Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Saúde. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Saúde do Pescador: Seminário apresenta iniciativas bem sucedidas

Ocorreu hoje no Centro da cidade do Rio de Janeiro o Seminário: Saúde do Pescador e da Pescadora com o objetivo de apresentar o tema e sensibilizar os diversos atores envolvidos para inserir os pescadores na rede de cuidados a saúde, identificando e qualificando a relação entre a saúde e o trabalho no setor, reconhecendo os riscos associados ao cotidiano da pesca.


Foram apresentados iniciativas de atendimento e prevenção promovidas pelas prefeituras de São João da Barra, Rio das Ostras e Angra dos Reis em parceria com os pescadores locais.

Na opinião do Sr. Pedro Marins, da Colônia de Pescadores Z-13 (Rio de Janeiro), "bastava vontade política para se aplicar algo próximo a estas iniciativas que vem sendo bem sucedidas nestes municípios".

Segundo estas experiências apresentadas, os principais problemas encontrados junto aos pescadores são:
  • Doenças Ostearticulares (lombalgias, hérnias, osteoporoses);
  • Alterações oftalmológicas;
  • Lesões dermatológicas (pele);
  • Hipertensão arterial;
  • Diabetes.
A representante de Angra dos Reis, Sra. Mônica Mattos apresentou a grande incidência de Quelite Actínica em pescadores, lesão que ocorre no lábio inferior devido a grande exposição ao sol (raios ultravioletas), nos quais até 10% dos casos se tornam Câncer de Boca.

O Sr. William dos Santos, Coordenador do programa Estadual de Saúde e Segurança do Pescador da FIPERJ/SEDRAP relatou a expansão do projeto aos municípios de Caxias, São Gonçalo, Niterói, Angra, Paraty e Macaé ressaltando que para chegar em outros municípios, é necessário apoio da prefeitura local. A Sr. Denise Esteves Secretária de Saúde de São João da Barra reforçou esta premissa, lembrando que o programa que coordena não possui recursos do governo estadual e federal, apenas recurso da própria prefeitura.


O Sr. Alexandre Cordeiro, presidente da Colônia de Pescadores Z-4 expôs aos presentes a insatisfação da classe pesqueira com a Prefeitura de Cabo Frio pela total falta de apoio aos pescadores locais, relatando que a colônia possui um ambulatório com salas, equipamentos como macas e cadeiras de dentista mas que estão se estragando por falta de parceria do poder público municipal, e apresentou os números de afastamento por doenças e acidente no trabalho nos últimos anos para os pescadores de Cabo Frio:

 Tabela: Número de afastamentos por doenças e acidentes dos pescadores de Cabo Frio. (Fonte: Colônia de Pescadores Z-4).



sábado, 24 de maio de 2014

São João da Barra vai lançar Programa de Saúde do Pescador

O Programa Municipal de Saúde e Segurança do Pescador, que tem a finalidade de melhorar a qualidade de vida da classe pesqueira de São João da Barra, será lançado oficialmente neste sábado, durante o Seminário Estadual de Saúde e Segurança do Pescador, que acontece das 8h às 14h, na sede da Colônia de Pesca Z-2, em Atafona.

“Atendimento médico e odontológico gratuito, além de palestras e debates sobre fatores de risco à saúde dos pescadores são algumas das ações a serem desenvolvidas”, comentou a secretária de Saúde, Denise Esteves, ressaltando que desta forma será disponibilizada atenção integral à saúde do pescador, estimulando a reflexão sobre suas condições de trabalho, que está entre as atividades de maior risco à vida.

A implantação do programa tem o apoio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (SEDRAP) e da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ).

– Os pescadores devem se conscientizar sobre os possíveis problemas de saúde relacionados à atividade. É preciso, ainda, conhecer as medidas de segurança que, sendo tomadas, previnem a grande maioria dos acidentes no trabalho, além de ter acesso a informações sobre as últimas atualizações referentes à legislação trabalhista específica da área – disse o subsecretário de Pesca Eleilton Meireles.

PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO

8h – credenciamento

8h30 – Painel 1 - Apresentação do seminário e do Projeto Acqua Fórum, aspectos sociais e históricos da pesca artesanal no Brasil, com o engenheiro da Fundacentro/CERJ, Antônio Lincoln Colucci

9h – Painel 2 – Riscos ambientais presentes na pesca artesanal, com o higienista da Fundacentro/CERJ, Augusto Barroso. Prevenção de acidentes em embarcações na pesca artesanal, com o engenheiro Flavio Maldonado

10h – Painel 3 – Saúde e Pesca Sustentável no Trabalho da Pesca Artesanal, com a secretária de Saúde de São João da Barra, Denise Esteves

11h – Painel 4 – Seguro Defeso e Legislação Previdenciária com o representante do Ministério do Trabalho e Emprego, Luiz Roberto, e com a representante da gerência executiva do INSS em São João da Barra, Vânia Maria Araújo

12h – Exibição do vídeo “Pesca Artesanal Marítima”, produzido pelo Projeto Acqua Fórum – FUNDACENTRO / MTE,

12h – Lanche

13h – Encerramento com distribuição de kit de saúde e segurança contendo filtro solar, óculos de proteção, capa de chuva, protetor auricular, mochila, camisa, boné, entre outros, além de ato de lançamento do Programa Municipal de Saúde e Segurança do Pescador com presenças de autoridades.


terça-feira, 20 de maio de 2014

ONU: 28% dos estoques de peixes são sobreexplorados


Conferência de Ação Global dos Oceanos para Segurança Alimentar e Crescimento Azul reúne representantes de diversos setores da sociedade para discutir formas de aliar o uso racional de recursos naturais e preservação marinha.

Atualmente, cerca de 17% da proteína animal consumida no mundo vem da pesca e da aquicultura, e a demanda por essa proteína proveniente dos mares deve duplicar nos próximos 20 anos. Mas mesmo com essa grande dependência que temos dos oceanos, grandes problemas ameaçam o uso dos recursos marinhos.

Por isso, 500 representantes de diversos setores da sociedade, incluindo 60 ministros de Estado, se reuniram entre os dias 22 e 25 de abril em Haia, nos Países Baixos, para debater formas de aliar o uso racional de recursos naturais e a preservação marinha, protegendo os oceanos de três grandes obstáculos à sua exploração sustentável: a sobrepesca, a destruição de habitats marinhos e a poluição.

Para se ter uma ideia, a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) estima que 28% dos estoques de peixes já sejam sobreexplorados atualmente.

“Oceanos saudáveis têm um papel central a desempenhar em resolver um dos maiores problemas do século 21 – como alimentar nove bilhões de pessoas até 2050? Contudo, precisamos agir agora na velocidade e escala necessárias para superar os desafios que enfrentamos através da união de forças de todos os interessados, promovendo parcerias e estimulando o crescimento sustentável”, observou Árni M. Mathiesen, diretor-geral assistente para Pesca e Aquicultura da FAO, uma das organizadoras do encontro.

A Conferência de Ação Global dos Oceanos para Segurança Alimentar e Crescimento Azul, organizada também pelo governo neerlandês e pelo Banco Mundial, tem como um dos focos as causas que levaram aos três principais problemas enfrentados pelos oceanos, bem como suas possíveis soluções.

Entre as soluções, estão: equilibrar a demanda por crescimento com a necessidade de conservação de áreas marinhas; combater a pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (IUU); e garantir que o crescimento do setor privado não ocorra às custas da proteção dos meios de vida das comunidades locais que dependem dos oceanos.

“Ações conjuntas urgentes da comunidade global são necessárias para combater as ameaças que enfrentam nossos oceanos. Inovações locais para equilibrar a ecologia e a economia do mar devem ser identificadas e colocadas em prática em outras regiões. A Conferência de Ação Global dos Oceanos em Haia oferece a oportunidade de se fazer a diferença”, comentou H.E Sharon Dijksma, ministra da Agricultura dos Países Baixos.

O evento também focou no conceito de Crescimento Azul, que foi definido na Conferência Rio+20, em 2012. O Crescimento Azul ou Economia Azul compreende a alimentação, empregos e oportunidades para desenvolvimento fornecidos pelos oceanos e litorais, e enfatiza a conservação e a gestão sustentável dos recursos aquáticos e benefícios equitativos às comunidades costeiras que dependem dos mares.

“Existem soluções que equilibram as demandas ecológicas e econômicas dos oceanos. Temos a oportunidade de alinhar nossos esforços e trazer soluções para a escala local. Com parcerias público-privadas e abordagens comuns, podemos restaurar a saúde dos oceanos e fornecer alimentos e empregos para comunidades em todo o mundo”, afirmou Juergen Voegele, diretor de Agricultura e Serviços Ambientais do Banco Mundial.

Felizmente, a conferência mostrou alguns resultados positivos das discussões. No segundo dia da reunião, a Indonésia e os Países Baixos iniciaram projetos conjuntos para desenvolver produtos derivados de peixes mais seguros para os consumidores indonésios.

A parceria, com projetos conjuntos no valor total de € 4,5 milhões, vai atuar em locais como Kalimantan, Sumatra, Java e Ambon, onde condições ruins de armazenamento e refrigeração dos produtos de peixes acabam levando a um grande desperdício de alimentos. A meta dos projetos, que durarão até 2016, é garantir produtos de mais qualidade e disponibilizá-los para o mercado interno e possivelmente para exportação.

“Muitos peixes são jogados fora em todo o mundo devido à falta de conhecimento de técnicas de armazenamento e refrigeração. Há desperdício desnecessário de boa comida nos oceanos. Isso pede por ação agora, começando hoje. Vamos trabalhar juntos e investir conhecimento para melhorar os produtos de peixes para os consumidores”, disse Dijksma.


Resoluções da Conferência:
  • A única maneira de acabar com o conflito e degradação é encerrar a sobrepesca e eliminar o excesso de capacidade de captura;
  • A partir de agora, os subsídios devem ser utilizados apenas em atividades pesqueiras sustentáveis;
  • Pescarias ilegais devem ser banidas e precisamos de acordos regionais com as empresas exploratórias para alcançar isso;
  • Acelerar a ratificação dos mecanismos acordados para melhorar as práticas de pesca para tornar o setor pesqueiro mais sustentável e para combater a poluição;
  • Um maior reconhecimento do impacto das alterações climáticas sobre os oceanos é crucial;
  • Os oceanos deve ser um foco especial nos objetivos de sustentabilidade das Nações Unidas.

sábado, 26 de maio de 2012

Bahia - Oficinas de atendimento em saúde ocupacional das marisqueiras e pescadoras


A Bahia Pesca, em parceria com o Serviço de Atendimento de Saúde Ocupacional da UFBA, promove oficinas de atendimento em saúde ocupacional das marisqueiras e pescadoras.

Uma oficina será realizada no sábado (26) às 9 horas, em Ilhéus, no Colégio Estadual, no bairro Malhado. Na segunda-feira,(28) no mesmo horário, a oficina será em Itacaré, na Colônia de Pescadores Z-18.

A equipe médica é formada por clínicos e fisioterapeutas. Os clínicos vão analisar LER/DORT. Os fisioterapeutas vão avaliar a área ortopédica e dar orientações sobre prevenção (exercícios), diagnóstico e tratamento.

Após as oficinas, marisqueiras e pescadoras que precisarem realizar exames mais minuciosos serão encaminhadas ao ambulatório Edgar Santos, em Salvador. O ambulatório foi totalmente equipado pela Bahia Pesca para isso.

Fonte: A Região

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pescador: Riscos de cancer de pele


Cigarro, álcool e sedentarismo não encerram a lista de produtos ou hábitos nocivos à saúde. Determinadas profissões também podem ser um fator de risco para o surgimento do câncer. O alerta foi dado pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). A entidade divulgou um levantamento relacionando 19 tipos de tumores malignos às respectivas ocupações de risco.

Na estimativa mais conservadora, dos cerca de 500 mil novos casos da doença diagnosticados no Brasil anualmente, pelo menos 20 mil têm relação direta com o trabalho exercido pelo paciente. Substâncias tóxicas que se acumulam no organismo por meio da respiração, do contato com a pele ou via oral são o principal problema.

Diagnóstico precário

A invisibilidade do câncer relacionado ao trabalho no Brasil pode ser avaliada pela irrisória participação de 749 casos de neoplasia relacionada ao trabalho (0,23%) dentre os auxílios-doença acidentários concedidos pela Previdência Social em 2009. Desses, 683 foram de tumores malignos, ou seja, câncer. Entre os 113.801 casos de auxíliosdoença por câncer (previdenciário e acidentário) concedidos no mesmo período, a doença só apareceu relacionada ao trabalho em 0,66% dos casos em países que possuem políticas públicas voltadas para o câncer associado ao trabalho, como a Espanha e a Itália, as estimativas identificam que, entre todos os casos da doença, de 4% a 6% podem ser atribuídos à exposição ocupacional.

Cancerígenos

Na lista de agentes cancerígenos apontados pelo estudo do Inca, até o Sol pode ser um vilão. Ele aparece como um contribuinte importante no aparecimento do melanoma entre carteiros, pescadores e pedreiros, por exemplo. Mas a maior parte das substâncias mencionadas, entretanto, são os compostos químicos tóxicos e, muitas vezes, invisíveis. "O trabalhador que aspira o amianto, usado na construção civil, é um exemplo clássico de intoxicação.

Câncer de pele (não melanoma)
Agentes causadores de câncer: Arsênico, alcatrão, hidrocarboneto, HPA, luz solar, óleo mineral, radiação ultravioleta e ionizante.

Ocupações mais afetadas: Agentes de saúde, carteiro, pedreiro, pescador, salva-vidas, guarda de trânsito, trabalhador rural e vendedor

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (Inca)

Matérias:
Diário de Natal
Revista Veja

As postagens mais populares da última semana: