por Gustave Courbet (1819-1877)
domingo, 13 de março de 2011
sábado, 12 de março de 2011
Tsunami no Japão
Abaixo imagens do tsunami que atingiu a costa nordeste do Japão ontem, depois do terremoto que atingiu 8,8 graus na escala Richter.
A força da água parece com que tudo fique menor do que realmemente é, ou pelo emnos que achavamos que fosse e arrasta tudo que encontra pela frente, carros, barcos, casas ...
Imagens: NHK TV
O Tsunami deixou em alerta todo o cinturão de fogo do pacífico. Abaixo imagem de satélite indicando pelas cores a magnitude das ondas. Quanto mais escuro maior o tamanho das ondas, observe que na costa nordeste do Japão onde vimos os vídeos acima, a cor é preta.

Imagem: ScienceShot
Abaixo matéria do O GLOBO um tanto quanto sensacionalista em seu título, que remete a algo catastrófico por aqui também o que não procede. Mas me lembro em 2004 de uma maré inesperada no meio da noite horas após o Tsunami da Indonésia.
Tsunami deve chegar ao Brasil na madrugada de sábado
A força da água parece com que tudo fique menor do que realmemente é, ou pelo emnos que achavamos que fosse e arrasta tudo que encontra pela frente, carros, barcos, casas ...
Imagens: NHK TV
O Tsunami deixou em alerta todo o cinturão de fogo do pacífico. Abaixo imagem de satélite indicando pelas cores a magnitude das ondas. Quanto mais escuro maior o tamanho das ondas, observe que na costa nordeste do Japão onde vimos os vídeos acima, a cor é preta.
Imagem: ScienceShot
Abaixo matéria do O GLOBO um tanto quanto sensacionalista em seu título, que remete a algo catastrófico por aqui também o que não procede. Mas me lembro em 2004 de uma maré inesperada no meio da noite horas após o Tsunami da Indonésia.
Tsunami deve chegar ao Brasil na madrugada de sábado
O tsunami gerado pelo terremoto que atingiu a costa nordeste do Japão na madrugada desta sexta-feira também deverá chegar ao Brasil, a exemplo do que aconteceu com a onda criada pelo tremor que abalou a costa da Ilha de Sumatra, na Indonésia, em dezembro de 2004. Mas, como a distância é muito maior e há mais obstáculos no caminho, o fenômeno deverá ser quase imperceptível. Até o início da noite de hoje, nenhum marégrafo da Marinha havia registrado alterações no nível do mar e a expectativa era de que sinais dele só seriam vistos pelo menos 26 horas depois do tremor, isto é, na madrugada deste sábado.
"O fenômeno está atualmente afetando diretamente apenas o Oceano Pacífico, incluindo a margem oeste do continente americano. Por esse motivo, não se espera haver riscos à navegação na costa brasileira, embora exista a possibilidade de que a onda se propague através da comunicação entre os oceanos Pacífico e Atlântico, pelo Canal de Drake. Neste caso, a previsão de chegada dos sinais de presença do tsunami seria após 26 horas da ocorrência registrada no Japão e provavelmente de forma bastante atenuada", informou a Marinha.
Paulo Rosman, professor de engenharia costeira e oceânica da Coppe/UFRJ, explica que tsunamis só são gerados quando há deslocamento vertical do solo do oceano devido ao terremoto, o que aconteceu no caso do tremor no Japão. No epicentro a onda atinge sua maior altura, que cai a medida que ela vai se irradiando. Como a densidade de energia da onda é proporcional ao quadrado de sua altura, ela perde força rapidamente.
- Mas a grande diferença de um tsunami para uma onda comum não é a altura, e sim o comprimento - diz. - É a diferença de ser atropelado por uma bicicleta e por uma locomotiva. Enquanto uma onda na praia tem comprimento de algumas dezenas de metros, a do tsunami tem dezenas de quilômetros. A massa de água em movimento é muito maior, então uma onda de 20 quilômetros que entra dois quilômetros para o interior não é nada, é só uma lambida, mas que carrega tudo que está pela frente como se fossem folhas boiando.
Segundo Rosman, como o Japão está no meridiano oposto do Brasil e no Oceano Pacífico, o efeito do tsunami no país deve ser ínfimo. No caso do terremoto na Indonésia, a costa atlântica brasileira estava mais próxima e o espaço para a onda passar entre a África e a Antártica era mais aberto.
- Assim, o tsunami deve chegar ao Brasil com uma altura muito menor, provavelmente com apenas um centímetro, e ninguém vai notar - estima.
"O fenômeno está atualmente afetando diretamente apenas o Oceano Pacífico, incluindo a margem oeste do continente americano. Por esse motivo, não se espera haver riscos à navegação na costa brasileira, embora exista a possibilidade de que a onda se propague através da comunicação entre os oceanos Pacífico e Atlântico, pelo Canal de Drake. Neste caso, a previsão de chegada dos sinais de presença do tsunami seria após 26 horas da ocorrência registrada no Japão e provavelmente de forma bastante atenuada", informou a Marinha.
Paulo Rosman, professor de engenharia costeira e oceânica da Coppe/UFRJ, explica que tsunamis só são gerados quando há deslocamento vertical do solo do oceano devido ao terremoto, o que aconteceu no caso do tremor no Japão. No epicentro a onda atinge sua maior altura, que cai a medida que ela vai se irradiando. Como a densidade de energia da onda é proporcional ao quadrado de sua altura, ela perde força rapidamente.
- Mas a grande diferença de um tsunami para uma onda comum não é a altura, e sim o comprimento - diz. - É a diferença de ser atropelado por uma bicicleta e por uma locomotiva. Enquanto uma onda na praia tem comprimento de algumas dezenas de metros, a do tsunami tem dezenas de quilômetros. A massa de água em movimento é muito maior, então uma onda de 20 quilômetros que entra dois quilômetros para o interior não é nada, é só uma lambida, mas que carrega tudo que está pela frente como se fossem folhas boiando.
Segundo Rosman, como o Japão está no meridiano oposto do Brasil e no Oceano Pacífico, o efeito do tsunami no país deve ser ínfimo. No caso do terremoto na Indonésia, a costa atlântica brasileira estava mais próxima e o espaço para a onda passar entre a África e a Antártica era mais aberto.
- Assim, o tsunami deve chegar ao Brasil com uma altura muito menor, provavelmente com apenas um centímetro, e ninguém vai notar - estima.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Grande pescaria em defesa do rio Xingu, contra Belo Monte
Na próxima segunda-feira (14) acontecerá uma grande pescaria em defesa do rio Xingu e contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte. O ato, que será realizado em Altamira (PA), é promovido pelos pescadores e pescadoras da região, que retiram do rio a sobrevivência de suas famílias.
O evento terá início às 9 horas, quando os participantes estarão concentrados no Cais de Altamira, em frente ao prédio da Eletronorte. De lá o grupo segue para a pescaria, momento em tecerão uma grande rede de pesca representando a união dos povos do Xingu contra Belo Monte. O retorno ao cais está previsto para às 16 horas, quando haverá uma coletiva de imprensa e a doação do pescado aos moradores da região.
A pescaria tem por objetivo denunciar as ameaças que pensam sobre os povos do Xingu com a construção de Belo Monte, bem como tornar público o desrespeito às leis e aos direitos humanos. As populações de Altamira que precisam diretamente do rio para garantir o sustento de suas famílias – indígenas, pescadores, ribeirinhos, têm sido vitimas constantes de ameaças e investidas de empresas que serão beneficiadas diretamente pela obra.
As reivindicações são para que não haja alterações no percurso natural do rio Xingu, preservando assim as diversas espécies vivas que habitam e dependem do rio. Os pescadores e pescadoras pedem ainda a imediata paralisação da obra e o respeito ao direito das populações que sobrevivem dos frutos retirados do rio. Eles solicitam ainda a criação de um fundo protetor que possibilite a existência natural do rio e ampare as populações que vivem em suas margens.
O evento conta com o apoio do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Prelazia do Xingu, Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Terra de Direitos, Fundo Dema, Consulta Popular e Comissão Pastoral da Terra (CPT), entre outros.

Evento:Grande pescaria em defesa do rio Xingu, contra Belo Monte
Quando: 14 de março, a partir das 9 horas
Onde: Cais de Altamira, em frente ao prédio da Eletronorte
Informações: Ana Laíde – MPA (91) 8179-1446/Fábio Torres – CPT (93) 9146-6932 e Luiz Claudio – Cimi (91) 8298-5716.
O evento terá início às 9 horas, quando os participantes estarão concentrados no Cais de Altamira, em frente ao prédio da Eletronorte. De lá o grupo segue para a pescaria, momento em tecerão uma grande rede de pesca representando a união dos povos do Xingu contra Belo Monte. O retorno ao cais está previsto para às 16 horas, quando haverá uma coletiva de imprensa e a doação do pescado aos moradores da região.
A pescaria tem por objetivo denunciar as ameaças que pensam sobre os povos do Xingu com a construção de Belo Monte, bem como tornar público o desrespeito às leis e aos direitos humanos. As populações de Altamira que precisam diretamente do rio para garantir o sustento de suas famílias – indígenas, pescadores, ribeirinhos, têm sido vitimas constantes de ameaças e investidas de empresas que serão beneficiadas diretamente pela obra.
As reivindicações são para que não haja alterações no percurso natural do rio Xingu, preservando assim as diversas espécies vivas que habitam e dependem do rio. Os pescadores e pescadoras pedem ainda a imediata paralisação da obra e o respeito ao direito das populações que sobrevivem dos frutos retirados do rio. Eles solicitam ainda a criação de um fundo protetor que possibilite a existência natural do rio e ampare as populações que vivem em suas margens.
O evento conta com o apoio do Movimento Xingu Vivo para Sempre, Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), Prelazia do Xingu, Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), Terra de Direitos, Fundo Dema, Consulta Popular e Comissão Pastoral da Terra (CPT), entre outros.
Evento:Grande pescaria em defesa do rio Xingu, contra Belo Monte
Quando: 14 de março, a partir das 9 horas
Onde: Cais de Altamira, em frente ao prédio da Eletronorte
Informações: Ana Laíde – MPA (91) 8179-1446/Fábio Torres – CPT (93) 9146-6932 e Luiz Claudio – Cimi (91) 8298-5716.
Fonte: CIMI - EcoAgência
sexta-feira, 4 de março de 2011
MPA quer empresas de óleo e gás compensando a atividade pesqueira
A ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, disse (28/02) que vai conversar com a indústria do petróleo e gás para que pescadores sejam compensados por empreendimentos do setor, como já ocorre nas usinas hidrelétricas. A ministra disse que terá uma reunião com a Petrobras no dia 17 de março para tentar um acordo com a estatal, a fim de que novos empreendimentos como terminais e plataformas petrolíferas tenham propostas de compensação para pessoas que vivem da pesca no país.
Ideli Salvatti disse que a atividade tem grande impacto na atividade pesqueira e citou como exemplo a região norte fluminense, onde há muitas plataformas petrolíferas. Segundo a ministra, os trabalhadores são proibidos de pescar próximo às plataformas, por questões de segurança. E, como as plataformas acabam atraindo os peixes, por funcionarem como recifes artificiais, as zonas livres para a pesca ficam sem o pescado.
“Hoje no licenciamento de qualquer usina de geração de energia, os pescadores são considerados atingidos pela barragem e, portanto, as medidas compensatórias aos pescadores da região já entram no licenciamento, assim como os investimentos para substituição da atividade produtiva. Queremos aproveitar o modelo bem-sucedido do setor elétrico para fazer o mesmo na questão do petróleo e gás”, disse Ideli Salvatti.
A ministra explicou que medidas têm que ser tomadas para minimizar os danos, compensar e indenizar os pescadores. Segundo ela, a presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que, se não houver acordo, a própria Presidência decidirá sobre o assunto.
“A presidenta disse que se não houvesse acordo, que levasse o assunto para a mesa presidencial, para a gente poder definir. Tenho certeza absoluta de que, assim que gente conseguir construir a proposta, a presidenta assinará o decreto, da mesma forma como o presidente Lula o fez [em relação à compensação para pescadores no caso das hidrelétricas]”, afirmou.
A ministra reuniu-se hoje com vários representantes de pescadores do Rio de Janeiro e ouviu muitas reclamações sobre impactos negativos que algumas atividades industriais estão tendo sobre a pesca no estado.
Entre as reclamações feitas pelos pescadores estão a dragagem de rios e lagoas da Baixada Campista, no norte do estado, a construção do Porto do Açu, na mesma região, e a operação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), na zona oeste da cidade do Rio. Ideli Salvatti, que se reúne na tarde de hoje com o governador fluminense, Sérgio Cabral, disse que tentará marcar uma nova reunião com ele no dia 17 de março, para tratar especificamente desse assunto.
Na reunião de hoje com o governador, a ministra deve conversar sobre a instalação do Terminal Pesqueiro Público do Rio de Janeiro, na Ilha do Governador. O terminal ainda não pôde ser instalado por conta de atrasos em licenças locais.
Ideli Salvatti disse que a atividade tem grande impacto na atividade pesqueira e citou como exemplo a região norte fluminense, onde há muitas plataformas petrolíferas. Segundo a ministra, os trabalhadores são proibidos de pescar próximo às plataformas, por questões de segurança. E, como as plataformas acabam atraindo os peixes, por funcionarem como recifes artificiais, as zonas livres para a pesca ficam sem o pescado.
“Hoje no licenciamento de qualquer usina de geração de energia, os pescadores são considerados atingidos pela barragem e, portanto, as medidas compensatórias aos pescadores da região já entram no licenciamento, assim como os investimentos para substituição da atividade produtiva. Queremos aproveitar o modelo bem-sucedido do setor elétrico para fazer o mesmo na questão do petróleo e gás”, disse Ideli Salvatti.
A ministra explicou que medidas têm que ser tomadas para minimizar os danos, compensar e indenizar os pescadores. Segundo ela, a presidenta da República, Dilma Rousseff, disse que, se não houver acordo, a própria Presidência decidirá sobre o assunto.
“A presidenta disse que se não houvesse acordo, que levasse o assunto para a mesa presidencial, para a gente poder definir. Tenho certeza absoluta de que, assim que gente conseguir construir a proposta, a presidenta assinará o decreto, da mesma forma como o presidente Lula o fez [em relação à compensação para pescadores no caso das hidrelétricas]”, afirmou.
A ministra reuniu-se hoje com vários representantes de pescadores do Rio de Janeiro e ouviu muitas reclamações sobre impactos negativos que algumas atividades industriais estão tendo sobre a pesca no estado.
Entre as reclamações feitas pelos pescadores estão a dragagem de rios e lagoas da Baixada Campista, no norte do estado, a construção do Porto do Açu, na mesma região, e a operação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA), na zona oeste da cidade do Rio. Ideli Salvatti, que se reúne na tarde de hoje com o governador fluminense, Sérgio Cabral, disse que tentará marcar uma nova reunião com ele no dia 17 de março, para tratar especificamente desse assunto.
Na reunião de hoje com o governador, a ministra deve conversar sobre a instalação do Terminal Pesqueiro Público do Rio de Janeiro, na Ilha do Governador. O terminal ainda não pôde ser instalado por conta de atrasos em licenças locais.
Fonte: AMAMBAI Notícias
quinta-feira, 3 de março de 2011
Livro: Nos Limites da Amazônia Azul
Lançado esta semana, o livro "Nos limites da Amazônia Azul", com fotografias de Simone Marinho e textos de Roberta Jansen e Antônio Marinho é a primeira obra a reunir os dados históricos do Arquipélago de São Pedro e São Paulo e da Ilha de Trindade.
Os dois conjuntos de ilhas oceânicas garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente com uma posição estratégica em meio ao Atlântico: nos limites da Amazônia Azul, uma área marítima de cerca de 3,6 milhões de quilômetros - quase tão grande quanto à da Floresta Amazônica e rica em biodiversidade e recursos naturais, muitos ainda não identificados.Veja a galeria de fotos das ilhas
As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá.
A ocupação permanente desses territórios - o acesso à ilha é restrito a militares e cientistas - é estratégica, principalmente em tempos de pré-sal, porque amplia a área de exploração de petróleo, gás, minérios, biodiversidade e pesca.
- Além de garantir essa gigantesca Zona Econômica Exclusiva (ZEE), a habitação permanente dá à comunidade científica brasileira a oportunidade de desenvolver pesquisas na região que, em função de suas características ímpares, é um pólo para estudos em várias áreas. Atualmente são desenvolvidos 24 projetos de pesquisa lá - diz o capitão-tenente Marco Antônio Carvalho de Souza, encarregado da Divisão de Apoio ao Proarquipélago.

Nos limites da Amazônia Azul
As ilhas de São Pedro e São Paulo + Trindade
Os dois conjuntos de ilhas oceânicas garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente com uma posição estratégica em meio ao Atlântico: nos limites da Amazônia Azul, uma área marítima de cerca de 3,6 milhões de quilômetros - quase tão grande quanto à da Floresta Amazônica e rica em biodiversidade e recursos naturais, muitos ainda não identificados.Veja a galeria de fotos das ilhas
As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá.
A ocupação permanente desses territórios - o acesso à ilha é restrito a militares e cientistas - é estratégica, principalmente em tempos de pré-sal, porque amplia a área de exploração de petróleo, gás, minérios, biodiversidade e pesca.
- Além de garantir essa gigantesca Zona Econômica Exclusiva (ZEE), a habitação permanente dá à comunidade científica brasileira a oportunidade de desenvolver pesquisas na região que, em função de suas características ímpares, é um pólo para estudos em várias áreas. Atualmente são desenvolvidos 24 projetos de pesquisa lá - diz o capitão-tenente Marco Antônio Carvalho de Souza, encarregado da Divisão de Apoio ao Proarquipélago.
Fonte: O GLOBO
Nos limites da Amazônia Azul
As ilhas de São Pedro e São Paulo + Trindade
Simone Marinho, Roberta Jansen, Antonio Marinho
Muito além dos limites da costa, ainda existe um Brasil que pouquíssimos brasileiros conhecem, mas que remonta à época do descobrimento. Como sentinelas em alto mar, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Nordeste, e a Ilha de Trindade, no Sudeste, garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente. A ocupação desses pequeninos territórios é bastante antiga justamente por sua posição estratégica em meio ao Atlântico. As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. Ambas foram disputadas por portugueses e ingleses interessados em estender seu território sobretudo numa época em que boa parte dos deslocamentos era feita por mar. Naturalistas e exploradores estiveram em Sâo Pedro e São Paulo (Darwin passou por lá) e Trindade (como Halley e James Cook) ao longo dos séculos, bem como piratas, prisioneiros e aventureiros de todos os tipos. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá. Apesar de ricas em histórias que fazem parte da formação do próprio Brasil, há pouquíssimo material histórico sobre as ilhas, ocupadas hoje por cientistas e militares. Nos limites da Amazônia Azul é a primeira obra a reunir os dados históricos disponíveis.
Muito além dos limites da costa, ainda existe um Brasil que pouquíssimos brasileiros conhecem, mas que remonta à época do descobrimento. Como sentinelas em alto mar, o Arquipélago de São Pedro e São Paulo, no Nordeste, e a Ilha de Trindade, no Sudeste, garantem a soberania nacional a mais de mil quilômetros do continente. A ocupação desses pequeninos territórios é bastante antiga justamente por sua posição estratégica em meio ao Atlântico. As datas de descoberta são incertas, mas acredita-se que Trindade tenha sido abordada pela primeira vez em 1501 e São Pedro e São Paulo em 1511, ambas por navegadores portugueses. Ambas foram disputadas por portugueses e ingleses interessados em estender seu território sobretudo numa época em que boa parte dos deslocamentos era feita por mar. Naturalistas e exploradores estiveram em Sâo Pedro e São Paulo (Darwin passou por lá) e Trindade (como Halley e James Cook) ao longo dos séculos, bem como piratas, prisioneiros e aventureiros de todos os tipos. As ilhas são recheadas de histórias de naufrágios e lendas de tesouros, que até hoje enchem a cabeça de quem passa por lá. Apesar de ricas em histórias que fazem parte da formação do próprio Brasil, há pouquíssimo material histórico sobre as ilhas, ocupadas hoje por cientistas e militares. Nos limites da Amazônia Azul é a primeira obra a reunir os dados históricos disponíveis.
Editora Casa da Palavra, 160 páginas, R$ 100,00
quarta-feira, 2 de março de 2011
O papel das Cooperativas de Pesca
O cooperativismo na pesca tem como alvo organizar a produção e comercialização dos pescadores. Ele serve também para a conscientização política e social da classe pesqueira, através de uma gestão organizada e transparente. Desta forma, o papel das cooperativas é de organizar economicamente a classe, suprindo os elos da cadeia produtiva da pesca e aumentando as oportunidades de geração de renda e trabalho para os pescadores e seus familiares. Para isso, uma entidade com cooperados é essencial para que os pescadores busquem um preço justo pelo pescado que capturam, crescendo profissionalmente e adquirindo maior valor e poder aquisitivo.
Outra vantagem de uma cooperativa de produção pesqueira é a possibilidade de melhoramento da estrutura física de apoio como locais de desembarque, fábricas de gelo, câmaras de armazenamento e estocagem, caminhões frigoríficos, etc. A exemplo disso, a cooperativa de São Sebastião (SP) teve seu espaço físico cedido pela prefeitura do município, em regime de comodato, válido por cinco anos. Isto permitiu que a cooperativa realizasse outros investimentos e benefícios para os associados como a venda direta com qualidade ao consumidor e ao CEASA, realização de cursos e a segurança de preços mais justos dentro da cadeia produtiva.
A Cooperostra de Cananéia, no Estado de São Paulo, é outra entidade de referência por seus 13 anos de atuação no cooperativismo. Através de organização, diálogo e muito empenho dos pescadores associados, a Cooperostra conseguiu valorizar o preço da ostra, do pescado e do marisco na região, expandindo sua clientela a outros municípios como São Paulo e Baixada Santista.
A contrapartida dos pescadores é muito trabalho de organização voluntário no começo, paciência com quem pensa diferente, criação de regras e objetivos comuns, além de desenvolver a confiança e os mecanismos de controle para que tudo ande bem.
Para informações sobre cooperativismo no Brasil, clique nos links abaixo:
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/dipj/2005/pergresp2005/pr634a646.htm
http://www.sebrae.com.br/momento/quero-abrir-um-negocio/que-negocio-abrir/tipos/cooperativas/integra_bia?ident_unico=844
Abaixo, informações sobre as cooperativas de pesca de Vila Velha e São Sebastião:
http://www.coopeves.coop.br/cooperativa.html
http://www.portaldesaosebastiao.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=734&Itemid=48
Confira a seguir a matéria sobre o Cooperostra no Jornal Rede de Notícias:
http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/2010/07/rede-de-noticias-julho.html
Fonte: Blog Pesca Artesanal na Bacia de Campos (http://pesca-artesanal-campos.blogspot.com/)
terça-feira, 1 de março de 2011
MPA - Pescado artesanal deve integrar merenda escolar de 20% dos municípios até 2012
O Ministério da Pesca e Aquicultura quer que o pescado coletado por pescadores artesanais ou criado por aquicultores familiares integre o cardápio da merenda escolar em pelo menos 20% das cidades brasileiras até 2012. Atualmente o governo federal já exige que a merenda contenha, no mínimo, 30% de produtos agrícolas de pequenos produtores familiares.
No entanto, segundo a ministra Ideli Salvatti, a dificuldade para incluir o pescado é maior do que para incluir produtos agrícolas.
– Diferentemente do agricultor, que entrega o feijão, o arroz, a batata, a cebola, a abobrinha, sem precisar processar o produto, no caso do pescador é diferente. Tem que tirar a espinha, tem que processar o pescado. Nós não temos como fazer automaticamente a entrada do pescado na merenda escolar – disse.
Por isso, segundo a ministra, o governo federal está fazendo um levantamento para conhecer os locais que já têm equipamentos suficientes para fazer o beneficiamento do pescado e que se organizam em cooperativas ou associações, a fim de que possam receber o pagamento da prefeitura.
– Acredito que, até ano que vem, conseguiremos colocar o pescado na merenda de 20% dos municípios brasileiros – afirmou.
Segundo o Ministério, grupos com três ou mais pescadores podem se unir para criar uma cooperativa e receber o pagamento das prefeituras.
No entanto, segundo a ministra Ideli Salvatti, a dificuldade para incluir o pescado é maior do que para incluir produtos agrícolas.
– Diferentemente do agricultor, que entrega o feijão, o arroz, a batata, a cebola, a abobrinha, sem precisar processar o produto, no caso do pescador é diferente. Tem que tirar a espinha, tem que processar o pescado. Nós não temos como fazer automaticamente a entrada do pescado na merenda escolar – disse.
Por isso, segundo a ministra, o governo federal está fazendo um levantamento para conhecer os locais que já têm equipamentos suficientes para fazer o beneficiamento do pescado e que se organizam em cooperativas ou associações, a fim de que possam receber o pagamento da prefeitura.
– Acredito que, até ano que vem, conseguiremos colocar o pescado na merenda de 20% dos municípios brasileiros – afirmou.
Segundo o Ministério, grupos com três ou mais pescadores podem se unir para criar uma cooperativa e receber o pagamento das prefeituras.
Fonte: Canal Rural
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