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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

Vazamento na P-58 causa mancha de óleo a 85 km do litoral do ES

Brasília (23/02/2019) - Duzentos e sessenta mil litros de óleo vazaram no mar neste sábado (23/02) após o rompimento de mangote da plataforma P-58 durante transferência para o navio São Sebastião no Campo de Jubarte, a cerca de 85 km da costa do Espirito Santo, segundo comunicado inicial enviado pela Petrobras.

Analistas do Ibama realizam vistoria na área em helicóptero e avião equipado com sensores para monitoramento da mancha de óleo e acompanhamento das ações de contenção e recolhimento. No fim da tarde deste sábado, o trecho de maior concentração da principal mancha atingia 2,4 km de extensão por 0,55 km de largura.

A Petrobras enviou barcos para dispersão mecânica do óleo derramado. Segundo a empresa, o vazamento foi interrompido. Até o momento não há indicativo de que o óleo vá chegar às praias da região e não foram avistados animais atingidos.

Laudo técnico vai determinar a dimensão do dano ambiental e servirá de base para aplicação de sanções à Petrobras.

A fiscalização da segurança operacional da plataforma é atribuição da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e a manutenção da integridade da estrutura é responsabilidade da Petrobras.

O Ibama, em ação coordenada com a Marinha e a ANP, seguirá monitorando a área e acompanhando as ações adotadas para contenção e recolhimento do óleo no mar. Equipes do Instituto integram o Posto de Comando em Vitória e a Sala de Situação no Rio de Janeiro.

Fonte: Ibama



Petrobras: Ocorrência na P-58
Publicado em: 24/02/2019 20:45:13

A Petrobras informa que, em sobrevoo realizado na tarde deste domingo (24), no litoral do Espírito Santo, atestou que as ações de respostas ao vazamento de óleo ocorrido no sábado (23), durante operação de transferência de óleo da plataforma P-58, foram efetivas, restando apenas uma mancha residual, que deverá ser totalmente dispersada pelas embarcações ao longo desta noite.

Está previsto para a manhã de segunda-feira (25) um voo de verificação da área.

As ações adotadas pela Petrobras e acompanhadas pela Marinha do Brasil, pelo Ibama e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) permitiram o controle e a dispersão do óleo vazado. 

A Petrobras agradece o apoio desses órgãos para a realização das ações de resposta à emergência.

terça-feira, 14 de abril de 2015

Fórum de pesca artesanal da Bacia de Campos

A cidade de Rio das Ostras, na Região dos Lagos do Rio, recebe a partir desta terça-feira (14) o Fórum de Representantes da Pesca Artesanal da Bacia de Campos. O Fórum vai reunir colônias e associações de pesca da região e tem como principal objetivo facilitar o diálogo entre os pescadores e órgãos relacionados à atividade, para discutir os principais problemas da categoria, com foco no desenvolvimento inclusivo da pesca artesanal. O evento terá duração de três dias.

São esperados mais de 100 pescadores de São Francisco de Itabapoana, São João da Barra, Campos dos Goytacazes, Quissamã, Carapebus, Macaé, Rio das Ostras, Cabo Frio, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Iguaba Grande, Araruama, Saquarema e Maricá. Eles vão discutir questões relativas ao meio ambiente, regulamentação da profissão, aposentadoria e outros temas, com representantes de diversos órgãos federais e estaduais.

Já confirmaram presença no evento, que é promovido pelo Conselho Consultivo do Programa Petrobras Mosaico, representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura; Ministério da Previdência Social; Marinha do Brasil; Coordenação Geral de Petróleo e Gás do Ibama; Instituto Estadual do Ambiente (Inea); Secretaria Estadual de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (Sedrap); Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj); Federação dos Pescadores do Estado do Rio de Janeiro e da Confederação Nacional dos Pescadores.

A programação do fórum inclui mesas redondas com os temas “Regularização da profissão de pescador: do ingresso à aposentadoria” e “Licenciamento e estudos ambientais: desafios para uma nova legislação”. Além disso, serão ministradas palestras com abordagens sobre questões que afetam o dia a dia dos pescadores.

Ao final do encontro, os delegados formarão uma plenária para votar e aprovar um documento final que apontará diretrizes para atender as demandas da categoria, resultante dos debates ocorridos no evento.

Fonte: G1

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Ibama intensifica fiscalização na Bacia de Campos


Nosso comentário: Multa de 250 mil reais aos pescadores artesanais?  
Ao que parece a fiscalização vai se intensificar na Bacia de Campos... uma pena que não se optou pelo diálogo com os pescadores previamente, ao que tudo indica o conflito vai se acirrar e a viabilidade da frota pesqueira artesanal oceânica está fadada a se extinguir... e esta centena de pescadores vão viver de que? 

Seguir as leis sim, mas que se abra o diálogo com estes pescadores artesanais e se encontre uma alternativa viável para estas comunidades.


Nosso comentário: Detalhe na popa da embarcação, que apagam o nome do barco para poderem pescar onde os peixes estão concentrados, no entorno das plataformas de petróleo em área de exclusão de 500m ao redor como determina a Marinha do Brasil. A falta de diálogo e olhar sobre a pesca artesanal oceânica está transformando dignos trabalhadores brasileiros (os pescadores artesanais) em piratas?

Ibama intensifica fiscalização na Bacia de Campos

O Ibama já apreendeu nove embarcações, 10,2 toneladas de pescado e aplicou cerca de R$ 250 mil reais em multas ambientais desde o início das operações conjuntas com a Marinha do Brasil,em fevereiro, a cerca de 200 km da costa norte do estado do Rio de Janeiro.

A maioria dos barcos autuados pelos agentes do instituto era da frota de "douradeiros", barcos que saem de Cabo Frio, Arraial do Cabo e Macaé para pescar dourados ilegalmente na Bacia de Campos, já em alto-mar.

Com o crescimento do setor petrolífero, o Ibama tem intensificado a fiscalização ambiental nessa região, até os limites da Zona Econômica Exclusiva, onde estão as plataformas de petróleo.

"Vamos aumentar os embarques de agentes do Ibama nos navios-patrulha da Marinha em 2014, fiscalizar com rigor o cumprimento das normas ambientais na pesca em alto-mar e cobrar o uso dos equipamentos que protegem a fauna marinha, como aves e tartarugas", afirmou a chefe da Divisão Técnica do Ibama no Rio de Janeiro, Fernanda Simões.

O aumento da presença de douradeiros no entorno das plataformas, atraídos pelos cardumes de pescado que se reúnem na região em busca de alimento e proteção, é um dos alvos do Ibama.

Barcos douradeiros pescam com isca viva e, segundo o Ibama, estão usando sardinhas-verdadeiras (Sardinella brasiliensis) abaixo de 17 centímetros para a pesca sem autorização. Dois "douradeiros" apreendidos na Bacia de Campos no início de junho foram flagrados com cerca de 150 quilos de sardinhas vivas abaixo do tamanho permitido e foram autuados.

As sardinhas-verdadeiras estão ameaçadas pela sobrepesca. Apenas barcos "atuneiros" autorizados podem usar a espécie como isca viva abaixo dos 17 centímetros. "Todos os outros barcos somente poderão usá-las como isca acima de 17 centímetros e isso fora da época do defeso", explica o analista ambiental Vinícius Modesto, que coordenou agentes do Ibama na primeira patrulha, no início do ano, quando apreendeu um douradeiro com sardinhas abaixo do tamanho legal.

Além do uso de espécie protegida como isca viva, douradeiros, ao pescar o dourado sem controle sobre a captura acidental, impactam toda a sua fauna acompanhante, cerca de 30 outras espécies.

Fonte: IBAMA

quarta-feira, 30 de maio de 2012

ES - Antaq autoriza a Ferrous a construir e explorar porto em Presidente Kennedy


A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) não se importou com as contestações judiciais sobre a compra de terras pela Ferrous Resources do Brasil, em Presidente Kennedy, e deu ao grupo autorização de construir e explorar o Terminal Portuário de Uso Privativo (TUP), no sul do Estado.

A decisão, publicada nesta terça-feira (29), no Diário Oficial da União, permitirá a empresa que movimente até 50 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, para exportação, conforme projeto já licenciado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A construção, porém, será feita em áreas que possuem suas vendas contestada judicialmente. Paralelamente às autorizações para construir na região, a empresa é alvo de denúncias ambientais e de indícios de uso de informações privilegiados para a compra e venda de terrenos para a instalação do empreendimento.

De acordo com as denúncias, as negociações foram conduzidas por parceiros e pelo sócio do ex-governador Paulo Hartung (PMDB), o ex-secretário da Fazenda, José Teófilo de Oliveira, estão no meio de ações anulatórias e declaratórias em tramitação na comarca do município. Em um dos casos, a Polícia Federal está investigando possíveis irregularidades, como o uso de laranja na venda de um terreno que teve valorização de 15 mil vezes no período de apenas um mês.

O objetivo da empresa é construir o terminal privativo para embarque de minério de ferro, o que inclui a construção de uma ponte de acesso de cinco quilômetros (a maior do mundo) na Praia das Neves, a construção de uma retroárea com 3,47 milhões de metros quadrados, e ainda a planta de filtragem de minério de ferro, um alojamento de 500 mil metros quadrados, o canteiro de obras marítimas, com 62 mil metros, a ponte de acesso, um píer de embarque, um quebra-mar, o canal de navegação e bacia de evolução.

Conforme publicação, a autorização da Antaq tem validade de 25 anos e pode ser renovada por mais 25 anos.

Com isso, a Ferrrous dá mais um passo a frente à implantação do seu terminal privativo que irá funcionar junto com o mineroduto da empresa que irá atravessar 22 municípios, sendo dois capixabas e três usinas de pelotização com capacidade para produzir inicialmente sete milhões de toneladas de ferro por ano.

A única resistência na região contra o empreendimento foi feita por pescadores, porém, após a promessa de construção de um atracadouro de grande porte na região e a realização de um estudo de viabilidade econômica para os pescadores ribeirinhos, as críticas cessaram na região.

O acordo foi feito após a Ferrous cercar áreas alagadas utilizadas por pescadores, sem a prévia comunicação e devido o risco de extinção da categoria, após a construção do porto na região.

Ao todo, a Ferrous adquiriu um total de 379,44 alqueires (equivalente a 18.364.900 de metros quadrados), onde irá concentrar seu complexo industrial, voltado para o mercado externo. Para tanto, foram negociadas informações privilegiadas para negociar os preços sob uma circunstância e vender por outro, totalmente diferente.

A maior parte das terras negociadas era rural, já que o município era predominantemente voltado à pecuária.

Fonte: Século Diário

sexta-feira, 16 de março de 2012

ANP diz que há novo vazamento da Chevron na Bacia de Campos


A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis informou nesta quinta-feira (15) que há um novo vazamento de petróleo na Bacia de Campos (RJ), no Campo Frade, a mesma região onde ocorreu, em novembro do ano passado, outro incidente envolvendo a petroleira americana Chevron.

A empresa americana anunciou em entrevista coletiva que protocolou autorização para suspender temporariamente as operações no Campo Frade, como medida de precaução. Foi identificado, além do novo vazamento, um rebaixamento de terreno numa área próxima, revelou o diretor de Assuntos Corporativos da Chevron, Rafael Jaen Williamson, ao ler a nota oficial da empresa. A decisão de suspender as operações no Campo do Frade tem como pano de fundo fazer um estudo mais profundo do problema. "A proposta de pedir a suspensão das atividades é entender o comportamento do Campo Frade é evitar uma surpresa", disse.

O executivo reiterou que não há nenhuma intenção da empresa de rever os planos de investimento no país: "Continuamos com nossa estratégia no Brasil". A paralisação, acredita Williamson, deve ser de alguns meses.

O local do atual vazamento fica a três quilômetros do poço onde aconteceu o vazamento da Chevron em novembro, que derramou dez mil litros de petróleo no mar, de acordo com o executivo. A mancha foi identificada no último dia 4 e no dia 13 os técnicos da Chevron descobriram que se sua origem é de uma fissura de 800 metros de comprimento. Em seguida, notificaram a ANP. "É um afloramento de pequenas gotas e até agora já coletamos cinco litros", disse Williamson. Já foram colocados três dispositivos de contenção. "Estamos monitorando", disse o representante da Chevron.

Questionado sobre a declaração que a ANP teria dado de que a Chevron não teria enviado nenhum estudo técnico para balizar o pedido de suspensão das atividades (já que uma parada precisaria ser autorizada pela agência), o diretor da Chevron afirmou que a empresa está à disposição para oferecer todos os dados necessários requisitados pela agência.

A ANP autuou a Chevron por a empresa não ter instalado coletores nos pontos de vazamento residual, onde o petróleo escapa por fissuras no solo marinho, fazendo assim as chamadas “salvaguardas solicitadas para evitar novas exsudações na área”. Cabia à Chevron sanar este vazamento chamado de residual, mas gotas continuam saindo como consequência do vazamento ocorrido em novembro.

Técnicos do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da ANP analisam se os dois vazamentos têm alguma ligação entre si. A Chevron diz que o vazamento anunciado hoje não tem relação com o caso anterior e foi identificado em um local onde a companhia não estava perfurando ou injetando.

A Chevron está impedida de perfurar poços de petróleo no Brasil, mas continuava operando em poços onde já tinha produção. Jaen afirmou que a companhia ainda não recebeu o relatório da ANP sobre o vazamento de novembro nas operações da companhia no Campo de Frade. Segundo ele, assim que a petroleira receber vai atender às exigências do órgão regulador.

A produção total do Campo Frade é de 61.500 barris por dia. A Chevron opera o campo e tem 51,74% de participação em Frade -- o resto cabe à Petrobras, com 30% e à Frade Japão petróleo Ltda, com 18,26%.

(Com reportagem de Carla Falcão, do Rio de Janeiro, Maria Fernanda Ziegler, de São Paulo, e informações da Reuters e AE)



Fonte: IG (Último Segundo)

Leia mais sobre os problemas da Chevron no Campo de Frade:
ANP conclui investigação e mantém proibição à Chevron
Chevron é multada em R$ 10 milhões por falha em sistema de emergência
PF indicia Chevron, Transocean e seus executivos por vazamento de óleo no Rio

MPF pede indenização de R$ 20 bilhões a Chevron
ANP identificou 10 infrações em campo da Chevron
"Chevron pode ser expulsa do Brasil", diz Lobão
Vazamento na Bacia de Campos pode ser 10 vezes pior que o divulgado

quinta-feira, 15 de março de 2012

Cursos capacitam comunidade pesqueira do município de São Francisco de Itabapoana (RJ)


Foi realizada no dia 02/03/12 a cerimônia de formatura das primeiras turmas dos cursos de capacitação em informática e mecânica de motor a diesel oferecidos para pescadores do município de São Francisco de Itabapoana (RJ) e seus filhos. O projeto faz parte do Programa de Educação Ambiental (PEA) da OGX na Bacia de Campos e foi escolhido pela comunidade local.

Além dos formandos e seus familiares, estiveram presentes na cerimônia, realizada no Guaxindiba Praia Clube, o prefeito de São Francisco de Itabapoana, Alberto Azevedo, a secretária de Educação e Cultura, Yara Cinthia Nogueira, os presidentes da Colônia de Pescadores de Gargaú e dos núcleos da Colônia de Guaxindiba e da Barra, e representantes da OGX.

Os cursos foram realizados em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF) e tiveram início em dezembro de 2011, com carga horária de 40 horas cada. Um total de 74 alunos se formou nas primeiras turmas, sendo 58 no curso de informática básica e 16 no curso de mecânica. Todos os formandos receberam certificado de conclusão.

Estão previstas mais duas turmas de mecânica, com 30 alunos cada, além do curso de instrutores de informática que capacitará 12 alunos recém-formados no curso básico. O objetivo deste curso é qualificar os alunos para se torarem instrutores e ministrarem aulas para outras crianças e jovens da comunidade nos laboratórios de informática que foram estruturados como parte integrante do projeto na Colônia de Pescadores de Gargaú e nos núcleos de pescadores de Guaxindiba e da Barra.

O PEA é uma condicionante do licenciamento da atividade de perfuração marítima da OGX na Bacia de Campos solicitado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (IBAMA), e tem como objetivo realizar ações que tragam retorno sustentável para a comunidade e incentivem o fortalecimento da classe pesqueira. Oito municípios do entorno da Bacia de Campos participam do PEA-OGX e parte deles já tiveram seus projetos concluídos.

Saiba mais sobre o PEA da OGX.

Fonte: OGX

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

RJ - Pescadores do Barco Marimanda desaparecidos desde sábado 14/02


A Capitania dos Portos continua com as buscas pelos cinco pescadores que estão desaparecidos desde o último sábado (14).

Um avião vai substituir os helicópteros da FAB (Força Aérea Brasileira) durante a ação. Um navio da Marinha continua em operação. De acordo com o delegado da Capitania dos Portos em Macaé, capitão de Fragata Robson Galhardo, o avião vai fazer sobrevoos mais longos, que permitirão analisar melhor a área.

- O tanque dos helicópteros é menor e os sobrevoos precisam ser mais rápidos, o que reduz a área de ação.

O avião, que saiu de Salvador, na Bahia, no final da manhã desta terça-feira (17), começa a operar assim que chegar a região do acidente. Segundo a Marinha, o pesqueiro Marimanda naufragou na bacia de Campos, a 145 km do farol de Cabo Frio, na região dos Lagos.

A embarcação foi localizada no domingo (15) pela equipe da plataforma de petróleo SS-82. Mergulhadores entraram no pesqueiro, que estava parcialmente submerso. Eles não encontram sinais da tripulação. Segundo Capitão Galhardo, isso pode indicar que os pescadores estão vivos.

- É uma área muito grande para busca, eles podem estar vivos em um bote, uma ilha, ou até já terem sido resgatados.
Ainda não se sabe as causas do acidente.

De acordo com a Capitania dos Portos, os cinco pescadores saíram da Colônia de Pesca de São Francisco do Itabapoana, no litoral norte do Estado, na última quinta-feira (12). Na madrugada de domingo (15), os pescadores fizeram contato com a colônia, dizendo que o barco estava afundando. Á tarde um barco da Marinha foi enviado para participar das buscas, com outras cinco embarcações da colônia de pesca do município.

A Capitania dos Portos emitiu um aviso aos navegantes, às plataformas e navios da área sobre o desaparecimento dos tripulantes. Até às 13h desta terça-feira, nenhum pescador tinha sido encontrado.

Fonte: R7

Mais notícias: http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/pescadores-desaparecidos-no-litoral-norte-do-rio-pediram-socorro-20120116.html


sábado, 17 de dezembro de 2011

ANP autoriza Chevron a colocar terceiro tampão em vazamento


A Chevron recebeu na quinta-feira autorização da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para injetar um terceiro “tampão” de cimento no poço da petroleira que provocou o vazamento de óleo no dia 7 de novembro no Campo de Frade, na Bacia de Campos. A colocação do tampão é parte do processo de selamento permanente e de abandono do poço pela petroleira norte-americana.

Segundo a Chevron, quatro equipamentos de contenção do vazamento de petróleo foram instalados no Campo do Frade. Os contêineres estão recolhendo as gotas de óleo que ainda emergem do fundo do mar.

A Chevron informou também que foram colocadas boias no mar para identificar a direção e a velocidade das correntes marinhas na região. Os dados coletados mostram que as correntes continuam levando a mancha de óleo para longe da costa.

Indenização
Na quarta-feira, o Ministério Público Federal deu entrada a uma ação civil pública que pede uma indenização de R$ 20 bilhões da empresa e da contratada Transocean pelos danos causados ao meio ambiente com o vazamento.

Além da indenização, por meio de uma ação civil pública, o MPF quer também que a Justiça Federal conceda liminar suspendendo as atividades das duas empresas no país, sob pena de multa diária de R$ 500 milhões.

Por meio de nota, o MPF informou que o procurador Eduardo Santos Oliveira considerou que tanto a Chevron, quanto a Transocean não foram capazes de controlar os danos causados pelo vazamento de cerca de 3 mil barris de petróleo (cada barril tem 159 litros). Além disso, a técnica usada pela petrolífera para conter o derramamento de óleo na bacia não surtiu efeito.

Fonte: Correio do Brasil

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Poço da Chevron em Frade é interditado por gerar gás de enxofre


RIO - Após o vazamento de petróleo na bacia de Campos, ainda não totalmente encerrado, e que rendeu duas autuações à Chevron, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) abriu um terceiro processo administrativo contra a companhia.

Segundo a diretora do órgão regulador, Magda Chambriard, um dos dez poços que estavam em produção estava gerando gás sulfídrico (H2S) e, por não ter relatado o fato à ANP, a empresa será multada e, por enquanto, a produção no local foi suspensa.

Em auditoria presencial programada na plataforma de produção, realizada na terça-feira da semana passada, a agência reguladora descobriu que um dos poços estava gerando o gás, que pode ser letal. “H2S é veneno para trabalhador”, disse Magda. Ela ressaltou que “certamente” o gás não estava vazando, “já que não morreu ninguém”.

O gás sulfídrico, conhecido como gás de enxofre, é gerado pela natureza, mas precisa ser tratado corretamente para não causar riscos à saúde.

“Estamos autuando e oficiando o Ministério do Trabalho e Emprego e também o Ministério Público do Trabalho para que eles tomem ciência e também as ações cabíveis”, disse.

Ela lembrou que o contrato de concessão exige que o concessionário deve comunicar ao órgão regulador todas as ocorrências e ter análise de risco e as ações decorrentes dessa análise notificadas à ANP. “Isso não existia, então [a empresa] vai ser autuada”, explicou.

A diretora disse ainda que a presença desse gás deveria mudar a postura da empresa em reação á produção daquele poço, especificamente, inclusive em relação à metalurgia utilizada no local. “Em função disso, mandamos interromper essa produção”, disse Magda.

A Chevron deveria, primeiro, ter informado, além de ter mostrado na análise de risco que foram tomadas todas as providências necessárias para a redução dos riscos. A diretora disse estar investigando se o gás foi tratado corretamente e se os trabalhadores chegaram a ser expostos a riscos. “O procedimento correto teria sido não ter o H2S escondido da ANP. O resto ainda vamos investigar”, contou a diretora. "A gente só descobriu porque foi a bordo".

A produção no campo de Frade em outubro, segundo a ANP, era de 70,5 mil barris de petróleo por dia, com os dez poços em funcionamento, mas a diretora não soube detalhar de quanto era a produção do poço suspenso.

Magda Chambriard participou da despedida ao diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, que deixa o cargo no próximo dia 11, após sete anos à frente do órgão regulador. Ela é uma das pessoas cotadas para a vaga.

Fonte: Valor (Juliana Ennes | Valor)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Macaé - Pescadores serão afetados por vazamento de óleo na bacia de Campos, alerta prefeitura


Quase 500 pescadores de Macaé, cidade do norte fluminense, podem ficar sem trabalho por causa do vazamento de óleo na bacia de Campos. O alerta foi feito nesta terça-feira (22) pelo subsecretário municipal de Pesca, José Carlos Bento. Segundo ele, a prefeitura já estuda formas de cobrar indenização à petroleira americana Chevron, responsável pelo vazamento, para os pescadores prejudicados.

Veja fotos da mancha de óleo no norte do Rio

- Os pescadores que atuam longe da costa vão ser afetados pelo vazamento com certeza. Além do problema dos peixes contaminados, eles vão ter que descobrir novas áreas para trabalhar. Os peixes que não morrerem com a poluição migrarão para outros locais.

Bento diz que já enviou ao Congresso Nacional um requerimento pedindo maior atenção para o problema dos pescadores. Ele se reuniu com representantes do Ministério da Pesca e políticos ligados ao município para definir a estratégia de ação.

- A ideia é encontrar uma solução para que essas famílias não fiquem sem sustento.

Em Macaé, há 1.200 pescadores e 40% desse total (480) trabalham nas imediações da área afetada. De acordo com a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a mancha continua se deslocando para longe da costa e tem cerca de 2 km² de área.

Entretanto, essa situação não tranquiliza o subsecretário, que lembrou que as correntes estão arrastando a mancha e espalhando o óleo pelo oceano. Já a Secretaria do Estado do Ambiente contradiz a ANP ao afirmar que praias podem ser atingidas pelo óleo.

O vazamento de óleo por uma rachadura no solo do oceano foi descoberto no último dia 9. Uma fenda de 300 m surgiu durante a perfuração de um poço de petróleo no campo do Frade, na bacia de Campos, a mais de 100 km da costa. A Chevron, empresa responsável pelo campo, fechou parte das fissuras feitas no solo, mas não conseguiu estancar completamente o vazamento.

Segundo a ANP, foram despejados no mar o equivalente a, ao menos, 50 caminhões-pipa durante o acidente. Técnicos da ANP, do IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais) e da Marinha fazem sobrevoos diários sobre a área afetada para monitorar o deslocamento da mancha e as condições do vazamento.
Assista aos vídeos:  http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/pescadores-serao-afetados-por-vazamento-de-oleo-na-bacia-de-campos-alerta-prefeitura-de-macae-20111122.html



Fonte: R7




Atafona: Após vazamento de óleo, moradores evitam comer peixes


Apesar de a mancha de óleo na bacia de Campos estar a 120 km de distância do litoral, pescadores do norte do Estado do Rio sentem de perto os "efeitos psicológicos" do vazamento de petróleo causado pela empresa americana Chevron há 20 dias. Em visita ao distrito de Atafona, no município de São João da Barra, o R7 conversou com pescadores e comerciantes que reclamaram que moradores e turistas não querem consumir os peixes da região, temendo uma possível contaminação.

No entanto, tal hipótese foi, a princípio, descartada pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais).

Dono de um restaurante em que peixes e frutos do mar são os carros-chefe do cardápio, o comerciante Renato Duarte diz que os clientes estão trocando o prato principal por frango ou carne. Ele conta que, desconfiados, os frequentadores sempre perguntam a origem do pescado.

- Qualquer suspeita de poluição ou acidente no mar causa prejuízos imediatos para os pescadores e comerciantes. Por causa do vazamento, as pessoas sempre perguntam se o peixe é da região. Na dúvida, a clientela opta pela carne ou pelo frango.

Duarte, que também é pescador, diz que a procura por pratos com peixes caiu cerca de 40% nas últimas duas semanas. Para evitar prejuízos, o comerciante Nelson Campos investe em promoções e "na lábia" dos garçons para convencer os clientes.
 
Fonte: tnonline
 

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Multas de até R$ 260 milhões para punir vazamento de óleo


Pode chegar a R$ 260 milhões o total de multas, indenizações e compensações ambientais que a Chevron Brasil terá de pagar pelo acidente no Campo de Frade, na Bacia de Campos. Esse valor inclui cobranças do Ibama (R$ 50 milhões), da Agência Nacional do Petróleo (R$ 100 milhões) e do governo do Estado do Rio (mais R$ 100 milhões). Segundo a ANP, a petrolífera americana mentiu, ocultando informações e imagens sobre o vazamento de petróleo iniciado há 15 dias, e poderá ser proibida de operar no país. A Chevron disse ter recebido as autuações e que estuda o assunto para decidir que medidas tomar.

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A empresa tem até esta terça-feira para apresentar ao Ibama os comprovantes de cumprimento do Programa de Emergência Individual (PEI), que faz parte da licença ambiental. Caso o Ibama considere as informações inconsistentes, pode emitir mais uma multa de R$ 10 milhões, além da de R$ 50 milhões aplicada ontem. Este valor, que é o máximo permitido no país, será usado, conforme acordado entre o Ibama e o Ministério do Meio Ambiente, para sanar os danos ambientais em parques da costa do Rio. Segundo a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a Chevron poderá sofrer novas punições por descumprimento do licenciamento ambiental e do PEI.

As multas da ANP estão baseadas na falta de equipamento adequado para estancar o vazamento e na ocultação de informações. As penalidades impostas pela agência foram anunciadas após uma reunião com a presidente Dilma Rousseff, que assumiu a liderança do processo.

Óleo na rocha ainda virá à superfície

A diretora da ANP Magda Chambriard disse que "a empresa atuou em completa violação ao contrato de concessão e à legislação brasileira":

— Consideramos um tratamento completamente inaceitável, tanto com a ANP quanto com o governo brasileiro e o Brasil em geral: uma empresa que edita imagens, que são de obrigação de fornecimento, e manda imagens para a ANP editadas, com trechos cortados. E nós tivemos de ir a bordo da plataforma para buscar as imagens nas 24 horas que foram adquiridas. Isso representa uma penalidade que não pode ser pequena.

Enquadrada na categoria operadora classe A (com licença para perfurar, inclusive, no pré-sal), a Chevron, segundo o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, pode ser descredenciada. Mas admite que essa medida extrema seja "um problema complicado":

— A Chevron não estava preparada para executar o plano de abandono do poço — disse Lima.

Segundo a ANP, uma média de 330 barris por dia vazou por mais de uma semana. Lima disse que os representantes da Chevron mitigaram informações e esconderam fotos que mostrariam a real proporção do acidente.

— A agência não foi tratada pela concessionária de forma correta. As informações não foram passadas como era de se esperar, e um equipamento-chave não estava presente no Brasil, o que atrasou o processo, razão pela qual certas prerrogativas que a empresa está tendo hoje, como operadora A, vão ser mais bem examinadas pela diretoria da ANP.

A ação civil impetrada pela Secretaria estadual do Ambiente pode chegar a mais R$ 100 milhões. O secretário Carlos Minc notificou nesta segunda-feira a Chevron e a Transocean — que esteve no foco das atenções do acidente da BP, no Golfo do México, em abril de 2010 — a realizar auditorias de padrões internacionais em todas as suas instalações, na terra e no mar.

— As auditorias podem custar à $até R$ 5 milhões — calcula Minc, afirmando que, depois, a exigência pode se estender a todas as petrolíferas que atuam no país. — Precisamos aprender com os erros.

A Defensoria Pública Federal, do Rio, também abriu procedimento administrativo, que, se aprovado, poderá redundar em indenização. Esse valor, no entanto, ainda não foi arbitrado.

Também nesta segunda-feira, o presidente do Ibama, Curt Trennepohl, falou pela primeira vez. Segundo ele os dados técnicos indicam que o vazamento foi estancado:

— Mas o óleo que está infiltrado nas rochas pode levar ainda uns três ou quatro dias para aflorar à superfície — disse, acrescentando que a Brasco Logística Offshore já recolheu 385 metros cúbicos de uma mistura de óleo e água. — O óleo foi encaminhado à Ilha da Conceição, no Rio.

Criticado pela inexistência de um Plano Nacional de Contingência e pelo valor baixo da multa do Ibama, afirmou que o plano estaria em "fase de finalização" e admitiu que a multa "está, sim, defasada". Mas reafirmou que, ainda que o país tivesse plano, não seria o caso de acioná-lo. Trennepohl não quis culpar a Ecologus, empresa responsável pelo Estudo de Impacto Ambiental (EIA). Para ele, está claro que a causa do acidente foi a falha na operação do poço, não as características geológicas do local.

A inexistência de um plano nacional não convenceu o defensor público federal do Rio André Ordacgy, que entra nesta terça-feira com dois inquéritos contra a Chevron. Ele anunciou também que vai intimar o Ministério do Meio Ambiente a concluir o Plano Nacional de Contingência num prazo de 90 dias:

— Caso o plano não saia nesse prazo, poderemos entrar com uma ação civil pública com pedido de liminar. Nesta ação, a ministra Izabella Teixeira poderia até ser punida por improbidade administrativa.

A PF, que instaurou inquérito, vai ouvir depoimentos desta quarta-feira até sexta-feira. O crime ambiental varia de um a quatro anos de reclusão, disse o delegado Fábio Scliar.

O presidente da OAB, Ophir Cavalvante, quer que a Justiça seja acionada pelo Ministério Público contra a Chevron. E a Comissão de Meio Ambiente do Senado aprovou requerimento para convidar representantes da Chevron e do governo. A Comissão de Minas e Energia da Câmara, por sua vez, faz audiência pública quarta-feira com o presidente da Chevron Brasil, George Buck.




Fonte: O Globo

COLABORARAM: Catarina Alencastro, Henrique Gomes Batista e Mariana Durão

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ANP diz que vazamento de óleo continua em Campos


A ANP (Agência Nacional do Petróleo) informou ontem que o vazamento de óleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, no Rio, continua em alguns pontos, contrariando a petroleira americana Chevron, que diz que o vazamento já está em fase residual. Em nota, a ANP afirmou que, com base na análise de imagens feitas pela Marinha, pode-se dizer que o vazamento ainda não cessou e que o óleo continua se afastando da costa.

A Polícia Federal vai indiciar a Chevron por outro crime ambiental. Para conter o vazamento, a empresa teria afundado o óleo, com a técnica de jatear areia na mancha, em vez de recolhê-lo.

Fonte: Destak

sábado, 19 de novembro de 2011

Vazamento da Chevron completa 10 dias em meio a dúvidas


Há informações desencontradas sobre a extensão da mancha de óleo. Pouco se sabe ainda sobre o tamanho do impacto ambiental provocado pelo acidente.

A mancha espalhada na Bacia de Campos: Chevron é suspeita de omitir informação sobre as dimensões do acidente

O vazamento de petróleo em uma área de exploração da Chevron na Bacia de Campos completou dez dias com muitas informações desencontradas e nenhuma preocupação das autoridades em medir os impactos ambientais.

O ex-ministro do Meio Ambiente Carlos Minc sobrevoou nesta sexta-feira o local exato do vazamento, a 120 quilômetros da costa, e diz ter visto 'borbulhas no mar', que indicariam que o problema ainda não foi solucionado. A petrolífera americana afirma que o volume despejado no oceano diminui bastante e, agora, trata-se apenas de 'gotejamentos ocasionais'.

Há divergência também sobre a extensão atual da mancha de óleo, que chegou a atingir 160 quilômetros quadrados. A Agência Nacional de Petróleo (ANP) diz que a área afetada é de 12 quilômetros quadrados. A medição da Chevron indica 1,8 quilômetro quadrado. Minc avalia que a dimensão é 'muito maior' do que foi informado.

Pouco se falou dos danos causados ao meio ambiente. Um cruzamento do dados realizado pela ong Greenpeace mostra que o acidente pode afetar a vida de pelo menos seis espécies diferentes. As mais afetadas pela mancha são a jubarte, a cachalote e a piloto-de-nadadeiras-curtas. Baleias do tipo bryde, minke-anã e franca, porém, também correm o risco de nadar de encontro à mancha (ver mapa abaixo). “A Chevron terá de pagar pelos impactos causados no meio ambiente”, disse o ex-ministro.

Causas - A petroleira evita falar das causas do acidente antes do final das investigações. Admite, no entanto, erro de cálculo na pressão. "Nós subestimamos a pressão no reservatório. Era mais alta do que esperávamos. O peso da lama foi programado para outra pressão", afirmou George Buck, presidente da Chevron Brasil, em uma entrevista que não pôde ser nem gravada e nem filmada. Ele também não soube explicar porque houve vazamento do óleo em um trecho específico da tubulação, conforme mostrou o vídeo divulgado pela ANP.

A Polícia federal apura a informação de que o poço foi perfurado em uma extensão 500 metros além do permitido. Sete funcionários da Chevron foram intimados a dar esclarecimentos na próxima semana, inclusive os engenheiros que trabalham na plataforma.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e a Marinha do Brasil (MB), se juntaram para acompanhar as investigações do caso. Os órgãos dividiram as funções. Assim, a ANP será responsável por apurar as causas do acidente e fiscalizar a contenção do vazamento; o Ibama deverá avaliar as ações da empresa para minimizar os danos ao meio ambiente, e a Marinha olhará as condições de segurança marítima da plataforma, além de disponibilizar navios e helicópteros para o acompanhamento das atividades.

O poço com problemas está no campo de Frade, na Bacia de Campos. Sua capacidade de produção é de 75 mil barris de petróleo por dia, que lhe garante o posto de oitavo maior campo do Brasil. O empreendimento é controlado em sua maior parte pela Chevron, que detém 52% das ações. Mas Petrobras e o consórcio japonês Frade Japão, ficam em segundo e terceiro, com 30% e 18% de participação.

Histórico - O caso não é o primeiro incidente do gênero no Brasil. A história da indústria petroleira no Brasil guarda em sua história tragédias como a explosão da plataforma P-36, da Petrobras, em março de 2001, que deixou 11 mortos, e um duto que se rompeu na Baía da Guanabara e despejou 1,3 milhão de litros de petróleo em janeiro de 2000.

Se comparado ao vazamento ocorrido em uma plataforma da BP no Golfo do México, no ano passado, o caso do Campo de Frade é de pequenas proporções. "Mesmo assim é preocupante. Acidentes na cadeia de petróleo sempre causam impacto”, diz o ambientalista Carlos Bocuhy. Um detalhe que une os dois casos, porém, é que tanto BP quanto Chevron contrataram a mesma empresa terceirizada para a perfuração de poços, a Transocean.

Fonte: Veja


sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nota do Ibama sobre o vazamento de petróleo na Bacia de Campos


Brasília (16/11/2011) - Assim que recebeu a comunicação da Chevron sobre o vazamento de óleo no Campo do Frade, na Bacia de Campos, o Ibama mobilizou suas equipes da Coordenação Geral de Petróleo e Gás e da Coordenação de Emergências Ambientais para acompanhar as medidas adotadas pela empresa.

No processo de licenciamento de atividade de exploração de petróleo, é exigido um Plano de Emergência Individual (PEI) com todas as medidas necessárias na hipótese de um acidente. A empresa responsável pela perfuração em nenhum momento sonegou informações aos órgãos ambientais e implementou o PEI exatamente como previsto no licenciamento.

Especialistas do Ibama estiveram na região do acidente e acompanham a evolução do caso diretamente da Sala de Situação, coordenada pela Marinha do Brasil, que conta também com a participação da Agência Nacional do Petróleo.

O Ibama esclarece que a empresa será autuada assim que o vazamento for estancado, pois o valor da multa é proporcional ao dano ambiental causado. E esse dano somente poderá ser mensurado ao final dos trabalhos.

O Ibama não age diretamente na contenção do vazamento ou na retirada do óleo derramado, uma responsabilidade da empresa. Cabe ao órgão ambiental federal verificar e exigir da empresa licenciada o cumprimento de todas as medidas previstas no PEI.

Curt Trennepohl
Presidente do Ibama

http://www.ibama.gov.br/publicadas/nota-do-ibama-sobre-o-vazamento-de-oleo-no-campo-do-frade



quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Chevron começa a lacrar poço de petróleo na Bacia de Campos


A empresa petroleira Chevron Brasil Upstream começou nesta quarta-feira (16) a introduzir lama pesada no poço por onde, há uma semana, vaza petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. A empresa, que mantém o controle da produção do petróleo no local, informou por meio de nota que o próximo passo será cimentar o poço para inutilizá-lo de forma definitiva.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aprovou, na última segunda-feira (14), o plano de abandono do poço apresentado pela Chevron.

Sobre as causas do vazamento, a principal hipótese da petroleira é que uma fratura provocada por procedimentos de estabilização do poço tenha liberado o óleo, que vazou por uma falha geológica. A Chevron é inteiramente responsável pela contenção do vazamento. Dezoito navios estão participando dos trabalhos de contenção do vazamento, oito da própria Chevron e dez cedidos pelas empresas Petrobras, Statoil, BP, Repsol e Shell, que também operam na Bacia de Campos.

Para a coordenadora da Campanha de Clima e Energia da organização não governamental (ONG) Greenpeace, Leandra Gonçalves,o vazamento, que já se espalhou por mais de 160 quilômetros quadrados (aproximadamente a área de 25 mil campos de futebol), serve de alerta para que o governo brasileiro repense as licitações para exploração de petróleo. Ela defendeu que o país crie um programa de contenção de vazamentos que garantam a exploração segura de petróleo.

“O Campo de Frade é um dos maiores campos em produção de petróleo no Brasil desde 2009 e, se o vazamento se deu por uma falha geológica, essa falha deveria ter sido prevista no estudo de impacto. O governo está investindo muito dinheiro na exploração offshore [em alto-mar] de petróleo com pouco ou quase nenhum plano de segurança. Essas operações são de alto risco ”, disse Gonçalves.

Ela lembrou que o Ministério do Meio Ambiente criou um mecanismo para acelerar a emissão de licenças ambientais justamente para o setor de petróleo e gás. “Estudos mais detalhados para garantir uma maior segurança para essas operações são inexistentes, como vimos no Golfo do México e, agora, na Bacia de Campos. Amanhã pode ser nas nossas praias”, advertiu a ambientalista.

Fonte: DCI


Vazamento na Bacia de Campos pode ser 10 vezes pior que o divulgado


Empresa especializada em interpretação de imagens de satélite estima que derramamento seja de 594 mil litros por dia

Notícia anterior Chevron vai fechar e abandonar poço danificado na Bacia de Campos
 
Foto: Reprodução Ampliar

Imagem tirada em 14 de novembro pelo satélite MODIS/Aqua mostra a mancha de óleo na Bacia de Campos De acordo com a empresa Skytruth, especializada em interpretação de fotos de satélites com fins ambientais, o problema no campo Frade, na bacia de Campos pode ser dez vezes pior do que o divulgado pela Chevron. A análise das imagens do satélite Modis/Aqua, da Nasa, tiradas há quatro dias, mostram que a mancha de óleo aparentemente vinda do poço Frade se estende por 2.379 quilômetros quadrados.

Leia mais: Chevron vai fechar e abandonar poço danificado na Bacia de Campos

“Assumindo que o vazamento começou no dia 8 de novembro, nós estimamos que a taxa de vazamento seja de 3.738 barris por dia (594.294 litros). O que é dez vezes mais que o estimado pela Chevron (330 barris por dia, ou 52.465 litros)”, informou a empresa em seu blog. A Skytruth também monitorou o vazamento no Golfo do México em 2010.

Saiba mais:

O tamanho do estrago: Chevron estima vazamento de 404 a 650 barris no Brasil
Mudança de postura: Antes, empresa dizia que vazamento na Bacia de Campos era normal
Solução à vista? Chevron avalia que mancha de óleo não cresceu e se afasta da costa
Investigação: Dilma pede investigação rigorosa de vazamento de óleo em Campos

A Chevron ressaltou, em nota, que 17 navios participam da contenção e recolhimento do petróleo derramado. A companhia estima que o volume total do vazamento seja de 400 a 650 barris. Em seu comunicado, a ANP informou que o a vazão média da exsudação --termo usado para designar a migração do óleo da rocha para outro ambiente, no caso o mar-- pode estar entre 200 a 330 barris de petróleo por dia. Segundo a agência, a estimativa de óleo na superfície do mar na região de Frade é de 521 a 882 barris - muito menos que o estimado pela Skytruth.

Em comunicado, a ANP afirma que causa do vazamento ainda é desconhecida. A principal hipótese, levantada pela concessionária, é de que uma fratura provocada por procedimento estabilização do poço tenha liberado fluido que vazou por uma falha geológica, formando a mancha identificada no dia 8.

"O que foi detectado é que com a perfuração houve aumento de pressão em algum ponto e houve essa fissura na rocha que fez com que o óleo vazasse", disse à Reuters o diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Florival Carvalho.



Fonte: Portal IG (Com informações da Reuters)

sábado, 12 de novembro de 2011

Dilma cobra "rigorosa apuração" de vazamento na bacia de Campos


A presidente da República, Dilma Rousseff, determinou "atenção redobrada e uma rigorosa apuração" do vazamento de petróleo no campo Frade na Bacia de Campos, segundo nota à imprensa divulgada na noite desta sexta-feira. O incidente aconteceu na noite de quarta-feira em um poço de petróleo que estava sendo perfurado pela empresa Chevron Brasil - braço brasileiro da americana Chevron.

"A presidenta Dilma Rousseff determinou atenção redobrada e uma rigorosa apuração das causas do acidente, bem como de suas responsabilidades. Independentemente do tamanho do vazamento, o fato deve ser rigorosamente apurado", diz um trecho da nota.

O texto diz ainda que órgãos do governo e a Agência Nacional de Petróleo e Gás (ANP) estão monitorando o caso. "O governo, por meio do Ministério de Minas e Energia, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Marinha do Brasil, está acompanhando e apoiando todas as providências de responsabilidade da empresa Chevron Brasil para interromper o vazamento."

Ontem, a ANP iniciou investigação sobre o vazamento de óleo em Campos, principal bacia marítima de produção no Brasil. Uma fenda no fundo do mar foi avistada no local, disse a assessoria de imprensa da Chevron. Mas a empresa afirmou que ainda não há conclusão sobre a causa do acidente. De acordo com a ANP, a mancha está a 1 km da plataforma que produz petróleo em Frade.

A Chevron, que possui 51,7% do campo de Frade, disse, em nota, que está "ciente de um vazamento de óleo localizado entre os campos de Frade e Roncador, na bacia de Campos". A Petrobras possui participação acionária de 30% no campo de Frade, enquanto o consórcio Frade Japão Petróleo detém os demais 18,3%.

O grave acidente no Golfo do México com uma plataforma da BP, em abril de 2010, elevou a atenção de empresas e do órgão regulador no Brasil para a possibilidade de acidentes no País, onde a maioria da produção de petróleo ocorre em mar. A ANP tem aumentado as exigências em relação a segurança das instalações, o que inclusive provocou paradas não programadas de unidades de produção da Petrobras.

Fonte: Terra

Ibama avalia as ações de combate ao vazamento de petróleo na Bacia de Campos

Brasília (10/11/2011) – O Ibama está acompanhando de perto as medidas adotadas como resposta a um vazamento de óleo identificado ontem (09/11/2011) na bacia de Campos, no Campo de Frade, operado pela Chevron Brasil. As ações incluem, até o momento, dispersão mecânica, contenção e recolhimento do óleo presente na superfície.

O Plano de emergência da empresa, exigido pelo Ibama como condicionante de licença, foi devidamente acionado. Além de acompanhar a implementação das ações, analistas ambientais do Ibama estão avaliando a extensão e gravidade do incidente.

A informação é de que o vazamento se origina de uma pequena fissura no fundo marinho, próximo a um poço que estava sendo perfurado, nas coordenadas geográficas 21°53'23'' S, 39°49'43'' W, a cerca de 120 km de distância da costa, a mais de mil metros de profundidade. A atividade de perfuração já foi paralisada e a empresa está adotando as providências para fechamento completo do poço.

Ao licenciar esses empreendimentos, o Ibama estabelece uma previsão de medidas que devem ser adotadas em ocorrências de vazamento de petróleo e gás. Além de implementar as ações urgentes de combate ao vazamento, a empresa responsável deve comunicar imediatamente ao Ibama as ocorrências, o que foi feito prontamente pela Chevron Brasil.

O campo petrolífero e as atividades de perfuração de poços e produção de petróleo estão regularmente licenciadas pelo Ibama (licença de operação n°771/08 e n°845/09).

Fonte: Ibama


sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vazamento de óleo no Campo de Frade


O primeiro vazamento de petróleo no alto-mar do Brasil depois do acidente de Macondo, no Golfo do México, foi protagonizado pela americana Chevron. A companhia passou a tarde tentando debelar o vazamento de meio barril de petróleo por hora na bacia de Campos, na área ao redor do campo de Frade. À noite, a Chevron calculava que 60 barris de óleo tinham chegado à superfície, sem detalhar os procedimentos que estavam sendo adotados para estancar o vazamento no fundo do mar. O poço fica a 370 quilômetros a nordeste da costa do Rio de Janeiro, em uma profundidade de 1.200 metros.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) informou que o acidente ocorreu na quarta-feira. Houve um descontrole da saída de gás (kick no jargão técnico) durante o procedimento de injeção do fluido de perfuração.

O trabalho estava sendo feito por técnicos da plataforma semissubmersível Sedco706, da Transocean. O equipamento para prevenção de explosões (BOP na sigla em inglês) funcionou mas a manobra com o conjunto de válvulas para "matar" o poço parece ter ativado uma falha na estrutura geológica.

Segundo a Chevron, os detalhes do vazamento foram observados por um veículo submarino operado à distância (ROV), que identificou que o óleo é proveniente de uma falha na superfície do fundo do mar, próxima ao Campo Frade. À noite, a empresa disse apenas que as investigações sobre as causas prosseguiam.

Magda Chambriard, diretora da ANP, informou que a Chevron espera cimentar o poço em 24 horas. Segundo a autoridade, a empresa acionou seu plano de emergência individual, que é obrigatório para se operar no Brasil. Apesar do acidente ter acontecido quarta-feira, a companhia só informou sobre o problema em sua página na internet nos Estados Unidos.

No Brasil, o primeiro alerta foi do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro), ainda na quarta. Ontem só quem teve a informação e pediu detalhes recebeu uma nota curta durante todo o dia e que foi atualizada por volta das 20h.

O campo de Frade é o oitavo maior produtor do país individualmente. Em setembro ele produziu 74,768 mil barris de óleo e 899,35 mil metros cúbicos de gás. Na lista de 20 maiores produtores do país, apenas três campos não são operados pela Petrobras. Além de Frade estão na lista Ostra (Shell) e Peregrino (Statoil).

Fonte: Valor Econômico Cláudia Schüffner e Rafael Rosas | Do Rio

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