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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Acordo de Pesca do Timonha e Ubatuba é regulamentado por ICMBio

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou a portaria de nº 49 de 18 de maio de 2016 que dispõe sobre as regras de pesca para o estuário dos rios Timonha e Ubatuba na Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba.


O acordo de pesca vem sendo discutido desde 2010, quando representantes escolhidos em reuniões de pescadores e marisqueiras das Colônias de Pescadores de Barra Grande, Z 6, de Bitupitá, Z 23 e de Chaval, Z 24, construíram uma proposta para melhorar a atividade da pesca no estuário durante o projeto denominado Encontros de Pesca do Timonha e Ubatuba (2010 – 2012), executado pela APA Delta do Parnaíba e Comissão Ilha Ativa (CIA).

Diversas reuniões aconteceram ao longo de quase dois anos e resultou na aprovação do Acordo de Pesca do estuário, em reuniões das três colônias de pescadores, em novembro de 2012. A APA Delta do Parnaíba, parceira do Projeto Pesca Solidária, levou a proposta aprovada para ser analisada pelo ICMBio.

As regras do Acordo de Pesca, confirmadas por pescadores e marisqueiras das três colônias, em encontros que reuniram 251 par ticipantes em Cajueiro da Praia, 131 em Bitupitá e 59 em Chaval, foram transformadas em normas da APA Delta do Parnaíba, e deverão ser seguidas por todos que realizam a atividade pesqueira.

O Acordo de Pesca estabelece duas principais regiões dentro do estuário: o Berçário e a Área Destinada à Pesca de Facho. O Berçário é um local de reprodução e recrutamento de peixes, e nele fica permitido apenas o uso de linha de mão e tarrafa, e a permanência dos currais já existentes. Essa região fica localizada na foz dos rios Timonha e Ubatuba, Boca da Barra, em direção ao mar aberto. A Área Destinada à Pesca de Facho fica localizada no rio Ubatuba, na faixa do Porto da Lama até o Porto do Jaiá na Ilha Grande e nos rios Camelo, Carpina e da Arraia. Nessa área é permitido, e somente nela, o uso da pesca com facho de luz, que possui a função de atrair a tainha, que então é capturada com puça. O objetivo é reduzir o conflito entre pescadores que utilizam diferentes artes de pesca no período noturno.

Para visualizar o documento oficial, acesse o link para o site do instituto: DCOM_ICMBio_portaria_49_de_18_de_maio_de_2016

Fonte: Pesca Solidária

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Brasília - Comissão de Meio Ambiente aprova legalização de acordos comunitários de pesca


A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável aprovou a legalização dos acordos comunitários de pesca formalmente reconhecidos pelos órgãos ambientais federais e estaduais, em todo o País. A proposta, votada no dia 7 de novembro, está prevista no Projeto de Lei 2191/11. O texto é de autoria do deputado Miriquinho Batista (PT-PA).

O relator na comissão, deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), defendeu a aprovação da proposta. Ele destacou a importância de “reforçar os fundamentos legais dos acordos comunitários de pesca, acordos esses que são essenciais para assegurar a conservação e o uso sustentável dos estoques pesqueiros amazônicos, dos quais dependem centenas de milhares de pessoas”.

A comissão aprovou uma complementação de voto do relator determinando que o reconhecimento dos acordos de pesca seja feito mediante avaliação e aprovação pelo Comitê Permanente de Gestão correspondente ou, na falta deste, por aprovação dos ministérios da Pesca e Aquicultura e do Meio Ambiente.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada ainda pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:
PL-2191/2011

Fonte: Câmara dos Deputados

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Pescadores iniciam pesca de pirarucu manejado na Reserva Amanã


Pescadores que integram o Acordo de Pesca do Pantaleão, na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã, município de Maraã (AM), iniciaram a pesca de pirarucu manejado de 2011, na última semana. A atividade é gerida por pescadores urbanos das Colônias Z-4, de Tefé, e Z-23, de Alvarães, e pelos moradores das comunidades do entorno, que integram o Setor São José. Cerca de 300 pessoas se revezam nas atividades de manejo e estas devem pescar 800 pirarucus, que corresponde à cota autorizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), até o início de novembro.

De acordo com Natazildo de Almeida, presidente da Colônia de Pescadores de Tefé, a produção já está toda comercializada e foi vendida ao preço de 5 reais o quilo do peixe in natura, inteiro eviscerado. O comprador disponibilizou um barco que fica junto a base de processamento armazenando o peixe. Também haverá uma Feira de Pirarucu, entre os dias 14 e 15 de outubro, no município de Tefé para venda direta ao consumidor final.

O Instituto Mamirauá, por meio de seu Programa de Manejo de Pesca, assessora seis sistemas de manejo de pirarucu. Esses sistemas são regidos por meio de gestão participativa. Segundo a coordenadora do programa, a bióloga Ellen Amaral, que acompanhou o início da pesca no Pantaleão, a co-gestão consiste em uma série de normas criadas pelos usuários e reconhecidas pelos órgãos de fiscalização, para a promoção da exploração sustentável.

Nós alcançamos sucesso nos desafios iniciais que era recuperar os estoques da espécie e trazer os pescadores que pescavam de forma ilegal para a regularidade. Agora, o desafio é desenvolver esse produto e conseguir que o mercado pague um preço justo por ele, que é ambientalmente sustentável, socialmente justo e tem que ser economicamente viável, disse Amaral ao avaliar o cenário atual do manejo de pesca de pirarucu.

Em 2010, a pesca de pirarucu manejado beneficiou 922 pescadores de 20 comunidades ribeirinhas e de três Colônias de Pescadores. Foram capturados 4.653 pirarucus e comercializadas mais de 220 toneladas. Esta cota pescada representa cerca de 20 a 30% dos estoques de adultos contados nos lagos, regra básica para assegurar a reprodução e a continuidade da população.

A média do peso dos pirarucus pescados foi de 47kg e a média dos comprimentos de 174 centímetros. O tamanho permitido para a pesca deve ser superior a 150 centímetros. O faturamento total bruto da venda do pescado em 2010 foi de R$ 962.367,80. Os rendimentos são distribuídos entre os pescadores por meio de suas associações ou colônias.

Perfil-O pirarucu (Arapaima gigas) é um dos maiores peixes de água doce fluviais e lacustres do Brasil. Pode atingir três metros e seu peso pode ir até 200 Kg. É encontrado geralmente na bacia Amazônica, mais especificamente nas áreas de várzea, onde as águas são mais calmas. Costuma viver em lagos e rios de águas claras e ligeiramente alcalinas com temperaturas que variam de 24° a 37 °C, não sendo encontrado em zona de fortes correntezas e águas ricas em sedimentos. Este peixe é um dos maiores de água doce do mundo, e conhecido também como o bacalhau da Amazônia. Seu nome vem de dois termos indígenas: pira, peixe, e urucum, vermelho, devido a cor de sua cauda.

Fonte: Revista Fator (Wikipédia / www.mamiraua.org.br).

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bahamas proíbe totalmente pesca e venda de tubarões em seu território



Ponto para o meio ambiente: na última terça-feira, as Bahamas proibiram a pesca de tubarão nas suas águas, bem como a venda, importação e exportação de produtos de tubarão.
O arquipélago inclui Honduras, Ilhas Maldivas e Palau. A nova lei transformará todos os 630.000 quilômetros quadrados das águas territoriais do país em um santuário de tubarões.

O governo também aumentou a multa para pesca de tubarão de 4.640 para 7.730 reais.

Os tubarões são considerados em risco devido à demanda por suas barbatanas na culinária oriental (veja shark finning e assine a petição para o Brasil). Cerca de 73 milhões desses expecionais predadores do mar são mortos a cada ano.

Em 1993, as Bahamas proibiram alguns tipos e limitou a pesca de tubarão, protegendo 40 espécies de tubarões que habitam suas águas.

Mas a pesca de tubarão não era totalmente proibida. Assim, ano passado, quando uma empresa de marisco local anunciou que planejava exportar carne de tubarão e barbatanas para Hong Kong, os ativistas pediram uma nova lei.

As autoridades das Bahamas disseram que não acham que a proibição iria afetar as relações do país com a China, que aumentou o comércio com as Bahamas nos últimos anos. Segundo eles, isso está de acordo com o compromisso do governo de prosseguir políticas de conservação e estratégias a fim de salvaguardar o ambiente marinho e terrestre.

Os ambientalistas elogiaram a nova proibição e dizem que os tubarões desempenham um papel extremamente importante no equilíbrio do ecossistema. Eles precisam desesperadamente de proteção se não quisermos levá-los à extinção.


map

O turismo é uma indústria importante nas Bahamas, e mergulhos para ver os tubarões somam aos cofres do país cerca de 123 milhões de reais por ano. A ilha principal da região é o lar de uma praia onde um dos filmes “Tubarão” foi filmado. No ano passado, os restos de um barqueiro que tinha desaparecido ao largo da praia foram encontrados no estômago de um tubarão tigre capturado.



Por: Natasha Romanzoti (http://hypescience.com)
Fonte: [BBC]

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ministério da Pesca enfrenta teste da afirmação


O Brasil quer multiplicar o potencial da produção de pescado em 16 vezes até 2020. A missão está nas mãos do Ministério da Pesca e Aquicultura, que não completou dois anos e já enfrenta cobrança de setores produtivos

Nicolas é filho do médico Alexandre Alexis. A cada três meses, o garotinho de cinco anos acompanha Alexis ao Mercado Público de Porto Alegre, repetindo o ritual que o médico cumpria com o pai há quatro décadas. Tudo igual se não fosse o percurso de cerca de 400 quilômetros. Para garantir o salmão fresco que Nicolas adora, o médico sai de Ijuí e se abastece na Capital. A última compra, em 27 de maio, foi de dez quilos. A maratona para assegurar o peixe em duas refeições na semana contrasta com outra tradição: Ijuí, onde Alexis atende seus pacientes, é um dos maiores produtores de pescado em açudes do Estado, campeão nacional de aquicultura, somando quase 50 mil toneladas (dados de 2009), 14% da oferta.

Mas por que o morador de Ijuí vem à Capital para comprar um dos alimentos mais saudáveis e sem contraindicação médica? “É difícil achar o produto em supermercados. Tem de mudar a cultura baseada na carne”, opina o profissional, que contribui educando o paladar do pequeno Nicolas, o que ajuda a elevar o consumo entre os brasileiros, ainda baixo para os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O País chegou a pouco mais de nove quilos de pescado por habitante ao ano em 2009, ante a recomendação de 12 quilos.

Este fato e a meta de turbinar o potencial de cultivo, para compensar eventual limite na modalidade extrativa, inspiraram a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), na metade de 2009, que sucedeu a Secretaria Especial da Pesca, implantada em 2003 na estreia de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. “Hoje temos um endereço em Brasília”, diz comedido o presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Genázio, representante do Sul do País no Conselho Nacional de Pesca (Conepe).Liderança do estado que mais produz pescado, com fatia de 16% das 1,240 milhão de toneladas (dado de 2009), Genázio admite que é um avanço ter a pasta, ante mais de 20 anos do que chama de abandono da pesca, principalmente a extrativa, onde os catarinenses são imbatíveis. Entre 1960 e 1980, o ramo foi capitaneado pela Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), que injetou dinheiro, ajudou a multiplicar a frota e o parque de processamento. Nesse período, os gaúchos detinham maior produção de pesca extrativa, ainda a maior fonte na área, com mais de 815 mil toneladas. A Sudepe foi extinta em 1990, pelo governo de Fernando Collor de Mello, instaurando o declínio do setor. De mais de 200 indústrias, recuou-se para 50.

A lista de ações esperadas pela cadeia do setor inclui desde medidas para dimensionar o potencial da pesca marinha, levantamento da situação das embarcações, recursos para melhoria da tecnologia e regulamentação mais estável de áreas e espécies que podem ser pescadas. “Se usarmos a pesca de forma racional, teremos diferencial no mundo”, defende o dirigente catarinense. As empresas cobram a criação de comitês científicos, que estaria atrasada em três anos. Também exigem maior independência entre a pasta novata e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). “O DNA do MMA não é a atividade econômica. O MPA tem de ser mais independente, fazendo a gestão e conciliando com as leis e regras ambientais”, reforça o presidente do Sindicato das Indústrias da Pesca de Rio Grande (Sindipesca), Torquato Pontes Ribeiro.

Para os dirigentes, há demora na definição do chamado permissionamento, que estipula o que pode ser pescado e onde no Litoral. “Como o setor vai investir se não sabe os limites?”, justifica Ribeiro. A pauta da cadeia extrativa tem ainda a concorrência das importações, que crescem 20% ao ano, e embarcações estrangeiras arrendadas e que avançam nas águas do Sul disputando a oferta de atum. A ministra de Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, responde que o plano da pasta prevê maior aporte de recursos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, e facilidades no acesso à linha para upgrade das embarcações. Ela promete lançar os editais dos 21 comitês que precisam ser implantados até o final do ano. Sobre as importações, a ministra afirma que foram acionadas medidas para restringir a entrada maciça de panga, espécie de peixe embarcado pela China, líder mundial em aquicultura, com produção de 60 milhões de toneladas.

No Estado, o segmento ainda é coadjuvante e virou departamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Cooperativismo e Pesca. O secretário da pasta, Ivar Pavan, admite estrutura acanhada e elenca prioridades como instalação de açudes (hoje são 160) e apoio ao desenvolvimento da cadeia do setor. “Há enorme potencial para diversificação. É uma nova economia”, demarca Pavan, lembrando que na última Semana Santa, com a venda de 2 milhões de toneladas em feiras, faltou produto. Com a afinidade partidária entre governo estadual e federal, a pasta local quer facilitar o acesso a programas do MPA, o que atende a expectativa número um dos industriais gaúchos, lembra o presidente do Sindipesca.
Ministra quer chegar a 20 milhões de toneladas de pescado em 2020

A meta do governo federal é preparar a base de produção brasileira para atingir 20 milhões de toneladas de pescados até 2020. O volume é o potencial estimado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o País, o que elevaria em 16 vezes o resultado de 2009, que somou 1,2 milhão de toneladas. Para cumprir a meta, a aposta é a pulverização de parques de aquicultura. Os últimos dados disponíveis sinalizam impulso mais rápido do cultivo, que avançou 15,7% entre 2008 e 2009, ante 5,4% da pesca extrativa marinha. A proporção é de 415,6 mil toneladas de aquicultura e 825,1 mil da extrativa.

Em uma frase, a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, resume sua estratégia diante de pressões por resultados imediatos na pasta, que mal completou dois anos de vida. “Costumamos dizer que neste ministério, quando alguém se estressa, vai pescar.” Ideli tem a ambição de trilhar os caminhos percorridos pela agroindústria de frango e suíno, líderes mundiais em produtividade e competitividade.

O êxito será buscado com atualização tecnológica das embarcações que fazem extrativismo no Litoral. “A defasagem é de 35 a 40 anos com perda de eficiência e de produto”, salienta. No ministério, o grande canal para multiplicar o tamanho do setor, que poderá galgar rumo às primeiras posições (hoje o Brasil está em 21º lugar na oferta mundial de pescado), é a aquicultura. A ministra não enxerga alternativas para maior expansão da modalidade extrativa.

No cultivo, a palavra-chave são os parques aquícolas, que devem chegar a 35 até 2012. Reservatórios de hidrelétricas são o alvo principal. Estudos técnicos dimensionam o potencial e depois é feita concorrência pública para concessão por 20 anos da fonte de produção. “Estimamos dobrar a produção aquícola até o ano que vem”, aposta. Agricultura familiar é um dos segmentos prioritários, cujos produtores podem se habilitar à exploração sem custos, quando as áreas forem de até dez hectares.

Para agregar marketing ao potencial dos pescados, os programas são inseridos nas ações de erradicação da miséria do governo federal, com testes para incluir o peixe na merenda escolar (o piloto está sendo feito no Estado) e nas metas de sustentabilidade ambiental. A estrutura ainda é limitada, com superintendências em todo o País, mas poucos funcionários. Cortes no orçamento atingiram a pasta.
Redução da oferta preocupa trabalhadores

Pescador é teimoso, avisa o presidente da Colônia Z-5, na Ilha da Pintada, em Porto Alegre, Vilmar Ieggli Coelho. O comportamento, segundo Coelho, filho e neto de pescadores e que preside também a federação do setor no Estado, ainda dá crédito ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). “Estamos contando com o ministério, que precisa olhar para a gente. Somos a razão de a pasta existir”, registra o dirigente, que lidera mais de 28 mil pescadores artesanais gaúchos. Para ele, o MPA precisa alcançar recursos e mais facilidade para acessar projetos, além de ter atuação direta e autônoma na regulação ambiental.

Diante da constatação de redução na oferta de pescado extrativo, o grupo pretende se habilitar à instalação de um tanque aquícola no Guaíba, dentro do programa do ministério. “O local pretendido é a região conhecida por ressaca da Ilha da Pólvora. Precisamos repovoar os rios”, justifica o presidente da colônia. O casal Marinês e Luiz Carlos Maciel comprova a realidade. Na segunda-feira passada, os dois retornaram com oito quilos de pintado apreendidos na rede.

“Costumávamos voltar com 20 quilos”, contrasta Maciel, que diante de ganhos menores da atividade partiu para um emprego na indústria, onde se aposentou. A comunidade avalia que a oferta reduziu 20% nos últimos anos. Coelho cobra mais fiscalização sobre operadores clandestinos e quem usa redes de pesca em dimensões proibidas.
Da indústria ao reino dos temakis

O declínio da indústria da pesca extrativa gaúcha levou indústrias como a Japesca, com unidade em São Lourenço do Sul, a diversificar, reforçando o varejo e explorando a relação com o consumidor. Herdeiros do negócio, que começou nos anos de 1970 com o pai pescador, que atuava na Ilha da Pintada, os irmãos Gabriel e Roberto Mendo da Cunha apostaram em 2010 na abertura de uma temakeria, com a meta de ofertar pescado com valor agregado, com a comida japonesa. Hoje os dois já somam duas lojas, no Centro da Capital, e filas se formam para devorar 800 a 900 cones de alga marinha com arroz e peixe cru.

“Queríamos oferecer produto de qualidade e de preço acessível”, conta Gabriel, que está na linha de frente do negócio. Além disso, incomodava o jovem o fato de os gaúchos serem os que menos consomem pescado, sete quilos por pessoa ao ano. As temakerias já são a maior fonte de renda da operação da Japesca, que fatura por mês R$ 700 mil, e só devem crescer de tamanho.

A empresa administrada hoje pelos irmãos é a sobrevivente de um setor que já foi líder nacional. A área de pescado representa 0,6% do PIB gaúcho, que significou R$ 100 milhões em 2008, segundo a Fundação de Economia e Estatística. Em Rio Grande, a cifra é R$ 24,6 milhões, 20% do PIB da agropecuária do município. O presidente do Sindipesca, Torquato Pontes Ribeiro, acredita que com incentivos é possível dar novo alento ao setor. “A atenção está voltada ao polo naval, mas a indústria de pescado também tem muito potencial”. Rio Grande está inserido no projeto de desenvolvimento da produção de um peixinho chamado anchoita, que é aposta para ser incluído na merenda escolar e poderá ser industrializado por uma empresa local.

Patrizia Addallah, do Instituto de Ciências Econômicas da Furg, explica que o projeto busca definir e viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva do peixe no Sul do Brasil. Estão sendo dimensionados estoques e rendimentos potenciais da pesca comercial de pequena e média escala, com aprimoramento do beneficiamento e elaboração de produtos. A meta, segundo Patrizia, é abastecer o mercado institucional, como a rede escolar.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)/Patrícia Comunello

segunda-feira, 28 de março de 2011

RJ - Autoridades Estaduais da Pesca buscam melhorias para Paraty



Após visitarem a região Costa Verde na semana passada, o secretário de Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca do Estado do Rio de Janeiro, Felipe Peixoto, e o presidente da Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (Fiperj), Marco Botelho, assinaram, neste sábado, em Paraty, um termo de cooperação técnica com o município.

O documento formaliza o apoio da Fiperj para o desenvolvimento de projetos ligados à pesca e aquicultura no município. Como contrapartida, a prefeitura de Paraty disponibilizará estrutura e recursos para a atuação dos técnicos da Fundação.

Ainda em Paraty, Felipe Peixoto visitou o local que a prefeitura municipal deseja construir o Centro Integrado de Pesca Artesanal (CIPAR). Técnicos da Fiperj serão disponibilizados para auxiliar tecnicamente este projeto e farão uma força tarefa junto à prefeitura municipal ainda em abril.

- Vamos colaborar, através da FIPERJ, com o desenvolvimento de projetos e buscar com as outras Secretarias estaduais e com o Ministério da Pesca e Aquicultura, solucionar os entraves para a obtenção das licenças de áreas de aquicultura estimulando a produção pesqueira na cidade, assim como a captação de recursos para o setor - afirmou Felipe Peixoto.

O secretário Felipe ressaltou ainda que a Fiperj está à disposição das cidades para o desenvolvimento de projetos, como os que viabilizaram a licença ambiental permitindo a atividade de maricultura em algumas fazendas marinhas no município de Angra dos Reis, desenvolvido com participação de técnicos da Fiperj.

- A visita à Costa Verde na semana passada foi para avaliar a possibilidade de parcerias no setor da pesca. Daremos o suporte à pesca tradicional, mas o foco principal será a promoção da aquicultura, principalmente no que diz respeito maricultura - garantiu o secretário.

Na Baía de Ilha Grande, Felipe Peixoto e Marco Botelho visitaram o Projeto Experimental de Bijupirá. Esta espécie é um peixe com alto valor comercial no mercado e pode representar uma alternativa econômica importante para o Estado.

Depois de visitarem nos últimos dias o trabalho de produção de sementes de vieiras desenvolvido pelo Instituto Eco-Desenvolvimento da Baía de Ilha Grande (IED-BIG), os representantes do Estado ressaltaram que a região tem muito a oferecer ao setor de Pesca.

- A Costa Verde tem um grande potencial para o desenvolvimento da maricultura. As Baías de Sepetiba e de Ilha Grande oferecem uma proteção natural, proporcionando águas tranquilas para o cultivo de várias espécies, e isso é essencial - destacou o secretário de Desenvolvimento Regional, Felipe.

Fonte: Diário do Vale


domingo, 2 de janeiro de 2011

MPA - Posse nova ministra


O Ministro da Pesca e Aqüicultura Altemir Gregolin transmitirá o cargo à nova ministra senadora catarinense Ideli Salvatti, amanhã (3/1), às 11h, no auditório principal do MAPA - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, no Bloco D, prédio onde também fica o gabinete e assessorias do Ministério da Pesca e Aqüicultura. Ideli assume a pasta com a expectativa do setor e da sociedade de consolidar novos aumentos de produção e consumo de pescado no Brasil.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

MS - Lei da pesca deve ser considerada inconstitucional.

O Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul julgou na tarde desta quarta-feira (24/11) a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN), interposta pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS), contra a lei nº 3.886 de 28 de Abril de 2010, conhecida com a lei da pesca. Dos 15 desembargadores, 14 votaram pela derrubada da lei e apenas um pediu vistas. A ADIN atende solicitação do deputado estadual Paulo Duarte (PT).

Como o voto da maioria dos desembargadores é favorável à ADIN, a lei da pesca deverá ser considerada inconstitucional. Para o deputado Paulo Duarte, a decisão parcial é uma vitória importante para a preservação dos rios de Mato Grosso do Sul. “O Estado tem que sair dessa lógica ultrapassada de incentivar a pesca comercial e predatória em nossos rios”, afirmou o parlamentar.

Em maio deste ano, Paulo Duarte ingressou com requerimento junto à OAB-MS, solicitando que a entidade se manifestasse contra a lei, através da ADIN. Segundo o parlamentar, a lei ofende o artigo 222 da Constituição Estadual, que prevê a proteção ao meio ambiente. No documento encaminhado à Ordem, Paulo Duarte cita que a lei é excessivamente permissiva, “prevendo basicamente a possibilidade de utilização de todos os petrechos e insumos de pesca, como bóias fixa e móvel, anzóis de galho, redes, tarrafas, espinhel e outros”.


Fonte:SEMAI

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

RJ - Acordo regula pesca artesanal no Parque de Jurubatiba

RIO - O Ministério Público Federal (MPF) e 15 pescadores assinaram nesta quarta-feira um termo de ajustamento de conduta (TAC) para eles continuarem trabalhando na Lagoa de Carapebus, no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba (RJ), no Norte Fluminense.

Com o acordo, a pesca no local será permitida apenas a quem comprovou, com documentos e testemunhas, ter a atividade como principal fonte de renda antes da criação do parque, em 1998. Debatida numa audiência pública em julho, a restrição pretende preservar o meio ambiente sem prejudicar as populações tradicionais.

Para chegar aos signatários do TAC, analistas do Instituto Chico Mendes (ICM-Bio), gestor do Parque Nacional, entrevistaram pescadores e outros moradores e colheram informações com a Prefeitura de Carapebus, que já tinha um estudo sobre os pescadores da lagoa. Outro estudo socioeconômico vem sendo feito por assistentes sociais da Prefeitura e pela equipe do parque para verificar se mais pescadores podem ser autorizados a pescar na lagoa.

O acordo fixa algumas regras para os pescadores exercerem a atividade no parque, como o horário de trabalho (das 17h às 9h) e os pontos de partida dos barcos (ponte de Caxanga, o Cara-cará e um ponto na Praia de Carapebus). Além disso, o TAC identifica os pescadores tradicionais pelo material de pesca, roupas e cor dos barcos, nunca motorizados. O descumprimento dessas normas implicará multa de R$ 500 ou R$ 1 mil.

Fonte: O GLOBO

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