quinta-feira, 7 de julho de 2011

Bahamas proíbe totalmente pesca e venda de tubarões em seu território



Ponto para o meio ambiente: na última terça-feira, as Bahamas proibiram a pesca de tubarão nas suas águas, bem como a venda, importação e exportação de produtos de tubarão.
O arquipélago inclui Honduras, Ilhas Maldivas e Palau. A nova lei transformará todos os 630.000 quilômetros quadrados das águas territoriais do país em um santuário de tubarões.

O governo também aumentou a multa para pesca de tubarão de 4.640 para 7.730 reais.

Os tubarões são considerados em risco devido à demanda por suas barbatanas na culinária oriental (veja shark finning e assine a petição para o Brasil). Cerca de 73 milhões desses expecionais predadores do mar são mortos a cada ano.

Em 1993, as Bahamas proibiram alguns tipos e limitou a pesca de tubarão, protegendo 40 espécies de tubarões que habitam suas águas.

Mas a pesca de tubarão não era totalmente proibida. Assim, ano passado, quando uma empresa de marisco local anunciou que planejava exportar carne de tubarão e barbatanas para Hong Kong, os ativistas pediram uma nova lei.

As autoridades das Bahamas disseram que não acham que a proibição iria afetar as relações do país com a China, que aumentou o comércio com as Bahamas nos últimos anos. Segundo eles, isso está de acordo com o compromisso do governo de prosseguir políticas de conservação e estratégias a fim de salvaguardar o ambiente marinho e terrestre.

Os ambientalistas elogiaram a nova proibição e dizem que os tubarões desempenham um papel extremamente importante no equilíbrio do ecossistema. Eles precisam desesperadamente de proteção se não quisermos levá-los à extinção.


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O turismo é uma indústria importante nas Bahamas, e mergulhos para ver os tubarões somam aos cofres do país cerca de 123 milhões de reais por ano. A ilha principal da região é o lar de uma praia onde um dos filmes “Tubarão” foi filmado. No ano passado, os restos de um barqueiro que tinha desaparecido ao largo da praia foram encontrados no estômago de um tubarão tigre capturado.



Por: Natasha Romanzoti (http://hypescience.com)
Fonte: [BBC]

quarta-feira, 6 de julho de 2011

CE - Pescadores participam de regata


Disputa na Praia do Arpoador envolveu 250 pescadores  (GABRIEL GONÇALVES)
Disputa na Praia do Arpoador envolveu 250 pescadores (GABRIEL GONÇALVES)

Pescadores das praias do litoral Oeste de Fortaleza participaram domingo da II Regata Vila do Mar, na praia do Arpoador, no bairro Cristo Redentor. A competição promovida pela Prefeitura de Fortaleza foi parte das comemorações do dia de São Pedro, padroeiro dos pescadores, celebrado dia 29 passado, e do Dia Nacional da Pesca Artesanal. O evento realizado em duas baterias, envolveu 250 pescadores que concorreram distribuídos em 80 embarcações, entre jangadas e paquetes (botes).

Os primeiros concorrentes foram para o mar com suas jangadas por volta das 10 horas. Eram 36 as embarcações do tipo. Às 11 horas foi a vez da largada dos 44 paquetes que competiram. Diretor da Colônia de Pescadores Z-8, Francisco dos Santos Bezerra explicou que em ambas as baterias as embarcações deveriam seguir dois quilômetros e meio descendo para o lado oeste e logo após entrar três quilômetros mar a dentro para completar o percurso, que estava marcado por boias. Todos tinham como guia um bote do Iate Clube, um dos apoiadores do evento.

Enquanto no mar a disputa estava acirrada, quem ficou na praia pode se divertir com o forró do Trio Xodó. Mulheres empreendedoras expuseram produtos que confeccionam à venda. Os três primeiros competidores colocados em cada uma das categorias foram agraciados com troféus. Eles e todos os demais participantes receberem medalhas, e cesta básica. O vencedor da categoria-foi a Jangada Amigo de Elias do Nascimento, de paquetes (botes) Paquete Roberta - Francisco Cristiano Sousa

Fonte: O Povo

terça-feira, 5 de julho de 2011

São Pedro - Procissão em Macaé (2011)


A Colônia de Pescadores Z-03 organizou neste domingo (03 de julho) a procissão de São Pedro, em Macaé, litoral Norte do Estado do Rio de Janeiro, em reverência ao padroeiro dos pescadores.


A procissão saiu às 14:30 do Mercado do Peixe e foi em cortejo com todas as embarcações enfileiradas cerca de 20 barcos ornamentados com faixas, fitas e bandeiras além da animação dos tripulantes (homens do mar e seus familiares) seguindo a embarcação que levava o santo. Aprocissão passou pela praia de Imbetiba retornou pela Barra de Macaé, adentrou o rio Macaé e voltou ao mercado desembarcando o santo de volta a sede da colônia. 



Houve queima de fogos e premiação dos barcos mais enfeitados, sendo o ganhadores as embarcações de pesca:

1º. Giraya (prêmio de R$ 1mil) 


 Twister (R$ 700,00)


Beatriz (R$500,00) 



Além do Esmalém (R$300,00) 



A Colônia Z-03 ainda sorteou 1 microondas e 6 bicicletas entre as demais embarcações de pesca que participaram do cortejo.


Mais fotos: http://cardumebrasil.blogspot.com/2011/07/macae-mais-fotos-procissao-de-sao-pedro.html

Mais informações: Colônia dos Pescadores Z-03

Imagens: Maurício Düppré

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Pesca de pequena-escala açoriana mais rentável, empregadora e ecológica


O estudo publicado por dois docentes do Departamento de Oceanografia e Pescas, da Universidade dos Açores, e um da Escola de Ambiente, Recursos Naturais e Geografia, da universidade britânica de Bangor, na revista científica internacional Fisheries Research prova que a pesca artesanal é mais rentável, mais empregadora e amiga do ecossistema, por comparação com a pesca de larga escala. Neste estudo são analisados 10 anos de actividade pesqueira.

“Defining scale in fisheries: Small versus large-scale fishing operations in the Azores”, “Definindo a escala na pesca: as operações de pesca de pequena versus grande escala nos Açores” é o título do estudo publicado recentemente numa conceituada revista científica internacional, a Fisheries Research, pelos investigadores do Departamento de Oceanografia e Pecas (DOP) da Universidade dos Açores (UAç) Natacha Carvalho e Eduardo Isidro e por Gareth Edwards-Jonesb, da Escola de Ambiente, Recursos Naturais e Geografia da Bangor University, do Reino Unido.

Na investigação, onde são analisados dados de 10 anos de actividade pesqueira (entre 1995 e 2005), os autores constatam que a pesca de pequena escala, dita artesanal, nas ilhas tem aumentado de importância ao longo dos anos, tanto em termos de volume desembarcado, como no seu valor.

“A pequena pesca (embarcações até 12 metros) emprega mais pessoas, descarrega mais pescado que atinge maior valor por tonelada do que o da pesca de maior escala. A pesca de pequena escala também consume menos combustível e tem menos impacto nos mananciais e nos habitats”.

Neste artigo científico constata-se que “a pesca de pequena escala parece mais socialmente, economicamente e ambientalmente justa”.

Paradigma de desenvolvimento

“A frota de pesca açoriana, como a maioria das pescas a nível mundial, é caracterizada por um dualismo na forma de coexistência das operações de pequena e de grande escala competindo pelos mesmos recursos limitados, zonas de pesca e mercados”, denotam os investigadores que caracterizando a actividade artesanal com embarcações até 12 metros de comprimento, referem que a mesma é “dominada por pequenas, antigas, barcos de madeira de baixa potência, similar a embarcações do Mediterrâneo ou a frotas de pesca europeias menos desenvolvidas, tal como na Grécia, Estónia e na Córsega”.

Se o paradigma de desenvolvimento durante as décadas de 50 a 70 foi o de que “a progressão natural da pesca do mundo seria necessariamente encaminhada para o modo industrial”, em que o sector da pesca de pequena escala foi considerado ineficiente e em grande parte ignorado (…). No entanto, as operações de pesca artesanal sobreviveram e até prosperaram apesar da marginalização de longa duração”.

Pesca artesanal na agenda política
“Após mais de meio século de um forte imperativo de modernização económica que colocou a economia e a eficiência na agenda política para as pescas, a arena política está finalmente se tornando mais conducente para a manutenção da pesca artesanal. A noção de que a pequena pesca é provavelmente a nossa melhor opção para uma utilização sustentável dos recursos sustentáveis, juntando a maioria dos critérios necessários para uma política de pesca esclarecida em termos de emprego, distribuição de rendimento, consumo de energia e qualidade do produto, ganhou importância, com muitos estudos enfatizando o significado social, a diversidade cultural e a importância económica de sustentar este subsector”.

Bancos de pesca “limitados”

A Zona económica exclusiva (ZEE) dos Açores possui cerca de um milhão de km2 (948.439 km2) , com uma profundidade média de cerca de 3000 metros “mas apenas cerca de 7 por cento dessa área é inferior a 1500m de profundidade”, assim, denotam: “os potenciais bancos de pesca são limitados e essencialmente restritos às estreitas faixas de águas rasas ao redor das ilhas e nas proximidades de bancos e montes submarinos”.

“A pesca dos Açores têm sido tradicionalmente caracterizada como sendo artesanal (o uso das tradicionais, artes de pesca passivas e métodos de trabalho intensivo) e em pequena escala (tamanho da embarcação reduzida com área limitada de operação) e considerada como sustentável (proibição de engrenagens destrutivas, como redes de arrasto e redes de emalhar de fundo). Mais recentemente, a situação mudou com a exploração artesanal tendo sido sucessivamente substituídos por pesca comercial. Muitas das áreas de pesca estão sendo intensamente pescadas e várias populações de peixes demersais, como o goraz, parecem ser muito exploradas, em especial em montes submarinos nos Açores”.

Pesca captura 50 a 60 espécies

A actual pesca nos Açores, referem os investigadores, captura “entre 50 a 60 espécies das 500 existentes no ecossistema açoriano”.

Na revista “Fisheries Research” a faina artesanal açoriana que assenta “viagens de curta duração” resulta no fornecimento de “produtos frescos, que, em geral, obtêm preços mais elevados”.

Outra vantagem é o facto de “as quantidades relativamente baixas de peixe desembarcado nas operações de pequena escala também permitem que a tripulação dedique mais tempo à limpeza e preparação do pescado para uma apresentação mais favorável, buscando preços mais elevados”.

O estudo reconhece que embora na pesca de grande escala, os pescadores “parecem ganhar um pouco mais do que os de pequena escala, auferindo cerca de 700 euros por mês enquanto que na pequena escala pode-se ganhar cerca de 550 euros”, na pesca artesanal a mão de obra tem uma “oportunidade de um subsistência mais diversificada, com fontes adicionais de renda”, uma vez que é muito mais condicionada pelas condições climáticas que fazem-nos gastar menos dias no mar.

Gastos de combustível

Em termos de consumo total de combustível, o sector da pesca de pequena escala “aparece ser menos intensivo (137 litros por tonelada), consumindo quase metade do combustível por tonelada de pescado desembarcado pela pesca de grande escala (239 litros por tonelada).

Em suma; destaca o artigo científico: “o sector da pequena pesca açoriana também parece ser mais capaz de satisfazer vários dos objectivos da política formulada por vários países, tais como, a captura de peixes para consumo humano directo, proporcionar emprego e obter um maior valor económico de cada tonelada de pescado desembarcado”.

“O sector da pesca de pequena escala nos Açores, ao contrário de outros estudos obtêm mais capturas do que a pesca de larga escala, respondendo por 52 por cento do total de desembarques na região. Isto pode ser devido à natureza extensa do sector da pesca de pequena escala, que reúne 90 por cento da frota regional, sendo responsável por aproximadamente o mesmo valor no número de desembarques”.

Fonte: a União
Humberta Augusto - haugusto@auniao.com
Publicado na Sábado, dia 02 de Julho de 2011, em Actualidade

sábado, 2 de julho de 2011

RJ - Festival Gastronômico em Búzios reúne 45 restaurantes

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Os restaurantes de Búzios, na região dos Lagos do Estado do Rio de Janeiro, vão realizar o 10º Festival Gastronômico da cidade. O evento reúne 45 estabelecimentos do balneário mais famoso do País.

O festival acontece nos dias 08 e 09 de julho, mas é possível experimentar as receitas especialmente preparadas para o evento até o dia 17. Nos dias do festival os restaurantes vão oferecer degustações de entradas e sobremesas a R$ 10 e o prato a R$ 15.

As novidades desse ano serão os pratos inspirados na culinária caiçara, preparados por filhas de pescadores, que são donas de casa em Búzios. O produtor e organizador do evento, Gil Castelo Branco, explica que o objetivo é divulgar os pratos típicos da cidade.

- É uma maneira de fazermos um resgate da culinária buziana, com receitas que fazem parte da história da cidade.

Os restaurantes ficam na Orla Bardot, no porto da Barra e nas ruas das Pedras e rua Manoel Turíbio de Farias. A lista dos restaurante e seus pratos especiais estão no site do festival:

www.festbuzios.com.br/2011/o-festival

Fonte: R7

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Em defesa dos tubarões


Quarenta artistas internacionais aderiram à campanha pela preservação dos tubarões que é encabeçada no Japão pela ONG PangeaSeed. O país é um dos grandes fornecedores do mercado chinês, que consome o peixe para fazer a sopa de barbatana, muito apreciada na China. Mas várias espécies estão ameaçadas de extinção e o PangeaSeed decidiu usar arte pop, fotografia e vídeos para tentar chamar atenção para um problema que não é tão discutido entre os ambientalistas. Entre 70 e 100 milhões de tubarões são mortos a cada ano, inclusive no Brasil. As obras doadas para a ONG japonesa viraram uma exposição, intitulada “Sink or Swim”, que será inaugurada este mês em Tóquio. Em setembro vai para São Francisco, na Califórnia, e em seguida para a Austrália. Abaixo, algumas imagens fornecidas pelo PangeaSeed.

 

Fonte: O GLOBO - Blog LáFora por Claudia Sarmento

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