quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Naufrágio: Cinco pescadores já tiveram alta



Cinco dos seis pescadores sobreviventes do naufrágio da embarcação 'Virgem do Sameiro' já tiveram alta do Hospital de Leiria, estão bem e "já falam de futebol", ficando apenas um internado até sábado por "mera precaução".

"Nenhum precisa de cuidados médicos diferenciados", avançou João Coucelo, adiantando que podem ter todos alta ainda esta sexta-feira.

Os seis homens, também com sinais imediatos de subnutrição, foram encaminhados para o Centro Hospitalar de Leiria-Pombal. Os familiares que vieram de autocarro já se encontram junto ao hospital e no local esteve também o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto de Abreu. "Venho trazer uma mensagem de satisfação da parte da ministra [Assunção Cristas]" pelo desfecho feliz do incidente, disse.

"É com orgulho que vimos o sistema de busca e salvamento a funcionar", acrescentou Manuel Pinto de Abreu.

Um dos responsáveis pelo salvamento sublinhou ao CM que um dos tripulantes teve um comportamento mais agressivo durante o período que os seis homens estiveram no mar.

O resgate foi complicado, até porque os pescadores, devido ao estado debilitado, tiveram dificuldades em responder imediatamente às ordens da Força Aérea.

Os sobreviventes do navio 'Virgem do Sameiro' foram resgatados a 12 milhas da costa, a norte do cabo Mondego.

Os tripulantes foram detectados pelo helicóptero da Força Aérea às 11h03 e pouco depois do meio-dia já estavam na Base Aérea de Monte Real, onde foram assistidos por equipas do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).

As buscas começaram quinta-feira à tarde e continuaram durante toda a noite com a participação do navio patrulha oceânico Viana do Castelo e até às duas da manhã por um C295 da Força Aérea.

Os pescadores estavam desaparecidos desde terça-feira e estava previsto o seu regresso esta sexta-feira.

A Marinha e a Força Aérea tinham lançado uma operação de buscas e a as famílias dos pescadores aguardavam por um "milagre".

O presidente da Associação Pró Maior Segurança dos Homens do Mar congratulou-se com o resgate dos seis pescadores.

"As Caxinas estão em festa", disse José Festas.

Cronologia: Principais notícias sobre salvamentos no mar nos últimos sete anos

11 Novembro 2011 - A traineira "Mar Amigo" naufragou ao largo de Gaia, mas os 15 tripulantes, que se encontravam numa embarcação de apoio, foram resgatados para o porto de Leixões, em Matosinhos.

10 Novembro 2011 - Três pessoas foram resgatadas após a embarcação de pesca "Gigi" se ter afundado a 12,5 milhas da Ponta de São Lourenço, na Madeira.

8 Novembro de 2011- Uma embarcação de turismo com 11 pessoas a bordo naufragou ao largo da Praia do Camilo, em Lagos, tendo sido resgatado com sucesso. No entanto, duas mulheres, de nacionalidade alemã, não resistiram e faleceram após o resgate.

27 Outubro 2011 - Um veleiro polaco com cerca de seis metros de comprimento encalhou junto à praia de Cambelas, no concelho de Torres Vedras, causando ferimentos ligeiros nos tripulantes que foram resgatados e transportados para o Hospital de Torres Vedras.

26 Julho 2011 - Quatro tripulantes de um veleiro de bandeira inglesa que se partiu ao meio e se encontrava à deriva foram resgatados "a cinco ou seis milhas" a sudoeste de Cascais.

12 Junho de 2011 - O pesqueiro "São Leonardo", com seis tripulantes a bordo, foram resgatados pela Marinha ao largo da ilha de Santa Maria, depois de uma avaria elétrica ter deixado a embarcação à deriva e sem comunicações.

31 Outubro 2010 -- Três homens, dois espanhóis e um argentino, navegavam no veleiro "El Almogrote", com bandeira espanhola, quando naufragaram na região de salvamento de Marrocos, mas foram resgatados por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa a sudoeste do Cabo de São Vicente, no Algarve.

22 Abril 2010 - Quatro tripulantes de uma embarcação de pesca foram resgatados pela Polícia Marítima de Cascais, junto ao Cabo da Roca, na sequência da emissão de um alerta. A embarcação foi ao fundo.

3 Março 2010 - Duas embarcações de pesca naufragam ao largo de Caminha. Uma delas naufragou às 13h45, mas os dois pescadores que seguiam a bordo foram resgatados com vida. Já a traineira de pesca Vilmar afundou-se pelas 04h30 e foram resgatados com vida dois dos cinco tripulantes.

8 de Fevereiro de 2010 - Embarcação de pesca com três pescadores naufraga fazendo um morto, um desaparecido e um ferido ligeiro.

28 de Janeiro de 2010 - Embarcação de pesca naufraga ao largo da Figueira da Foz Os nove tripulantes escaparam sãos e salvos ao naufrágio devido a um rombo no casco.

13 Novembro de 2009 - Os dois tripulantes de nacionalidade francesa de um veleiro que emitiu um pedido de ajuda ao largo dos Açores "foram resgatados com vida".

6 Setembro 2009 - Oito tripulantes de uma embarcação de pesca espanhola foram resgatados com vida a 19 milhas da costa de Vila do Conde após um pedido de ajuda quando se encontravam numa balsa após o naufrágio da embarcação em que seguiam.

5 de Dezembro de 2008 - O barco de pesca "Rosamar" naufragou a 24 milhas a norte de Burela, na costa da Galiza, com oito portugueses e cinco indonésios a bordo. Morreram três pescadores portugueses.

7 de Janeiro de 2008 - A embarcação "Petite Julie" naufragou a cerca de 50 quilómetros das ilhas Virgem, junto à costa de Finisterra, noroeste de França, com sete marinheiros a bordo (três portugueses e quatro franceses). Um português foi resgatado vivo. Os corpos dos restantes dois não apareceram.

29 Dezembro de 2006 - A embarcação 'Luz do Sameiro' encalhou na praia da Légua, a norte da Nazaré, com sete tripulantes a bordo. Morreram seis pescadores e apenas um foi resgatado com vida.

6 Janeiro 2006 - Uma embarcação naufragou no extremo sul da Praia do Salgado, Nazaré. Dois pescadores morreram e um escapou e foi resgatado por outro barco.

30 Maio de 2005 - Um veleiro português, com dois tripulantes a bordo, que se encontrava à deriva a 11 milhas (20 quilómetros) do farol de Faro foi resgatado pela Capitania do Porto de Olhão, Algarve.

24 Março de 2005 - Cinco tripulantes espanhóis de um barco de pesca foram resgatados ao largo dos Açores, depois de um pedido de ajuda por ter água na casa das máquinas, e transportados para Ponta Delgada por um navio mercante.

17 Março de 2005 - Sete tripulantes do iate "Innovation", com um rombo no casco, foram recolhidos por uma corveta da Marinha portuguesa a 270 milhas da ilha do Faial.


Fonte: Correio da Manhã (Portugal)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Portugal - Famílias de pescadores artesanais levam vida de dor


Nas Caxinas, é raro o ano em que pescadores não perdem a vida no mar. As famílias aprendem a lidar com a dor e os homens da terra continuam a ir para a pesca. Nos últimos anos, foram instalados nos barcos mais aparelhos de localização e reforçados os meios de vigilância no mar, mas as embarcações de pesca artesanal mais pequenas são as mais desprotegidas.


Fonte: RTP

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

ES - Pescadores da Barra do Sahy abandonam audiência pública


Os pescadores da Barra do Sahy e a Petrobras não estão de acordo quanto aos prejuízos que serão gerados com a atividade de sísmica da empresa na região. Segundo os pescadores, a Petrobras quer compensar o prejuízo dos pescadores com a construção de uma fábrica de gelo e a compra de um carro frigorífico, mas, segundo eles, não há quantidade de peixe suficiente na região para compensar este investimento.

“Somos cerca de 20 pescadores artesanais, não comportamos uma fábrica de gelo e um carro frigorífico. Esta é uma condicionante que não está de acordo com as necessidades dos pescadores da região”, disse o presidente da Associação de Pescadores da Barra do Sahy (ASPEBR), Sebastião Vicente Buteri.

Os pescadores deixaram a audiência após entenderem que nem a empresa e nem o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) considerariam a condição artesanal dos pescadores.

Segundo eles, as condicionantes propostas pela Petrobras são contraditórias com o meio de vida artesanal. A proposta é que os R$ 150 mil estipulados para compensar a interferência no meio marinho, que irá gerar a exclusão de áreas de pesca e a restrição temporária do uso do espaço marítimo, sejam utilizados para compensar financeiramente os períodos de restrição e para a compra de apetrechos de pesca.

Eles cobram também a construção de um enrocamento do rio para dar maior segurança à atividade, já que a medida facilitaria a entrada e saída dos barcos para pescarem, ao invés de os deixarem no mar aberto como é feito atualmente.

Entretanto, segundo a ASPEBR, o argumento da empresa e do Ibama é que a compra de apetrechos pesqueiros iria aumentar o esforço sobre a pesca na região, prejudicando o meio ambiente. Além disso, foi alegado, durante a audiência, que as condicionantes em questão não podem chegar aos pescadores em dinheiro; que não há viabilidade econômica para atender à reivindicação dos pescadores e que parte destas reivindicações deveria ser atendida pelo governo e não pela empresa.

Insatisfeitos, os pescadores questionam o porquê de a compensação não pode ser em dinheiro durante os períodos de proibição da pesca, já que os pescadores ficarão sem trabalho e, portanto, sem dinheiro para se manter. Cobram ainda que as compensações sejam amplamente discutidas pelos pescadores. “Não iremos permitir que projetos definam apenas o que é melhor para eles. Os impactos são sentidos hoje, as compensações propostas por eles virão com os anos, e como faremos hoje?”, questionou Sebastião Buteri.

Para os pescadores, a condição artesanal vem sendo desconsiderada na tentativa de esvaziar a atividade na região e abrir espaço para os grandes empreendimentos.

“Estão tratando os pescadores artesanais como marginais e isso nós não somos. Somos uma atividade antiga, que merece respeito. Um pescador possuir duas redes não é aumentar o esforço sobre a pesca. Se querem mesmo saber o que aumenta este esforço é só olhar mar adentro. Cada barco grande licenciado pelo Ibama representa o esforço de mil pescadores artesanais. Eles arrastam tudo com suas redes”, disse Buteri.

O debate entre pescadores, Petrobras e Ibama faz parte do plano de compensação da atividade pesqueira, exigida pelo Ibama para a concessão da licença ambiental com o objetivo de compensar as comunidades pesqueiras artesanais inseridas na área de influência do empreendimento da empresa. Entretanto, a informação dos pescadores é que a licença foi concedida, mesmo sem um consenso sobre as condicionantes.

O receio dos pescadores é, sobretudo, com relação ao momento de desova. Segundo eles, nesta época os peixes somem, dificultando a pesca até para a subsistência das famílias dos pescadores artesanais. “Dai a revolta dos pescadores com o Ibama na indicação de projetos de compensação”, alertam os pescadores.

O Ibama foi procurado, mas ninguém foi encontrado para comentar o impasse.

Fonte: Século Diário

sábado, 3 de dezembro de 2011

I Festival Gastronomia do Mar

A Secretaria de Estado Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca (SEDRAP), em parceria com a Fundação Instituto Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ), realiza o 1°Festival de Gastronomia do Mar na cidade de Niterói, entre os dias 03 e 11 de Dezembro. O projeto tem como objetivo incentivar o consumo de pescado com foco na alimentação saudável. O lançamento acontece no sábado (03/12) a partir das 10H, no Mercado de Peixe São Pedro, no centro da cidade, e conta com o apoio da Prefeitura Municipal de Niterói, Águas de Niterói e CCR Ponte. Os restaurantes da cidade participam do projeto preparando pratos que têm como protagonistas peixes, moluscos (polvos e mariscos), crustáceos (camarão e lagosta) entre outros.

“O sentido fundamental para a realização deste projeto é difundir a importância do consumo de peixes e frutos do mar para uma melhor qualidade de vida e os inúmeros benefícios para a saúde”,afirma Felipe Peixoto, atual Secretário de Estado Desenvolvimento Regional, Abastecimento e Pesca. Numa visão inovadora, o festival pretende destacar a gastronomia do mar, na qual seus aspectos positivos e relevantes se façam presentes por meio das artes, falas, práticas, vivências, aprendizagens, simbolismos e referências da culinária de pescado e sua diversidade, apresentadas por meio de diversas linguagens estéticas; sendo debatidas, revistas, defendidas, questionadas e experimentadas.

Busca-se, portanto, identificar e refletir sobre a Gastronomia do Mar - o valor nutritivo e iguarias benéficas para a saúde e qualidade de vida, em particular, o município de Niterói, que demonstra uma vocação inédita para esse tipo de atividade. É progressivo o número de bares e restaurantes da cidade que exploram a cozinha de pescado com o percentual cada vez maior nos últimos anos. Tendo como referência o Mercado de Peixe São Pedro, além de ponto turístico, é atualmente o maior comércio de pescado do Estado do Rio de Janeiro, onde vende-se semanalmente cerca de 60 toneladas de peixes.

Nesse sentido, o 1° Festival Gastronomia do Mar tem como finalidade despertar ainda mais o espírito gastronômico na cidade e projetar o município como um importante pólo gastronômico. Para isso, cerca de 50 bares, restaurantes e delicatessen participam do festival onde chefs de cozinha, enólogos, artistas e intelectuais de diversas latitudes esbanjam criatividade em suas atividades, com diferentes formas de se perceber, representar e vivenciar o espaço gastronômico nas grandes metrópoles contemporâneas.

Programação:

Sábado (03 de Dezembro) – Abertura Oficial do Festival

Local: Mercado de Peixe São Pedro (palco montado em rua fechada em frente ao Mercado)

Horário: 10H às 15H

Chefs de Cozinha renomados farão Oficinas de Gastronomia a 4 mãos recepcionados por Chefs da cidade de Niterói:

Henriqueta Enriques (Gruta de Santo Antonio) recebe Roland Villard,

Federico Tagliabue (Torninha) recebe Thomas Troisgros

Bruno Marasco (Da Carmine) recebe Olivier Cozan

Marcelo Ferreira (Gourmet Convidado Especial e Atleta Olímpico) recebe Luca Gozzani,

Os chefs usarão peixes frescos do Mercado e farão aulas gratuitas para o público presente que terão cadeiras disponíveis em uma ampla tenda que será montada junto ao palco.

Intervenção Urbana

Dez artistas, estilistas e design da cidade estarão pintando, customizando 10 peixes de 1m x 1m feito em argila/cerâmica. Os peixes ficarão em exposição em diversos pontos da cidade a partir do dia 05 de Dezembro – uma verdadeira exposição em céu aberto na cidade durante 15 dias.

Restaurantes participantes:

Gendai Icaraí, Gendai Piratininga, À Mineira, Candongueiro Bar, Rincão, Cervejaria Noi, Bar Itália, À Mineira Gourmet, Botequim À Mineira Orquídea, Da Carmine Itaipu, Da Carmine Icaraí, Cervesia, 7 Grill Itaipu, 7 Grill São Francisco, 7 Grill Icaraí, Ativa Restaurante, Dellicatella, Sunsaki, Ícaro Gastronomia, Botequim Informal, Ristorante Torninha, Siri, Tenore Gourmet, Tantra Mongolian Grill, Botequim Salve Simpatia, Boteco Confraria, Miksi Sushi, Nossa Casa Restaurante, Botequim Granel, Paludo Gourmet, Buonasera, Beira-Mar, Spicy Gastronomia, Noi Bar & Restaurante, Gruta di Capri Itaipu, Gruta di Capri Icaraí, Bemdito, Buzin Icaraí, Buzin Itaipu, Fafelli, Mocellin Churrascaria, Coahuilla, Berbigão, Verdanna Grill, Trattoria Torna, Minas Grill, Gruta de Santo Antônio, Carlsson, Solar do Jambeiro, Peixaria do Bel, Bom Peixe Restaurante, Bar da Lêda.

Fonte: O DIA


Gastronomia do Mar  (Luciana Fróes)

Na falta de um mercado de peixes à altura dos chefs e restaurantes cariocas (pois é, há tempos puseram abaixo o da Praça Quinze, lindo, lindo...), a saída é atravessar a ponte e mergulhar fundo no Mercado de São Pedro, em Niterói. É lá que este simpático trio de chefs da foto — o francês Roland Villard, do Le Pré Catelan; o carioca Thomas Troisgros, do Olympe e do CT Boucherie; e o italiano Luca Gozzani, do Fasano Al Mare — não só bate ponto como, amanhã, ensinará receitas deliciosas à base de frutos do mar, juntamente com um naipe estelar de chefs locais.

O encontro marca a abertura oficial do 1 Festival de Gastronomia do Mar, organizado pelo Mercado São Pedro, o maior de pescados do Estado do Rio, com 40 boxes e um movimento que passa das 60 toneladas vendidas por semana. O evento vai até o próximo dia 11 e inclui uma série de atividades gratuitas em torno das mesmas palavras de ordem: vamos comer peixe, muito peixe.

— A temporada é do dourado. As postas estão maravilhosas, algumas delas com mais de dez quilos — exalta o chef Luca Gozzani, que dá seu recado. — Peixes baratos, como a anchova, por exemplo, podem render pratos deliciosos. Não é preciso comprar só peixes nobres.

Para o francês Roland Villard — que abre o encontro amanhã, às 10h, com aula ao ar livre —, quanto menos ingredientes forem usados na hora do preparo, melhor.

— Sendo o peixe bom e fresco, bastam um fio de azeite extravirgem, sal na medida e ervas — ensina.

Já Thomas Troisgros quer é mostrar que peixe pode render um tremendo caldo:

— Aproveito praticamente tudo. Na hora de fazer uma sopa ou um caldo, além da cabeça, uso a pele, que desprende uma gelatina única, fantástica.

Mestre em pratos da Terrinha, a portuguesa Henriqueta Enriques, do Gruta de Santo António, é outra que dividirá seus segredos culinários amanhã, assim como os italianos Frederico Tagliabue, da Torninha, e Bruno Marasco, do Da Carmine, todas ca$de Niterói. Eles cozinharão em dupla com os chefs do Rio, cuja lista inclui ainda o bretão Olivier Cozan.

Os seis restaurantes do Mercado também entram na onda, com pratos e preços festivos. No Bar Temporal, a pedida são as sardinhas fritas (R$ 2 cada), mas o cliente pode escolher qualquer peixe nas bancas do primeiro piso e leva para preparar ali. Pelo serviço, cobram R$ 10. No vizinho Exposend, as postas de namorado (porção para quatro) são servidas à milanesa, com salada, arroz e pirão (R$ 75).

Uma curiosidade: sabe qual é o verdadeiro nome do namorado? Pseudopercis numida. Virou namorado por conta de uma tradição milenar vinda de Guiné Bissau. Lá, é costume as mulheres não só elegerem os seus noivos como também os fisgarem pela boca. E é aí que entra o Pseudo: elas preparam o peixe no capricho, e o eleito não pode recusar o convite.

O festival se espalha por Niterói, com 50 restaurantes lançando pratos à base de peixe, naturalmente. E uma fish parade tomará conta da cidade. Só não atravessa a ponte, infelizmente.

Fonte: Rio SHOW 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Poço da Chevron em Frade é interditado por gerar gás de enxofre


RIO - Após o vazamento de petróleo na bacia de Campos, ainda não totalmente encerrado, e que rendeu duas autuações à Chevron, a Agência Nacional de Petróleo (ANP) abriu um terceiro processo administrativo contra a companhia.

Segundo a diretora do órgão regulador, Magda Chambriard, um dos dez poços que estavam em produção estava gerando gás sulfídrico (H2S) e, por não ter relatado o fato à ANP, a empresa será multada e, por enquanto, a produção no local foi suspensa.

Em auditoria presencial programada na plataforma de produção, realizada na terça-feira da semana passada, a agência reguladora descobriu que um dos poços estava gerando o gás, que pode ser letal. “H2S é veneno para trabalhador”, disse Magda. Ela ressaltou que “certamente” o gás não estava vazando, “já que não morreu ninguém”.

O gás sulfídrico, conhecido como gás de enxofre, é gerado pela natureza, mas precisa ser tratado corretamente para não causar riscos à saúde.

“Estamos autuando e oficiando o Ministério do Trabalho e Emprego e também o Ministério Público do Trabalho para que eles tomem ciência e também as ações cabíveis”, disse.

Ela lembrou que o contrato de concessão exige que o concessionário deve comunicar ao órgão regulador todas as ocorrências e ter análise de risco e as ações decorrentes dessa análise notificadas à ANP. “Isso não existia, então [a empresa] vai ser autuada”, explicou.

A diretora disse ainda que a presença desse gás deveria mudar a postura da empresa em reação á produção daquele poço, especificamente, inclusive em relação à metalurgia utilizada no local. “Em função disso, mandamos interromper essa produção”, disse Magda.

A Chevron deveria, primeiro, ter informado, além de ter mostrado na análise de risco que foram tomadas todas as providências necessárias para a redução dos riscos. A diretora disse estar investigando se o gás foi tratado corretamente e se os trabalhadores chegaram a ser expostos a riscos. “O procedimento correto teria sido não ter o H2S escondido da ANP. O resto ainda vamos investigar”, contou a diretora. "A gente só descobriu porque foi a bordo".

A produção no campo de Frade em outubro, segundo a ANP, era de 70,5 mil barris de petróleo por dia, com os dez poços em funcionamento, mas a diretora não soube detalhar de quanto era a produção do poço suspenso.

Magda Chambriard participou da despedida ao diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, que deixa o cargo no próximo dia 11, após sete anos à frente do órgão regulador. Ela é uma das pessoas cotadas para a vaga.

Fonte: Valor (Juliana Ennes | Valor)

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