segunda-feira, 20 de agosto de 2012
EUA - Suspeita de atum contaminado com radiaçāo de Fukoshima
Pequenas quantidades de césio foram encontradas em uma espécie de atum na costa oeste dos Estados Unidos. Após pesquisa, cientistas norte-americanos acreditam que a contaminação pode ter sido originada pela radiação causada pelo vazamento ocorrido na usina nuclear japonesa de Fukushima Daiichi. A suspeita foi publicada nesta segunda-feira (28/05) pela revista científica PNAS, da Academia Nacional de Ciências dos EUA.
Segundo o estudo, em 15 exemplares de atum-rabilho de um grupo que foi coletado para avaliação no litoral de San Diego, na Califórnia, em agosto do ano passado, foram dectatadas a presenção de 4 becqueréis de césio-137 e de 6,3 becqueréis de césio-134. Cinco meses antes, em 11 de março, a usina nuclear japonesa foi atingida por um terremoto e um tsunami, e entrou em colapso, o que resultou em vazamento de materiais radioativos. O becquerel é a unidade de medida de radioatividade adotada pelo Sistema Internacional. Um becquerel corresponde à atividade de um material no qual se produz uma desintegração nuclear espontânea por segundo.
O nível encontrado nesses exemplares é dez vezes maior do encontrado nos atuns da mesma espécie e na mesma área nos anos anteriores. Entretanto, continuam abaixo dos níveis considerados prejudiciais à saúde pelos governos dos EUA e do Japão. Recentemente,o governo estipulou um limite de segurança de 100 beqcueréis por quilo de alimentos.
A descoberta sugere que o peixe levou a radiação de um lado do Pacífico para o outro de forma mais rápida do que a água ou o vento. O atum pode nadar a profundidade de até mil metros e atinge a velocidade de 64 quilômetros por hora.
“Eu não diria às pessoas o que elas devem ou não devem comer. Algumas pessoas acreditam que, por mais modestos que sejam, quaisquer níveis de radiação são ruins e devem ser evitado. Mas comparando o que encontramos e os níveis de segurança estabelecidos, não é uma grande quantidade”, diz Daniel Madigan, pesquisador da Universidade de Stanford que comandou as pesquisas.
A empresa operadora da usina de Fukushima, Tokyo Electric Power, estima que 18 terabecqueréis de material radioativo foram jogados no Pacífico após a tragédia, sob a forma de chuva ou se misturando-se diretamente à água do mar. Um terabecquerel é equivalente a um trilhão de becqueréis.
Fonte: UOL
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