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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Bótões de Camocim


A execução do Diagnóstico do Meio Socioeconômico para um estudo de impacto de um empreendimento vinculado ao petróleo na Margem Equatorial, nos propiciou o uso de ferramentas e métodos participativos que abrangeu um maior número de comunitários vinculados a pesca, muito além de entrevistas semi-estruturadas com as lideranças formais.

Deste trabalho, que para nossa satisfação, foi muito bem recebido e avaliado, conseguimos coletar importantes informações acerca das mais expressivas pescarias de comunidades pesqueiras artesanais de 19 municípios entre Cururupu no Maranhão e Itarema no Ceará.

Dentre eles, uma frota, que resiste ao tempo, em barcos maiores que o convencional para quem usa apenas a propulsão a vela, os botes bastardo de Camocim ou simplesmente os Bótões de Camocim.

Camocim - CE, às margens do rio Coreau, possui uma dos maiores portos de embarcações  pesqueiras a vela do mundo segundo o IPHAN, reduto das velas latinas.

Estas embarcações que passam quase 1 mês em pescarias que vão até o meridiano 44 próximo da divisa do Estado do Maranhão com o Pará em pescarias acima dos 50m de profundidade são extremamente vulneráveis a medida que inexiste a bordo rádio comunicador e luzes de navegação.

Assim, este efetivo de aproximadamente 300 homens do mar e 40 bótões carecem de atenção e cuidados ao se falar de segurança da navegação no mar.

No link abaixo encontra-se a integra do trabalho com mais informações  sobre esta fascinante frota, ao qual apresentamos no XIX Congresso Brasileiro de Engenharia de Pesca - XIX CONBEP, ocorrido este mês em São Luís do Maranhão.

https://www.academia.edu/17122550/THE_USE_OF_PARTICIPATIVE_METHODS_OF_RESEARCH_AS_A_TOOL_TO_CHARACTERIZE_BOT%C3%95ES_DE_CAMOCIM_FISHING_FLEETS

Imagem: Bótão Perseverança, Camocim Setembro de 2015 (Maurício Düppré)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Dia do Engenheiro de Pesca


Esta data já era antes comemorada mas agora é oficial. A origem da comemoração no dia 14 de dezembro se dá pelo fato que nesta data em 1974 foi a data de formatura da primeira turma de engenheiros de pesca do Brasil!

LEI No 12.820, DE 5 DE JUNHO DE 2013

Institui o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro.

A P R E S I D E N T A D A R E P Ú B L I C A

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o Fica instituído o Dia Nacional do Engenheiro de Pesca a ser comemorado na data de 14 de dezembro.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 5 de junho de 2013; 192o da Independência e 125º da República.

Fonte: Governo Federal








DILMA ROUSSEFF

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

CE - Lagosta à la sumiço


Mar azul, céu ainda mais azul. Na última sexta-feira, na Praia da Redonda, litoral leste do Ceará, cinco jangadas a vela apontavam no horizonte. Passava do meio-dia, o sol deixava a areia em brasa e ficar ali, na beira da água, só se justificava pela esperança de que viessem carregadas de lagostas. Uma a uma, as jangadas, que tinham saído para o mar de madrugada, foram ancorando e recolhendo as velas.

Da primeira, dois pescadores lançaram-se ao mar com pequenos baldes. Vieram nadando devagar. As ondas deram o empurrão final rumo à terra firme e eles saíram cambaleantes, short, camiseta e boné ensopados grudados na pele. Os baldes vazios. “Não tem nada. Estamos fudidos”, disse um deles. Apertaram o passo e sumiram na areia.


“Este é o pior ano de pesca de lagosta que já vi”, Geraldo Bidéi, o decano da praia, de 65 anos – 58 de pesca. FOTOS: Filipe Araújo/Estadão

A cena se repetiu naquela tarde, quando apenas duas lagostas foram capturadas após um dia inteiro no mar. Quem as exibiu, meio envergonhado, meio orgulhoso, foi Leudo Ferreira, de 36 anos. Mas ele é exceção entre os 800 pescadores da Redonda: os baldes vazios têm sido rotina. “É o pior ano para pesca da lagosta que já vi”, diz Geraldo Bidéi, o decano da praia, de 65 anos – 58 de pesca. Os colegas concordam. Há 20 anos, na Redonda, cada pescador trazia, em média, 50 kg a 60kg de lagosta por dia. Hoje não se pesca isso num ano.

A Praia da Redonda pertence ao município de Icapuí e assim como Barreiras, Tremembé, Barrinhas e Quitéria, as outras praias da região, tem a pesca como principal fonte de renda. A diferença é que só na Redonda a pesca de lagosta é artesanal: barcos a vela, armadilha feita de madeira e rede de náilon, o manzuá.

Nas outras praias, a pesca é feita com barcos motorizados e marambaias – tambores de ferro usados como armadilha. Os pescadores achatam os tambores aos milhares e os atiram no mar, marcando a localização com GPS. As lagostas entram nessas armadilhas e, sem espaço para se virar e sair, acabam capturadas por mergulhadores, que descem a até 30 metros de profundidade com ajuda de um precário sistema de compressão de ar em botijão de gás. Para criar coragem, muitos usam crack. Ou descem em apneia, com risco de embolia pulmonar. Acidentes fatais são frequentes e o método, arriscado, é proibido.

Chamados de piratas pelos pescadores da Redonda, os pescadores de compressor são acusados de ter acabado com a lagosta da região. A disputa entre eles já deixou três mortos (leia abaixo), numa briga que se arrasta há mais de 20 anos e expõe a insustentabilidade da produção de lagostas no Brasil.

A pesca com o manzuá, como é feita na Redonda, é a única permitida por lei. Os pescadores saem por volta das cinco da manhã e lançam a armadilha a até 30 quilômetros da costa. No meio do manzuá, uma cabeça de bagre serve de isca.

Deixam lá por um dia e voltam para recolher as lagostas que caíram na armadilha. Mas como saber onde foram deixados os manzuás? O pescador Cosme da Silva dá uma risada: “A gente olha as moitas na terra, tira uma base e vai lá para dentro”, diz apontando o mar. A trama da rede da armadilha é larga o suficiente para deixar passar as lagostas pequenas, que não podem ser pescadas.

A pesca como é praticada nas praias vizinhas é ilegal. No entanto, é a que mais cresce e ameaça a lagosta no Ceará, o Estado que mais produz o crustáceo, e também no Rio Grande do Norte e Pernambuco, os outros grandes produtores – onde nem há mais pesca de manzuá. Por ali, lagosta só com rede, marambaia e mergulhador.

E o problema se agrava: desde 2008, quando o Ibama parou de fazer relatórios, não há dados precisos da produção pesqueira no Brasil – a função caberia ao Ministério da Pesca, escanteado na política federal. Os dados mais confiável são os de exportação. O quadro é preocupante: no ano passado saíram 2.261 toneladas do Ceará até o fim de novembro.

Neste ano, foram apenas 1.113 toneladas até agora.

Ontem (30/10), os pescadores da Redonda fizeram um protesto em Fortaleza. Reivindicam fiscalização. E a situação está tão ruim que eles já decidiram parar de pescar um mês antes do defeso – que vai de dezembro a maio. A maioria não respeita a proibição.

“No último defeso se comprava lagosta fresca todo dia no mercado de Mucuripe”, diz Paulo Lira, engenheiro de pesca e pesquisador da Universidade Federal do Ceará. “É um problema seriíssimo de sobrepesca.”
A continuar nessa toada, a renovação desse cobiçado fruto do mar no Brasil fica comprometida. E a lagosta, cada vez mais rara, cara e menor.

Por: Jose Orenstein
Fonte: Paladar

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Ibimirim realiza primeira despesca em água de rejeito de dessalinizadores



O Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos, realiza amanhã (24/10), na Vila 8 do DNOCS, a 1ª despesca de tilápias cultivadas em água de rejeito de dessalinizadores. A ação faz parte do Programa Água Doce (PAD), que vem beneficiando comunidades em todo o Semiárido, garantindo o acesso à água potável obtidas, por meio dos sistemas implantados ou reestruturados. De acordo com o engenheiro de pesca e técnico do IPA, Gilvan Lira, essa é uma alternativa tecnológica que amplia a segurança alimentar, gerando renda e possibilitando a manutenção da unidade produtiva e dos dessalinizadores.

Fonte: IPA

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ao assumir ministério, Crivella diz que falta de engenheiros de pesca é um dos entraves do setor Leia Mais: http://www.uAo assumir ministro Crivella diz que falta engenheiros pesca dos entraves setor.


O novo ministro disse que ouviu da presidenta Dilma Rousseff o pedido para que trabalhe pelos pescadores artesanais, setor que ainda concentra grande quantidade de pessoa na informalidade

O novo ministro da Pesca e Aquicultura, Marcelo Crivella (PRB-RJ), tomou posse hoje no cargo, assumindo o compromisso de aumentar a produção do setor no país e organizar a pesca empresarial. Crivella ressaltou que sua gestão buscará cumprir o conjunto de metas estabelecidas pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência para o setor de, até 2022, aumentar a produção anual da aquicultura sustentável em cinco vezes, dobrar o consumo nacional per capita de pescado e gerar mais 1 milhão de empregos na atividade pesqueira.

“Para atingir esses objetivos, vamos precisar de muita pesquisa, vamos precisar da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] Pesca e para isso vamos precisar de engenheiros. Temos apenas 1,4 mil engenheiros de pesca no Brasil, talvez aí resida uma das nossas maiores vulnerabilidades e uma questão importante que temos que enfrentar”, destacou.

O novo ministro disse que, ao receber o convite para assumir o cargo, ouviu da presidenta Dilma Rousseff o pedido para que trabalhe pelos pescadores artesanais, setor que ainda concentra grande quantidade de pessoa na informalidade.

Crivella é o terceiro ministro que assume a pasta da Pesca em um ano e dois meses de governo da presidenta Dilma Rousseff.

A ida de Crivella para a pasta da Pesca ocorre para incorporar ao governo o PRB, partido que integra a base aliada e que, durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esteve representado pelo ex-vice-presidente José Alencar.

Ao repassar o cargo a Crivella, o deputado federal Luiz Sérgio (PT-RJ) disse que continuará trabalhando para defender as políticas do governo da presidenta Dilma. Ele reassume o mandato na Câmara dos Deputados.

No início do mandato da presidenta, Luiz Sérgio assumiu a Secretaria de Relações Institucionais com a função de fazer a articulação entre o governo e o Congresso Nacional. Na pasta, recebeu críticas de parlamentares que relatavam que o ministro não tinha autonomia para atender às demandas dos políticos.

Luiz Sérgio disse a Crivella (PRB-RJ) ter ampla convicção da importância do Ministério da Pesca para o desenvolvimento da atividade no país. “Estou certo de que em pouco tempo o Brasil estará pronto para aproveitar esse potencial e otrabalho do ministério será reconhecido pela sociedade”, disse.

Fonte: Último instante








terça-feira, 31 de maio de 2011

MPA - 2 Vagas de trabalho


Vaga 01:

Profissional com nível de mestrado nas áreas de Oceanografia, Engenharia de Pesca ou áreas correlatas; Experiência em língua inglesa; Profissional com disponibilidade para viagens; Conhecimento da política de desenvolvimento da pesca nacional; Conhecimento de legislação ambiental e pesqueira; Domínio no uso de aplicativos de software (Word, Excel, Internet Explorer, Outlook, Access e PowerPoint). Experiência na elaboração e acompanhamento de projetos de desenvolvimento pesqueiro e vocação para o trabalho em equipe.

Salário: Consultoria por produto (aproximadamente R$ 4.500,0 mensais), contrato até dezembro de 2011, com possibilidade de renovação

Vaga 02:

Profissional com nível de graduação nas áreas de Oceanografia, Engenharia de Pesca ou áreas correlatas; Experiência em língua inglesa; Profissional com disponibilidade para viagens; Conhecimento da política de desenvolvimento da pesca nacional; Conhecimento de legislação ambiental e pesqueira; Domínio no uso de aplicativos de software (Word, Excel, Internet Explorer, Outlook, Access e PowerPoint). Experiência na elaboração e acompanhamento de projetos de desenvolvimento pesqueiro e vocação para o trabalho em equipe.

Salário: Consultoria por produto (aproximadamente R$ 3.000,00 mensais), contrato até dezembro de 2011, com possibilidade de renovação

Interessados devem enviar o currículo para Fernando Polli fernando.polli@mpa.gov.br

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Projeto estende atividades de veterinários a engenheiros de pesca


Tramita na Câmara o Projeto de Lei 1094/11, do deputado Cleber Verde (PRB-MA), que especifica as atribuições do engenheiro de pesca, inclusive facultando-lhe o exercício de atividades hoje privativas do médico veterinário.

A proposta altera as Leis 5.194/66, que regula o exercício das profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro agrônomo; e 5.517/68, que regula a profissão de médico veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária.

O objetivo do projeto, explica Cleber Verde, é fortalecer a engenharia de pesca. O deputado lembra que, nos últimos anos, a produção nacional de pescado vem crescendo de forma constante, sendo atualmente da ordem de 1 milhão de toneladas/ano.

Competências:

Pelo projeto, compete ao engenheiro de pesca o desempenho de atribuições profissionais referentes:
* à pesca e a outras formas de aproveitamento dos recursos aquícolas naturais;
* à aquicultura e a outras formas de utilização da riqueza biológica dos mares, ambientes estuarinos, lagos e outros cursos de água;
* ao beneficiamento do pescado, serviços afins e correlatos;
* à inspeção e fiscalização sanitária, higiênica e tecnológica de embarcações pesqueiras, câmaras frigoríficas, entrepostos pesqueiros, indústrias e outras instalações de processamento de pescado; e
* à inspeção e fiscalização de locais de produção, manipulação, armazenamento ou comercialização de pescado ou de quaisquer produtos ou subprodutos derivados da pesca ou da aquicultura.

Forte incremento:

De acordo com Cleber Verde, entre 1998 e 2004, a produção pesqueira nacional experimentou um incremento da ordem de 42,9%. A pesca extrativa marinha expandiu-se 15,6%; a pesca extrativa continental, 41%; a maricultura, 479%; e a aquicultura continental, 104%.

Na avaliação do parlamentar, “trata-se de um crescimento considerável, que trouxe grandes benefícios ao nosso País, para o que contou com a significativa contribuição dos engenheiros de pesca”.

Segundo Cleber Verde, a vigente Resolução 279/83, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), especifica as atividades profissionais do engenheiro de pesca.

Ao mesmo tempo, diz ele, a Lei 5.517/68 tornou-se anacrônica por ignorar competências do engenheiro de pesca. O projeto pretende “superar essas distorções”.

Tramitação:

O projeto terá análise conclusiva das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Camara dos Deputados


quinta-feira, 24 de março de 2011

30 anos da Federação das Associações dos Engenheiros de Pesca são retratados em livro



A Federação das Associações dos Engenheiros de Pesca do Brasil lançou nesta quarta-feira (24/03), no plenário do Confea, o livro “FAEP-BR – 30 anos de trajetória”. Segundo o presidente da Federação, Elizeu Augusto de Brito, a obra tem por objetivo contar a história da Federação e divulgar as suas contribuições dentro do sistema profissional.

Elizeu, chamando atenção de que todas as empresas que trabalham hoje no setor pesqueiro têm a responsabilidade de se registrarem no Sistema, afirmou que a Federação, que hoje está descredenciada pelo Colégio de Entidades Nacionais, tem por objetivo integrar novamente o Colegiado ainda nesse ano.

O presidente da FAEP falou ainda sobre o curso de Engenharia de Pesca. Segundo ele, o curso completou, no ano passado, 40 anos. “Existem hoje, no Brasil, 17 cursos e, a partir desse ano, devemos formar, a cada ano, cerca de 150 a 200 novos profissionais”. Segundo ele, hoje, os engenheiros de pesca somam 3.200 profissionais em todo o país.

Fonte: Confea


quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Revista CAATINGA


A Revista Caatinga (ISSN 0100-316X impresso e 1983-2125 online) é publicada pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) desde 1976. Atualmente, apresenta periodicidade trimestral e os artigos nela publicados estão indexados nas bases: AGRIS, AGRICOLA, AGROBASE, EBSCO Publishing, CAB INTERNATIONAL, ELSEVIER, INDEX COPERNICUS INTERNATIONAL, ISI, LATINDEX e SCOPUS.

Uma das áreas que necessitamos receber trabalhos é a de ENGENHARIA DE PESCA, portanto, convido-lhe a submeter seu trabalho no referido periódico.

Para maiores informações, por favor, acesse a Revista Caatinga através do endereço eletrônico: http://periodicos.ufersa.edu.br/index.php/sistema

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