quinta-feira, 26 de setembro de 2024
Convite de Lançamento | LIVRO: Caminhos Lagunares
terça-feira, 7 de fevereiro de 2023
Opinião: Se é para Marinha, Defesa, AGU e juízes fazerem política ambiental, para que temos legislação e Ministério do Meio Ambiente?
Se é para a Marinha, Ministério da Defesa, Advocacia Geral da União e Juízes sem formação específica fazerem política ambiental, para que temos legislação ambiental e Ministério do Meio Ambiente?
Por Marijane Vieira Lisboa*
Hoje (03/02/2023) a Marinha informou que afundou o porta aviões São Paulo, um navio cheio de amianto, bifenilas policloradas (PCBs) e talvez até material radioativo.
O IBAMA atual, não aquele de Bolsonaro que realizou um inventário fajuto, disse que o navio deveria ser destinado a um estaleiro credenciado no exterior, capaz de reciclá-lo sem causar danos aos trabalhadores e ao meio ambiente, pois seu afundamento pode trazer danos ambientais sérios.
O Ministério Público Federal recorreu à Justiça, requerendo uma liminar para evitar o afundamento. O juiz de primeira instância, considerou que “a Marinha sabe o que faz”.
O MPF recorreu então ao Tribunal, mas esse também não viu motivos para impedir o afundamento.
No entanto, a Constituição Brasileira diz expressamente ser necessário estudo prévio de impacto ambiental para qualquer atividade potencialmente causadora de significativa degradação do meio ambiente, em seu artigo IV do capítulo VI: Do meio Ambiente. E diz no seu artigo I, que cabe ao Poder Público (Atenção, AGU!) preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo ecológico de espécie e ecossistemas.
Então, me pergunto: se os juízes consideram que a Marinha, a Defesa e a AGU entendem mais de meio ambiente do que o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama e Marina Silva, reconhecida e respeitada mundialmente, será que darão à Marina a atribuição de julgar questões referentes à Marinha brasileira – por exemplo, comprar sucatas francesas e depois jogar no mar – ou achar democráticas as manifestações na frente dos quartéis?
*Marijane Vieira Lisboa é professora de História e Sociologia Ambiental , PUC-SP. Secretária de Qualidade Ambiental dos Assentamentos Urbanos entre 2003 -2004. Membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e da Articulação Antinuclear Brasileira.
- Após ser vendido para uma empresa turca, que não conseguiu levá-lo para a Turquia, o navio foi rebocado de volta ao Brasil;
- A empresa decidiu atracar a embarcação em Suape, no Grande Recife, por Pernambuco ser mais próximo da Europa, e não no Rio de Janeiro, de onde a embarcação partiu;
- Por causa de risco ambiental, o governo de Pernambuco foi contrário à atracação e acionou a Justiça Federal;
- Uma decisão judicial proibiu que o porta-aviões atracasse no estado e determinou multa diária de R$ 100 mil ao governo federal e à empresa agenciadora, em caso de descumprimento;
- Em janeiro de 2023, a empresa responsável pelo navio ameaçou abandonar o porta-aviões no mar e disse que era um “pedido de socorro” por não ter mais recursos para manter a embarcação.
terça-feira, 27 de dezembro de 2022
domingo, 3 de abril de 2022
Livro: Pesca e Sustentabilidade: passado, presente e futuro
“Pesca e sustentabilidade: passado, presente e futuro” nos ambientes e ecossistemas das lagoas estudadas pelo projeto Mecanismos Reguladores da Produção Pesqueira nos Sistemas Lagunares do Leste Fluminense (SLLF), são os temas tratados no livro lançado na live realizada ontem, 31 de março de 2022.
Agradecemos a todos que fizeram do evento um sucesso, amigos, parceiros e colaboradores, foram mais de 400 visualizações, muito obrigado!
Se você ainda não assistiu o evento continua disponivel no Canal do Cardume no YouTube ( https://www.youtube.com/watch?v=DaODwu33rZE&t=1214s).
Se delicie com todas as informações compartilhadas neste encontro e em cada página foleada desta obra! Baixe o PDF no link abaixo:
http://gbm.uff.br/.../Livro_SLLF_Pesca_Sustentabilidade.pdf
terça-feira, 4 de maio de 2021
Chamada de projetos para geração de renda em comunidades pesqueiras do Rio de Janeiro
O TAC Frade abre Chamada de Projetos para geração de renda em comunidades pesqueiras do RJ. Propostas até 04 de julho de 2021.
Acesse o edital:
sábado, 24 de abril de 2021
Quitosana: Uso da carapaça do camarão testado no combate ao coronavirus.
Estudos recentes apresentam interessantes resultados sobre o aproveitamento da carapaça do camarão para o desenvolvimento de máscaras e sua eficiência no combate ao vírus SARS-COV-2.
Pesquisadores do Laboratório de Avaliação e Desenvolvimento de Biomateriais do Nordeste (Certbio), da UFCG em 2020 desenvolveram uma máscara cirúrgica biodegradável, capaz de reter o vírus da COVID – 19 e matá-lo. A matéria prima foi a quitosana, extraída da carapaça do camarão.
Mas como a quitosana atua? A quitosana tem propriedade virucida, não permitindo que o vírus passe por ela, propondo um bloqueio químico, proporcionando um ambiente desfavorável, onde o vírus não encontrará condições para sobreviver, afirma o coordenador da pesquisa, professor Dr. Marcus Vinícius Lia Fook.
Na Universidade de Brasília, pesquisadores bolsistas da Coordenação de Pessoal de Nível Superior (Capes), pelo Programa de Pós-Graduação em Sistemas Mecatrônicos da Universidade de Brasília (UnB), também utilizaram da quitosana para desenvolver um nanofilme, que consequentemente possui ação antimicrobiana e tem a maior capacidade de filtrar e inativar o vírus. A máscara é de produção 100% nacional e na sua confecção, das 3 camadas de tecido presentes, a terceira o nanofilme de quitosana, sendo capazes de reter até 95% de partículas sólidas, líquidas, oleosas e aerossóis.
Referências:
Pesquisadores da Paraíba desenvolvem máscaras que mata o coronavírus. Acesso em: https://confap.org.br/news/pesquisadores-da-paraiba-desenvolvem-mascara-que-mata-o-coronavirus/ Data da Reportagem: 05/08/2020.
Máscara feita de fibra de crustáceos inativa vírus da Covid – 19. Acesso em: https://www.gov.br/pt-br/noticias/educacao-e-pesquisa/2021/03/mascara-feita-de-fibra-de-crustaceos-inativa-virus-da-covid-19 Data da Reportagem: 03/03/2021.
Silva, M. A. J.; Viana, A. D.; Eduarda, T.; Cassiano, G. N.; Guilherme, V. Elaboração de Bioplástico a Partir da Quitosana Extraída das Carapaças de Litopenaeus vannamei. Encontro Nacional da Agroindústria. Vol. 2. 2019.
Outros estudos já indicavam o uso da carapaça do camarão para a produção de conservantes naturais: Na Argentina, o resultado do experimento, realizado em morangos, foi que conseguiram prolongar em a vida útil da fruta. (Saiba mais). O conservante foi desenvolvido por pesquisadores do Instituto Nacional de Tecnologia Industrial (INTI) da província de Buenos Aires. A eficiência do método é tanta que ele consegue preservar o sabor, a umidade, a vitamina C e as demais características do morango. cujos resultados por exemplo ampliaram em 50% a vida útil de morangos
Fonte: ABCCAM
Imagem: Ernani Silva
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Sururu: A Cadeia Produtiva da Miséria
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