Os servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) do estado do Rio de Janeiro entraram hoje (7) em greve por tempo indeterminado. A categoria reivindica um reajuste salarial imediato de 27,3%; concursos públicos pelo Regime Jurídico Único (RJU) para aumentar o número de servidores, que segundo o movimento, é insuficiente para dar um atendimento de qualidade à população e melhores condições de trabalho.
A decisão é uma adesão ao movimento nacional, deliberado na plenária nacional da Federação Nacional de Sindicatos de Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), realizada no último sábado (4), em Brasília, quando foi aprovado indicativo de paralisação nacional dos servidores do instituto e da saúde federal.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social do Rio (Sindsprev-RJ), não há ainda um quadro estadual da greve, com números exatos de Agências da Previdência Social (APS) paradas. As agências da Barra e Jacarepaguá, ambas na zona oeste da capital, Belford Roxo, Maricá, São Gonçalo e Itaguaí, na região metropolitana do Rio, estão paradas. Os servidores da agência do Bairro de Fátima, em Niterói, também na região metropolitana, aprovaram a paralisação a partir desta quarta-feira (8).
O INSS divulgou, no início da noite de hoje, o balanço nacional da greve dos servidores. Segundo o instituto, das 1,605 mil unidades do país, 273 funcionam com atendimento parcial e 196 estão paradas (12,21%). Mesmo com a greve deflagrada, foram realizados 135,685 mil atendimentos nas agências da Previdência Social em funcionamento no Brasil.
Ainda de acordo com o INSS, dos 32,487 mil servidores da carreira do seguro social, apenas 3,98% aderiram à greve, o que representa 1,294 mil servidores. No entanto, esse número é apenas o de servidores que receberam falta por motivo de greve.
Segundo o diretor Sindsprev-RJ, Rolando Medeiros, a orientação é de reagendar os atendimentos feitos pela população. “Não queremos gerar prejuízo nenhum aos segurados. Se nós continuarmos com o agendamento, o governo vai dizer que não há greve. Então, não podemos defender isso”.
O INSS informou aos segurados com agendamento marcado em uma das APS, mas que não forem atendidos por causa da paralisação, que os atendimentos serão remarcados pela própria agência. “O INSS considerará a data originalmente agendada como a data de entrada do requerimento, para evitar qualquer prejuízo financeiro nos benefícios dos segurados”, esclareceu em nota o instituto.
O Ministério da Previdência Social informou em nota "que tem baseado sua relação com os servidores no respeito, no diálogo e na compreensão da importância do papel da categoria no reconhecimento dos direitos da clientela previdenciária e, por isso, mantém as portas abertas às suas entidades representativas para construção de uma solução que contemple os interesses de todos".
Fonte: EBC
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