terça-feira, 7 de junho de 2011

RJ - Pescadores farão barqueata em favor dos bombeiros


Os pescadores farão, na próxima quinta-feira, uma barqueata em favor da causa dos bombeiros. De acordo com o sindicato da categoria, 50 embarcações das colônias de pesca de Copacabana, Jurujuba, Urca e São Gonçalo vão se concentrar em frente ao G-Mar de Botafogo.

Os pescadores aderiram a causa em decorrência do trabalho dos bombeiros no salvamento frente ao perigo que enfrentam em alto mar.

Fonte: O DIA

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Ministério da Pesca enfrenta teste da afirmação


O Brasil quer multiplicar o potencial da produção de pescado em 16 vezes até 2020. A missão está nas mãos do Ministério da Pesca e Aquicultura, que não completou dois anos e já enfrenta cobrança de setores produtivos

Nicolas é filho do médico Alexandre Alexis. A cada três meses, o garotinho de cinco anos acompanha Alexis ao Mercado Público de Porto Alegre, repetindo o ritual que o médico cumpria com o pai há quatro décadas. Tudo igual se não fosse o percurso de cerca de 400 quilômetros. Para garantir o salmão fresco que Nicolas adora, o médico sai de Ijuí e se abastece na Capital. A última compra, em 27 de maio, foi de dez quilos. A maratona para assegurar o peixe em duas refeições na semana contrasta com outra tradição: Ijuí, onde Alexis atende seus pacientes, é um dos maiores produtores de pescado em açudes do Estado, campeão nacional de aquicultura, somando quase 50 mil toneladas (dados de 2009), 14% da oferta.

Mas por que o morador de Ijuí vem à Capital para comprar um dos alimentos mais saudáveis e sem contraindicação médica? “É difícil achar o produto em supermercados. Tem de mudar a cultura baseada na carne”, opina o profissional, que contribui educando o paladar do pequeno Nicolas, o que ajuda a elevar o consumo entre os brasileiros, ainda baixo para os padrões da Organização Mundial da Saúde (OMS). O País chegou a pouco mais de nove quilos de pescado por habitante ao ano em 2009, ante a recomendação de 12 quilos.

Este fato e a meta de turbinar o potencial de cultivo, para compensar eventual limite na modalidade extrativa, inspiraram a criação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), na metade de 2009, que sucedeu a Secretaria Especial da Pesca, implantada em 2003 na estreia de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República. “Hoje temos um endereço em Brasília”, diz comedido o presidente do Sindicato dos Armadores e da Indústria da Pesca de Itajaí e Região (Sindipi), Giovani Genázio, representante do Sul do País no Conselho Nacional de Pesca (Conepe).Liderança do estado que mais produz pescado, com fatia de 16% das 1,240 milhão de toneladas (dado de 2009), Genázio admite que é um avanço ter a pasta, ante mais de 20 anos do que chama de abandono da pesca, principalmente a extrativa, onde os catarinenses são imbatíveis. Entre 1960 e 1980, o ramo foi capitaneado pela Superintendência de Desenvolvimento da Pesca (Sudepe), que injetou dinheiro, ajudou a multiplicar a frota e o parque de processamento. Nesse período, os gaúchos detinham maior produção de pesca extrativa, ainda a maior fonte na área, com mais de 815 mil toneladas. A Sudepe foi extinta em 1990, pelo governo de Fernando Collor de Mello, instaurando o declínio do setor. De mais de 200 indústrias, recuou-se para 50.

A lista de ações esperadas pela cadeia do setor inclui desde medidas para dimensionar o potencial da pesca marinha, levantamento da situação das embarcações, recursos para melhoria da tecnologia e regulamentação mais estável de áreas e espécies que podem ser pescadas. “Se usarmos a pesca de forma racional, teremos diferencial no mundo”, defende o dirigente catarinense. As empresas cobram a criação de comitês científicos, que estaria atrasada em três anos. Também exigem maior independência entre a pasta novata e o Ministério do Meio Ambiente (MMA). “O DNA do MMA não é a atividade econômica. O MPA tem de ser mais independente, fazendo a gestão e conciliando com as leis e regras ambientais”, reforça o presidente do Sindicato das Indústrias da Pesca de Rio Grande (Sindipesca), Torquato Pontes Ribeiro.

Para os dirigentes, há demora na definição do chamado permissionamento, que estipula o que pode ser pescado e onde no Litoral. “Como o setor vai investir se não sabe os limites?”, justifica Ribeiro. A pauta da cadeia extrativa tem ainda a concorrência das importações, que crescem 20% ao ano, e embarcações estrangeiras arrendadas e que avançam nas águas do Sul disputando a oferta de atum. A ministra de Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, responde que o plano da pasta prevê maior aporte de recursos, por meio do Fundo da Marinha Mercante, e facilidades no acesso à linha para upgrade das embarcações. Ela promete lançar os editais dos 21 comitês que precisam ser implantados até o final do ano. Sobre as importações, a ministra afirma que foram acionadas medidas para restringir a entrada maciça de panga, espécie de peixe embarcado pela China, líder mundial em aquicultura, com produção de 60 milhões de toneladas.

No Estado, o segmento ainda é coadjuvante e virou departamento da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural, Cooperativismo e Pesca. O secretário da pasta, Ivar Pavan, admite estrutura acanhada e elenca prioridades como instalação de açudes (hoje são 160) e apoio ao desenvolvimento da cadeia do setor. “Há enorme potencial para diversificação. É uma nova economia”, demarca Pavan, lembrando que na última Semana Santa, com a venda de 2 milhões de toneladas em feiras, faltou produto. Com a afinidade partidária entre governo estadual e federal, a pasta local quer facilitar o acesso a programas do MPA, o que atende a expectativa número um dos industriais gaúchos, lembra o presidente do Sindipesca.
Ministra quer chegar a 20 milhões de toneladas de pescado em 2020

A meta do governo federal é preparar a base de produção brasileira para atingir 20 milhões de toneladas de pescados até 2020. O volume é o potencial estimado pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para o País, o que elevaria em 16 vezes o resultado de 2009, que somou 1,2 milhão de toneladas. Para cumprir a meta, a aposta é a pulverização de parques de aquicultura. Os últimos dados disponíveis sinalizam impulso mais rápido do cultivo, que avançou 15,7% entre 2008 e 2009, ante 5,4% da pesca extrativa marinha. A proporção é de 415,6 mil toneladas de aquicultura e 825,1 mil da extrativa.

Em uma frase, a ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, resume sua estratégia diante de pressões por resultados imediatos na pasta, que mal completou dois anos de vida. “Costumamos dizer que neste ministério, quando alguém se estressa, vai pescar.” Ideli tem a ambição de trilhar os caminhos percorridos pela agroindústria de frango e suíno, líderes mundiais em produtividade e competitividade.

O êxito será buscado com atualização tecnológica das embarcações que fazem extrativismo no Litoral. “A defasagem é de 35 a 40 anos com perda de eficiência e de produto”, salienta. No ministério, o grande canal para multiplicar o tamanho do setor, que poderá galgar rumo às primeiras posições (hoje o Brasil está em 21º lugar na oferta mundial de pescado), é a aquicultura. A ministra não enxerga alternativas para maior expansão da modalidade extrativa.

No cultivo, a palavra-chave são os parques aquícolas, que devem chegar a 35 até 2012. Reservatórios de hidrelétricas são o alvo principal. Estudos técnicos dimensionam o potencial e depois é feita concorrência pública para concessão por 20 anos da fonte de produção. “Estimamos dobrar a produção aquícola até o ano que vem”, aposta. Agricultura familiar é um dos segmentos prioritários, cujos produtores podem se habilitar à exploração sem custos, quando as áreas forem de até dez hectares.

Para agregar marketing ao potencial dos pescados, os programas são inseridos nas ações de erradicação da miséria do governo federal, com testes para incluir o peixe na merenda escolar (o piloto está sendo feito no Estado) e nas metas de sustentabilidade ambiental. A estrutura ainda é limitada, com superintendências em todo o País, mas poucos funcionários. Cortes no orçamento atingiram a pasta.
Redução da oferta preocupa trabalhadores

Pescador é teimoso, avisa o presidente da Colônia Z-5, na Ilha da Pintada, em Porto Alegre, Vilmar Ieggli Coelho. O comportamento, segundo Coelho, filho e neto de pescadores e que preside também a federação do setor no Estado, ainda dá crédito ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). “Estamos contando com o ministério, que precisa olhar para a gente. Somos a razão de a pasta existir”, registra o dirigente, que lidera mais de 28 mil pescadores artesanais gaúchos. Para ele, o MPA precisa alcançar recursos e mais facilidade para acessar projetos, além de ter atuação direta e autônoma na regulação ambiental.

Diante da constatação de redução na oferta de pescado extrativo, o grupo pretende se habilitar à instalação de um tanque aquícola no Guaíba, dentro do programa do ministério. “O local pretendido é a região conhecida por ressaca da Ilha da Pólvora. Precisamos repovoar os rios”, justifica o presidente da colônia. O casal Marinês e Luiz Carlos Maciel comprova a realidade. Na segunda-feira passada, os dois retornaram com oito quilos de pintado apreendidos na rede.

“Costumávamos voltar com 20 quilos”, contrasta Maciel, que diante de ganhos menores da atividade partiu para um emprego na indústria, onde se aposentou. A comunidade avalia que a oferta reduziu 20% nos últimos anos. Coelho cobra mais fiscalização sobre operadores clandestinos e quem usa redes de pesca em dimensões proibidas.
Da indústria ao reino dos temakis

O declínio da indústria da pesca extrativa gaúcha levou indústrias como a Japesca, com unidade em São Lourenço do Sul, a diversificar, reforçando o varejo e explorando a relação com o consumidor. Herdeiros do negócio, que começou nos anos de 1970 com o pai pescador, que atuava na Ilha da Pintada, os irmãos Gabriel e Roberto Mendo da Cunha apostaram em 2010 na abertura de uma temakeria, com a meta de ofertar pescado com valor agregado, com a comida japonesa. Hoje os dois já somam duas lojas, no Centro da Capital, e filas se formam para devorar 800 a 900 cones de alga marinha com arroz e peixe cru.

“Queríamos oferecer produto de qualidade e de preço acessível”, conta Gabriel, que está na linha de frente do negócio. Além disso, incomodava o jovem o fato de os gaúchos serem os que menos consomem pescado, sete quilos por pessoa ao ano. As temakerias já são a maior fonte de renda da operação da Japesca, que fatura por mês R$ 700 mil, e só devem crescer de tamanho.

A empresa administrada hoje pelos irmãos é a sobrevivente de um setor que já foi líder nacional. A área de pescado representa 0,6% do PIB gaúcho, que significou R$ 100 milhões em 2008, segundo a Fundação de Economia e Estatística. Em Rio Grande, a cifra é R$ 24,6 milhões, 20% do PIB da agropecuária do município. O presidente do Sindipesca, Torquato Pontes Ribeiro, acredita que com incentivos é possível dar novo alento ao setor. “A atenção está voltada ao polo naval, mas a indústria de pescado também tem muito potencial”. Rio Grande está inserido no projeto de desenvolvimento da produção de um peixinho chamado anchoita, que é aposta para ser incluído na merenda escolar e poderá ser industrializado por uma empresa local.

Patrizia Addallah, do Instituto de Ciências Econômicas da Furg, explica que o projeto busca definir e viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva do peixe no Sul do Brasil. Estão sendo dimensionados estoques e rendimentos potenciais da pesca comercial de pequena e média escala, com aprimoramento do beneficiamento e elaboração de produtos. A meta, segundo Patrizia, é abastecer o mercado institucional, como a rede escolar.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)/Patrícia Comunello

sábado, 4 de junho de 2011

RN - Profissionalização da pesca de atum


Uso de tecnologia japonesa tornará RN apto para alcançar meta de produção e elevar participação do país
Alex Costa // Especial para o Diário de Natal.

A s perspectivas de expansão da pesca oceânica do Brasil apresentam-se cada vez mais fortes diante do investimento realizado pela empresa pesqueira potiguar Atlântico Tuna, em parceria exclusiva com a maior empresa de pesca japonesa, a Japan Tuna. O início ontem (30/05) da chegada de 11 barcos com atum pescado no oceano Atlântico ao Porto de Natal marcam o início da trajetória que promete elevar a participação do país na pesca da espécie passando dos atuais 1,5% para 25% da produção mundial. Nesta semana aportarão os barcos Shoei Maru, Tawa Maru 88 e Kinei Maru 85, o que representará um desembarque superior a 500 toneladas de pescado.

A parceria com os japoneses travada a partir de um acordo entre o Ministério de Pesca e Aquicultura e o governo japonês busca transformar a atividade no país, deixando o perfil predominante de uma pesca costeira para dar grandes avanços em águas profundas. Segundo dados da Comissão Internacional do Atum Atlântico, em 2008, das 272.900 toneladas de atum das espécies albacora branca, albacora lage e albacora bandolim, possível de serem capturadas sustentavelmente no Atlântico, a frota nacional capturou apenas 4.194 toneladas, representando só 2% das capturas.



Técnica japonesa de resfriamento do atum é diferencial para ganhar mercado. Foto: Fábio Cortez/DN/D.A Press

"O uso da tecnologia japonesa, que congela o atum a 60 graus negativos, diminui a competitividade com outros países como a Espanha e EUA, desprovidos dessa vantagem e nos aproxima do grande líder mundial", garantiu o presidente da Atlântico Tuna, Gabriel Calzavara. O Brasil tem outorga para capturar cerca de 12 mil toneladas/ano de atum. Com a vinda dos japoneses, o Rio Grande do Norte estará apto a alcançar essa meta.

Segundo o empresário, esta é a primeira vez que esse tipo de método de congelamento e pesca são praticados no Brasil. "O RN passará a ter uma perspectiva econômica distinta da que existe hoje. A exportação irá dobrar, os investimentos em mão de obra local serão cada vez mais necessários, visando a ampliação do negócio, afim de atingirmos os objetivos esperados".

"Temos que gerir tudo em tempo hábil para conseguir atender a demanda de pescado aqui no Porto de Natal, visto como um ponto estratégico em termos de local de aportamento no Atlântico, dada a localização central e privilegiada do RN", afirmou o secretário estadual Betinho Rosado. Ele estimou que as obras do Terminal Pesqueiro ficarão prontas no prazo de 150 dias, num investimento de R$ 40 milhões. "Será possível fazer o transbordo o novo terminal já na próxima pescaria. Todo esse avanço afeta diretamente as empresas locais, em termos de exportação, bem como a indústria hoteleira, gerando empregos e novos serviços".

Capacitação

Após 62 profissionais terem sidos qualificados intensivamente por especialistas japoneses para atuarem nas embarcações atuneiras, a expectativa da Federação das Indústrias (Fiern) é de formar pelo menos 400 trabalhadores nos próximos dois anos, segundo o presidente eleito da entidade, Amaro Sales.

"Para atender a essa demanda, o Senai vai instalar em Santa Cruz um centro de referência para a pesca de atum, que terá, inclusive, um simulador de operação de barcos de ponta cedido pelo governo japonês", relatou Sales.

Além da sede em Santa Cruz, os japoneses também vão montar um centro de treinamento para pescadores em Natal. Em médio prazo, a iniciativa vai criar 2.200 novas vagas de trabalho, entre empregos diretos e indiretos.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

PA - Justiça obriga pagamento do seguro-defeso


A Justiça Federal obrigou a União a apreciar os pedidos de inscrição no Registro Geral de Pesca e a efetuar o pagamento do seguro-defeso a pescadores do oeste do Pará. A decisão beneficia mais de 4 mil pescadores que desde 2006 vêm tentando obter a carteira de pescador profissional artesanal, sem sucesso, além de outros milhares que não receberam o seguro-desemprego no último período de defeso. Decretada no dia 31 de maio, pelo juiz federal Francisco de Assis Garcês Castro Júnior, de Santarém, a determinação judicial tem que ser cumprida pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura e do Trabalho e Emprego assim que a União for oficialmente notificada.

O valor do seguro-defeso é de um salário mínimo mensal, durante o período de proibição da atividade pesqueira. No oeste paraense, esse período vai de 15 de novembro a 15 de março, tempo em que, sem direito a pescar, muitas famílias ribeirinhas dependem exclusivamente do seguro para sobreviver. No entanto, o acesso ao benefício ficou impossível na região, informou o Ministério Público Federal (MPF) à Justiça. Em ação ajuizada em abril deste ano, o procurador da República Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias relatou que o atendimento aos pedidos de benefícios tornou-se praticamente inviável depois de duas decisões recentes do governo federal.

A primeira foi em 2010. Assim que o MPF e a Polícia Federal começaram a desmontar esquemas criminosos de fraudes ao seguro-defeso no Estado, o Ministério do Trabalho e Emprego em Santarém passou a exigir a apresentação de inscrição no Registro Geral da Pesca para avaliar os pedidos de benefícios. Até então a exigência era que fosse apresentado o protocolo de requerimento da inscrição, já que desde 2006 o Ministério da Pesca e Aquicultura não tem dado resposta aos pedidos.

Segundo informações repassadas ao MPF pelo movimento de pescadores e pescadoras, mais de 4 mil trabalhadores aguardam a análise dos requerimentos feitos nos últimos cinco anos. “Uma omissão gritante”, classificou no texto da ação o procurador Cláudio Henrique Cavalcante Machado Dias.

Em janeiro de 2011, o Ministério da Pesca e Aquicultura, que não vinha respondendo aos requerimentos para novos cadastros, decidiu deixar até mesmo de recebê-los, com a justificativa de que estaria operando mudanças na forma de cadastro para evitar fraudes.

“Como se vê, numa sucessão de atos provenientes dos diversos Ministérios que integram a estrutura da União, os pescadores artesanais ficam proibidos de exercer a única atividade que podem executar e ficam também impedidos de receber a compensação financeira decorrente dessa proibição, sem que tenham concorrido em nada para esta situação”, criticou Machado Dias, que em fevereiro já havia encaminhado recomendação ao Ministério do Trabalho e Emprego para que a questão fosse resolvida administrativamente.

Na decisão liminar, o juiz federal Castro Júnior afirma: “A própria União admite que a análise dos pedidos de registro de pescadores - que se resume a meras pesquisas cadastrais - vem sendo dificultada por conta da ‘pequena estrutura administrativa’, de forma a evidenciar que o ente federal está a menosprezar as dimensões da região oeste do Pará e seu potencial pesqueiro e, por isso mesmo, a dar causa absoluta à violação do direito fundamental ora defendido na presente demanda coletiva”. (Com informações da assessoria de comunicação do Ministério Público Federal)

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Para resquisitar o benefício, é preciso apresentar:

1) Comprovante de inscrição no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) como pescador;

2) Comprovante de pagamento da contribuição previdenciária;

3) Comprovante de que não recebe nenhum benefício de prestação continuada da Previdência ou da Assistência Social, a não ser auxílio-acidente ou pensão por morte;

4) Requerimento de inscrição no Registro Geral da Pesca, do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), sendo que, para ter direito ao seguro-defeso do período 2010-2011, é preciso ter protocolado esse requerimento até 15/10/09 e o requerimento ter sido aceito ou ainda não ter sido apreciado. Para ter direito aos benefícios dos próximos períodos de defeso, é preciso que o protocolo do documento seja feito até 13 meses antes do início do defeso e que o requerimento não tenha sido apreciado pelo Ministério da Pesca. Não serão considerados os requerimentos que foram apreciados e denegados pelo MPA ou que estejam pendentes de alguma providência a cabo do pescador. 

Fonte: Diário do Pará

quinta-feira, 2 de junho de 2011

CE - Clima tenso na volta da pesca da lagosta


Pescadores artesanais de Icapuí denunciam que alguns grupos que usam equipamentos ilegais pescaram no defeso

Icapuí Hoje (01/06) é um dia de voltar à rotina: madrugar no mar, mergulhar manzuá e esperar que dali venham lagostas bem graúdas, porque por seis meses elas se reproduziram e ontem acabou o período do defeso. Hoje o dia seria tranquilo se o mais provável é que não se encontre lagosta como em outros anos, porque a pesca predatória tratou de trabalhar mesmo no período proibido. Pescadores artesanais de Icapuí denunciam que alguns grupos que usam equipamentos ilegais pescaram durante o defeso. Na semana passada teriam levado cerca de 12 toneladas do crustáceo para Recife. O Ibama apreendeu 450 quilos nos seis meses dado para reprodução. Além disso, centenas de barcos navegam hoje no mar sem licenciamento. A volta ao mar também é a retomada de infelizes capítulos no mar cearense: a guerra da lagosta.

Os pescadores de Icapuí vão embarcar bem receosos, mas não deveriam. Ir para o mar, passados seis meses do defeso da lagosta, é encontrar-se com a tradicional extensão de casa. É no mar que passarão o dia inteiro, hábito de gerações de pescadores. "Mas se a gente voltar pra casa quase de mãos abanando porque os viveiros naturais de lagosta foram invadidos pelos mergulhadores, a coisa não vai prestar", diz um pescador da Praia de Redonda, em Icapuí.

Rivalidade

O período de defeso também foi de cessar-fogo entre os rivais do mar, mas é com a volta desse clima de apreensão entre as partes que se inicia mais um capítulo dessa guerra no mar. No episódio anterior, a lagosta era prestigiada e apreciada num evento gastronômico dedicado a ela. No Festival da Lagosta, em novembro de 2010, a reafirmação do óbvio para quem vive naquelas bandas do litoral: esse crustáceo que alimenta o mundo nos restaurantes é o que alimenta milhares de famílias que vivem da pesca. E a captura predatória, que segue ininterrupta apesar da fiscalização, tem sido o principal fator de escassez logo no Estado que é o maior exportador e produtor brasileiro da lagosta.

Prova de que existiu a pesca no período do defeso é que o Ibama flagrou nove barcos desobedientes e recolheu 450 quilos de lagosta, principalmente do Litoral Oeste - Camocim, Acaraú, Itarema e Mundaú. Mas a batalha maior acontece no Litoral Leste, notadamente Icapuí.

Embarcações

De aproximadamente 280 embarcações de pesca da lagosta em Icapuí, só 145, aproximadamente, obtiveram a licença para ir ao mar pescar. Mas, segundo os próprios pescadores, não se deve achar que os não-licenciados ficarão de mãos abanando. "São muitas famílias que dependem dessa atividade, muitos pescam corretamente, da forma artesanal, que é sustentável, mas não possuem o documento de marinha, principalmente aqueles com barcos construídos de 2002 pra cá", explica Maurício Valente, da Associação de Monsenhor Diomedes, que reúne os moradores da vila praiana de Redonda, em Icapuí.

Ele denuncia que, durante todo o defeso, pescadores "predadores" continuaram pescando. Eles utilizam marambaias e mergulham utilizando compressores, proibidos por Lei. São também esses equipamentos, muito utilizados porque aumentam em até 20 vezes o volume de pescado, os principais responsáveis pela escassez da lagosta.

Fonte: Diário do Nordeste
Melquíades júnior
Colaborador

MAIS INFORMAÇÕES
Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama)
Departamento de Fiscalização de Pesca
Telefone: (85) 3272.7370

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Zaire - Pescadores artesanais prejudicados


O responsável da cooperativa dos pescadores da aldeia do Tombe, município do Soyo (Zaire), Alfredo Francisco Verónica, denunciou na sexta-feira, naquela localidade, a acção de embarcações de médio e grande porte que pescam a menos de cinco milhas da costa marítima, arrastando redes e outros materiais dos pescadores artesanais.

Em declarações à imprensa, Alfredo Verónica disse que os prevaricadores pescam durante a noite, causando sérios prejuízos aos pescadores artesanais, como destruição das redes e captura de peixe miúdo, além de outros tipos de espécie marinha.

“Normalmente, pescam no período nocturno, o que torna difícil a identificação das matrículas ou qualquer dado sobre estas embarcações”, afirmou, tendo apelado aos órgãos competentes a redobrarem as operações de fiscalização ao longo da costa marítima, de forma a desencorajar este tipo de acções, que tem afectado o nível do desenvolvimento sustentável da comunidade piscatória.

O responsável disse que muitos pescadores estão sem possibilidades financeiras para regularizar as despesas de material adquirido junto do Instituto de Pesca Artesanal, o que retira credibilidade às cooperativas para obtenção de novos créditos.

Fonte: Jornal de Angola

Notícias relacionadas:



As postagens mais populares da última semana: