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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Zaire - Pescadores artesanais prejudicados


O responsável da cooperativa dos pescadores da aldeia do Tombe, município do Soyo (Zaire), Alfredo Francisco Verónica, denunciou na sexta-feira, naquela localidade, a acção de embarcações de médio e grande porte que pescam a menos de cinco milhas da costa marítima, arrastando redes e outros materiais dos pescadores artesanais.

Em declarações à imprensa, Alfredo Verónica disse que os prevaricadores pescam durante a noite, causando sérios prejuízos aos pescadores artesanais, como destruição das redes e captura de peixe miúdo, além de outros tipos de espécie marinha.

“Normalmente, pescam no período nocturno, o que torna difícil a identificação das matrículas ou qualquer dado sobre estas embarcações”, afirmou, tendo apelado aos órgãos competentes a redobrarem as operações de fiscalização ao longo da costa marítima, de forma a desencorajar este tipo de acções, que tem afectado o nível do desenvolvimento sustentável da comunidade piscatória.

O responsável disse que muitos pescadores estão sem possibilidades financeiras para regularizar as despesas de material adquirido junto do Instituto de Pesca Artesanal, o que retira credibilidade às cooperativas para obtenção de novos créditos.

Fonte: Jornal de Angola

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Zaire: Navios de arrasto prejudicam pescadores artesanais


Mbanza Kongo - Os navios de arrasto que pescam na costa marítima do município do Nzeto, província do Zaire, estão a prejudicar os pescadores artesanais da localidade.

De acordo com o pescador Luís Carlos Simão, os navios, de origem desconhecida, reapareceram na costa local em princípios deste mês, após longo período de ausência, provocando danos consideráveis ao material de pesca dos munícipes, para além de escassearem o pescado na zona.

" Os barcos arrastam tudo, incluindo as crias, provocando a diminuição dos índices de captura de pescado na vila," disse.

Domingos Laurindo, também pescador, disse que a sua embarcação foi arrastada, há dias, por um navio de grande porte, tendo perdido 25 panos de redes de pesca que estavam no seu interior.

O responsável da Delegação Marítima do Nzeto, Mbongo João Amador, afirmou que a instituição tem recebido várias reclamações de pescadores locais, desde princípios de Abril corrente.

Segundo informou, os navios de arrasto realizam as suas actividades fora da área recomendada, o que provoca danos materiais aos pescadores artesanais e a diminuição do pescado na costa marítima.

Revelou que a Delegação Marítima do Zaire carece de meios para actividades de fiscalização porque a única embarcação que possuía se encontra avariada.

Fonte: Angola Press


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