Choque, landruá, sucubé, munzuá… O Design da Pesca no Maranhão é o título da exposição que reúne 120 peças criadas por 80 artesãos, de 41 municípios maranhenses. São redes, armadilhas, viveiros, itens de armazenamento e de transporte, além de remos e agulhas de tecer rede, com nomes que variam de região a região e funcionalidades adequadas ao tipo e à profundidade das águas para as quais foram criados.
A qualidade das peças, com sua concepção engenhosa e estética aprimorada, chamou a atenção da curadora do CCVM, Paula Porta. “Conforme fomos conhecendo melhor esse rico universo dos artefatos de pesca, percebemos que poderíamos colocar um holofote sobre essa produção, valorizando essa riqueza do patrimônio imaterial”.
A exposição aponta a abundância das águas, doces e salgadas, do Maranhão como o contexto propício para o desenvolvimento dessa vasta produção de artefatos que se espalha por todo o estado, cujo Mapa Hídrico é um verdadeiro rendilhado.
“A exposição destaca e homenageia os artesãos e artesãs da pesca, que seguem produzindo, perpetuando tradições ou criando suas próprias soluções e formas, com apurado senso estético. A maioria desses artesãos também atua na pesca e, além do domínio do fazer artesanal, detém grande conhecimento sobre o meio-ambiente, assim como sobre os mitos e histórias associados às águas”, destaca Paula Porta.
As peças foram coletadas pelos pesquisadores do Mapearte, um extenso projeto de mapeamento do artesanato maranhense, que já passou por 70 cidades, buscando os artesãos em atividade e registrando seu trabalho com o objetivo de torná-lo mais conhecido e valorizado. O Mapearte foi iniciado em janeiro de 2017, sob coordenação de Paula Porta, conta com o apoio do Governo do Maranhão e o patrocínio da Vale. Até o momento, identificou 3.600 artesãos.
Valorização da produção artesanal
A exposição disponibiliza ao público um catálogo com o nome, a foto, os contatos e as indicações sobre a produção de 515 artesãos da pesca, de 70 municípios, entre eles estão os criadores das peças expostas. A intenção é incentivar as pessoas a ter contato com os artefatos, a fazer uso deles de diferentes e criativas maneiras e ajudar a divulgar e valorizar essa produção artesanal que está tão próxima, mas que às vezes se torna invisível e corre o risco de desaparecer, trocada por artefatos industriais. A curadora do CCVM enfatiza que “o contato com o artesão é sempre enriquecedor, pelo senso de observação, pela visão de mundo, pelos conhecimentos que em geral possui, vale à pena viajar por esses interiores encontrando essas pessoas e trazendo peças especiais”.
Benedito Quadros conhecido também como “Picolé” mostra um de seus trabalhos
Chico Lima é pescador há mais de trinta anos, nasceu à beira do rio Mearim e confecciona gaiolas com materiais que encontra na natureza: marajá, flecha e espinho papa-terra. “A gente usa a experiência dos antigos, a gente tira os espinhos com a lua de três dias de escuro, para ter durabilidade boa. Achei ótima a exposição, por que é uma divulgação do trabalho da gente, do pescador artesanal, que sabe fazer os apetrechos de pesca. Sou um apaixonado pelas águas dos rios e pela preservação do meio ambiente”, conta o artesão, que tem duas peças na exposição e virá à São Luís para a abertura.
Artesanato, patrimônio imaterial e sustentabilidade
O pescador e artesão, Dogerval Pestana, da cidade de Axixá, pescava de anzol e rede, mas encontrou mais facilidade na pesca com manzuá. Hoje faz as próprias armadilhas e só trabalha com elas. “Meu pai fazia e eu comecei a fazer olhando os outros fazerem. Uso vara de pina ou de remela de cachorro e cipó de titica. A gente coloca o manzuá um dia e tira no outro. Aqui no rio Munim pego traíra, cascudo, camarão cascudo e lagosta.” O pescador vê a exposição como uma importante divulgação de seu trabalho, “nunca imaginei participar de uma exposição, é mais um incentivo para a gente!”, se alegra.
Aldean Costa também está participando da exposição que valoriza a pesca artesanal
Convidado como curador associado da exposição, Jandir Gonçalves, pesquisa a cultura popular maranhense desde o final dos anos 80 e é um grande conhecedor das armadilhas de pesca. Ele lembra que a sua diversidade se deve muito à geografia das águas do estado e a inteligência dos pescadores. “Na baixinha, na baixa e baixão, no riacho e nos rios, na baixada com campos inundáveis, nas reentrâncias, nas baías ou ainda no Golfão Maranhense, lá estão elas, grandes e pequenas armadilhas de pesca engendradas por mãos habilidosas e mentes extraordinárias, capazes de construir utensílios e estratégias de pesca adaptando-se às especificidades do que pretendem pescar.”
Artesanato, patrimônio imaterial, água, meio ambiente, sustentabilidade, conhecimentos tradicionais, design popular são alguns dos temas que a exposição instiga a discutir e que serão abordados pela equipe de monitores nas visitas dos cerca de 400 estudantes da rede pública que diariamente são recebidos no Centro Cultural Vale Maranhão.
Para quem se interessa por design e decoração, para aqueles interessados em aprender mais sobre o universo da pesca ou sobre as técnicas construtivas dos artefatos, para os que gostam de artesanato e conhecimentos tradicionais e para que todos que amam as coisas do Maranhão, a exposição é uma visita imperdível.
Serviço
O quê: Exposição Choque, landruá, sucubé, munzuá… O Design na Pesca no Maranhão
Quando: Abertura, dia 13 de agosto (terça), às 19h. Visitação até 30 de novembro.
Onde: Centro Cultural Vale Maranhão. Endereço: Av. Henrique Leal, 149- Praia Grande, São Luís/MA- CEP: 6510-160. Informações: 3232 6363.
Quanto: Entrada gratuita.
Fonte: O Imparcial
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quarta-feira, 14 de agosto de 2019
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
Pescadores de Itaipu: o direito de existir/resistir
Mais uma vez, os pescadores artesanais de Itaipu vem sendo atacados!
Mais um triste capítulo na história de resistência que lutam a décadas pelo seu direito de permanecer em seu território tradicional.
Recentemente, o direito de permanência dos pescadores não foi reconhecido, em 1ª e 2ª instancia em um tribunal do Rio de Janeiro..
Contra o poder econômico e politico, o pouco que podemos fazer divulgar ao maior número de pessoas e unirmos contra esta injustiça.
Mais um triste capítulo na história de resistência que lutam a décadas pelo seu direito de permanecer em seu território tradicional.
Recentemente, o direito de permanência dos pescadores não foi reconhecido, em 1ª e 2ª instancia em um tribunal do Rio de Janeiro..
Contra o poder econômico e politico, o pouco que podemos fazer divulgar ao maior número de pessoas e unirmos contra esta injustiça.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
CE - Crianças ilustram livro sobre ´causos´ de pescador
Sempre transmitidas pela oralidade, as histórias antigas dos povos do mar do Ceará começam a receber registros escritos por seus próprios coadjuvantes. Os causos do pescador Antônio Miolo, da Praia de Canoa Quebrada, ganham páginas de livro, com ilustrações feitas por crianças, sobre as peripécias porque passou o antigo trabalhador, entre o real e o fantástico.
Cada narrativa é ilustrada por desenhos feitos com lápis de cor pelos garotos Felipe, Lana, Tomas, Anderson, Lázaro, Pedro, Bruna e Lucas, da própria comunidade
Nelas as narrativas de um povo que vencia as adversidades sociais convivendo com a natureza e uma imaginação fértil. O livro "Miolo de Pote" traz um pedaço do saber e da experiência de vida dos pescadores que, assim como os sertanejos da região Nordeste, encontram no meio de um dia difícil algum motivo para uma boa risada.
Os causos do pescador Antônio Pereira da Silva, mais conhecido como "Antônio Miolo", davam-se geralmente quando ele voltava do mar e tinha a sua esposa Maria Borges, a "Maria Miolo", de testemunha (ou cúmplice). Como lá deixaram seus filhos, netos e bisnetos, as histórias não cessam.
Labuta
Certo dia, voltando de uma trabalhosa labuta no mar, Antônio Miolo encostou na areia com a jangada cheia de peixe. O que não ficou para comida em casa, foi vendido às mãos de comerciantes. E como pescador completo não apenas pesca, mas "trata" (corta e abre) o produto, pediu à mulher uma bacia e foi à mesa. Quando abriu o bucho de um cação de quase cinco quilos, deixou cair debaixo da mesa um punhado de ovas do peixe.
Colocou tudo que tinha em mãos para cozinhar, mas reparou que sua galinha chocadeira ciscava onde caíram as ovas. Dias depois, no meio de um domingo, seu Miolo percebeu que da ninhada da galinha Griselda havia cinco novos pintinhos, quatro deles "caçãozinhos, balançado as barbataninhas e soltando uns piadinhos diferentes".
Os registros revelam um homem que convivia com a natureza, tinha uma família grande, mas com seus "acontecimentos" não deixava a rotina tirar o brilho das histórias. As idas e vindas para o mar eram entrecortadas por histórias vividas a maior parte em casa, em meio às dunas e falésias de Canoa Quebrada.
Luta
Como no dia em que conseguiu roubar tanto mel de um cacho de abelhas que foi possível encher um balde. O machado usado na "luta" com as abelhas ainda estava sujo de mel e ficou em cima da mesa. O balde com o mel, deixou no telhado, para as formigas não alcançarem. Pois tanto alcançaram apenas o machado melado na mesa que deixaram somente o cabo, devorando a ferragem.
Ilustração infantil
As histórias foram organizadas pelo arte-educador Tércio Vellardi, presidente da Organização Não Governamental (ONG) Recicriança, e pelo jornalista e historiador Túlio Muniz. Cada narrativa é ilustrada por desenhos feitos com lápis de cor pelos garotos Felipe, Lana, Tomas, Anderson, Lázaro, Pedro, Bruna e Lucas. À exceção de Túlio, todos moram na comunidade dos Estêvão, um povoado na Praia de Canoa Quebrada e onde morou o pescador Antônio Miolo.
"Podemos também dizer que a engenhosidade de Miolo denota, sobremaneira, a criatividade dos habitantes locais, profundamente marcados pela oralidade indígena que cria e recria seus personagens num universo mágico, fantástico", afirma Túlio. O livro tenta materializar o que a oralidade transforma a cada nova geração. E pela própria comunidade dos Estêvão ficam outros resquícios da presença de Antônio Miolo.
Como a falésia em que ele batizou de "Mentira" um ovo depositado por um pássaro Albatroz que, horas antes, disputou no mar com ele um peixe fisgado no anzol. "Esta área é pra ficar isolada, vamos proteger o nascimento deste passarinho e batizá-lo com o nome de ´Mentira´, pois ninguém vai acreditar que pesquei um pássaro com meu anzol", teria dito Antônio Miolo.
Perda
O velho pescador morreu no ano de 2004, aos 85 anos, sem a mesma animação quando contava suas histórias desde que sofreu uma "trombose" que o deixou debilitado até a morte. No entanto, seus causos não morreram, e ainda hoje são contados por gente como Girlene Pereira dos Santos, que é sua neta e, também, trabalha como arte-educadora na ONG Recicriança.
Registros do saber reafirmam a cultura
A sabedoria popular, a cultura e as histórias de um povo são geralmente repassadas por meio da oralidade. Essa transferência pode durar gerações, ou não. E para que muitos dos seus valores não morram na praia, as comunidades dos povos do mar no Ceará têm usado as novas tecnologias ao seu favor no melhor estilo "vamos valorizar, antes que nos esqueçam".
Os causos de "Antônio Miolo", davam-se geralmente quando ele voltava do mar e tinha a sua esposa, a "Maria Miolo", de testemunha (ou cúmplice)
E a permanência dos saberes torna-se, também, uma forma de reafirmar a identidade e os valores culturais. A preservação do meio ambiente, do artesanato e, também, da medicina natural são os principais instrumentos de valorização.
Comunidades
Os registros mais evidentes têm se dado em comunidades indígenas do litoral, especialmente por serem essas comunidades ameaçadas do seu direito natural à terra, em que o registro de seus eventos e objetos culturais é uma ferramenta de luta pela permanência no lugar.
Assim se dá com os povos indígenas litorâneos da etnia Tremembé, no Distrito de Almofala, localizado no Município de Itarema. Lá, registro audiovisual, bem como em livros e fotografias, tem revelado a cultura do povo. Outros trabalhos no mesmo sentido são feitos em comunidades como a Lagoa Encantada, dos índios Jenipapo-Kanindé, em Aquiraz.
Resgate
Quando Antônio Pereira da Silva, o Antônio Miolo, faleceu em setembro de 2004, a comunidade dos Estêvão só pensou por alguns instantes que morriam também as histórias do nobre pescador que gostava de dançar o coco e contar as suas aventuras. No segundo momento surgiu a ideia de registrar para a eternidade um punhado das muitas histórias contadas e dramatizadas pelo pescador.
Isso coube à ONG Recicriança, atuante há duas décadas na mesma comunidade, sendo reconhecida nacionalmente pelo trabalho de arte-educação com as crianças da Área de Proteção Ambiental (APA) de Canoa Quebrada.
Os familiares de Antônio Miolo relembravam as histórias do pescador e recontavam a Tércio Vellardi, que as narrou para o livro "Miolo de Pote".
A Associação reuniu algumas das crianças que fazem parte dos projetos para que reproduzissem, à maneira delas, em desenhos algumas histórias escolhidas para o livro "Miolo de Pote". O livro ainda traz joguinhos de cruzadas, jogo de erros e, após cada narrativa, uma dica ambiental também.
Preservação
A preservação do meio ambiente é uma das principais missões da ONG Recicriança. Ambientalista e presidente da Associação, Tércio Vellardi, desenvolve com parceiros da própria comunidade projetos de educação ambiental e de conservação dos recursos naturais.
A instituição recebe estudantes de vários Municípios do Litoral Leste para realizarem trilhas ecológicas com aulas em campo.
A entidade também atua em parceria com outros organismos, como a Associação de Pesquisa e Preservação de Ecossistemas Aquáticos (Aquasis), atuante, dentre outras atividades, no resgate de mamíferos marinhos nas praias do Ceará.
FIQUE POR DENTRO
Histórias de pescador da Vila dos Estêvão
O "Livro Miolo de Pote - Causos do Pescador Antônio Miolo", foi lançado, na última quinta-feira, na sede da Associação Recicriança, idealizadora do projeto e Organização Não Governamental (ONG). A Associação fica localizada na "Vila dos Estêvão", a mesma em que viveu Antônio Pereira da Silva, o seu "Antônio Miolo", com sua esposa, Maria Borges de Castro. Lá, eles tiveram sete filhos, 26 netos e dez bisnetos. "Miolo" ficou conhecido por ser um exímio pescador e pelas histórias que contava. O livro é um projeto do Recicriança organizado por Tércio Vellardi e Túlio Muniz, com ilustrações das crianças Felipe, Lana, Tomaz, Anderson, Lázaro, Pedro, Bruna e Lucas, que são moradoras da própria comunidade, editoração eletrônica de Gilberlânio Rios. A obra é composta por quatro capítulos. Foram divididos com os títulos de: "As ovas de peixe", "O Porco", "O Albatroz", "O Rato", "O Fogão Velho", "A Vaca", "A Muriçoca", "A Melancia", "O Joanete" e "O Machado". A Associação Recicriança têm vários projetos na área de educação ambiental, desenvolvido na comunidade dos Estêvão. Entre as atividades e trabalhos sociais desenvolvidos podem ser citados, como exemplo, a campanha de preservação das dunas e falésias da Praia de Canoa Quebrada. Em outra frente, priorizando o bem estar das crianças e adolescentes da região, agem no combate à exploração sexual infantil.
Mais informações:
Associação Recicriança Vila dos Estêvão - Canoa Quebrada/Cidade de Aracati www.recicrianca.org.br
REPÓRTER
MELQUÍADES JÚNIOR
Fonte: Diário do Nordeste
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Repelente dos pescadores
Interessante esta dica abaixo, fica ai, mais uma da sabedoria popular:
É certo que, com as chuvas de verão, fica mais difícil controlar poças d'agua que servem de criadouros para o aedes aegypit, ou seja, o mosquito que transmite a dengue. Por esta razão estamos repassando a dica de um repelente caseiro, feito com ingredientes de grande disponibilidade, fácil de preparar em casa, de agradável aroma e, bastante econômico.
Seria importante que se produzisse e distribuísse aos municípios este repelente nos bairros carentes com focos da dengue, ensinando a população para futuramente preparar e usar diariamente, como se usa sabonete ou creme dental para proteger as pessoas e ao mesmo tempo, diminuir a fonte de proteína do sangue humano que faz o aedes maturar seus ovos. Assim, diminuiria a proliferação do mosquito.
Faça o repelente dos pescadores em casa:
Ingredientes:
- 1/2 litro de álcool;
- 1 pacote de cravo da Índia (10 gr);
- 1 vidro de óleo usado em bebês (100ml)
Modo de fazer:
Deixe o cravo curtindo no álcool por 4 dias, agitando o vidro, pela manhã e a tarde;
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila, erva-doce, aloe vera).
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito não se aproximará de você.
OBS:
Este repelente evita que o mosquito sugue o sangue. Sem o sangue ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura e assim vai diminuindo a proliferação.
Importante: O óleo, que serve para fixar o repelente na pele, deve ser misturado só depois que o cravo estiver bem curtido no álcool. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos e também as pulgas dos animais domésticos.
Fonte: Jornal da Cidade
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
PA - São Caetano evoca a tradição dos bois no carnaval da cidade
O Boi Tinga está entre os bois de maior tradição cultural do município de São Caetano de Odivelas, nordeste do Estado. São mais de 70 anos de existência passados de pai para filho, na terceira geração da família Zeferino. Segundo Lucival Zeferino, neto de Laudelino Zeferino, que deu início à tradição, uma cabeça de boi trazida da ilha do Marajó compôs o primeiro boi. Dessa cabeça original só os chifres se mantiveram.
Ele conta que tudo começou quando um grupo de pescadores aproveitava os domingos para lavar os barcos de pesca. Desse momento de quase descontração entre eles surgiu a ideia de criar o Boi Tinga, que desfilou no período de carnaval pela segunda vez este ano, nas ruas da cidade, no último sábado, puxado pelos músicos das duas bandas centenárias da cidade: Milícia Odivelense e Rodrigues dos Santos.
Lucival acrescenta que o forte das apresentações dos bois de São Caetano se dá durante a quadra junina, mas o período do carnaval tornou-se mais uma opção de preservação da cultura local, incentivado pelo poder público municipal, contando com a animação dos turistas que chegam à cidade para curtir os três dias de folia momesca.
A concentração do bloco acontece no bairro Umarizal, e acredita-se que cerca de cinco mil pessoas participaram do arrastão do boi no último sábado, que levou para as ruas os famosos cabeções e pierrôs, contando ainda com os participantes de outro bloco, o Cantinão.
Resgate – Outra tradição, o Boi Faceiro surgiu em 1937 e brincou durante dez anos, desaparecendo quando seu idealizador, o comerciante Epaminondas, foi embora do município. Em 1998 houve o resgate do boi pelo mestre Bené, já falecido. O Faceiro integra o cenário cultural de São Caetano por meio do trabalho da Associação Mestre Bené, entidade que luta para preservar e valorizar as atividades culturais do município.
Com seus pierrôs, cabeçudos e buchudos arrasta brincantes e foliões que circularam nesta terça-feira (21) pelas ruas, encerrando a festa na orla do município, embalado por marchinhas, sambas e marchas de boi. Há sete anos o Faceiro participa do carnaval de São Caetano de Odivelas, “com o objetivo de introduzir na festa momesca os elementos da cultura popular”, disse um dos seus coordenadores, Rondi Palha, responsável pela mistura, para adicionar a cultura do boi como atrativo turístico e tornar o carnaval de São Caetano algo singular.
O Arrastão do Boi Faceiro consagra o carnaval odivelense e abre alas para a quadra junina, quando todos os bois de máscaras do município entram inteiramente em cena.
Diversidade
Walney diz que quando o grupo surgiu, em 2000, o funk “Vai Lacráia”, estava no auge do sucesso e que a característica do bloco é justamente essa: homens vestidos de mulher, já que a dançarina era gay. “Esse é o único bloco da cidade com essa característica”, afirma, lembrando que o bloco foi campeão do carnaval nos anos de 2007 e 2008.
Hoje o bloco de arrastão chega a mobilizar cinco mil brincantes no carnaval de São Caetano de Odivelas. E seu samba-enredo, além de citar a dançarina Lacráia, também destaca as dificuldades que os pescadores enfrentam em alto mar, como ação de piratas, tema de outra ala do bloco. Waldinaldo Miranda, o Orelha, é pescador e compositor do samba-enredo, e diz que a temática tenta destacar o dia a dia daqueles que trabalham com a pesca. Uma terceira ala composta de pescadores complementa a temática do bloco.
Último bloco do desfile oficial desta terça-feira de carnaval, o bloco Pescada Amarela é uma das novidades do carnaval de São Caetano deste ano e conseguiu arrastar cerca de três mil brincantes do bairro da Cachoeira. Esse é o seu segundo ano que o bloco desfila tendo como destaques um carro alegórico e a famosa pescada amarela, que deu origem ao grupo.
“A ideia de criar o bloco surgiu a partir de uma brincadeira quando assamos um peixe”, relata Sebastião Lagóia, um de seus organizadores. Ele acrescenta que o grupo recebe diversos apoios. Um deles vem do vice-prefeito, Fortunato Pereira, que propicia um show pirotécnico durante o desfile. Sete pessoas da família Lagóia, além de agregados se dividem nas tarefas em preparação ao desfile.
O tema do samba enredo é sempre o mesmo, a pescada amarela, mas Manoel Lúcio, o Fanzinho, puxador oficial do bloco, diz que outros componentes da comunidade integram a letra como o carangueijo, o mangueizal, o turu, o mexilhão e o camarão.
Hoje o bloco de arrastão chega a mobilizar cinco mil brincantes no carnaval de São Caetano de Odivelas. E seu samba-enredo, além de citar a dançarina Lacráia, também destaca as dificuldades que os pescadores enfrentam em alto mar, como ação de piratas, tema de outra ala do bloco. Waldinaldo Miranda, o Orelha, é pescador e compositor do samba-enredo, e diz que a temática tenta destacar o dia a dia daqueles que trabalham com a pesca. Uma terceira ala composta de pescadores complementa a temática do bloco.
Último bloco do desfile oficial desta terça-feira de carnaval, o bloco Pescada Amarela é uma das novidades do carnaval de São Caetano deste ano e conseguiu arrastar cerca de três mil brincantes do bairro da Cachoeira. Esse é o seu segundo ano que o bloco desfila tendo como destaques um carro alegórico e a famosa pescada amarela, que deu origem ao grupo.
“A ideia de criar o bloco surgiu a partir de uma brincadeira quando assamos um peixe”, relata Sebastião Lagóia, um de seus organizadores. Ele acrescenta que o grupo recebe diversos apoios. Um deles vem do vice-prefeito, Fortunato Pereira, que propicia um show pirotécnico durante o desfile. Sete pessoas da família Lagóia, além de agregados se dividem nas tarefas em preparação ao desfile.
O tema do samba enredo é sempre o mesmo, a pescada amarela, mas Manoel Lúcio, o Fanzinho, puxador oficial do bloco, diz que outros componentes da comunidade integram a letra como o carangueijo, o mangueizal, o turu, o mexilhão e o camarão.
Fonte: Governo do Pará
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