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sábado, 24 de abril de 2021

Quitosana: Uso da carapaça do camarão testado no combate ao coronavirus.

Estudos recentes apresentam interessantes resultados sobre o aproveitamento da carapaça do camarão para o desenvolvimento de máscaras e sua eficiência no combate ao vírus SARS-COV-2.


Pesquisadores do Laboratório de Avaliação e Desenvolvimento de Biomateriais do Nordeste (Certbio), da UFCG em 2020 desenvolveram uma máscara cirúrgica biodegradável, capaz de reter o vírus da COVID – 19 e matá-lo.  A matéria prima foi a quitosana, extraída da carapaça do camarão.

Mas como a quitosana atua? A quitosana tem propriedade virucida, não permitindo que o vírus passe por ela, propondo um bloqueio químico, proporcionando um ambiente desfavorável, onde o vírus não encontrará condições para sobreviver, afirma o coordenador da pesquisa, professor Dr. Marcus Vinícius Lia Fook.

Na Universidade de Brasília, pesquisadores bolsistas da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Programa de Pós-Graduação em Sistemas Mecatrônicos da Universidade de Brasília (UnB), também utilizaram da quitosana para desenvolver um nanofilme, que consequentemente possui ação antimicrobiana e tem a maior capacidade de filtrar e inativar o vírus. A máscara é de produção 100% nacional e na sua confecção, das 3 camadas de tecido presentes, a terceira o nanofilme de quitosana, sendo capazes de reter até 95% de partículas sólidas, líquidas, oleosas e aerossóis.

Referências: 

Pesquisadores da Paraíba desenvolvem máscaras que mata o coronavírus. Acesso em: https://confap.org.br/news/pesquisadores-da-paraiba-desenvolvem-mascara-que-mata-o-coronavirus/ Data da Reportagem: 05/08/2020.

Máscara feita de fibra de crustáceos inativa vírus da Covid – 19. Acesso em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/educacao-e-pesquisa/2021/03/mascara-feita-de-fibra-de-crustaceos-inativa-virus-da-covid-19 Data da Reportagem: 03/03/2021.

Silva, M. A. J.; Viana, A. D.; Eduarda, T.; Cassiano, G. N.; Guilherme, V. Elaboração de Bioplástico a Partir da Quitosana Extraída das Carapaças de Litopenaeus vannamei. Encontro Nacional da Agroindústria. Vol. 2. 2019.

Outros estudos já indicavam o uso da carapaça do camarão para a produção de conservantes naturais: Na Argentina, o resultado do experimento, realizado em morangos, foi que conseguiram prolongar em  a vida útil da fruta. (Saiba mais). O conservante foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) da província de Buenos Aires. A eficiência do método é tanta que ele consegue preservar o sabor, a umidade, a vitamina C e as demais características do morango. cujos resultados por exemplo ampliaram em 50% a vida útil de morangos

Fonte: ABCCAM

Imagem: Ernani Silva

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Pesquisa de opinião: Atividade pesqueira durante a pandemia do coronavírus em Alagoas.

O Laboratório de Investigação e Manejo da Pesca (IMAP) e o Laboratório de Carcinologia (LabCarci) da Universidade Federal de Alagoas em parceria com a Cardume Socioambiental & Comunicação estão realizando um projeto de pesquisa no intuito de registrar e compreender como a pesca artesanal costeira alagoana tem sido afetada pela pandemia do coronavírus.



Se o senhor ou a senhora for  trabalhador da pesca , o convidamos para participar, como voluntário (a), desta pesquisa. Para participar basta clicar nas respostas, será rápido!

Para participar da pesquisa de opinião basta clicar no link abaixo:

https://forms.gle/7nQrZfmbc9yfAxeM8

São 15 perguntas de múltipla escolha, dura menos de 2 minutos, e sua contribuição será muito  importante para gerarmos conhecimento e aprendizado para futuras ações baseadas no que estamos passando agora.
Reforçamos que as informações individuais obtidas são sigilosas, os participantes não serão identificados os resultados da pesquisa terão tratamento ético adequado.

Ao clicar no link e responder ao questionário abaixo você estará concordando em participar desta pesquisa, autorizando a divulgação e a publicação dos resultados e análise das informações obtidas em publicações e eventos de caráter científico.

Obrigado por sua participação!

IMAP - Laboratório de Investigação e Manejo da Pesca
LabCarci - Laboratório de Carcinologia
Cardume Socioambiental & Comunicação

terça-feira, 5 de maio de 2020

Covid-19: O confinamento fez silêncio nos oceanos e isso é “uma oportunidade única”

A pandemia, o isolamento social e o bloqueio implementado em todo o mundo permitiram uma mudança positiva a nível ambiental. O ar está mais limpo, já não existe tanto ruído, as fábricas pararam e os transportes também. Tal como em terra, no mar, o ambiente também mudou: instalou-se um silêncio. O ruído dos navios e dos outros transportes já não se faz ouvir e a fauna marítima está mais calma.



Os observatórios aquáticos, que recolhem dados sobre o aspeto físico, químico, biológico e geológico dos oceanos, oferecendo recursos científicos e técnicos que permitem que os investigadores recebam dados em qualquer lugar do mundo, administrados pela Ocean Networks Canada, localizados perto de Vancouver, no Canadá, recebem os sinais sonoros subaquáticos em tempo real. O oceanógrafo e professor David Barclay, da Universidade Dalhousie, no Canadá, e os seus colegas, analisaram as gravações subaquáticas em dois locais perto do porto, encontrando uma diminuição significativa no ruído dos navios. “Normalmente, sabemos que o ruído subaquático afeta os mamíferos marinhos”, explica o oceanógrafo.

Num dos sítios onde se recolheram as ondas sonoras, Barclay confirma que o bloqueio teve influência no ruído do mar. “Houve uma queda consistente no ruído desde o primeiro dia de janeiro, o que representou uma alteração de quatro ou cinco decibéis no período até ao dia 1 de abril”. Durante este período de tempo, os dados do porto mostraram uma queda de cerca de 20% nas exportações e importações.

Enquanto isso, no segundo local, localizado em águas mais profundas, a cerca de 3 000 metros de profundidade e a 60 quilómetros das rotas marítimas mais próximas, os níveis de ruído diminuíram cerca de 1,5 decibéis. “Isto dá-nos uma ideia da escala a que esta redução no ruído pode ser observada”, disse o professor Barclay ao The Guardian.

A redução da presença dos navios no oceano torna possível descobrir quais os efeitos que este período pode ter na vida marinha. Barclay compara esta época com uma “experiência humana gigante”.

“Estamos perante um momento de verdade”, resume, ao The Guardian, Michelle Fournet, investigadora em acústica marinha na Universidade de Cornell, em Nova Iorque, que estuda baleias jubarte no Alasca. “Temos a oportunidade de ouvir e esta oportunidade não aparecerá novamente nas nossas vidas”.

A última vez que os oceanos estiveram tão silenciosos foi no seguimento dos atentados do 11 de setembro, quando houve uma diminuição nos movimentos dos navios e dos aviões. Nesta altura, os cientistas puderam concluir que o ruído dos navios está intimamente ligado com o stress crónico das baleias. ” [Atualmente] temos uma geração de jubarte que nunca conheceram um oceano calmo”, confirma a investigadora Fournet.

O final de abril costumava ser a época de maior movimento de navios cruzeiro, no porto de Vancouver, mas a pandemia da Covid-19 impediu esta afluência.

“O que sabemos sobre as baleias no sudeste do Alasca é que, quando fica barulhento e os barcos passam por elas, elas ‘chamam’ menos” disse Fournet. “Espero que o que possamos ver seja uma oportunidade para as baleias terem mais conversas e mais complexas.”

Na Europa, também existem especialistas a tentar descobrir qual o impacto que este bloqueio está a ter nos oceanos. Nathan Merchant, especialista em bioacústica no Centro de Ciências do Ambiente, Pescas e Aquacultura do governo do Reino Unido (Cefas) disse: “Estamos à espera para ver o que nossos registos dizem”. O Cefas tem aparelhos para detetar ruído em quatro locais: dois no Mar do Norte, um em Plymouth e outro perto de Bangor. “Veremos como o coronavírus está a afetar o ruído subaquático em toda a Europa. Portanto, este trabalho fora do Canadá será o primeiro de muitos”, disse ele. “Temos esta experiência natural em andamento. É claro que é uma crise terrível, mas é melhor analisarmos os dados para descobrir que efeito está a ter”.

Fonte: SAPO
Imagem: Mauricio Düppré

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