Após duas semanas encalhado no litoral do Maranhão, cerca de 4 mil toneladas de óleo do navio Stellar Banner devem ser retirados a partir dessa terça-feira (10). A embarcação está cercada de navios de apoio e de equipes prontas para agir em caso de vazamento de óleo ou de minério de ferro.
Depois dessa operação, será apresentado um plano de retirada de parte das quase 300 mil toneladas de minério de ferro. A ideia é que o navio fique mais leve para sair do banco de areia. Um conserto provisório deve ser feito para que o Stellar Banner seja rebocado até um estaleiro para o conserto definitivo.
Monitoramento
Do Terminal Portuário da Madeira em São Luís, local onde o navio foi carregado com minério de ferro, até onde ele está encalhado, são seis horas de lancha. Para a operação de monitoramento, a Marinha do Brasil mobilizou 255 militares na operação e dois navios de pesquisa e monitoramento.
Um dos navios usados é o Garnier Sampaio que monitora as condições do mar e do tempo. A cada quatro horas, os militares recolhem uma amostra de água para análise das condições da água e verificar se há vazamentos.
"Desde que chegamos aqui, não encontramos nenhum tipo de poluição hídrica ou de minério de ferro", afirma Oliveira Santos, comandante do navio Garnier Sampaio.
Além disso, o Ibama também realiza o monitoramento da área por meio do Poseidon, um avião equipado com sensores de calor e laser que dão o alerta ao sinal de qualquer mancha na água e identifica o feixe de luz na água. Drones e câmeras subaquáticas também estão sendo usados no local.
A área afetada no casco do navio é de cerca de 25 metros, segundo o chefe de Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, Robson Neves Fernandes, nessa quarta-feira (4), em São Luís. O representante da Marinha também informou que seis mergulhadores têm feito inspeções no casco da embarcação de 340 metros de comprimento.
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, veio a São Luís acompanhar o trabalho da Marinha e do Ibama, e reforçou que não há vazamentos de óleo no oceano. "Já não há óleo no mar. O que chegou a ser detectado foi uma pequena quantidade de óleo nos primeiros dias, que já foi dissipado e já não há mais detecção de óleo no mar", enfatizou.
Ricardo Salles descartou qualquer comparação com as manchas de óleo que atingiram o litoral do nordeste, Espirito Santo e Rio de Janeiro no fim do ano passado. Para o ministro, são duas situações com circunstâncias e proporções completamente distintas.
Tripulação
De acordo com a Polaris Shipping, dos 20 tripulantes Stellar Banner, 12 são coreanos são coreanos e oito são de nacionalidade filipina. Após o resgate, seis estão ainda na região ajudando na operação de salvatagem e seguindo as instruções da Capitania dos Portos.
A empresa afirmou que os outros 14 tripulantes da embarcação já estão em terra firma e devem ser repatriados após entrevistas com autoridades em São Luís.
Segurança nos tanques
Na sexta-feira (28), o Ibama havia verificado o vazamento de 333 litros de óleo no mar e o poluente havia se espalhado por uma área de 0,79 km². No sábado (29), o instituto afirmou que não visualizou mais as manchas de óleo encontradas anteriormente.
Técnicos também trabalharam para vedar ainda mais os tanques de combustível e reforçar as travas dos compartimentos de carga, onde está o minério. O navio hidroceanográfico ‘Garnier Sampaio’, da Marinha, também está na área para reforçar as operações.
Inquérito
A Superintendência da Polícia Federal (PF) no Maranhão informou que abriu um inquérito para apurar possível crime ambiental no acidente do Stellar Banner. Antes, a Marinha já tinha informado que instaurou um inquérito administrativo para apurar causas, circunstâncias e responsabilidades sobre o caso.
Buracos na estrutura do Stellar Banner
O navio Stellar Banner tem capacidade para 300 mil toneladas de minério de ferro e possui 340 metros de comprimento, o equivalente a quase quatro campos de futebol. A embarcação foi abastecida pela Vale e saiu do Terminal Portuário da Ponta da Madeira, em São Luís, com destino a um comprador em Qingdao, na China.
Segundo a Capitania dos Portos, o navio apresentou ao menos dois locais com entrada de água nos compartimentos de carga por volta das 21h30 desta terça (25) e começou a afundar no Oceano Atlântico. Uma fissura no casco pode ter sido a causa. O comandante do navio emitiu um alerta de emergência via satélite e levou a embarcação para um banco de areia.
Equipes da Capitania dos Portos e da Vale foram encaminhadas para o local e cerca de 20 tripulantes foram evacuados. A empresa Polaris Shipping, proprietária do navio, informou que todos os membros da tripulação estão seguros e que está realizando inspeções para evitar maiores danos.
Fonte: G1
Imagem 1: Ibama
Imagem 2: G1
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terça-feira, 10 de março de 2020
sábado, 4 de janeiro de 2014
Cachalotes encalham em praias do Delta do Parnaíba (Piauí e Ceará)
Curiosa onda de encalhe de cachalotes no litoral do Ceará e Piauí, 3 ocorrências em menos de 1 mês!
Antes já havia sido descrito outro encalhe de Cachalote no Município de Paulino Neves a cerca de 100km a Oeste, já no litoral maranhense.
A baleia foi encontrada por pescadores de Bitupitá, praia vizinha a de Curimãs, que acionou a Colônia de Pescadores na madrugada do dia primeiro, a última quarta-feira. De acordo com a chefe de Gabinete, Iolanda Fernandes Gomes, a retirada iniciou por volta do meio dia de ontem, quando a maré começou a baixa. "A Colônia comunicou à Prefeitura e esta acionou os demais órgãos de conservação ambiental. Porém, com o feriado, ouve uma dificuldade de comunicação, mas todos os órgãos já foram até o local e realizaram os procedimentos necessários".
Iolanda explica que a praia faz parte da Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, tendo sido avisados o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade local, além de Ibama, Companhia do Portos e outros órgãos de proteção. Com mais de 16 metros, o animal foi classificado como adulto. "A técnica usada para remoção na realidade foi enterrar o animal, o que evitará uma possível transmissão de doenças durante a decomposição", destaca.
O cachalote ou cacharréu é o maior dos cetáceos com dentes, bem como o maior animal com dentes atualmente existente. Mede até 18 metros de comprimento.
Essa não é a primeira vez que uma baleia encalha no município. Em agosto de 2009, uma baleia Jubarte de mais de 15 metros e 30 toneladas encalhou e morreu em Bitupitá.
Ela apresentava cortes profundos, apontados como principal causa do óbito. A espécie que está em extinção procura entre julho e novembro águas quentes e pouco profundas para acasalamento. A carcaça do animal foi enterrada e desenterrada posteriormente para evitar que as pessoas mexessem no local, que é de ampla movimentação.
"Em 2010, também houve outra baleia encalhada no nosso litoral, por isso pescadores e moradores já conhecem o procedimento de alerta aos órgãos competentes", esclarece a chefe de gabinete.
O consumo de mamíferos marinhos é proibida por lei, por isso nenhum morador pôde ter acesso à carne dos animais que poderia estar infectada.
Cachalote-anão (Kogia simus) com cerca de 6,5 metros foi encontrado morto.
1 de janeiro de 2014 - Cachalote encalha em Barroquinha (CE)
A baleia da espécie Cachalote que encalhou na Praia de Curimãs, no município de Barroquinhas foi retirada ontem pelos órgãos responsáveis. De acordo com a Prefeitura a, a demora de três dias entre a descoberta do animal e a retirada ocorreu por conta do feriado do primeiro dia do ano.
Iolanda explica que a praia faz parte da Área de Proteção Ambiental do Delta do Parnaíba, tendo sido avisados o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade local, além de Ibama, Companhia do Portos e outros órgãos de proteção. Com mais de 16 metros, o animal foi classificado como adulto. "A técnica usada para remoção na realidade foi enterrar o animal, o que evitará uma possível transmissão de doenças durante a decomposição", destaca.
O cachalote ou cacharréu é o maior dos cetáceos com dentes, bem como o maior animal com dentes atualmente existente. Mede até 18 metros de comprimento.
Essa não é a primeira vez que uma baleia encalha no município. Em agosto de 2009, uma baleia Jubarte de mais de 15 metros e 30 toneladas encalhou e morreu em Bitupitá.
Ela apresentava cortes profundos, apontados como principal causa do óbito. A espécie que está em extinção procura entre julho e novembro águas quentes e pouco profundas para acasalamento. A carcaça do animal foi enterrada e desenterrada posteriormente para evitar que as pessoas mexessem no local, que é de ampla movimentação.
"Em 2010, também houve outra baleia encalhada no nosso litoral, por isso pescadores e moradores já conhecem o procedimento de alerta aos órgãos competentes", esclarece a chefe de gabinete.
O consumo de mamíferos marinhos é proibida por lei, por isso nenhum morador pôde ter acesso à carne dos animais que poderia estar infectada.
1 de janeiro de 2014 - Cachalote encalha no Piauí
Em Luís Correia, na praia de Arrombado, Litoral do Piauí, foi encontrado por um banhista um filhote de baleia no mesmo dia que a Cachalote encalhou em Barroquinha. O animal foi devolvido ao mar antes da chegada dos biólogos.
Fonte: Diário do Nordeste
9 de dezembro de 2013 - Cachalote encalha na Praia da Pedra do Sal no Parnaíba (PI)
Fonte: Voz de Ilha Grande
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
Unidade de perfuração encalha no Alasca
Um navio de perfuração de grande porte, pertencente à companhia de petróleo Shell, encalhou na costa do Alasca depois de perder o rumo sob uma tempestade, declararam o governo e funcionários da empresa.
Na tarde de segunda-feira, o Kulluk rompeu um de seus cabos de reboque e foi levado, em poucas horas, até as rochas que rodeiam a ilha Kodiak, onde bateu por volta das 9h, no horário local, disseram autoridades.
A tripulação de 18 membros foi evacuada pela guarda costeira na noite de sábado, por causa dos riscos da tempestade ainda em curso.
Não foi detectado derramamento de óleo e não há relatos de danos, mas o Kulluk tinha quase 600 mil litros de combustível a bordo, disse o comandante da guarda costeira Shane Montoya, líder da equipe de resgate.
Com ventos alcançando 96 quilometros por hora e um mar, no Golfo do Alaska, com ondas de até 12 metros, a equipe de resgate não foi capaz de evitar o encalhe, disse Montoya em entrevista coletiva na noite de segunda-feira, em Anchorage. "Estamos agora na fase de resgate e de reação a um possível vazamento de óleo".
O encalhe do Kulluk, uma embarcação cônica de quase 28 mil toneladas, projetada para perfuração no Ártico, é um duro golpe para o programa offshore da Shell no Alaska, orçado em 4,5 bilhões de dólares (cerca de R$9 bilhões). O plano da empresa em converter a área em uma nova e importante fronteira petrolífera alarmou ambientalistas e nativos do Alasca, mas entusiasmou os simpatizantes da indústria.
Ambientalistas e nativos adversários do plano dizem que o programa de perfuração ameaça uma região frágil, que já está sendo atingida por rápida mudança climática.
"A Shell e seus contratados não são páreo para o clima do Alasca e as condições do mar, seja durante as operações de perfuração ou durante a navegação", disse por email Lois Epstein, diretor do programa do Ártico para a Wilderness Society. "A custosa experiência da Shell com perfuração no Oceano Ártico precisa ser interrompida pelo governo federal ou pela própria Shell, dados os riscos inaceitavelmente altos que ela representa para os seres humanos e ao meio ambiente".
Os problemas do Kulluk começaram na sexta-feira, quando o navio de reboque da Shell, que navegava para o sul, sofreu uma falha mecânica e rompeu a conexão com o navio de perfuração. Esse navio, o Aivik, foi reconectado ao Kulluk na manhã de segunda-feira, ao mesmo tempo em que outro rebocador era enviado para o local pelo operador do Sistema de Oleodutos Trans Alaska. Mas o Aivik perdeu novamente a conexão com o Kulluk na tarde de segunda-feira, e sobrou à tripulação do rebocador tentar apenas guiar o navio de perfuração para uma posição em que, se encalhasse, “teria o mínimo de impacto no meio ambiente", disse Montoya.
Empresa nega riscos
A Shell usou o Kulluk em setembro e outubro para trabalhos de prospecção no mar de Beaufort. Quando os problemas começaram, ele estava sendo levado para Seattle, onde ficaria durante o período fora de estação.
Susan Childs, líder do grupo de emergências da Shell, sugeriu que um vazamento advindo do navio de quantidade de óleo significativa era improvável. "O projeto único do Kulluk inclui tanques de diesel isolados no centro da embarcação, envoltos em aço pesado", disse ela.
A Shell espera que o tempo melhore para começar uma avaliação completa do navio, disse ela. "Esperamos recuperar o Kulluk com danos mínimos ou nenhum dano para o meio ambiente".
O Kulluk foi construído em 1983 e havia planos para transformá-lo em sucata até que a Shell o comprou em 2005. Desde então, a empresa gastou 292 milhões de dólares (cerca de R$320 milhões) para reformar o navio.
A empreitada da Shell no Ártico tem sido atormentada por problemas. Em dezembro, um segundo navio de prospecção, o Discoverer, foi brevemente detido pela guarda costeira, em Seward, Alasca, devido a preocupações com segurança. Uma barcaça de contenção de óleo, obrigatória por lei, a Arctic Challenger, demorou meses para atender às exigências de navegabilidade da guarda costeira, e um acidente com outro navio causou danos a uma peça de equipamento crítica para conter vazamentos de poços de petróleo.
*Esse texto é uma tradução do original publicado no Guardian através da parceria de ((o))eco com a Guardian Environment Network. Tradução de Eduardo Pegurier
FONTE: O ECO
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
RJ - Morte da Jubarte encalhada
Segundo o diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, que acompanhou todo o processo, por volta de 0h30 a baleia estava completamente fora de água, porque a maré baixou muito. "Ela estava com dificuldade para respirar e teve uma convulsão. A gente pretendia fazer uma nova tentativa de resgate por volta de 5h, quando a maré subisse, mas ela morreu antes", contou.
A jubarte media cerca de 15 metros e estava no local desde segunda-feira (25), quando começaram os esforços dos bombeiros para desencalhar o mamífero. Ontem, um rebocador da Petrobras foi usado na tentativa de resgate, sem sucesso. A corda que amarrou a baleia arrebentou e ela continuou bem próxima à praia, já apresentando sinais de cansaço.
O animal ficou preso em um banco de areia enquanto se alimentava de um cardume de peixes pequenos. Cerca de dez bombeiros foram deslocados para o local na tentativa de libertar o animal sem causar ferimentos. Dezenas de curiosos e voluntários, como ambientalistas da ONG SOS Meio Ambiente, acompanharam a operação para tentar salvá-la.
Segundo o Instituto Baleia Jubarte, este ano 89 baleias já encalharam na costa brasileira. No ano passado foram 30.Neste ano, sete baleias desta espécie encalharam no litoral do nacional.
Fonte: UOL, Terra, Instituto Baleia Jubarte e Estadão
Imagem: Agência Reuters
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