Summer ducks
domingo, 31 de outubro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
Aquicultura: Oportunidade Bolsa Estudo em Israel
A Embaixada de Israel em colaboração com o Centro de Cooperação Internacional do Ministério das Relações Exteriores (MASHAV) abre inscrição para diversos cursos em Israel com bolsas de estudos. Os programas, que visam desenvolver os recursos humanos e habilidades profissionais, combinando teoria e planejamento prático, enfatizam a erradicação da fome e pobreza através de um desenvolvimento contínuo, proteção ambiental, desenvolvimento comunitário e transferência de tecnologia.
Os interessados em obter mais informações devem acessar o link “Cooperação Internacional” no site http://brasilia.mfa.gov.il ou enviar um e-mail para dcm-sec@brasilia.mfa.gov.il.
• "Aquicultura: Produção e Gerenciamento" – O curso será em inglês e ocorre em Israel de 12 de dezembro de 2010 a 06 de janeiro de 2011.
Os interessados em obter mais informações devem acessar o link “Cooperação Internacional” no site http://brasilia.mfa.gov.il ou enviar um e-mail para dcm-sec@brasilia.mfa.gov.il.
• "Aquicultura: Produção e Gerenciamento" – O curso será em inglês e ocorre em Israel de 12 de dezembro de 2010 a 06 de janeiro de 2011.
Objetivos: O programa tem como objetivo apresentar aos alunos diversos aspectos e evolução da aquicultura, com ênfase na experiência de Israel, e para partilhar experiências e know-how. Aspectos teóricos da aquicultura (por exemplo, fisiologia, genética, endocrinologia, reprodução, microbiologia), bem como aspectos mais aplicados (por exemplo, métodos de cultura, programas de melhoramento genético, seleção de espécies) serão apresentados através de palestras e estudos de caso, bem como em excursões e experiência hands-on. É nossa expectativa que os participantes enriqueçam o conhecimento de seus respectivos países, com novos conhecimentos científicos e abordagens de investigação e, simultaneamente, estabeleçam uma base para a futura cooperação entre os participantes e os pesquisadores.
Inscrições: As inscrições para este curso estão abertas até o dia 16 de novembro de 2010.
Inscrições: As inscrições para este curso estão abertas até o dia 16 de novembro de 2010.
RJ - Óleo derramado no Paraíba do Sul não é tóxico diz INEA
BARRA MANSA - O analista ambiental do Inea (Instituto Estadual do Ambiente), José Mauro, disse que o produto derramado no Rio Paraíba do Sul, após umacidente entre uma carreta e um caminhão , por volta das 4h30m desta sexta-feira, na Rodovia Presidente Dutra, foi identificado como uma mistura de óleo mineral e vegetal. A subtância foi utilizada na laminação à quente da Usina Presidente Vargas, em Volta Redonda, e estava apenas sendo transportado. Segundo o Inea, o óleo não é tóxico e já está sendo retirado pela empresa Transfuturo, responsável pelo transporte do material.
O motorista da carreta, Lenine da Silva, de 48 anos, disse que transportava os 26 mil litros de resíduo óleo lubrificante para Magé, na Região dos Lagos, por volta das 4h30m, quando um caminhão bateu na traseira do seu veículo. A grande mancha de óleo atingiu o rio através das canaletas que servem para o escoamento das águas pluviais na rodovia.
- Estava dirigindo e senti apenas o impacto, quando o caminhão bateu na traseira do meu veículo, danificando parte do tanque e provocando o vazamento - disse Lenine.
Já o motorista do caminhão, Cristiano de Oliveira Tenório, de 24 anos, foi socorrido na santa casa de Barra Mansa, com ferimentos leves. Toda a carga vazou do tanque do caminhão. O Inea estima que pelo menos 20 mil litros chegaram ao Rio Paraíba do Sul. A mancha de óleo atingiu primeiro o Córrego Cotiara, e chegou ao rio pelo bairro Roberto Silveira, em Barra Mansa.
O presidente da Associação dos Canoeiros, Sérgio Coelho dos Santos, disse que o óleo atingiu o rio por volta das 7h. O superintendente do Inea do Sul Fluminense, Miguel Arcanjo, avisou todas as estações de tratamento de água das cidades banhadas pelo Rio Paraíba sobre o acidente. Ele informou que cerca de 20 toneladas de óleo resíduo vazaram no rio Paraíba do Sul e que pela manhã, a mancha já tinha se espalhado pelas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, à tarde ela, chegou em Barra do Piraí.
- A sorte é que o rio está cheio e o óleo está escoando rápido. Mas, ainda assim, a previsão é de que leve pelo menos dois meses para escoar totalmente - disse Miguel, acrescentando que o óleo pode contaminar a vegetação às margem do rio.
O Inea também estima que o Paraíba do Sul levará dois meses para escoar todo o óleo. Os agentes do órgão estiveram avaliando a mancha e seguiram para a Dutra, no local do acidente.
A vistoria também foi feita por avião, que sobrevoou as áreas atingidas. O presidente do Inea, Luiz Firmino, disse que equipes de coleta e de atendimento de emergência do órgão permanecerão no local, onde estão desde que o órgão foi comunicado do vazamento às 7h30m. De acordo com Firmino, se houver necessidade, barreiras de contenção poderão ser colocadas para conter o avanço do óleo.
No entanto, Firmino disse que ainda não é possível o órgão prever o impacto ambiental causado pelo vazamento de óleo:
- Ainda não conseguimos precisar quantos litros chagaram ao Rio Paraíba do Sul. Sabemos que vazaram cerca de 20 mil litros. Sabemos que parte chegou ao rio e outra foi contida ainda no córrego Coatiara. É um óleo que tende a sobrenadar e diluir. Uma parte vai evaporar naturalmente e a outra vai se instalar nas margens. Essa parte que irá fazer o maior estrago. E afeta qualquer tipo de fauna e aí vamos ver o tamanho do estrago.
O diretor executivo do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Volta Redonda, Paulo César de Souza, disse que os procedimentos de segurança na ETA (Estação de Tratamento de Água) foram rigorosamente adotados pelo órgão e pediu que a população economize água.
- Suspendemos a captação de água e só vamos retomá-la após a liberação do Inea. Portanto é importante que a população economize água, já que não temos previsão - disse Paulo César.
Em Pinheiral, o supervisor da Cedae, Antônio Carlos Linhares, informou que a captação de água no município foi suspensa por volta das 9h20m desta sexta, quando a companhia recebeu o comunicado do Inea sobre o acidente.
- A orientação que recebemos é que a captação devia ser suspensa. Estamos aguardando agora uma nova posição do Inea. Mas, estamos otimistas em função do trabalho rápido que o Inea está realizando e da quantidade pequena de óleo que atingiu o rio. Esperamos que a captação seja autorizada o quanto antes - disse Linhares.
Em Barra do Piraí, segundo o secretário de Obras, Água e Esgoto, Adalberto de Oliveira, a captação de água seria suspensa a partir das 13h, previsão de chegada da mancha de óleo na cidade e na Elevatória de Santa Cecília, que bombeia água para o Rio Guandu, que abastece a região Metropolitana do Rio. O rio vem sendo monitorado desde cedo por funcionários do Inea, que também usou um avião para sobrevoar as áreas atingidas.
- As equipes da Secretária de Obras de Barra do Piraí já estavam de plantão às margens do rio, antes mesmo do óleo chegar no trecho do rio que corta a cidade. A captação foi suspensa. O monitoramento vai continuar e vamos voltar a captar após a mancha passar - previu o secretário.
Já em Barra Mansa, a captação de Água na ETA (Estação de Tratamento de Água), que fica no Centro, não foi interrompida. Segundo o gerente da Saae do município, Reginaldo de Paiva Alves, o vazamento de óleo não afetou a área da estação de tratamento da cidade.
- A ETA está em um nível acima do trecho do Rio onde ocorreu o vazamento - informou o gerente.
O motorista da carreta, Lenine da Silva, de 48 anos, disse que transportava os 26 mil litros de resíduo óleo lubrificante para Magé, na Região dos Lagos, por volta das 4h30m, quando um caminhão bateu na traseira do seu veículo. A grande mancha de óleo atingiu o rio através das canaletas que servem para o escoamento das águas pluviais na rodovia.
- Estava dirigindo e senti apenas o impacto, quando o caminhão bateu na traseira do meu veículo, danificando parte do tanque e provocando o vazamento - disse Lenine.
Já o motorista do caminhão, Cristiano de Oliveira Tenório, de 24 anos, foi socorrido na santa casa de Barra Mansa, com ferimentos leves. Toda a carga vazou do tanque do caminhão. O Inea estima que pelo menos 20 mil litros chegaram ao Rio Paraíba do Sul. A mancha de óleo atingiu primeiro o Córrego Cotiara, e chegou ao rio pelo bairro Roberto Silveira, em Barra Mansa.
O presidente da Associação dos Canoeiros, Sérgio Coelho dos Santos, disse que o óleo atingiu o rio por volta das 7h. O superintendente do Inea do Sul Fluminense, Miguel Arcanjo, avisou todas as estações de tratamento de água das cidades banhadas pelo Rio Paraíba sobre o acidente. Ele informou que cerca de 20 toneladas de óleo resíduo vazaram no rio Paraíba do Sul e que pela manhã, a mancha já tinha se espalhado pelas cidades de Barra Mansa, Volta Redonda, Pinheiral, à tarde ela, chegou em Barra do Piraí.
- A sorte é que o rio está cheio e o óleo está escoando rápido. Mas, ainda assim, a previsão é de que leve pelo menos dois meses para escoar totalmente - disse Miguel, acrescentando que o óleo pode contaminar a vegetação às margem do rio.
O Inea também estima que o Paraíba do Sul levará dois meses para escoar todo o óleo. Os agentes do órgão estiveram avaliando a mancha e seguiram para a Dutra, no local do acidente.
A vistoria também foi feita por avião, que sobrevoou as áreas atingidas. O presidente do Inea, Luiz Firmino, disse que equipes de coleta e de atendimento de emergência do órgão permanecerão no local, onde estão desde que o órgão foi comunicado do vazamento às 7h30m. De acordo com Firmino, se houver necessidade, barreiras de contenção poderão ser colocadas para conter o avanço do óleo.
No entanto, Firmino disse que ainda não é possível o órgão prever o impacto ambiental causado pelo vazamento de óleo:
- Ainda não conseguimos precisar quantos litros chagaram ao Rio Paraíba do Sul. Sabemos que vazaram cerca de 20 mil litros. Sabemos que parte chegou ao rio e outra foi contida ainda no córrego Coatiara. É um óleo que tende a sobrenadar e diluir. Uma parte vai evaporar naturalmente e a outra vai se instalar nas margens. Essa parte que irá fazer o maior estrago. E afeta qualquer tipo de fauna e aí vamos ver o tamanho do estrago.
O diretor executivo do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) de Volta Redonda, Paulo César de Souza, disse que os procedimentos de segurança na ETA (Estação de Tratamento de Água) foram rigorosamente adotados pelo órgão e pediu que a população economize água.
- Suspendemos a captação de água e só vamos retomá-la após a liberação do Inea. Portanto é importante que a população economize água, já que não temos previsão - disse Paulo César.
Em Pinheiral, o supervisor da Cedae, Antônio Carlos Linhares, informou que a captação de água no município foi suspensa por volta das 9h20m desta sexta, quando a companhia recebeu o comunicado do Inea sobre o acidente.
- A orientação que recebemos é que a captação devia ser suspensa. Estamos aguardando agora uma nova posição do Inea. Mas, estamos otimistas em função do trabalho rápido que o Inea está realizando e da quantidade pequena de óleo que atingiu o rio. Esperamos que a captação seja autorizada o quanto antes - disse Linhares.
Em Barra do Piraí, segundo o secretário de Obras, Água e Esgoto, Adalberto de Oliveira, a captação de água seria suspensa a partir das 13h, previsão de chegada da mancha de óleo na cidade e na Elevatória de Santa Cecília, que bombeia água para o Rio Guandu, que abastece a região Metropolitana do Rio. O rio vem sendo monitorado desde cedo por funcionários do Inea, que também usou um avião para sobrevoar as áreas atingidas.
- As equipes da Secretária de Obras de Barra do Piraí já estavam de plantão às margens do rio, antes mesmo do óleo chegar no trecho do rio que corta a cidade. A captação foi suspensa. O monitoramento vai continuar e vamos voltar a captar após a mancha passar - previu o secretário.
Já em Barra Mansa, a captação de Água na ETA (Estação de Tratamento de Água), que fica no Centro, não foi interrompida. Segundo o gerente da Saae do município, Reginaldo de Paiva Alves, o vazamento de óleo não afetou a área da estação de tratamento da cidade.
- A ETA está em um nível acima do trecho do Rio onde ocorreu o vazamento - informou o gerente.
Fonte: O GLOBO
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Defeso da sardinha começa nesta segunda (01/11)
O período de defeso da sardinha começa no próximo dia 1 de novembro, segunda-feira, quando a pesca será suspensa nas Regiões Sul e Sudeste do país, onde se encontram os principais estoques.
O Defeso de Verão, que começa agora em novembro, tem como objetivo permitir a reprodução da espécie e vai até 15 de fevereiro. Já o Defeso de Inverno, que ocorre entre 15 de junho e 31 de julho, tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento das sardinhas jovens que nessa época passam para a fase adulta. Com a suspensão da pesca durante o verão, a espécie atinge o tamanho ideal de captura.
Os períodos de defeso da sardinha vem alcançando seus objetivos com aumento dos estoques da espécie. Em 2009, foram capturadas cerca de 84 mil toneladas e em 2008 foi em torno de 75 mil toneladas. Os estados maiores produtores do pescado são Rio de Janeiro e Santa Catarina que se revesam nessa liderança. Em terceiro vem São Paulo.
O Defeso de Verão, que começa agora em novembro, tem como objetivo permitir a reprodução da espécie e vai até 15 de fevereiro. Já o Defeso de Inverno, que ocorre entre 15 de junho e 31 de julho, tem como objetivo possibilitar o desenvolvimento das sardinhas jovens que nessa época passam para a fase adulta. Com a suspensão da pesca durante o verão, a espécie atinge o tamanho ideal de captura.
Os períodos de defeso da sardinha vem alcançando seus objetivos com aumento dos estoques da espécie. Em 2009, foram capturadas cerca de 84 mil toneladas e em 2008 foi em torno de 75 mil toneladas. Os estados maiores produtores do pescado são Rio de Janeiro e Santa Catarina que se revesam nessa liderança. Em terceiro vem São Paulo.
Fonte: MPA
RJ - Em época de defeso, caranguejeiro faz 'bico'
“Antigamente, eu dormia tranquilo, sem me preocupar. Hoje em dia, não posso me dar esse luxo”. As palavras do pescador Rogério do Vale, 36 anos, exemplificam o sentimento de cerca de 500 pescadores que dependem da caça de caranguejos nas proximidades da Praia da Beira, no bairro Itaoca, em São Gonçalo. Em plena época de defeso, período onde é proibida a captura do animal, esses trabalhadores estão sendo obrigados a se virar como podem, fazendo biscates, já que alguns não recebem mais o benefício que era dado pelo Governo Federal.
Rogério é pai de três filhos e credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador artesanal. Apesar de ter sua prática reconhecida, há pouco mais de dois anos, ele não recebe o benefício, no valor de um salário mínimo (R$510), que era entregue em períodos onde o seu trabalho é considerado atividade predatória.
“Muitas pessoas começaram a se passar por pescadores e a se incluir na lista dos que têm direito ao auxílio. Desde então, muitos daqui pararam de receber o dinheiro, o que nos obriga, em épocas como essa, a procurar outras atividades”, disse.
A proibição da pesca de caranguejos começa no primeiro dia de outubro e se estende até 31 de março do próximo ano. A solução para aqueles que, assim como Rogério, não têm mais o dinheiro, são os chamados biscates. “Hoje, eu estou aqui fazendo cercados de arame. Amanhã, estou capinando. Não tenho para onde correr e sou obrigado a aceitar o que me dão. Com caranguejos, vendendo cada um a R$ 1, chegava a ganhar R$ 500 no mesmo dia. Com esses ‘bicos’, não consigo a quinta parte dessa quantia”, afirmou.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício do defeso, que também é considerado um auxílio-desemprego, deve ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início da proibição até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de 180 dias. Nos casos em que o defeso é antecipado, o pedido, por parte do necessitado, também deve ser antecipado. Sobre a falta de pagamento aos pescadores de Itaoca, nenhum órgão responsável se pronunciou até o fechamento desta edição.
Comércio 'importa' crustáceos
Apesar da falta de opção pelo caranguejo local, durante os dias de fiscalização efetiva, a solução para os revendedores de caranguejo tem sido a compra em outros estados que ainda não entraram no período de defeso. A maioria dos comerciantes garante que, mesmo nesse período, não há queda devido a preparação que já é feita.
Em Niterói, Floriano Macedo, proprietário da Casa do Caranguejo, restaurante localizado no bairro Charitas e especializado na venda do animal, confirmou que, nessa época, o crustáceo é importado da Bahia. Uma vez por semana, os animais são transportados e armazenados vivos no próprio restaurante. “O único jeito de não sair no prejuízo é comprar em locais onde a caça não tenha sido proibida. No momento, estamos revendendo caranguejos baianos. Mas, quando lá também entra em defeso, nós procuramos comprar de outras regiões, como no Sul”, garantiu.
A solução do restaurante é garantia de felicidade para muitas famílias que têm o costume de comer o animal todo fim de semana, como a funcionária pública Kátia Gama da Silva.
“Nós (a família), sempre quando estamos reunidos no fim de semana, ao contrário da maioria das famílias que faz churrasco, nós compramos caranguejos. Mas, nessa época, não dá. É difícil de encontrar e, quando tem, é ruim. Então, a solução é procurar os comércios que oferecem. Não é a mesma coisa do que comer em casa, mas quebra o galho até o fim do defeso”, disse Kátia.
Seguro-desemprego
O salário que é pago pelo seguro-desemprego só pode ser solicitado pelo pescador que tem carteira profissional com habilitação em pesca artesanal. O benefício deve ser requerido na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Além disso, entidades credenciadas pelo MTE dão procedimento ao pedido mediante a apresentação de alguns documentos. A primeira parcela já fica a disposição do pescador 30 dias antes do início do defeso. Nessa ocasião, o pescador deve se dirigir a alguma agência da Caixa Econômica Federal ou em Casas Lotéricas, portando um cartão que é enviado por correspondência.
Rogério é pai de três filhos e credenciado pelo Ministério da Pesca e Aquicultura como pescador artesanal. Apesar de ter sua prática reconhecida, há pouco mais de dois anos, ele não recebe o benefício, no valor de um salário mínimo (R$510), que era entregue em períodos onde o seu trabalho é considerado atividade predatória.
“Muitas pessoas começaram a se passar por pescadores e a se incluir na lista dos que têm direito ao auxílio. Desde então, muitos daqui pararam de receber o dinheiro, o que nos obriga, em épocas como essa, a procurar outras atividades”, disse.
A proibição da pesca de caranguejos começa no primeiro dia de outubro e se estende até 31 de março do próximo ano. A solução para aqueles que, assim como Rogério, não têm mais o dinheiro, são os chamados biscates. “Hoje, eu estou aqui fazendo cercados de arame. Amanhã, estou capinando. Não tenho para onde correr e sou obrigado a aceitar o que me dão. Com caranguejos, vendendo cada um a R$ 1, chegava a ganhar R$ 500 no mesmo dia. Com esses ‘bicos’, não consigo a quinta parte dessa quantia”, afirmou.
De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o benefício do defeso, que também é considerado um auxílio-desemprego, deve ser requerido a partir do trigésimo dia que anteceder o início da proibição até o seu final, não podendo ultrapassar o prazo de 180 dias. Nos casos em que o defeso é antecipado, o pedido, por parte do necessitado, também deve ser antecipado. Sobre a falta de pagamento aos pescadores de Itaoca, nenhum órgão responsável se pronunciou até o fechamento desta edição.
Comércio 'importa' crustáceos
Apesar da falta de opção pelo caranguejo local, durante os dias de fiscalização efetiva, a solução para os revendedores de caranguejo tem sido a compra em outros estados que ainda não entraram no período de defeso. A maioria dos comerciantes garante que, mesmo nesse período, não há queda devido a preparação que já é feita.
Em Niterói, Floriano Macedo, proprietário da Casa do Caranguejo, restaurante localizado no bairro Charitas e especializado na venda do animal, confirmou que, nessa época, o crustáceo é importado da Bahia. Uma vez por semana, os animais são transportados e armazenados vivos no próprio restaurante. “O único jeito de não sair no prejuízo é comprar em locais onde a caça não tenha sido proibida. No momento, estamos revendendo caranguejos baianos. Mas, quando lá também entra em defeso, nós procuramos comprar de outras regiões, como no Sul”, garantiu.
A solução do restaurante é garantia de felicidade para muitas famílias que têm o costume de comer o animal todo fim de semana, como a funcionária pública Kátia Gama da Silva.
“Nós (a família), sempre quando estamos reunidos no fim de semana, ao contrário da maioria das famílias que faz churrasco, nós compramos caranguejos. Mas, nessa época, não dá. É difícil de encontrar e, quando tem, é ruim. Então, a solução é procurar os comércios que oferecem. Não é a mesma coisa do que comer em casa, mas quebra o galho até o fim do defeso”, disse Kátia.
Seguro-desemprego
O salário que é pago pelo seguro-desemprego só pode ser solicitado pelo pescador que tem carteira profissional com habilitação em pesca artesanal. O benefício deve ser requerido na Delegacia Regional do Trabalho (DRT) ou no Sistema Nacional de Emprego (Sine). Além disso, entidades credenciadas pelo MTE dão procedimento ao pedido mediante a apresentação de alguns documentos. A primeira parcela já fica a disposição do pescador 30 dias antes do início do defeso. Nessa ocasião, o pescador deve se dirigir a alguma agência da Caixa Econômica Federal ou em Casas Lotéricas, portando um cartão que é enviado por correspondência.
Fonte: O São Gonçalo Online
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
RJ - Morte da Jubarte encalhada
Segundo o diretor de pesquisa do Instituto Baleia Jubarte, Milton Marcondes, que acompanhou todo o processo, por volta de 0h30 a baleia estava completamente fora de água, porque a maré baixou muito. "Ela estava com dificuldade para respirar e teve uma convulsão. A gente pretendia fazer uma nova tentativa de resgate por volta de 5h, quando a maré subisse, mas ela morreu antes", contou.
A jubarte media cerca de 15 metros e estava no local desde segunda-feira (25), quando começaram os esforços dos bombeiros para desencalhar o mamífero. Ontem, um rebocador da Petrobras foi usado na tentativa de resgate, sem sucesso. A corda que amarrou a baleia arrebentou e ela continuou bem próxima à praia, já apresentando sinais de cansaço.
O animal ficou preso em um banco de areia enquanto se alimentava de um cardume de peixes pequenos. Cerca de dez bombeiros foram deslocados para o local na tentativa de libertar o animal sem causar ferimentos. Dezenas de curiosos e voluntários, como ambientalistas da ONG SOS Meio Ambiente, acompanharam a operação para tentar salvá-la.
Segundo o Instituto Baleia Jubarte, este ano 89 baleias já encalharam na costa brasileira. No ano passado foram 30.Neste ano, sete baleias desta espécie encalharam no litoral do nacional.
Fonte: UOL, Terra, Instituto Baleia Jubarte e Estadão
Imagem: Agência Reuters
Paraná: Pescadores da Tainha (Livro e Vídeo)
Gritar, assobiar, correr ou jogar futebol na praia espanta o peixe. Estes são alguns dos folclores e histórias de pescadores encontrados no projeto inédito chamado “Pescadores da Tainha”, que engloba um filme documentário e um livro de imagens. Realizado na Ilha do Mel (litoral do Paraná), os trabalhos serão lançados no dia 23 de novembro, no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba. Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto levou três anos para ficar pronto. “Nós conseguimos mostrar as peculiaridades da pesca artesanal da tainha na Ilha do Mel, que está em extinção, bem como a história dos pescadores que vivem por lá. Desde o início, nossa ideia era apresentar um filme com linguagem documental e também elaborar um livro com as fotografias do trabalho da pesca. Acredito que conseguimos retratar com muito respeito o cotidiano das pessoas que trabalham com a pescaria”, diz Viaro.
Régnier buscava algo inédito para suas imagens. Foi assim que o interesse cultural o uniu com Viaro e deu início ao projeto que comporta as habilidades de cada um. “Foi assim que chegamos aos 'Pescadores de Tainha', que uniu nossas idéias e nos proporcionou trabalhar com um forte componente ecológico. Neste trabalho conseguimos unir imagens inéditas e criativas daprática da pesca com a filmagem de depoimentos curiosos sobre como é a vida destes pescadores e no que eles acreditam. Todo o nosso aprendizado poderá ser agora visto por todos que se interessarem sobre o tema”, comenta.
Os dois produtores afirmam, no entanto, que este trabalho não é propriamente sobre a pesca da tainha e nem sobre a Ilha do Mel. “De fato, este é um projeto documental sobre pescadores, o modo como vivem e trabalham, suas lendas e crenças. Usurpamos a pesca para usar como pano de fundo para tratar dos que vivem dela”, explica Régnier. Viaro continua: “O resultado é um filme e um livro com imagens feitas em câmeras analógicas e filme preto e branco, sobre o dia-a-dia de quem ainda tem o hábito da pesca artesanal e tenta sobreviver em meio à simplicidade cotidiana”, destaca. Pescadores da Tainha contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).
Livro: Pescadores da Tainha
Autor: Leonardo Régnier
Editora: Maxigráfica
Contracapa: Fotografia do autor e texto biográfico
1.ª edição: 2.500 exemplares
Valor: R$ 50 a R$ 70
N.° de páginas: 168
Curador: Orlando Azevedo
Filme: Pescadores da Tainha
Direção e produção: Tulio Viaro / Leonardo Régnier
Montagem: Adalgisa Lacerda
Trilha sonora: Guto Gevaerd
Som direto: Roberto C. Oliveira
Design de som: Ulisses Galetto
Gênero: Documentário
Valor: R$ 50 a R$ 70
Perfil Pescadores da Tainha:
Pescadores da Tainha é um projeto inédito elaborado em vídeo e foto sobre o dia-a-dia da prática da pesca artesanal na Ilha do Mel (PR). Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto, que foi iniciado em 2008, levou três anos para ficar pronto e contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). As imagens e o filme retratam a pesca artesanal, que está em extinção, bem como os folclores que norteiam este hábito.
Régnier buscava algo inédito para suas imagens. Foi assim que o interesse cultural o uniu com Viaro e deu início ao projeto que comporta as habilidades de cada um. “Foi assim que chegamos aos 'Pescadores de Tainha', que uniu nossas idéias e nos proporcionou trabalhar com um forte componente ecológico. Neste trabalho conseguimos unir imagens inéditas e criativas daprática da pesca com a filmagem de depoimentos curiosos sobre como é a vida destes pescadores e no que eles acreditam. Todo o nosso aprendizado poderá ser agora visto por todos que se interessarem sobre o tema”, comenta.
Os dois produtores afirmam, no entanto, que este trabalho não é propriamente sobre a pesca da tainha e nem sobre a Ilha do Mel. “De fato, este é um projeto documental sobre pescadores, o modo como vivem e trabalham, suas lendas e crenças. Usurpamos a pesca para usar como pano de fundo para tratar dos que vivem dela”, explica Régnier. Viaro continua: “O resultado é um filme e um livro com imagens feitas em câmeras analógicas e filme preto e branco, sobre o dia-a-dia de quem ainda tem o hábito da pesca artesanal e tenta sobreviver em meio à simplicidade cotidiana”, destaca. Pescadores da Tainha contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel).
Livro: Pescadores da Tainha
Autor: Leonardo Régnier
Editora: Maxigráfica
Contracapa: Fotografia do autor e texto biográfico
1.ª edição: 2.500 exemplares
Valor: R$ 50 a R$ 70
N.° de páginas: 168
Curador: Orlando Azevedo
Filme: Pescadores da Tainha
Direção e produção: Tulio Viaro / Leonardo Régnier
Montagem: Adalgisa Lacerda
Trilha sonora: Guto Gevaerd
Som direto: Roberto C. Oliveira
Design de som: Ulisses Galetto
Gênero: Documentário
Valor: R$ 50 a R$ 70
Perfil Pescadores da Tainha:
Pescadores da Tainha é um projeto inédito elaborado em vídeo e foto sobre o dia-a-dia da prática da pesca artesanal na Ilha do Mel (PR). Idealizado e produzido pelo cineasta Tulio Viaro e pelo fotógrafo Leonardo Régnier, o projeto, que foi iniciado em 2008, levou três anos para ficar pronto e contou com recursos da Lei Rouanet e patrocínio integral da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel). As imagens e o filme retratam a pesca artesanal, que está em extinção, bem como os folclores que norteiam este hábito.
Fonte: Paranashop
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Gosto muito deste vídeo, ou seria desenho? Clip? Enfim, é muito bonito, as jubartes são as estrelas(quem já as viu dá até pra imaginar estes...
