e de seguida atuará o coro.
Durante essa semana – a partir do dia 4 de março, até ao dia do lançamento - a livraria vai ter sabor a mar, já que a sua montra de livros vai ser composta por obras relacionadas com o mar, e sobretudo com a pesca.
A exposição de pintura de Stella Maris Vallejo, que evoca o mar e as suas gentes, estará também patente na livraria durante essa semana.
A Stella é pintora e amiga da Mútua há muitos anos, e desde 2012, amiga especial do coro, a quem devemos a atuação no Museu do Mar de Cascais por ocasião das celebrações do Dia Nacional do Mar. Fonte: Mútua. - See more at: http://www.nauticapress.com/modules/news/article.php?storyid=2725#sthash.7K3xykb3.dpuf

sexta-feira, 30 de março de 2012

Livro - Faina Maior




Obra da autoria do Capitão Francisco Marques, antigo homem da pesca ao bacalhau em lugres como o “Creoula” e Drª Ana Maria Lopes, directora do Museu Marítimo de Ílhavo durante os anos 90. É um livro editado em 1996 pela Quetzal.

O livro faz “a reportagem ou o relato – de uma campanha de barra a barra (neste caso, da de Aveiro), de um lugre da pesca do bacalhau à linha, dos anos 30, com toda a azáfama, dureza, angústia, saudade, sacrifício e empenho, nos gelos perpétuos.”

A edição tem 112 páginas e cerca de 142 fotografias da época.

Fonte: Associação dos Portos de Portugal e Blog Marintimidades



segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Literatura: Colapso (2005) - Jared Diamond


Em “Colapso”, o autor tenta tirar lições do passado como alerta para os riscos de um colapso ambiental no futuro do planeta.

Neste livro, com o uso de descobertas científicas em disciplinas tão diferentes quanto a zoologia, sismologia, botânica, história das religiões e física nuclear, Diamond investiga o lado dos derrotados: por que algumas grandes civilizações, que tinham tudo para dar certo, fracassaram ou desapareceram enquanto outras prosperaram? Um exemplo é o destino misterioso da sociedade primitiva que colonizou a Ilha de Páscoa.
Além dos gigantescos menires de pedra que até hoje assombram os turistas, nada mais restou dessa antiga civilização polinésia.
Destino semelhante tiveram os maias, na América Central, e os vikings, no norte da Europa. Por que, depois de florescer de forma tão exuberante num determinado período, todas essas civilizações sumiram do mapa deixando para trás apenas ruínas de suas construções?

Uma primeira conclusão é que o futuro de todos os grupamentos humanos primitivos sempre dependeu da forma como encararam ou enfrentaram os desastres ambientais que os aguardavam.

O planeta Terra, observa Diamond, é um ambiente altamente mutável, no qual o sucesso e a continuidade da vida estão intimamente associados à sua capacidade de se adaptar às mudanças.
Sociedades que souberam cuidar dos seus recursos naturais foram mais bem sucedidas ao se antecipar às alterações climáticas e ambientais de modo a conseguir sobreviver à elas.
Povos que, ao contrário, exploraram em excesso esses recursos, movidos pela necessidade ou pela imprevidência, traçaram o caminho do próprio fracasso.
É o que Diamond chama de “eco-suicídio”, ou seja, a incapacidade de entender a fragilidade do meio ambiente combinada com a ganância que leva a exploração dos recursos naturais muito além do limite sustentável.
Um caso exemplar é o dos polinésios da Ilha de Páscoa. Plantada no meio do Oceano Pacífico, essa ilha vulcânica, descoberta em 1722 pelo explorador holandês Jacob Roggeveen, é uma dos pontos mais remotos do planeta.
A terra mais próxima pelo leste é a costa do Chile, situada a 4.100 quilômetros de distância. A oeste, são as Ilhas de Pitcairn, separadas por mais 2.400 quilômetros de mar.
A ilha é conhecida pelas centenas de estátuas gigantescas de pedra com feições humanas, que há séculos miram o oceano de forma enigmática.
Algumas pesam mais de 270 toneladas. A existência desses monumentos rochosos indicam que nessa ilha um dia floresceu uma civilização criativa e ambiciosa, mas quando os europeus lá chegaram tudo que viram pela frente foi um povo empobrecido sobrevivendo a duras penas da agricultura rudimentar num solo pedregoso em acelerado processo de desertificação.
Ao passar por ali em 1774, o explorador britânico James Cook descreveu os habitantes como “pequenos, esquálidos, tímidos e miseráveis”.

O que aconteceu? A explicação de Diamond: os moradores da Ilha de Páscoa exageraram na exploração dos seus recursos ambientais. Quando os primeiros seres humanos ali chegaram, por volta do século nono da Era Cristã, a ilha era coberta por um densa floresta tropical, repleta de aves e animais, mas o desmatamento sem controle para uso agrícola e exploração da madeira rapidamente transformaram a região num deserto.
A extinção das espécies nativas inviabilizou a caça e a coleta de frutos. Para complicar a situação, o oceano em volta era pobre em peixes e frutos do mar, devido à ausência de corais.
O resultado óbvio foi que, em pouco tempo já não havia recursos para alimentar a população, estimada em cerca de 30 000 habitantes no seu auge. A chegada dos europeus, portadores de doenças como varíola e sarampo, foi uma contribuição adicional e decisiva para o desastre.
“Não existe exemplo mais clamoroso de sociedade que destruiu a si própria explorando além da conta seus recursos naturais”, escreve Diamond.
Ao investigar essa e outras histórias semelhantes de civilizações fracassadas, Diamond identifica alguns padrões de erro, como o crescimento populacional descontrolado e a exploração excessiva da caça, pesca e outros recursos naturais – todos problemas agravados por fatores como secas, invernos rigorosos, convulsões políticas ou guerras civis.
Ciclos de desmatamento excessivo deram lugar à erosão do solo e à fome decorrente do desaparecimento de animais e espécies vegetais usadas na alimentação, seguida da decadência de toda uma civilização.
Natureza e seres humanos, afirma Diamond, estão ligados para sempre por laços indissolúveis. O futuro de um dependerá sempre do outro.
A diferença agora é que nunca antes os problemas foram tão graves e em escala tão gigantesca. Enquanto as civilizações antigas enfrentaram problemas locais ou regionais, desta vez a humanidade inteira encontra-se diante do desafio de salvar o planeta. Não é mais apenas um povo ou uma nação ameaçada, mas todos os seres humanos.
“O paralelo entre o destino da Ilha de Páscoa e o mundo moderno é absurdamente óbvio”, afirma o autor.
“Graças à globalização, ao comércio internacional, aos aviões a jato e à Internet, todos os países do mundo hoje compartilham os mesmos recursos finitos.
A Ilha de Páscoa era um lugar isolado no Oceano Pacífico, tanto quanto a Terra é um planeta solitário na imensidão do universo. Quando os habitantes polinésios da ilha se viram em dificuldade, não havia para onde fugir, da mesma forma como nós, seres humanos atuais, não teremos para onde ir caso os problemas atuais continuem a se agravar até o limite do desastre”.
O autor fornece uma lista de doze desafios para a humanidade hoje:
1. Destruição dos habitats naturais
2. Pesca exagerada nos rios e oceanos
3. Redução na diversidade biológica
4. Empobrecimento do solo
5. Crise do petróleo e falta de recursos fósseis capazes de fornecer energia para uma população crescente
6. Dramática redução nos estoques de água potável
7. Redução da energia solar devido às mudanças climáticas
8. Contaminação do solo por resíduos tóxicos
9. Invasão dos antigos habitats naturais por pragas e espécies alienígenas
10. Atividade humana exagerada
11. Super-população do planeta
12. Aumento no impacto per-capita sobre os recursos naturais
Apesar do tom pessimista, Jared Diamond encerra seu livro com uma nota positiva: de todas as sociedades que, ao longo da História, contemplaram o colapso, apenas a nossa tem a oportunidade de aprender com o passado.

O problema é que, dependendo de como essas lições forem estudadas e aplicadas, talvez não haja mais ninguém para contar essa história no futuro – como fez Diamond.

“Será que algum dia turistas se vão estarrecer confundidos perante as gigantescas estruturas decadentes de arranha-céus nova-iorquinos, da mesma forma que hoje nos impressionamos pelas ruínas das cidades Maia conquistadas pela selva? ”

COLAPSO – Jared Diamond; Editora Record, 2005

Fonte: Recriar.com.você


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Livro: Ondas que te quero mar



NEMA lança livro Ondas em versão digital

A fim de atender a inúmeras solicitações de aquisição do livro e ao fato da 1ª edição estar esgotada o NEMA lança a versão digital do livro Ondas que te quero mar: educação ambiental para comunidades costeiras. O livro apresenta o relato de experiência em educação ambiental do NEMA e traz a metodologia interdisciplinar que integra a arte, a educação psicofísica e as ciências do ambiente, a qual vem subsidiando projetos e ações de conservação e gestão ambiental do NEMA e de outras instituições.

Relatos de experiências em educação ambiental do NEMA, o livro traz a metodologia interdisciplinar que integra a arte, a educação psicofísica e as ciências do ambiente, a qual vem subsidiando projetos e ações de conservação e gestão ambiental do NEMA e de outras instituições.
Ondas que te quero mar: educação ambiental para comunidades costeiras.

Para baixar o livro:

terça-feira, 14 de junho de 2011

Livro - Tecnologia do Pescado - Ciência, Tecnologia, Inovação e Legislação



O livro é destinado a vários níveis e contém informação tanto atual quanto inovadora, além de ser muito relevante para futuras consultas e aplicações práticas. Cada capítulo é extensivamente relacionado com informações chaves, exemplos práticos e referências bibliográficas, sendo outro diferencial das obras até então publicadas.

Poderá ser um complemento importante para indústrias, instituições de pesquisa, instituições de ensino técnico e superior e bibliotecas pessoais. Será inestimável para tecnólogos da industria do pescado, consultores, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e autoridades do governo envolvidas na regulação ou fiscalização e controle de qualidade do pescado.

Fonte: Atheneu


quinta-feira, 3 de março de 2011

Livro: Nos Limites da Amazônia Azul

Lançado esta semana, o livro "Nos limites da Amazônia Azul", com fotografias de Simone Marinho e textos de Roberta Jansen e Antônio Marinho é a primeira obra a reunir os dados históricos do Arquipélago de São Pedro e São Paulo e da Ilha de Trindade.

Os dois conjuntos de ilhas oceânicas garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente com uma posição estratégica em meio ao Atlântico: nos limites da Amazônia Azul, uma área marítima de cerca de 3,6 milhões de quilômetros - quase tão grande quanto à da Floresta Amazônica e rica em biodiversidade e recursos naturais, muitos ainda não identificados.Veja a galeria de fotos das ilhas

As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá.

A ocupação permanente desses territórios - o acesso à ilha é restrito a militares e cientistas - é estratégica, principalmente em tempos de pré-sal, porque amplia a área de exploração de petróleo, gás, minérios, biodiversidade e pesca.

- Além de garantir essa gigantesca Zona Econômica Exclusiva (ZEE), a habitação permanente dá à comunidade científica brasileira a oportunidade de desenvolver pesquisas na região que, em função de suas características ímpares, é um pólo para estudos em várias áreas. Atualmente são desenvolvidos 24 projetos de pesquisa lá - diz o capitão-tenente Marco Antônio Carvalho de Souza, encarregado da Divisão de Apoio ao Proarquipélago.

Fonte: O GLOBO


Nos limites da Amazônia Azul
As ilhas de São Pedro e São Paulo + Trindade
Simone Marinho, Roberta Jansen, Antonio Marinho

Muito além dos limites da costa, ainda existe um Brasil que pouquíssimos brasileiros conhecem, mas que remonta à época do descobrimento. Como sentinelas em alto mar, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Nordeste, e a Ilha de Trindade, no Sudeste, garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente. A ocupação desses pequeninos territórios é bastante antiga justamente por sua posição estratégica em meio ao Atlântico. As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. Ambas foram disputadas por portugueses e ingleses interessados em estender seu território sobretudo numa época em que boa parte dos deslocamentos era feita por mar. Naturalistas e exploradores estiveram em Sâo Pedro e São Paulo (Darwin passou por lá) e Trindade (como Halley e James Cook) ao longo dos séculos, bem como piratas, prisioneiros e aventureiros de todos os tipos. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá. Apesar de ricas em histórias que fazem parte da formação do próprio Brasil, há pouquíssimo material histórico sobre as ilhas, ocupadas hoje por cientistas e militares. Nos limites da Amazônia Azul é a primeira obra a reunir os dados históricos disponíveis.

Editora Casa da Palavra, 160 páginas, R$ 100,00

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Paraná: Pescadores da Tainha (Livro e Vídeo)

Gritar, assobiar, correr ou jogar futebol na praia espanta o peixe. Estes são alguns dos folclores e histórias de pescadores encontrados no projeto inédito chamado “Pescadores da Tainha”, que engloba um filme documentário e um livro de imagens. Realizado na Ilha do Mel (litoral do Paraná), os trabalhos serão lançados no dia 23 de novembro, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto levou três anos para ficar pronto. “Nós conseguimos mostrar as peculiaridades da pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel, que está em extinção, bem como a história dos pescadores que vivem por lá. Desde o início, nossa ideia era apresentar um filme com linguagem documental e também elaborar um livro com as fotografias do trabalho da pesca. Acredito que conseguimos retratar com muito respeito o cotidiano das pessoas que trabalham com a pescaria”, diz Viaro.

Régnier buscava algo inédito para suas imagens. Foi assim que o interesse cultural o uniu com Viaro e deu início ao projeto que comporta as habilidades de cada um. “Foi assim que chegamos aos 'Pescadores de Tainha', que uniu nossas idéias e nos proporcionou trabalhar com um forte componente ecológico. Neste trabalho conseguimos unir imagens inéditas e criativas daprática da pesca com a filmagem de depoimentos curiosos sobre como é a vida destes pescadores e no que eles acreditam. Todo o nosso aprendizado poderá ser agora visto por todos que se interessarem sobre o tema”, comenta.

Os dois produtores afirmam, no entanto, que este trabalho não é propriamente sobre a pesca da tainha e nem sobre a Ilha do Mel. “De fato, este é um projeto documental sobre pescadores, o modo como vivem e trabalham, suas lendas e crenças. Usurpamos a pesca para usar como pano de fundo para tratar dos que vivem dela”, explica Régnier. Viaro continua: “O resultado é um filme e um livro com imagens feitas em câmeras analógicas e filme preto e branco, sobre o dia-a-dia de quem ainda tem o hábito da pesca artesanal e tenta sobreviver em meio à simplicidade cotidiana”, destaca. Pescadores da Tainha contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).

Livro: Pescadores da Tainha
Autor: Leonardo Régnier
Editora: Maxigráfica
Contracapa: Fotografia do autor e texto biográfico
1.ª edição: 2.500 exemplares
Valor: R$ 50 a R$ 70
N.° de páginas: 168
Curador: Orlando Azevedo

Filme: Pescadores da Tainha
Direção e produção: Tulio Viaro / Leonardo Régnier
Montagem: Adalgisa Lacerda
Trilha sonora: Guto Gevaerd
Som direto: Roberto C. Oliveira
Design de som: Ulisses Galetto
Gênero: Documentário
Valor: R$ 50 a R$ 70

Perfil Pescadores da Tainha:

Pescadores da Tainha é um projeto inédito elaborado em vídeo e foto sobre o dia-a-dia da prática da pesca artesanal na Ilha do Mel (PR). Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto, que foi iniciado em 2008, levou três anos para ficar pronto e contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). As imagens e o filme retratam a pesca artesanal, que está em extinção, bem como os folclores que norteiam este hábito.

Fonte: Paranashop

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Pesca Esportiva: Concurso Nacional de Causo de Pescador

Está rolando no mundo da pesca esportiva o 2º Concurso Nacional de Causos de Pescador, a inscrição pode ser feita até 15 de setembro, é R$ 20,00.

Vale também pra pesca artesanal.




Abaixo os prêmios para a mais incrível verdade contada:

1º LUGAR

Temporada Barco-Hotel Kalua (viagem de ida e volta não inclusa)
Temporada completa na Pousada Xingu Lodge
01 Super Vara Artesanal da Rodbuilder Art
Assinatura Semestral da Revista Pesca Esportiva
Exemplar da Bíblia do Pescador 2010
Assinatura Anual Revista Virtual Pescarte
Escultura de Tucunaré – Grande – por Marcos Antonio de Souza
Camiseta e Boné Pescarte
Publicação do Causo na Revista Pesca Esportiva
10 CDs do 2º Concurso para distribuição pessoal
05 CDs do 1º concurso

CASO ou CAUSO é uma narrativa de acontecimento inusitado (incomum, insólito, estranho; inabitual) ocorrido com uma pessoa, que pode ser o próprio narrador. O acontecimento pode também ter sido presenciado ou recontado a ele. O texto (oral ou escrito) vem enfeitado pela fantasia do narrador, chegando, por vezes, às raias do absurdo, inclusive com a intervenção de entidades sobrenaturais.

Os pescadores, viajantes por natureza, são famosos por produzir causos incríveis. Isto porque as pescarias geram fatos inesperados, podendo alimentar a imaginação e a fantasia do narrador, ou seja, o pescador ou alguém que contou o causo para ele.

Não raro, as narrativas de causos misturam elementos míticos, lendários, religiosos e/ou até de acontecimentos de outros contos provenientes da tradição folclórica brasileira.


Maiores informações: http://www.kaluapesca.com.br/pescarte/ccauso2/abre.htm 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Livro: Economia da Pesca Sustentável no Brasil

Amanhã (31/08) ocorrerá no Departamento de Pesca e Aquicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco em Recife o lançamento do livro  "Economia da Pesca Sustentável no Brasil" de Jacques Ribemboim (Ed.Bagaço, 261pp, 2010).

O evento terá mesa-redonda com a participação de Fábio Hazin (diretor do Depto de Pesca e Aquicultura da UFRPE); Jacques Ribemboim (coordenador da Cátedra Manuel Correia de Andrade, UFRPE); Paulo Oliveira, (coordenador do curso de engenharia de pesca da UFRPE) e Flávia Lucena (professora do DEPAQ).

Data: 31 de agosto de 2010
Hora: das 15 às 18 horas.
Local: Auditório do Departamento de Pesca e Aquicultura da UFRPE.

Preço do livro: R$ 30,00

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Livro-reportagem: Pescadores Artesanais do Espírito Santo





“Nós, pescadores, vivemos praticamente até hoje em um sistema arcaico, por falta de assistência do poder público, que nos abandonou de tal forma que precisamos ser doutores de nossa própria causa. Parece que somos seres invisíveis. Mas mesmo assim, os pescadores têm uma cultura de resistência. Por isso, sobrevivem”.

O depoimento, que resume a situação da pesca artesanal do litoral capixaba, é do pescador Benedito Matias Porto, de Conceição da Barra, litoral Norte do Espírito Santo. Bi, como é conhecido, foi apenas um dos muitos entrevistadosque contam suas experiências, transmitem seus ensinamentos e compartilham suas lutas no livro Pescadores Artesanais do Espírito Santo (Editora Esplendor).

Resultado de cerca de um ano de trabalho e mais de 1.500km rodados no litoral do estado, a obra reúne fotos e histórias de pessoas que tiram do mar o seu sustento – ou pelo menos têm tentado fazê-lo. “A situação dos pescadores capixabas é muito difícil. Embora eles tenham se organizado nos últimos anos, a atividade predatória das grandes companhias pesqueiras e a invasão do litoral por veranistas estão reduzindo a margem de manobra desses profissionais”, comenta o jornalista e autor do livro, Eduardo Sganzerla.

Mesmo com tantas dificuldades, os relatos mostram que a luta continua e que esses homens e mulheres não desistem do trabalho. Assim, eles mantêm a tradição e a cultura dos pescadores artesanais, visando dar continuidade aos procedimentos manuais e perpetuar a atividade. Sganzerla avalia que é preciso uma intervenção estatal para que a pesca artesanal sobreviva. “É necessária uma ação do poder público para ajudar a dar equilíbrio a esta situação e afastar a ameaça de extinção desta categoria profissional”.

As histórias contadas nas 190 páginas do livro são ilustradas por fotos de Mariana Branco, que captou as diferentes emoções que envolvem os depoimentos. Os belos cenários paradisíacos misturam-se com expressões de quem trabalha e luta para sobreviver, mas que faz o que gosta junto ao mar.

A obra Pescadores Artesanais do Espírito Santo foi lançada nesse mês de julho e contou com recursos da Lei Rouanet e apoio da Cia. Caetano Branco, sediada no Paraná.

Serviço:
Livro Pescadores Artesanais do Espírito Santo
Autor: Eduardo Sganzerla
Fotos: Mariana Branco
Editora Esplendor
www.esplendorbrasil.com.br

Fonte: Paranashop

sábado, 26 de junho de 2010

LIVRO: No Coração do Mar (2000) - Nathaniel Philbrick

O naufrágio do baleeiro ESSEX, no Século 19 foi um acontecimento tão comentado quanto o naufrágio do Titanic no Século 20. Albaroada 2 vezes por uma baleia cachalote, que a golpeou com a cabeça, a embarcação afundou rapidamente.

Amontoados  em 3 botes no meio do Oceano Pacífico, os tripulantes navegaram por 3 meses, percorrendo milhares de milhas em mar aberto na esperança de salvação, por terra firme ou alguma embarcação que os socorresse.

Os naufragos chegaram a avistar uma ilha, desembarcaram nela, mas em poucos dias não havia mais água doce nem alimento na ilha deserta e tiveram que voltar aos botes em busca de melhor sorte.

A escassez de água e comida os submeteram aos horrores da inanição e da desidratação, da doença e da loucura, e os levou aos extremos da morte como o canibalismo.



Mais do que uma aventura, a tragédia desses homens simples, alguns ainda adolescentes, desafia o leitor a refletir sobre a capacidade de resistência do espírito humano diante de adversidades insuperáveis.

Este episódio inspirou Herman Melville a escrever sua obra mais conhecida, Moby Dick.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

LIVRO: Guerra da Lagosta (2004) - Claudio da Costa Braga



Em tempos de tensão no litoral cearense por conta da exploração da lagosta, recordamos aqui no Blog do Cardume um caso de proporções maiores ocorrido a quase 50 anos entre o Brasil e a França e que quase virou conflito armado, onde na época ficou conhecido como a Guerra da Lagosta.

História sobre a pesca de Lagosta

“Durante séculos, a captura da lagosta ao longo da costa do Nordeste brasileiro foi realizada de forma rudimentar, somente para subsistência das famílias da região ou abastecimento do pequeno mercado local. A partir da década de 1930 o crustáceo começou a ter maior valor comercial.

Mas esta atividade econômica só despertou o interesse de companhias estrangeiras na década de 1950, quando empresas japonesas decidiram enviar barcos de pesca para o litoral do Nordeste. A licença foi emitida e, em contrapartida, o Governo Brasileiro exigiu a nacionalização de parte da tripulação dos barcos. Com dificuldade em cumprir tal exigência, os japoneses preferiram abandonar a pesca e comprar a lagosta diretamente dos jangadeiros brasileiros, obtendo uma boa lucratividade. Desta forma, estabeleceu-se uma atividade regular de captura naquela região, tornando-se realmente uma atividade econômica de valor. Em paralelo, a atividade contribuiu para o desenvolvimento da indústria de congelamento, além do aumento da atividade nos portos de Fortaleza e Recife por causa da exportação do crustáceo. Em 1955 exportaram-se 40 toneladas de lagosta. Cinco anos depois, este número subiu para 1.200 toneladas.

O interesse francês na costa do Nordeste surgiu no início da década de 1960, ou seja, alguns anos depois dos acordos com o Japão. Uma delegação foi enviada ao Recife para negociar a vinda de três barcos de pesca franceses com o intuito de realizar pesquisas sobre viveiros de lagosta. A CODEPE, órgão federal responsável pelo desenvolvimento da pesca no país, emitiu uma autorização de pesquisa em março 1961, válida por 180 dias. Esta licença contemplava apenas três embarcações.

No entanto, autoridades brasileiras já estavam preocupadas quanto ao real motivo da vinda dos pesqueiros. Foi decidido que representantes da Marinha do Brasil embarcariam nos navios franceses para atuar como fiscais de pesca. Após alguns embarques, os militares constataram que os navios estavam realmente capturando lagosta em larga escala e realizando pesca predatória com arrasto. Além disso, a licença de pesquisa emitida limitava-se a três barcos e a França enviou quatro. A partir do relatório dos militares embarcados decidiu-se pelo cancelamento da licença e o último pesqueiro partiu de volta para a França no final de abril de 1961.

Em novembro os franceses solicitaram uma nova licença para a realização de pesquisas e experiências no litoral nordestino. Desta vez foi argumentado que elas seriam realizadas na plataforma continental, fora das águas territoriais brasileiras. E assim, uma nova leva de pesqueiros franceses chegou ao litoral nordestino no final de 1961.

O que ocorreu?

Alertada por pescadores brasileiros, uma embarcação da Marinha do Brasil flagrou em 1961, barcos franceses pescando lagosta na costa nordestina, em águas territoriais brasileiras, sendo convidados a se retirar.


Na imprensa francesa, diante dos protestos dos pescadores de lagostas sobre os seus supostos direitos de pesca, travou-se um aceso debate sobre o enquadramento da lagosta enquanto item de pesca e outras considerações sobre sua classificação como bem patrimonial do Brasil.

À época, a crise extrapolou as relações diplomáticas entre os dois países, de tal modo que ambos chegaram a mobilizar os seus recursos bélicos.

O primeiro a fazê-lo foi a França, que deslocou um contingente naval, mantido em prontidão, para uma área vizinha à região em conflito.

No Brasil, a opinião pública percebeu a situação como uma agressão da França aos direitos de soberania brasileiros. O presidente João Goulart (1961–1964), após reunião do Conselho de Segurança Nacional, determinou o deslocamento, para a região, de considerável contingente da Esquadra, apoiado pela Força Aérea Brasileira. Em terra, o 4° Exército, com sede em Recife  também se mobilizou.



À época, na imprensa francesa, suscitou-se uma polêmica curiosa: se a lagosta andava ou nadava. Caso nadasse, poder-se-ia considerar que estava em águas internacionais; caso andasse, estaria em território nacional brasileiro, uma vez que se admitia à época que o fundo do mar pertencia ao Estado Brasileiro.

No debate diplomático entre o Brasil e a França, a comissão brasileira foi assessorada pelo então Almirante Paulo Moreira da Silva, especialista da Marinha do Brasil na área de Oceanografia. Durante os debates, os especialistas da França defendiam que a lagosta era apanhada quando estava nadando, ou seja, sem contato com o assoalho submarino (considerado território brasileiro), momento em que, longe do contato com a plataforma continental, poderia ser considerado um peixe. 


Nesse momento, o Almirante Paulo Moreira tomou a palavra, argumentando que para o Brasil aceitar a tese científica francesa de que a lagosta podia ser considerada um peixe quando dá seus "pulos" se afastando do fundo submarino, então teria, da mesma maneira, que aceitar a premissa do canguru ser então considerado uma ave, quando dá seus "pulos". A questão foi assim encerrada a favor do Brasil.



O LIVRO:

O Serviço de Documentação da Marinha do Brasil lançou em 9 de dezembro de 2004, no Museu Naval, o livro A guerra da lagosta, de autoria do comandante Cláudio da Costa Braga, capitão-de-mar-e-guerra. O livro é inédito em seu tema, trata dos fatos, pouco conhecidos (a maioria, sigilosos até então) da crise ocorrida entre o Brasil e a França entre 1961 e 1963, devido à captura ilegal de lagosta, por barcos de pesca franceses, no litoral do Nordeste.

A Guerra da Lagosta. Claudio da Costa Braga. Rio de Janeiro: Serviço de Documentação da Marinha (SDM), 2004.


Fonte: Wikipedia, Observatório da Imprensa



segunda-feira, 19 de abril de 2010

LIVRO: MAR MORTO (1936) - Jorge Amado



A MANHÃ DOS MARÍTIMOS

Quem já decifrou o mistério do mar? Do mar vem a música, vem o amor e vem a morte. E não é sobre o mar que a lua é mais bela? O mar é instável. Como ele é a vida dos homens dos saveiros (Mar morto, 1936).

Instável como a vida de todos nós, sempre a surpreender com o inesperado, lugar mítico, tema poético de dimensões oceânicas, “mistério que nem os velhos marinheiros entendem”. “Doce amigo”, mas também dono das que oculta o corpo do amado, docemente levado pelas ondas até a Terra de Aiocá: o mar de Jorge Amado é signo da vida e do amor.

Os velhos marinheiros, donos de saveiros e malandros que povoam os portos do Recôncavo Baiano, onde se passa a história de Guma e Lívia, é o “povo de Iemanjá que tem muito o que contar”. Tendo a morte sempre por perto, eles se entregam de corpo e alma às belas noites de Lua cheia e enfrentam a angústia das tempestades. Mas os homens do mar têm sonhos de vida: viajar sobre as ondas, ter um saveiro seu, beber no Farol das Estrelas, fazer um filho que seguisse seu destino e ir um dia com Iemanjá. Bem que canta uma voz no cais nas noites mais belas:

É doce morrer no mar…


Canção do mar

O conhecido verso da música É doce morrer no mar (1941), dos amigos Jorge Amado e Dorival Caymmi, homens da terra que se dedicaram a entender o coração dos marítimos, surge por várias vezes na história do Mar morto, na voz do negro que atravessa a noite.

Numa dessas noites de tempestade, quando nenhum pescador se aventurara a sair com seu barco, o apelo de seu Godofredo por socorro aos filhos que estavam num navio perdido faz Guma lançar-se ao mar bravio e realizar seu primeiro ato heroico. Célebre nos portos da Bahia, seu desejo não é diferente do dos marinheiros que povoam o cais: quer amar perdidamente uma bela mulher, mesmo sabendo que o destino dela será triste.

Há uma canção do cais que diz que desgraçado é o destino das mulheres dos marítimos. Dizem também que o coração dos marítimos é volúvel como o vento, como os barcos que não se fixam em nenhum porto. Mas todo barco tem o nome do seu porto na proa. Pode andar por outros portos, pode viajar por muitos anos, mas não esquece o seu lugar, voltará a ele um dia. Assim o coração dos marinheiros. Nunca eles esquecem aquela mulher que é a deles só.

A dona do mar: Iemanjá, dona Janaína, dona Maria, Inaê, princesa de Aiocá

Durante a festa de Iemanjá, “mais bonita que todas as procissões da Bahia”, no terreiro de Candomblé de pai Anselmo, onde era iniciado, Guma pede à Iemanjá, a rainha dos cinco nomes, uma mulher tão bonita quanto ela, com seus cabelos que colorem as águas salgadas. Nessa mesma ocasião, ele vê Lívia e se apaixona perdidamente.

Neste romance, que Jorge Amado considerou seu melhor livro, escrito em 1936, aos 24 anos, quando acabara de concluir a faculdade de Direito no Rio de Janeiro, estão presentes temas poéticos por excelência: amor, morte e música.

Pelo título somos levados a pensar no mar Oriental de mesmo nome, o Mar Morto, que banha o interior da Palestina (Jordânia, Cisjordânia e Israel), elo entre povos que vivem uma guerra de tão difícil compreensão para nós, ocidentais neste século XXI. A água cinzenta, pesada e escura do Mar Morto descrito por Jorge Amado se assemelha à espessura desse mar do Oriente. Por sua grande salinidade e seus minerais, no Mar Morto é possível ao banhista flutuar, perder o chão sob os pés na água que lembra calda de açúcar queimado. Um pouco como ficamos após a leitura de Mar morto, que apresenta o amor como bálsamo para a dor humana diante da possibilidade da morte e do que pode nos acontecer de imprevisível.

O romance proporciona valiosas reflexões: mostra a dificuldade que os pescadores e suas famílias enfrentam no dia a dia, os barcos que se perdem no mar, as mulheres a chorarem a morte de seus homens e a esperteza dos homens que se aproveitam da necessidade dos pescadores. Como quando Guma é contratado para fazer viagens perigosas e ilegais, que ele acaba aceitando por não ver outra alternativa para conseguir o dinheiro que precisa para comprar seu saveiro e finalmente ter a independência que deseja.

O mar é o lugar do encontro, nele se movimenta não só o amor de Guma e Lívia, mas as canções do ABC de Rosa Palmeirão, o velho Francisco, o filho Frederico, Maria Clara, Rufino, Judith, Esmeralda, o árabe Toufick, Chico Tristeza, Jacques, Rodolfo, Vesgo, Maneca Mãozinha e todo o povo marítimo. E ainda doutor Rodrigo e dona Dulce, médico e professora que fizeram do mar sua moradia, na esperança de proporcionar alguma mudança na realidade daquele lugar. É no milagre esperado por dona Dulce que surge o diálogo com as ideias anarquistas e comunistas que moviam o escritor naquela época.

Há no livro de Jorge Amado a indicação de uma possibilidade de mudança social, que parte do povo, e ainda a ideia de um amor que ultrapassa o limite do individual.

No amor de Guma e Lívia, pulsante como o movimento das ondas do mar, estão presentes a não-aceitação inicial da família da moça, a sedução da vizinha Esmeralda, a vigília da morte e a tortura pela espera de seu homem. Saber-se mulher de Guma, ser seu “porto fixo”, é a serenidade de Lívia. Ciente de que seu laço estava firme como o nó dos marinheiros, poderia enfrentar tempestades e até a morte. O mar os unia, era doce amigo.

Lívia anunciava a chegada do milagre tão esperado por Dona Dulce, inventando um outro rumo para as mulheres dos marítimos, pois era ela também uma marítima.

Alguns poetas em língua portuguesa que tiveram o mar por inspiração:

Luís de Camões:

(última estrofe do canto primeiro de Os Lusíadas, 1572)
(...)
No mar tanta tormenta e tanto dano,
Tantas vezes a morte apercebida;
Na terra tanta guerra, tanto engano,
Tanta necessidade avorrecida!
Onde pode acolher-se um fraco humano,
Onde terá segura a curta vida,
Que não se arme e se indigne o Céu sereno
Contra um bicho da terra tão pequeno?

Fernando Pessoa:

(“Mar português”. Mensagem, 1934)
(...)
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quere passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Cecília Meireles:

(“Beira mar”. Mar absoluto, 1945)
(...)
Não têm velas e têm velas;
e o mar tem e não tem sereias;
e eu navego e estou parada,
vejo mundos e estou cega,
porque isto é mal de família,
ser de areia, de água, de ilha...
E até sem barco navega
quem para o mar foi fadada.

Carlos Drummond de Andrade:

(“Amar”. Claro enigma, 1951)
(...)
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

sábado, 3 de abril de 2010

LIVRO: O VELHO E O MAR (1952) - Ernest Hemingway

Obra-prima da literatura universal, conta a história de Santiago, um velho pescador cubano que após oitenta e quatro dias sem fisgar um peixe, passa a ser zombado pelos colegas, que acreditam ter chegado ao fim a carreira de pescador. Até Manolin, jovem discípulo e ajudante de Santiago é proibido pelo pai de acompanhá-lo nas pescarias. 





Discriminado pelos seus pares, abandonado à própria sorte, Santiago resolve recuperar o prestígio e lança-se ao mar. A pescaria se estende como que em um último esforço para alcançar o êxito. 
Tanta persistência vale a façanha de fisgar um peixe sem tamanho, porém, para mantê-lo preso tem que vencer a força e a resistência "sem fim" do marlin, segue na lida com a linha, com pouca água e alimentando-se de peixes, no sol escaldante e travando conversas consigo mesmo. 


Consegue trazer o peixe e o amarra no costado de sua pequena embarcação a vela, mas sua batalha continua, pois aquele gigante enfim entregue atrai tubarões que querem devorá-lo. Ao final de sua batalha, chega à praia exausto, ferido e apenas com o esqueleto do peixe, mas ainda, assim, lhe rende a admiração e a recuperação do respeito de todos da vila de pescadores.





Paciência, sabedoria, perseverança, experiência, fé em si mesmo foram os ingredientes que garantiram a Santiago o sucesso, apesar de que na prática chegou a praia exausto e sem peixe. Porém não se deve garantir a  vitória a perda ou ganho, pois a luta do velho pescador e a sua superação nas dificuldades que o mar lhe impõe, com perseverança e sabedoria dão a si próprio a mensagem de que ainda é capaz.  


O livro explora os limites da capacidade humana e por conta disso vale tê-lo sempre por perto, pois a cada nova leitura uma nova mensagem chega até você.



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